Blog

grito

Vendo Artigos etiquetados em: grito

11º Show Cultural de Capoeira movimenta o Distrito Federal

Evento cultural em comemoração ao Dia do Trabalho leva arte e cultura a moradores de 21 comunidades no Riacho Fundo I.

Brasília – A idéia de agregar cultura e ação social motivou a parceria entre a produtora Engenho de Arte e o Centro Cultural e Social Grito de Liberdade – Mestre Cobra, entidade que atua há 15 anos no Distrito Federal e que tem como carro-chefe promover a inclusão social por meio da capoeira usada como ícone de abordagem dentro dessas comunidades. “É uma maneira de abrir um leque para outras manifestações culturais que trazem valores primordiais para a prevenção e re-socialização de crianças, jovens e adultos em situação de risco”, explica Luiz Cláudio França, o mestrando Minhoca, vice-presidente do Grupo Grito de Liberdade.

Como resultado dessa união, o Grupo Social e a Engenho de Arte e promovem, a partir de 1º de maio, o 11º Show Cultural de Capoeira, em homenagem ao Dia do Trabalho. Serão três dias de evento, que mostrarão os trabalhos desenvolvidos nas comunidades beneficiadas pelo Centro Social. O evento será das 9 horas à meia-noite, na Área Central 4, ao lado do Terminal Rodoviário do Riacho Fundo I. Para participar, basta doar 1 kg de alimento não-perecível. “Com os alimentos arrecadados, vamos montar cestas básicas e doar às famílias cadastradas em nosso projeto”, comenta Mestre Cobra, criador do evento.

Um dos projetos a serem apresentados também é fruto da parceria entre a Engenho de Arte e o Grito de Liberdade. Trata-se do “Filhos da Luta”, um grupo comandado por Núbia Santana, que proporciona aos ex-detentos do Centro de Atendimento Juvenil Especializado (CAJE) atividades de inclusão social. “Os meninos vão trabalhar com a parte musical e fazer um show de Rap. Eles foram acolhidos pelo Centro Cultural. Isto é muito importante para a reintegração desses jovens na sociedade”, considera a idealizadora.

Outro projeto que irá se apresentar e que tem o intuito de disseminar os valores culturais é o “Jogando no Picadeiro”, uma parceria com o Circo e Teatro Artetude, que une capoeira com circo, cujo objetivo é melhorar o desenvolvimento físico e mental dos participantes.

O evento também contará com outras atrações culturais, como danças afro-brasileiras promovida pelo Instituto Cultural Congo Nya, música regional com Martinha do Coco, Maracatu com Tambores do Paranoá e show com Grupo Cultural Pé do Cerrado com índios Fulni-ô, além de apresentações de trechos da peça Farsa da Boa Preguiça, de Ariano Suassuna.

Ainda durante o evento serão realizadas oficinas de Capoeira Angola e Coco Zambe, ministradas por mestres renomados internacionalmente como Gildo Alfinete (BA), Boa Gente (BA), Pelé da Bomba (BA), Ciro Lima (BA) e Tiego Nicácio (RN).

O encerramento do evento será no dia 3 de maio em frente à Catedral de Brasília, das 10 horas às 12 horas, com uma grande roda de Capoeira Angola e a participação dos mestres, integrantes dos projetos e das famílias beneficiadas pela doação de alimentos.

Além do Centro Cultural Social Grito de Liberdade – Mestre Cobra e da Produtora Engenho de Arte, o 11º Show Cultural de Capoeira conta com o apoio da Secretaria de Esportes do Distrito Federal, Secretaria Especial de Políticas de Promoção e Igualdade Racial (SEPPIR), SESC-DF, Administração Regional do Riacho Fundo I e Circo Teatro Artetude.

