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Aconteceu: UFFS e Prefeitura convidam população para Noite Cultural em Realeza

A Universidade Federal da Fonteira Sul (UFFS) – Campus Realeza e a Prefeitura Municipal de Realeza convidam toda a comunidade para a “Noite Cultural”.

O evento é gratuito e foi realizado na noite de sábado (22), na Casa da Cultura. Estão programadas apresentações musicais, teatrais e outras manifestações culturais.

A abertura está marcada para as 19h, em seguida a Orquestra da UFFS – Campus Laranjeiras do Sul traz um repertório de música popular e erudita. Formada 2013, a partir do Projeto Cultural Educação Musical, coordenado pelo professor Martinho Machado Junio, a Orquestra conta com 25 integrantes, sendo acadêmicos, professores, técnicos-administrativos em educação e pessoas da comunidade de Laranjeiras do Sul.

Já no horário das 20h30min, é a vez do Grupo Teatral La Broma e do Projeto Cultural “Joaninha ou o que é”, do Campus Realeza, subir ao palco com a peça “Caos Universitários”. A apresentação é uma construção coletiva a partir de jogos de expressão corporal, vocal e de improvisação. A performance faz uma imersão no esteriótipo do mundo universitário no ponto de vista de estudantes de graduação da UFFS e brinca com diferentes possibilidades de concepção de uma universidade.

O encerramento, previsto para as 21h, será feito pelos integrantes do Projeto Viva Capoeira, do Campus Realeza, em conjunto com o Grupo de Capoeira Arte e Manha, da cidade de Dois Vizinhos. Os grupos trazem as manifestações culturais da roda de capoeira – considerada Patrimônio Imaterial da Cultura Brasileira – do maculelê – simulação de uma luta africana com bastões, acompanhada de música – e do samba de roda.

 

Fonte: http://www.jornalnovotempo.com.br/

Angra dos Reis: Abadá Capoeira faz apresentação temática

Grupo Abadá Capoeira faz apresentação temática

Vai chegando o Natal e dezenas de jovens e crianças da unidade local do Grupo Abadá Capoeira, com integrantes convidados de outros municípios, tomam conta da cidade, sempre em uma manhã de sábado, para fazer a tradicional roda de Natal e alegrar os corações de crianças de todas as idades. Dessa vez a concentração aconteceu na sede do grupo, na Rua João Gregório Galindo, às 10horas. De lá saíram  25 adultos vestidos de Noel  e  dezenas de capoeiristas mirins; todos com gorros vermelhos. Foram também integrantes do projeto Escolinha de Capoeira nas Comunidades, que atende a centenas de jovens e crianças.

Eles foram chegando e chamando a atenção, principalmente dos pequeninos, cantando e dançando pelas ruas da cidade. A turma parou nas principais praças do município e fizeram as rodas de capoeira, diferentes e muito bonitas, que atraíram um grande público.

A primeira parada do grupo foi na Praça Zumbi dos Palmares, depois das 10horas. Em seguida, o grupo foi para a Praça da Matriz .

A Capoeira Noel terminou com uma grande festa de confraternização entre os integrantes das escolinhas de diversos bairros, todos juntos, fazendo uma grande roda na Praça Codrato de Vilhena (Papão), com show de maculelê e entrega de brinquedos para as crianças.

O encontro é realizado há vários anos e tem também como um dos objetivos a integraçãodos alunos além demostrar que a solidariedade é fundamental para a prática de qualquer esporte.  As praças foram agraciadas com a festividade durante todo o dia.

“Um encontro para finalizar o ano da nossa capoeira com chave de ouro. É uma alegria poder contar com a participação de tanta gente. Os angrenses abraçam nosso eventoe isso nos enche de orgulho,” comentou emocionado o mestre Arisco.

Fonte: http://www.avozdacidade.com

Foto: Wagner Gusmão

Fortaleza: Guardas Municipais recebem aulas de capoeira e técnicas de defesa pessoal

Aumentar a sensação de segurança da população nos equipamentos públicos municipais. Com esse objetivo, a Secretaria Municipal de Segurança Cidadã (Sesec) ministra aulas com técnicas de defesa pessoal para as guardas municipais. O curso, Defesa Pessoal com Manuseio de Tonfa para Mulheres, receberá a Escola de Capoeira Fortaleza, nesta sexta-feira (19), das 9h30 às 11 horas. O encontro ocorrerá no jardim da instituição.

