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Grupo “Capoeira Vip” convida cuiabanos para evento no colégio Presidente Médici

Fim de tarde. Pessoas saindo do trabalho, trânsito frenético, pontos de ônibus lotados, a cidade iluminada apenas pelos postes de luz. E em frente ao Colégio Presidente Médici, um tipo de rotina peculiar se desenvolve por volta deste horário.

Jovens, adultos, senhores, todos em frente à construção histórica andam de um lado para o outro ou ficam em rodas e grupos, seja esperando o transporte público, indo para casa, matando o tempo até uma apresentação ou participando do que podemos chamar de festa particular no posto do outro lado da rua. Mas no espaço redondo próximo a estrutura metálica precária que usamos como ponto de ônibus, um grupo com calças brancas, tocando berimbau, faz um tipo de dança, um tipo de luta, uma confraternização.

É o grupo “Capoeira Vip”, que em roda e cantando, praticam os movimentos harmônicos e sincronizados da capoeira. O que começou como uma arte própria dos descendentes de escravo agora convida a todos, independente de cor, classe ou ascendência para a sétima edição do “Fest Capoeira Vip”.

Neste sábado (23), com a presença de mestres que alcançaram a fama internacional, como Moreno e Juju, o grupo fará apresentações durante o dia todo, começando às 8h, no mesmo colégio onde praticam a capoeira. O evento também inclui oficinas sobre movimento e musicalidade da capoeira.

No período da tarde, com início às 15 horas, haverá show de maculelê, dança afro, dobradinha de berimbau com viola de cocho, roda de apresentações dos mestres de capoeira, formaturas e batizados.

O organizador do festival, professor Visk, acredita que a capoeira é uma arte que forma cidadãos e que hoje alcança todas as classes sociais. “Os festivais proporcionam maior credibilidade aos participantes da arte capoeira, mostrando ao público o passado, o presente e o futuro”, destaca.

A origem da capoeira

No século XVII, era costume dos povos pastores do sul da atual Angola, na África, comemorar a iniciação das jovens à vida adulta com uma cerimônia chamada n’golo (que significa “zebra” nalíngua quimbunda). 

Dentro da cerimônia, os homens disputavam uma competição de luta animada pelo toque de atabaques em que ganhava quem conseguisse encostar o pé na cabeça do adversário. O vencedor tinha o direito de escolher, sem ter de pagar o dote, uma noiva entre as jovens que estavam sendo iniciadas à vida adulta. 

Com a chegada dos invasores portugueses e a escravização dos povos africanos, esta modalidade de luta foi trazida, através do porto de Benguela, para a América, especialmente para o Brasil, onde se fixou a maior parte dos escravos africanos trazidos à América.
No Brasil, assim como no restante da América, os escravos africanos eram submetidos a um regime de trabalho forçado. Eram também forçados à adoção da língua portuguesa e da religião católica.

Como expressão da revolta contra o tratamento violento a que eram submetidos, os escravos passaram a praticar a luta tradicional do sul de Angola nos terrenos de mata mais rala conhecidos como “capoeiras” (termo que vem do tupi kapu’era, que significa “mata que foi”, se referindo aos trechos de mata que eram queimados ou cortados para abrir terreno para as plantações dos índios).

A capoeira ainda é motivo de controvérsia entre os estudiosos de sua história, sobretudo no que se refere ao período compreendido entre o seu surgimento e o início do século XIX, quando aparecem os primeiros registros confiáveis com descrições sobre sua prática.

Serviço

Fest Capoeira Vip
Local: Colégio Presidente Médici
Horário: A partir das 8h
Data: Sábado (23)
Entrada: 3Kg de alimentos não perecíveis.

 

http://www.olhardireto.com.br

18º Batizado e Troca de Graduações Lagoa da Saudade

Um dos pioneiros da capoeiragem no Porto, Mestre Barão, da Associação de Capoeira Lagoa da Saudade, trás a beleza e a magia da capoeira Santista para terras Lusitanas… 
Um encontro de amigos uma festa de camaradas… onde a capoeira se sente em casa e tem como principal objetivo a união e o Coletivo Capoeira.

