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Lázaro Faria filma “A roda do mundo” em Macau e Hong Kong

Macau, China, 04 out (Lusa) – Macau e Hong Kong vão integrar um documentário sobre capoeira de Lázaro Faria, em rodagem nos vários continentes desde 2005 e com conclusão prevista em meados do próximo ano.

O projeto tem o título provisório de “A roda do mundo”.

“É um documentário sobre o encontro da cultura brasileira com o mundo, que é a continuação de um filme que já estou a fazer há algum tempo”, afirmou Lázaro Faria, ao explicar que o projeto esteve na origem de “Mandinga em Manhattan”, rodado em 2005 nos Estados Unidos.

O interesse sobre a forma como “a capoeira se espalhou no mundo”, e através desta a cultura brasileira, incluindo “a música, a culinária, e principalmente a língua portuguesa”, levou o cineasta brasileiro a filmar no Brasil (na Baía, onde reside, no Rio de Janeiro e em São Paulo), na Colômbia, nos Estados Unidos e em Itália.

Macau e Hong Kong surgiram no roteiro de “A roda do mundo” na sequência da participação de Lázaro Faria no DocBrazil Festival 2012 na China, que passou por Pequim e Xangai, e terminou em Macau no final de setembro.

“Estou a filmar alguns ‘capoeristas’ em Macau e Hong Kong, e pessoas a ensinar português a chineses. Estou a questionar porque é que as pessoas querem aprender português e outras expressões da cultura brasileira, como o samba, a culinária”, afirmou.

Lázaro Faria tem registado “um interesse muito grande” na capoeira nos vários pontos onde tem filmado e considerou que a China não é exceção.

“Foi muito interessante ver as famílias, os pais e as mães a levar os filhos para a aula de capoeira, e vê-los interagindo com a língua portuguesa, a cantar músicas de capoeira e outras músicas também”, disse, a propósito da rodagem em Hong Kong.

Lázaro Faria, que permanece até ao próximo fim de semana em Macau, onde está também a realizar uma oficina de cinema, promete nova incursão no continente asiático em fevereiro do próximo ano.

“Depois de Macau e Hong Kong vou à Malásia, Filipinas e provavelmente ao Japão. Já filmei bastante, na Europa, nos Estados Unidos, em Los Angeles, em Nova Iorque, e acho que só falta a Ásia realmente”, adiantou.

O realizador espera ter o documentário “A roda do mundo” concluído até meados do próximo ano, e voltar a Macau para o lançamento do filme.

 

RODA DO MUNDO

 

O que consiste o Projeto.

Produzir um filme de longa metragem, viajando ao redor do mundo viajando aos lugares onde a capoeira chegou, decifrando este mistério e contando como foi, e como esta sendo hoje este encontro, que encanta  pessoas de todos os niveis culturais, que cura jovens na periferia,  que atrai as belas mulheres, que tem um espírito onde todas as culturas se encontram, e que fala todas as línguas, mas que também  divulga a língua portuguesa, como diz Caetano Veloso, minha língua é minha Pátria.

Mostrar também a mescla e o encontro com as culturas locais, o que aconteçer de interessante nas viagens de avião, trem , vans, onibus tudo que um filme como este permite, usando as experiências de Mandinga em Manhatan e outro recente que fizemos em toda a Colômbia,

Que Paises Iremos.

A ideia seria que o filme começaria com tres historias paralelas, entre os tres personagens, de tres gerações de capoeiristas, mestre João Grande,  Mestre Cobrinha, e Eric Marinho capoerista praticante da capoeira comtemporanea, falando mais para os jovens.  Los Angeles, New York, e Bahia.Da Bahia os eles viajaram para o Rio de Janeiro, Rio Luanda, Maputo e  a capital da África do sul, depois Portugal, França, Inglaterra,  Alemanha, Moscou, Croácia, Paquistão,  Xangai, Hong Kong, Japao, Nova Zelândia, Austrália, Havai, Los Angeles, New York, Porto Rico, México, Cuba,  Nicarágua, Colômbia, Argentina , São Paulo e Bahia, quando se chegar a Bahia,  um evento no Mercado Modelo, que acontecera de verdade e estara dentro do filme, a ideia e termos vários monitores grandes de plasma, ligados a internet via IP ( tecnologia de trasmissão de imagens via internet), a que utilizamos quando usamos um sistema como skype com camera) conectando todos os locais do mundo onde estivemos, quando  Mestre João Grande pega o berimbau faz um discurso sobre a paz no planeta flexibilidade e tolerância entre os povos citando o exemplo da capoeira, o berimbau soa alto e começa uma roda em cada lugar simultanemente, fornado-se a RODA DO MUNDO um cinturão de AXE em todo o Planeta.

