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Encontro dos Povos Guarani

O registro audiovisual do Encontro dos Povos Guarani da América do SulAty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa será realizado por uma equipe indígena Kaiowá, formada por Devanildo Ramires e Elivelton Souza , do Ponto de Cultura Teko Arandu que atua na aldeia Te’ýikue, no município de Caarapó, no Mato Grosso do Sul.

Devanildo e Elivelton aprenderam, em 2008, as técnicas de filmagem, incluindo fotografia, edição de vídeo, software livre e photoshop, nas oficinas do Ponto de Cultura Teko Arandu. As oficinas, realizadas numa parceria do Ministério da Cultura com a Universidade Católica Dom Bosco, fazem parte do Núcleo de Estudos e Pesquisas Indígenas (NEPPI) e são coordenadas pelos professores Antônio Brand e Neimar machado de Sousa, formados em História Indígena.

A gestão é dividida entre a comunidade e a escola indígena Nhandejara Pólo, onde funciona o Ponto de Cultura Teko Arandu. No local, são oferecidas também aulas de informática aos alunos indígenas da escola.

Todo o material produzido por eles até agora tem sido veiculado no YouTube e foi gravado em DVD. Dentre os trabalhos mais significativos da dupla Kaiowá estão o filme Viagem de Intercâmbio Guarani gravado em 12 aldeias do Brasil, Paraguai e Argentina.

As filmagens sobre o Encontro dos Povos Guarani da América do Sul (Aty Guasu Ñande Reko Resakã Yvy Rupa), pelas câmeras de Devanildo e Elivelton,  resultarão num documentário que será editado posteriormente.

 

* Evento será filmado por uma equipe Guarani Kaiowá

 

O endereço eletrônico da página do Ponto Teko Arandu é www.tekoarandu.org.

(Heli Espíndola, Comunicação SID/MinC)

O Samba de Botequim de Pedrão

Pedro Abib, conhecido como Pedrão, é um compositor paulista de quase dois metros de altura que zanzou entre Campinas e São Paulo antes de se mudar para Salvador e fincar raízes por lá. Se o samba já fazia parte de sua vida há quase 20 anos, foi na Bahia que a música encontrou terreno fértil para crescer em forma de trabalho autoral e virar disco – o bom Samba de Botequim, que acaba de ser lançado de forma independente.

Gravado de maio a outubro de 2008, o CD apresenta o Grupo Botequim, fundado há três anos por Pedrão com o objetivo de pesquisar e divulgar a obra de sambistas baianos, como Batatinha, Edil Pacheco, Ederaldo Gentil e Riachão. “A indústria do axé music é muito forte e praticamente acabou com o samba na Bahia. Por isso, a importância do resgate”, diz Ênio Bernardes, ex-integrante do grupo Cupinzeiro e parceiro de Pedrão em Tem Que Se Cuidar, de longe a melhor faixa do álbum.
Apesar da proposta do grupo ser a valorização da cultura baiana e seus compositores, o disco não se limita à geografia local: Pedrão canta suas origens paulistas em Samba da Benção 2, interpretada por Regiane Pomares. Na faixa, feita com Edu de Maria, ele recusa a ideia de que São Paulo é o “túmulo do samba” e rebate a frase dita por Vinicius de Moraes: “Faço samba sim, poetinha/ e o batuque daqui ecoa, ecoa/ com a benção de todos os sambistas/ desta terra da garoa”.
Um dos pontos altos do CD é o encontro de Pedrão e Walmir Lima, sambista que fez relativo sucesso nos anos 70 e depois desapareceu. Ambos assinam e dividem a faixa Quebra-Mar, um partido-alto recheado de versos irreverentes e tocado sem a correria habitual, na cadência baiana: “A lua quando fica nova/ sinal que a maré tá vazante/ a onda na reviravolta/ carrega o siri arrogante”.
Outro representante da velha guarda a participar do disco é Edil Pacheco, em Tenda de Babalaô: “Cheguei então sorrateiro/ Na Baixa do Sapateiro/ No Largo de São Miguel/ Ao som do cavaco e pandeiro/ Ergui as mãos ao céu”. Em Casa de Dona Cabocla, que reproduz o clima de um tradicional reduto boêmio na Bahia, diz a letra: “Me serviram cambuí/ depois um gengibre que veio gelado/ Dona Cabocla abriu a cerveja/ e Rosenilda me trouxe um traçado”.
Apenas duas faixas destoam do conjunto da obra: Meu Lugar e Ceci trazem melodias repetitivas e até mesmo enfadonhas. No geral, porém, Samba de Botequim preserva e respeita o melhor da tradição do gênero, seja nos arranjos, seja na formação instrumental (“cozinha” composta por pandeiro de couro, tamborim, surdo e repique de anel). O título do álbum não é aleatório: gravado num clima informal, o repertório é a trilha sonora perfeita para a mesa do bar.

