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Bahia: Seminário de Capoeira homenageia Mestres da “Velha Guarda”

Na próxima terça-feira, dia 12, os principais mestres baianos de Capoeira angola e regional – Bigodinho, Boca Rica, Curió, Decânio, Felipe Santo Amaro, Gigante, João Pequeno e Pelé da Bomba – serão homenageados no II Seminário do Projeto Capoeira Viva, que irá mostrar a capoeira como um bem cultural brasileiro.
 
O evento será às 13 horas, no Teatro Gregório de Mattos, na Praça Castro Alves e vai debater sobre políticas governamentais voltadas para a prática da capoeira.

Fortaleza: Iº Congresso de Mulheres Capoeiristas

O evento é coordenado e dirigido pela Associação Zumbi Capoeira, sob a batuta do contramestre Wladery Saraiva.
 
O Principal objetivo do evento é promover a integração e a troca de experiências entre as mulheres praticantes de capoeira no Estado do Ceará e estados vizinhos de modo a consolidar uma agenda cultural, envolvendo diferentes fatores sociais com a temática do feminino no centro das atenções.
 
O Congresso irá contar com grande nomes da capoeira como Mestre Boa Gente de Salvador, Bahia e Mestra Janja – N´Zinga
 
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Clique nas imagens para amplia-las. 
 
I° Congresso de Mulheres Capoeiristas, será realizado nos dias 5 à 8 de outubro de 2006, Vale muito a pena participar deste encontro!!!
 

Assembléia Geral para fundação da Federação Riograndense de Capoeira

Salve Companheiros!
 
 
Em busca de uma maior valorização do profissional da capoeira da necessidade de se criar um espaço livre e democrático, cultural e desportivo de capoeira, que aceite a diversidade existente na capoeira e respeite a identidade de cada grupo e agremiação de Capoeira. 
Estamos convidando a comunidade capoeiristica e interessados para fundação da FEDERAÇÃO RIOGRANDENSE DE CAPOEIRA.
 
O nosso objetivo é construir a unidade entre os capoeiristas, na diversidade que é o mundo da Capoeira.
Abrir postos de trabalhos, realizando projetos com as Prefeituras e escolas particulares, oportunizando aos capoeiristas em geral uma forma de renda e a profissionalização da arte esporte e cultura capoeira.
Estamos convidando clubes, associações e academias de Capoeira, para se juntar conosco a serviço do esporte e da cultura, atuando como órgão divulgador, sem finalidades políticas e lucrativas, não distinguindo raça ou religião. A fundação desta entidade Propõe-se ainda a preservação das tradições e valores culturais da Capoeira, a promoção e fomento de estudos e pesquisas referentes ao mundo da Capoeira.
Salientamos que a Federação Riograndense de Capoeira irá se filiar a Federação Internacional de Capoeira
Assembléia Geral para fundação:
Dia 23 de Setembro 2006
Horário: 18:00h
Local: Usina do Gasômetro sala 505
 
– Pauta:
– Fundação
– Diretoria
– Programas prioritários 2007
– Cadastramento
– Carteirinhas
– Certificados
– Projetos 2007
 
Maiores informações:
Gororoba (051) 9281.5578 – Gavião (051) 9812.8737
Apoio:
LIGA REGIONAL DE CAPOEIRA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

Forte Santo Antônio será revitalizado para receber centro de capoeira

SALVADOR – O Forte Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, construído no século XVII, passará por um processo de revitalização para receber um centro de capoeira. As obras de recuperação do edifício histórico serão acompanhadas pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultura e devem começar no início de 2006. A idéia é transformar o espaço no Centro de Referência Estudos, Pesquisa e Memória da Capoeira, ou, simplesmente, no Forte da Capoeira.
O governador Paulo Souto, acompanhado do secretário da Cultura e Turismo, Paulo Gaudenzi, assinam nesta terça-feira o edital de licitação para a reforma e restauração do Forte.
O monumento irá abrigar seis salas de atividades, além de um grande palco ao ar livre para as grandes rodas de capoeira. A reforma vai devolver ao Santo Antônio suas características arquitetônicas originais, ao mesmo em que irá modernizá-lo com vestiários feminino e masculino, centro de documentação com sala de leitura, biblioteca, videoteca, sala de vídeo, oficina de instrumentos (para a fabricação de berimbaus, caxixis e pandeiros), lanchonete, memorial da capoeira, auditório, loja e área para abrigar exposições.