Portanto a ideia e fazer um filme de longa metragem uma serie de talves 10 ou mais capítulos para Televisão, um evento no Mercado Modelo, um livro de viagens e fotografias, um dvd com extras e tudo  que tem direito.

Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene – Direção e Regência: Dinho Nascimento

Os berimbaus são cuidadosamente afinados e agrupados em naipes: berimbau gunga ou berra-boi (som grave), de centro (som médio) e o viola ou violinha (som mais agudo). O “Berimbum”, com som super-grave, é tocado com arco de violoncelo. E o “Berimbau de lata” também tocado com arco, mais parece uma rabeca.

Vozes entoam os versos das ladainhas, corridos, chulas, samba e samba-de-roda. Alguns instrumentos como o guimbarde ou trump (berimbau de boca), agogô, pandeiro, reco-reco, ganzá, triângulo, atabaque, matraca, efeitos diversos e palmas completam a sonoridade.

A Orquestra mostra a versatilidade do berimbau interpretando toques da capoeira e ritmos da música brasileira, com arranjos e regência do mestre Dinho Nascimento.

Histórico da Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene

A idéia de uma Orquestra de Berimbaus surgiu nos encontros informais que aconteciam na pracinha do morro, ao cair das tardes de domingo, quando Dinho Nascimento e alguns amigos se reuniam para tocar, jogar capoeira e passar seus ensinamentos aos mais jovens e outros recém-chegados.

Em 2000, Dinho Nascimento dirigiu a Orquestra de Berimbaus do Espetáculo Étnico apresentado aos presidentes dos países participantes da XIX Reunião do Conselho do Mercado Comum do Mercosul, realizado em Florianópolis (SC).

No 452º aniversário de São Paulo (em 2006), a Orquestra de Berimbaus foi regida por Aluá Nascimento, músico percussionista popular e erudito que também fez os arranjos e a escolha do repertório das apresentações no Parque D. Pedro e na Praça do Patriarca, centro da cidade.

Em 2007 a idéia ressurgiu nos cursos oferecidos pelo Projeto Treme Terra (Morro do Querosene) e a Orquestra de Berimbaus tocou nas Oficinas de Percussão do PercPan 2007, festival internacional de percussão.

Em fins de 2007 consolidou-se a formação atual. A Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene foi convidada a participar de um evento da Prefeitura de Santo André (SP). Pouco antes desta apresentação, em 01/11/2007, estreou no CEU Butantã, teatro da Prefeitura de São Paulo. Deste momento em diante, as apresentações se sucederam: SESC-SP (Ipiranga, Campinas, Bauru, Vila Mariana, Interlagos e Taubaté); Festival da Juventude (no Memorial da América Latina); Off-FLIP (Paralela à Feira de Literatura Internacional de Paraty – RJ) quando tocou na histórica Igreja de N.S. Rosário e de S. Benedito; na Virada Cultural 2008,  tocando no Largo do Paissandu; na marquise do MAM (Rio de Janeiro-RJ)  e no Pepsi-on-Stage (Porto Alegre-RS), participando do evento C&A Pop Music; na Casa de Cultura do Butantã (na Semana da Consciência Negra); pelo Pro-Art, em vários CEUs (Centro de Educação Unificado do Município de São Paulo); na Virada Cultural Paulista 2009, apresentando-se na cidade de São José do Rio Preto; na Casa de Cultura Tainã, Ponto de Cultura em Campinas; em Academias de Capoeira e nas festividades do Bumba Meu Boi, no Morro do Querosene.

Em dezembro de 2009, a Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene foi contemplada com o título “Ponto de Cultura” do Programa Mais Cultura, uma iniciativa do Ministério da Cultura em parceira com a Secretaria Estadual da Cultura.

Quase que simultaneamente, a Orquestra foi selecionada pelo Programa de Ação Cultural da Secretaria Estadual da Cultura, ProAC nº18, incentivo para gravação de disco inédito. A Orquestra já iniciou as gravações e em meados de agosto, ou mais tardar setembro, deverá estar lançando no mercado seu primeiro CD denominado “Sinfonia de Arame”.

Em janeiro/2010, a Orquestra apresentou-se no Centro Cultural da Marinha, participando de um evento de intercâmbio cultural com estudantes vindos de Dubai (Emirados Árabes). E em março, esteve em Fortaleza onde se apresentou no Centro Cultural Dragão do Mar, por ocasião da TEIA Brasil 2010.

