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Guaratinguetá: Aulas gratuitas de capoeira

Guaratinguetá realiza aulas gratuitas de capoeira

Em Guaratinguetá quem quiser aprender capoeira pode se inscrever no Ginásio Municipal do Pedregulho. As aulas acontecem às terças e sextas-feiras, das 8h às 9h e, depois, das 17h às 6h da tarde.

Podem participar homens e mulheres a partir de sete anos de idade. Os interessados devem procurar o professor direto no ginásio, as aulas são gratuitas.

Os “novos Capitães do mato” do Século XXI

Em pleno século XXI, ano de 2010, encontramos novas versões de “novos Capitães do mato”. Como se formam estes capitães? Ainda hoje, apesar de tanto avanço no movimento progressivas da capoeira, encontramos escolas de formação de oprimidos. Escolas que cercam seus participantes, querendo invisibilizar alguns trabalhos de relevância social e dar maior visibilidade para outros. Pratica da cultura dominante. – O que é meu vale mais, o que é do outro, não tem valor. Portanto, cuidado com os “Novos Capitães do mato”. O que liberta o capoeira é o conhecimento histórico-social de sua luta, não como determinação, mas como possibilidade de reconstruir e transformar a sua comunidade. A cabeça do capoeira aponta para o chão, e seus pés para o céu, esse movimento chamamos de inversão. As raízes ancestrais são fortalecidas na medida em que buscamos aprofundar nossos conhecimentos.

A superficialidade e o senso comum, não emancipam os homens em suas lutas, muito pelo contrário, acomodam e aprisionam na sua ignorância. Ignorância esta, que faz ressurgir os “novos capitães do mato”. Repetindo e reproduzindo a história de dominação, que se perpetua através dos tempos e nos espaços onde se movimentam os capoeiras. A história formal foi construída e constituída pela ótica da cultura dominante, pela lógica de quem é detentor do poder.  
Besouro antes de morrer,Bateu na porta e falou.Meu filho cuida bem,Do que teu mestre ensinou…

Os Capitães do mato, sempre, foram homens que conheciam os segredos da arte-luta capoeira. E resolveram utiliza-la em beneficio próprio, e não em prol do bem comum. É preciso conhecer a história da capoeira, que é um movimento de luta e resistência socialmente construído e, também, conhecer a história dos homens que movem este movimento, e que fazem este movimento se mover. Porque, como diz a musica;  “nem tudo que reluz é ouro, e nem tudo que balança cai”.

Certa vez, numa palestra em Florianópolis, não me recordo o ano, mestre João Pequeno de Pastinha, disse: “quanto mais eu ando, mais eu vejo, quanto mais eu vejo, mais eu aprendo”. E aprendo sempre que convivo com as diferenças, isso me oportuniza dialogar e refletir sobre minha práxis, e me questiono? Como pode alguém dizer, que é a favor das ações afirmativas e das cotas raciais?

Se quando chega no meio do “saber popular”, se apresenta com mestrando de uma universidade de Porto Alegre no RS, e trás um discurso panfletário, sem fontes e referenciais teóricos, sem uma organização de idéias fundamentadas numa ordem mínima. Defende políticas de ações afirmativas e cotas raciais.

E quando se apresenta a um publico para tratar de questões raciais, trás frases de efeito, que destacam a manifestação racista no Brasil para reflexão. Faz uma critica ao hino do Rio Grande do Sul; “Povo que não tem virtude, acaba por ser escravo”, mas não trás sustentação teórica às criticas que faz. Pede reflexão, mas não dá base teórica para reflexão das pessoas presente.

E a meu ver, trata os presentes como subalternos, ao pensar que ao “saber popular” não precisa dar as devidas referencias para que, possam buscar as fontes primarias e questionar, criticar e repensar, os assuntos tratados no debate. Quem defende as cotas como forma de ressarcir os danos causados em outrora. Não pode negar fontes de produção e pesquisa para a emancipação dos oprimidos pelo sistema.

Negar acesso ao conhecimento produzido pela humanidade é, negar possibilidade de emancipação social para os que sempre tiveram negado poder de decidir pela argumentação teórica e sempre foram renegados ao segundo plano.

Por tanto, cuidado com os “novos capitães do mato” solto por este mundo.  Defendam suas ideias, questionem as falácias, fundamentem suas praticas e lutem por seus direitos de cidadãos do mundo.

Procurem conhecer a verdadeira história da capoeira, a história, que a história não escreveu, mas que os antigos mestres passam pela oralidade. E também, a verdadeira história dos capoeiristas que levantam bandeiras progressistas, conservadoras, neoliberais por este mundo à fora.   Um salve a todos irmãos.Feliz 2011 muita paz e saúde a todos.

 

Mestrando Paulo Grande / Movimento Capoeira Nação

Diretor da Confraria Gaúcha de Capoeira.

Um eterno aprendiz!

 

Referência:”Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão”.

Paulo Freire, em Pedagogia do Oprimido, 1980.