Perfil da Engenho de Arte – A Engenho de Arte atua, desde 2005, na produção audiovisual e teatral. Dirigida pela cineasta Núbia Santana e administrada por Francisco Santana, a produtora possui uma infra-estrutura apta a conceber e a realizar filmes em curta e longa-metragem, produzir vídeos institucionais e publicitários, executar transmissões em tele-conferência e montar peças teatrais. Entre as principais produções estão o curta-metragem Degraus (2005), exibido na 30ª Mostra Internacional de São Paulo, e a peça teatral A Farsa da Boa Preguiça (2005 e 2006), adaptada da obra homônima de Ariano Suassuna. A Engenho de Arte se destaca no ramo das produtoras culturais por trabalhar com três linguagens: o teatro, o cinema e o vídeo. A produtora também promove cursos e seminários e desenvolve projetos de cunho social.

Perfil da Centro Cultural Social Grito de Liberdade – Mestre Cobra – Há mais de 15 anos no Distrito Federal, o Centro Cultural e Social Grito de Liberdade é uma associação sem fins lucrativos, que atua na promoção da defesa dos bens e direitos sociais, coletivos e difusos, relativos ao patrimônio cultural, histórico, artístico e natural. Opera sempre em linhas de ações para melhorar a qualidade de vida da sociedade e criar mecanismos que colaborem para implementar a prática e disseminação das artes da cultura negra brasileira.

11º Show Cultural de Capoeira, dia 1º de maio (sexta-feira), 2 de maio (sábado) e 3 de maio (domingo), das 9h à meia-noite, Área Central 4, ao lado do Terminal Rodoviário do Riacho Fundo I. 1 Kg alimento não-perecível.

Fonte: http://www.revistafator.com.br

Feliz Aniversário, mestre Squisito!

O capoeirista Reginaldo da Silveira Costa, Mestre Squisito, completa, em 11 de março de 2009, 56 anos de idade, nasceu em Montes Claros/MG no dia 11 de março de 1953, sendo filho de José Gomes Costa e Iracema de Paula, ambos mineiros, nascidos também em Montes Claros, já falecidos.

Parabéns e muitos anos mais de vida, com muita saúde, perseverança intemerata e ousadia intimorata para as mais puras realizações do espírito nas rodas da vida, nas marés sociais e na união familiar para que a capoeira continue a ter você na linha de frente a desbravar, a fomentar, a divulgar, a ensinar e a dignificar em tom maior e alto relevo o que é ser capoeira…

Mestre Squisito

“Seis de dezembro de 1974, sexta-feira, Academia Tabosa, quadra 505 Sul, sete da noite. Subo as escadas apressado com o coração disparado: era meu batismo de capoeira!

Mal consigo chegar ao vestiário e colocar a malha branca, novinha, colada no corpo que era o último modelo de uniforme lançado na Academia Tabosa. O ruído das pessoas, muitos mestres, muitos estranhos, um frio perpassa a barriga: é hoje! Troco atropeladamente a roupa e corro para o salão da academia, pois o Mestre já anuncia o começo da festa.

Todos se organizam em volta da roda. Parece que não cabe todo mundo e mesmo assim as pessoas se ajeitam e encontram uma maneira de ficarem o mais próximo possível. Berimbaus, pandeiros, atabaques, começam a orquestrar um ritmo afinado, produto de um ensaio que ninguém fez!

Yyêêêhhhhhhhhh!!!!!!! – Grita o Mestre Tabosa.

Aquele grito corta o ar e o tempo e transporta a todos para uma viagem mântrica através da História e reconta todas as agruras que já atormentaram a humanidade. É um grito de dor, contra a dor! A favor da liberdade, contra a escravidão! Exigia o fim do cativeiro, anunciava a festa!

Exorcizava todas as diferenças, exigia a igualdade! Respeitava a morte, mas anunciava a vida!

Fluía origem era o corpo, mas sua gênese era a Alma!

E o Mestre Tabosa solta a voz e começa a cantar: Ô luanda êh, pandêro! Luana êh Pará… E um coro de cem vozes responde: olêlê!!!!!!

