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ES: CAPOEIRA NO INTERIOR

Os Projetos “Brother’s Day” de Streetball e “Ginga Brasil” de capoeira movimentaram toda a manhã e início da tarde de sábado no município de Jerônimo Monteiro, no sul do Espírito Santo. Duas turmas de esportistas da ‘Capital Secreta’, capitaneados pelo juiz da Vara dos Feitos da Fazenda de Cachoeiro de Itapemirim, Robson Louzada, que há alguns anos abraçou a causa e anda divulgando as modalidades em todo sul do estado do ES foram até o município.

A Praça da Bíblia, mais conhecida como Praça do Banestes foi o palco para os atletas. Para o “Basquete de Rua” (definição em português para o Streetball) foi montada uma quadra móvel medindo 12 por 24 metros com dois tablados onde as feras do esporte realizaram enterradas e passes radicais, sempre com o objetivo principal de encestar mais bolas e assim vencer o jogo.

O evento foi promovido pela Prefeitura de Jerônimo Monteiro, através da Secretaria de Educação, Esporte e Lazer. De acordo com o Prefeito Francisco Rosseto, a intenção é promover cada dia mais lazer para a população jeromense. “Queremos envolver os jovens nas competições esportivas e incentivá-los a praticar esportes, assim teremos cidadãos mais saudáveis e quem sabe até em pouco tempo estaremos descobrindo talentos, esportistas em nosso município que podem despontar no cenário nacional”, finalizou Francisco.

Estiveram na quadra quatro equipes com quatro jogadores cada, disputando os troféus, sendo que duas equipes foram de Cachoeiro e as outras duas da cidade de Jerônimo Monteiro mesmo. As disputas foram entre duas categorias: adolescentes, com jogadores de até 17 anos e adultos, com idades acima dos 18 anos. Como em toda partida de Streetball, o evento foi animado pelo som do hip hop.

Paralelamente ao basquete, outra turma fez apresentações de capoeira, que é uma expressão cultural afro-brasileira que mistura luta, dança e cultura popular. Um tipo de arte marcial desenvolvida no Brasil por escravos africanos e seus descendentes, caracterizada por golpes e movimentos ágeis e complexos, utilizando os pés, as mãos, a cabeça, os joelhos, cotovelos, elementos ginástico-acrobáticos, sempre acompanhada de música.

As crianças que passaram por lá participaram de oficinas ministradas pelos voluntários dos dois projetos. Uma forma de incentivar o esporte, principalmente nestas duas modalidades, pelo interior do estado, de maneira descontraída.
 
Fonte: http://www.folhaes.com.br/

CV-Em que canto ficou o fundamento

Uma crítica por Fabinho, Porto Alegre

A capoeira encontra em nosso imaginário infinitas e incontáveis versões e interpretações. Do leigo ao mestre, incorpora-se a cada dia um pouquinho do toque de cada um que passa por ela. Alguns deixam marcas profundas na alma da Capoeira, outros deixam cicatrizes, outros ainda, simplesmente sopram por suas vicinais apenas como uma brisa passageira.

Ecoa nos modernos resgates da capoeira contemporânea o tal do "fundamento". Os bravos guerreiros de não muitas décadas atrás, alguns ainda vivos, mitos vivos, ícones perenes de nossa capoeiragem atentam para o fundamento. Onde está o fundamento da capoeira? Ou os fundamentos? Em uma nova visão de capoeira globalizada vê-se a capoeira, ora deturpar a regional como capoeira moderna, ora a angola com o mau uso do parafrasear Pastiniano de que a "capoeira é tudo que a boca come".

A cantiga é fundamento de capoeira, sim senhor. Ouso em afirmar que tem relação com a filosofia da capoeira. Muita gente, inclusive mestres, dizem que a capoeira não tem filosofia, como se isso fosse privilégio de intelectuais ou atributo das artes marciais orientais. A herança oral que tanto se invoca e remonta a nossa história recente brasileira intercede por uma cantiga dentro do fundamento.