A feminilidade na capoeira

Antigamente, para ser respeitada nas rodas de capoeira, as mulheres precisavam rejeitar sua feminilidade, adotando comportamentos masculinos. É o que indicam apelidos, como Maria Homem, e até estudos feitos a partir de cantigas de capoeira. Mas, e hoje? Será que é diferente?

Atualmente a mulher tem conquistado cada vez mais espaço na capoeira, mas ainda enfrenta críticas simplesmente por ser feminina.

Uma questão é a vaidade. Quando a mulher se arruma e se enfeita para ir à roda, ainda é acusada, principalmente por outras mulheres, de não levar a capoeira a sério, e sim usá-la para chamar atenção dos homens, arrumar namorado, ou coisas do equivalentes.

Outra questão é o excesso de cuidado na roda por parte dos homens. A mulher é delicada por natureza e muitas vezes essa característica é confundida com fragilidade. Quando isso ocorre os homens jogam com elas como se as mesmas fossem feitas de vidro, podendo quebrar a qualquer momento.

É óbvio que não se trata de incentivar uma atitude violenta contra as mulheres, mas é muito bom quando o homem solta seu jogo sem fazer distinção quanto ao sexo do oponente.

Mas, para evitar essas e outras “pedras” no caminho, a opção da mulher seria se masculinizar? Deixar de lado sua vaidade e sua delicadeza e se comportar de modo semelhante aos homens?

Na verdade a melhor resposta que pode ser dada é seguir em frente e continuar treinando e se dedicando, sem deixar a opinião alheia virar um obstáculo. Por mais feminina, vaidosa e delicada que seja, quando a mulher entra na roda e dá o melhor de si, ela não é apenas respeitada, mas também admirada.

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

A guerreira Maria Felipa

Como lembrei no texto Onde estão as capoeiristas da história, em geral as mulheres capoeiras que se destacaram no passado ficaram esquecidas. Mas é importante conhecer a história dessas mulheres que são exemplo de coragem, persistência e determinação.

Uma dessas mulheres é Maria Felipa, a guerreira de Itaparica.

Maria Felipa de Oliveira viveu na Bahia no século XIX e teve um importante papel na Guerra da Independência, que ocorreu entre 1822 e 1824, para reafirmar a independência proclamada em 7 de setembro de 1822, até que esta fosse reconhecida por Portugal.

Na Bahia, assim como nas províncias de Cisplatina (onde atualmente é o Uruguai), Piauí, Maranhão e Grão-Pará, devido à concentração estratégica de tropas do Exército Português, as lutas foram mais acirradas. Quando a tropa portuguesa comandada pelo General Madeira de Melo tentou invadir a Ilha de Itaparica para controlar a guerra a partir da Bahia de Todos os Santos, Maria Felipa liderava as vedetas (vigias) da praia, um grupo de 40 mulheres que entrou no acampamento do exército português, atacou os guardas com galhos de cansansão, uma planta que provoca sensação de queimadura ao toque com a pele, e puseram fogo em 42 embarcações, promovendo baixas no exército.

Além de guerreira, Maria Felipa também atuou na gerra como enfermeira, socorrendo feridos, além de trazer para a resistência em Itaparica informações da guerra obtidas nas rodas de capoeira do Cais Dourado, para onde ia remando sua canoa.

Há quem acredite que Maria Felipa seja a identidade verdadeira de Maria Doze Homens, que ganhou este apelido após deixar doze homens no chão, porém não existe confirmação a respeito e há ainda outras versões, em uma das quais Maria Doze Homens teria sido companheira de Besouro Mangangá.

O atestado de óbito datado de 04 de janeiro de 1873, confirma que Maria Felipa sobreviveu à guerra e continuou levando sua vida na ilha por muitos anos, porém de seu nascimento nada se sabe.

A heroína foi retratada na obra de Ubaldo Osório, A ilha de Itaparica, e no romance Sargento Pedro, do escritor baiano Xavier Marques, onde são são contatos vários feitos atribuídos à capoeirista.

Fontes:

Capoeira Sou Eu

Conversa de Menina

Overmundo

Passeiweb

Wikipédia

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

Brasília: Dialogar para evoluir

Papoeira Feminino estimula a reflexão e a troca de informações

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, mulheres capoeiristas, independentemente de estarem defendendo as bandeiras de seus grupos, realizaram no dia 28 de março, no Parque Urbano e Vivencial do Paranoá, o PAPOEIRA FEMININO, onde adolescentes, adultos e melhor idade, sem distinção de gênero, se reuniram e dialogaram sobre assédio moral, assédio sexual, violência contra a mulher, cada um expondo sua opinião, dando sua contribuição para buscar caminhos e posicionamentos que inibam esses acontecimentos entre os praticantes de capoeira.

O PAPOEIRA, criado no ano de 2000 pelo Sr. José Bispo Correia, o Mestre Pombo de Ouro, como forma de comunicação, integração e conscientização dos capoeiristas, nesta edição teve como tema central o FORTALECIMENTO DA CAPOEIRA FEMININA DO DISTRITO FEDERAL E ENTORNO e contou com uma excelente aula teórica sobre a importância do aquecimento e alongamento na Capoeira ministrada pela capoeirista Luiza de Alencar Dusi, conhecida como Bailarina.

