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1º Interbairos de Capoeira Macapá

Está confirmado para o dia 31 de março de 2013, na sede campestre da OAB Macapá, a primeira edição do INTERBAIRROS DE CAPOEIRA. A decisão foi tomada em um encontro entre Jefferson Passarinho (Raízes do Brasil) e Paulo Cesar – Super Preto (Guerreiros do Campões) coordenadores dos grupos de capoeira, com o secretário do IMPROIR (Instituto de Promoção da Igualdade Racial de Macapá) Jorge Maciel, mais conhecido como Jorginho entre os capoeiristas.

O secretário Jorge Macial – Improir, frisou que, embora represente uma pasta com uma relação muito ligada a capoeira, são os representantes dos grupos que vão sugerir a melhor forma para a condução do evento. “Nós sugerimos itens que consideramos viáveis para um bom evento, mas compete aos representantes dos grupos aceitar, discordar e sugerir outras alternativas para o sucesso do evento, daí a importância da participação de todos os grupos de capoeira de Macapá”.

O Interbairros de Capoeira irá movimentar vários grupos de bairros da cidade, contribuir para a integração entre as famílias, o lazer e, consequentemente, a melhoria da qualidade de vidas de nossas crianças e jovens que praticam capoeira em Macapá.

O evento será divulgado nas mídias: Rádio, TV e Jornal impresso e todo o material de divulgação será entregue aos grupos participantes.

Você que tem interesse em participar como nosso colaborador entre em contato pelos fones: 96. 9143 9196 ou 9189 1304

A coordenação

 

Passarinho (Raízes do Brasil-AP)
Super Preto (Guerreiros dos Campões-AP)
Coodenadores do evento

mais informações: www.raizesdobrasilap.blogspot.com

Centenário de Jorge Amado relembra escritor que ‘melhor escreveu um país’

“Não tenho nenhuma ilusão sobre a importância de minha obra”, afirmou Jorge Amado. “Mas, se nela existe alguma virtude, é essa fidelidade ao povo brasileiro.”

A intimidade com que expôs traços, costumes e contradições da cultura brasileira foram um dos fatores por trás da popularidade de que Amado desfrutou em vida.

Mas no centenário de nascimento do escritor baiano, celebrado nesta sexta-feira, o reconhecimento sobre a importância de sua obra continua a crescer no Brasil e no exterior.

Amado é um dos escritores brasileiros mais conhecidos internacionalmente, com obras publicadas em 49 línguas e 55 países.

O interesse aumentou com a aproximação do centenário. Nos últimos três anos, pelo menos 45 contratos foram fechados com editoras estrangeiras para a publicação de seus livros, conta Thyago Nogueira, editor responsável por sua obra na Companhia das Letras.

Países como Romênia, Alemanha, Espanha, Bulgária, Sérvia, China, Estados Unidos e Rússia são alguns dos que firmaram contratos recentes para lançar seus livros, diz Nogueira.

Para marcar a data, a prestigiosa coleção Penguin Classics está lançando dois de seus livros em inglês, A morte e a morte de Quincas Berro d’água e A descoberta da América pelos turcos. Amado é o segundo autor brasileiro publicado pelo selo, o primeiro foi Euclides da Cunha.

O centenário motivou uma série de seminários e eventos comemorativos em cidades como Salvador, Ilhéus, Londres, Madri, Lisboa, Salamanca e Paris.

A reverberação lembra a frase do escritor moçambicano Mia Couto, para quem Amado fez mais para projetar a imagem do Brasil lá fora do que todas as instituições governamentais reunidas.

“Jorge Amado não escreveu livros, escreveu um país”, afirmou Couto em 2008, em uma palestra em que prestou testemunho sobre a forte influência do autor sobre escritores africanos.

Amado nasceu em 12 de agosto de 1912 em Itabuna, na Bahia, e escreveu quase 40 livros, com um olhar aguçado sobre os costumes e a cultura popular do país. Ele morreu em 2001.

A fazenda de cacau em que nasceu, os terreiros de candomblé, a mistura de crenças religiosas, a pobreza nas ruas de Salvador, a miscigenação, o racismo velado da sociedade brasileira são alguns dos elementos que compõem sua obra, caracterizada por uma “profunda identificação com o povo brasileiro”, diz Eduardo de Assis Duarte.

