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Mestre de Capoeira Marajoara fala sobre cultura afro-brasileira no japão

Nesta primeira viagem ao Japão, Bira Marajó falou a estudantes universitários sobre os projetos mantidos pela Associação Cutimboia (Pará), e jogou capoeira com os japoneses

O jogo começa cadenciado com um canto que quase sempre fala da escravidão. Assim é o estilo de Angola, muito próximo de como os negros escravos jogavam a capoeira. Além de história, hoje ela carrega projetos sociais. “A gente não trabalha só a movimentação do corpo, que dá a estética na visão externa. OS elementos que existem na capoeira fazem a gente estudar um pouco da história, de onde a gente veio, onde estamos e para onde vamos”, explica o mestre Bira Marajó.

Através da capoeira de Angola, ele ajuda as comunidades quilombolas, formadas por descendentes de escravos, que no passado fugiram dos engenhos para formar pequenos vilarejos.

A oficina de capoeira é uma parte do trabalho. “Eu acredito muito na capoeira, no trabalho que a gente vem fazendo, na socialização, lição de vida, espírito, respeito e meio-ambiente também”, conta. As crianças aprendem a fabricar seus próprios instrumentos e recebem lições de preservação do meio ambiente e respeito aos mais velhos.

Nesta primeira viagem ao Japão, Bira Marajó falou a estudantes universitários sobre os projetos mantidos pela Associação Cutimboia, e jogou capoeira com os japoneses. “Quando a gente vê eles praticando, a gente não consegue ver uma diferença, a gente consegue ver uma integração só. Eu quando estou aqui, na prática da capoeira, é como se estivesse no Brasil”, finaliza. Ele também deve participar de uma oficina para crianças brasileiras neste domingo, dia 17. Começa 12h30 no prédio Lounge de Tsurumi, em Yokohama, Kanagawa.

http://www.ipcdigital.com

Não tem pra ninguém no break

Fabiano Lopes, ou melhor, Neguin, fez da dança de rua a sua grande inspiração para construir uma carreira repleta de conquistas e com espaço também para a solidariedade.

Já ouviu falar em batalha de break? É quando dois dançarinos (b-boys ou b-girls) fazem passos incríveis. Foi com capoeira e samba que o paranaense Fabiano Lopes, o Neguin, 22 anos, tornou-se o melhor b-boy do mundo. Ele desbancou o holandês Just Do It e conquistou o título no Red Bull BC One em novembro. De volta da longa viagem pelo Japão, Fabiano conversou com o D+.

D+: Quando e como começou a sua história como B-boy?

Fabiano: Em 2002, na cidade onde cresci Cascavel (Paraná). Estava pesquisando vídeos sobre capoeira na internet e me deparei com um misturado com Breaking. Ali, surgiu o interesse.

O que o inspira?

Capoeira e artes marciais no geral, entre outros estilos de dança.

Qual a trilha sonora ideal para praticar?

Break Beats, Rap Underground, Funky Music, como James Brown. Enfim, qualquer estilo de música que motive.

Como é ser o número 1 do mundo?

Ser campeão mundial é mais uma conquista e uma nova experiência.

Como foi competir no Japão? O público é diferente?

Sim. Todos vão para prestigiar e transmitir boas energias para nós dançarinos. No Japão, foi incrível, pois eles torcem para todos que estão batalhando.

Qual o diferencial dos b-Boys brasileiros?

Temos muita cultura em nosso País. Quem souber aproveitar o que o Brasil oferece será sempre diferente.

Qual o maior obstáculo para quem quer se profissionalizar?

Muitas vezes é a falta de reconhecimento. É a mesma situação do futebol: são milhares de talentos espalhados em todo canto, mas se profissionalizar é para poucos. Então temos que angariar recursos vindo de trabalhos individuais de cada dançarino.

Quais os seus planos futuros?

Manter minha carreira profissional, competindo, trabalhando e produzir meus próprios eventos.Costumo não ter muitos planos, apenas vivo o momento e, claro, dou sempre passos gigantescos.

 

Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

Fonte: http://www.dgabc.com.br/

Japão: Festival reúne participantes de 20 países em Kyoto

Os brasileiros também marcaram presença e a capoeira foi um dos destaques no Festival de Kyoto, Japão.