A Bailarina, aluna do Centro Cultural Escola do Mundo Carcará Capoeira, mostrou-se satisfeita com o evento e acredita que o “Papoeira” deve ser realizado mais vezes. “Temos que disseminar essas idéias e informações através desse movimento que é tão interessante e tem metas úteis. São idéias diferentes, mas em prol do mesmo objetivo”, endossa. Ela acredita que os homens não podem ficar de fora dessa conscientização. “Alguns homens cismam que mulher só pode jogar capoeira com outra mulher, que acaba reagindo com agressividade. Temos que promover a igualdade com educação”, argumenta.

Essa também é a opinião de Ana Claudia Rodrigues de Araújo, a Cacau, da Associação de Cultura e Capoeira Adeptos da Bahia (ACCAB). “A maioria dos homens capoeiristas espera que a mulher seja masculinizada. Eu não sou assim até por causa das minhas limitações físicas. Eu treino capoeira porque tudo é contra a mulher, começando pela fragilidade do corpo”, diz. Contudo, Cacau afirma que a própria mulher é peça chave para a mudança do comportamento predominante no meio. “A nossa participação é que vai fazer mudar, com a conscientização sobre o nosso papel e o nosso valor. Sempre buscamos nosso espaço e o fundamental é o autoconhecimento e a própria valorização”, arremata.

Manoel Cardoso Magalhães, presidente da ONG Resgate da Vida, entidade que, juntamente com a equipe do Instituto Horizontes – Projeto Conscientizar, contribuiu para a realização do evento, explicou como surgiu a Lei Maria da Penha e buscou mostrar a importância da seriedade da sua utilização. “Às vezes a questão da violência começa já no namoro e a mulher tem que estar atenta a isso”, alerta. Segundo ele, é necessário que os homens também sejam inseridos nesse debate. “Não podemos parar o processo de evolução. Precisamos nos adaptar às mudanças do perfil feminino”, completa.

O criador do Papoeira, Mestre Pombo de Ouro, diz-se orgulhoso da iniciativa de defender as causas em favor da mulher. “Eu parabenizo isso. O Papoeira é, antes de tudo, exemplo de vida”, ressalta. Como resultado das proposições colocadas, foi acordado a realização de um Papoeira Feminino no mês de abril, desta vez coordenado pela capoeirista Bailarina, para a mobilização das capoeiristas do Distrito Federal e entorno. Essas manifestações estão sendo realizadas em prol de um evento feminino nacional de capoeira programado para ser realizado no segundo semestre de 2010, seguindo a mesma filosofia de conscientização e aprimoramento.

O encontro nacional terá como focos principais a valorização da mulher no meio capoeirístico (Direitos Humanos da Mulher), em forma de homenagens; a conscientização através de assuntos relacionados à violência contra a mulher (Lei Maria da Penha e desdobramentos práticos, assédio moral e assédio sexual); e assuntos relacionados com os conhecimentos tradicionais da capoeira (fundamentos, rituais de roda, instrumentação e canto), além de dar visibilidade aos movimentos femininos organizados, por meio de apresentações culturais das participantes.

Valdete Andrade de Souza, representante da ONG Resgate da Vida, apesar de não ser capoeirista, sentiu-se orgulhosa em participar de um evento onde a temática feminina está sendo trabalhada e de ver como a capoeira pode estimular esse tipo de iniciativa. “Eu acredito no esporte e no desenvolvimento da mulher. É preciso mostrar que estamos aqui para lutar, para defender os nossos direitos e cumprir também com os nossos deveres. Acredito na valorização da mulher, no seu potencial”, ressalta. A capoeirista Elissandra Cunha Cardoso, a Crocodila, também mostrou-se satisfeita com o resultado do evento. “Foi tudo positivo. É válido para as mulheres se conhecerem e aprenderem umas com as outras. Com essas iniciativas estamos vendo o preconceito ir embora e a mulher sabe que pode competir com o homem intelectualmente e tem várias formas de mostrar seu conhecimento”, elogia.

Para Márcia Regina Fabrício Dias, a Piquena Guerreira, aluna da Terreiro Capoeira, uma das organizadoras do evento, sócia-fundadora do Instituto Horizontes – Projeto Conscientizar e capoeirista há 10 anos, a mulher vem conquistando o seu espaço e torna-se imprescindível discutir o seu papel na sociedade, mostrar que elas devem lutar para a melhoria de sua qualidade de vida e das pessoas que a cercam. “Queremos mobilizar cada vez mais e contribuir de maneira ativa para difundir as questões referentes à mulher”, compromete-se.

A participação dos homens e das crianças no debate comoveu a capoeirista. “Nessas ocasiões, quando você escuta alguém como o sr. Domingos dar sua contribuição e dizer que viveu e se aposentou na agricultura, que nunca utilizou nenhum tipo de droga, parabenizando quem busca estudar para ter uma profissão e ao final agradecer por poder dizer aquelas palavras, pedindo licença para sair, é uma lição de educação!”, emociona-se. “Ouvir também um menino de 15 anos dizer orgulhosamente que há 7 anos pratica Capoeira, que perdeu o pai e que hoje considera o professor de capoeira como seu pai e dizer que vai praticar capoeira pelo resto de sua vida, é recompensador o trabalho das organizadoras e apoiadores para fazer o evento acontecer”, diz. Elas, eles, todos acreditam na preservação da Capoeira porque a escolheram como um importante instrumento de desenvolvimento pessoal e social.