E veio o meu arrepio, o meu primeiro arrepio de capoeira! Uma energia tão grande que os olhos se iluminaram de emoção, o coração disparou mais que o atabaque; a pele fez-se o corpo todo que pareceu expandir, inflado pela emoção e pelo axé!

Aquele eco ainda hoje percorre o meu coração e minha alma… Aquelas pessoas, a maioria pelo menos, não mais se encontram nessa Roda da Capoeira, estão por aí, na Roda da Vida, jogando a sua sobrevivência! Mas, dentro delas, na dimensão transcendental e atemporal do seu Espírito, cada uma guarda aquele eco, aquele grito, aquela roda!

Os Mestres que ali estavam são hoje parte daquele eco.

Meu Padrinho de Capoeira, Mestre Tonhão, onde quer que ele esteja, é hoje parte inseparável da minha vida na Capoeira!

A ele, e a todos os Mestres que estiveram presentes naquele momento, gostaria de poder entregar um prêmio inusitado: aqui está Mestre, o meu orgulho humilde de ter sobrevivido a todos os desvarios, percalços e barreiras que a estrada da vida me aprontou até agora e ter permanecido nessa roda de capoeira! Esse é o troféu mais significativo que posso lhe dar, a minha própria História, contada a partir de sua referência, do seu exemplo e do que você mostrou quando esteve presente naquele momento e que construiu adicionando sua energia àquela roda, àquele batismo, àquele grito, àquele arrepio! Naquele momento, você estava construindo a História da Capoeira, da capoeira de Brasília, do Brasil e do mundo! Você, Tonhão, Tarzan, Melquiades, Tranqueira, Sansão, Clodoaldo, Clodomir, Gil, Pombo de Ouro, Russo, Louro, Arraia, Monera, Adilson, Onça Tigre, Bertinho, Chibata, Vieira, Danadinho, Angoleiro, Fritz, Nenê, Beto, Jacinto, Cordeiro, Cabeludo, Periquito, Gavião, Leoná, Carlindo, Diabo-Louro, Futica, Cascavel, Rui, Alcides, e particularmente a Você, Mestre Tabosa, meu Mestre na Capoeira, e tantos outros, enfim, todos aqueles que fazem essa História, escrita a cada dia no labor dessa grande roda da vida, ao sabor dessa maravilhosa energia, que vem sendo reconstituída em cada um desses que fazem a passagem do bastão para a continuidade da História, da Capoeira, da nossa própria vida!

A eles essa homenagem quer chegar, a todos eles!”
 

Este texto foi gentilmente cedido ao Jornal do Capoeira por Danillo César “Canguru”, Editor do Jornal MUNDO CAPOEIRA, do Estado do Tocantins.

http://www.jornalmundocapoeira.com/?pg=noticia&id=447

Fonte: http://www.jornalexpress.com.br/noticias/detalhes.php?id_jornal=13170&id_noticia=1084

 

Mestre Squisito: skisyto@hotmail.com

Capoterapia e Hidrocapoeira

Capoterapia e Hidrocapoeira . O novo milênio traz novas idéias aos métodos e às técnicas em … ver trabalhos como esses da Capoterapia, que unem os conceitos da terapia …
 
O novo milênio traz novas idéias aos métodos e às técnicas em todas as áreas, na capoeira idem. Estudos diversos mostram que, se bem trabalhada, a capoeira é benéfica ao indivíduo de qualquer idade. Muitos mestres de capoeira são formados a cada ano e com eles surgem novas formas de se trabalhar a capoeira na sociedade. A capoeira que era antes um esporte de excluídos transforma-se numa ferramenta de inclusão social. Crianças, jovens, adultos e idosos juntam-se em rodas para cantar, pular e bater palma festivamente com a idéia de jogo limpo, não mais de guerra e conflito, mas com um intuito lúdico de promover o bem-estar e o pensamento coletivo, lembrando sempre da difícil trajetória da capoeira na história do Brasil. É empolgante ver trabalhos como esses da Capoterapia, que unem os conceitos da terapia de grupo com os movimentos e ritmos da capoeira, assim como os da Hidrocapoeira que unem a hidroginástica (um esporte nascido híbrido) com a capoeira. O rosto negro da capoeira não é mais visto por uma ótica malthusiana. A capoeira resurge cada vez mais como intrumento de identifidade nacional, mas sua territorialidade é difusa e tem o poder de transformar qualquer terreiro, quadra de esporte ou praça do mundo num pedaço do Brasil.
 