A aula contará com a participação de 15 integrantes da Escola de Capoeira Fortaleza. Atabaque, berimbau e pandeiro farão a percussão e emprestarão ritmo ao encontro. Márcio Wagner Mesquita de Paulo, contra-mestre da Escola, explica que a Capoeira aumenta a autoconfiança, o equilíbrio, a coordenação motora e a agilidade na resposta a ataques. “As técnicas reúnem golpes como Vingativa, Tesoura, Pisão e Martelo, que são muito eficientes para serem aplicados por mulheres, por serem contundentes e atingirem diversos pontos do corpo, em uma luta”, ressalta Wagner, conhecido na capoeira como Tropeço.

Cerca de 30 mulheres, incluindo integrantes de Guardas Municipais da Região Metropolitana de Fortaleza, participam do curso, que ocorre de 15 de julho a 9 de agosto, às segundas, quartas e sextas-feiras. As aulas incluem, além da Capoeira, técnicas de imobilização com a tonfa (cassetete), Muay Thai, Judô, Krav Magá, Luta Olímpica, Karatê e Hapkido. A coordenadora do curso, Denice Braga, é guarda municipal, faixa preta em Hapkido e instrutora Nível 2 de tonfa.

 

http://www.fortaleza.ce.gov.br

Associação “Anjos Guerreiros” realiza batizado de capoeira

Integrantes do projeto social Renascer, do município de Valentim Gentil, participaram, no último dia 15 de abril, do 13º Batizado de Capoeira e Troca de Cordas, promovido pela Associação Desportiva e Cultural de Capoeira “Anjos Guerreiros”. O evento aconteceu na quadra poliesportiva da EMEF Vicente Santoro.


Segundo um dos organizadores, o monitor de capoeira Elvis Gonçalves Silvestre, o evento contou com a participação de 30 integrantes do referido projeto, sendo que 8 capoeiristas foram batizados e 22 trocaram de corda. Houve a presença ainda de 7 mestres de cidades da região.

“Foi uma boa integração entre mestres e alunos. Ocasião para a troca de energia, cultura e informações”, comentou Elvis.

Além disso, os alunos tiveram a oportunidade de mostrar o que aprenderam ao longo das aulas e participar do ritual do batizado, que é caracterizado por uma festa e tem como principal intuito motivar o “lado social” dos jovens.

O batizado foi realizado com o respaldo da Prefeitura de Valentim Gentil. “É um projeto de inclusão social que incentivamos, pois nosso maior objetivo é ver estes jovens cada vez mais longe das ruas e das drogas”, acrescentou.

 

http://www.regiaonoroeste.com/

Evento Cultural: Paranauê

Objetivo do evento: Nosso objetivo é unir amigos, adeptos e admiradores da cultura, promover um lazer e diversão as crianças, jovens e adolescentes; mostrar nosso trabalho que fizemos com os alunos durante todo o ano; incentivar, passar informações através das apresentações; que a capoeira pode ser o futuro dos alunos integrantes, buscar parceiras, apoio e patrocínios; que o povo brasileiro apesar de esquecido e sofrido não desiste nunca e a transformação que um projeto faz dentro da comunidade; que as crianças, jovens e adolescentes de famílias menos favorecidas tem a mesma capacidade, potencial, ideal, sonhos, igualdade, cidadania como qualquer outro, que a capoeira também é saúde, disciplina, ética, etc…

Da importância, do fundamento, da diferença que um Zelador ou Ministro de Culto Religioso pode fazer para a sua comunidade elaborando projetos.