Jornalista Suellem Mendes.
msn: [email protected]

Rodas femininas: incentivo ou discriminação?

Com a justificativa de incentivar a participação de mulheres na capoeira, muitos grupos fazem rodas femininas ou têm um momento na roda no qual só as mulheres jogam.
A intenção pode ser boa, mas separar às mulheres dos homens será mesmo um incentivo para que elas joguem?
É certo que algumas mulheres, normalmente as iniciantes, preferem jogar entre mulheres. Mas não seria mais adequado incentivá-las a superar esse receio jogando com todos, ao invés de acomodá-las nessa situação de insegurança?
A ideia de separar para incluir parece contraditória pois toda mulher capoeirista pode e deve jogar com os homens. Negar isso é  colocar a mulher em uma situação de inferioridade, portanto esta não é a melhor forma de mostrar às mulheres que elas também têm espaço na capoeira.
Fazer uma roda só de mulheres, como uma homenagem em uma data especial, é uma atitude legal, de reconhecimento e, portanto, muito bem vinda.
Mas alimentar hábito de fazer rodas separadas ou um momento à parte para as mulheres abre espaço para a discriminação.
É a união, e não a divisão, que anda de braços dados com a igualdade.


Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

Superando as dificuldades

Quando se começa a treinar capoeira, é comum sentir dificuldades para executar alguns movimentos. Algumas dificuldades são superadas em pouco tempo, outras demoram mais e exigem mais esforço e paciência, e há ainda as que vão sendo conhecidas com o tempo, conforme o aprendizado avança.

Esses desafios, tão comuns a qualquer pessoa, podem gerar muita frustração, especialmente quando uma mulher, que treinando entre homens, exige de si mesma um desempenho igual ao deles.

Não há como negar que homens e mulheres são diferentes fisicamente e, portanto, usam seu corpo de forma diferente, o que não significa de modo algum que o homem seja superior à mulher na capoeira ou vice e versa. São apenas diferentes, cada um com suas vantagens e desvantagens.

Um exemplo é a força. Em geral, os homens são até 30 por cento mais fortes e, por isso, nos movimentos que exigem força, especialmente os que exigem força nos braços, as mulheres precisam se esforçar muito mais para conseguir o mesmo desempenho.

Não é motivo para desistir, mas insistir no que parece mais difícil pode se tornar desanimador se, em paralelo, a mulher não conhecer suas vantagens como, por exemplo, a flexibilidade, e tirar proveito delas.

Trabalhar suas facilidades favorece a autoestima e dá muito mais ânimo para enfrentar os desafios e, quando as mulheres se ajudam, trocam dicas e observam umas às outras na roda, essa tarefa fica ainda mais fácil.

E isso não vale apenas para as diferenças de gêneros, mas também para as diferenças e limitações de cada indivíduo. A capoeira tem lugar para todos, basta cada um se conhecer e desenvolver seu próprio jogo.

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

A Mulher na Capoeira

Hoje em dia, é quase impossível assistir a uma roda de capoeira, em qualquer canto do mundo, onde não haja a presença feminina. As mulheres, com todo o direito, estão conquistando a cada dia, mais e mais espaço nesse universo que durante muito tempo foi predominantemente um espaço masculino.

A importância da mulher na capoeira vai muito além da graça e beleza que elas proporcionam a essa manifestação. A mulher sendo respeitada e valorizada numa roda de capoeira, garante que esse espaço seja cada vez mais um espaço democrático, onde a diversidade e a convivência harmoniosa entre os diferentes, significam um exemplo de tolerância e convívio social nesse mundo tão cheio de preconceitos e discriminações. Este exemplo é um dos ensinamentos mais importantes que a capoeira oferece às sociedades contemporâneas.

Além disso, a mulher é fundamental no trabalho de organização da capoeira. Não podemos pensar numa academia ou num grupo de capoeira, em que as mulheres não ocupem um papel estratégico nessa função. Talvez isso se dê pelo fato da mulher possuir essa capacidade de organização num grau mais desenvolvido que os homens, não sei. Só sei que sem as mulheres nessa função, a maior parte dos grupos de capoeira de hoje em dia não sobreviveriam por muito tempo.

Já temos também muitas mulheres com o título de “mestre” ou “mestra” de capoeira, como queiram. E são mulheres muito respeitadas no meio, que realizam trabalhos importantes e reconhecidos, apesar de ainda haver resistências por parte de alguns setores mais conservadores da capoeira. Mas é uma questão de tempo para que esse tipo de preconceito seja também superado.