 

Sexta-feira:

 

  • Roda no Cais da Ribeira do Porto, que marca o inicio do evento as 20 horas

 

 

Sábado:

 

  • Aula em frente a estação de Ermesinde, worshop com início as 10:00 hs até as 12:30 hs
  • Paragem para Almoço
  • Mega aulas das 14:00 as 16:00 hs
  • 3 Rodas: uma as 16:30 hs outra as 17:30 hs e outra as 18:00 hs todas em Ermesinde mas em locais diferentes.

 

 

Sábado a noite, churrasco na casa do Piu – com limitação de lugares e preço de 5 euros, quem quiser ir que avise ja porque depois pode nao ter vaga.

 

Domingo:

 

  • Baptizado e Troca de Cordas com inicio as 15:00 hs no parque urbano de Ermesinde.

 

 

Participação:

Mestres Barão, Pernalonga, Caramúrú e Magoo.

Contramestres Milani, Careca e Fantasma

Professores Pelé e Stress

 

Participação Grupo União na capoeira e Arte Popular de Lisboa.

 

http://www.facebook.com/lagoadasaudade.capoeira

Abertura do Simpósio Terreiro 2012

Prezado Mestre,

Tenho a honra de convida-lo pessoalmente para abrilhantar a abertura do nosso Simpósio Internacional 2012, evento que realizo a cada dois anos em Brasilia – DF, com a participação de capoeiristas de diversos Estados e participantes de outros países como Angola, Alemanha, Africa do Sul, México e Portugal…

Este ano nossa Roda de Abertura e coquetel de lançamento será no Sindicato dos Bancários, na 313/314 SUL, entrequadra, no Teatro dos Bancários, no horário preciso entre as 17,00 horas – inicio e 20,00 horas – encerramento.

Conto com sua presença e sua força para o malhor sucesso desse evento que representa, antes de mais nada, a expansão da Capoeira de nossa Capital pelo mundo afora…

Agradeço imensamente sua atenção e conto com sua presença!


Abraço fraterno,


Squisito
9656 6710 – 82225 5578 – 9514 0459

Aconteceu: Projeto Cultura e Comunidade reuniu quase 2 mil pessoas em Nilópolis

No último domingo (25), a Prefeitura Municipal de Nilópolis, através da Secretaria Municipal de Cultura deu início ao projeto “Cultura & Comunidade” em evento que reuniu artistas locais de vários setores da cultura como dança, teatro, música, capoeira e exposição de fotos da cidade, do início a meados do século passado.

O evento, realizado na Praça Manoel Gonçalves dos Santos, no bairro Paiol, estava programado para as 16h. Porém, a partir das 11h já havia moradores no local observando a exposição. Segundo o secretário de Cultura, Augusto Vargas, cerca de duas mil pessoas marcaram presença no evento.

Após a passagem de som das bandas, foi dado o início para as apresentações. O grupo de capoeira Fundação, liderada pelo Mestre Serpente foi o primeiro a se apresentar, seguido pela professora de dança Valéria Brito e seus alunos. Na seqüência, a peça “O Casal”, dirigida pelo professor de teatro Luiz Valentim, o grupo musical Viola de Cocho, seguido pela apresentação teatral “Doce Ilusão”, o grupo de reggae Raízes que Tocam; após a cantora Ana Paula, em seguida, o grupo de rock Mimesis e, encerrando a bateria de atrações, o grupo de forró Nó Cego.

“Os moradores sentiram-se prestigiados pela escolha do bairro para a abertura do Cultura & Comunidade e mostraram satisfação com o evento como um todo”, declarou Augusto Vargas, aproveitando para anunciar que a próxima edição será realizada no Bairro Cabral no próximo dia 08/08 na Praça do CEM.

 

Site da Baixada – http://noticias.sitedabaixada.com.br

O Canto da Mulher na Capoeira

Está em fase de produção o CD O Canto da Mulher na Capoeira, gravado exclusivamente por mulheres capoeiristas, professoras e alunas da ABADA Capoeira.

