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Oferendas e cânticos marcam celebração ao dia de Iemanjá

Grupos se reúnem na Praia de Pajuçara para homenagear a rainha das águas

As batidas dos tambores marcaram o ritmo. Os colares em cores vibrantes adornaram as vestimentas. Os cânticos foram acompanhados com uma leve dança. Em cortejo, as cestas levaram flores bem decoradas, comidas e lembranças. Foram as oferendas a Iemanjá, a rainha das águas, homenageada todo oito de dezembro. Crianças e adolescentes também foram às areias da praia da Pajuçara para reverenciar a mãe de todos os orixás e pedir o fim do preconceito contra as religiões de matriz africana.

Os grupos de candomblé e umbanda, vindos de várias partes de Alagoas, festejaram o orixá dos Egbá na Pajuçara, em Maceió, durante todo o dia. A celebração, que pretendia chamar atenção para o preconceito histórico contra as manifestações afro-brasileiras, aconteceu também para agradecer por tudo o que foi alcançado em 2010.

Mãe Fátima de Oiá saiu de São Miguel dos Campos com seu grupo para homenagear aquela que ela considera ‘a mãe maior de todas as nações’. “Hoje o dia é de festa, felicidade e união de todos os candomblés e nações. Isso representa o renascimento da mãe mais caridosa e dedicada” – contou a mãe de santo, que mantém 38 filhos de santo dançando em seu grupo.

Há 15 anos como mãe de santo, Mãe Fátima explica que as oferendas preparadas para o orixá são levadas para alto mar, onde são, segundo a crença, conduzidas pelas águas até a Terra de Orucaia, conhecida como Terra de Iemanjá. “É um lugar feliz e radiante. A terra dos encantos”, diz ela.

 

Rodas de capoeira

Fazendo parte dos festejos, grupos de percussão e rodas de capoeira animaram o ambiente. “A capoeira tem ligação com o movimento afro-brasileiro, por esse motivo, fomos convidados e aqui estamos para fazer parte da comemoração”, diz o presidente do grupo Muzenza, Marcelo Cardoso, conhecido como Mestre Girafa.

Na praça Multieventos, a roda de capoeira chamava a atenção dos transeuntes, que paravam para apreciar o gingado. Grupos de percussão, de maracatu e orquestras de tambores estendem a programação até o final do dia.

 

Candomblé: tradição passada de geração a geração

Ela tem apenas sete anos de vida, mas já sabe entoar os cânticos que homenageiam Iemanjá, a rainha das águas. No dia em que as religiões de matriz africana reverenciam a mãe de todos os orixás, neste 8 de dezembro, seguidores do candomblé e da umbanda levam os filhos para também participa da festa de louvor.

A pequena Ieda Vitória da Silva, de 7 anos, canta, dança e segue os passos da mãe. Ela praticamente nasceu num terreiro de candomblé e, nos dias em que já movimentação é grande para levar à Iemanjá as oferendas que significam uma espécie de agradecimento por tudo o que ela teria feito pelos seus seguidores.

“Desde quando a Vitória era bebezinha que eu a levo para todas as atividades festivas da nossa religião. Ela sabe todas as músicas e os passos que marcam o ritmo das batidas dos nossos hinos”, disse a mãe Catiana da Conceição.

“Viemos de Rio Largo para prestar as nossas homenagens à mãe das águas”, lembrou a menina, que faz parte do Grupo Santuário de Iemanjá.

 

Tarde ainda com muitas oferendas

E a Pajuçara continua tomada por grupos de candomblé e umbanda. Todos cantam e dançam em dezenas de rodas formadas nas areias da praia. No meio do círculo, as oferendas que serão lançadas no mar: perfumes de alfazema, sabonetes, talcos, flores, champanhe, espelhos, bonecas e adereços.

Além do ritual religioso, a festa de Iemanjá também reúne outras expressões da cultura afro, a exemplo de sambas de roda, grupos de capoeira e blocos afros.