Abertura com: O que é cidadania, Lei Loas, Lei Rouanet e História da Capoeira ( Pedagoga Solange Passy Orama )

 

Programações do Evento Paranauê

 

  1. Fala do Presidente da Instituição Religiosa do Ilê Asé Osun e Oxumarê
  2. Fala do Vice-Presidente do Ilê Asé Osún e Oxumarê- Vitor Hugo
  3. Fala do tesoureiro da Instituição: Levi Pedro da Silva
  4. Fala do Presidente da Associação de Moradores- Raimundo Nascimento
  5. Fala da Casa de Caridade Seara de Boiadeiro- Mãe Fátima D’Omolú
  6. Fala ao Órgão Público caso compareçam
  7. Fala do Estagiário Pantera ( responsável pelos treinos na comunidade )
  8. Apresentação dos integrantes do Grupo ACUCA e convidados

 

Atrações do Evento Paranauê:

 

  • Percussão: Atabaque , Pandeiro e Berimbau
  • ( intervalo ) – com o Grupo Estrela Azul
  • Individual: cada aluno mostrando seus movimentos
  • Dupla: dois alunos mostrando golpes de capoeira
  • ( intervalo ) com o Grupo Batuque na Lata
  • Grupo: será feita uma roda de capoeira, com todos os integrantes e amigos
  • Jogo de Iúna, Angola, Regional e Contemporânea
  • Maculelê
  • Tambor de Crioula, Jongo e Samba de Roda
  • Retorna o Grupo de dança Estrela Azul e o Batuque na Lata

 

Serviremos uma deliciosa feijoada.

 

Endereço do local do Evento: Rua Professor Marcos Margulies s/ nº

Associação de Moradores do Conjunto dos Correios- Estrada do Campinho, próximo ao Ciep 336 Octávio Malta e o antigo Colégio Hebrom- Campo Grande ( zona oeste) Rio de Janeiro.

 

tel: (21) 9787-0211 / 6856-6266 Pai Marcelo D’Osun Kare

e-mail: [email protected]

 

Apoios: Ilê Asé Osún e Oxumarê / Casa de Caridade Seara de Boiadeiro / Loja Família Parafuso ( Realengo) / Mestres: Mauricio, Preguiça, Lael e Marcão( Estrela Azul e Batuque na Lata, Loja de Artigos Religiosos Rosas Douradas( Fabiene Santiago ) e Estagiário Pantera ( Josiel Garcia ).

 

O evento será realizado no dia 22/01/2012 ás 15h.

 

Contamos com a presença de vocês!

 

obs: teremos um grupo dançando frevo,afoxé entre outras mais!

Valentim Gentil: Associação “Anjos Guerreiros” realiza batizado de capoeira

Integrantes dos projetos sociais Peti (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) e Renascer, do município de Valentim Gentil, participam, no dia 18 de julho, do 11º Batizado de Capoeira e Troca de Cordas, promovido pela Associação Desportiva e Cultural de Capoeira “Anjos Guerreiros”. O evento será na quadra coberta da EMEF Vicente Santoro, a partir das 9h.

Segundo um dos organizadores, o monitor de capoeira Elvis Gonçalves Silvestre, o evento contará com a participação de 52 integrantes dos projetos e apresentações de algumas academias da região. “Será uma boa integração entre mestres e alunos. Ocasião para a troca de energia, cultura e informações”, comentou.

Além disso, os alunos terão a oportunidade de mostrar o que aprenderam ao longo das aulas e participar do ritual do batizado, que é caracterizado por uma festa e tem como principal intuito motivar o “lado social” dos jovens.

O batizado será realizado com o respaldo da Prefeitura de Valentim Gentil. “É um projeto de inclusão social que vamos incentivar, pois nosso maior objetivo é ver estes jovens cada vez mais longe das ruas e das drogas”, declarou o prefeito Adilson Segura.

 

Fonte: Região Noroeste – www.regiaonoroeste.com

Prêmio Culturas Populares 2009

Divulgada lista com mais projetos habilitados para concorrer à premiação

A Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC) publicou nesta quarta-feira, 2 de dezembro, no Diário Oficial da União (Seção 3, página 20 a 23), lista com os projetos habilitados ao edital do Prêmio Culturas Populares – Edição Mestra Dona Izabel.

Os proponentes, que tiveram seus recursos deferidos, concorrem a uma das 195 premiações, no valor de R$ 10 mil, sendo 60 na categoria de mestres e 135 na categoria de grupos/comunidades formais e informais. Os trabalhos de avaliação começaram nesta terça-feira, 1º de dezembro, em Brasília, e se estendem por cinco dias.