Sabemos nós, capoeiristas de 2004, que a chula que se canta hoje é distinta da chula de capoeira de 50 anos atrás. Isso é muito delicado e de região para região do Brasil se percebe nuances distintas. No exterior, também os "sotaques" mudam de idioma como se fosse apenas uma formalidade, como se a musica da capoeira fosse apenas uma expressão de musicalidade ou de interpretação ou de arte. Simplismo de mais.

Capoeira é luta? Sim. É dança? Sim. É música? Sim. Ela é tudo no seu bojo e não é nada em particular desmembrada de seu contexto.

Soa-me difícil entender, por mais esclarecido que pretensiosamente tente ser, por que a "torpedeira Piauí" é diferente de Aírton Senna (na cantiga de Mestre Gegê / RJ)? São contos e são encantos vislumbrados pelos mestres compositores. Mas, em que momento esta visão do cotidiano, passado e repassado oralmente na fundamentação da cantiga, toma rumos completamente distintos na capoeiragem?

A pouco, meu amigo, Mestre Jerônimo, brasileiro e pioneiro da capoeira na Austrália, lançou seu terceiro CD. O primeiro trabalho como escrevi no jornal eletrônico Capoeira Virtual era um belo CD de "World Music", o segundo, da mesma forma, se mostrava um CD de capoeira mais preocupado com a estética da angola "tradicional". Mas, seu terceiro trabalho, mescla questões que entram em conflito tácito com o que se entende por fundamentos. Neste trabalho (Buxada de Bullshit), Mestre Jerônimo trás muitas coisas de sua realidade de capoeira na Austrália (não capoeira australiana). Mestre JC faz um outro CD de "World Music" com tiradas de reggae, xaxado, baião, repente e outros ritmos contidos no sangue brasileiro do músico profissional Jerônimo. Todavia, neste trabalho " e o enfoque é pelo lançamento de um CD " ele comete o erro crasso: há um aluno cantando uma ladainha em inglês. Não adiantou o Mestre Lucas de Sergipe ter "avisado" em seu Lp.

Na minha própria residência em conversa informal com Jerônimo, disse que era um absurdo. Mas, fundamentos à parte, qual o problema de se gravar um CD de capoeira em Iorubá, improvisar em francês, cantarolar em inglês ou em chinês?

No filme Blade Runner (O Caçador de Andróides)de Ridley Scott existe uma língua ou dialeto futurista que trás elementos de português, inglês, francês, espanhol, etc. Mas, além de ficção científica é uma projeção artística de futuro. Cantar capoeira em outra língua que não o português, além de violentar uma essência, fundamento da arte, fere um princípio básico de comunicação: se a "mensagem" que parte do "emissor" para o "receptor" não é compreendida, a comunicação está incompleta. Ruídos semânticos ou físicos à parte, conversar em idioma desconhecido do interlocutor já se basta em falta de educação. Quando se desce em um preceito ao pé do berimbau, independente da nacionalidade ou idioma, a essência é a mesma. Segundo o Dr. Decânio, os três "Rs" são inerentes à prática e a vida capoeirística: são eles: RITMO, RESPEITO e RITUAL. Isso é tão próprio da capoeira que imaginar uma roda fora desta "simplicidade", me parece tudo menos a capoeira.

Saber cantar, o que cantar e o que se "chama" para a roda constitui atributo tão inerente à figura do mestre que muito me causa estranheza certos "mestres" mal saberem bater em um berimbau ou permitir que "microfones"ou CDs tomem conta de uma bateria.

Sou do tempo – embora jovem – que descer no pé do berimbau fora do preceito, merecia um belo puxão de orelhas. Sou do tempo que comprar errado era diferente do "cair de pára quedas" na roda. Ainda estão em minhas jovens reminiscências que aluno não comprava jogo de mestre. Tenho claro para mim que tem hora pra cantar, comprar e jogar (ou não jogar). E que o capoeira deve fazer tudo isso sabendo chegar "e estar bem chegado" em qualquer roda. Cantar martelo, desafio, MPB, Chula "moderna", "Hino de Grupo" está virando uma "nova" fundamentação de roda que está aí para os capoeiras de hoje.