 

A lenda*

Com a lenda conta que Iemanjá, filha de Olokum, casou-se com Olofin-Odudua, em Ifé, na Nigéria, e teve dez filhos, todos orixás. Depois de amamentá-los, ela teria ficado com os seios enormes, o que lhe causara vergonha. Cansada de viver em Ifé, Iemanjá fugiu e, chegando a Abeokutá, casou-se novamente, dessa vez, com Okerê. Mas, Iemanjá impôs uma condição para o casamento: que o marido jamais a ridicularizasse por conta dos seios volumosos. Entretanto, numa briga, Okerê teria ofendido Iemanjá, que, furiosa, fugiu novamente, encontrando num presente do pai o caminho para as águas. Ela nunca mais teria voltado para a terra e se tornou, assim, a rainha do mar. Nas datas em que é homenageada, em 02 de fevereiro e 08 de dezembro (Imaculada Conceição, para o Catolicisco), seus filhos fazem oferendas para acalmá-la e agradá-la.

* Com informações do portal da Capoeira – www.portalcapoeira.com

 

Pajuçara vira palco de articulação pela cultura afro-brasileira

E, com o objetivo d pedir o fim do preconceito contra as religiões afro-brasileiras, reuniram-se, durante toda a tarde desta quarta-feira (08), vários grupos culturais na praia da Pajuçara. Cada um, mostrando as suas ações que são desenvolvidas no dia-a-dia, apresentou-se nas areias da orla marítima de Maceió e pediu o fim do preconceito.

“Estamos aqui num em prol da liberdade de crença e em favor do sincretismo religioso. A intolerância religiosa tem que ser combatida em todos os templos e lugares. O mais importante é que tenhamos fé, independentemente da religião a ser seguida”, defendeu Sirlene Gomes, coordenadora do Cepa Quilombo, grupo temático de discussão contra o preconceito.

Além dele, estiveram presentes o Quintal Cultural (grupo de educação, cultura e formação), Coletivo Afro Caetés (maracatu), Centro Espírita Santa Bárbara (Umbanda), Corte de Airá (maracatu) e o Núcleo Cultural da Zona Sul (capoeira e bumba-meu-boi).

O encontro foi denominado de ‘articulação pela cultura popular e afro-alagoana’ e seus organizadores prometem novas ações ao longo do próximo ano. Por enquanto, eles conseguiram abrigo provisório na Secretaria de Estado da Cultura.

 

Conscientização com crianças

O Centro Espírita Santa Bárbara, cuja sede fica no Conjunto Village Campestre, trabalha o tema da umbanda com crianças com idades entre 4 e 8 anos. Os integrantes da entidade alegam que, para poder desmistificar as religiões de matriz africana, a educação religiosa precisa ser ministrada desde os primeiros anos de vida.

E, para as homenagens à Iemanjá na praia, o Centro levou crianças e adolescentes para que eles pudessem entender e presenciar as reverências à rainha das águas.

 

Fonte: http://gazetaweb.globo.com

Gazetaweb – Janaina Ribeiro, Roberta Batista e Daniel Dabasi

Salvador: Dia de Iemanjá, Rainha do Mar, deve reunir mais de 400 mil pessoas

Dois de Fevereiro é dia de Iemanjá, levo-te oferendas para lhe ofertar…

Mais de 400 mil pessoas devem acompanhar os festejos de homenagem a Iemanjá, Rainha do Mar, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, na Bahia, nesta terça-feira, 2 de Fevereiro, segundo a Polícia Militar. A corporação promete disponibilizar 1,3 mil policiais no evento.

Este ano, cerca de 250 embarcações devem participar da festa – disse o presidente da colônia de pescadores do Rio Vermelho, Marcos Santos Souza, que informou que a procissão marítima sai da praia no fim da tarde para fazer a entrega dos presentes à “Rainha do Mar”. Segundo os organizadores da festa, haverá 300 balaios no barracão de oferendas para o depósito dos presentes.

As oferendas devem começar a ser depositadas já a partir das 18h desta segunda-feira.

Dependendo da corrente religiosa, o orixá que representa as águas salgadas pode ser chamado também de Janaína, Mãe das Águas e Odoiá.

A festa, segundo o historiador Manuel Passos, citado pelo Turismo Turismo da Bahia, data de inícios do século XX e “não tem origem católica, europeia”, tendo sido criada pelos “ancestrais africanos que aqui viviam e por um grupo específico, que foi o de pescadores”.

A festa, explicou, começou com um grupo de 25 pescadores que resolveu fazer oferendas para a Mãe das Águas, pedindo em troca, fartura de peixes e tranquilidade nas águas.

