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A Capoeira e o Navio de Teseu

Conta uma lenda grega que após derrotar o Minotauro, monstro com corpo de homem e cabeça de boi, o herói Teseu saiu da ilha de Creta em um navio, levando os jovens atenienses que teriam sido devorados pela fera.

Segundo o historiador grego Plutarco, “o navio com que Teseu e os jovens de Atenas retornaram de Creta tinha trinta remos, e foi preservado pelos atenienses até o tempo de Demétrio de Falero, porque eles removiam as partes velhas que apodreciam e colocavam partes novas, de forma que o navio se tornou motivo de discussão entre os filósofos a respeito de coisas que crescem: alguns dizendo que o navio era o mesmo e outros dizendo que não era.”

A mesma questão se traduziu em diversos outros momentos da história da humanidade:

Segundo Heráclito, é impossível que um homem entre duas vezes em um mesmo rio – porquê o rio nunca é o mesmo, está sempre mudando.

Platão descreveu uma situação em que hipoteticamente, ele e Sócrates começaram a trocar partes de suas carruagens. A cada dia, Platão pegava uma parte de sua carruagem, e substituía por uma parte da carruagem de Sócrates. Sócrates fazia o mesmo com a sua. Em dado momento, todas as peças da carruagem de Platão estavam na carruagem de Sócrates, e vice-versa. Eles trocaram de carruagem, ou não ? Se sim, a partir de que ponto a troca aconteceu ?

Locke falou sobre a meia que tem um furo. A meia é remendada com um pedaço de tecido. Mais adiante, aparece outro furo, que é remendado com outro pedaço. Ao longo do tempo, todo o material do qual é feito a meia, é trocado por pedaços de outros tecidos. Ainda é a mesma meia ?

Também fala-se sobre o machado de George Washington. A ferramenta teve o cabo substituído três vezes, e a lâmina duas – e ainda assim, era o machado de George Washington…

E a capoeira ? Cada mestre, cada praticante, acrescenta um pouco de si à capoeira ? Ele troca um nome de um golpe ? Ele canta uma música um pouco diferente ? Ele tem uma crença um pouco diferente da do seu mestre, e a passa para a próxima geração ? Isso pode ser considerado “trocar as tábuas do navio” ? Não que essa parte da capoeira estivesse podre, mas um novo conhecimento foi agregado, uma nova versão da tábua…

De acordo com o sistema filosófico de Aristóteles e seus sequidores, há quatro causas ou razões que descrevem uma coisa; estas causas podem ser analisadas para conseguir uma solução ao paradoxo.

causa formal diz respeito à forma da coisa, enquanto a causa material se refere à matéria da qual a coisa é feita. O “o que é isso” de uma coisa, segundo Aristóteles, é sua causa formal. Então o Navio de Teseu é o mesmo navio, porque sua causa formal não mudou, ainda que que o material usado para construí-lo tenha variado ao longo do tempo.

Da mesma maneira, para o paradoxo de Heráclito, um rio tem a mesma causa formal, apesar de a causa material (a água do rio) mudar com o tempo, e consequentemente mudar para a pessoa que entra no rio.

Outra das causas de Aristóteles é a causa final, entendida como o propósito da coisa. Todas as “versões” do navio de Teseu teriam o mesmo significado mítico (de terem transportado Teseu) e político (de convencerem os atenienses de que Teseu existiu realmente), ainda que que a sua causa material mudasse com o tempo.

causa eficiente é dada por como e por quem uma coisa é feita. Por exemplo, como os artesãos fabricam e montam alguma coisa. No caso do navio de Teseu, os trabalhadores que construíram o navio pela primeira vez, poderiam ter usado as mesmas ferramentas e técnicas para trocar todas as tábuas do navio, e ele ainda seria o mesmo.

Há outras abordagens ao problema, mas eu gostaria de tomar a aristotélica para derivar o meu raciocínio.

