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Salvador sediará um dos maiores festivais internacionais de Capoeira

De 15 a 18 de janeiro ocorrerá na cidade da cultura afro-brasileira o IV Festival Internacional de Capoeiragem, que reunirá pessoas de mais de 15 nacionalidades.

O IV Festival Internacional de Capoeiragem, promovido pelo grupo CTE Capoeiragem, acontecerá no Forte da Capoeira – Santo Antônio, de 15 a 18 de janeiro e contará com a presença da elite mundial da capoeira. Em pleno verão da Bahia, Capoeiristas de todos os continentes se farão presentes no evento.

Educadores, estudantes, pesquisadores e adeptos da arte/luta Capoeira, vivenciarão e trocarão experiências por meio de palestras, cursos, turismo e muita festa. Serão realizadas oficinas de movimentos, percussão, música e ritmo; palestra, mesa redonda e mostra de filmes abordando a cultura, a arte e a história da capoeira. No evento terão tendas com artesanato e comidas típicas locais, além do Espaço Criança (06 a 12 anos), sendo uma das grandes novidades desta edição. No coquetel de abertura, que contará com a presença de autoridades, duas grandes personalidades serão homenageadas, Fred Abreu (in memoriam), historiador e Mestre Gigante, o Mestre mais antigo do mundo. Estas ações contribuirão para fortalecer a cultura e o turismo locais e oferecer aos participantes uma maior integração com a cidade e as pessoas reforçando o papel histórico/cultural de Salvador como centro das culturas e artes afro-brasileiras.

As inscrições acontecerão no local do evento até 30 minutos antes de iniciar as atividades do dia. As oficinas do Espaço Criança serão gratuitas e todos aqueles interessados em ver o evento terão acesso livre no local.

Este tipo de evento atrai capoeiristas do mundo inteiro, pois muitos deles têm interesse em conhecer o local e a cultura onde nasceu a capoeira e de vivenciar experiências com Mestres renomados conhecidos apenas por meio de filmes e/ou livros. A capoeira, que se expandiu nos cinco continentes e em mais de 160 países é a arte/luta/esporte que mais dissemina a cultura brasileira e a língua portuguesa, portanto é um instrumento histórico e educativo muito interessante, afirma Mestre Balão, líder do CTE Capoeiragem e responsável pelo Festival. Ele acrescenta que o objetivo do evento também é fomentar o turismo e a economia do estado incluindo uma nova ferramenta para atração de demanda turística ao calendário oficial e incluir a capoeira nos setores educacionais como atividade lúdico-educativa.

A Capoeira

A Capoeira, originária das populações afro-brasileiras, é uma arte/luta que desenvolve o aspecto psicomotor, educacional e social em todos os níveis sociais e faixas etárias. Ela é o sexto esporte mais praticado no Brasil e foi reconhecida, em 2008, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), como patrimônio imaterial da cultura brasileira.

Existem muitas academias de capoeira no exterior e uma popularização da sua música e história. Nos últimos anos, filmes, livros e documentários têm sido apresentados e divulgados com mais intensidade internacionalmente.

A Capoeira vem crescendo como elemento para o fortalecimento da cidadania dos povos do mundo inteiro com projetos que envolvem crianças e adolescentes em situação de risco. Desta forma, a arte/luta tem contribuído muito e pretende continuar ajudando na humanização dos espaços sociais em que ela se desenvolve.

 

Programação

15/01 (quarta-feira)

19h – Coquetel de abertura

16/01 (quinta-feira)

10h às 12h – Oficinas de Capoeira

15h às 18h – Oficinas de Capoeira e Samba de Roda

19h às 20:30h – Palestra “O Legado de Fred Abreu” com Carlos Eugênio L. Soares

17/01 (sexta-feira)

10h às 12h – Oficinas de Capoeira

15h às 18h – Oficinas de Capoeira e Percussão

19h às 20:30h – Mesa Redonda “O empreendedorismo na Capoeira”, com Mestres internacionais

18/01 (sábado)

9h às 12h – Tour Capoeirístico da Praça da Sé ao Santo Antônio

15h às 18:30h – Batizado, troca de graduação e formatura

20h – Festa de encerramento

Mestres Oficineiros: Mestre Lua Rasta, Mestre Olavo, Mestre Nenel, Mestre Bamba, Mestre Macaco, Mestre Balão, Mestre Papa e Mestre Dilaho | Samba de Roda: Nalvinha / Mediador da Mesa Redonda: Mestre Itapoan

Serviço: IV Festival Internacional de Capoeiragem
Data e local: 15 a 18 de janeiro, no Forte da Capoeira – Santo Antônio.
Horário: ver programação

Cartaz e Programação

Para esclarecimentos adicionais, favor contatar:

Mestre Balão – 71 9179 0025 | E-mails: mestrebalao@gmail.com

Fanpage: facebook.com/festivalinternacionaldecapoeiragem

Fly Away Beetle (O Voo do Besouro) disponível no i-Tunes

Fly Away Beetle (O Voo do Besouro)

Finalmente disponível no i-Tunes o premiado filme Capoeira: Fly Away Beetle!