Mas é bom lembrar que apesar do universo da capoeira ter sido predominantemente masculino, existiram muitas mulheres que deixaram seus nomes gravados na história da capoeiragem. Só para citar alguns nomes, a capoeira de outrora traz histórias impressionantes de valentia e destreza de algumas mulheres como: Maria Doze Homens, Salomé, Catu, Chicão, Angélica Endiabrada, Almerinda, Menininha, Rosa Palmeirão, Massú, entre muitas outras mulheres. Histórias que envolviam enfrentamentos com a polícia, brigas com navalha, e até mortes de valentões famosos como Pedro Porreta, que segundo algumas pesquisas indicam, foi de autoria da temida “Chicão”, conforme relatam jornais da época.

Vem jogar mais eu, mulher….vem jogar mais eu…que na roda de capoeira, o espaço também é seu !

 

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).

Capoeira & propaganda de cigarros

Marca de cigarros lança campanha na Indonésia, onde a Capoeira aparece como propaganda.

Não é de hoje que a Capoeira têm sido convidada a participar de campanhas publicitárias, comerciais em televisão, revistas e jornais. Evitando fazer propaganda de ninguém, mas é comum nós vermos algumas “vinhetas” nos intervalos de alguns canais da TV Brasileira, onde a Capoeira aparece como um símbolo de Brasilidade.

Algumas delas criadas até por nosso saudoso REDI, do Rio de Janeiro. Uma rede de hipermercados têm também utilizado a Capoeira com uma boa conotação.

Mestre Jorge Draga, que desenvolve seu trabalho em Perth, Austrália, foi convidado para participar de um comercial de Cigarros na Indonésia. As vantagens seriam diversas, indo de hotel 5 estrelas, passagens aéreas e também um excelente cache! Ele não aceitou!

Mas como podemos ver na foto ao lado, outros se dispuseram a tal.

Junto com a ilustração segue o seguinte texto: Como pode um grupo de Capoeira se expor numa propaganda dessas. Isso mostra que nem todos os grupos de Capoeira tem a mesma essência, pois, enquanto alguns se dedicam a ensinar seus alunos a não fumarem etc, outros, como podem ver na foto, até comerciais de cigarro fazem.

Você deixaria teu filho nas mãos de um grupo desse?

Por isso quando procurar um grupo de Capoeira de verdade, pesquise seus princípios. Existem muitos por ai, e não generalize, pois existem capoeiristas de verdade.

Parabéns Mestre Jorge Draga!

PNAD – Tabagismo


Base: Ano de 2008

17,2% dos brasileiros fumam; 52,1% deles pensam em parar

Cerca de 24,6 milhões de brasileiros de 15 anos ou mais de idade fumavam derivados de tabaco em 2008, o que correspondia a 17,2% da população nessa faixa etária. Os percentuais de fumantes eram maiores entre os homens (21,6%), entre as pessoas de 45 a 64 anos de idade (22,7%), entre os moradores da região Sul do país (19,0%), os que viviam na área rural (20,4%), os menos escolarizados (25,0% entre os sem instrução ou com menos de um ano de estudo) e os de menor rendimento domiciliar per capita (19,9% entre os sem rendimento ou com menos de ¼ de salário mínimo). A maior parte deles começou a fumar com 17 a 19 anos de idade, e, dentre os que fumavam diariamente, o mais comum era consumir por dia de 15 a 24 cigarros, sendo o primeiro fumado entre 6 e 30 minutos após acordar. Um fator que impactava na idade de começar a fumar era a escolaridade.

Por outro lado, a quase totalidade dos fumantes (93,0%) afirmava saber que o cigarro pode causar doenças graves, e um pouco mais da metade deles (52,1%) disse que pensava ou planejava parar de fumar, sendo que 65,0% dos fumantes informaram que as advertências nos rótulos dos cigarros fizeram pensar em parar de fumar.

Esses são alguns destaques da Pesquisa Especial de Tabagismo (Petab), que traça um panorama inédito e detalhado do uso de produtos derivados de tabaco no Brasil, entre as pessoas de 15 anos ou mais de idade, com informações para o país, as grandes regiões e as unidades da federação. A Petab foi realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde, com a atuação técnica do Instituto Nacional de Câncer (Inca), e aplicada a uma subamostra (cerca de 51 mil domicílios) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008. A pesquisa seguiu o modelo da GATS (Global Adult Tobacco Survey), que está sendo realizada também em outros 13 países1, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). O projeto internacional envolve também a Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health (EUA) e tem financiamento da Bloomberg Philantropies.

No Brasil, em 2008, 17,5% da população de 15 anos ou mais de idade eram usuários de produtos derivados de tabaco (fumado ou não)2, o que correspondia a 25 milhões de pessoas. Regionalmente, o maior percentual de usuários estava no Sul (19,0%) e os menores no Sudeste e Centro-Oeste (16,9% em cada um). Em todas as regiões, o percentual de homens usuários era maior que o de mulheres.

Os usuários de tabaco não fumado eram 0,4% dos brasileiros de 15 anos ou mais de idade, percentual maior entre os homens (0,6%) e na região Nordeste (0,9%).

Assim, 17,2% da população na faixa de idade investigada (24,6 milhões de pessoas) consumiam tabaco fumado, ou seja, eram fumantes de tabaco, sendo 14,8 milhões homens (21,6% do total de 15 anos ou mais de idade) e 9,8 milhões mulheres (13,1% do total nesse grupo etário).