Sobre a causa formal da capoeira – a forma da arte é corporificada por nós, jogadores. Mas cada jogador é único, e manifesta a capoeira de um jeito só seu. Quando um mestre ensina a alguém a gingar, ele usa o seu jeito de gingar, e o aluno desenvolve o jeito dele. Por mais que vejamos gente “gingando igualzinho”, “jogando igualzinho”, e digamos que existem “robôs” e “clones” na capoeira, na prática nenhum jogador joga igual a outro. Vai haver sempre um trejeito diferente, algo que ele aprendeu com fulano, outro algo que aprendeu com beltrano, e quando tudo isso é cozido junto, sai um jogo só dele.

Pois bem, se aprendermos de ver, de treinar, e principalmente de jogar, não estamos trocando as tábuas da nossa capoeira ? Quem viu o vídeo do Mestre Pastinha jogando, percebe que o jogo dele era só dele – e nenhum dos alunos joga sequer parecido. Para onde foi esse jogo ? Hoje em dia, nas rodas, vê-se muito o “pula sela” ou “pula carniça”: o jogador salta por cima do outro, como na brincadeira infantil de mesmo nome. O movimento não era comum até alguns anos atrás, mas a tábua foi trocada.

Sobre a causa material, a capoeira é “feita” de pessoas. E cada pessoa é mutável, passageira. As nossas opiniões variam de dia para dia, de hora para hora – não somos feitos de pedra. Pessoas morrem, e outras pessoas assumem seus lugares no navio da capoeira – alguns são tábua de proa, outros são tábua de popa, alguns são remos. Mas todos são substituídos com o tempo.

Sobre a causa final, e provavelmente a que mais mudou e muda. A capoeira foi arma de libertação de um sistema escravagista explícito. Foi mecanismo de ascenção social para os capangas de políticos. Foi massa de manobra da monarquia contra a república. Foi demonstração de virilidade e valentia. Foi ferramenta para a definição do Estado Novo por Getúlio Vargas. Foi definidora do alicerce do movimento de resistência da cultura negra. Foi embaixadora do Brasil para o mundo. Foi âncora para tirar pessoas do crime. Foi academizada. Foi alvo de repressão. Foi utilizada para educação de portadores de necessidades especiais. Foi instrumento de reintegração de idosos. Foi ? Na média, pode-se dizer que ainda é, para muitas das características listadas.

Sobre a causa eficiente, talvez seja a mais complexa de se definir nesse contexto – e ao mesmo tempo a mais simples. A capoeira não é estática, como manifestação cultural alguma o é. Ela não está pronta, encontra-se em constante construção. Por mais que se conceba uma capoeira cristalizada, cujos movimentos e/ou seqüências são conhecidos, se analisarmos friamente, tudo o que o corpo consegue fazer, numcontexto de jogo/roda, pode ser visto como capoeira.

Todo capoeirista é um dos artesãos que construiu e constrói a capoeira diariamente. O que se chama de “tradição”, também muda diariamente – às vezes devagar, às vezes depressa. O conhecimento transmitido oralmente tende a crescer, se estender: mesmo que lendas antigas não desapareçam, novas lendas surgem. Capoeiristas viram lendas, pequenas lendas que seja, ao vencerem essa ou aquela demanda. E a história deles é mais uma tábua no navio – sequer substitui uma tábua velha, ela é simplesmente mais uma tábua.

O navio da capoeira teve (e tem) suas tábuas trocadas e re-trocadas conforme convém a alguns, ou ao período histórico. Ou mesmo involuntariamente…. Ela é ainda o mesmo navio ?

Para encerrar, um trecho do livro “Last chance to see”, de Douglas Adams:

Eu me lembro de uma vez, no Japão, ter ido visitar o Templo do Pavilhão Dourado em Kyoto, e ficar surpreso em como ele tinha resistido bem à passagem do tempo desde que fora construído no século XIV. Me disseram que ele não tinha resistido bem de jeito nenhum, e que tinha de fato sido queimado até o chão duas vezes só neste século.