Sinopse:

Três renomados mestres (Olavo dos Santos, Boca Rica e Cobra Mansa) reúnem-se neste documentário para contar sobre as condições histórico-culturais que ajudaram a dar forma à Capoeira. Apresentando diferentes perspectivas, seus depoimentos falam desde a violência na Capoeira durante os seus primórdios até os benefícios que a mesma oferece na atualidade à jovens vítimas da exclusão socioeconômica.

O documentário também conta a história real de Roque Batista, um ex-menino-de-rua que encontrou na Capoeira a chance de escapar da pobreza e da violência das ruas. Em sua luta para melhorar de vida, Roque se torna um professor de Capoeira com a missão de ajudar outros jovens em situação de risco.

Alternando entre entrevistas, filmagens raras e exibições contemporâneas de Capoeira, Fly Away Beetle conta as histórias desses indivíduos e, ao fazê-lo, conexões com a escravidão, Candomblé e magia são trazidas à tona. Alusões ao legendário Besouro Preto nos levam a um encontro com esta figura mística e enigmática, tão lenda quanto personagem histórico, detentor dos segredos da magia africana.

Fly Away Beetle é um daqueles filmes que mescla lindas imagens, ação e documentação à uma mensagem relevante e pertinente, não só aos capoeiristas, mas à sociedade como um todo. Para além de um documentário em formato tradicional, Fly Away Beetle nos leva para dentro da vida desses indivíduos, de forma que possamos perceber, ao menos por um breve momento, o que realmente é a Capoeira. Mais do que um relato histórico, é uma penetração artística na Capoeira.

O filme pode ser adquirido via i-Tunes no seguinte link:

https://itunes.apple.com/us/movie/capoeira-fly-away-beetle/id619870821

Cojuv firma parceria com o movimento Capoeira de Quilombo

Parceria visa contribuir na realização da V Kizomba que será em dezembro

O coordenador da Juventude, Plínio Dumont, esteve reunido nessa quinta-feira (03/11), com os organizadores do movimento Capoeira de Quilombo. Na oportunidade, foi firmada uma parceria entre a Cojuv e o movimento, com o intuito de contribuir na realização da V Kizomba, que vai acontecer, de 23 a 25 de dezembro, no município de São João do Piauí.

O evento tem o objetivo de contribuir com o processo de formação política, integração cultural, mobilização para fortalecimento histórico da capoeira de quilombos, socialização e troca de experiências, através das atividades culturais desenvolvidas dentro da comunidade.

O Plínio Dumont sente-se motivado a investir em ações educativas de valorização da cultura negra. “Eventos como esse contribuem para o fortalecimento histórico do movimento, garantindo a promoção de atividades de matriz africana.”

O Projeto visa atender 400 jovens oriundos de comunidades quilombolas, oferecendo oficinas, palestras e atividade culturais, como capoeira de quilombo, maculelê, samba de cumbucu, pagode do mimbo, afoxé, puxada de rede e reisado.

 

http://180graus.com

O Legado de Mestre Noronha

Muito sobre as memórias dos tempos dos valentões e dos grandes capoeiristas do início do século XX, chegou até nós graças a um costume que o Mestre Noronha (Daniel Coutinho por batismo) tinha, de anotar nomes, datas, locais e “causos” envolvendo os personagens envolvidos com a capoeiragem da Bahia. O “A.B.C. da Capoeira Angola” foi um livro organizado pelo nosso grande pesquisador da capoeira – Frede Abreu, a partir dos manuscritos deixados por Noronha, e se tornou um grande legado para todos aqueles que pretendem saber mais sobre esta arte-luta, e de tudo aquilo que estava ao seu entorno. Capoeira e seus personagens, a política e seus políticos, festas populares, economia, repressão policial, história do Brasil, são alguns assuntos abordados por este grande mestre da capoeira em seus manuscritos, que posteriormente à sua morte, Frede Abreu transformou em livro, como forma de perpetuar essa memória.

Noronha teve o privilegio de vivenciar os momentos áureos da capoeira baiana do início do século XX. E nos deixou relatos belíssimos desses tempos. Desde a perseguição dos capoeiras, devido à política vigente na época, até a sua visão de decadência dessa arte, norteada pela imagem das academias formadoras de capoeiras.

