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O legado das senzalas

Filha de escravos africanos e nascida em terras brasileiras, a capoeira camufla arte marcial em dança, contagia e gera paixões aqui e no resto do mundo.

A história da capoeira se funde com a própria história do Brasil. Embora seja possuidora de raízes africanas, é no solo brasileiro que ela realmente se firmou e floresceu até os dias de hoje.

Causadora de grandes polêmicas, a mesma capoeira que gerou – e ainda gera – certa resistência e preconceito, também suscita grandes paixões. Nilson Rosa, 45, conheceu a arte cedo – aos 16 anos – e se identificou. Hoje, além de diretor da Secretaria Municipal de Cultura eTurismo, Nilson é mestre de capoeira, algo que para ele é um sonho que se tornou realidade.

Assim como os outros esportes, este também traz vários benefícios à saúde. Dentre eles, a melhora da condição física e o retardo do envelhecimento. Mas o diferencial também está presente nos benefícios não físicos. “A capoeira ensina o ser humano a ser mais humano. Ela é o tempo inteiro igualdade e união”, conta o mestre Nilson.

Mas se há tantas vantagens, qual é o motivo de o preconceito ainda existir? Para o mestre, é simples: “As pessoas tem resistência ao que é invisível e desconhecido. Por ter sido criada pelos escravos, a capoeira tem a famade ser algo para os desocupados”. Embora muita coisa da história não esteja escrita, o mestre Nilson passa seu conhecimento aos alunos, contando para eles as histórias do folclore brasileiro e o legado deixado pelos escravos. “Ainda que a capoeira pareça distante, esta arte originada como forma de autodefesa camuflada em dança está mais do que presente em nossasvidas.

Se antes os escravos viviam em senzalas e tinham como inimigo comum o senhor de engenho, hoje moramos em cidades e enfrentamos a dureza do cotidiano”.

Em Jaú, a capoeira está em sua sexta geração. A primeira delas contou com o mestre Bimba, que treinou diretamente com os escravos e passou seus conhecimentos ao mestre Suassuna. O mestre Suassuna ensinou Nino, que por sua vez foi mestre de Betão.

Quando Betão faleceu, Nilson – que já treinava há cerca de 10 anos – se tornou mestre, e hoje passa aos seus alunos a arte capoeirística, até o dia em que alguém se levante e então seja um mestre da sétima geração em Jaú.

A capoeira é uma mistura de tradições e segredos, de golpes e gingas. É como disse o mestre Pastinha, “jeito de escravo com ânsia de liberdade. Seu princípio não tem método, e o seu fim é inconcebível ao mais sábio dos mestres”.

 

Fonte: http://www.redebomdia.com.br/Noticias/Viva/62690/O+legado+das+senzalas

São Paulo: Mestre Russo de Caxias – Oficina & Novo CD

Mais uma vez em São Paulo, Mestre Russo de Caxias realizará uma jornada de atividades no 16 de Abril, sábado, das 9:00 às 21:00h. Oficina, mesa redonda, bate papo com os Mestres e roda de confraternização, com destaque para o lançamento do seu novo CD: Tempero da Massa – Musicalidade da Roda Livre de Capoeira de Duque de Caxias. O Evento acontecerá na Universidade de São Paulo (Centro de Páticas Esportivas – CEPEUSP), sob a coordenação do Mestre Gladson e do Professor Vinicius e tem apoio do CEPEUSP, da Projete Liberdade Capoeira e da Bassula Originals. Maiores informações sobre isncrições podem ser consultadas no site www.projeteliberdadecapoeira.com.br
A idéia é reunir amigos numa grande confraternização. Compartilhar conhecimentos, trocar experiências e prestigiar o lançamento do CD do Mestre Russo, que esteve em São Paulo no ano passado, durante a XII Clínica de Capoeira do CEPEUSP, onde ministrou palestras e oficinas, apresentou o seu DVD e foi bastante elogiado pelos presentes.
Jonas Rabelo, o Mestre Russo é o Zelador da Roda de Duque de Caxias – RJ, uma as mais tradicionais rodas de Capoeira de Rua do Brasil e do mundo. Um importante “celeiro” de Bambas, por onde já passaram grandes Mestres da atualidade. A Roda se caracteriza pelo respeita às tradições e Capoeira de muita qualidade. Mestre Russo é um dos grandes responsáveis pela manutenção e preservação da Roda de Caxias, que continua dando frutos, com excelentes capoeira da nova geração.
Após o evento de São Paulo, Mestre Russo parte para a Europa para uma turnê em diversos países onde também mostrará o seu novo CD.