A idéia pioneira surgiu durante o Encontro Feminino ABADA Capoeira, realizado em maio deste ano e, graças a união e a determinação das mulheres envolvidas, a iniciativa foi levada a diante, com a escolha das letras, ensaios e, enfim, a gravação do CD em estúdio, no último sábado, dia 24 de julho, conforme informação do blog oficial da ABADA. 

O Canto da Mulher na Capoeira vem reduzir a lacuna que tanto lamentei no início do mês no texto A ausência de vozes femininas na Capoeira, portanto é com muita alegria e satisfação que recebi e repasso esta notícia, na expectativa de muito sucesso para as novas cantadoras.

Ainda não foi informada uma data para o lançamento do CD, mas após lançado, O Canto da Mulher na Capoeira poderá ser adquirido a R$ 30 cada.

 

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

A mão que afaga é a mesma que apedreja – Ascensão e decadência do trio elétrico

Fim do século XIX, a Bahia testemunha uma mudança de costumes na sua maior festa popular. Estou me referindo ao nascimento do carnaval e à morte do entrudo. Se o preconceito e a segregação social além da violência física eram as notas destoantes desta manifestação de origem portuguesa, o carnaval recebe este dote como herança e até intensifica o seu caráter hierarquizado concebendo, porém, novos paradigmas lúdicos, estéticos e capitalistas. No entrudo, negros “brincavam” ao lado de brancos, e estes podiam atingi-los com as famosas laranjinhas, farinhas, água fétida e toda a sorte de armas podres, enquanto aqueles só poderiam fazê-lo entre si. Já no carnaval do início do século XX, a “inconveniente” presença dos afrodescendentes e pobres foi alijada do nobre circuito do corso, (onde o préstito trazia a “nata” da sociedade baiana em suntuosos desfiles), e nem sequer imaginada nos seletivos bailes dos salões do Teatro São João, Teatro Politeama, Cruz Vermelha e Fantoches da Euterpe. Formaram-se (a exemplo de hoje) dois circuitos distintos no carnaval de Salvador.

Na Rua do Palácio (hoje Chile) acontecia bem comportado o desfile eurocêntrico dos citados clubes e na Baixa de Sapateiros a farra de entidades negras como Guerreiros d´África, Embaixada Africana, Pândegos d´África, evocando e reverenciando suas origens. Dentro deste contexto é que surge em 1950 um elemento que vem promover uma mudança radical na forma de se brincar o carnaval: o trio elétrico. Fruto da musicalidade baiana vindo através da genialidade inventiva da dupla Dodô e Osmar, ele é concebido no início da década de 50. Esta genial criação mais tarde viria a se tornar a marca registrada do carnaval de Salvador, e modificaria por completo e para sempre a estrutura da folia. Sem pedir licença, de forma irreverente e tendo um forte compromisso com a alegria, a dupla Dodô e Osmar à revelia de tudo e todos destrói o “status quo” vigente e decreta a democracia no carnaval através da participação coletiva simultânea onde negros e brancos, ricos e pobres tinham algo em comum: pulavam atrás do trio.

Como bem colocado pelos seus próprios criadores referindo-se à multidão que o acompanha, “pula gente bem, pula pau-de-arara, pula até criança, e velho babaquara” ou mais sinteticamente como Caetano “atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”. Este caráter libertário e unificador lhe confere a primazia de efetivamente ter uma atitude conseqüente contra o preconceito e a segregação social e racial no nosso carnaval ainda que não de forma intencional, pois, o único objetivo dos seus criadores era o entretenimento pessoal e a diversão da massa.

