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Acusados de matar “Leo Bombeiro” vão a júri

Às 12h de hoje, duas testemunhas tinham sido ouvidas. Companheira seria a mandante para ficar com seguro

Começou, hoje, no Tribunal do Júri de Samambaia, o julgamento dos réus Ítria Lima de Carvalho Alves, Júlio Andreza Neto e Célio Juliano da Silva, acusados de concorrerem para o homicídio do bombeiro militar e mestre de capoeira Leonardo da Cunha Alves. O adolescente H.S.R., executor do crime, também será ouvido em depoimento. Antes do meio-dia de hoje, duas testemunhas tinham sido ouvidas, faltando as outras seis pessoas, além dos interrogatórios dos envolvidos. A previsão é que o julgamento se encerre somente amanhã.

Segundo denúncia do Ministério Público, no dia 28 de janeiro de 2010, à meia-noite e meia, na DF-457, QS 414, Conjunto 9, em um ponto de ônibus em frente ao Posto Texaco, sentido Taguatinga a Samambaia, a vítima e Ítria voltavam do hospital, quando o veículo em que estavam foi atingido por outro. Leonardo foi surpreendido pelo adolescente H.S.R., ao descer do carro. O menor efetuou disparos de arma de fogo, causando a morte do bombeiro.

O homicídio ocorreu por motivo torpe, pois Ítria, companheira de Leonardo, queria resgatar o seguro de vida. O crime se deu ainda mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, já que o plano de sua morte consistiu em simular uma colisão entre veículos, para que a vítima descesse do carro e fosse executada.

Conforme informações do Tribunal de Justiça do DF e Territórios, Ítria Lima de Carvalho Alves concorreu para a prática delitiva, à medida que planejou o crime e contratou o adolescente para sua execução. Júlio Andreza Neto apresentou o adolescente a Ítria, Célio Juliano da Silva intermediou o contato entre Ítria e o denunciado Júlio.

 

 

Fonte: http://coletivo.maiscomunidade.com/

Capoeirista de 10 anos morto em ação da polícia é homenageado

Denúncia contra envolvidos no crime é comemorada com capoeira

Trajando camisas com estampa “Eu só queria ser como meu pai, mestre de capoeira”, familiares, capoeiristas e o cantor e mestre de capoeira Tonho Matéria se reuniram ontem, na Escola Estadual Alfredo Magalhães, no Rio Vermelho, para mais uma homenagem ao menino Joel, 10 anos, morto durante ação policial na madrugada de 22 de novembro.

No local, funciona a escola de capoeira de Mestre Boa Gente, tio do garoto. Na ocasião, houve cerimônia de troca de cordão de outros meninos da mesma faixa etária de Joel. Segundo o pai do garoto, Joel Castro, 43, a criança queria ser capoeirista como ele e participava todos os anos do batizado, quando os alunos têm o grau elevado.

Na cerimônia, familiares de Joel comemoraram a decisão do Ministério Público de denunciar, por homicídio e omissão de socorro, os nove policiais militares da 40ª Companhia Independente da PM (Nordeste de Amaralina), envolvidos no crime. “Acreditamos na Justiça”, disse Joel Castro.

“Os policiais que fizeram isso com meu filho precisam ser julgados por crime comum”, afirmou.

 

Fonte: http://www.correio24horas.com.br