Parafraseando Mestre Waldemar: "Todo mundo quer ser bom, mas ruim ninguém quer ser", ganho um espaço interessante na argumentação que trago a baila. Porém, direciono-me no mesmo erro que acabo de criticar, quando se usa de forma vã, deturpada e fora do contexto a idéia de Pastinha de que a capoeira é "tudo que a boca come". Capoeira não é "tudo que a boca come" quando tange permissividade e visões pessoais. A capoeira está além e adiante de qualquer pessoa que queira adulterá-la. Ela é 100% sábia e identifica historicamente quem direciona efetivamente seu caminho natural e desinteressadamente. O rumo da maré.

Não é por que temos CDs, DVDs, mídias mil que esqueceremos a mão e o pé no chão, o pau pereira e a brincadeira. Não é por que se dá aula "on-line" e por que o Mestre vídeo está aí, que vamos fazer de nossa capoeira, Mc Donald"s pra gringo consumir. Viver de capoeira não significa explorá-la. Quem está no exterior deve pensar em uma visão comensal e quem está chegando agora deve se preocupar com "seu lugar na fila" e não esquecer de quem tem cabelos brancos.

Ainda acredito na "comunidade capoeirística".

Fabinho

Web site: www.capoeirafabinho.cjb.net

Meninos Africanos & Berimbau de 3 cabaças

O nosso camarada Mestre Jeronimo, sempre atento as novidades e a fatos interessantes da internet, relacionados com a capoeira, nos enviou esta nota:

Meninos africanos (na europa) tocando um Gunga de 3 cabacas:

{youtube}bbE0gJDMB-I{/youtube}

Mais informação, história, etc, sobre o instrumento eerofone culturalmente conhecido no Brasil, Africa, etc, como birimbau, urucungo, berimbau, rucumbo, bucumbumba, humbo, hungu, gunga, berimbau-de-barriga, gobo, etc… (Clique aqui)

Veja também na Galeria de Fotos do Portal Capoeira, a coleção de Fotos Históricas e Curiosidades com o tema: Berimbaus

Mestre Jeronimo Capoeira – ‘Iconoclast JC’
www.myspace.com/mestrejeronimo
http://br.geocities.com/jeronimocapoeira/

Sidney: + um profissional trabalhando pra evoluir a Capoeira

Recebi este mail do Mestre Jeronimo, e logo percebi que o profissional em questão era aluno do Mestre Peixe Crú, Adadá – SP (Butantã), gingo contigo mestre Jeronimo… conheci e convivi com o Peixe Crú nos anos 90, epoca de transição do mestre para o Grupo Abadá… Quando eu era aluno da Casa de Capoeira Malungos onde o Peixe exercia um belo trabalho… Fica aqui os meus sinceros votos de sucesso ao Fabiano e um grande axé ao Mestre Peixe Crú e sua familia…
Luciano Milani


Axé
 
*we have now in Sydney a new Capoeira school — Abada Capoeira
*temos em Sydney + um profissional trabalhando pra evoluir a Capoeira, do grupo Abada
 
Yesterday, January 26, in AU the government officialises a date to commemorate part of what this nation is about, regarding it’s culture and people from various parts of the world living along with the original inhabitants of this land — Aborigine people, as they were named by the English people.
 
Ontem, 26 de janeiro, na Australia o governo oficializa esta data pra que seja celebrado uma parte do que a nacao representa, no tocante as varias racas e culturas que aqui vivem com os que foram denominados de ‘aborigene’ pelos europeus ingleses.
 