Quando venho de Luanda eu não venho só 2x
Trago o corpo cansado, coração amargurado, saudade de fazer dó
Quando venho de Luanda eu não venho só 2x
Fui preso à traição, trazido na covardia,
Que se fosse luta honesta de lá ninguém me trazia
Na pele eu trouxe a noite, na boca brilha o luar
E no corpo a capoeira presente dos Orixás
Quando venho de Luanda eu não venho só 2x
Trago ardendo nas costas o peso dessa maldade
Trago ecoando no peito um grito de liberdade
É grito de raça nobre, grito de raça guerreira
É o grito da raça negra, é o grito de capoeira!
Quando venho de Luanda eu não venho só 2x

 

http://geocities.yahoo.com.br/capoterapia2000/
http://geocities.yahoo.com.br/terapiadoabraco/
http://www.watsubrasil.com/hidrocapoeira.html
www.magnorocha.blogger.com.br

AVENTURAS DA NOSSA HISTÓRIA retrata: Zumbi, o grito forte de Palmares

A editor Abril, conhecida pela excelencia de reportagens e por diversas publicações de sucesso e revistas de peso como a VEJA, esta soltando uma publicação sobre ZUMBI.
 
 Zumbi, o grito forte de Palmares

Ele entrou para a história como o último líder do maior foco de resistência negra à escravidão no Brasil, no século 17. Mas uma multidão de questões ainda precisa ser respondida para traçar sua verdadeira face… Vale a pena conferir!!!
 
Luciano Milani


Pessoal,
 
Acho interessante dar uma olhada no que andam escrevendo sobre nossa história(VEJAM ABAIXO NA REVISTA AVENTURAS DA NOSSA HISTÓRIA, UMA REPORTAGEM SOBRE ZUMBI), até para não esquecermos da onde tudo começou…
Obs: A REVISTA NOSSA HISTÓRIA DESTE MÊS, TAMBÉM FALA SOBRE PALMARES, RESISTÊNCIA, LIDERES ANTES E PÓS ZUMBI.
 
Sds,
 
Negão – MUZENZA – BNU
 
E-mail recebido através do Grupo de discussão Capoeira CBC.

IÊ !

Iê !
Meu grito ganhou o espaço
partiu grilhões
correu mato
virou quilombos

Iê !
É a liberdade dita, que nunca chegou
A liberdade ganhada, mas que não vingou
Não é o que se quer.
Lutar, resistir, reagir
me caem melhor.

Iê !
Ouvidos ouviram meu canto
palmas marcaram meu ritmo
do silêncio se fez som
Cabaças contaram de tempos de sonho

Iê !
O grito ecoou nas esquinas
Nas senzalas, casas-grandes
nas minas
brilhou como ouro, café, açúcar e sangue
E mágoa, e humilhação,
e preconceito.
E resistência, e fé,
e esperança.

Iê !
E meu grito de medo e dor
ganhou tons de revolta
de justiça
de liberdade
Ganhou inocência de menino
e veneno de cascavel

Iê !
Meu grito que agora anda torto
que tem flor na lapela
e navalha na mão
Meu grito que joga

Iê !
E se fez resistência
que traz no pé a força
no olhar, a mandinga
e no coração, liberdade

Iê !
Hoje meu canto é alegre
No peito não mais trago dor
Meu grito se fez corrente, elo
Meu grito se fez jogador

… e que brinca no cais
ou no pé da ladeira
Iê ! e é arte
Iê ! é luta
Iê ! é capoeira.