A preferência por essa nova forma de se brincar no outrora plural carnaval de Salvador veio se acentuando a partir da década de 50 atropelando tudo e todos que não se rendessem aos seus acordes contagiantes. Entidades carnavalescas como Escolas de Samba, Blocos de Índio, Afoxés, Cordões e Batucadas foram gradativamente se não extintas, quase desaparecidas. Sua atuação quase hegemônica, monopolizando a preferência e atenção popular e divulgando nacionalmente o carnaval de Salvador, veio em fins da década de 70 e início de 80, aprisioná-lo nas cordas dos blocos que já vislumbravam o seu poder como elemento facilitador de apropriação de capital. Estes, em seu favor, abdicaram no tradicional sopro e percussão, iniciando um processo no qual o trio passaria a ser uma propriedade particular, reconduzindo às ruas uma hierarquia social, econômica e racial perdida no tempo, contribuindo sobremaneira para a atual privatização desregrada do espaço público. O trio libertário, servo e promotor do prazer, passou a ser refém da sua própria alegria e reescreveu a história dividindo de novo os foliões que outrora ele juntou num caldeirão de euforia, em associados e pipocas, pobres e ricos, negros e brancos. Virou passarinho cantando na gaiola para quem poder pagar mais.

Dentro desta lógica capitalista, os antigos grilhões por ele arrebentados na década de 50 são, por seu intermédio, recolocados no povo. O trio ocupou o lugar de agente da discriminação, da segregação e do preconceito a serviço das elites econômicas e seus “podres poderes” legalmente constituídos. Perde o significado a assertiva de Moraes Moreira, quando este diz em uma das suas composições em comemoração aos 25 anos do trio, se referindo ao nosso carnaval “É o lugar do mundo inteiro que se brinca sem dinheiro, basta só existir e na vida passar um Trio Elétrico de Dodô e Osmar”. A cor da pele, a posição social, endereço nobre (ou pobre) voltaram a fazer diferença. A alegria do trio agora tem preço (caro) e nome: Eva, Cheiro de Amor, Camaleão… Ele que antes era do povo, para o povo e pelo povo, hoje é classificado como “de bloco” e “independente”. Independente… Porreta essa!!! É de fazer Dodô e Osmar se arrepiarem e revirarem no túmulo.

Início do século XXI, o “agente da alegria”, refém (sem direito a resgate) do poder econômico, massifica uma padronização estética que empobrece e privatiza a festa e sufoca, ou melhor, aniquila a criatividade popular. Esta padronização é responsável pelo que o Profº Joaquim Maurício Cedraz Nery chama de militarização do carnaval, que se caracteriza pela presença do uniforme (abadá), da quase uniformidade do ritmo (axé, pagode), das evoluções coreografadas no percurso, da posição na fila e revezamento do comando (mesmos “cantores” atuando em todos os “regimentos”, digo, blocos). Este novo modelo de carnaval tem no turismo seu mais recente e rentável filão econômico, um promissor caminho para a sua esclerose e autofagia.

Pois é leitores, o paraibano Augusto dos Anjos (chamado o poeta do mau gosto) está coberto de razão quando diz: “O beijo, amigo, é a véspera do escarro, a mão que afaga é a mesma que apedreja”. Está aí o trio elétrico que não lhe deixa mentir… Já se disse que o mundo dá voltas, que a história se repete, é cíclica etc., e nós estamos vivos para testemunhar mais uma vez o povo ser usurpado de mais um patrimônio cultural em favor da elite. Pobre folião de Salvador. Pobre carnaval da Bahia!

* O professor Acúrsio Esteves pertence ao quadro da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Salvador – SECULT, e também leciona na Universidade Católica do Salvador

Mande também o seu texto, foto, áudio ou vídeo sobre o Carnaval da Bahia. Pode ser para expressar sua paixão pela festa, mostrar histórias de outros anos ou indicar problemas da folia. Participe!

Acesse: http://www.atarde.com.br/carnaval/foliaoreporter/index.jsf

Curso: Capoeira Um Instrumento Psicomotor para a Cidadania

No dia 29 de Março, das 8 às 16h, será oferecido o Curso Capoeira: Um Instrumento Psicomotor para a Cidadania, sob a coordenação do Mestre Gladson e do Professor Vinicius na Central de Cursos, Rua Treze de Maio, 681 – Bela Vista, São Paulo.

O curso versará sobre diferentes aspectos relacionados à Capoeira: aspectos históricos, ritualísticos e especialmente os aspectos pedagógicos – estratégias, metodologias, concepções, características, dinâmicas e objetivos envolvidos no processo educativo da Capoeira.