– Então este não é o prédio original ? – Perguntei ao meu guia japonês.
– Sim, claro que é – ele insistiu, surpreso com a minha pergunta
– Mas ele não foi queimado até o chão ?
– Sim
– Duas vezes
– Muitas vezes
– E reconstruído
– Claro que sim. Ele tinha sido queimado.
– Então como pode ser o mesmo prédio ?
– Ele é sempre o mesmo prédio.


Eu tive que admitir para mim mesmo que esse era de fato um ponto de vista perfeitamente racional – apenas partia de uma premissa inesperada. A idéia do prédio, a intenção dele, seu projeto, todos são imutáveis e são a essência do prédio. A intenção dos construtores originais é que sobrevive. A madeira da qual o projeto é construído apodrece e é trocada quando necessário. Ficar preocupado demais com os materiais originais, que são meras lembranças sentimentais do passado, é falhar em ver o prédio vivo em si mesmo.

 

Fonte: http://campodemandinga.blogspot.com

ACANNE: Inalguração Centro Cultural Rene Bitencourt

Consciente da importância da capoeira para a população do Rio Grande Do Sul, bem como para a comunidade de Porto Alegre, eu, mestre Rene, como guardião  da memória ancestral da capoeira angola e por comungar da luta dos grupos que dera início a esse trabalho, formando uma diversidade capoeirística, venho como esses, somar o trabalho, dispondo da identidade da ACANNE, cuja herança ancestral adquirida dos mestres: Canjiquinha, Aberrê e Paulo Dos Anjos, que alicerça o jeito de ser, através do centro cultural mestre Rene Bitencourt, que tem como objetivo, promover atividades culturais, isto porque: Quando a capoeira não perde raiz ela introjeta lições, faz mestres e deixa legado

 

O SABOR DO SABER ANCESTRAL

 

Publicada por ACANNE em ACANNE – Associação de capoeira angola navio negreiro

Paulo dos Anjos: Autoridade Ancestral

Paulo dos Anjos Autoridade Ancestral que alicerça um jeito ACANNE de ser!

Mestre Paulo dos Anjos, se ainda neste mundo, completaria em 15 de Agosto 73 anos de caminhada sobre a terra. Há uma década no plano dos ancestrais, continua iluminando os guerreiros de angola em sua luta por libertação.

Marcando este importante momento, a Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro realiza o evento Paulo dos Anjos: Autoridade Ancestral que alicerça um jeito ACANNE de ser!

 

As oficinas de capoeira angola são gratuitas para não capoeiristas e têm a intenção de sensibilizar pessoas para a prática desta rica manifestação cultural, despertando sua herança adormecida.

A família Acanne presta reverência a seu antepassado e convida tod@s a participarem desta semana de vivências e homenagens.

 

PROGRAMAÇÃO:

  • 10/08, Segunda, 19h – Oficina de Capoeira Angola com o Mestre Renê Bittencourt; Bate-papo sobre a vida e os ensinamentos do Mestre Paulo dos Anjos.
  • 12/08, Quarta, 19h – Oficina de Capoeira Angola com o Mestre Renê; Exibição de vídeos sobre o Mestre Paulo dos Anjos.
  • 14/08, Sexta, 19h – Roda de Capoeira Angola em homenagem ao Mestre Paulo dos Anjos; Samba de Roda e coquetel de frutas

 

 

Todas as atividades acontecerão na sede da Acanne: Rua do Sodré nº 48 Largo 2 de Julho, Salvador-BA.

