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Saúde: Comida demais

Agência FAPESP – O que tem contribuído mais para a epidemia de obesidade: a ingestão excessiva de alimentos ou o sedentarismo? A questão vem sendo discutida há tempos, mas, segundo um estudo que acaba de ser divulgado, a culpa é principalmente do primeiro item.

A pesquisa foi apresentada na sexta-feira (8/5) no Congresso Europeu de Obesidade. Segundo o trabalho, feito por um grupo internacional, o aumento na obesidade nos Estados Unidos desde a década de 1970 se deve quase que completamente ao aumento na ingestão de calorias.

De acordo com a Associação Europeia para o Estudo da Obesidade, o estudo inova ao examinar a questão das contribuições proporcionais à epidemia de obesidade ao combinar relações metabólicas e dados epidemiológicos e agrícolas, entre outros.

“Há muitas sugestões de que tanto a redução da atividade física como o aumento na ingestão de calorias têm sido os principais vetores da obesidade. Mas, até agora, ninguém havia proposto como quantificar as contribuições relativas desses dois pontos”, disse Boyd Swinburn, diretor do Centro de Prevenção da Obesidade da Universidade Deakin, na Austrália, órgão que atua junto à Organização Mundial de Saúde.

“O novo estudo demonstra que o ganho de peso na população norte-americana parece ser explicado totalmente pela ingestão de mais calorias. Aparentemente, as mudanças nas frequências de atividades físicas têm um papel mínimo”, afirmou.

Os pesquisadores examinaram inicialmente 1.399 adultos e 963 crianças para determinar quantas calorias seus corpos queimam no total em circunstâncias normais. Após obterem as taxas de queima de calorias de cada um dos voluntários, Swinburn e colegas calcularam quanto os adultos precisam comer de modo a que mantenham um peso estável e quanto as crianças necessitam para que estejam em uma curva de crescimento normal.

Em seguida, foi feita a análise de quanto os norte-americanos comem, por meio de dados nacionais da disponibilidade de alimentos (a quantidade de alimento produzida e importada menos o total exportado, desperdiçado e usado em animais ou em outras situações), desde a década de 1970.

A ideia era estimar qual seria o peso aproximado 30 anos depois levando em conta apenas a ingestão de alimentos. Para isso, também usaram dados de outro estudo nacional sobre o peso médio dos habitantes dos Estados Unidos. “Se o aumento de peso real se mostrasse o mesmo que a estimativa havia apontado, isso implicaria que a ingestão de alimentos era a responsável.

Se isso não ocorresse, significaria que mudanças na atividade física também tiveram papel importante”, disse Swinburn. Os resultados mostraram que, em crianças, o peso estimado e o real eram exatamente o mesmo, indicando que o consumo calórico sozinho poderia explicar o aumento de peso médio observado no período. “Para os adultos, estimamos que eles estariam em média 10,8 quilos mais pesados, mas o aumento ficou em 8,6 quilos.

Isso sugere que o excesso na ingestão de alimentos ainda explica o ganho de peso, mas que houve melhorias na atividade física nesses 30 anos que evitaram um crescimento ainda maior”, afirmou. Segundo Swinburn, para que o peso médio retorne aos valores da década de 1970, seria preciso diminuir a ingestão calórica em cerca de 350 calorias por dia para crianças e em 500 calorias (um sanduíche grande) para adultos.

“Uma alternativa para atingir resultados semelhantes seria aumentar a atividade física em 150 minutos por dia para crianças e 110 para adultos. Realisticamente, embora a combinação dos dois fatores seja o ideal, o foco deve estar principalmente na redução da ingestão calórica”, disse.

O pesquisador enfatiza que a atividade física não pode ser ignorada como um importante fator para auxiliar na redução da obesidade e que deve continuar a ser promovida por conta de diversos outros benefícios à saúde .

Entretanto, Swinburn destaca que as expectativas em relação ao que pode ser atingido por meio de exercícios devem ser diminuídas e as políticas públicas de saúde precisam ser dirigidas mais no sentido de encorajar a população a comer menos.

 

http://www.easo.org/eco2009/ 

 

Laercio Elias Pereira
http://cev.org.br/qq/laercio/
(82) 9913 8811 – Maceio’

ALCOOL E CAPOEIRA

Uma dose de uísque (50 mililitros), assim como a mesma medida de vodca ou cachaça, equivale a 20 gramas de etanol, álcool puro. (Nas mulheres o efeito correspondente é duas vezes maior.)
Uma garrafa pequena de cerveja ou 100 mililitros corresponde a 4 gramas de álcool puro. (Nas mulheres o efeito correspondente é duas vezes maior.)
O álcool se distribui na água do corpo humano e não na gordura, como geralmente se pensa. A mulher tem proporcionalmente muito mais gordura corporal que o homem e conseqüêntemente menor proporção de água total no organismo, pelo que o alcool se dilue menos no corpo da mulher. Os homens têm uma enzima capaz de metabolizar o alcool no estômago metabolismo, que as mulheres não possuem. Portanto, os homens podem começar a modificar as moléculas do alcool no estômago, enquanto nas mulheres este processo só poderá ser iniciado com a chegada do alcool aos intestinos, dotados em ambos os sexos do mesmo enzima, o que agrava as conseqüências da ingestão do alcool.

Consumido até 2 doses por dia
o alcool poderá provocar os seguinte efeitos:

  • Aumento do HDL, o colesterol bom que ajuda a limpar as artérias do acúmulo de gorduras. Pesquisas feitas com mais de 22 000 homens ao longo de dez anos pelo Boston’s Brigham and Women’s Hospital,
    nos Estados Unidos, revelaram que os que consumiam um drinque por dia corriam 21% menos riscos de doenças mortais que os abstêmios. Tal dosagem alcoólica no organismo diminuiria o risco de ataque cardíaco entre 25% e 40%.
  • Uma pesquisa feita nos Estados Unidos com 40 000 homens com idade média de 40 anos, bebedores de duas a quatro doses por dia, revelou que 40% deles mostravam menos riscos de desenvolver diabete. A bebida, ingerida com as refeições, faria o corpo utilizar de maneira mais eficiente a insulina, o hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue.

A ingestão maior que 30 (trinta) gramas de álcool diariamente
acarretará conseqüências graves no futuro!

  • Em um homem de 70 quilos, o nível de álcool no sangue, chamado BAL (blood alcool level), de uma dose de bebida é algo ínfimo como 0.016 e quase não se nota.
  • Entretanto, a partir de uma dose e meia de bebida alcoólica entretanto, há prejuízo no reflexo dos motoristas, que perdem o poder de crítica, realizam manobras incorretas, perdem a noção de velocidade, tempo e profundidade.
  • A segunda e a terceira dose
    • aumentam as chances de osteoporose (os níveis da principal proteína da matriz dos ossos caem cerca de 80% logo após a ingestão da segunda dose);
    • degeneram o fígado,
    • corroem a mucosa do esôfago e
    • impedem a absorção das vitaminas B1, B12 e C.
  • O alcool é um poderoso diurético ,
    • mais de duas doses (de 30 militros) de uísque ou duas taças (de 100 mililitros) de vinho conseguem remover até 2% de água do peso total do corpo humano,
      podendo provocar cefaleia e outros sintomas.