Maiores informações e oorientações para inscrições podem se obtidas no link http://www.posugf.com.br/site/curso.php?ID_Curso=323

Ou através do telefone 11-2714-5656

O valor do investimento é:

Até 20 dias antes do início do curso: R$ 20,00 + 1 X 60,00

Após 20 dias antes do início do curso: R$ 30,00 + 1 X 60,00

Pretende-se criar um espaço de vivência, de troca de informações e idéias entre professores, alunos e Mestres de Capoeira, profissionais que se dedicam ao ensino da Capoeira e acreditam nesta arte como um meio de educação e transformação social.

O Curso tem o mesmo título do livro Capoeira Um Instrumento Psicomotor para a Cidadania, publicado recentemente pela Editora Phorte e que tem tido uma repercussão bastante positiva no meio Capoeirístico, por contribuir para a reflexão e a prática pedagógica dos capoeiristas.

“Dois homens caminhando pela rua, cada um carregando um pão. Ao se encontrarem, trocam os pães entre si, cada um continua com um pão. No entanto, se dois homens caminham pela rua, cada um trazendo consigo uma idéia, se trocam idéias entre si, cada um sai com pelo menos duas idéias”.

Ginga Moleque promove terceiro batizado de capoeira nas comemorações de aniversário de Itajaí

Em meio às comemorações dos 148 anos de Itajaí, o grupo Ginga Moleque realiza troca de graduação entre as crianças que participam do Projeto Social Beneficente Cultural de Capoeira da cidade. A cerimônia de batizado acontece no sábado, dia 14 de junho, no Centro Educacional Cacildo Romagnani (Caic), com início às 14h.

Atualmente a ONG Ginga Moleque atende cerca de 50 jovens. O segundo batizado promovido pela equipe conta com a presença de autoridades do município e com a participação dos Grupos Maracatu e Millenium. Além disso, às 10h, grandes nomes da capoeira vindos do Paraná, nordeste, Estados Unidos e outras cidades do Estado, já estarão presentes para abrilhantar a roda que, tradicionalmente, precede a cerimônia.

A consagração dos capoeiras mirins é marcada pela conquista de novas cordas, que a cada graduação, sinalizam a evolução e o empenho de cada jogador. O cordel define a posição do capoeira dentro da roda e a responsabilidade que ele assume perante os demais jogadores.

O projeto Ginga Moleque existe há cerca de dois anos e ensina às crianças carentes do bairro Promorar a superar os próprios limites através da filosofia da capoeira, que transmite lições de disciplina, cidadania e responsabilidade. Para os coordenadores do projeto, Edvaldo Souza Silva, o Massa, Marcos Martins, o Sansão e Fábia Simone de Aguiar, a Capitã, não há satisfação maior do que direcionar estes jovens para o caminho do esporte, longe da marginalidade e das ruas.

Serviço:

O quê: Batizado e troca de graduação das crianças do grupo de capoeira Ginga Moleque

Quando: Sábado, dia 14 de junho, início às 14h

Onde: No Centro Educacional Cacildo Romagnani (Caic) – Promorar

Mais informações:

Assessoria de Imprensa voluntária prestada pelas acadêmicas do quinto período de Jornalismo da Univali:

Carina Carboni Sant’Ana – 47 9138 1281/
E-mail: [email protected]

Luana Fachini Lemke – 47 9177 8259/
E-mail: [email protected]

Luana Martins – 47 9921 3920 /
E-mail: [email protected]

Fábia Simone de Aguiar – 47 91632343

Portugal: Capoeira Beija-Flor & 1ª Gala GOLDNUTRITION

No passado dia 14 de Outubro a capoeira recebeu um mérito e reconhecimento muito especial, pela primeira vez a marca de suplementos nutricionais GOLDNUTRITION® atribuiu um prémio de Distinção Colectiva, por trabalho desportivo e social a um grupo de capoeira, mais propriamente ao grupo Capoeira Beija-Flor
 
Actualmente as grandes marcas e empresas ainda não olham para a capoeira como um desporto de investimento lucrativo, sendo assim reconhecimentos como este são de valorizar e de servir como um exemplo de que a capoeira é um caminho a seguir!
 