Fonte: Bruno Ribeiro – http://botequimdobruno.blogspot.com

Pedro Abib é colunista do Portal Capoeira, responsável pela rúbrica Crônicas da Capoeiragem

Sesc Senac Iracema: Espetáculo Besouro Cordão-de-ouro

O palco vai se transformar numa grande roda de capoeira com atabaques, berimbaus, pandeiros e caxixis, para ilustrar a vida de Besouro Cordão-de-Ouro, o Exu Kerekekê dos candomblés baianos. O espetáculo teatral Besouro Cordão de Ouro será apresentado nesta terça, 15, dentro da programação do Festival Palco Giratório. Com texto, músicas e letras inéditos de Paulo César Pinheiro, direção geral de João das Neves e direção musical de Luciana Rabello, o espetáculo fala sobre Manoel Henrique Pereira, o Besouro Cordão de Ouro, um lendário capoeirista da região de Santo Amaro, na Bahia.

No musical, diversas histórias envolvendo alguns dos feitos extraordinários atribuídos a ele são contadas por outros capoeirista. O elenco é formado apenas por atores negros, escolhidos em workshops do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro. O grupo contou com a coordenação e preparação corporal dos mestres Casquinha e Camisa.

Besouro, nascido em Santo Amaro da Purificação, deixou seu nome gravado nas rodas de capoeira por esse Brasil inteiro. Homem conhecedor de política, impunha respeito e temor aos poderosos daquele princípio de século XX na velha Bahia. Sua vida virou lenda. Além de capoeirista, também tocava violão e compunha sambas-de-roda e chulas.

SERVIÇO

Espetáculo Besouro Cordão-de-ouro hoje, 15, às 20 horas, no Sesc Senac Iracema (rua Boris, 90C – Praia de Iracema). Ingressos: R$ 6 e R$ 3. Informações: 3452 1242.

Mestre Tonho Matéria lança novos CDs

Mestre Tonho Matéria lança novos CDs de Capoeira, sendo um deles em parceria com Mestre Dedé, Salvador, BA
 
            Já estão na praça mais dois novos CDs de Capoeira que contam com a participação e produção de Mestre Tonho Matéria (Antonio Carlos Gomes Conceição). O primeiro é produção própria, e recebeu o título de "SOU MANGANGÁ", nome de seu grupo, que por sua vez é uma homenagem ao lendário Besouro Mangangá. O CD "SOU MANGANGÁ" foi gravado em Salvador nos Studios WR Discos, e produzido pelo Mestre Tonho Matéria em parceria com Nestor Madrid. O lançamento ficou a cargo da POLYDISC (GAL GRAVAÇÕES ARTÍSTICAS LTDA), com fotos por Osmar Gama. É um Cd que resgata a totalidade da música e da capoeira na Bahia. Com letras que prestam homenagem a vários grupos de capoeira e a vários mestres inclusive ao mestre Boa Gente. Contatos: (71) 9919-7093 e (71) 3256-9806, ou então por email: tmmanganga@hotmail.com
 
 
            O segundo CD é o "KILOMBOLA MANGANGÁ", uma parceria entre o mestre Dedé (Grupo Kilombola) e Tonho Matéria (Associação Cultural de Capoeira Mangangá). Foi gravado em Salvador no Studios  BPM em 2004, com fotos por Osmar Gama.. É um Cd independente, podendo ser adquirido pelo telefone (71)  9919-7093 e  3256-9806 (mestre Tonho Matéria) ou  então com o Mestre Dedé: (71) 8822-1118 e (71) 3365-4108, ou ainda por email: capoeirakilombolas@ig.com.br
 
 

Fonte: Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br

Primeiro CD da ECAMAR

Mestre Roxinho da ECAMAR lança CD com participação especial de Mestre Jaime de Mar Grande
 
Mestre Roxinho (Ediesel Miranda), responsável pela "Escolas de Capoeira Angola Mato Rasteiro" – (ECAMAR), realizou em Rio Claro, interior paulista, entre os dias 10 e 12 de Junho de 2005, a Festa das Culturas Afro. Com um dos resultados daquele evento, foi gravado, ao vivo, o Volume 1 do CD da ECAMAR, cujo tema principal é a Capoeira Angola – Cultura e Resistência – África Brasil.
 