Na 4ª edição do Festival da União das Culturas no parque Okazaki em Kyoto, no dia 9, o que não faltou foi intercâmbio. Cerca de 800 pessoas de 20 países participaram do evento, que teve barracas de comidas típicas e artesanatos, workshops e apresentações de música e dança.

Crianças brasileiras participaram do workshop de capoeira com voluntários de Kansai.

A decoração ficou por conta da brasileira Luiza Ashida, que utilizou balões em vários formatos. A capoeira foi um dos destaques, e tanto a apresentação quanto a oficina reuniu pessoas de várias idades.

Fonte: ipcdigital.com

Japão: Liga Japão de Capoeira

  • Informativo do Japão
     
    Foram Realizados as Primeiras Reuniões da Liga Japão de Capoeira 
Muito prazer meu nome e Renato Leão sou Prof. do Grupo Corrente Negra aqui no Japão e gostaria de informar no Brasil que ja tivemos duas reunioes estabelecidas uma no dia 02 /01/2006 na Região de Aichi Ken Nagoiya do qual foi estabelecida o Nascimento Da Liga Japão de Capoeira com Direcao de Paulo Rogerio Marques de Oliveira o Prof. Paulão do Grupo Mandinga e Vice Presidente o Prof. Renato Leão do Grupo Corrente Negra.
 
Estavam presentes na votacao os seguintes Dirigentes de Grupos : Mestre Vitor Do Grupo Wakonda, Contra Mestre Sílvio do Grupo Cais do Mar, Contra Mestre Moleza do Grupo Gaviões do Morro, Prof. Negao do Grupo Barauna, Prof. Alemao e Josef do Grupo Meninos da Bahia,rnProf. Eder e Felipe do Grupo Muzenza, Prof. Kenji do Grupo Garras de Ouro, Prof. Calunga do Grupo Guerreiros da Senzala, Prof. Trator do Grupo Marília Brasil,  Gilson, Panga entre outros presentes em seguida tivemos a segunda reunião que foi no dia 29 /01 /2006 na Região de Kansai e naquele presente momento foram discutidas pautas como:
 
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Entrevista do Amigo e Capoeirista Julio Ikeda, Graduado Japones

Entrevista do Amigo e Capoeirista Julio Ikeda, Graduado Japones, que atualmente esta desenvolvendo seu trabalho na terra do sol.
Ele conta como começou na capoeira e a inter relação das culturas… "A capoeira no Japão"
 

01 – COMO FOI SEU PRIMEIRO CONTATO COM A ARTE DA CAPOEIRA?
 
JAPONÊS: Meu Pai era professor de judô e me disse que gostaria que eu praticasse um esporte dizendo que era o melhor caminho para se educar um filho atitude de um Pai com grande sabedoria e inteligência que me ensina muito até hoje! Então saímos para procurar uma modalidade fomos ver o karate o kung fu e a Capoeira ao chegar a uma academia de capoeira estava tendo uma roda aquela musica e aquelas pessoas jogando foram me envolvendo por inteiro fiquei louco para treinar, lembro da minha ansiedade quando saímos para procurar uma academia perto da casa que morávamos e achamos o grupo cordão de ouro com o estagiário Thiane na época corda azul do mestre Suassuna era no Tremembé, bairro próximo a minha casa, lembro bem da minha primeira aula me deixou gingando e fazendo meia lua de frente e queixada por cima de um cavalete boas lembranças…
 
02 – COMO FOI SUA CAMINHADA NA CAPOEIRA ANTES DE ENTRAR PARA O GRUPO HERANÇA CULTURAL CAPOEIRA?
 