 

Dica Portal Capoeira:

Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene - Direção e Regência: Dinho Nascimento

 

Existem alguns vídeos gravados ao vivo que dão uma idéia da apresentação e podem ser apreciados em:

 

{youtube}2sFkoXyNEY8{/youtube}

Berimbau Blues no PERCPAN

{youtube}p6mowQeoGPM{/youtube}

Orquestra no SESC Campinas

{youtube}ysG0zzqpLws{/youtube}

Oficina na Casa Tainá

Reflexão: Capoeira Angola: Uma idéia, não um estilo!

Entendo que a capoeira angola, finalmente, seja uma idéia, não um estillo!

Agrega valores que a define como um caminho, um ideal, uma causa, uma ação ligada diretamente para causas sociais, o sindicato dos excluidos, o grito dos humildes, a voz da plebe e de todos que necessitam de discernimento, independente de estilos, que já é próprio, inerente, sendo que expressamos em movimentos o que somos.

Precisamos mudar o conceito atual, que a capoeira angola é o estilo dos velhos, dos lentos, da capoeira sem combatividade, do jogo embaixo, somente, é tudo isso e muito mais.

É a idéia dos velhos sim, não o estilo.

Estamos herdando toda essa idéia dos velhos, e estamos deixando essa idéia se perder por falta de discernimento, responsabilidade, compromisso, atitude.

Temos que treinar, estudar, treinar, ler, treinar, vivenciar, treinar e treinar, para mudar esse conceito ridículo que está levando todos para outras vertentes.

Temos que fazer da capoeira angola realmente uma filosofia, compromisso para que possamos moralizá-la. Chega a ser desleal, sendo a capoeira angola a que embate ao sistema, somos naturalmente excluídos das mídias, tornando nossas idéias ainda mais ocultas.

Penso que seje essa a identidade da capoeira da Ilha, capoeira angola, agregada a todos esses valores, onde jogamos em baixo, em cima, no meio, voando, onde os berimbaus arrepiam os pêlos, onde a ladainha cala fundo em que ouve, onde o Mestre ainda tem autoridade sem ser autoritário, sem excluir as pessoas por não estarem de cintos ou sapatos, com malandragem, revide, educação, combatividade, resistência discernimento cultural, compromisso e muito treino para que possamos estar nas ruas com a nossa idéia moralizada, para que possamos dar visibiliade e atrair pessoas para compartilharem dessa idéia chamada angola.

Sinto que alunos e até alguns mais velhos não sentem orgulho da vertente, acabam por desistirem e desistimulam futuros angoleiros. Rodas ecléticas, cada qual com seu estilo dentro de uma idéia chamada angola, onde cada qual leva o que tem e trás o que precisa para sua vida.

Sem esteriotipar os sentimentos, os movimentos,os pensamentos.

Essa idéia que chamo de angola é a força é o meio, e não devemos distorcer nem permitir que deturpem, criando outro conceito que nada irá contribuir para o esclarecimento de toda essa estrutura escravista que está aí nos oprimindo.

Temos que ter orgulho do que somos, sou angoleiro, sim sinhô!!!

 

QUILOMBOLA CAPOEIRA ANGOLA

Mestre Pinoquio – mpinoqcap@hotmail.com

Unesco lança biblioteca mundial digital

A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lança nesta terça-feira a Biblioteca Digital Mundial, que permitirá consultar gratuitamente pela internet o acervo de grandes bibliotecas e instituições culturais de inúmeros países, entre eles o Brasil.

Dezenas de milhares de livros, imagens, manuscritos, mapas, filmes e gravações de bibliotecas em todo o mundo foram digitalizados e traduzidos em diversas línguas para a abertura do site da Biblioteca Digital da Unesco (www.wdl.org).

A nova biblioteca virtual terá sistemas de navegação e busca de documentos em sete línguas, entre elas o português, e oferece obras em várias outras línguas.

Entre os documentos, há tesouros culturais como a obra da literatura japonesa O Conde de Genji, do século 11, considerado um dos romances mais antigos do mundo, e também o primeiro mapa que menciona a América, de 1507, realizado pelo monge alemão Martin Waldseemueller e que se encontra na biblioteca do Congresso americano.