Dos fumantes, apenas cerca de 3 milhões (equivalentes a 12,2% do contingente de fumantes e a 2,1% do total da população de 15 anos ou mais de idade) fumavam ocasionalmente.

Entre os não fumantes (118,4 milhões de pessoas ou 82,8% da população de 15 anos ou mais de idade), 78,1% (64,7% da população de 15 anos ou mais de idade, o equivalente a 92,5 milhões de pessoas) nunca haviam fumado, percentual que era maior entre as mulheres (71,7% do total das mulheres de 15 anos ou mais) do que entre os homens (57,0%).

Já os ex-fumantes (26 milhões de pessoas) eram 18,2% da população de 15 anos ou mais de idade e 22,0% dos não fumantes, em 2008.

Maiores percentuais de fumantes estão entre os homens, na região Sul, na área rural, entre os menos escolarizados e os de menor rendimento domiciliar per capita

A região Sul tinha, em 2008, o maior percentual de fumantes de tabaco (19,0%), sendo os menores percentuais verificados no Centro-Oeste (16,6%) e Sudeste (16,7%). Entre os homens, os maiores percentuais de fumantes estavam no Nordeste (22,9% ou 4,2 milhões de pessoas) e no Sul (22,5% ou 2,3 milhões); já entre as mulheres, eles foram verificados no Sul (15,9%) e Sudeste (13,3%).

Entre as unidades da federação (UF), os maiores percentuais de fumantes de tabaco na população de 15 anos ou mais estavam no Acre (22,1%), Rio Grande do Sul (20,7%) e Paraíba (20,2%), enquanto os menores estavam no Amazonas (13,9%), no Distrito Federal (13,4%) e em Sergipe (13,1%).

O percentual de fumantes de tabaco era maior na zona rural (20,4% ou 4,4 milhões de pessoas) que na urbana (16,6% ou 20,1 milhões de pessoas). O maior percentual de fumantes estava entre as pessoas sem instrução ou com menos de um ano de estudo (25,7% do total desse grupo). No outro extremo, das pessoas que tinham 11 anos ou mais de estudo, 11,9% fumavam – comportamento que se repetia em todas as regiões do país. O percentual de fumantes também era maior entre os que se declararam pretos ou pardos (19,0%) do que entre os brancos (15,3%), o que também se verificava regionalmente.

O grupo etário de 45 a 64 anos tinha a maior concentração de fumantes (22,7% das pessoas nessa faixa), fato que se verificava em todas as regiões do país.

Foi possível observar ainda, sobretudo nas regiões Sul e Nordeste, que, quanto maior o rendimento domiciliar per capita, menor a proporção de fumantes, conforme tabela a seguir.

Escolaridade é fator que impacta na idade de começar a fumar

Dos 24,6 milhões de fumantes de tabaco, 21,5 milhões (87,4%) fumavam todos os dias, o que correspondia a 15,1% das pessoas de 15 anos ou mais de idade. Entre os homens dessa faixa etária, 18,9% eram fumantes diários e 2,7% ocasionais, percentuais que eram de, respectivamente, 11,5% e 1,6% entre as mulheres. Mais uma vez, a região Sul apresentava os maiores percentuais de fumantes diários, tanto na população total (17,3%), quanto entre os homens (20,5%) e mulheres (14,3%).

A maior proporção de fumantes ou ex-fumantes diários com 20 a 34 anos de idade iniciou o hábito de fumar na faixa etária dos 17 a 19 anos (31,9%), situação que se verificava entre os homens (34,1%), mulheres (28,7%), na zona urbana (32,3%) e rural (29,8%) e em quase todas as regiões, exceto no Nordeste, onde a distribuição por faixa etária era mais homogênea: menos de 15 anos (23,7%); 15 e 16 anos (27,5%); 17 a 19 anos (27,3%); 20 anos e mais (21,5%).

A escolaridade é um fator que impacta na idade de começar a fumar: entre as pessoas sem instrução ou com menos de um ano de estudo, a proporção dos que começaram a fumar antes dos 15 anos de idade chega a 40,8%.

17,1% das pessoas de 15 anos ou mais de idade fumam cigarros; 85,4% delas diariamente

Os cigarros3 são o principal produto consumido pelos usuários de derivados do tabaco: os fumantes de cigarro somavam, em 2008, 24,4 milhões de pessoas, 99,5% do total de usuários de tabaco fumado. Os fumantes de cigarro representavam 17,1% dos brasileiros de 15 anos ou mais de idade, 21,5% dos homens e 13,0% das mulheres nessa faixa etária.

Dos 24,4 milhões de fumantes de cigarro, 85,6% (14,6% do total da população de 15 anos ou mais de idade, ou 20,9 milhões de pessoas) fumavam diariamente. Regionalmente, mais uma vez o destaque ficou com o Sul, onde 16,8% das pessoas de 15 anos ou mais de idade fumavam cigarro diariamente. Os menores percentuais ficaram nas regiões Norte (13,1%) e Nordeste (13,8%). Entre as unidades da federação, o Rio Grande do Sul (18,4%) apresentava a maior incidência de fumantes diários de cigarros, enquanto o Amapá (8,2%) tinha a menor percentagem.