Literatura de Cordel: Bloco Cacique de Ramos

LITERATURA DE CORDEL CONTA A TRAJETÓRIA DO BLOCO CACIQUE DE RAMOS

 

 

Em 20 de janeiro de 1961 um grupo de jovens de Ramos, Olaria e Bonsucesso, fundava um pequeno bloco sem maiores pretensões. 50 anos depois, este bloco tornou-se um mito do carnaval brasileiro e sua quadra abriga um pagode onde passaram os maiores nomes do samba brasileiro e muitos ali foram revelados. É o Cacique de Ramos, patrimônio cultural do Rio de Janeiro. E pra contar a sua trajetória, o poeta popular Victor Alvim, conhecido também como “Lobisomem”, escreveu sua história no formato da tradicional LITERATURA DE CORDEL.

 

“Freqüentador da roda de samba do Cacique de Ramos, o autor tinha o rascunho deste cordel guardado há cerca de 5 anos e decidiu continuar a missão de terminar o texto para homenagear o bloco no seu cinqüentenário

 

 

“…O Brasil é terra rica

Na arte e na cultura

E tudo que vem do povo

Na sua expressão mais pura

É obra que emociona

Até a alma mais dura

 

E foi um dos grandes blocos

Que me chamou atenção

Despertou meu interesse

E tocou meu coração

Se tornando para mim

Fonte de inspiração

 

 

Um bloco muito animado

E também tradicional

Que arrasta multidões

Fenômeno sem igual

É o Cacique de Ramos

Um dos reis do carnaval…”

 

 

 

Pesquisando em livros, discos, jornais, vídeos e conversando com integrantes novos e antigos da agremiação, Victor reuniu as informações básicas que precisava para escrever. A origem das 3 famílias que fundaram o bloco; a rivalidade com o bloco “Bafo da Onça” do bairro do Catumbi; grandes nomes que passaram pela sua quadra e outros detalhes importantes.

 

 

“…E com essas três famílias

De Ramos e Olaria

Um capítulo importante

Do carnaval surgiria

Mas isso naquele tempo

Ninguém imaginaria

 

As mulheres já queriam

Dos grupos participar

As irmãs e namoradas

Foram reivindicar

Rapidamente atendidas Conquistaram seu lugar

 

E assim dessa maneira

Um novo bloco nasceu

O “Cacique Boa Boca”

De repente apareceu

Em homenagem aos índios

Esse nome se escolheu

 

 


Na década de 60

 

Começou a sua história

No ano 61

Registrado na memória

O Cacique começou

Sua carreira com glória…”

 

 

 

Conversas com Bira Presidente e Sereno, fundadores do bloco e integrantes do grupo Fundo de Quintal, foram primordiais para esclarecer dúvidas sobre nomes e fatos importantes.

 

 

“ …Na fundação do Cacique

Também temos que lembrar

De Ênio, Mendes e Dida

Everaldo e Alomar

E outras tantas figuras

Que é difícil enumerar…”

 

 

Membros da diretoria do Cacique como Tuninho Cabral, Ronaldo Felipe e Renatinho Partideiro, membros da diretoria e apaixonados pelo Cacique foram grandes colaboradores e incentivadores para que o cordelista publicasse o livreto ainda em tempo para as comemorações dos 50 anos do Cacique de Ramos que começam na próxima quinta feira dia 20 de janeiro na sede da Rua Uranos, 1326.

 

 

“…O bloco que começou

Somente por diversão

De uma turma de jovens

Sem nenhuma pretensão

Que jamais imaginavam

Que cumpriam uma missão

 

Que começou no subúrbio

Do velho Rio de Janeiro

Cresceu, ficou conhecido

Por esse Brasil inteiro

Transformando-se num mito

Do carnaval brasileiro

 

O Cacique é referência

Na música brasileira

Vem gente do Brasil todo

E até de terra estrangeira

Pra conhecer o Cacique

E a sua tamarineira

 

Desejamos ao Cacique

Um feliz aniversário

Parabéns por sua história

E pelo cinquentário

Vida longa e muito samba

Aguardando o centenário! …”

 

 

 

 

O AUTOR

 

 

“Lobisomem” é o apelido de Victor Alvim Itahim Garcia nascido no Rio de Janeiro em 21 de dezembro de 1973 na maternidade São Sebastião, filho de Joe Garcia e Nádia Itahim Garcia.

É capoeirista, discípulo de Mestre Camisa e membro da ABADÁ-CAPOEIRA. Compositor e poeta popular, foi eleito em 2007 para ocupar, na Academia Brasileira de Literatura de Cordel, a cadeira de nº. 27, tendo como patrono o poeta pernambucano Severino Milanês.

Publicou recentemente os folhetos “A Fantástica História de Zeca Pagodinho e o Disco Voador” e “O Maravilhoso Encontro de São Jorge com Jorge Benjor”.

Tem como objetivo maior sempre divulgar e elevar o nome da capoeira, do samba, da literatura de cordel e de toda a cultura popular brasileira.

 

 

Conheça nosso blog e torne-se tambem um seguidor:

 

www.quintal-do-lobisomem.blogspot.com

Samba Vivo Botequim homenageia Adoniran Barbosa

Estréia dia 08/12, a opção de começar a noite em alto estilo, em Itapuã, no Espaço Verde, sempre na 2ª quarta feira do mês, a partir das 19h.