Angola no Cazuá em Bremen… Alemanha

É com muita alegria que recebemos a notícia, através do Contra Mestre Wellington, Berim Brasil, de que em outubro, na Alemanha irá acontecer um evento muito importante para a nossa capoeira… evento este que pretendo estar presente e assim enriquecer minha cultura, minha capoeira e acima de tudo construir novas amizades!!!

Luciano Milani


O Grupo de Capoeira Angola Irmão Guerreiros, está comemorando o 1º aniversário do seu "Cazuá", nome carinhoso e repleto de brasilidade…, da sua academia em Bremen, Alemanha, comandada pelo Contra mestre Pernalonga que a 4 anos saiu do Brasil para a sua volta ao mundo…

Considero este evento uma excelente oportunidade para os capoeiristas que estão aqui na Europa poderem se reciclar e aumentar os seus conhecimentos capoeiristícos.

O time que irá entrar em campo para estes quatro dias de festa é sem dúvida uma equipe campeã… Teremos a presença do Mestre Pernalonga do Grupo Nova Geração de Angola, do Contra mestre Pernalonga e de uma rapaziada de primeira… 

O site oficial do evento para maiores informações é: http://www.capoeira-angola-bremen.de/de/index.htm


A construção do berimbau

O primeiro passo para o fabrico do berimbau é a obtenção de uma madeira flexível e resistente, que suporte arqueamento e pressão sem ceder demasiado. Escolhe-se uma vara sem muitos nós ou grandes curvas, que bem pode ser "biriba" (a preferida pela maioria dos capoeiras ) ou guatambú (mais facilmente encontrada). O guatambú se apresenta como a madeira indicada – ao lado da taipoca e outras espécies nativas – na construção do berimbau, por se tornarem suas varas muito leves, após secas, sendo comuns longas hastes muito regulares, apresentando grossura mais ou menos uniforme de uma extremidade a outra. Tirada a vara, que não seja demasiado grossa ou muito fina. O tamanho ideal é de aproximadamente 1.20 m.
 
Quando a madeira ainda está verde, caso não seja perfeitamente reta, basta passá-la sobre o calor do fogo, ainda com casca, para que sejam corrigidas eventuais curvas, dando-lhe a forma reta necessária. A casca do guatambú sai com facilidade, passando uma faca de lâmina afiada de ponta a ponta da vara, removendo longas tiras.
 
Passamos, a seguir, à confecção propriamente dita do berimbau. Esculpe-se uma pequena ponta na extremidade mais grossa da vara, que irá servir como conexão para se ajustar o arame do berimbau. A outra ponta deve ser bem acertada, pois irá receber um pequeno pedaço de sola de couro, que impedirá o arame de rachar a madeira.
 
O arame – que cumprirá o papel de corda do instrumento – é um fio de aço com um comprimento maior que a vara cerca de 20 cm e recebe em sua extremidade um laço de diâmetro adequado para se encaixar na ponta esculpida na madeira – que será o pé do instrumento – enquanto que no outro extremo recebe uma laçada menor, onde será amarrado o cordão que irá prendê-lo à madeira. Após esta primeira fase, o berimbau é vergado – ou "armado" para o ajuste da corda, formando o arco – com o emprego de um pé flexionando a madeira, enquanto uma das mãos apoia a extremidade superior da vara e a outra amarra o arame. Pronto o berimbau, já se tornou comum acrescentar-lhe discreta pintura, manchas de fogo e verniz, com a finalidade de embelezá-lo. Esta pintura às vezes possui um significado especial para o tocador, quando é este que confecciona o instrumento.
 
O próximo passo é a elaboração da caixa de ressonância, indispensável ao arco do berimbau. Para isto, utiliza-se uma cabaça que serve à perfeição ao nosso propósito. De preferência, que a cabaça se encontre já bem seca e não tenha sido colhida madura. Que a casca não seja demasiado grossa ou muito fina. O tamanho ideal terá um circunferência de aproximadamente 18 cm – quando se pretenda fazer um berimbau gunga, de timbre grave; caso se pretenda um berimbau viola, de timbre agudo, o tamanho deverá ser menor, com cerca de 11 cm.
 