Aqui segue a notícia que relata os acontecimentos desse dia, para mais informações www.capoeirabeijaflor.com .
 
Beija-Flor, brilhou e voou ainda mais alto na 1ª Gala GoldNutrition!!

 No passado dia 14 de Outubro, a GoldNutrition realizou a sua primeira Gala onde o grupo Capoeira Beija-Flor® teve a honra de participar!

Como nós sabemos, o grupo Capoeira Beija-Flor® e a GoldNutrition caminham lado a lado já há algum tempo numa jornada em busca de melhores condições para os nossos desportistas e no incentivo do crescimento do desporto nacional!

Por isso, o nosso Professor António Oliveira não pode deixar de presentear a 1ª Gala GoldNutrition com mais um glorioso momento Beija-Flor®!!!

Pelas 13h, após uma noite de pré-preparos para a apresentação, onde todos os detalhes foram acertados, os nossos beija-flores reuniram-se à porta do Olivais Shopping Center. Adultos, crianças e jovens todos se mostraram animados e ansiosos pela noite que os esperava. Daí, seguiram rumo ao Casino Estoril, onde o grupo Capoeira Beija-Flor® teria a honra de pisar um dos mais conhecidos e conceituados palcos Portugueses! O palco do Salão Preto e Prata onde já passaram artistas de renome nacional e internacional!

Ao chegarmos deu-se início aos ensaios:

O som era ajustado para cada instrumento, as luzes adequadas aos diferentes cenários, as coreografias e alguns movimentos de capoeira a serem realizados na apresentação eram revistos, as vozes e os instrumentos eram afinados e o todo o material era devidamente tratado!

A hora da apresentação aproximava-se e, juntamente, a ansiedade crescia dentro de cada um de nós! Nos camarins, enquanto uns se iam arranjando para a grande noite, outros iam trocando ideias, aqueciam ou jogavam um pouco de capoeira.

As crianças não conseguiam conter a excitação, do momento que as esperava!

Tudo estava pronto, cenário, luzes, som, instrumentos, e os nossos desportistas devidamente vestidos e aquecidos!!

Por trás das cortinas começava-se a ouvir o murmúrio dos convidados que começavam a encher o salão. Foi, então, feita uma pequena introdução à apresentação e ao Professor Brancão.

Abrem-se as cortinas… os atabaques rufam, o surdo acompanha com as suas batidas precisas, começa-se a ouvir a batida vibrante dos paus de maculelê e os nossos guerreiros Beija-flor invadem o palco!

 "Certo dia na cabana um guerreiro, foi atacado por uma tribo para valer, pegou dois paus, deu aú, salto mortal e gritou pula menino que sou eu maculelê!"

Os movimentos eloquentes, o cenário elaborado, o som perfeito, hipnotizava o público que se mostrava mais cativado a cada batida dos paus!

O movimento, a graça e o lado teatral estavam presentes em cada passo dos nossos guerreiros cada minuto parecia ainda mais vibrante. A entrada dos facões em cena deu um brilho especial e mágico à apresentação! As faíscas libertas a cada batida iluminavam e enfeitavam o palco de uma maneira diferente e agreste retratando o lado mais forte do maculelê!

O atabaque, que tinha marcado o início da apresentação de maculelê, encerra-a também arrancando do público repleto de campeões, atletas portugueses e entidades desportivas do mais alto nível, palmas, sorrisos e a expressão de incrível admiração!

Mas o espectáculo estava longe de acabar, poucos minutos depois das cortinas fecharem, voltam a abrir mas desta vez para retratar um cenário ainda mais encantador: envolvendo o público numa junção perfeita entre o canto e o som da viola, o jogo da capoeira expressa-se de forma leve e solene, deixando passar uma imagem de beleza, de amizade e de serenidade.

Num bonito jogo onde a capoeira se exibe na sua forma mais pura e onde se vê a beleza do jogo em duas diferentes gerações, um jogo onde o encaixe dos corpos é perfeito e onde todos que assistem se arrepiam dos pés à cabeça!

