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Lançamento do Livro: Iê Camará

O LIVRO IÊ CAMARÁ,  visa discutir procedencias e o desenvolvimento da capoeira, como o surgimento e a prática em seus retorspectivos lugares. E ainda, compartilhar com os leitores fatos marcantes na historia da capoeiragem no Brasil, como a histórias de Salomé, e Maria dos Anjos, valentes e guerreiras que escreveram seus nomes da historia da capoeira e ainda sim tiveram seus nomes esquecidos diante da sociedade.

Alem dessas e outras valentes, esta obra tráz ao conhecimento dos leitores grandes personalidades da capoeiragem no reconcavo baiano como: Zé Doú, Pantalona, Sessenta, Zé Quebra Ferro, Juvencio Grosso, Néco, Gasolina, Maitá, Licurí, Joité, Doze Homens, Espinho emoso, Cazumba, entre tantos outros..A obra aborda outros temas curiosos no universo da capoeira, como a cocorinha,  veste branca, a descendência da capoeira e seu surgimento dentre mais…

Além outros fatos, curiosidades de suma importancia para Mestres, professores, lideres de escolas e mais ainda a todos os brasileiros.

Estamos oferecendo este lançamento com intuito de fortificar e diverssificar os festivais de capoeira, se você é lider de instituição, empresário do ramo de livrarias ou promotor de eventos não perca essa oportunidade.

O que falam sobre o livro:

A diversidade de usos e funções é uma das características mais acentuadas da capoeira na atualidade. Uma delas, a educacional vem sendo bastante valorizada pelos mestres e praticantes de capoeira no Brasil e exterior.

A prática da capoeira nas escolas e os muitos projetos socio-educativos, com os quais ela se envolve, demandam instrumentos de apoio, principalmente de livros que possibilitem a sustentação pedagógica dos mesmos. Eles necessitam em razão da própria natureza das propostas, iniciativas para além do jogo da capoeira, procurando contemplar o universo histórico, a riqueza de informações que ela contém, e sua capacidade de  gerar temas transversais para serem discutidos com os praticantes e pessoas afins.

É por causa disso que ficamos felizes com a ampliação dos estudos e pesquisas sobre a capoeira e o interesse cada vez maior dos mestres e alunos em se aprofundarem no rico e belo universo dessa manifestação, a fim de explorar as muitas possibilidades que ela sugere, como faz o Professor Cascão com este seu livro que certamente vai tornar mais rico o mundo da capoeira.

Frede Abreu (Historiador)

Instituto Jair Moura

 

Caso tenha interesse, entre em contato conosco e enviaremos a

proposta para fazer deste projeto uma realidade.

(33) 8863-9767   –   3273-2178

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Niterói: Capoeira atravessa a fronteira e ganha adeptos no restante do mundo

Em Niterói, a ginga afro-brasileira vem se misturando com sotaques estrangeiros desde 1995, quando foi fundado o Instituto Zezeu de Capoeira Livre, idealizado por Mestre Zezeu.

Séculos atrás, quando o Brasil ainda era colônia de Portugal, os negros foram trazidos da África para trabalharem como escravos à serviço do homem branco europeu. Além do trabalho forçado, os africanos também trouxeram seus costumes e cultura, que se manifesta até os dias atuais através de uma arte marcial que mistura música e ritmo a golpes mortais. Mais que isso, hoje a capoeira tornou-se patrimônio nacional, e é a grande responsável por difundir uma ideia que vem sendo cada vez mais explorada ao redor do mundo: a do intercambio cultural.

Em Niterói, a cantoria e ginga afro-brasileira vem se misturando com sotaques estrangeiros desde 1995, ano em que foi fundado o Instituto Zezeu de Capoeira Livre, iniciativa que conta hoje com cerca de dez a 15 estrangeiros aprendendo a luta. Idealizado por Mestre Zezeu, o capoeirista conta que o interesse de pessoas oriundas de outros países em entrar em contato direto com o mundo da Capoeira não é recente, porém sofreu um grande incentivo nos últimos anos.

“Isso sempre aconteceu, mas agora realmente aumentou muito. E é bom para todos, para Niterói, para o Brasil de modo geral e também para eles, que são muito bem recebidos pelos alunos. A recepção é excelente e o melhor é que é algo recíproco”, conta o professor, que vai além e diz que o principal objetivo do intercambio é o de promover uma integração entre culturas diferentes.

