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“A Victoria do Jogo Brasileiro: Capoeira Versus Jiu-Jitsu”

Estávamos em 1909. A Marinha de Guerra do Brasil tinha acabado de contratar, diretamente do Japão,  um grande campeão e professor de jiu-jitsu, o Senhor Sada Miako. Foi o que bastou para despertar, em atuante grupo de acadêmicos de medicina, a idéia de um tira-teima com a capoeiragem brasileira. Apresentaram, como oponente ao japonês, o campista (Município de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro), o Senhor Francisco da Silva Cyríaco, mais conhecido como Cyríaco Macaco Velho. Francisco da Silva,  mestre de vários desses universitários,  era considerado um dos maiores, senão o maior capoeira brasileiro da época.

Depois de natural relutância, autoridades (inclusive autoridades militares) e o Sr. Pachoal Segreto, proprietário-administrador do  Pavilhão Internacional, resolveram aceitar o desafio.

Em muito pouco tempo, Brasil e Japão tomaram conhecimento do resultado da luta.   Cyriaco, com surpreendente rabo-de-arraia  vencera o campeão que, perplexo, não aceitou a revanche que, ainda no tablado, lhe foi oferecida pelo capoeira.

Dentre as diversas reflexões que o episódio e os registros fotográficos sugerem, neste momento, destaco quatro:

1. Se houve  luta pública de capoeira, aprovada e presenciada por autoridades civis e militares, como continuar afirmando que a Capoeira só foi liberada (?) pelo Presidente Getúlio Vargas, décadas mais tarde,  através de decreto específico (e fantasma), logo após o presidente assistir roda exemplar?

2. A adoção de um grande capoeirista por grupo de acadêmicos de medicina, coincidência ou não, voltou a acorrer algumas décadas mais tarde, em Salvador. Talvez um grupo menor de acadêmicos, mas extremamente dedicado e competente, sendo impossível e injusto não destacar a importância de dois deles:1. O cearense José Cisnando Lima, estudioso também de  outras lutas e conhecedor, como Bimba, do precioso livro  de Annibal ZUMA Burlamaqui); e 2. Ângelo Decânio Filho, também praticante de judô, que hoje em dia, forte e atuante, no alto de seus 83 anos, é considerado a mais importante fonte de informação e intérprete da chamada Luta Regional Baiana.

3. Pelo tipo de ginga e pela  distinção dos trajes de Cyriaco realmente faz sentido considerar, como fez o Jornal do Capoeira (com muito humor), se esta não seria a linhagem do sempre elegante Mestre Leopoldina.

4. A deplorável insensibilidade crônica da grande maioria dos mestres, contramestres e pesquisadores do Rio de Janeiro para a importância da Capoeira do Rio Antigo em geral, e da capoeira de Cyriaco em particular. Pena que tenha faltado um Decânio no grupo de alunos de Cyriaco, pois, neste caso, ele não estaria tão esquecido pelos cariocas, fluminenses e brasileiros em geral (com as raras e honrosas exceções de sempre). Em que pese, é claro, o histórico movimento que fizeram os alunos de Cyriaco que culminou no confronto em tela.

A victoria do jogo brasileiro: capoeira versus jiu-jitsu

Ironicamente ouço falar mais deste passado heróico do Rio de Janeiro quando viajo. Foi o que aconteceu em visita recente a Aracaju, Sergipe (para detalhes recomendo navegada no Jornal do Capoeira, editado pelo Miltinho Astronauta), onde fui agraciado com valioso presente: um pacote de revistas antigas, publicadas no Rio, então capital federal e distribuídas por todo Brasil. Por elas, entre outras preciosidades, verifico que o famoso conjunto de fotos publicado na Revista Careta (sobre Cyriaco), foi também publicado, em várias outras. Com mais ou menos fotos.  Como está havendo crescente interesse para esta parte ainda encoberta da História da Capoeira, aproveito essa crônica para publicar uma variante do famoso conjunto de fotos feito por ocasião da histórica vitória do  Capoeira sobre o Campeão de Jiu-Jitsu:

“Cyriaco, como todos sabem, venceu em poucos minutos, no tablado do Concerto Avenida, o até então invencível Miaco, professor japonez da luta jiu-jitsu. Cyriaco, natural de bom gênio, mas destro e conhecedor de capoeiragem como poucos quis repetir a dose, no que não consentiu o japonez vencido. Isto vem provar mais uma vez as vantagens da capoeiragem como exercício, que há longo tempo preconizamos pelas columnas do Jornal do Brasil, vantagens que subiriam mais se fosse methodizado o exercício, expurgados os golpes misteriosos e mortaes”. (Revista da Semana, 30 de maio de 1909 – Domingo – Anno IX – 472)

André Luiz Lacé Lopes – Fórum Virtual – fevereiro/2006

 

 

Lázaro Ramos grava cena de luta: capoeira x jiu-jítsu

Trama retoma episódio histórico que marcou a popularização da capoeira

Lázaro Ramos ensaia coreografia de luta com Walter, Cocoroca (boné) e o dublê Rodrigo Oyie (de costas)

Um combate emocionante entre a capoeira e o jiu-jítsu, em Lado a Lado. De um lado do ringue, Zé Maria (Lázaro Ramos), do outro, o grande campeão de artes marciais Jun Murakami, professor de luta contratado pela Marinha. A gravação dessa cena exigiu espírito guerreiro de todos: Lázaro Ramos ensaiou exaustivamente todas as coreografias, foram recrutados 150 figurantes e montado um cenário que reproduz um pavilhão de lutas em 1910. Seriam os primórdios do MMA (sigla para Artes Marciais Mistas, em inglês)?

“A gente sempre se pergunta: o que acontece se uma pessoa de um estilo de luta enfrentar outra, de outro estilo? Inclusive eu fiquei sem entender como é que ia funcionar a cena, mas acabou indo bem”, conta Lázaro Ramos. A mistura de estilo de lutas está presente até no texto da cena, como lembra o ator: “Tem uma frase do texto que é boa, que o Jonas fala: ‘Imagina se alguém um dia junta jiu-jítsu com capoeira? Vai ser imbatível!’. No ensaio a gente falava de brincadeira: ‘Pô, Anderson Silva!’. De qualquer forma, quem for fã de MMA, vai se inspirar.”

 

Fonte: http://tvg.globo.com

PFC Manhuaçu é sucesso na segunda edição

As dependências do Ginásio Poliesportivo Osvaldo Sad ficaram lotadas no último sábado, dia 9, para acompanharem a luta de artes marciais mistas que conquistou o Brasil. Esta foi à segunda edição do PFC Manhuaçu com lutadores da cidade e dos municípios de Lajinha, Caratinga, Alegre, Matipó, Iúna, Teófilo Otoni e Belo Horizonte.

A sigla MMA, que significa artes marciais mistas, inclui golpes de luta em técnicas de luta no chão vem chamando a atenção e novos adeptos. As artes marciais podem ser praticadas como sendo um esporte de forma regular ou em torneios, em que dois concorrentes tentam derrubar um ao outro.

O coordenador do evento, Jefferson Rocha destaca a importância do PFC Manhuaçu. “Isso está fazendo crescer a vontade de muitos praticarem o MMA. São combates que utilizam uma grande escala de técnicas permitidas, como golpes com os punhos, pés, cotovelos, joelhos, além de técnicas de imobilização, como lances e alavancas”, explica. O coordenador espera que, a partir de agora a cidade fique conhecida também como a “terra do MMA”, numa comparação com a força que o café tem. “Colocamos uma estrutura de padrão internacional, já que temos muitos atletas profissionais, que disputam MMA em outros estados e estiveram em Manhuaçu”, ressalta Jefferson Rocha.

VEJA AS PRINCIPAIS FOTOS

Marco Antônio (Marcão) se diz otimista depois da 2ª etapa do MMA e pede aos empresários que dêem o apoio necessário para patrocinarem o esporte na cidade. Marcão enaltece que outras regiões já estão tendo notícias do nível do evento de Manhuaçu e querem que as apresentações também aconteçam em outras partes do estado de Minas e Nordeste. “O MMA é uma modalidade de luta em que os praticantes não precisam seguir necessariamente um estilo específico de luta, por isso o nome de Artes Marciais Misturadas. O importante é que estamos fazemos algo de bom para Manhuaçu”, garante Marco Antônio.