Mas ainda tínhamos mais surpresas preparadas!

Poucos minutos depois as cortinas voltam a abrir. Desta vez para dar início à já tradicional roda de capoeira!

Portugal: Capoeira Beija-FlorO Professor Brancão solta a voz e repica o berimbau dando início à roda de benguela, entre um movimento e outro os mais novos dão um encanto especial à roda, os movimentos leves e o jogo rasteiro característico deste toque flui naturalmente! O público presente não consegue conter os sorrisos e a admiração pela proeza dos nossos capoeiras!

O toque sobe e o jogo alto inicia-se. As queixadas e as armadas soltam-se velozmente e com  precisão. Os movimentos de floreio retiram do público expressões de admiração que atingem o auge quando o Professor Brancão entra na roda para dar show, mostrando todo o seu domínio sobre a arte da capoeira!!! O jogo continua cada vez mais rápido e cada vez com mais axé! A bateria está no seu melhor transmitindo toda aquela energia para o público presente!

O show de solo inicia-se com os mortais e fliques a dominarem o cenário, surpreendendo todos os presentes que pareciam não acreditar naquilo que os seus olhos viam!!

No final, o Professor Brancão mais uma vez conseguiu passar um pouco da sua filosofia através de uma música à qual o público deu uma atenção especial à letra, podendo levar consigo um pouquinho dos valores do grupo Capoeira Beija-Flor®!!

Foi uma apresentação linda, o público adorou e os nossos Beija-Flores mostraram-se felizes por poderem mais uma vez fazer parte destes grandes momentos que são os momentos Beija-Flor®!!!

Mas a festa ainda continuava! Após estar tudo arrumado e todos de banho tomado e adequadamente vestidos, os beija-flores juntaram-se à gala, onde foram deliciados com um magnífico jantar que primava pelo requinte e pelo bom gosto!

A conversa decorria animadamente, as sessões de fotos já nossas tradicionais não poderiam também faltar!! A alegria era mesmo geral e o orgulho pelo trabalho previamente realizado também!

Durante o jantar deu-se início à entrega dos prémios onde os melhores atletas, as melhores equipas ao longo deste ano, as melhores carreiras foram prestigiados pelos seus feitos…

Após ter sido entregue o prémio de Distinção Individual ao campeão mundial Nelson Évora,  quando já só faltava o último prémio para entregar, vem a grande surpresa da noite: O grupo Capoeira Beija-Flor® recebe o prémio DISTINÇÃO COLECTIVA!!!

Foi impossível esconder a alegria: o sorriso e a felicidade do nosso professor Brancão era o maior prémio que nós, seus alunos, poderíamos ter! O nosso distinto premiado professor Brancão subiu ao palco para receber o prémio mais esperado da noite, seguido pelos alunos, de onde unidos, fizeram sentir cheios de orgulho um caloroso "AXÉ BEIJA-FLOR®!"

Todos estes anos o professor António Oliveira tem vivido em prol dos outros, dedicando-se ao desporto, aos seus alunos e mesmo àqueles que não lhe são próximos, colocando-os à frente de tudo, fazendo deles os seus próprios interesses!!!

Ele começou a construir sozinho a nossa casa, o nosso ninho, a nossa família Beija-Flor®! E, aparecessem as adversidades que aparecessem, nunca desistiu de nós, mostrou-se mais que um professor, mostrou-se um amigo e mostrou-se um pai para TODOS mesmo para aqueles que já têm um!

É um Homem humilde que faz o seu trabalho sem pisar ninguém, um profissional exemplar que está sempre em busca da qualidade e não da quantidade!

UM HOMEM ESPECIAL!!!

Este prémio foi apenas uma pequena parte do que ainda está para vir, apenas uma pequena parte do que o nosso Professor Brancão merece!

A noite continuou a decorrer com um sorriso de felicidade estampado no rosto de cada beija- flor, todos parabenizamos o nosso professor pela conquista, que mais uma vez mostrou a sua humildade dizendo "este prémio é nosso!".