Mestre JC e a JC’S Capoeira Angola School, dividimos uma Roda na praia de Dee Why, no norte de Sydney com o capoeirista profissional Fabiano (cipoh) do grupo Abada, que comecou a dar aulas para a comunidade da AU. *(Fabiano eh graduado do Mestre Peixe Cru, em SP).
 
We JC’S, Capoeira Angola School, are happy to share a Roda de Capoeira with the professional (teacher) Fabiano, known as ‘cipoh’, from the Abada group in Sao Paulo (Mestre Peixe Cru) now living in Dee Why and teaching Capoeira to the local community in Dee Why Beach.
 
I was in BR last year when Fabiano came to our traditional Sunday Roda and shared his Capoeira with our community and JC’S students, showing respect an joy to Capoeira. This is an attitude that I consider to exalt, no matter what "flag" capoeiristas take to promote their origin (mestre) and work (group, federation, etc). I welcomed ‘cipoh’ and gave him the best welcome Capoeira can offer to those that respect an promote their Capoeira with respect. Welcome to AU and Sydney Fabiano and Abada Capoeira School!!
 
Eu tava vadiando uns meses no BR ano passado quando me falaram que o Fabiano tinha vindo dividir um jogo com meus alunos e a comunidade na nossa Roda tradicional *(tem 18 anos que eu mantenho esta Roda na praia de Bondi Beach). Nao so mostrou que tem talento pra gingar na Capoeira Angola como deu licao de respeito ao proximo numa Roda na Rua. Eu aprecio e valorizo este tipo de atitude e da mesma forma divido o jogo, pra exaltar nossa arte e cultura. Bem vindo pra AU capoeirista ‘cipoh’; prosperidade pro trabalho que vai fazer com a Capoeira em nome do grupo Abada e da cultura do povo do BR!!
 
A Roda foi regado no dende e o povo elegeu a Capoeira pro podium do sucesso
neste dia de celebracao que aqui se comemorou.
 
Our Roda was a success and our community enjoyed Capuera along with the
celebrations that we had to this date.
 
My ‘obrigado’ to all that came to support Capoeira to this occasion. Fabiano and Rosinha (his girl friend also from Abada school in SP) thanks for the day… an authentic AU day.  Iee viva a Capoeira camara!
 
Muito obrigado a todos que participaram na Roda pra exaltar a Capoeira e a cultura do povo do BR neste dia de celebracao do povo australiano. E em especial pro fabiano e a rosinha que organizaram a Roda e a festa que rolou em seguida regada no baiao e MPB.
 
Sarava pra AU e pra cultura e o povo do BR!!!
 
 
Mestre Jeronimo Capoeira  – ‘Iconoclast JC’
www.jeronimo-capoeira-angola-au.info
 
JC’S Capoeira Angola School
Community Arts and Culture in Australia – Bondi Beach, Sydney
PO BOX 3327 TAMARAMA NSW 2026 AUSTRALIA
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JUNE 2005 – BR ‘FESTIVAL DE CAPUERA’ IN AU

JUNE 2005
BR ‘ FESTIVAL DE CAPUERA ’ IN AU

CAPOEIRA SHARED CULTURAL AND CREATIVE KNOW-HOW

  • MESTRE JERÔNIMO (JC) – living in AU, Sydney
  • MESTRE JORGE DRAGA – living in AU, Perth

** SPECIAL GUEST **

** Capoeira (Mestre) champion from BR sharing his schooling from Me. Moraes Capoeira Angola style

Also, the participation of Professor J. Lewis, from the USA
Anthropologist at Sydney UNI. Author of ‘Ring Of Liberation’ (1992) – Deceptive Discourse in BR Capoeira

DATE:  JUNE 3, 4, 5, 2005

More information about the event is coming soon.
 
Sarava!
 
Mestre Jeronimo Capoeira – ‘Iconoclast JC’
http://www.users.tpg.com.au/mestrejc
JC’S Capoeira Angola School – Community Arts and Culture in Australia
PO BOX 3327 TAMARAMA NSW 2026 AUSTRALIA