As elites queriam transformar a cidade de Salvador, em uma cidade de características européias. Em outras palavras, limpar ou erradicar, se necessário, das ruas, as tradições de origem negra, favorecendo a manutenção da ordem pública. visando atender as exigências da classe mais abastada. Nesse contexto social, de conflitos e de discriminação em relação às manifestações afro-brasileiras, é que vai se formando o menino Daniel Coutinho, no local que fazia parte do mapa central da criminalidade, da vadiação, da desordem e também do trabalho em Salvador.

Noronha sempre defendia que a “…capoeira viera da África, trazida pelos africanos, porém não era educada…”, tendo adquirido esta característica aqui no Brasil. Vivenciou ainda menino, por volta dos 8 anos de idade, a difícil arte da capoeira com um negro descendente de Angola, o velho Candido Pequeno. Tinha uma imensa admiração por este capoeira.

Em seus manuscritos, narra diversos casos envolvendo enfrentamentos com a polícia e com outros valentões, citando locais e nomes dos mais famosos capoeiras da época, envolvidos nesses conflitos, assim como ele próprio, respeitado e temido no universo dos “desordeiros”.

Noronha observava que antes de freqüentar qualquer roda, era preciso ter a consciência de que “…não era coisa de brincadeira, havia muita mardade neste meio…”. Não dispensava patuás, que servia para evitar os maus espíritos. Amuletos eram fundamentais. Sempre tinha uma oração, pedia graças ao divino Espírito Santo e aos Orixás. Sempre e sempre com o corpo fechado, não admitia chegar em roda despreparado. Falava sempre: “…a defesa para a nafé (navalha) a pessoa traz consigo mesmo. Sem ter arma, o capoeira tem sua defesa particular que admira o público…”.

Dizia que um bom aprendiz de capoeira angola, tem que obedecer às palavras do mestre, tem que aprender o jogo de dentro e o jogo pessoal para a sua defesa, sempre dando ênfase a tudo aquilo que “…desse vantagem para escapulir da polícia, pois ela não gostava do capoeira…”. Para ser mestre, dizia Noronha, “…tem que aprender toda a malícia que existe nesta malandragem…”.

Em seus manuscritos, Noronha descreve as famosas “festas de largo” de Salvador e a participação dos capoeiras nesses eventos. É justamente nesse contexto descrito por Noronha que surge e vai se estruturando o modelo de “roda de capoeira” tal qual conhecemos hoje, enquanto um ritual definido pela presença de instrumentos musicais e de certas “regras” que vão se transformando ao longo dos tempos. Antes disso a capoeira se expressava de outras maneiras, como as “maltas” no Rio de Janeiro. Mas o modelo de organização em forma de “roda de capoeira” que permanece até os dias de hoje e se espalhou pelo mundo todo, foi sendo estruturado nesses espaços e nesse período histórico, o qual Noronha nos relata com tanta riqueza de detalhes em seus manuscritos.

Noronha teve participação também no surgimento do primeiro Centro Esportivo de Capoeira Angola, na Ladeira da Pedra, no bairro da Liberdade, sendo Amorzinho, o próprio Daniel Coutinho, Totonho de Maré e Livino, entre outros, seus “…donos e proprietários…”. Porém, Noronha sempre registrou o grande esforço feito por Mestre Pastinha em manter e elevar o nome do centro, a partir de quando assume a direção do mesmo.

O mestre Noronha era um severo crítico dos capoeiras que não se dedicavam a conhecer melhor sua arte, que se diziam “grandes mestres” de capoeira e donos de academia. Dizia: “…eu mestre Noronha tenho todo o fundamento comigo porque me dediquei e aprendi toda a malandragem…”

 

Visite nossa seção de Downloads e baixe este o outros documentos de grande valor histórico…

Europa: Fly Away Beetle – O Voo do Besouro

Três renomados mestres (Olavo dos Santos, Boca Rica e Cobra Mansa) reunem-se neste documetário para contar sobre as condições histórico-culturais que ajudaram a dar forma à Capoeira. Apresentando diferentes perspectivas, seus depoimentos falam desde a violência na Capoeira durante os seus primórdios até os benefícios que a mesma oferece na atualidade à jovens afetados pela exclusão sócio-econômica.

O documentário também conta a história real de Roque Batista, um ex-menino-de-rua da cidade de Salvador, Bahia, que se voltou para a Capoeira numa tentativa de escapar da pobreza e da violência das ruas. Em sua luta para melhorar de vida, Roque se torna um professor de Capoeira com a missão de ajudar outros jovens em situação de risco.

Alternando entre entrevistas, filmagens raras e exibições contemporâneas de Capoeira, O Voo do Besouro conta as histórias desses indivíduos e, ao fazê-lo, conexões com a escravidão, Candomblé e magia são trazidas à tona. Alusões ao legendário Besouro Preto nos levam a um encontro com esta figura mística e enigmática, tão lenda quanto personagem histórico, detentor dos segredos da magia africana.