O secretário da SID/MinC, Américo Córdula, destacou o sucesso do Prêmio Culturas Populares 2009: “Tivemos um recorde de inscritos este ano, um total de 2.788 iniciativas de todas as regiões do país”, comemorou. Também informou que a premiação será distribuída de acordo com a demanda por estado.

Do total de propostas inscritas, 1.977 foram habilitadas – 51% da região Nordeste, 30% do Sudeste, 8% do Sul, 7% do Norte e 4% do Centro-Oeste. Dentre os projetos concorrentes, 1.113 são de mestres; 601 de integrantes de grupos/comunidades informais e 263 de integrantes de grupos/comunidades formais.

Comissão de Seleção

A Comissão de Seleção conta com 32 membros e é formada por antropólogos, pesquisadores, representantes de fóruns, instituições do segmento e técnicos/dirigentes do Sistema MinC, além de três mestres que tiveram suas iniciativas contempladas em editais anteriores. Confira os integrantes:

  • Adriana Cabral (SID/MinC)
  • Anglaé D’Ávila Fontes de Alencar (Comissão Nacional de Folclore-SE)
  • Alberto T. Ikeda (Universidade Estadual Paulista)
  • Ana Maria Ângela Bravo Villaba (SID/MinC)
  • Angélica Salazar (SID/MinC)
  • Aparecida Teixeira de Fátima Paraguassú – Mestra Fátima Paraguassú (Fórum de Culturas Tradicionais do Estado de Goiás)
  • Catarina Ribeiro (Ponto de Cultura A Bruxa Ta Solta-RR)
  • Cecília Mendonça (Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular-MG)
  • Cleri Fichberg (Secretaria de Estado de Cultura-DF)
  • Daniel Castgro Dória de Menezes (SID/MinC)
  • Fernanda Buarque (Coordenação de Diversidade da Secretaria de Estado da Cultura-RJ)
  • Geovana Jardim (Projeto Vozes dos Mestres-MG)
  • Gilberto Augusto da Silva – Mestre Gil do Jongo (Jongo e Conselho de Mestres do Fórum Permanente para as Culturas Populares-SP)
  • Giselle Dupin (SID/MinC)
  • Henrique Jorge Pontes Sampaio (Fórum Metropolitano das Culturas Tradicionais-PE)
  • Hirton Fernandes Jr. (Núcleo de Culturas Populares e Identitárias – Secretaria de Estado da Cultura-BA)
  • Isabelle Cristine da Rocha Albuquerque (SCC/MinC)
  • Jairo Araújo (Fundação Cultural do Piauí-PI)
  • Katharina Döring (Fórum de Cultura Popular-BA)
  • Letícia Vianna (Iphan/MinC)
  • Lia Maria (FCP/MinC)
  • Lucas Alves (Museu do Cavalo Marinho-PE)
  • Luiz Cláudio M. Ribeiro (Comissão Espiritosantense de Folclore-ES)
  • Marcelo Manzatti (SID/MinC)
  • Margareth Gondim (Fundação Curro Velho-PA)
  • Maria Acselrad (Universidade Federal de Pernambuco)
  • Patrícia Dornelas (SID/MinC)
  • Pedro Domingues (SPC/MinC)
  • Ricardo Calaça (Instituto Olhar Etnográfico-DF)
  • Taís Garone (FCP/MinC)
  • Thais Teixeira de Siqueira (Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília)
  • Volmi Batista (Fórum das Culturas Populares do DF e Entorno)

 

Comunicação SID/MinC

Telefone: (61) 2024-2379

E-mail: [email protected]

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Reflexão: A Capoeira no Estado de Santa Catarina

 

Mestre Kadu, que sempre vem colaborando e participandocom o Portal Capoeira de forma a somar para toda a comunidade capoeiristica, nos envia uma importante reflexão sobre a capoeiragem em Santa Catarina.
Mestre Kadu, em parceria com Mestre Gavião e todo pessoal do Portal Capoeira RS – Região Sul tem sido ao longo destes anos importantes fontes de informação e dissiminação da nosso arte e agora vem se juntar a Equipe de colaboradores do Portal Capoeira. Seja bem vindo meu amigo!

