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Barack Obama e o Brasil

Para além de todo proselitismo que cercou a eleição do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, constata-se, de fato, um enorme avanço na percepção da sociedade americana em relação ao combate ao racismo. Para um país que até recentemente praticava a discriminação racial de forma legal, eleger Barack Obama Presidente da República constituiu-se numa significativa revolução política e social.

Mas é preciso olhar esse fato histórico de maneira um pouco mais acurada. Por um lado, o forte simbolismo que representa essa eleição. Maior potência do mundo, os Estados Unidos, além da força militar e econômica, são também influente no campo das idéias. Por isso, essa eleição representa recolocar na agenda política internacional, não apenas o sonho da igualdade racial, mas também o sonho e a esperança a serviço de um mundo multilateral, em que a autonomia e as diferenças entre os povos sejam respeitadas, onde o diálogo e o convencimento sejam as principais ferramentas de negociação entre as nações e não os mísseis, as invasões, as torturas e as guerras. Um mundo em que a Convenção da Proteção da Diversidade e das Expressões Culturais, aprovada pela Unesco, seja um instrumento real do reconhecimento das múltiplas formas de manifestações culturais, de tradições e de saberes dos povos, sem que tenham obrigatoriamente transformar-se em produtos ou mercadorias, como advogou os representantes norte-americanos quando da sua aprovação.

Por outro lado, faz-se necessário destacar que este fato histórico representa o apogeu de uma luta que se iniciou há muito. País com tradição racial segregacionista recheada de intolerâncias e tragédias, os Estados Unidos foram palco de inúmeras lutas e experiências que influenciaram boa parte do mundo no trato da questão racial. Desde a coragem de Rosa Parks, aquela costureira negra, que, no dia 1º de dezembro de 1955, se recusou a ceder o seu lugar no ônibus a um branco, até a eleição de Barack Obama presidente, muita água rolou por baixo desta ponte. Ora de maneira trágica com os linchamentos, assassinatos e agressões perpetradas pela Ku Klux Kan e seus seguidores, ora com a reação de líderes como Martin Luther King e Malcom X e organizações como os Panteras Negras que mobilizaram milhões de pessoas nos Estados Unidos e no mundo contra esta iniqüidade que é o racismo. No meio de todos esses episódios tivemos casos hilariantes, como a decisão da Suprema Corte norte-americana que julgou pela inconstitucionalidade, de uma lei aprovada pelo Congresso Nacional norte-americano que considerava livres os escravos que fossem desbravar o oeste daquele país, alegando que o Congresso não tinha poderes para banir a escravidão, mesmo em território federal, e que os negros não poderiam ser considerados cidadãos, pois não faziam parte do povo americano.

Esse breve apanhado histórico serve para balizar a discussão decorrente da eleição do primeiro presidente negro da maior potência do mundo e suas conseqüências mais diretas para o Brasil. Serve também para entendermos melhor e cobrarmos mais ainda da elite brasileira, as razões pelas quais a enorme euforia demonstrada com a eleição de Obama, não se manifesta minimamente no apoio à luta dos afro-brasileiros por um tratamento igualitário em nossa sociedade.

O Brasil precisa saber que a eleição de Barack Obama não foi fruto de nenhum milagre, nem muito menos da decisão dos homens de bem que comandam os Estados Unidos, mas sim de um poderoso movimento que ao longo de cinqüenta anos conseguiu sustentar a implementação de ações afirmativas que viabilizaram o acesso de milhões de afro-americanos ao ensino superior, assim como a ocupação de vários postos importantes de direção daquele país, tanto no setor público como no setor privado, a exemplo de Jesse Jackson, Colin Power, Condolezza Rice e tantos outros, independente de suas posições político-ideológicas.