Entre outras preciosidades do novo site estão as primeiras fotografias da América Latina, que integram o acervo da Biblioteca Nacional do Brasil, o maior manuscrito medieval do mundo, conhecido como a Bíblia do Diabo, do século 12, que pertence a Biblioteca Real de Estocolmo, na Suécia, e manuscritos científicos árabes da Biblioteca de Alexandria, no Egito.

Até o momento, o documento mais antigo da Biblioteca Digital da Unesco é uma pintura de oito mil anos com imagens de antílopes ensanguentados, que se encontra na África do Sul.

32 instituições

A Biblioteca Nacional do Brasil é uma das instituições que contribuíram com auxílio técnico e fornecimento de conteúdo ao novo site da Unesco.

A foto da imperatriz Thereza Christina, do acervo da Biblioteca Nacional, está disponível no site O projeto contou com a colaboração de 32 instituições, de países como China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, México, Rússia, Arábia Saudita, Egito, Uganda, Israel e Japão.

O lançamento do site será acompanhado de uma campanha para conseguir aumentar o número de países com instituições parceiras para 60 até o final do ano.

“As instituições continuam proprietárias de seu conteúdo cultural. O fato de ele estar no site da Unesco não impede que seja proposto também a outras bibliotecas”, explicou Abdelaziz Abid, coordenador do projeto.

A ideia de uma biblioteca digital mundial gratuita foi apresentada à Unesco pelo diretor da biblioteca do Congresso americano, James Billington, ex-professor da Universidade de Harvard.

Ele dirige a instituição cultural do congresso americano desde 1987 e diz ter aproveitado o retorno dos Estados Unidos à Unesco, em 2003, após 20 anos de ausência, para promover a ideia da biblioteca digital.

“Eu lancei essa ideia e sugeri colocá-la em prática nas principais línguas da ONU, como o árabe, chinês, inglês, francês, português, russo e espanhol”, diz Billington.

Ele se baseou em sua experiência na digitalização de dezenas de milhões de documentos da Biblioteca do Congresso americano, criada em 1800.

O objetivo da Unesco é permitir o acesso de um maior número de pessoas a conteúdos culturais e também desenvolver o multilinguismo.

Fonte: http://ligcev.com/bibliotecaunesco

VII Encontro Cultural e Intercâmbio Internacional de Capoeira Mangangá

VII Encontro Cultural e Intercâmbio Internacional de Capoeira Mangangá de 01 a 20 de agosto 2008

LOCAL DO EVENTO: SALVADOR – SIMÕES FILHO – SAUÍPE – CACHOEIRA – SÃO ROQUE DO PARAGUAÇU – JUAZEIRO

O evento será em parceria com diversos grupos e mestres internacionais dos países: Estados Unidos, Singapura, Moçambique, Austrália, Itália, Espanha, Grécia, México, Alemanha, Argentina e Brasil.

Ações

1 – A abertura do evento será com a Semana Cultural de Cinema e Teatro Em diversas comunidades;

2- Palestras no Forte da Capoeira, Auditório e academias diversas (tendo como idéia para palestras) Mestre Máximo, Olívia Santana, Billy Arquimimo, Jaime Sodré, Arani Santana, Aline Najara.

Feira de Arte e Cultura no Largo do Abaeté

Com o apoio da UCI (União de Capoeira de Itapoã), Casa da Música – Comunidade local – (FECABA) Federação de Capoeira da Bahia).

3- Sauípe (à confirmar)

4- Passeio Turístico com big sambão

Para a cidade de Cachoeira no Recôncavo aproveitando a semana da Irmandade da Boa Morte que será de 13 a 15 de agosto. Com o apoio da Coordenação do Turismo Étnico-Afro e Secretaria de Turismo do Estado da Bahia;

5- Batizado da Associação Cultural de Capoeira Mangangá em Simões Filho;

6- Batizado da Associação Cultural de Capoeira Mangangá em São Roque do Paraguaçu;

7- Encontro da Associação Cultural de Capoeira Mangangá em Juazeiro; ( à confirmar)

8- Oficinas e Cursos

De berimbau, dança afro e de capoeira angola e regional com diversos mestres (tendo como idéia) Monza Calabar e os mestres: Boa Gente, Pelé da Bomba, Boca Rica, King Kong, Já Morreu, Bamba, Dedé, etc. ( à confirmar).

9- Encontro de Capoeira Infantil

Com o apoio do Instituto Sol e do grupo Abolição em água de menino

10- Show Big Coquetel (à confirmar) com a presença das autoridades e da mídia local, além de renomados mestres de capoeira.