O grupo Botequim retorna com o Samba Vivo, prestando uma homenagem aos grandes sambistas do Brasil, tendo como homenageado nessa noite de estréia o saudoso Adoniram Barbosa, em homenagem ao centenário de seu nascimento.

A partir de uma extensa pesquisa sobre a obra dos principais compositores de samba brasileiros, o Grupo Botequim, propõe o show “Samba Vivo” que prevê a realização de um espetáculo musical a cada mês, homenageando um grande sambista brasileiro, através da interpretação de suas músicas e também traçando um perfil do homenageado, contando histórias e fatos sobre sua vida e sua carreira.

Essa idéia nasceu no ano de 2005, idealizado por um dos integrantes do Grupo Botequim – o sambista e compositor Pedrão – e foi apresentado durante dois anos em alguns bares da cidade, onde os shows revisitaram a obra de sambistas como Cartola, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola, Noel Rosa, Adoniram Barbosa, Batatinha, Chico Buarque, Candeia, Geraldo Filme, Ataulpho Alves entre muitos outros

O Grupo Botequim é formado por músicos experientes no universo do samba e tem se destacado na cena cultural da cidade de Salvador, por promover um movimento de rodas de samba que tem tido a participação de um público jovem e crescente, interessado em conhecer um pouco mais sobre os grandes clássicos do nosso samba. Recentemente o Grupo Botequim apresentou alguns shows, vencedores de editais públicos da FUNCEB, homenageando grandes sambistas, como o “Tributo à Batatinha”, na Sala do Coro do Teatro Castro Alves e na Praça Tereza Batista, e “Cartola no Botequim” no Teatro XVIII no Pelourinho. No Largo do Santo Antonio Além do Carmo, na última sexta feira do mês, tem Botequim, no Forte do Santo Antonio, com um público considerável de mais de 1500 pessoas.

Apareçam e comecem a noite com a festa viva do samba!!!

Aconteceu: Capoeira Ginga Arandu

No dia 22 (domingo), aconteceu em Arandu, o 3º Batizado e Encontro de Capoeira do Grupo Ritmo Baiano, realizado pelo Contra Mestre Marcão, com supervisão do Mestre Gildo. O evento marcou a comemoração do Ginga Arandu 2010, que é a comemoração de três anos de trabalho na cidade, que hoje tem seu reconhecimento em toda a região.

Segundo professor Marcão, neste evento os alunos realizaram as trocas de graduações com muita movimentação de jogo, além de também fazer parte do objetivo do evento integrar professores, alunos e convidados para uma capoeira positiva no sentido de socializar. “Hoje podemos usar a capoeira como um meio de inclusão social na comunidade”, comentou Marcão. Também foi conferida a graduação de Contra Mestre ao professor Marcão pelas mãos de Mestre Gildo e aprovação de todos os mestres e professores presentes, e durante a programação rolou muita capoeira com a presença de grandes capoeiristas entre eles Mestre Gildo (Ourinhos), Mestre Baianinho (Bauru), Mestre Jorge (Barra Bonita), Mestre Zulu (Pratânia), Contra Mestre Bozzo (Lençóis Paulista), Professor Binho (Itaberá), Professor Alex (Avaré), Monitor Cézinha (Avaré), entre outros capoeiristas e convidados. Para coroar o evento, foi encerrado com um jantar de confraternização que contou com a colaboração da Distribuidora de Bebidas Menegazzo.

 

Fonte: Folha de Avaré – http://www.folhadeavare.com.br/

O Iníco de Palmares: A Escravização do Índio

PALMARES, UM PROJETO DE NAÇÃO – O INÍCIO DE PALMARES….  (II), A ESCRAVIZAÇÃO DO ÍNDIO

“No dia em que nossa gente acabar de uma vez, eu vou  tirar esta

escora daqui, e o céu vai desabar, e todas as gentes vão desaparecer.

Vai acabar tudo”. Sinaá, Lenda do fim do Mundo, povo Juruna.

–          1533 – Bula Veritas Ipsa Papa Paulo III declarando “os índios homens racionais”…

–          Entradas, expedições organizadas pelos Gov. Gerais, ou diretamente pela Corôa.

–          Bandeiras, empresa (expedição) organizada por particulares, ambas para caçar índio.

–          Incursões de franceses, iniciativa particular de “piratas” e não de governo.

Toda e qualquer referência à escravização do índio, que nos interessa, seria uma repetição da escravização negra. A História do Brasil é contada em dois extremos de uma mesma arma – ora como uma peça de defesa, o secular cuidado com a cabeça de louça do cristianismo; ora uma peça de descaracterização do negro – a condenação da vítima – “comprava-se negros escravizados por outros negros;  eram comprados por escambo índios escravizados por outros índios ” : Doe mais ao negro do Mundo, assim com ao índio do Brasil, estas mentiras secularmente repetidas que a própria escravidão a que foram submetidos, doem-lhes a insaciedade do dominador…

As narrativas feitas entre o Séc. XVI e o XVIII serve como relato, não como interpretação, de um lado por que os escrivães não conheciam absolutamente nada do índio; segundo porque eram interessados – uns como mercadores ou agentes de mercadores; outros, por serem agentes da Coroa Portuguesa que chega ao Séc. XIX  “tendo no Brasil apenas a vaca leiteira”.