Infelizmente a superação plena das desigualdades raciais no Brasil, país líder da América Latina, ainda é um sonho a ser conquistado e uma das razões do adiamento deste sonho é a resistência recalcitrante de parte da nossa elite econômica, política e intelectual sobre a necessidade do Brasil adotar medidas efetivas de promoção da igualdade no campo racial. Mesmo com metade da população sendo afro-descendente, eleger um presidente negro no Brasil parece um sonho ainda muito distante. Pesquisa recente do jornal Folha de S. Paulo revela isso. Embora apenas 3% dos entrevistados tenham declarado abertamente seu preconceito, para 91%, os brancos têm preconceito de cor em relação ao negro. Apenas por esse dado constata-se o quanto de trabalho temos pela frente para vencer o racismo inercial existente no Brasil. Nem mesmo Deus sendo brasileiro, como muitos afirmam, conseguimos apagar as conseqüências dos 400 anos de escravidão que vivemos. Por isto mesmo, investir nas políticas de ações afirmativas para a promoção da igualdade em nosso país, não é uma opção, é uma obrigação. Mais ainda, não pode resumir-se exclusivamente em cotas para negros na universidade, embora a educação seja um fator fundamental para alterarmos nossa realidade excludente. E, para quem, ainda insiste em considerar privilégio essas ações, vale citar aqui a declaração lapidar do ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa de que as ações afirmativas é “favorável àqueles que historicamente foram marginalizados, de sorte a colocá-los em um nível de competição similar ao daqueles que historicamente se beneficiaram da sua exclusão”. Simples, como água.

Esperamos, pois, que a eleição de Barack Obama possa massagear os pontos sensíveis da sociedade brasileira e nos ajudar a revelar um outro Brasil. Um Brasil ungido pelo sentimento de fraternidade e igualdade a fim de produzir uma outra página na nossa história, com liberdade e democracia, e apagar de vez essa estrutura excludente e discriminatória com base na cor da pele, como querem alguns. Quem sabe assim, em breve, produziremos o nosso Obama?

 

Zulu Araújo
Presidente da Fundação Cultural Palmares / Ministério da Cultura

Presidente da FCP participa de debate sobre igualdade racial

Zulu Araújo falará sobre "A cultura afro-brasileira como patrimônio imaterial"  no projeto Forúm Jornal de Brasília

Amanhã, 9 de dezembro, o projeto Fórum Jornal de Brasília terá por tema a igualdade racial, entre as 9 e as 17 horas, no auditório da UDF (antiga UniDF), na 904 Sul. O ciclo de Fóruns do Jornal de Brasília tem o objetivo de promover a discussão entre imprensa, população e autoridades dos principais problemas do Distrito Federal.

No próximo Fórum, que contará, especialmente, com o apoio da Comissão de Jornalista pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira-DF), serão focadas as seguintes questões: políticas de superação do racismo no Distrito Federal (11h), o desafio da imprensa e políticas de igualdade racial (14h) e um painel sobre o patrimônio imaterial da cultura afro-brasileira (16h). O evento se iniciará com uma palestra do ministro da Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos, às 9h.

O presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, comporá a mesa, às 16h, que vai debater a cultura afro-brasileira como patrimônio imaterial, e que terá como mediador o jornalisa Jorge Eduardo, editor-chefe do Jornal de Brasília, e os debatedores Rose Coimbra, presidente do Conselho de Cultura do Distrito Federal, e Giorge Patrick, antropólogo da Superintência Regional do Distrito Federal do Iphan.

Assessoria de Comunicação
Inês Ulhôa – assessora de imprensa (9966-8898) [email protected]
Jacqueline Freitas – [email protected]
Marília Matias de Oliveira – [email protected]
Marcus Bennett – [email protected]
Telefones: (61) 3424-0164/ 0165/ 0166
wwww.palmares.gov.br

Prêmio Território Quilombolas

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) lançou em Goiânia, a edição 2008 do Prêmio Territórios Quilombolas, durante a realização do V Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros. Participaram da cerimônia representantes do MDA, Incra, Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Associação Brasileira de Antropologia, Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS) e Associação Brasileira de Pesquisadores Negros.

Serão distribuídos 15 prêmios para a produção de ensaios e redações em três categorias: ensaios acadêmicos, para pesquisadores ligados às áreas de Ciências Humanas, Sociais, Jurídicas, Agrárias e Afins; ensaios para técnicos que trabalham com as comunidades quilombolas e redação com relatos de experiências e memórias. A edição 2008 do Prêmio traz como novidade a inclusão da categoria experiências e memórias, voltada aos participantes quilombolas.

Além da premiação em dinheiro, os contemplados terão os trabalhos publicados e receberão, ainda, um kit com publicações. Os textos deverão ser inéditos e entregues até 15 de janeiro de 2009. O edital, o formulário de inscrição e demais informações podem ser acessados nas páginas eletrônicas do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), do Programa de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia, do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (NEAD). Os premiados serão conhecidos até o dia 21 de março de 2009 e a entrega da premiação acontece em maio de 2009.