O Voo do Besouro trata, principalmente, de uma das características mais marcantes da Capoeira: a sua capacidade de mudar de maneira positiva a vida das pessoas. Por essa razão, o filme terá a sua estréia internacional em associação com espaços, organizações e eventos compromissados em difundir o potencial de transformação social e cultural inerente à Capoeira. O documentário irá estrear dia 30 de Junho na abertura do Movement for Change: The Capoeiragem Conference, em Londres, e  no dia 20 de Julho como parte da programação do Gingando para a Cidadania, na cidade de Lisboa. Ambos os eventos irão reunir capoeiristas, intelectuais, artistas e indivíduos de origens diversas com o objetivo de trocar conhecimento, discutir possibilidades e, com certeza, jogar muita Capoeira.

O Voo do Besouro é um daqueles filmes que mescla lindas imagens, ação e documentação à uma mensagem relevante e pertinente, não só aos capoeiristas, mas à sociedade como um todo. Para além de um documentário em formato tradicional, O Voo do Besouro nos leva para dentro da vida desses indivíduos, de forma que possamos experienciar, ao menos por um breve momento, o que realmente é a Capoeira. Mais do que um relato histórico, é uma penetração artística na Capoeira.

 

Serviço:

  • 30 de Junho na abertura do Movement for Change: The Capoeiragem Conference, em Londres
  • 20 de Julho como parte da programação do Gingando para a Cidadania, na cidade de Lisboa

 

www.flyawaybeetle.com

Uma realização Bluedot Productions

Duração: aprox. 80min.

Vila Real: 5º Festival Internacional de Capoeira

Portugal: Nos próximos dias 30, 31 de Julho e 1 de Agosto terá lugar, no Centro Histórico de Vila Real, o 5º Festival Internacional de Capoeira. Esta iniciativa, a cargo da Associação Comercial e Industrial de Vila Real (ACIVR), terá início com a “Roda de Abertura”, na próxima sexta, dia 30 de Julho, às 18h30, no Largo da Capela Nova.

No dia 31 de Julho, às 11 horas, o evento prossegue com um “Arrastão” nas várias artérias do centro histórico, culminando a apresentação com o “Baptizado troca de cordas”, no Largo do Pelourinho. Às 15h30, realizar-se-á o workshop “Aulões” no Ginásio Miracorgo e, mais tarde, efectuar-se-á uma nova apresentação na Discoteca Andromeda. O Festival de Capoeira terá o seu término no domingo, dia 1 de Agosto, com a realização de “Rodas de rua”, no Centro Histórico, ao longo de toda a manhã.

Este festival conta com a participação especial de vários mestres e professores de capoeira, oriundos de diversos países. Em representação da Bélgica e Holanda, o festival contará com a presença do Mestre “Vulcão”, de Espanha, dos professores “Marcha Lenta” e “Caju” e, em representação de Portugal e Brasil, estarão presentes os professores “Papagaio” e “Lesma” e o Mestre “Pernalonga”.

Através da realização deste festival, a ACIVR reforça o seu apoio ao Comércio Tradicional e contribui para a divulgação desta arte marcial. A Capoeira é uma expressão cultural afro-brasileira que mistura luta, dança, cultura popular e música. Desenvolvida no Brasil por escravos africanos e seus descendentes caracteriza-se por golpes e movimentos ágeis e complexos.

Fonte: Notícias de Vila Real – http://www.noticiasdevilareal.com

IPHAN: Cadastro Nacional de Mestres de Capoeira

Depois de dar a volta ao mundo e alcançar reconhecimento internacional, a capoeira se tornou patrimônio cultural brasileiro. O registro desta manifestação foi votado em Salvador, pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que é constituído por 22 representantes de entidades e da sociedade civil, e delibera a respeito dos registros e tombamentos do patrimônio nacional.

Preservação do patrimônio

O plano de preservação é uma conseqüência do registro, e prevê as seguintes medidas de suporte à comunidade capoeirística: um plano de previdência especial para os velhos mestres; o estabelecimento de um programa de incentivo desta manifestação no mundo; a criação de um Centro Nacional de Referência da Capoeira; e o plano de manejo da biriba – madeira utilizada na fabricação do instrumento – e outros recursos naturais, dentre outras.

Entende-se por patrimônio cultural imaterial representações da cultura brasileira como: as práticas, as forma de ver e pensar o mundo, as cerimônias (festejos e rituais religiosos), as danças, as músicas, as lendas e contos, a história, as brincadeiras e modos de fazer (comidas, artesanato, etc.), junto com os instrumentos, objetos e lugares que lhes são associados – cuja tradição é transmitida de geração em geração pelas comunidades brasileiras. Com a inclusão da capoeira, já existem 14 bens culturais registrados no Brasil.

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN

vem comunicar à todas as ligas, associações, grupos e profissionais de Capoeira que estaremos cadastrando, *todos os Mestres de Capoeira*.