Acrescente-se ao fato das expedições portuguesas serem compostas por homens sem letras. Se dentre os franceses e até dentre as poucas entradas alemãs de que se tem notícia sempre havia intelectuais, homens de letras, e muitos de ciência, (meramente interessados em ciência), dentre os portugueses não há um único registro com este cuidado, por todo o Séc. XVI e até o Séc. XVII. Mesmo entre os jesuítas pode-se encontrar quando muito um ou outro letrado, que eram dominados ou pelo interesse comercial da sua Ordem, ou pela posição de minoria dentre os seus pares, ou notadamente pela ordem severa da Igreja Católica. O que se conhece de imparcial e de cunho cultural é de origem francesa, depois holandesa.


RELATO SOBRE ÍNDIO, CRONISTA FRANCÊS JEAN LERY.

“Uma vez um velho índio perguntou-me: – Que significa isto de virdes vós outros, peros (portugueses) e mirs (franceses), buscar tão longe  lenha para vos aquecer? Não a tendes por lá em vossas terras? – Respondi que tínhamos lenha e muita, mas não daquele pau, e que não o queimávamos, como ele supunha, mas dele extraíamos tinta para tingir.

Retrucou o velho: – E por ventura precisais de tanto pau brasil? – Sim, respondi, pois em nosso pais existem negociantes que têm mais panos, facas, tesouras, espelhos e mais coisas de que vós aqui podeis supor, e um só deles compra todo o pau brasil com que muitos navios voltam carregados.

–          Ah! tu me dizeis maravilhas, disse o velho; e acrescentou, depois de bem alcançar o que eu dissera: – Mas esse homem tão rico não morre?

–          Sim, morre como os outros. –  E quando morre, para quem fica o que é dele? Perguntou.

–          Para seus filhos, se os tem, e na falta, para os irmãos ou parentes próximos, respondi.

–          Na verdade, continuou o velho, que não era nada tolo, agora vejo que vós, peros e mairs, sois uns grandes loucos, pois que atravesseis o mar com grandes incômodos, como dizeis, e trabalhais tanto a fim de amontoardes riquezas para os filhos ou parentes! A terra que vos alimentou não é suficiente para alimentá-los a eles? Nós aqui também temos filhos, a quem amamos, mas como estamos  certos de que após a nossa morte a terra que nos nutriu os nutrirá também, cá descansamos sem o mínimo cuidado”. Jean Lery.

“… andavam muitos deles dançando e folgando uns ante outros, sem se

tomarem pelas mãos, e faziam-no bem”.

(carta de Pero Vaz de Caminha, sobre o índio)

ÍNDIO ESCRAVIZA ÍNDIO  X  NEGRO ESCRAVIZA NEGRO, (meu Deus?)

Aí repousa o telhado de vidro do Cristianismo,  bastando que se diga:

1. Todo e qualquer bacharel em História, em qualquer parte do Mundo sabe que é mentira esta afirmação, assim como todo e qualquer bacharel em direito que tenha se dedicado ao Direito Antigo; (só tem sentido alguém escravizar alguém se o excedente de produção do escravo for superior ao que ele consome, como não havia noções de acumulação, entre negros e índios, não podia haver interesse em escravizar uma ou um grupo de pessoas)

2. No Brasil, ainda sobre o indígena: nem uma obra ou abordagem dos Irmãos Vilas-Bôas consta alguma citação de nações, ou tribo indígena escravizada por outra tribo, no que pese referências inúmeras a constatações e ou suspeitas de desaparição em guerras. (Todo animal lutou num dado instante por ração, e por toda a vida pelo instinto da procriação, apetite sexual).   Esta mesma observação vale para Darcy Ribeiro, ou Cândido Rondon. Os Vilas Boas viveram, moraram entre índios por mais de 45 anos, – vejamos um dos seus relatos:  “As grandes áreas devastadas, ou transformadas na sua vegetação original  existentes nas vizinhanças das aldeias em geral, provam a longa permanência dos índios nesses lugares…quantos anos não levaram para transformar grandes extensões em  mangabais,  piquizais…. e cerrados”?  Relato que desmente também as afirmações acerca do “nomadismo do índio brasileiro:  um povo agricultor não pode ser nômade.

“Quando Cabral pisou a terra brasileira em 1500, avalia Luis Amaral, já o indígena graças a ele próprio ou a seus antepassados, praticava a agricultura, em grau  mais ou menos igual ao então conhecido na Europa..” Assim é que eles já conheciam, naquela época  remota, anterior mesmo a 1500, o fumo, o algodão, o milho, a mandioca, a batata doce, a batatinha, o feijão, a abóbora, e o arroz”, completa Aluysio Sampaio. 