        Na Capoeira angola é comum se perguntar: "qual linhagem você pertence!?". Nem todos os praticantes de Capoeira Angola nos dias atuais se preocupam muito com isto, pois algumas linhagens são arranjadas. Outras se consideram superiores (mercado & marketing!). Algumas não são reconhecidas, mas os trabalhos seguem sendo feitos com elevada qualidade, respeito às tradições, aos fundamentos, à angola e à africanidade. Mestre Roxinho, por exemplo, vem de uma linhagem até certo tempo pouco comentada no mitiê capoeirístico angoleiro moderno. Vem da família de Mestre Espinho Remoso, linhagem esta preservada por seu filho Mestre Virgílio.
 
        Fundada a seis anos, a ECAMAR desenvolve um trabalho que conquista o respeito e admiração dos Capoeiras paulistas. Salvo engano, Mestre Roxinho "adentrou" para São Paulo via o município de Lins (noroeste do Estado), e logo depois passou a ensinar e estender seu grupo por outras cidades. Vejamos: atualmente mestre Roxinho concentra seus ensinamentos na cidade de Rio Claro (na UNESP), com aulas de segunda a quinta-feira, onde conta com seus discípulos para fortalecer o trabalho: Rafael Fragoso – o Mandinga; Bruno Formágio – o Dracena; Josifer Matheus – o Buiu (que já o segue por quatro anos, desde Lins); Camila – a Olheira; Daniel; André Magaldi e Rafael (Confusão). Em Lins, quem segura o gunga por lá é o Trenel Herman (Gustavo Leal);  Anselmo Ribeiro (Ratinho) está em Araçatuba-SP, Gabriel (Fumo) em Salvador-BA e Ari Soares (Treinel Bocca), na Catalunha-Espanha.
 
        Pelo que percebo Mestre Roxinho, a todo momento, está sendo requisitado para ministrar oficinas e workshops. Dia 19 de Junho esteve em Brasília, no ENCA (Mestre Gilvan!); dia 24 foi ao evento de Mestre Alex Carcará (DF); dias 27 a 29 de Junho vai para Belo Horizonte; Dias 30 de Junho à 02 de Julho é a vez de Timótio (MG); Entre 7 e 10 de Julho estará em Campinas; de 12 a 16 de Julho faz aporta em Salvador; chega em Belém (PA) dia 21 de Julho, onde fica até o dia 26.
        Só então terá merecido descanso com a Família, em Salvador, BA. Haja energia. É, somente um Berimbau Gunga bem tocado pra recarregar-se as baterias, acompanhando de um bom Jogo de Angola, é claro.
 
        Falando um pouco mais do CD, ele foi gravado ao vivo na cidade de Rio Claro, em parceria do o Prof. Dr. Luiz Normanha, e com a participação especial de Mestre Jaime de Mar Grande. Interessados em mais informações, ou mesmo adquirir este primeiro registro oficial da ECAMAR (Capoeira Angola de Itaparica!), podem entrar em contato com Mestre Roxinho pelo e-mail roxinhoangola@yahoo.com.br, ou então pelos seguintes telefones: (19) 9127-1696 ou (71) 3303-7426.


 
            Capoeiristicamente,
                Miltinho Astronauta (Jun-05)
                www.capoeira.jex.com.br

Mestre Toni Vargas

Mestre Toni Vargas

Antonio César de Vargas, nasceu em 5 de abril de 1958, começou capoeira em 1968 com o Mestre Rony (do Grupo Palmares de Capoeira). Depois foi aluno do Mestre Touro, do grupo corda Bamba, na qual teve a honra de ser Cordel Azul. Em 1977 ingressou no grupo senzala para ser aluno do Mestre Peixinho que o formou com a corda vermelha em 1985.

É formado em ed. física e pós-graduado em dança. Participou de diversos discos e tem músicas gravadas em vários CD´S, tem um cd gravado, e desenvolve um trabalho com crianças e coordena uma instituição de educação infantil. Mestre Tony Vargas é um dos maiores poetas da capoeira – foi homenageado pela Superliga Brasileira de Capoeira como um dos melhores do século em Curitiba – PR pelo Mestre Burguês em 09/09/2000.