RESULTADO DO CARD DO PFC MANHUAÇU 2ª ETAPA

No primeiro combate, Edinho – Capoeira Corpo e Ginga – Manhuaçu conseguiu vencer pela desistência de David Dutra – Jiu-jitsu – Academia Pit Bull – Manhuaçu.

Na segunda luta da noite, Pires – Jiu-jitsu – Equipe União – Iúna – ES venceu por submissão o lutador de Jiu-jitsu Vagner – Jiu-jitsu – Lajinha.

Já no terceiro combate, Plinio Ferreira – Jiu-jitsu- Equipe Fight Center – Lajinha superou Thiago Monteiro – Jiu-jitsu- Equipe Detroit MMA Belo Horizonte. Também finalizou a luta por submissão.

Henrique Batista – Equipe Maguila JJ Team / Full House e Detroit MMA – Linhares – ES venceu o capoeirista Bruno Ricardo – Capoeira Corpo e Ginga – Matipó, também por submissão.

Ratinho – Jiu-jitsu – Caratinga venceu Jorge “Wolverin” – Jiu-jitsu – Governador Valadares.

Asci – Jiu-jitsu – Equipe União – Iúna – ES venceu Rodrigão Jiu-jitsu – Equipe Detroit MMA – Belo Horizonte.

Lucas Gil – Jiu-jistu – Equipe One Teófilo Otoni  venceu por nocaute técnico Fernando “Pé Quente”, da Capoeira – Vilanova (Manhuaçu).

Ulisses – Sanshou – Equipe Strikers – Alegre ES superou por nocaute Ailton “Punho de ferro” – karate, capoeira – Santo Antônio do Grama – MG

http://www.portalcaparao.com.br

Cidade de Deus promove cidadania e inclusão de jovens com evento esportivo

A manhã deste sábado foi marcada pela abertura dos I Jogos Abertos da Cidade de Deus, organizado pela equipe de Territórios da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH). Cerca de 400 jovens, com idades entre 09 a 15 anos, participarão do torneio, que vai até 11 de dezembro.O objetivo dos jogos é promover a cidadania e a inclusão destes jovens, que disputam dez modalidades esportivas: futebol, futsal, quatro modalidades de atletismo e três de artes marciais. Estão competindo os alunos dos projetos: Acomunicom, Aliança Ariri Capoeira, Bem Viver, CEACC, Águia de Charlote, CDD em Forma, Fanáticos por Futebol, Monte Sião e Ginga Brasil, além do SESI e do Centro de Referência da Juventude (CRJ).As modalidades esportivas acontecem em toda Cidade de Deus promovendo um entrosamento entre as três UPPs presentes no local – Quadras, Karatê e Apartamentos. Na abertura do evento foi feita a execução do Hino Nacional, pelos soldados Torres, Lemuel, Jaderson e Daniel, da UPP, que há três meses trabalham no projeto Educarte, que leva a música para 40 jovens. Alguns deles se apresentaram junto com os soldados.

O Major Romeu, comandante da UPP das Quadras, trouxe estes soldados de várias unidades para a comunidade, mas afirmou que o trabalho social da PM não para por aí. Os policiais treinam Jiu-jitsu, futebol, capoeira e karatê, além de ajudarem no reforço escolar. As atividades contam com o apoio do CRJ e de uma igreja, que cederam seus espaços.

– Hoje as equipes de Jiu-jitsu e a de futebol, que têm ao todo 400 alunos, estão competindo a convite no aniversário da UPP do Morro dos Macacos”, concluiu.

Na abertura, o Mestre Darli da Silva Costa, do grupo Aliança Ariri Capoeira, fez um solo de berimbau e foi seguido pelo juramento olímpico, feito pelo aluno Mateus de Lima Costa.

Para Daniel Misse, superintendente de Territórios, o evento da SEASDH cumpre seu objetivo de aliar o esporte à saúde, à cidadania e à inclusão. – Ver quase 400 alunos inscritos é muito gratificante. E o mais legal é que cada um que participa é parte igual deste processo – afirmou.