Local: Praça Teresa Batista no Pelourinho

Apoio do Bloco da Capoeira, Banda de Percussão, Fecaba, UCI, Capoeira de Saia e diversos grupos de capoeira e Orquestras de Berimbau (à Confirmar).

11- Batizado e Troca de Corda da Associação Cultural de Capoeira Mangangá

Local: Teatro da Escola Parque – Bairro Caixa D’água

Portugal/Polonia: “Roda das Nações”

Nosso camarada Cangaceiro, que desenvolve um trabalho aqui em Portugal, acaba de lançar o seu 1º livro sobre Capoeira e a internacionalização e intercambios dentro da “Roda das Nações”, título do livro, idealizado por Ricardo Nascimento.

“Roda das Nações” é o título de um livro que reflecte o resultado de dois anos de encontros de jovens de toda a Europa, na Polónia, onde a capoeira foi uma das actividades principais desta iniciativa, apoiada pela Fundação Rodowo. A ideia para a realização deste livro partiu de Ricardo Nascimento, responsável pela secção de capoeira da Associação Estamos Juntos, que tem marcado presença nestes eventos com alguns dos seus elementos, e com o qual admite que se pretendeu “deixar uma semente, resultado do trabalho desenvolvido nestes últimos dois anos”. Abordando a modalidade como uma ferramenta e um método nos intercâmbios internacionais de jovens, Ricardo Nascimento esclarece, no entanto, que os encontros não visavam a prática da capoeira, mas sim discutir os problemas que os adolescentes europeus têm. “Poderia ter sido um livro de qualquer outra modalidade, mas foi sobre esta porque é à qual eu estou ligado”, refere o responsável que admite que a ideia para este projecto já tem alguns anos, mas que vinha sendo adiada devido á falta de recursos.

Traduzido em quatro línguas (português, inglês, russo e polaco), este livro pretende contribuir para uma melhor informação sobre a modalidade essencialmente nos países de leste participantes que têm o russo como língua materna, uma vez que, segundo Ricardo Nascimento, não têm grandes publicações relativamente à capoeira. “A maioria dos professores são provenientes do próprio país, onde não existem muitos brasileiros ligados à modalidade. Com a criação deste livro pretende-se criar assim um recurso para as aulas que qualquer instrutor pode utilizar.

O livro irá estar á venda apenas nos encontros de capoeira e é o resultado de um trabalho colectivo e de carolice, tendo sido a revisão gramatical nas diversas línguas a parte mais difícil da sua concretização, de acordo com o responsável.

Para uma primeira experiência Ricardo Nascimento considera que o balanço é “extremamente positivo”, da idealização á concepção do projecto. “Tudo o que foi proposto foi alcançado, e o livro é exemplo disso. Apesar de ser pequeno é didáctico e simples pelo que conseguiu alcançar um nível mais amplo dado os temas que abrange”, refere Ricardo Nascimento que admite, contudo, que inicialmente a ideia foi recebida com alguma renitência.

A “Roda das Nações”

Apesar de inicialmente estar previsto chamar-se Capoeira 4 All o título do livro acabou por ser “Roda das Nações” uma vez que simboliza a roda da capoeira composta por diversos país e culturas diferentes. A ideia da integração da capoeira neste encontro, que teve em 2007 a sua última edição na Polónia, era mostrar como a modalidade pode ser uma ferramenta e um método para encontros internacionais de jovens para tratar qualquer tipo de assunto.

Por: Nuno Santos Ferreira – http://www.labor.pt

Capoeira no Campo: Filhos de agricultores participam de oficinas

Já dizia a cantiga: "Ponha lá vaqueiro… ponha jaléco de couro… Ponha jaléco de couro… na porteira do cural…"
Projeto pretende levar arte, cultura e cidadania para o sertão de Orós. Os beneficiados são os filhos dos agricultores
 