Luciano Milani

 

Reflexão: A Capoeira no Estado de Santa Catarina

Antes de começar, gostaria de deixar muito claro que o que irei contar não existe a intenção de generalizar grupos, pessoas e Capoeiras. Também gostaria de esclarecer que aqui conheci e (re)conheço grandes Capoeiras que me ensinam até hoje sobre esta cultura e sobre a arte de aprender ensinando, portanto em nenhum momento tenho a intenção de diminuir ou menosprezar a Capoeira de Santa Catarina e muito menos dar a entender que minha chegada aqui modificou ou engrandeceu a boa Capoeira que aqui encontrei. O que posso afirmar é que tive e tenho tentado colaborar para que a Capoeira de Santa Catarina seja reconhecida à altura de suas grandes capacidades e pela boa representação nativa que nela vive.

É realmente complexo escrever alguma coisa sobre a Capoeira na Região Sul. Apesar de ser natural de Porto Alegre, um pouco depois de meu nascimento fui para o Rio de Janeiro, onde permaneci até os 08 anos, quando me mudei para Brasília. Morei na Capital Federal até 1994 e daí me fixei em Florianópolis, onde vivo até hoje e com a graça de Deus viverei até o fim dos meus dias. Portanto, é complicado comentar uma história em que não vivenciei todos os fatos desde sua origem. O que posso dizer é que quando cheguei aqui em Florianópolis, em 1994, encontrei uma Capoeira diferente daquela que eu conhecia, não só na sua organização, mas em suas definições, Angola, Regional e Contemporânea.

Sabemos que distante dos grandes centros de difusão da Capoeira, as vertentes sofrem influência não só da cultura local, mas também da visão de cada representante destas vertentes. O que quero dizer é que dentro de uma linhagem, as diferenciações surgem por diversas razões. O aprendizado em escolas diferentes, as informações e influências externas, a falta de orientação e acompanhamento que sustentariam essa filosofia, a adequação ao que possa lhe parecer atual ou inovador, etc. Por estes e outros conceitos pode ocorrer o distanciamento em relação aos fundamentos mais relevantes da Capoeira.

A princípio alguns me viram como um intruso, outros como mais um detentor de informações distorcidas de seus fundamentos e outros mais, como portador de novas informações da Capoeira atualmente jogada e globalizada, pois muitos tinham concepção de que a Capoeira jogada no Sudeste e no Nordeste do Brasil, seria a mais atualizada, globalizada e mais fiel aos fundamentos e as vertentes a que pertenciam, o que, diga-se de passagem, muitas vezes é um enorme engano, pois os problemas que aconteciam por aqui, muitas vezes se reproduziam por lá também.

Aqui conheci alguns grupos que se diziam angoleiros realizando batizados e usando cordas, outros que se diziam regionais jogando os toques de angola e usando aquela formação de bateria como também muitos de seus fundamentos e grupos contemporâneos usando graduações e filosofias sem uma clara e definida fundamentação.

Alguns líderes acreditavam e pregavam aos seus, que pessoas como eu, eram capoeiristas “de fora”, e desta forma intrusos que queriam descaracterizar e corromper a Capoeira “pura” que eles trabalhavam. Certamente eles não se lembravam que Santa Catarina não é a Bahia, o Rio de janeiro e muito menos o Recife e que qualquer Capoeira aqui ensinada vinha de fora e, portanto, o que estava acontecendo era apenas uma conseqüência dos tempos.

Após uns dez anos de trabalho com a Capoeira aqui em Florianópolis e já inserido neste meio, eu e outros líderes de grandes grupos daqui, passamos a sentir a necessidade de contribuir com mudanças no cenário da Capoeira de Santa Catarina, quanto ao respeito entre os pares, suas filosofias e seus trabalhos, a tolerância ao diferente. Decidimos então formar e fortalecer uma comunidade de Capoeira, pois havia em todos os grupos o discurso da inclusão social de seus seguidores, sem ao menos nós mesmos sermos incluídos socialmente e nem formarmos uma representatividade consistente como comunidade ou representantes de uma arte, o que incomodava a esses líderes.

Pela iniciativa do Mestre Pop, pioneiro em Santa Catarina, alguns líderes fomos convidados em 2003 para uma reunião, de onde se seguiram outras mais que deram conseqüência ao 1º Congresso Catarinense de Capoeira, de onde surge a delegação de Santa Catarina que participaria do 1º Congresso Brasileiro de Capoeira, em São Paulo.