O presente cadastramento tem por objetivo fornecer à todos, Certificado de Registro junto ao Ministério da Cultura – MINC.

Para facilitar o acesso à Ficha de Cadastro, colocamos à disposição o modelo fornecido pelo Ministério da Cultura – MINC.

Solicitamos a todos os Mestres interessados que anexem à Ficha de Cadastro,
seus Currículos e 2 ( duas ) fotos 3X4.

  • Senhores Mestres e Coordenadores de Grupos, Favor procurar a Superintendencia Estadual do IPHAN, nos seus respectivos Estados.

 

Lista de endereços, telefones das Superintendências Regionais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional


1ª Superintendência Regional – Amazonas e Roraima

Dirigente: Bepi Sarto Neves Cyrino
Endereço: Travessa Dr. Vivaldo Lima nº 13 a 17 – Centro
CEP: 69.005-440 – Manaus-AM
Telefone: (92) 3633-2822 / 3633-1532
e-mail: 1sr@iphan.gov.br

2ª Superintendência Regional – Pará e Amapá

Dirigente: Maria Dorotéa de Lima
Endereço: Av. Governador José Malcher, 563 – Nazaré
CEP: 66.035-100 – Belém-PA
Telefone: (91) 3224-1825/3224-0699
e-mail: 2sr@iphan.gov.br

3ª Superintendência Regional – Maranhão

Dirigente: Kátia Santos Bogéa
Endereço: Rua do Giz, 235 – Centro
CEP: 65.080-190 – São Luís-MA
Telefone: (98) 3231-1388
e-mail: 3sr@iphan.gov.br

4ª Superintendência Regional – Ceará

Dirigente: Romeu Duarte Junior
Endereço: Rua Liberato Barroso, 525 – Centro – Praça José Alencar
CEP: 60.030-160– Fortaleza-CE
Telefones: (85) 3221-6360/3221-6263/3221-2180
e-mail: 4sr@iphan.gov.br

5ª Superintendência Regional – Pernambuco

Dirigente: Frederico Faria Neves Almeida
Endereço: Rua Benfica, 1150 – Madalena (Museu da Abolição)
CEP: 50.720-001 – Recife-PE
Telefone: (81) 3228-3011/3228-2248/3228-3836
e-mail: 5sr@iphan.gov.br

6ª Superintendência Regional – Rio de Janeiro

Dirigente: Carlos Fernando de Souza Leão de Andrade
Endereço: Av. Rio Branco, 46 – Centro
CEP: 20.090-002 – Rio de Janeiro-RJ
Telefone: (21) 2203-3102/2203-3113
e-mail: 6sr@iphan.gov.br

7ª Superintendência Regional – Bahia

Dirigente: Eugênio de Ávila Lins
Endereço: Casa Berquó – Rua Visconde de Itaparica, 08 – Centro – Barroquinha
CEP: 40.020-080 – Salvador-BA
Telefones: (71) 3321-0133/3321-0459/3321-0256
e-mail: 7sr@iphan.gov.br

8ª Superintendência Regional – Sergipe

Dirigente: Eliane Maria S. Fonseca Carvalho
Endereço: Edifício do Estado de Sergipe – Travessa Baltazar de Goes, 86 – 14º andar
CEP: 49.010-000 – Aracaju-SE
Telefone: (79) 3211-0755
e-mail: 8sr@iphan.gov.br

9ª Superintendência Regional – São Paulo

Dirigente: Victor Hugo Mori
Endereço: Rua Baronesa de Itu, 639 – Higienópolis
CEP: 01.231-001 – São Paulo-SP
Telefone: (11) 3826-0744/3826-0905/3826-0913
e-mail: 9sr@iphan.gov.br

10ª Superintendência Regional – Paraná

Dirigente: José La Pastina Filho
Endereço: Rua José de Alencar, 1808 – Juvevê
CEP: 80.040-070 – Curitiba-PR
Telefone: (41) 3264-7971
e-mail: 10sr@iphan.gov.br

11ª Superintendência Regional – Santa Catarina

Dirigente: Ulisses Munarim
Endereço: Rua Conselheiro Mafra, 141 – 2º andar – Ed. da Antiga Alfândega
CEP: 88.010-100 – Florianópolis-SC
Telefone: (48) 3223-0883
e-mail: 11sr@iphan.gov.br

12ª Superintendência Regional – Rio Grande do Sul

Dirigente: Ana Lúcia Goelzer Meira
Endereço: Av. Independência, 867
CEP: 90.035-076 – Porto Alegre-RS
Telefones: (51) 3311-1188/3311-9351/3311-7722/3311-3853
e-mail: 12sr@iphan.gov.br