Óros. Enquanto os produtores rurais estão preocupados com a estiagem que assola o campo, crianças e adolescentes, filhos de agricultores, estão tendo a oportunidade de participar de oficinas de arte, cultura popular e cultivo de horta. O projeto Jornada de Arte no Sertão de Orós está ajudando a mudar a vida de um grupo de jovens do distrito de Guassussê. Essa é a segunda edição da iniciativa, idealizada pelo músico e compositor Zé Vicente. O palco para a realização das oficinas é o Sítio Aroeiras. O espaço é amplo. No terreiro de casa, crianças e adolescentes que estudam regularmente em escolas da comunidade aprendem noções básicas de música, nas modalidades de flauta doce e canto, dança popular e CAPOEIRA, contação de histórias, hortas e mudas. Quem estuda pela manhã, participa das oficinas culturais no período da tarde e vice-versa. A idéia vem agradando os alunos dos sítios vizinhos. O projeto é destacado como uma verdadeira oportunidade de aprendizagem de novos conhecimentos, de arte e cultura popular, que geralmente não são ensinados no ensino regular.
As oficinas realizadas hoje são frutos de uma semente plantada pelo músico e compositor, Zé Vicente, em meados da década de 1990. “Na casa da tia Zefa, começamos a desenvolver atividades ligadas à produção orgânica de frutas, hortaliças e plantas medicinais”, disse. “O projeto desde o início contemplou oficinas de artes sobre temáticas da saúde, espiritualidade e educação ambiental”.
Em março de 2006, aconteceu a 1ª Jornada de arte na roça. Foram 12 dias de oficinas de educação musical, poesia, meio ambiente, hortas e mudas. “Aproveitamos o período propício das chuvas no sertão, tempo mesmo de plantar e curtir a mãe natureza”, explica.
 
Na primeira edição do projeto, participaram cerca de 150 jovens. Além das crianças e adolescentes, os pais participaram apoiando as ações, incentivando os filhos ou simplesmente foram admiradores. Nesse ano, o projeto cresceu e foi finalizado neste fim de semana, após 10 dias de atividades. Os alunos que participaram das oficinas de música em 2006, tiveram a oportunidade de iniciar aprendizagem sobre leitura de partitura. O professor, licenciado em música pela Universidade da Bahia, Enoque Norberto, que desenvolve projetos na área de educação ambiental, na Prefeitura de Camaçari, mostrou-se empolgado com o interesse e a facilidade de aprendizagem do grupo.
 
Trinta jovens tiveram a oportunidade de vivência de uma nova atividade, danças populares e capoeira. Acostumados ao ritmo do forró eletrônico que predomina nas rádios, crianças e adolescentes, praticaram passos do maracatu rural no estilo solto baque e maracatu nação, baque virado, além de uma volta às raízes do forró pé de serra, xote e baião.
 
A oficina de dança, coordenada pelo contramestre em capoeira, Rafael Magnata, de João Pessoa, foi uma novidade bem aceita pelos meninos e meninas que arrastaram poeira no sertão de Orós. “O terreiro de casa é para isso, festa, alegria, contemplação da natureza”, observa Zé Vicente.
 
Houve a continuidade da produção orgânica de hortaliças e cultivo de mudas de fruteiras, com orientações teóricas e práticas de campo. Com o objetivo de manter viva a memória dos ancestrais, seus mitos, ritos e bons costumes, foi realizada, no terreiro em volta da fogueira ou à luz de lamparina, uma oficina de narrativas de histórias dos ancestrais.
 
A idéia é resgatar a oralidade de acontecimentos diversos, como a construção do açude Orós, saída dos antigos moradores, cujas terras foram encobertas pelas águas da barragem, para as vilas Palestina e Guassussê.
 
Além das oficinas, ressalta Zé Vicente, houve passeios ecológicos e momentos de espiritualidade em sintonia com a Campanha da Fraternidade sobre a Amazônia. Atualmente, há dificuldades para arrecadação de fundos e alimentos para a realização das atividades. Há um grupo de amigos que apoia a idéia. Os professores trabalham apenas pela hospedagem e passagem. 
 
AMPLIAÇÃO
 
"O nosso objetivo é ampliar essas atividades e formar o Centro Sertão Vivo de arte e ecologia".
José Vicente
Idealizador do projeto
 
Mais informações:
Projeto Jornada de Arte no Sertão realizado no município de Orós
(85) 3232.2373 – Zé Vicente
(88)3581.2555 – Dos Anjos
mail zvi@uol.com.br

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A Capoeira e os conflitos da Intervenção Pedagógica

A capoeira atualmente está enfrentando uma de suas maiores crises de identidade, principalmente no âmbito de atuação escolar, pois pela sua recente inserção e pelos conflitos gerados a partir de um confronto de ideologias que apontam, na maioria das vezes,  toda repressão e sectarismo na estruturação do sistema de ensino brasileiro adotado em nossas escolas.
Vale a pena ressaltar que não podemos perder de vista que a instituição escolar surge para atender uma necessidade da burguesia, reservando-se, na maioria dos casos,  o papel para a mesma de ferramenta mantenedora da estruturação social vigente, que se firmou ao longo dos anos através de símbolos condicionadores para um perfil social forjado para atender os interesses das classes dominantes.
 
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