Maior parcela dos fumantes diários consome entre 15 e 24 cigarros por dia

A maior parcela dos fumantes diários de cigarro (33,9%) fumava entre 15 e 24 cigarros por dia (35,6% entre os homens e 31,2% entre as mulheres). Na zona urbana, esse percentual chegou a 36,1%.

O percentual de fumantes que consumiam de 15 a 24 cigarros por dia era menor que a média nacional nas regiões Norte (26,5%) e Nordeste (24,6%), e maior no Centro-Oeste (34,3%), Sudeste (37,7%) e Sul (40,1%). Por outro lado, as regiões Norte (20,9%) e Nordeste (20,6%) ficavam acima da média nacional (16,3%) no que diz respeito ao fumo diário de menos de cinco cigarros, enquanto as regiões Sudeste (15,3%), Centro-Oeste (13,8%) e Sul (11,8%) estavam abaixo da média.

O mais comum era que os fumantes diários de cigarro levassem de 6 a 30 minutos após acordar para fumar o primeiro cigarro (39,3%). A proporção dos que fumavam em até cinco minutos após acordar era de 21,0%, enquanto, no outro extremo, 25,6% dos fumantes demoravam mais de 61 minutos para fumar depois que acordavam.

Os ex-fumantes diários de derivados de tabaco eram 14,1% da população de 15 anos ou mais de idade, em 2008, ou 20,1 milhões de pessoas (17,2% entre os homens e 11,2% entre as mulheres).

Entre os que pararam de fumar, predominam aqueles que deixaram o hábito há dez ou mais anos (57,3%) – situação que se verifica na divisão por sexo (60,1% dos homens e 53,3% das mulheres) e por situação de moradia rural (53,6%) e urbana (58,0%).

Dentre os que fumavam ou pararam de fumar nos últimos 12 meses (26,6 milhões de pessoas), 45,6% haviam tentado parar de fumar nesse mesmo período (43,0% entre os homens e 49,5% entre as mulheres). Nesse grupo dos que tentaram parar de fumar, 6,7% usaram medicamentos e 15,2% foram aconselhados por profissionais.

Mais da metade dos fumantes diz que planeja parar, mas só 7,3% no curto prazo

Dos fumantes de qualquer derivado de tabaco (24,6 milhões de pessoas), 52,1% afirmaram planejar ou pensar em parar de fumar (49,2% entre os homens e 57,1% entre as mulheres). Os percentuais de fumantes que pensavam em parar de fumar eram maiores no Distrito Federal (62,2%), Tocantins (61,3%) e na Bahia (61,1%) e menores no Amazonas (35,3%) e Rondônia (38,2%).

Pouco mais de um em cada três fumantes (33,5%) mencionou a intenção de parar algum dia, mas não nos 12 meses seguintes à entrevista; 11,4% disseram pensar em parar nos 12 meses seguintes; e apenas 7,3% manifestaram a intenção de parar de fumar no mês seguinte à pesquisa (set.08). Esse comportamento se verificava em todas as regiões.

Por outro lado, 57,1% dos fumantes brasileiros foram advertidos a parar de fumar (55,7% entre os homens e 58,5% entre as mulheres), sendo que as advertências foram mais frequentes no Sudeste (59,5%) e Sul (59,3%) e menos comuns na região Norte (49,9%).

Exposição à fumaça produzida por fumantes era mais comum em casa

O local mais apontado de exposição à fumaça produzida pelo consumo de tabaco por terceiros era a própria casa, por 27,9% do total de 15 anos ou mais de idade – percentual que chegava a 33,0% no Nordeste. A exposição no trabalho era relatada, em 2008, por 24,4% das pessoas de 15 anos ou mais de idade que trabalhavam fora (11,6 milhões em números absolutos) – chegando a 26,0% no Sudeste. Já em restaurantes, o percentual alcançou 9,9% – indo a 12,3% no Sudeste.

Fumantes da região Sul gastavam, em média, quase R$ 100 por mês com cigarros

Os bares, botequins e restaurantes eram os locais mais utilizados para compra de cigarros industrializados no Brasil, citados por 53,8% dos fumantes. Também foram citados com frequência os supermercados, mercadinhos e mercearias (21,7%) e as padarias e lanchonetes (14,8%).

Em média, os fumantes de cigarros industrializados gastavam R$ 78,43 por mês com cigarros. Os homens (R$ 89,27) gastavam mais que as mulheres (R$ 62,80). Regionalmente, os menores valores foram informados no Norte (R$ 59,97) e Nordeste (R$ 59,14), e o maior, no Sul (R$ 98,99). O Sudeste teve gasto médio de R$ 78,39 por mês, e o Centro-Oeste, de R$ 93,42.

As propagandas de cigarro em pontos de venda eram percebidas por 31,3% das pessoas de 15 anos ou mais de idade, sendo os percentuais de 38,2% entre os fumantes e 29,9% entre os não fumantes. Regionalmente, esse tipo de propaganda era menos percebido no Norte do país (por 18,0% das pessoas de 15 anos ou mais); enquanto no Sudeste ele atingia 35,2% e no Sul, 35,4%.