Assim o índio, muitas das usas tribos foram se tornando errantes e não nômades como a Ordem Estado/Igreja usa como justificativa a 500 anos. Da Ordem dos Jesuítas e seus vigários o que se pode dizer é que foram sempre mais comerciantes (exploradores) que tudo o mais. De sob as imunidades desfrutadas em muitos períodos, cita Aluysio Mendonça Sampaio – “Do terror do gentio pelo português era tão grande que se chegou a criar a lenda do Padre de Ouro, lenda ainda contada por Frei Vicente do Salvador como verídica”.

Esse terror do gentio pelo branco já é uma prova da decadência do poderio dos nativos. Daqui por diante veremos os portugueses avançando, escravizando-lhes e empurrando-os para o sertão. “E a terra, em todos os lugares do Brasil, irá aos poucos mudando de dono”. Nos moldes da mistura geral, o Gov. Luiz de Brito, na sua primeira atitude organiza expedição de caça ao índio como nunca….diz frei Vicente “Na Paraíba, não deixaram branco nem negro, grande nem pequeno, macho nem fêmea, que não matassem e esquartejassem”. (sobre a tática de jogar o negro contra o índio e vice-versa. Embate contra uma tribo talvez ainda desconhecida, entrada de Governadores  Gerais). Tudo o que se passou nos Séc. XVI e XVII chega, com a mesma intensidade a meados do Séc. XIX, constata Alexander Marchant, por desconhecer o Brasil de 1940 quando escreveu. Aliás aquele Historiador americano em todo seu escrito “Do Escambo a Escravidão”, (l943), se não chega a desmentir, em nenhum momento avaliza afirmações sobre escravização de índio por índio.

A descoberta do Brasil, para o indígena como para o negro foi mais danosa que toda e quaisquer das invasões  de bárbaros em quaisquer lugar da terra onde ocorreu  – 500 anos depois e ainda não houve intercâmbio, não há nada que se possa conceituar além do domínio, do saque. Assim é que o indígena brasileiro regrediu, decresceu em número e em qualidade de vida e afunilou-se inversamente do ponto de vista da evolução técnico-cultural

PS. Quando tratarmos do início de Palmares, A escravização do negro, vamos demonstrar a mentira da escravização do negro pelo negro, e ou a escravização do índio pelo índio .

André Pêssego – projetozumbi@uol.com.br

Berimbau Brasil  – São Paulo, SP

Mestre João Coquinho – 10 anos

Aconteceu: São Paulo – Aniversário de Mestre Ananias

FESTA NO BIXIGA! SAMBA E CAPOEIRA NOS 85 ANOS DE MESTRE ANANIAS

Mestre Ananias Ferreira, baiano de São Félix (BA), escolheu São Paulo para desenvolver o trabalho com o samba e a capoeira. Nestes mais de 55 anos vivendo na cidade, Mestre Ananias acumula ricas experiências em sua trajetória, com a vida artística nos palcos da “terra da garoa” e pelos ensinamentos que transmite à juventude interessada na cultura do povo.

O aniversário do mestre aconteceu em uma terça-feira, dia da roda semanal de capoeira na Casa Mestre Ananias. Momento oportuno para acontecer uma roda especial, na qual grandes capoeiras da cidade disputaram um espaço no “camarote”.

Convidados Ilustres - 85º Aniversário de Mestre Ananias

Da esquerda para a direita, temos: Mestre Cavaco, Mestre Brasília, Mestre Jaime, Mestre Limãozinho, Mestre Zumbi, com o professor Cacá (de camiseta branca) e Nenê (de chapéu).

CASA MESTRE ANANIAS – CENTRO PAULISTANO DE CAPOEIRA E TRADIÇÕES BAIANAS – Bixiga / São Paulo

Fonte: http://mestreananias.blogspot.com

Capoeira paulista no séc. XIX – Santos / SP

E as hostilidades, platônicas de início, constantes de remoques, indiretas, versos sarcásticos nos jornais, serenatas provocadoras, logo descambaram para o terreno da desforra pessoal, em choques de capoeiragem – a degradante luta física tão da época -, e em sangrentos conflitos, dificilmente contidos pela polícia, mantida sempre em permanente e previdente alerta. Com a lenta infiltração do ideal republicano nos dois grupos, a harmonia e a mútua aproximação foram se estabelecendo entre ambos, e quando a Abolição e a República eclodiram em bem da Pátria, Quarteleiros e Valongueiros, os velhos e rancorosos “inimigos”, fraternizaram afinal”.
Carlos Cavalheiro

 

HISTÓRIAS E LENDAS DE SANTOS

1944 – por Guedes Coelho


Em 26 de março de 1944, o diário santista A Tribuna publicou uma edição especial comemorativa do cinqüentenário desse jornal (exemplar no acervo do historiador Waldir Rueda), que incluiu matéria de três páginas escrita pelo médico sanitarista e vereador Heitor Guedes Coelho (1879-1951), que também se destacou como filantropo e historiógrafo, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Santos (grafia atualizada nesta transcrição):