Logo em seguida deu-se início ao espectáculo FOUR que esteve no seu melhor, mostrando a beleza da dança e da ginástica num cenário místico de natureza e eloquência!

Mesmo depois de um dia tão cansativo o nosso professor ainda ficou a conversar connosco até tarde num convívio que se não fosse o dia de trabalho e estudo que nos esperava a todos, teria seguido até não acabar mais!

Com esta noite magnífica, o grupo Capoeira Beija-Flor chegou onde nenhum grupo de capoeira em Portugal chegou. Com este prémio, o trabalho do nosso professor foi finalmente reconhecido pela comunidade desportiva em Portugal e posto ao lado das entidades desportivas federadas de mais alto nível.

Mais uma vez, só podemos agradecer ao nosso Professor por tudo que ele faz por nós, por toda a dedicação e por toda a paciência!

Aos nossos Beija-Flores fica aqui um exemplo a seguir, fica aqui um exemplo de que a capoeira pode ser muito mais que um desporto, pode ser a nossa vida, da qual podemos viver e crescer como profissionais e como seres humanos! Basta sermos dedicados, humildes e batalhadores!!!

À GoldNutrition, os nossos parabéns pela gala que esteve à altura da grande marca que é a GoldNutrition! Agradecemos também pelo reconhecimento prestado ao trabalho desportivo e social do nosso Professor Brancão e esperamos para breve mais um momento como este!

Os nossos parabéns, também, a todos os grandes atletas e amantes do desporto presentes nesta noite que, tal como o Professor Brancão, também dedicam a sua vida ao desporto com grande investimento pessoal e profissional.

Lançamento do Livro: HISTÓRIA DA CAPOEIRA EM SOROCABA

Livro importantíssimo para capoeiristas, pesquisadores, folcloristas e historiadores, pois além de apresentar farta documentação (mais de 150 ilustrações) sobre capoeira e seu início em Sorocaba, traz 62 depoimentos, entre eles, de mestres consagrados da capoeira. Por exemplo, do internacional mestre Suassuna (um dos introdutores da capoeira em São Paulo), Comendador mestre Valdenor (presidente de Federação Paulista de Capoeira), mestre Damião (aluno de mestre Bimba), mestre Celso Bujão (formado da 1ª turma do Grupo “Cordão de Ouro”), mestre Jorge Melchiades (o pioneiro da capoeira em Sorocaba, aluno dos saudosos mestres Valdemar Angoleiro, Paulo Limão, Silvestre e posteriormente formado do mestre Suassuna).
 
Apresenta fatos curiosos da capoeira, como a abertura da primeira filial do Grupo “Cordão de Ouro” no interior paulista; a apresentação de capoeira no programa “Cidade contra Cidade”, de Sílvio Santos, em maio de 1970, na antiga TV Tupi, canal 4, com os mestres Suassuna, Limão, Jorge Melchiades, Anande (Almir) das Areias, entre outros; a passagem de mestre Bimba e seus alunos por São Paulo e Rio de Janeiro, em 1949, etc.
 
O livro traz também o depoimento de pessoas ilustres ligadas ao esporte, à educação, à política, ao jornalismo, à rádio, à dança, etc., que de uma maneira ou outra tiveram contato com a capoeira, como é o caso da conhecida bailarina Janice Vieira, que conheceu mestre Pastinha em sua academia na Bahia; de José Desidério, jornalista esportivo; de Cármine Graziozi, editor do jornal “Desportos” em 1949; de Clodoaldo Rodrigues Nunes, cientista político, que teve atuação marcante no movimento de esquerda na época da ditadura; de Iara Bernardi, Deputada Federal; de Hamilton Pereira, Deputado Estadual; e de briguentos da década de cinqüenta, como Humberto Del Cistia, Maurício Gagliardi, José Carlos Alves (Pixe), Antonio Galdino e Joorge Melchiades.
 

O livro discorre sobre a história da capoeira em Sorocaba desde o aparecimento de sua prática na cidade até a atualidade, com enfoque especial e prioritário aos fatos de seu início e ao pioneiro, com o fim de esclarecer entendimentos equivocados sobre a época.
 

contato: [email protected]