Desde então, no dia 2 de Fevereiro, o Rio Vermelho, considerado o bairro boémio de Salvador e onde se localizam vários hotéis, entre eles o Pestana Bahia, é palco de uma festa que “transcende o carácter exclusivamente afro, porque não é só o povo negro que a protagoniza. A loira baiana, o turista, todo mundo vai lá levar suas flores, fazer sua oferenda”, segundo o historiador, enquanto o secretário de Turismo da Bahia destaca que é um importante activo para o sector, ao projectar a imagem da cultura baiana para todo o mundo.

A lenda conta que Iemanjá, filha de Olokum, casou-se com Olofin-Odudua, em Ifé, na Nigéria, e teve dez filhos, todos orixás. Depois de amamentá-los, ela teria ficado com seios enormes. Cansada de viver em Ifé, Iemanjá fugiu e, chegando a Abeokutá, se casou novamente, com Okerê. Mas Iemanjá impôs uma condição para o casamento: que o marido jamais a ridicularizasse por conta dos seios. Mas uma ofensa de Okerê causou fúria a Iemanjá, e ela fugiu novamente, encontrando num presente do pai o caminho para as águas. Nunca mais voltou para a terra e tornou-se a Rainha do Mar. Seus filhos fazem oferendas para acalmá-la e agradá-la.

“São sabonetes, perfumes, flores, espelhos e bonecas”, indica o Turismo da Bahia, referindo que “nos últimos anos, por conta da fiscalização dos órgãos ambientais, apenas os itens biodegradáveis são lançados ao mar”.

Além do ritual religioso, a Festa de Iemanjá também reúne outras expressões da cultura baiana, como o samba de roda, que sempre deu o tom da festa ao mar, e os grupos de capoeira, blocos afros, fanfarras e grupos fantasiados.

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IEMANJÁ

(Do livro “Orixás – Pierre Fatumbi Verger – Editora Corrupio”)

Yemoja na Africa

Iemanjá, cujo nome deriva de Yèyé omo ejá (“Mãe cujos filhos são peixes”), é o orixá dos Egbá, uma nação iorubá estabelecida outrora na região entre Ifé e Ibadan, onde existe ainda o rio Yemoja. As guerras entre nações iorubás levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokutá, no início do século XIX. Evidentemente, não lhes foi possível levar o rio, mas, em contrapartida, transportaram consigo os objetos sagrados, suportes do àse da divindade, e o rio Ògùn, que atravessa a região, tornou-se, a partir de então, a nova morada de Yemanjá. Este rio Ògùn não deve, entretanto, ser confundido com Ògún, o deus do ferro e dos ferreiros, contrariamente à opinião de numerosos que escreveram sobre o assunto no fim do século passado. Não nos deteremos nas extravagantes hipóteses do Padre Baudin, retomadas com entusiasmo pelo Tenente-Coronel Ellis e outros autores. Daremos, porém, em notas um resumo destes textos.

O principal templo de Iemanjá está localizado em Ibará, um bairro de Abeukutá. Os fiéis desta divindade vão todos os anos buscar a água sagrada para lavar os axés, não no rio Ògùn, mas numa fonte de um dos seus afluentes, o rio Lakaxa. Essa água é recolhida em jarras, transportada numa procissão seguida por pessoas que carregam esculturas de madeira(ère) e um conjunto de tambores. O cortejo na volta, vai saudar as pessoas importantes do bairro, começando por Olúbàrà, o rei de Ibará.

Iemanjá seria filha de Olóòkun, deus (em Benin) ou deusa (em Ifé) do mar. Numa história de Ifá, ela aparece “casada pela primeira vez comOrunmilá, senhor das adivinhações, depois com Olofin, rei de Ifé,…Iemanjá, cansada de sua permanência em Ifé, foge mais tarde em direção ao Oeste. Outrora, Olóòkun lhe havia dado, por medida de precaução, uma garrafa contendo um preparado, pois “não se sabe jamais o que pode acontecer amanhã”, com a recomendação de quabrá-la no chão em caso de extremo perigo. E assim, Iemanjá foi instalar-se no “Entardecer-da-Terra”, o Oeste. Olofin-Odùduà, rei de Ifé, lançou seu exército à procura de sua mulher. Cercada, Iemanjá, em vez de se deixar prender e ser conduzida de volta a Ifé, quebrou a garrafa, segundo as instruções recebidas. Um rio criou-se na mesma hora, levando-a para Okun, o oceano, lugar de residência de Olóòkun (Olokum).