Mais informações

Letícia Núñez Almeida
Núcleo de Políticas Públicas para o Povo Negro
Coordenação de Direitos Humanos
SMDHSU- Prefeitura de Porto Alegre
Tels: 51 32897037, 32897049, 32897017

Pernambuco: Dia da Consciência Negra é comemorado com festa

Esta terça-feira, 20 de novembro, está repleta de manifestações culturais e políticas para marcar o Dia Nacional da Consciência Negra. A data é alusiva à morte do líder da resistência a escravidão no Brasil, Zumbi dos Palmares. No Recife, a programação começa cedo, partir das 7h, com uma roda de Samba com Jorge Ribas na entrada principal do prédio sede da Prefeitura do Recife, no Cais do Apolo.

No museu Casa do Carnaval, no Pátio de São Pedro, continua exposição especial ao Mês da Consciência Negra, das 9h às 17h. Um dos destaques do dia é a 3ª Caminhada das Escolas Municipais do Recife com a participação de mil e quinhentos estudantes, com o intuito de promover a igualdade racial. A concentração para a passeata acontece às 15h no Parque 13 de Maio, com destino ao Pátio da Igreja Nossa Senhora do Carmo, na avenida Dantas Barreto.

No mesmo horário da saída da caminhada, o Pátio Nossa Senhora do Carmo, centro do Recife, recebe mostra de vídeo, debate, oficina de cabelo afro, exposições e distribuição de material de divulgação e apresentações de grupos culturais, além do Afoxé Oyá Alaxé. Ainda dentro das comemorações, haverá a entrega do título de cidadã recifense à escritora Inaldete Pinheiro, e da comenda José Mariano ao advogado Edvaldo Ramos. O evento acontece na Câmara Municipal do Recife, às 16h30.

À noite, haverá uma Terça Negra especial, a partir das 19h30. Se apresentam no palco montado no Pátio de São Pedro o grupo de música de câmara Korin Orissá e sacerdotisas das religiões afro-brasileiras; Grupo de Samba Reggae Obá Nidje; Grupo Raízes do Quilombo Xeré com a rede estadual de religião afro-brasileira; Afoxé Ylê de Egba Batukaje e o Afoxé Alafin Oyó.No local também haverá desfile de tranças e bijuterias afro.:

Olinda – Em Olinda, o Dia Nacional da Consciência Negra vai ser comemorado com a 2ª Marcha pela Libertação do Povo Negro. O evento acontece às 15h, com concentração na Praça 12 de Março, no Bairro Novo e tem o apoio do Movimento Negro unificado e da União de Negros pela Igualdade (Unegro).

Com o tema Construindo um projeto político para o povo negro pernambucano, a caminhada deve reunir cerca de 500 pessoas que percorrerão as ruas do Sítio Histórico. O trajeto inclui o Mercado da Ribeira, o Palácio dos Governadores (sede da Prefeitura) e termina na Câmara Municipal de Vereadores, onde haverá uma solenidade especial.

Em Abreu e Lima, a data será comemorada na Praça de São José, no centro da cidade, com festa a partir das 18h. Participam das comemorações o grupo de capoeira Dantos, Escola de Capoeira Mestre Del Bruto, Maracatu Estrela de Ouro de Olinda e grupo B-Boys. O acesso é gratuito.

Fonte: Redação do PERNAMBUCO.COM – http://www.pernambuco.com

PAN 2007: Tocha será recebida com capoeira em Parati

A Superintendência de Igualdade Racial está organizando o revezamento da tocha pan-americana no Quilombo Campinho da Independência, em Parati, na Região da Costa Verde e o objeto será recebido, no dia 9 de julho, com jongo e capoeira.
A grande justificativa da chegada da tocha inclui oficialmente a participação dos afro-descendentes fluminenses na competição e chama a atenção para as comunidades quilombolas do Estado do Rio.
 
Segundo a superintendente de Igualdade Social, a atriz Maria Ceiça, a chegada da tocha contará com apresentação de jongo e capoeira, além de promover um encontro entre comunidades quilombolas no Rio de Janeiro.
 