A metamorfose de Santos

Panorama santista do último quartel do século passado (N.E.: século XIX) – O flagelo das epidemias que dizimavam a população adventícia – Obras de melhoramento urbano – Vultos notáveis que muito contribuíram para o saneamento e aformoseamento da atual “Cidade-Ninféia”

Guedes Coelho
(Especial para a edição do Cinqüentenário da A Tribuna)

“Patriam libertatem et charitatem docui”

Modelo de concisão e expressão, a se condensarem nestas quatro simples palavras três séculos da existência de Santos, à nossa legenda faltariam, contudo, para maior latitude, amplitude da significação procurada, mais duas bem curtas: “et Redemptionem”. Nela, lacônica e sintética evocação: relembra-se a germinação, plantada por Braz Cubas, da árvore da Caridade, de conseqüente frondejamento pelo Basil afora nas primitivas capitanias.

Recorda-se a partida, serra acima, do príncipe galante, e na imediata materialização no Ipiranga, do patriótico objetivo dos Andradas, daqui, seu berço, partidos para, ou em Lisboa, no Parlamento, ou no Rio, quer nos Paços Regenciais, quer no seio do povo carioca, tecer a trama patriótica e sagrada, que se epilogaria na radiosa manhã de 7 de setembro de 1822.

Para completar-lhe, integrar-lhe mais a ampla e justa comemoração, se ao dístico cívico, já consagrado pelo Tempo, e identificado na própria consciência nacional, se pudesse modificar ao sabor das conveniências eventuais ou inesperados sucessos, impor-se-lhe-ia o acréscimo de mais duas reminiscências – do movimento abolicionista e da propaganda republicana. Porque, se aquele se estendeu, com intensidades diversas, segundo os climas regional-sociais, como no Ceará, terra de João Cordeiro, já redenta antes de 13 de maio de 1888, em Santos é que o ideal libertário conseguiu, a completar teóricas, retóricas e platônicas incursões manifestas alhures, o ambiente de verdadeira e eficiente praticidade.

No seio da adiantada sociedade santista formou-se uma legião de abnegados, de moços animados de nobres pensamentos e varonis energias, a “Boemia Abolicionista”, que fazia coletas, subscrições, a fim de comprar cartas de alforria ou organizar espetáculos beneficentes, como aquele célebre, da representação de “A sombra da cabana”, de José André do Sacramento Macuco, para com o seu produto possibilitar a entrega, em cena aberta, do documento redentor a um escravo mulato claro, quase tão branco como seus protetores.

O faro sherlockiano dos igualitaristas santistas indicou-lhes, malgrado o sigilo mantido pelos interessados, a passagem num pequeno barco procedente do Sul, e amarrada ao mastro principal do navio, de uma jovem escrava, branca de cor, a vender-se na praça do Rio.

…E Santos libertou-a!

E eles, num largo gesto de abnegação, cotizaram-se para o seu resgate ao preço de seiscentos mil réis, bem alto para tal “mercadoria”, inferior na valia a um bom cavalo de corrida.

Quis o Destino, cumulando-a de bens, que a moça alforriada, não destituída de graças físicas, se casasse vantajosamente com um bom esposo, abonado de fortuna.

Em Santos, mais do que em São Paulo, aprazia aos dois grandes próceres da Abolição, já lendários hoje, Luiz Gama, primeiro, Antônio Bento depois, pronunciar as famosas conferências no Teatro Guarani, assistidas e aplaudidas por Geraldo Leite da Fonseca, João Otávio dos Santos, Xavier Pinheiro, dr. Alexandre Martins Rodrigues, Luiz de Matos, Américo e Francisco Martins dos Santos, José Teodoro dos Santos Pereira (Santos Garrafão), Henrique Porchat, dr. Vicente de Carvalho, dr. Rubim César, João Guerra, Júlio Conceição, Júlio Maurício, Eugênio Wansuit, ex-imperial marinheiro, bravo agitador em comícios públicos…

A dois santistas, dr. Joaquim Xavier da Silveira e o farmacêutico José Inácio da Glória, na “Imprensa”, órgão de combate fundado em 1871, pôde-se atribuir o início da campanha abolicionista intensiva.

A súbita morte, vitimado por varíola, de Xavier da Silveira, geralmente estimado, filho estremecido de Santos, adorável poeta, bom advogado, eloqüente tribuno, forrado de extremada bondade e simpatia, comoveu tanto a população de Santos que, exaltados os ânimos políticos na população de seu bairro, os Quartéis, de idéias conservadoras, e a do Valongo, o mais rico e valorizado, liberal na convicção, ressurgiu a velha rivalidade com pleno recrudescimento do antigo ódio, latente de muito tempo, em pacífico rescaldo.