Iemanjá tem diversos nomes, relativos, como no caso de Oxum, aos diferentes lugares profundos(ibù) do rio. Ela é representada nas imagens com o aspecto de uma matrona, de seios volumosos, símbolo de maternidade fecunda e nutritiva. Esta particularidade de possuir seios mais que majestosos – ou somente um deles, segundo outra lenda – foi origem de desentendimentos com seu marido, embora ela já o houvesse honestamente prevenido antes do casamento que não toleraria a mínima alusão desagradável ou irônica a esse respeito. Tudo ia muito bem e o casal vivia feliz. Uma noite, porém, o marido havia se embriagado com vinho de palma e, não mais podendo controlar as suas palavras, fez comentários sobre seu seio volumoso. Tomada de cólera, Iemanjá bateu com o pé no chão e transformou-se num rio a fim de voltar para Olóòdun, como na lenda precedente.

Iemanjá no Novo Mundo

Iemanjá é uma divindade muito popular no Brasil e em Cuba. Seu axé é assentado sobre pedras marinhas e conchas, guardadas numa porcelana azul. O sábado é o dia da semana que lhe é consagrado, juntamente com outras divindades femininas. Seus adeptos usam colares de contas de vidro transparentes e vestem-se, de preferência, de azul-claro. Fazem-se oferendas de carneiro, pato e pratos preparados à base de milho branco, azeite, sal e cebola.

Diz-se na Bahia que há sete Iemanjás:

Iemowô, que na África é a mulher de Oxalá;

Iamassê, mãe de Xangô;

Euá (Yewa), rio que na África corre paralelo ao rio Ògùn e que frequentemente é confundido com Iemanjá em certas lendas;

Olossá, a lagoa africana na qual deságuam os rios.

Iemanjá Ogunté, casada com Ogum Alagbedé.

Iemanjá Assabá, ela é manca e está sempre fiando algodão.

Iemanjá Assessu, muito voluntariosa e respeitável.

Em Cuba, Lydia Cabrera dá sete nomes igualmente, especificando bem que apenas uma Iemanjá existe, à qual se chega por sete caminhos. Seu nome indica o lugar onde ela se encontra.

ARQUÉTIPO

(Do livro “Orixás – Pierre Fatumbi Verger – Editora Corrupio”)

Tomamos emprestada a descrição do arquétipo de Iemanjá a Lydia Cabrera, sua filha, certamente a mais competente de todas aquelas que nos foi dado o prazer de conhecer: “As filhas de Iemanjá são voluntariosas, fortes, rigorosas, protetoras, altivas e, algumas vezes, impetuosas e arrogantes; têm o sentido da hierarquia, fazem-se respeitar e são justas mas formais; põem à prova as amizades que lhes são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Elas têm tendência à vida suntuosa mesmo se as possibilidades do cotidiano não lhes permitem um tal fausto”.

Fontes:

O Globo – http://oglobo.globo.com/
Presstur – http://www.presstur.com/
Candomblé no Brasil – http://orixas.sites.uol.com.br/

Fotógrafo paranaense expõe na França imagens da Festa de Iemanjá

O fotógrafo e jornalista André Zielonka abre na próxima terça-feira (10/11) a exposição “Festa de Iemanjá”, na Maison de L’Amérique Latine de Rhône-Alpes, em Lyon, sudeste da França. As imagens documentais apresentam a celebração à Iemanjá da comunidade de Arembepe, na Bahia. A exposição é parte da programação do Festival Zoom Brasil, organizado pelas associações francesas Grupo de Capoeira Angola Cabula (GCAC France) e Casamarela. O evento pretende valorizar a pluralidade da cultura brasileira por meio de uma programação que inclui artes plásticas, cinema, dança, teatro, música e fotografia. “As 17 imagens que vou expor são parte de uma documentação maior que venho desenvolvendo há 10 anos sobre a Capoeira Angola. Estou feliz com o convite e a oportunidade de apresentá-las fora do Brasil e espero que o trabalho seja bem aceito pelo público francês”, afirma Zielonka.