Durante o retorno da viagem e pelo sucesso de nossa construção conjunta, surge entre alguns líderes a vontade de se criar uma entidade que pudesse representar e trabalhar pela Capoeira do Estado em todos os segmentos e que defendesse uma única bandeira, a da Capoeira. Nasce então, a Confraria Catarinense de Capoeira (Triplo C), e é dessa experiência agora que passo a contar pra vocês, por acreditar que este foi um marco na história da Capoeira Catarinense.

Logo após a realização do II Congresso Nacional de Capoeira, em 2003, no Rio de Janeiro, os representantes catarinenses presentes naquele evento formalizaram uma comissão que desse prosseguimento às discussões e análises sobre as principais questões que envolvem a Capoeira na atualidade e desencadearam um amplo processo de debates e eventos para todos os capoeiras.

Durante todo o ano de 2004 e 2005 esses capoeiristas de diversos grupos continuaram se organizando e realizando atividades vinculadas à Capoeira. Inicialmente esse coletivo se auto-intitulou como Cooperativa Catarinense de Capoeira.

Em 2006, diante da necessidade de se oficializar essa entidade, para dar maior visibilidade à organização e também facilitar a captação de recursos, a opção de cooperativa foi descartada, pois se mostrava inviável para atender aos objetivos da organização e, então, surgiu no interior do coletivo, a proposta de institucionalização por intermédio de uma confraria.

No dia 13 de maio de 2006 foi realizada a Assembléia de Fundação da Confraria Catarinense de Capoeira e no dia 07 de junho do mesmo ano ela foi registrada oficialmente no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).

Desde a sua concepção, a Confraria Catarinense de Capoeira, também chamada de TRIPLO-C, vem trabalhando organicamente para contribuir com o desenvolvimento da Capoeira no Estado de Santa Catarina e no Brasil. Dele fazem parte diversas lideranças de vários grupos de Capoeira, juntamente com estudiosos e alunos interessados, bem como outros participantes eventuais.

A Confraria Catarinense de Capoeira (TRIPLO-C) tem estatuto que expressa os princípios defendidos pelos seus criadores. Os cargos de direção são eletivos a cada dois anos, podendo ter apenas uma recondução. Os membros da Direção dispõem de uma lista de discussão para a realização de comunicações ágeis, nem sempre possíveis diante das inúmeras demandas.

Os integrantes desta Confraria procuram ampliar o entendimento sobre a Capoeira objetivando o seu pleno e democrático desenvolvimento. Sua metodologia de trabalho utiliza o conceito de rede e tem as seguintes características:

– não possui hierarquia, não tem chefe, mas tem várias lideranças, sendo estas provenientes de diferentes âmbitos;

– não tem centro, ou melhor, cada integrante do mesmo é um centro em potencial;

– se desdobra em múltiplos níveis ou segmentos autônomos capazes de operar independentemente, mas que compartilham assuntos e experiências de interesse comum;

– é dinâmica, fluída e se alicerça pela vontade e dedicação dos seus integrantes;

– se organiza de forma igualitária e democrática, em torno de objetivos comuns;

– é autônoma e mantém sua independência em relação aos grupos, da mesma forma que não interfere na autonomia dos grupos aos quais seus participantes também lideram ou integram.

Esta Confraria está sempre aberta à entrada de novos membros que aceitem as regras de intercomunicação estabelecidas, ainda que as mesmas possam e devam ser revistas de acordo com a demanda ou a circunstância. O auto-desligamento de qualquer de seus membros não constitui problema, pois no âmbito da Confraria é assegurada a plena liberdade de opção de cada um.

A Confraria Catarinense de Capoeira se materializa da seguinte forma:

· Ninguém é obrigado a entrar ou permanecer e ninguém é subordinado de ninguém;

· Os valores, as angústias, as expectativas, as frustrações, as decisões são fraternalmente compartilhados, problematizados e acolhidos;

· É a cooperação entre os seus integrantes que a faz funcionar;

· A informação circula livremente, emitida de pontos diversos e encaminhada de maneira não linear a uma infinidade de outros pontos, que também são emissores de informação. Seus integrantes se reúnem periodicamente em locais previamente agendados e com pauta previamente decidida.