E as hostilidades, platônicas de início, constantes de remoques, indiretas, versos sarcásticos nos jornais, serenatas provocadoras, logo descambaram para o terreno da desforra pessoal, em choques de capoeiragem – a degradante luta física tão da época -, e em sangrentos conflitos, dificilmente contidos pela polícia, mantida sempre em permanente e previdente alerta. Com a lenta infiltração do ideal republicano nos dois grupos, a harmonia e a mútua aproximação foram se estabelecendo entre ambos, e quando a Abolição e a República eclodiram em bem da Pátria, Quarteleiros e Valongueiros, os velhos e rancorosos “inimigos”, fraternizaram afinal.

A Palmares santista

Quando o mísero negro fugido, vindo do interior, atingia o alto da Serra de Paranapiacaba, e divisava o Mar, ajoelhava-se e rendia graças a Deus, porque também via a liberdade, o remate de tormentos cruéis…

É que então, através as névoas da distância, ele percebia a Canaã dos oprimidos, aquele novo Palmares incruento, inacessível à sanha truculenta do “capitão do mato”, reduto do pacífico “Zumbi”, Quintino de Lacerda, o negro analfabeto que um dia ascenderia à curul de vereador da Municipalidade Santista. Preto de alma branca – o largo coração transbordante de bondade e caridade padecente das mesmas dores que torturavam seus irmãos de raça, de cuja triste sorte compartilhava antes – não só entre estes, como no seio da população inteira, estimado e admirado pela sua cívica coragem toda dedicada à luta contra o escravagismo – era ele, antigo cozinheiro dos irmãos Lacerda Franco, e ex-ensacador de café de meu pai, quando comissário e exportador.

José Guedes Coelho, jovem ainda, aos 30 anos de idade, logo empobrecia em 1887, quando do grande “crack” financeiro produzido pela súbita, inesperada, imprevista depreciação do café nos grandes mercados importadores de Liverpool, Rotterdam, Havre, Bremen, Hamburgo, Antuérpia, e só determinada e conhecida bem tarde, pouco antes da entrega do café já em adiantada viagem e, a pagar-se ao preço do dia, o que importou na falência dele, de Matias Costa, de Simão da Silveira e de muitas outras firmas prestigiosas.

Fato bem interessante, demonstrativo da dedicada afeição granjeada por Quintino, deu-se no instante de sua posse como camarista municipal, após legítimo pleito. Depois de assinada a ata por seus colegas, quando em último lugar lhe coube a vez, ele se quedou perplexo ante o livro, pois não sabia escrever. O presidente da sessão, ante este fato inédito, único, ia suspendê-la quando, a “una voce”, todos os muitos espectadores, inúmeros amigos de Quintino, se lhe opuseram; e, à vista da pacificidade tolerante da força policial, fiscal e garantia da mesma, e da resoluta decisão de Quintino em se apossar “à outrance”, o digno chefe da Edilidade renunciou à vereança e à presidência da corporação. Sendo empossado como edil, o suplente Antônio Dias Pina e Melo, elevado à presidência da Câmara, investiu-o em sua nova dignidade municipal.

A política federal, na infância da República, foi agitadíssima, e, rota a hemi-secular paz que nos envolveu durante a fase monárquica, não só na própria Nação, como nos Estados e nos Municípios, sob o influxo de ambiciosas paixões, ao desvario de espíritos desorientados, golpes de Estado, revoluções, dissoluções de assembléias, rupturas de cartas constitucionais se sucediam, anarquisando a Pátria.

E aquela Câmara, perturbada por acesa politicagem, recheou-se de incidentes tumultuários e deselegantes, culminados na renúncia coletiva de seus membros, à exceção dele, Quintino, único a se manter firme em seu posto. Saídos seus pares, vendo-se só, ele fechou a sala das sessões e, enfiando a chave no bolso, as retirou, se retirou, dizendo: “Agora sô vereadô municipá e gerá…”

Do antigo presidente da Municipalidade, Antônio Dias Pina e Melo, durante curto período, nortista de origem, morto há cerca de 20 anos, e com quem entretive relações de amizade, eu soube ter sido uma das maiores vítimas da grave crise financeira do Estado do Amazonas. Atingido pela ruidosa “debacle” econômica, conseqüente à queda da exportação da borracha, vencida na competição comercial pela vantajosa superioridade da concorrente malaia, procedente dos seringais de Java e Sumatra.

Despachante aduaneiro, e moço ainda, indo para o Amazonas, em pleno fastígio então – quando em Manaus, modelarmente urbanizada, se construía o melhor teatro do Brasil – o pequeno capital que levou, multiplicando-se, creditou-lhe uma fortuna de vários milhares de contos de réis, possuidor que se fez de importantes e produtivos seringais e de muitos barcos de navegação fluvial.

E a Fatalidade que a tantos arruinou, despenhando-os dos píncaros da Fortuna ao abismo da Miséria, arrancou-lhe o produto legítimo de inteligentes esforços.