"É um privilégio para nós participarmos do Pan com este evento. Os tambores vão tocar neste dia. A tocha chegará às 9h (de Brasília), mas antes já estaremos divulgando a cultura negra no quilombo. Muita gente desconhece o número de comunidades quilombolas no Estado", explicou.
 
"Este evento será uma forma de mostrar a importância destas áreas que preservam a cultura afro-brasileira. Além disso, é uma maneira de inserir oficialmente a comunidade negra nos Jogos Pan-americanos", afirmou.
 
No dia 17 de abril, o governador Sérgio Cabral reafirmou o compromisso do governo do Estado com a igualdade racial, assinando uma série de convênios em parceria com o Serviço Nacional da Indústria (Sesi), a Federação das Indústrias do Estado (Firjan) e a Associação de Quilombos do Rio de Janeiro.
 
Os termos de cooperação técnica para a realização de um censo escolar, entre jovens e adultos, e a implementação de cursos de educação básica e de alfabetização, além da implantação do projeto "Cozinha Brasil", de segurança alimentar e nutricional nos quilombos, foram algumas das propostas acertadas.
 
Outro grande passo em prol da promoção da igualdade racial no Estado foi a assinatura de termo de cooperação que estabelece a elaboração do Plano Estadual de Promoção da Igualdade Racial, que permitirá um diagnóstico da condição de vida do negro em relação ao acesso a bens públicos e perfil econômico, por exemplo.
 
"A elaboração do Plano Estadual de Igualdade Racial é muito importante. Só por meio dele, poderemos fazer um mapeamento no Estado do Rio sobre os afro-descendentes. Nós não temos políticas públicas para o negro no Estado, isso é feito, na maioria das vezes, por organizações não-governamentais. O plano é a concretização de uma proposta de política pública efetiva do governo estadual", disse.
De acordo com Maria Ceiça, o termo de cooperação também permitirá que a superintendência sensibilize os 92 municípios do Rio a participar do Fórum Intergovernamental de Igualdade, espaço de articulação entre os governos federal, estaduais e municipais.
 
Até então, o Estado do Rio ainda não havia assumido com o governo federal o compromisso de participar das discussões sobre a situação do negro no Brasil.
 
Com informações do jornal O Dia

Santos: Capoeira e integração são temas da Semana Quintino de Lacerda

Começa na terça-feira (8) a Semana Municipal Quintino de Lacerda, promovida anualmente pela Prefeitura para a realização de ações em defesa da igualdade racial. As propostas deste ano são a arte da capoeira e capacitação de profissionais para lidar com as questões raciais. A programação vai até dia 15.
 
A homenagem foi instituída pela lei municipal 2.557, que criou a Semana e dedicou o dia 13 de maio à memória do líder Quintino de Lacerda que chefiou o segundo maior quilombo do país, o do Jabaquara, onde se abrigavam escravos fugitivos das fazendas de café, e se destacou pela defesa dos ideais republicanos.
 
Sergipano e ex-escravo, Quintino de Lacerda foi o primeiro vereador negro do Município, em 1895. Ele morreu no dia 10 de agosto de 1898 e foi enterrado no cemitério do Paquetá.
 
As atividades são organizadas pela Coordenadoria de Promoção e Igualdade Racial e Étnica (Copire), da Secretaria de Assuntos Jurídicos, em parceria com as Secretarias de Assistência Socia (Seas), Saúde (SMS), Educação (Seduc) e Cultura (Secult) e o Conselho Municipal da Comunidade Negra.
 
– Programação:
 
A abertura oficial ocorrerá na terça-feira (8), às 15 horas, no Paço Municipal. O Seminário Regional de Capacitação para Conselheiros da Comunidade Negra será realizado dia 9, às 14 horas, na Universidade Paulista (Unip), e apresentará como temas centrais saúde, mercado de trabalho, mídia e educação.
 
Na quinta-feira (10), o seminário sobre a História da Capoeira terá a participação de professores do Programa de Capoeira do Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo (CEPEUSP) e do Conselho Estadual da Comunidade Negra, na Universidade Católica de Santos que fica na Avenida Conselheiro Nébias, 300, campus Dom Idílio.
 