“Trabalhamos com todos os tipos de pessoas, com crianças, adultos, pessoas com necessidades especiais, sempre com todos participando da mesma roda de capoeira. O mais importante é acontecer essa integração entre todos”, completou.

Ginga europeia – O pensamento de Mestre Zezeu se traduz no ânimo que as tchecas Kristina Slezáková, de 32 anos, e Alice Brunova, 27, colocam em gingar ao som do berimbau. Mesmo separadas por um oceano de distância do Brasil, as duas conheceram a capoeira ainda na República Tcheca e se apaixonaram pela manifestação brasileira.

“Conheci através de um amigo que praticava capoeira na França. Como sou bailarina me interessei e quando ele começou a ensinar no meu país me juntei a ele”, diz Kristina, que fala português fluentemente. Alice, por sua vez, ainda não está familiarizada com o idioma, mas relata, em inglês, como foi seu primeiro contato.

“Um ex-namorado meu já praticava e foi natural o meu interesse em conhecer”, revelou. Apesar da adoração pela luta, elas contam que a capoeira ainda é algo pouco difundido em sua terra natal.

“A grande maioria das pessoas não tem opinião formada, elas encaram como apenas uma dança. Só quem está por dentro que conhece o que é de verdade”, diz Kristina.

Há ainda o caso da boliviana, descendente de palestinos, Yessica Abularach, que sempre viu a capoeira a seu alcance, mas, nunca havia encontrado a oportunidade de praticar. Seis meses após ter incorporado a arte marcial em sua rotina, ela destaca seus aspectos positivos. “Além dos benefícios físicos, como você melhorar o alongamento e trabalhar toda a musculatura, se sente muito mais confortável. É um desafio prazeroso. É um momento onde você quebra o ritmo, desestressa, relaxa”, destaca a economista de 25 anos.

Festival de Estilo Livre
A oportunidade de apresentar para estrangeiros um mundo completamente novo através da capoeira não limita-se apenas as aulas do Instituto Zezeu de Capoeira Livre. Em função da intensificação do interesse de pessoas do exterior pela arte marcial afro-brasileira, Mestre Zezeu promove, anualmente, um festival onde os amantes da luta podem aprender sobre as mais variadas manifestações dentro do universo do jogo. Batizado de Festival Interbairros de Capoeira Estilo Livre, o evento teve sua segunda edição no último sábado, e contou com a participação de capoeiristas de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Saquarema, Cabo Frio, entre outros locais, juntamente com estrangeiros.

A iniciativa, inclusive, premiou alguns mestres com o troféu Amigos da Capoeira, honraria concedida àqueles que ajudaram a promover o nome do esporte ao redor do mundo. Além disso, Mestre Zezeu revelou que em junho de 2011 Niterói irá receber a primeira Feira Internacional de Capoeira, realizado no Sesc e no Teatro Popular. O objetivo é tornar ainda mais forte o vínculo estrangeiro com todas as manifestações que envolvem a capoeira, a exemplo do maculelê e samba de roda.

O Fluminense – http://jornal.ofluminense.com.br/

Onde estão as capoeiristas da história?

Quem já teve curiosidade, interesse, ou mesmo sentiu necessidade de conhecer mais sobre a história das mulheres na capoeira, sabe o que é frustração.

Com um pouco de persistência se encontram nomes como Rosa Palmeirão, Maria Doze Homens, Nega Didi, Calça Rala e Maria Pára o Bonde, mas as informações não vão muito além.

Mesmo sobre o pouco que encontramos há muitas dúvidas, pois não se sabe situar com precisão a linha que divide o que é história real e o que é lenda.

Até mesmo sobre Dandara, grande guerreira do Quilombo de Palmares e esposa de Zumbi, atualmente não há mais do que duas linhas na Wikipédia, tão conceituada enciclopédia online.

Mas a falta de informação não é de espantar quando lembramos da discriminação sofrida pelo negro e sua cultura, e do preconceito sofrido pelas mulheres. Na soma, a mulher capoeirista recebeu discriminação em dobro, e sua importância para a história não foi reconhecida.

Trata-se de um erro que não deve ser relevado. A capoeirista de ontem ainda pode e deve ser tema de muita pesquisa. As histórias devem ser contadas e as informações precisam ser reunidas, documentadas e disponibilizadas a quem tem interesse de conhecer e passar a diante.

E a capoeirista que batalha hoje deve ser valorizada e ter seus trabalhos e conquistas reconhecidos, pra que seu nome e seus feitos constem na história de amanhã.

Fonte: capoeiradevenus.blogspot.com