JAPONÊS: Iniciei capoeira em 1978 com Thiane estagiário do Mestre Suassuna posteriormente treinei na academia do Mestre Suassuna onde senti uma vibração enorme e hoje entendo porque ele é tão respeitado lembranças do falecido Biriba, Risadinha, Dal (minhoca), Marcelo Caveirinha, Thiane, Flavio Tucano etc… Grandes mestres participavam de suas rodas… Inesquecível! Após este período treinei com risadinha ele abriu uma academia na Maestro vila lobos rua no qual eu morava aquela época no Tucuruvi. treinei com ele até ele fundar o filho de Zambi,depois acabei me afastando por um longo período voltei a treinar com então mestre Zambi(risadinha)na quadra orion no mandaqui após sumiço inesperado do mestre !Procurei outro grupo conhecendo o Mestre Catitu no qual estou até hoje!Na minha vida de capoeira trago comigo enorme respeito por todos que conheci muitos pararam muitos se tornaram muito conhecidos, mas eu parabenizo aqueles que carregaram em sua alma o espírito de um verdadeiro capoeirista. 
 
03 – O QUE TE FEZ ENTRAR PARA O GRUPO HERANÇA CULTURAL?
 
JAPONÊS: Bom quando mestre Zambi sumiu do lugar onde ele dava suas aulas fiquei meio chateado na época achei que não considerava os seus alunos eu amo a capoeira e ela esta em todo lugar então resolvi procurar outro grupo. Encontrei o Mestre Catitu voltei a treinar na academia Gaviões do Karate com instrutor Ligeirinho e o Mestre dava suas aulas lá também percebi que o Mestre se integrava muito com seus alunos ganhando minha admiração e respeito ,e assim sendo como manda a tradição criei uma vontade imensa de ajudar o Grupo fazendo a minha parte como integrante do grupo nunca quis aparecer e até hoje sou assim sei o que vi e passei na vida de capoeirista e para mim o mais importante é o que sinto não o que vou provar para os outros por isso hoje faço meu trabalho somando tudo que aprendi na minha vida inteira assim como todos que trabalham com a Capoeira com a própria interpretação! Gostaria de salientar que admiro muito mestre Zambi e aprendi muito com ele sendo muito grato a ele ainda mais sendo o primeiro aluno dele. 
 
04 – COMO ESTÁ SEU TRABALHO NO JAPÃO E QUE VISÃO VOCÊ TEM PARA ESSE TRABALHO?
 
JAPONÊS: Meu trabalho no Japão esta em um ótimo ritmo tem hoje a oportunidade de apresentar a capoeira nas univerdades japonesas por todo o Japão por intermédio da presidente da associação internacional de cultura motivo pelo qual acho a importância deste trabalho enorme para o mundo da capoeira, pois estamos apresentando a nossa arte para uma cultura milenar em um Pais de enorme desenvolvimento tecnológico com uma igualdade social incrível sendo assim destacasse quem tem o que dizer e não quem tem mais dinheiro, pois todos ganham um equivalente, para ter uma vida com dignidade. Como dou aula em uma escola brasileira vejo a importância do meu trabalho no dia a dia iniciei o trabalho há um mês e percebi que a capoeira poderia abrir as portas de uma maneira bastante saudável para eles ,eu trabalho a capoeira para o desenvolvimento total da mente e do corpo e estou totalmente satisfeito com os resultados tive um amadurecimento enorme neste Pais e hoje sinto muita segurança no meu trabalho .Meu objetivo e mostrar aos políticos brasileiros que somos felizes pelo que somos e não pelo que temos e por este caminho poder ajudar meu Pais através de uma grande conscientização.
 
05 – COMO ESTÁ A ACEITAÇÃO DA CAPOEIRA NO JAPÃO?
 
JAPONÊS: Ainda estou trabalhando para divulga – lá atingi um publico que forma opiniões um publico de alto nível intelectual universitário e Professores das universidades e sinto um interesse enorme pela arte Capoeira japonês entusiasmadíssimos pelo poder da Capoeira. Quero muito iniciar um trabalho pra japoneses mesmo podendo assim enraizar a nossa cultura e semear bons frutos respeitando a tradição e os ensinamentos de mestre Bimba e Pastinha e tantos Mestres de Capoeira ,respeitar a ideologia da capoeira que nasceu para lutar pela liberdade e contra o preconceito racial objetivos nobres que tornam a capoeira mais de que um esporte uma filosofia de vida. axé Japonês Capoeira 
Julio Ikeda - Graduado Japones

IÊ CAPOEIRA ENTREVISTA – GRADUADO JAPONÊS 
Entrevista autorizada para divulgação por Julio Ikeda – capoeiraIkeda@hotmail.com
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