Na sexta-feira (12), haverá o 1º Festival Integração Regional de Duplas de Capoeira da Baixada Santista no Clube 2004, a partir das 14 horas. E para encerrar as atividades do dia 15, ocorrerá uma sessão solene e a entrega da Medalha Quintino de Lacerda para três pessoas físicas e jurídicas que contribuíram para a promoção da igualdade racial, no Paço Municipal.
 
O prazo para a inscrição dos seminários termina na segunda-feira (7). Os interessados devem procurar a Copire, que fica na Avenida Campos Sales, 125 – 1º andar. Mais informações pelo telefone 3221-6385.
 
http://www.clicklitoral.com.br
 

Governo do Rio adere a Fórum de Promoção da Igualdade Racial

Rio de Janeiro – O governo do Rio de Janeiro firmou nesta terca-feira (17) termo de adesão ao Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial. O convênio foi firmado com as presenças dos ministros Orlando Silva Jr., dos Esportes, e Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas para a Promoção da Igualdade Social, além do governador Sérgio Cabral.
 
Durante a solenidade, também foi assinado Termo de Cooperação Técnica para a implantação de programas de apoio às 25 comunidades quilombolas do estado do Rio de Janeiro. Pelo acordo, o Sesi-RJ vai realizar o censo demográfico da população fluminense de afrodescendentes – que servirá de parâmetro para que seja traçado um diagnóstico da situação socioeconômica dessa população de modo a orientar a aplicação nas comunidades quilombolas fluminenses dos programas Cozinha Brasil, Alimentação Inteligente e Alfabetização de Jovens e Adultos.
 
Para a ministra Matilde Ribeiro a adesão do Rio ao Fórum presta uma enorme contribuição para a redução das desigualdades no país, principalmente ao promover a igualdade social e racial.
 
“É uma iniciativa, envolvendo os governos federal e estadual, que já deveria estar acontecendo no país desde a época da abolicão da escravidão. Os governos hoje, aqui estão se comprometendo a desenvolver ações conjuntas visando à inclusão e a geração de oportunidades tendo como foco os grupos que vem sofrendo discriminação histórica no país: como os negros, os indígenas e ciganos, entre outros”.
 
O convênio assinado entre o governo do estado e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial tem como objetivo estabelecer parcerias para o desenvolvimento de ações que beneficiem as populações negra, indígena, cigana, judaica, árabe e muçulmana, que constituem os grupos étnico-raciais historicamente discriminados.
 
Na ocasião também foram firmadas com o CO-Rio, a União e o governo do estado parcerias para promover a interação de jovens, assim como dos internos do Degase, aos eventos dos Jogos Pan-americanos.
Já com a Confederação Brasileira de Capoeira foi criado o projeto Ginga Brasil, visando à promoção da capoeira como um elemento cultural, social e político a ser desenvolvido em quilombos e comunidades carentes.
Ao final da cerimônia houve uma apresentação do cantor e compositor Altair Veloso e uma demonstração de grupos de capoeira. Convidados, o governador Sérgio Cabral e o ministro dos Esportes, Orlando Silva Júnior, arriscaram alguns passos de capoeira no meio do salão Nobre do Palácio Guanabara.
 
Entre os diversos convidados, estiveram presentes as atrizes Ruth de Souza, Chica Xavier e Maria Ceiça, atual superintendente de Igualdade Racial do estado, os atores Milton Gonçalves, Antonio Pitanga, as cantoras Sandra de Sá e Eliane Pitman, e o índio pajé Tobi, da etnia tupi-guarani.
 
O Rio de Janeiro será o primeiro estado da federação a implementar o projeto de resgate das populações remanescentes de quilombos. A escolha partiu da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República e do Conselho Nacional do Sesi.
 
Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Fórum discute Lei de Diretrizes e Bases da Capoeira

Pressionar o governo federal e o Congresso Nacional para a elaboração de políticas públicas de fomento à capoeira é o objetivo do IX Fórum de Capoeira, que acontece de 18 a 21 de janeiro, em Salvador (Bahia). Promovido pela Confederação Brasileira de Capoeira (CBC), o evento reúne representantes de federações e ligas de capoeira dos estados da Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Amapá, Rio Grande do Sul, Goiás, Pará, Amazonas, Rio Grande do Norte e Espírito Santo. Dirigentes de entidades do Distrito Federal, Santa Catarina, Maranhão, Paraná, Tocantins, Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco também participam do encontro, realizado em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e Ministério dos Esportes. O Fórum tem a presença, ainda, de representantes do Governo da Bahia, da prefeitura de Salvador e da OAB Bahia.
De acordo com Gersonilto Heleno de Souza (Mestre Neguinho), presidente da CBC, o encontro acontece num momento afirmativo. “A capoeira tem digital brasileira e DNA africano, mas para consolidá-la temos o desafio de implantar definitivamente a Lei de Diretrizes e Bases da Capoeira (LDBC) como instrumento de garantia de nossos direitos e princípios”, destacou Neguinho.
 