Roda Capoeira

Roda Capoeira, Ginga pernada e rasteira

O que fizeram da capoeira?
Zum zum zum
Zum zum zum
Eu não tenho cordão nenhum
Capoeira não se aprende mais na rua
Depois que virou mercadoria
Só se aprende na academia
Cadê o negro que pula
Cadê negro que canta
Negro cadê você?
Estão trocando o berimbau pelo Cd
Ai ai AidÊ Joga bonito que eu quero aprende
Mas quero aprender na rua
Com as coisas que estão na vida
Por isso mexo nessa ferida
E agora e que eu quero ver
Cadê a dança do povo
A luta de libertação
Cadê a ginga bonita
Me diga onde ficou?
Mudaram o jeito de corpo
Fazendo do capoeira
Um mero consumidor
Vou dizer a meu senhor Que a manteiga derramou
E derramou manchando jogo de rua
Da dança do povo fagueiro
E em troca de dinheiro se joga de Sapatilha
Não e mais o jogo da família O jogo da troca de olhar
Da arte e da malícia Que já foi caso de policia
E hoje se perde no tempo
Mas acho que ainda há tempo
De poder recuperar
É só esquecer a elite
E deixar que o branco imite
O jeito do negro jogar
Adeus adeus Boa viagem
Que me conteste Quem tiver coragem

Antonio Luiz Ferreira Bahia


Professor da UFEBA, Faculdade Jorge Amado , UNINE, Mestrando em educação pela UFEBA

Orquestra Nzinga de Berimbaus

Criada em 1999 pelo Grupo Nzinga de Capoeira Angola,  a Orquestra surgiu da necessidade de transformar  em música o trabalho ligado à tradição angoleira no Brasil, em seus aspectos de filosofia, dança, ritmo, jogo, luta e brincadeira.

Orientada pelos coordenadores do Grupo, Janja, Paulinha e Poloca, que contribuem com a experiência adquirida em mais de 20 anos dedicados ao estudo e prática da Capoeira Angola, a Orquestra estimula a pesquisa individual dos componentes levando-os a desenvolver uma linguagem própria e um jeito particular de entender e se expressar através do berimbau.

Foto: Arquivo INCAB.

LUTE CONTRA O ESTRESSE

Aprenda a espantar o estresse em segredo
http://www.terra.com.br/saude/
 
Formatação/Editoração modificada por AADF

Seu escritório é muito barulhento? Você se sente incomodado com os telefones estridentes e as vozes altas entrando na sua sala? Você recebe ligações indesejadas e visitantes que atrapalham a sua concentração? Tem muita coisa para fazer em muito pouco tempo? Ainda por cima, seus colegas e chefes não param de solicitar sua atenção a cada minuto? Se você respondeu "sim" a mais de duas dessas perguntas, saiba que sua situação é normal.

"Todos nós sentimos estresse no trabalho."

Por causa de telefones celulares, bipes, telefones e e-mails, as pessoas são sempre requisitadas", disse o psicólogo John Arden, diretor de treinamento do Kaiser Permanente Medical Center, em Vallejo (Califórnia), e autor de Surviving Job Stress (Sobrevivendo ao Estresse do Emprego), que será lançado neste mês nos Estados Unidos. "As pessoas correm na ilusão de que estarão disponíveis o tempo todo, então não têm calma e ficam perpetuamente tensas."

Mas, e se pudéssemos reduzir a tensão sem drogas, de graça e sem ir ao médico? Você pelo menos tentaria? Será que isso é possível? O psicólogo sugere uma série de atitudes simples e discretas que podem ajudar muito. O principal é manter a calma, respirar fundo e começar. Vamos lá?

Reuters Health

Descanse sem ser notado

Veja alguns de exercícios que, além de fáceis, são discretos o suficiente para que ninguém perceba que você está descansando, e por isso não fiquem pedindo para você fazer outras coisas.
 

  • Faça a respiração abdominal: Finja que está lendo ou olhando para a tela do computador. Enquanto isso, esvazie os pulmões murchando a barriga, e depois inspire enquanto incha a barriga. Repita este exercício quantas vezes quiser. Além de relaxante, ele faz você absorver muito mais oxigênio e desacelera o coração, melhorando seu estado físico e mental.
  • Alongue o tronco: A região do tronco é uma das que mais sofre quando estamos tensos. Para relaxar essa musculatura, prenda as mão atrás da nuca e recline-se na cadeira como se tivesse pensando em algum problema da empresa e respire profundamente. Lembre-se de fazer uma expressão pensativa.
  • Relaxe o braço: Dê um clique no mouse e relaxe o braço bem l-e-n-t-a-m-e-n-t-e. Parece até que você está trabalhando no computador, mas na verdade está descansando.
  • Relaxe as pernas: Ainda sentado, levante sua perna esquerda embaixo da mesa e contraia os músculos. Depois relaxe devagar e abaixe a perna. Repita com a perna direita.
  • Descanse os olhos: Diga que está com dor de cabeça, e saia de sua mesa por um minuto. Procure uma sala vazia onde possa sentar-se e feche os olhos. Respire profundamente dez vezes e, mais calmo, volte ao que estava fazendo.