Escolhida a cabaça, primeiramente façamos uma abertura tal que seja possível a saída de um som claro. Esta abertura será proporcional ao diâmetro máximo alcançado pela cabaça e feita na extremidade oposta à que se prende a haste, quando ainda no pé. Concluída a abertura – feita com uma serra fina – se a cabaça for demasiado grossa é conveniente que coloquemos água em seu interior e deixar por 48h, para depois raspá-lo até que a casca se torne da espessura desejada. Isso para que a ressonância obtida seja de boa qualidade. Depois, com o emprego de uma lixa, daremos à abertura da cabaça o acabamento necessário.
 
Terminado este preparo, a cabaça receberá no seu fundo dois furos paralelos em uma distância de aproximadamente 3 cm um do outro, por onde irá passar o cordão que a manterá fixa ao arco. O tamanho deste cordão irá depender do grau de curvatura obtido pelo arco, para que a cabaça fique presa de forma tal que aperte o arame e proporcione ao tocador a necessária firmeza para segurar o instrumento, apoiando-o sobre o dedo mínimo através deste cordão. Servirá ainda para afinar o instrumento, conforme a pressão exercida sobre a corda.
 
Na escolha da vareta a ser utilizada na percussão do arame são preferidas pequenas varas tiradas de pedaços de bambu, da grossura aproximada de um lápis e comprimento de mais ou menos 30 cm. Outra espécie de vareta muito apreciada é de bambu fino, do tipo das varas de pesca, obedecendo às dimensões citadas. A vareta será usada segura entre os dedos indicador e polegar, apoiada sobre o dedo médio de uma mão, enquanto a outra sustenta o instrumento e prende o dobrão. A percussão da corda se dá numa altura pouco superior ao ponto onde o dobrão pressiona o arame. As batidas devem ser firmes.
 
O dobrão – denominação popular das antigas moedas de 40 réis – é empregado com a finalidade de pressionar o arame quando se pretende obter uma nota aguda, já que o berimbau emite dois tons básicos (grave e agudo) e outros efeitos. É por seu intermédio que o tocador estica ainda mais a corda do instrumento, provocando em conseqüência a modificação do tom grave para o agudo ou um chiado característico. Muitos capoeiras preferem o uso de pedras lisas e resistentes no lugar das moedas de cobre, por considerarem o som obtido mais agradável, além da escolha das pedras possibilitar o emprego daquela de formato mais conveniente para o manuseio do tocador.
 
O caxixi
 
Na execução do berimbau, um outro instrumento constitui acessório indispensável: o caxixi, que é usado como chocalho.
Caxixi é o nome que se dá ao pequeno cesto de alças, feito com tiras de junco trançadas, contendo em seu interior contas de lágrimas, pequenas conchas marinhas ou búzios. O seu fundo é feito de pedaços de cabaça.
 
Além do seu emprego como complemento ao berimbau, Edison Carneiro nos informa em Candomblés da Bahia acerca de outros usos do caxixi.
 
"Caxixi, s.m. Saquinho de palha trançada que contém sementes de bananeira-do-mato, usado pelos pais dos candomblés de Angola para acompanhar certos cânticos, especialmente a ingorôssi. (…) Ingorôssi, s.m. Reza da nação Angola. O tata, agitando um caxixi, fica no meio das filhas, que sentadas em esteiras, batem com a mão espalmada sobre a boca, respondendo ao solo. (…) O chefe do candomblé acrescenta à orquestra, quando Nagô ou Jeje, o som do adjá, uma ou duas campânulas compridas que, sacudidas ao movimento da filha, ajudam a manifestação do orixá, e quando Angola ou Congo, o som do caxixi, um saquinho de palha trançada cheio de sementes. (…) Os candomblés de Angola e do Congo saúdam conjuntamente os inkices com um cantochão lúgubre, o ingorôssi, que se compõe de mais de trinta cantigas diferentes. As muzenzas se sentam em esteiras, em volta do tata, que, com um caxixi na mão, faz o solo, respondido por um coro de gritos entrecortados por pequenas pancadas na boca."
 
No acompanhamento do berimbau o caxixi é usado prendendo-se a sua alça entre os dedos anular e médio da mão que segura a vareta. Tem destaque especial na marcação rítmica dos toques.