No segundo dia do Fórum acontecem as mesas temáticas que nortearão a elaboração da LDBC. O anteprojeto da lei que cria a Política Nacional de Capoeira, a ser debatido entre os participantes do Fórum, tem oito eixos temáticos: educação; desporto; ação social; meio ambiente; saúde; cultura; organização institucional; e mitos, preconceitos e igualdade racial. No dia 21 a CBC realiza Assembléia Geral Ordinária para escolher os novos vice-presidentes da entidade. O fórum termina com uma roda de capoeira na Lagoa do Abaeté.
 
Ginga Brasil
 
Em seu discurso, a Ministra-Interina da Seppir, Maria do Carmo F. da Silva (Cacá), anunciou a realização do programa Ginga Brasil no decorrer do segundo mandato do presidente Lula e saudou a iniciativa da CBC. “Este Fórum acontece num momento de particular importância em que a Seppir e o Fórum Interministerial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (Fippir) buscam garantir a transversalidade das políticas de fomento à capoeira e a outras manifestações da cultura afro-brasileira”, destacou a ministra.
Para Benedito Cintra, assessor especial da Seppir, a capoeira precisa se transformar numa demanda permanente e efetiva. “A organização das entidades de capoeira é fundamental para potencializar a inclusão da capoeira no âmbito das políticas públicas nacionais”, alertou Cintra. Segundo Januário é preciso que haja o reconhecimento e a valorização profissional dos capoeiristas para evitar que a evasão de mestres para o exterior continue. “Somente com o resgate da nossa importância social poderemos consolidar um campo de trabalho que permita aos capoeiristas permanecerem no país e contribuírem para a preservação do patrimônio cultural brasileiro”, afirmou.
 
Luto e protesto
 
Falando em nome dos angoleiros durante a mesa de abertura, Mestre Marinheiro sugeriu um minuto de silêncio em homenagem ao Mestre Antonio Helói dos Santos (Cassarandongo), falecido no final de 2006. Mestre Augusto Januário executou o toque fúnebre de iúna. Representando a capoeira regional, Mestre Saci, presidente da Federação Baiana de Capoeira, destacou o preconceito racial que os negros continuam sofrendo no país. “Mestre Bimba não fez a capoeira regional para a Bahia, mas para o mundo, mas embora a capoeira tenha se expandido internacionalmente, nem tudo são flores. É difícil a gente fazer as coisas do negro no Brasil”, desabafou Saci. Os Mestres Camisa Rôxa e Pelé também prestigiaram o evento.
 
Literatura e artesanato
 
Durante o Fórum divulguei a 2ª. Edição do Dicionário de Capoeira e fiz o lançamento do livro infantil “Eu, você e a capoeira”, ambos de minha autoria. E Mestre Marinheiro expôs sua criativa coleção de berimbaus e artigos de capoeira.
 
O autor é colunista dos sites www.portalcapoeira.com e www.jornalmundocapoeira.com.br. Edita a revista “Capoeira em Evidência” e é repórter do programa de TV “Caderno Educação”. É autor das obras “Dicionário de Capoeira” e “Eu, você e a capoeira” (infantil)
 
[email protected]
(55 61)  8407 7960 e 3435 6673

Mulheres da Capoeira – Coletivo Feminino na Capoeira

Mais uma movimentãção da Mulher dentro da Capoeira, organizando palestras, debates e desta forma aplicando o conceito da Capoeira Cidadã…
Uma organização buscando implementar temas e conceitos dentro do cotidiano da mulher, com dignidade, respeito e igualdade.
Segue programação completa do evento "Mulheres da Capoeira" em comemoração ao dia internacional da Mulher
 
Luciano Milani
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