13ª Superintendência Regional – Minas Gerais

Dirigente: Leonardo Barreto de Oliveira
Endereço: Rua Januária nº 130 Bairro – Centro
CEP: 30.110-055 – Belo Horizonte-MG
Telefones: (31) 3222-2440/3222-3051/3222-4426
e-mail: gab.13sr@iphan.gov.br

14ª Superintendência Regional – Goiás, Mato Grosso e Tocantins

Dirigente: Salma Saddi Waress de Paiva
Endereço: Rua 84, número 61, Setor Sul
CEP.: 74080-400 – Goiânia – Goiás
Telefone: (62) 3218-1600/3218-1660/3218-4003
e-mail: 14sr@iphan.gov.br

15ª Superintendência Regional – Distrito Federal

Dirigente: Alfredo Gastal
Endereço: SBN Q. 02 – Ed. Central Brasília – 1º andar
CEP: 70.040-904 ? Brasília-DF
Telefone: (61) 3414-6154/3414-6242

16ª Superintendência Regional – Acre e Rondônia

Dirigente: Alberto Bertagna
Endereço: Ed. do Relógio – Av. 07 de setembro/Av. Farquhar – 1º andar
CEP: 78.900-000 – Porto Velho-RO
Telefone: (69) 3223-0992, 3043-4160
e-mail: 16sr@iphan.gov.br

17ª Superintendência Regional – Alagoas

Dirigente: Lauzanne Leão Ferreira
Endereço: Praça dos Palmares, s/nº – Ed. Palmares, 11º andar
CEP: 57.020-380 – Maceió-AL
Telefone: (82) 3226-3714 / 3221-6073 / 3223-3836
e-mail: 17sr@iphan.gov.br

18ª Superintendência Regional – Mato Grosso do Sul

Dirigente: Maria Margareth E. Ribas Lima
Endereço: Av. Noroeste, 5140 – Centro
CEP: 79.002-010 – Campo Grande-MS
Telefone: (67) 382-5921/232-2701
e-mail: 18sr@iphan.gov.br

19ª Superintendência Regional – Piauí

Dirigente: Diva Maria Freire Figueiredo
Endereço: Praça Marechal Deodoro, 790 – Centro
CEP: 64.000-160 – Teresina-PI
Telefone: (86) 3221-1404 / 3321-5538
e-mail: 19sr@iphan.gov.br

20ª Superintendência Regional – Paraíba e Rio Grande do Norte

Dirigente: Eliane de Castro Machado Freire
Endereço: Praça Venâncio Neiva, 68 – Centro
CEP: 58.011-020 – João Pessoa-PA
Telefone: (83) 3241-2896 / 3241-2959
e-mail: 20sr@iphan.gov.br

21ª Superintendência Regional – Espírito Santo

Dirigente: Tereza Carolina Frota de Abreu
Endereço: Rua José Marcelino nº 203/205 – Cidade Alta – Centro
CEP: 29.015-120 – Vitória-ES
Telefone: (27) 3223-0606 Ramal: 3201
e-mail: 21sr@iphan.gov.br

Mais informações:
Assessoria de Comunicação
Programa Monumenta
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan
Fones: (61) 3326-8907 e 3326-8014

Lisboa: Palestra com Carlos Eugênio Libano Soares

De passagem pela cidade de Lisboa para pesquisas relacionadas ao tráfico Negreiro do séc. XVIII nos arquivos e acervos Lisboetas, Carlos Eugénio, convidado e hóspede do Grupo de Capoeira Alto Astral, irá realizar uma palestra para a comunidade capoeirística interessada em ampliar seus conhecimentos com um dos maiores nomes ligados a pesquisa da escravidão no Brasil e consequentemente da história da capoeira. É professor pelo departamento de História da UFBA (Universidade Federal da Bahia) e grande parceiro de nomes como Fred Abreu e António Liberac no universo Histórico da capoeira.

Autor do grande Clássico premiado A negragada 1850-1890 (os capoeiras na corte imperial) e A capoeira escrava e outras tradições rebeldes no Rio de Janeiro (1808-1850), participou ainda de documentários de grande tais como: Mandinga em Mahatan, Mestre Bimba a Capoeira Iluminada e Pastinha, uma vida pela capoeira.

 

No dia 1 de Agosto de 2009, estará realizando uma palestra sobre a origem da capoeira e tráfico escravo, pelas 16hs da tarde no SLB (Sport Lisboa Benfica) – Porta nº 3 do complexo das piscinas.

 

Valor: 5€

Barack Obama e o Brasil

Para além de todo proselitismo que cercou a eleição do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, constata-se, de fato, um enorme avanço na percepção da sociedade americana em relação ao combate ao racismo. Para um país que até recentemente praticava a discriminação racial de forma legal, eleger Barack Obama Presidente da República constituiu-se numa significativa revolução política e social.