E, mais pobre que antes, ele, superiormente conformado, voltou para reencetar aqui suas atividades aduaneiras interrompidas pela miragem amazônica, colocando-se na casa A. Freire e Cia.

A exemplo de idêntico procedimento da província do Ceará, Santos dera ao Brasil esplêndida lição de Fraternidade no dia 14 de março de 1886, com a redenção do último escravo residente em seu âmbito, e promovida pela Sociedade 27 de Fevereiro.

As grandes batalhas de Santos

Pela última década da monarquia, no Brasil inteiro, vindos desde 1872, da célebre convenção de Itu, republicanos havia e muitos, mas, comodistas, sossegados, teóricos, platônicos, e que ao Tempo, numa paciente fé de indolente beduíno, confiava o desenvolvimento e a eclosão feliz de seu ideal. Mister se fazia, entretanto, para a vitória da propaganda audaz, destemerosa, a afrontar revides traiçoeiros, reações violentas, em desprezo da própria vida, com o objetivo de infiltrar o credo democrático na consciência do exército e das massas populares.

E então, predestinados, surgiram a arriscar a existência através perigos e insídias, Lopes Trovão, na Corte, e Silva Jardim em Santos e São Paulo. E este, onde amadureceu suas convicções, urdiu seu audacioso plano, senão na silenciosa Santos, enquanto iluminava cérebros infantis na histórica Escola José Bonifácio? Santos, pois, no concerto das grandes cidades brasileiras, sagrou-se pioneira e campeã de quatro grandes campanhas: da Caridade, da Independência, da Liberdade do Negro escravo, da República.

 

Para quem quiser mais informações sobre essa rivalidade entre moradores de dois bairros santistas, Valongo e Quartéis, um livro interessante e que também trata dos quilombos e da luta pela abolição na cidade é Uma cidade na transição – Santos: 1870-1913, de Ana Lúcia Duarte Lanna, em especial o capítulo 1. A informação é de que a fraternização veio, na verdade, do interesse de ambas as partes em enfrentar a derrubada da Igreja de Santo Antonio, em fins de 1860, para a construção da estrada de ferro cortando a região portuária. Dessa união, inclusive, teria surgido o “espírito santista”.

Pedro Cunha – pedrocunha@usp.br

Fonte: http://www.novomilenio.inf.br

 

Enviado por:

Joel Pires Marques – joelpmarques1@gmail.com

Carlos Cavalheiro – carlosccavalheiro@yahoo.com.br

Capoeiristas participam de encontro em Belém do Pará

O grupo de Capoeira Angola Pai e Filho, juntamente com outros mestres e contramestres de capoeira de Salvador, irão participar do I Encontro de Capoeira Norte e Nordeste, com o apoio do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura. O evento será realizado entre os dias 14 e 21 do mês corrente, em Belém do Pará.

O I Encontro de Capoeira Norte e Nordeste tem o objetivo de promover a troca de experiências entre os participantes. Durante o encontro serão realizadas oficinas de capoeira, batizados e palestras com grandes mestres de capoeira do Brasil.

Veja abaixo relação dos mestres que irão representar a Bahia:

Pelé da Bomba / Tonho Matéria
Baixinho / Angola
Santa Rosa / Carlinhos
Faísca / Máximo / Sasá
Pequeno Mestre / Já Morreu

Nota de falecimeno Mestre Waldeci – Belém-PA

Camaradas,

A Federação Paraense de Capoeira – FEPAC comunicou hoje o falecimento do Mestre Waldeci, ocorrido em Manaus – AM.
Ainda segundo o informe, o corpo está vindo para Belém – PA e será enterrado no bairro de Icoaraci, amanhã, 14.05.08.

Mestre Waldeci é um dos grandes capoeiristas formados por Mestre Bezerra, na década de 70, aqui em Belém. Teve como seu
aluno formado, entre outros, o atual Presidente da FEPAC, Mestre Nazareno.

Ele tem um significao importante, também, para mim, pois foi meu "padrinho" quando recebi um cordel verde-amarelo em
batizado, 1981, ao final de estágio que fiz no Grupo Rei Zumbi de Capoeira aqui em Belém-PA (1). Além disso, como Engenheiro Civil, em 1999, elaborou a primeira planta da minha Academia de Capoeira Cambará e foi comigo registrar a obra no Conselho de Engenharia. A Cambará acabou saindo com outra planta, de outro engenheiro, mas com a fundamental orientação do Mestre Valdeci.

 
Deus o guarde junto aos grandes da Capoeira.

Fernando Rabelo
Belém-PA

 

(1)Mestre Valdeci aparece jogando num filme que mandei fazer, em 1981, inclusive me "batizando".

É o jovem de calça azul com uma listra branca na perna, sem camisa:

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O outro jovem de calça azul (sem listra) e camisa branca é o próprio Mestre Bezerra que, posteriormente, em 1994, me chamou
para criarmos a Federação Paraense.