Por fim, a participação, a conectividade, a multiliderança, a descentralização, o dinamismo, os múltiplos níveis de abordagem, o respeito, a tolerância e a camaradagem são princípios defendidos e colocados em prática pela Confraria Catarinense de Capoeira.

Dentre as ações pontuais já desenvolvidas pela Confraria, destacamos:

1. Elaboração da avaliação do I Congresso Nacional de Capoeira, realizado nos dias 15, 16 e 17 de agosto de 2003, em São Paulo, divulgada pela internet e encaminhada a expressivo número de capoeiras do Estado de Santa Catarina;

2. I Encontro Catarinense de Capoeira com palestras e debates, realizado no dia 04 de outubro de 2003, em Brusque-SC;

3. Oficina de movimentos e golpes de Capoeira que contou com a participação de cerca de 40 (quarenta) professores de Capoeira do Estado de Santa Catarina.

4. II Encontro Catarinense de Capoeira com palestras e debates, realizado no dia 06 de novembro de 2004 na Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis-SC;

5. Participação no II Congresso Brasileiro de Capoeira realizado no Rio de Janeiro em novembro de 2004;

6. ACAMPOEIRAMENTO – realizado no mês de outubro de 2005, em Brusque.

7. FESTIVAL CATARINENSE DE CANTIGAS DE CAPOEIRA – realizado no dia 14 de Outubro de 2005, no Acampoeiramento, em Brusque.

Dentre as ações permanentes da Confraria, temos:

GINGA MENINA: Evento planejado e realizado exclusivamente por mulheres praticantes de Capoeira no Estado de Santa Catarina. O I Ginga-Menina aconteceu em Brusque em 2004.

VENHA VER CATARINA – Evento de periodicidade bienal, planejado e coordenado exclusivamente por mulheres praticantes de Capoeira, mas que permite a participação dos homens nas atividades. O I VENHA VER CATARINA aconteceu em Florianópolis no dia 02 de Novembro de 2006.

ENINCA (Encontro Infantil de Capoeira): Evento de periodicidade anual, destinado exclusivamente ao público infantil e infanto-juvenil, dos 04 aos 15 anos: O I ENINCA aconteceu em maio de 2003, na Universidade Federal de Santa Catarina e o II ENINCA aconteceu no dia 14 de maio de 2005, na Escola Técnica Federal de Santa Catarina (CEFET).

ZUMBALAEKÁ – Festa de celebração e confraternização dos diversos grupos de Capoeira e cultura popular do Estado de Santa Catarina, realizada periodicamente com exibições de artistas populares e expressiva participação de público. Já aconteceram três edições do Zumbalaeká.

PAPOEIRA – Atividade de formação desenvolvida bimestralmente em forma de seminário temático em que integrantes da Confraria, ou convidados, discorrem sobre determinada temática que é discutida pelos presentes em forma de questionamentos e críticas. Já aconteceram cerca de 30 (trinta) papoeiras.

ESCAMBO DE CAPOEIRA – Evento periódico de trocas de experiências e artefatos de Capoeira com um festival pedagógico no encerramento.

MOSAICO INTEGRADO DE CAPOEIRA – (MIC) Evento que promove a integração de diversos grupos de Capoeira da cidade, mobilizando expressivo número de praticantes de Capoeira, contribuindo para a democratização das relações entre grupos e abrindo possibilidades para novas formas de integração cultural e organizacional da Capoeira. São desenvolvidas oficinas, rodas de confraternização, Cerimônia de Formatura de Mestre de Capoeira; Encontro Feminino de Capoeira, Espetáculo Cultural, oficina de Capoeira Especial para professores e alunos de Capoeira, cerimônia integrada de batismo e graduação dos integrantes dos diversos grupos. Foram realizadas duas edições do MIC (2006 e 2007), onde o potencial educacional desse evento foi verificado a partir de ações de organização coletiva, colaboração, tolerância e solidariedade, tão necessárias para a realização de um evento com essas características.