O gestor social da Cidade de Deus, Bruno Machado, e a professora de capoeira Darlene Costa concordam.- Esse momento é histórico para a CDD, porque esse é um evento que não veio de fora, mas foi pensado com a comunidade – disse.

Lucas da Silva Andrade, de 12 anos, estava acompanhado da mãe, Maria Helena Carlos da Silva, e do professor de Jiu-jitsu no CRJ, Darci de Almeida.O professor se disse feliz em ver que a referência dos meninos mudou. – Antes eles se espelhavam nos traficantes, que tinham grana e poder. Hoje é interessante ver que conhecem todos os lutadores de MMA e sonham ser professores – diz.

Lucas fazia futebol, mas insistiu com a mãe para fazer jiu-jitsu também. – Eu disse a ele que teria que ir muito bem na escola. Ele já passou de ano sem recuperação e o comportamento melhorou na escola e em casa. Agora ele faz o futebol e o jiu-jitsu e eu sempre acompanho para apoiar – diz Maria Helena, orgulhosa.

Além dos jogos, a SEASDH levou ao evento uma tenda da Superintendência de Segurança Alimentar (SSA), com o objetivo de ajudar as crianças a escolher uma alimentação saudável, através de jogos lúdicos.

– Após uma pesquisa feita na Cidade de Deus, queremos aproveitar a oportunidade para aliar a prática de esportes ao consumo de alimentos saudáveis. Há muitos jovens com sobrepeso e obesos, consumindo muitos doces e produtos industrializados – disse Mirani Barros, da SSA.

 

A competição

Neste sábado, foram realizadas duas corridas de um quilômetro, para 12 e 13 anos e para 14 e 15 anos. Na primeira, os vencedores foram Luan Martins, Nicolas Santos e Marco Antonio Barbosa. Na segunda, venceram Eric de Oliveira, Pablo Gonçalves e Matheus dos Santos Pereira.No domingo haverá competições de Jiu-jitsu, no CIEP João Batista, e futebol, no campo do CSU. Os eventos começam às 9h. O encerramento dos jogos será no dia 11 de dezembro com a final do futebol.

 

Fonte: http://www.jb.com.br/

BARBARIE!

Não somente os mais velhos, como eu, Itapoan, Cobrinha Mansa, Jelon, Lua Rasta, Moraes, Jerônimo, Suassuna, Squisito… estão preocupadoso com violência que assolando a prática da capoeira, notadamente na impropriamente denominada "regional". Também juventude vem se aliando ao nosso apelo à razão e retorno às raízes lúdicas do jogo da capoeira da Bahia…
Volta-e-meia recebemos mensagens de protesto e apoio à nossa campanha de recuperação dos valores iniciais da capoeira., dentre as quais destacamos a que vai abaixo transcrita na linguagem simples e sincera dum jovem aprendiz.

"Querido Mestre Decanio

Sou Tiago Graziano, a alguns meses o escrevi, se lembra ?
Não importa, venho por meio desta, informa-lo, você que é um dos grandes responsaveis pela capoeira ser o que é hoje e por um futuro da capoeira sem devida descaracterização; que um grupinho medíocre de capoeira, se não me engano de Porto Seguro, chamado Grupo Topázio, diz ter modernizado a capoeira pondo nela movimentos de jiujitsu, é ridiculo ver dois capoeiristas de repente se atracarem no chão e ficarem rolando até que um desista (bata) e até certo ponto engraçado.
O incrivel foi que passou ontem (6/8) no programa da Bandeirantes chamado H como uma novidade maravilhosa, ninguem teve a noção de tal barbaridade que estava passando ali.
O impressionante é que o mestre que implantou o jiu jitsu na roda e todos os integrantes do grupo afirmam que não houve, descaracterizaçao na capoeira, mas até mesmo um aperfeiçoamento dela, fazendo que agora com o jiu jitsu se possa ver o campeão da luta, ou seja, aquele que finaliza primeiro.
Eu peço a voce que é meu idolo; peço que informe mestre Itapoan; e que acredito que lutam para preservar maravilhosa arte , que tomem providencia , seja quais forem. Estou indignado, por favor.
Obrigado pela atenção,

Tiago Graziano."