Os exercícios acima são chamados de "técnicas de relaxamento progressivo"

Disse John Arden:
 

  • "Todos nós podemos tirar benefícios de aprender como diminuir o estresse",
  • "Vejo um monte de gente completamente esquecida de como o estado mental pode afetar o corpo."

    Ginástica no trabalho

    1 – Alongamento para ombros

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semi-flexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos, solte os braços e faça o mesmo exercício para o outro lado.

    Obs: Se não houver outro jeito, este exercício pode ser feito na posição sentada, desde que a coluna esteja ereta.

    2 – Alongamento para tríceps

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semiflexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos, solte os braços e faça o mesmo exercício para o outro lado.

    Obs: Se não houver outro jeito, este exercício pode ser feito na posição sentada, desde que a coluna esteja ereta.

    3 – Alongamento para braços e costas

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semiflexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos.

    Obs: Se não houver outro jeito, este exercício pode ser feito na posição sentada, desde que a coluna esteja ereta.

    4 – Alongamento para o pulso

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semiflexionados, mantenha esta posição, com o cotovelo para baixo, por cerca de 10 a 15 segundos. Repita com o outro braço.

    Obs:Se não houver outro jeito, este exercício pode ser feito na posição sentada, desde que a coluna esteja ereta

    5 – Alongamento para joelhos, pernas e coluna lombar

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semiflexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos.

  • Obs: Mesmo que haja dificuldade para fazer este exercício no começo, escolha um cantinho, chame um colega e crie este hábito. Não levará mais do que 5 minutos, e seu corpo agradece.

    6 – Alongamento para joelhos, pernas e coluna lombar

    Em pé, com os pés juntos e os joelhos semiflexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos. Se agüentar, estique os joelhos, mas sem forçar.

    Obs: Mesmo que haja dificuldade para fazer este exercício no começo, escolha um cantinho, chame um colega e crie este hábito. Não levará mais do que 5 minutos, e seu corpo agradece.

    7 – Alongamento para o pescoço

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semi-flexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos. Repita para o outro lado.

    Obs: Se não houver outro jeito, este exercício pode ser feito na posição sentada.

LUTE CONTRA O ESTRESSE

Aprenda a espantar o estresse em segredo
http://www.terra.com.br/saude/
 
Formatação/Editoração modificada por AADF

Seu escritório é muito barulhento? Você se sente incomodado com os telefones estridentes e as vozes altas entrando na sua sala? Você recebe ligações indesejadas e visitantes que atrapalham a sua concentração? Tem muita coisa para fazer em muito pouco tempo? Ainda por cima, seus colegas e chefes não param de solicitar sua atenção a cada minuto? Se você respondeu "sim" a mais de duas dessas perguntas, saiba que sua situação é normal.

"Todos nós sentimos estresse no trabalho."

Por causa de telefones celulares, bipes, telefones e e-mails, as pessoas são sempre requisitadas", disse o psicólogo John Arden, diretor de treinamento do Kaiser Permanente Medical Center, em Vallejo (Califórnia), e autor de Surviving Job Stress (Sobrevivendo ao Estresse do Emprego), que será lançado neste mês nos Estados Unidos. "As pessoas correm na ilusão de que estarão disponíveis o tempo todo, então não têm calma e ficam perpetuamente tensas."