Mas é preciso olhar esse fato histórico de maneira um pouco mais acurada. Por um lado, o forte simbolismo que representa essa eleição. Maior potência do mundo, os Estados Unidos, além da força militar e econômica, são também influente no campo das idéias. Por isso, essa eleição representa recolocar na agenda política internacional, não apenas o sonho da igualdade racial, mas também o sonho e a esperança a serviço de um mundo multilateral, em que a autonomia e as diferenças entre os povos sejam respeitadas, onde o diálogo e o convencimento sejam as principais ferramentas de negociação entre as nações e não os mísseis, as invasões, as torturas e as guerras. Um mundo em que a Convenção da Proteção da Diversidade e das Expressões Culturais, aprovada pela Unesco, seja um instrumento real do reconhecimento das múltiplas formas de manifestações culturais, de tradições e de saberes dos povos, sem que tenham obrigatoriamente transformar-se em produtos ou mercadorias, como advogou os representantes norte-americanos quando da sua aprovação.

Por outro lado, faz-se necessário destacar que este fato histórico representa o apogeu de uma luta que se iniciou há muito. País com tradição racial segregacionista recheada de intolerâncias e tragédias, os Estados Unidos foram palco de inúmeras lutas e experiências que influenciaram boa parte do mundo no trato da questão racial. Desde a coragem de Rosa Parks, aquela costureira negra, que, no dia 1º de dezembro de 1955, se recusou a ceder o seu lugar no ônibus a um branco, até a eleição de Barack Obama presidente, muita água rolou por baixo desta ponte. Ora de maneira trágica com os linchamentos, assassinatos e agressões perpetradas pela Ku Klux Kan e seus seguidores, ora com a reação de líderes como Martin Luther King e Malcom X e organizações como os Panteras Negras que mobilizaram milhões de pessoas nos Estados Unidos e no mundo contra esta iniqüidade que é o racismo. No meio de todos esses episódios tivemos casos hilariantes, como a decisão da Suprema Corte norte-americana que julgou pela inconstitucionalidade, de uma lei aprovada pelo Congresso Nacional norte-americano que considerava livres os escravos que fossem desbravar o oeste daquele país, alegando que o Congresso não tinha poderes para banir a escravidão, mesmo em território federal, e que os negros não poderiam ser considerados cidadãos, pois não faziam parte do povo americano.

Esse breve apanhado histórico serve para balizar a discussão decorrente da eleição do primeiro presidente negro da maior potência do mundo e suas conseqüências mais diretas para o Brasil. Serve também para entendermos melhor e cobrarmos mais ainda da elite brasileira, as razões pelas quais a enorme euforia demonstrada com a eleição de Obama, não se manifesta minimamente no apoio à luta dos afro-brasileiros por um tratamento igualitário em nossa sociedade.

O Brasil precisa saber que a eleição de Barack Obama não foi fruto de nenhum milagre, nem muito menos da decisão dos homens de bem que comandam os Estados Unidos, mas sim de um poderoso movimento que ao longo de cinqüenta anos conseguiu sustentar a implementação de ações afirmativas que viabilizaram o acesso de milhões de afro-americanos ao ensino superior, assim como a ocupação de vários postos importantes de direção daquele país, tanto no setor público como no setor privado, a exemplo de Jesse Jackson, Colin Power, Condolezza Rice e tantos outros, independente de suas posições político-ideológicas.

Infelizmente a superação plena das desigualdades raciais no Brasil, país líder da América Latina, ainda é um sonho a ser conquistado e uma das razões do adiamento deste sonho é a resistência recalcitrante de parte da nossa elite econômica, política e intelectual sobre a necessidade do Brasil adotar medidas efetivas de promoção da igualdade no campo racial. Mesmo com metade da população sendo afro-descendente, eleger um presidente negro no Brasil parece um sonho ainda muito distante. Pesquisa recente do jornal Folha de S. Paulo revela isso. Embora apenas 3% dos entrevistados tenham declarado abertamente seu preconceito, para 91%, os brancos têm preconceito de cor em relação ao negro. Apenas por esse dado constata-se o quanto de trabalho temos pela frente para vencer o racismo inercial existente no Brasil. Nem mesmo Deus sendo brasileiro, como muitos afirmam, conseguimos apagar as conseqüências dos 400 anos de escravidão que vivemos. Por isto mesmo, investir nas políticas de ações afirmativas para a promoção da igualdade em nosso país, não é uma opção, é uma obrigação. Mais ainda, não pode resumir-se exclusivamente em cotas para negros na universidade, embora a educação seja um fator fundamental para alterarmos nossa realidade excludente. E, para quem, ainda insiste em considerar privilégio essas ações, vale citar aqui a declaração lapidar do ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa de que as ações afirmativas é “favorável àqueles que historicamente foram marginalizados, de sorte a colocá-los em um nível de competição similar ao daqueles que historicamente se beneficiaram da sua exclusão”. Simples, como água.