Propagandas em locais diferentes dos pontos de venda ou em eventos esportivos foram observadas por 21,3% das pessoas de 15 anos ou mais de idade, sendo os percentuais de 20,1% entre os fumantes e 21,5% entre os não fumantes.

Por outro lado, campanhas contra o fumo veiculadas em televisão ou rádio foram percebidas por 67,0% das pessoas de 15 anos ou mais de idade, proporção que foi de 67,7% entre os fumantes e de 66,9% entre os não fumantes.

65,0% pensaram em parar de fumar por causa das advertências nos maços de cigarro

Mais da metade dos fumantes (65,0%) disseram que pensaram em parar de fumar por causa dos rótulos de advertência nos maços de cigarro (63,5% entre os homens e 67,2% entre as mulheres). Os rótulos causaram menos impacto na região Norte (59,6% dos fumantes pensaram em parar) e mais impacto no Sudeste (66,7%) e Centro-Oeste (66,1%). O impacto dos rótulos foi maior em Roraima (91,7% pensaram em parar de fumar), Rondônia (75,0%) e Distrito Federal (74,7%) e menor no Amazonas (50,2%), em Alagoas (45,8%) e no Acre (45,2%).

93,0% dos fumantes sabem que cigarro pode causar doenças graves

Fumar causa sérias doenças. É o que afirmaram acreditar 96,1% dos brasileiros de 15 anos ou mais de idade, percentual que chega a 93,0% entre os fumantes e a 96,7% entre os não fumantes. A percepção apontada com mais frequência é a de que o tabaco causa câncer de pulmão (94,7% do total de pessoas investigadas, 90,6% dos fumantes e 95,6% dos não fumantes). Os riscos associados a derrames foram os menos citados (por 73,1% da população de 15 anos ou mais), chegando, ainda assim, a frequências de 70,1% entre os fumantes e 73,7% entre os não fumantes.

Notas:

1 Além do Brasil, Bangladesh, China, Filipinas, Índia, México, Egito, Polônia, Rússia, Tailândia, Turquia, Ucrânia, Uruguai e Vietnã. Os dados da Tailândia já foram divulgados e podem ser acessados no http://www.cdc.gov/tobacco/global/gats/countries/sear/fact_sheets/thailand/index.htm.

2 Produtos de tabaco fumado (que emitem fumaça): cigarro industrializado; cigarro de palha ou enrolado à mão; cigarro de Bali ou cravo; bidis/ indianos; charuto ou cigarrilha; cachimbo ou narguilé. Produtos de tabaco não fumado (que não emitem fumaça): rapé; fumo de mascar e snus ou snuffs.

3 Produto do tabaco enrolado e que emite fumaça. São considerados nessa categoria cigarro industrializado, cigarro de Bali/ cravo e cigarro de palha ou enrolado à mão.

Arquivos oficiais do governo estão disponíveis aos leitores.

Preso suspeito de invasão e morte em hospital de SP

SÃO PAULO – Investigadores do 19º Distrito Policial (Vila Maria) acreditam ter capturado, no final da tarde de ontem, um dos seis homens responsáveis pela invasão ao Hospital Municipal de Cidade Tiradentes, no extremo leste de São Paulo, ocorrida em junho do ano passado. A invasão resultou no assassinato do instrutor de capoeira Ludmar Aparecido de Andrade, de 29 anos, que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Uma denúncia anônima levou os policiais à loja do Hipermercado Extra da Avenida São Miguel, região da Penha, na zona leste. No momento em que fazia compras, José Carlos Arlindo Jr., de 34 anos, desarmado, foi detido pelos investigadores e levado à delegacia da Vila Maria. Com uma ficha criminal de 13 metros de comprimento, Arlindo Jr. era procurado pela Justiça por homicídio.

A prisão preventiva de Arlindo Jr. havia sido solicitada junto à Justiça pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que assumiu as investigações do caso. Na delegacia, ele negou ter participado da invasão ao hospital e do assassinato do instrutor.

Como apresentou documento falso aos policiais quando foi abordado no hipermercado, o suspeito foi autuado por falsidade ideológica e deve ser transferido para um Centro de Detenção Provisória.

Invasão

A invasão ao Hospital Municipal de Cidade Tiradentes ocorreu às 3 horas do dia 2 de junho de 2008. Três homens chegaram num carro e renderam os vigilantes na guarita. Ameaçaram fazer reféns os funcionários do hospital se fosse dado alarme. Outros três desconhecidos vieram em outro automóvel e ficaram com os vigias enquanto os três primeiros invadiam o prédio e assassinavam o instrutor a facadas. Os seis homens usaram toucas para não serem reconhecidos.

Funcionários da UTI foram rendidos e ameaçados, trancados numa sala. Dois dias antes, Andrade – o instrutor de capoeira – havia sido encontrado com as pernas e mãos amarradas dentro do porta-malas de um Chevrolet Monza, na Rua Pauline Capo, também em Cidade Tiradentes, depois de ter sido atingido por seis disparos.

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