ATIVIDADES EM PARCERIA COM OUTRAS ENTIDADES

PERI-CAPOEIRA – Curso de capacitação profissional para educadores populares de Capoeira do Estado de Santa Catarina, realizado em parceria com o Núcleo de Pesquisa em Educação Intercultural, MOVER, da Faculdade de Educação da UFSC, com carga horária de 180 (cento e oitenta horas), com o objetivo de formação de rede de educadores populares e canais de comunicação numa perspectiva intercultural. Foram realizadas duas edições do curso Peri-Capoeira (2005 e 2007).

II SENECA – (Seminário Nacional de Estudos da Capoeira) – Realizado no Centro de Cultura e Eventos da UFSC, em Florianópolis-SC, nos dias 12, 13 e 14 de maio de 2006, em parceria com o GECA (Grupo de Estudos da Capoeira).

[1] O termo confraria tem expressiva densidade no campo cultural afro-brasileiro. Também chamadas de irmandandes, as confrarias tiveram grande importância na história do Brasil no que se refere a luta dos negros africanos em busca de libertação e na administração de fundos para compra de cartas de alforria, na luta pela ocupação do espaço social, na continuidade dos valores culturais e na constituição de identidade.

 

 

Marcos Duarte de Oliveira[email protected]

Capoeira joga longe preconceito

Com síndrome de Down, participantes de oficina se destacam e conquistam etapas

 

Terminou ontem a oficina de capoeira no Lar Escola Rafael Maurício com destaque para dois participantes especiais. Você vai saber quem são logo abaixo.
 
Antes, é preciso dizer que 111 crianças e adolescentes receberam certificados.
 
A oficina faz parte do Projeto Interação, realizado em parceria com a Secretaria Estadual de Esportes.
Segundo a diretora do lar, Silvia Almeida, no semestre passado as aulas foram de dança de rua.
 
Os alunos são integrantes de projetos desenvolvidos pelo lar escola em parceria com a Sebes (Secretaria Municipal do Bem-Estar Social).
 
Um deles, o projeto Atitude, atende crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, que freqüentam escolas regulares e fazem as atividades no lar em horário oposto.

Outro, o Alegria, atende crianças e adolescentes com deficiências leves e com dificuldades de aprendizagem. Os 40 abrigados da instituição também participaram da oficina.

Para o professor e mestre em capoeira, Paulo Cesar Ferreira, conhecido como mestre Amaral, trabalhar com pessoas especiais foi uma experiência incrível. “Eles têm potencial, é visível o quanto gostam da capoeira”, comenta. Desde 1984 ele trabalha nessa área.

Para fazer a entrega dos certificados atletas que irão concorrer nos jogos regionais estiveram presentes ontem.

O professor de educação física e treinador da equipe, Alberto Sobrinho, acredita que a capoeira proporciona momentos em que todos se tornam igual. “Não há preconceito entre os parceiros e isso transmite segurança”, diz.

Integrantes da oficina, José Roberto Liberte e Everson Aparecido Lopes, ambos de 24 anos e com síndrome de Down, destacaram-se nas aulas e já conquistaram etapas. “José passou do primeiro cordão (verde) para o segundo (amarelo) e Everson foi do segundo para o terceiro (azul)”, diz mestre Amaral. Ele lamenta não continuar as aulas com essa turma. “O projeto não permite que seja a mesma oficina na seqüência.” E afirma que, se pudesse, daria aulas gratuitas.

“O ideal é conseguir uma boa parceria. Eles são apaixonados pela capoeira.”
 
Fonte: Bom Dia Bauru – Brasil – http://www.bomdiabauru.com.br/index.asp?jbd=3&id=81&mat=79298

Mestre Camisa

Mestre Camisa
José Tadeu Carneiro Cardoso, mestre Camisa, nasceu em 1956 em Jacobina, Bahia. Iniciou-se em Capoeira na década de 1960. Depois, em Salvador, participava das rodas dos mestres Waldemar e Traíra. Em 1970, foi aluno de Mestre Bimba. Acompanhou seu irmão mais velho, mestre Camisa Roxa, numa longa temporada de shows pelo Brasil. Em 1972, fixou-se no Rio de Janeiro, ingressando no Grupo Senzala. Em 1988, fundou a Associação Brasileira de Apoio e Desenvolvimento da Arte-Capoeira, a Abadá-Capoeira, a maior associação de Capoeira do mundo em número de integrantes