Esperamos, pois, que a eleição de Barack Obama possa massagear os pontos sensíveis da sociedade brasileira e nos ajudar a revelar um outro Brasil. Um Brasil ungido pelo sentimento de fraternidade e igualdade a fim de produzir uma outra página na nossa história, com liberdade e democracia, e apagar de vez essa estrutura excludente e discriminatória com base na cor da pele, como querem alguns. Quem sabe assim, em breve, produziremos o nosso Obama?

 

Zulu Araújo
Presidente da Fundação Cultural Palmares / Ministério da Cultura

Capoeira revê cenário da escravidão em patrimônio histórico nos Jogos Abertos

Com um clima cultural, histórico e esportivo, em um dos barracões do Engenho Central de Piracicaba, durante todo dia de ontem cerca de 205 atletas se revezaram em duplas para mostrar o melhor da arte de jogar capoeira. Abrindo a competição, no segundo dia dos 72º Jogos Abertos do Interior (JAI) Horácio Baby Barioni, uma expressiva platéia observava atentamente os gingados de homens e mulheres que representavam 55 cidades.

Ao som do berimbau, comissão técnica, representantes de federações e amantes da capoeira, procuravam um espaço próximo das rodas para ver de perto os gestos e expressões de cada capoeirista que competia dentro das rodas.

Caracterizada como uma das expressões culturais mais significativas da história afro-brasileira, a capoeira remonta ao período de escravidão e opressão aos negros até o fim do século 19. Ainda ativa sob efeito dos valores que a criaram, a arte marcial vivenciou um profundo momento de revitalização histórica nos Jogos Abertos do Interior, em Piracicaba.

 

A competição foi sediada justamente dentro de um dos patrimônios históricos mais significativos da região: o Engenho Central, localizado às margens do rio Piracicaba. Desde sua construção, em 1881, o local tornou-se uma ponte histórica até o fim efetivo da atividade escravista no Brasil, sete anos mais tarde, com a criação da Lei Áurea.

As paredes de tijolo e os vidros quebrados em meio à área verde da região formaram o cenário ideal para a disputa competitiva da capoeira nos Jogos Abertos. O ambiente quente de um dos galpões adaptado de maneira rústica para receber o campeonato deu um charme extra ao torneio estadual.

"A capoeira é uma mistura de esporte e cultura. Ela tem esses dois lados. Levamos a modalidade ao Engenho para agregar esse lado esportivo com a cultura do local. Existe toda uma identificação com o esporte pela história do lugar e o que ele representa para a cidade", explicou Luiz Antônio Chorilli, diretor técnico da Secretaria de Esportes do município.

 

Jogos Abertos do Interior, em PiracicabaVinculada ao cultivo da cana em massa até o início do século 20, Piracicaba polarizou a economia da região no interior de São Paulo. O Engenho Central, fundado em 1881, foi o grande símbolo do desenvolvimento da cidade na época. Mais de um século depois, o local sobrevive como um patrimônio histórico e como anfitrião de eventos especiais, como festas e a própria disputa da capoeira nos Jogos Abertos.

O ambiente contagiou boa parte dos participantes, como o representante de Catanduva na categoria leve, Cícero Cerqueira Leite, de 27 anos. Experiente no assunto, o atleta perdeu o braço esquerdo em um acidente,12 anos atrás, quando cortava cana em uma ensiladeira (maquina picadora).

Apelidado de "Fera Negra" por sua persistência e por disputar a modalidade contra rivais sem deficiência, o capoeirista destacou a emoção de participar do torneio em um lugar de grande importância histórica para o açúcar brasileiro e, principalmente, a relação com as origens da capoeira, criada na época da escravidão.

"A capoeira é uma expressão de liberdade. Já sabia disso antes do meu acidente e percebi isso mais ainda depois dele. O esporte me ajudou muito e sou grato por poder ‘jogar’ de igual para igual com qualquer um em lugar como esse e em um torneio importante como os Jogos Abertos", declarou Cícero, momentos antes de ser eliminado da disputa pelos primeiros lugares.

Jogos Abertos do Interior, em PiracicabaO árbitro Orestes Ceroles concordou com o competidor. O juiz fez questão de destacar o aumento da popularidade da capoeira competitiva e defendeu que este tipo de integração histórica com o local da prática do esporte pode atrair ainda mais praticantes para a modalidade.

"É um esporte genuinamente brasileiro e é por causa do prestígio da capoeira que ela é disputada nos Jogos Abertos do Interior. Foi uma boa idéia trazer o torneio para cá. Aqui é tudo antigo e olha quanta gente atraiu", disse o árbitro, apontando para um grupo de oito pessoas que assistia ao torneio do lado de fora da entrada do galpão.

 

 

 

Fonte: http://esporte.uol.com.br/ – Gazeta de Piracicaba