Mas, e se pudéssemos reduzir a tensão sem drogas, de graça e sem ir ao médico? Você pelo menos tentaria? Será que isso é possível? O psicólogo sugere uma série de atitudes simples e discretas que podem ajudar muito. O principal é manter a calma, respirar fundo e começar. Vamos lá?

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Descanse sem ser notado

Veja alguns de exercícios que, além de fáceis, são discretos o suficiente para que ninguém perceba que você está descansando, e por isso não fiquem pedindo para você fazer outras coisas.
 

  • Faça a respiração abdominal: Finja que está lendo ou olhando para a tela do computador. Enquanto isso, esvazie os pulmões murchando a barriga, e depois inspire enquanto incha a barriga. Repita este exercício quantas vezes quiser. Além de relaxante, ele faz você absorver muito mais oxigênio e desacelera o coração, melhorando seu estado físico e mental.
  • Alongue o tronco: A região do tronco é uma das que mais sofre quando estamos tensos. Para relaxar essa musculatura, prenda as mão atrás da nuca e recline-se na cadeira como se tivesse pensando em algum problema da empresa e respire profundamente. Lembre-se de fazer uma expressão pensativa.
  • Relaxe o braço: Dê um clique no mouse e relaxe o braço bem l-e-n-t-a-m-e-n-t-e. Parece até que você está trabalhando no computador, mas na verdade está descansando.
  • Relaxe as pernas: Ainda sentado, levante sua perna esquerda embaixo da mesa e contraia os músculos. Depois relaxe devagar e abaixe a perna. Repita com a perna direita.
  • Descanse os olhos: Diga que está com dor de cabeça, e saia de sua mesa por um minuto. Procure uma sala vazia onde possa sentar-se e feche os olhos. Respire profundamente dez vezes e, mais calmo, volte ao que estava fazendo.

Os exercícios acima são chamados de "técnicas de relaxamento progressivo"

Disse John Arden:

  • "Todos nós podemos tirar benefícios de aprender como diminuir o estresse",
  • "Vejo um monte de gente completamente esquecida de como o estado mental pode afetar o corpo."

    Ginástica no trabalho

    1 – Alongamento para ombros

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semi-flexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos, solte os braços e faça o mesmo exercício para o outro lado.

    Obs: Se não houver outro jeito, este exercício pode ser feito na posição sentada, desde que a coluna esteja ereta.

    2 – Alongamento para tríceps

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semiflexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos, solte os braços e faça o mesmo exercício para o outro lado.

    Obs: Se não houver outro jeito, este exercício pode ser feito na posição sentada, desde que a coluna esteja ereta.

    3 – Alongamento para braços e costas

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semiflexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos.

    Obs: Se não houver outro jeito, este exercício pode ser feito na posição sentada, desde que a coluna esteja ereta.

    4 – Alongamento para o pulso

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semiflexionados, mantenha esta posição, com o cotovelo para baixo, por cerca de 10 a 15 segundos. Repita com o outro braço.

    Obs:Se não houver outro jeito, este exercício pode ser feito na posição sentada, desde que a coluna esteja ereta

    5 – Alongamento para joelhos, pernas e coluna lombar

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semiflexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos.

    Obs: Mesmo que haja dificuldade para fazer este exercício no começo, escolha um cantinho, chame um colega e crie este hábito. Não levará mais do que 5 minutos, e seu corpo agradece.

    6 – Alongamento para joelhos, pernas e coluna lombar

    Em pé, com os pés juntos e os joelhos semiflexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos. Se agüentar, estique os joelhos, mas sem forçar.

    Obs: Mesmo que haja dificuldade para fazer este exercício no começo, escolha um cantinho, chame um colega e crie este hábito. Não levará mais do que 5 minutos, e seu corpo agradece.

    7 – Alongamento para o pescoço

    Em pé, com os pés paralelos e os joelhos semi-flexionados, mantenha esta posição por cerca de 10 a 15 segundos. Repita para o outro lado.

    Obs: Se não houver outro jeito, este exercício pode ser feito na posição sentada.