As fotos que serão expostas, segundo Zielonka, fazem uma narrativa cronológica da celebração à Iemanjá que ocorre em Arembepe, comunidade com cerca de 4 mil habitantes localizada a 45 km de Salvador. A festa acontece todos os anos no dia 2 de fevereiro e os preparativos envolvem centenas de moradores que desde a madrugada preparam as oferendas que serão levadas para o mar ao amanhecer. Iemanjá, a rainha dos oceanos, é uma divindade cultuada pelas religiões afro-brasileiras, mãe de todos os orixás e protetora dos lares e das famílias. Nossa Senhora dos Navegantes é sua representação católica. De acordo com o fotógrafo, ao contrário da festa em Salvador, na praia de Rio Vermelho, que atrai uma multidão de turistas, em Arembepe o ritual ainda conserva características muito antigas e tradicionais.  “É totalmente organizado pelos moradores e algumas pessoas participam da celebração há mais de 40 anos”, relata.

As imagens captadas por Zielonka documentam a festa nos anos de 2002 a 2006. “A maioria das fotos que levarei para a França já foi apresentada em exposição em Arembepe. Os quadros foram depois presenteados às pessoas da comunidade”, lembra. “Estabeleci uma relação de respeito e confiança com os moradores, que me convidaram para acompanhar o cortejo de barcos que levam as oferendas para o alto-mar,” ressalta. Como presente, Iemanjá recebe flores, perfumes, alfazema, colares, sabonetes, pentes, espelhos, bijuterias, entre outras oferendas. “A comunidade de Arembepe se prepara o ano todo para essa celebração. Tive o privilégio de ter o aval para documentar um ritual com tantos significados para a vida dessas pessoas”, conclui Zielonka.

Serviço:
A exposição acontecerá na Maison de L’amerique Latine
De 10 a 22 de novembro
Lyon – Rhône Alpes
France

Sobre André Zielonka:

Natural de Curitiba, André F. Zielonka é fotógrafo profissional há dez anos. Jornalista, trabalhou em jornais e revistas e, em 1999, mudou-se para os Estados Unidos em busca de estudo e de novas experiências fotográficas. Ao retornar para o Brasil, estabeleceu-se como fotógrafo profissional independente. É professor da Escola de Fotografia Omicron e da PUC-PR desde 2001. Durante esses anos, além de suas atividades como fotógrafo e professor, desenvolve os projetos Roda de Angola e a Mostra Caixola – projeções audiofotográficas.

Site/Blog do Fotógrafo: http://andrezielonka.blogspot.com

Fonte: http://www.paranashop.com.br/

Bahia: Carnaval 2008 será lançado na próxima segunda-feira

Tendo um dos mais preciosos bens culturais da Bahia, a capoeira, como grande homenageada e uma convidada muito especial, Iemanjá, o Carnaval de Salvador será oficialmente lançado na próxima segunda-feira, dia 3 de dezembro. Será às 17h no Blue Tree Towrs, hotel localizado no Rio Vermelho, palco da festa para a Rainha das Águas que em 2008 cai num sábado de Carnaval. O prefeito João Henrique o o presidente da Emtursa – Empresa de Turismo S/A, Misael Tavares, vão anunciar as muitas novidades para a maior festa de participação popuilar do planeta.

A abertura do Carnaval, por exemplo, acontece no Campo da Pronaica, em Cajazeiras, onde serão entregues as chaves dfa cidade ao Rei Momo, rainha e princesas. A grande novidade para 2008 será a incorporação da festa de Iemanjá com a folia. Nesse sentido, o músico, compositor e cantor Carlinhos Brown está empenhado na concepção artística desse momento que será organizado sem interferir nas homenagens à Rainha do Mar, Odoiá!

O Carnaval 2008 de Salvador marca ainda a mudança no processo de captação de recursos que este ano foi entregue, através de licitação pública, a um pool de agências comandadas pelo publicitário Nizan Guanaes. Nesse sentido, todas as quatro cotas máster de patrocínio já foram negociadas – Schincariol, Vivo, Banco Itaú e Ponto Frio. Outras empresas também participarão com patrocínios menores, contemplando as mais diversas programações da festa, como a folia nos bairros.

Dentro do tema "O coração mundo bate aqui"., a capoeira foi escolhida pelo público em votação pela da internet, como homenageado, o que já foi homologado pelo Conselho do Carnaval, atendendo postulação de artistas e produtores culturais de Salvador, a exemplo de Geraldo Badá, Tonho Matéria, Mestre Boa Gente e Clarindo Silva, dentre outros. Sairá da capoeira o símbolo do Carnaval 2008 que será anunciado mais adiante.

Redação Carnasite