“Ele tinha o compromisso de ser uma espécie de narrador do Brasil, alguém que quer passar o país a limpo”, diz o pesquisador, professor de Teoria da Literatura na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e autor de Jorge Amado: Romance em tempos de utopia.

O baiano destacou a herança africana e a mistura que compõe a sociedade brasileira como valores positivos do país.

Ele adotava uma postura crítica dos problemas sociais do país e ao mesmo tempo retratava “um povo alegre, trabalhador, que não desiste”, diz Assis Duarte. “Para os críticos, ele faz uma idealização do povo.”

Amado leva para o centro de suas histórias heróis improváveis para seus tempos – um negro, uma prostituta, um faxineiro, meninos de rua, mulheres protagonistas.

“Ele traz o homem do povo para o centro do livro. Coloca-o como herói de suas histórias e ganha o homem do povo como leitor”, diz Assis Duarte.

Comunismo

Tanto a vida quanto a obra de Amado foram marcadas por sua militância no comunismo. Os livros do início de sua carreira eram fortemente ideológicos.

“Saíram livros bons dessa fase, mas também livros muito panfletários, maniqueístas, em que os ricos são todos maus e os pobres são todos bons”, comenta a antropóloga Ilana Goldstein, autora de O Brasil best seller de Jorge Amado: literatura e identidade nacional.

O baiano chegou a se eleger deputado em 1945 – seu slogan, lembra Ilana, era “o romancista do povo”. Apenas dois anos depois, porém, teve que partir para o exílio na França. Sob pressão da Guerra Fria, o Partido Comunista Brasileiro fora banido e seu mandato, cassado.

Durante os cinco anos de exílio, passados com a esposa Zélia Gattai na França e na antiga Tcheco-eslováquia, Amado viajou e ampliou seu círculo de amizades – conheceu Pablo Picasso, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir.

Nos anos 1950, época em que os crimes do líder soviético Josef Stalin vieram à tona, Amado rompeu com o partido. Iniciou-se uma nova fase em sua literatura, mais leve e bem-humorada, menos ideológica.

Para as massas

Amado gostava de se definir como um “contador de causos”. Mais do que explorar novas linguagens literárias, seu objetivo era conquistar leitores e alcançar a massa, diz Assis Duarte.

Sua linguagem era coloquial, simples, como a língua falada; sua forma de contar histórias era folhetinesca, com muitos personagens, ápices e acontecimentos.

Isso ajuda a explicar a rejeição da crítica acadêmica durante muitos anos. Também ajuda a entender as prolíficas adaptações de sua obra para filmes, novelas, peças e séries de TV.

“Sua literatura se aproxima da cultura de massa. São textos que parecem ter sido escritos para serem adaptados”, diz Assis Duarte.

Com a preocupação de proporcionar uma leitura agradável, Amado fez o que queria: conquistar leitores e contar suas histórias.

“Ele foi um escritor popular em um país onde não se lê muito, e que não tem uma tradição de leitura apesar de ter grandes escritores”, diz Milton Hatoum.

O escritor amazonense leu Jorge Amado pela primeira vez na escola de Manaus, aos 14 anos. A professora apresentou Capitães da Areia, logo cativando o interesse da classe ao contar que o livro havia sido queimado em Salvador em 1937, durante o Estado Novo.

“Eu era de Manaus, e para mim o Brasil era aquele mundo cercado de água e de floresta. A leitura de Capitães da Areia foi uma revelação de outra paisagem social e geográfica no mesmo país.”

Para Hatoum, o universo ficcional rico em tramas e personagens de Amado parece dar conta de toda a pirâmide social do Brasil, da elite política e econômica aos mais desvalidos.

Ele afirma quase poder tocar os lugares e personagens quando lê a obra de Amado. “O mundo que ele criou é cheio de personagens muito vivos, de um colorido, uma sensualidade que não é exótica. Quer dizer, é exótica, talvez, para quem não conhece a Bahia ou o Brasil.”

BBC – Brasil – http://www.bbc.co.uk/portuguese

TV Alternativa: Cabeça de Área, Capoeira e Inclusão Social

CAPOEIRA E INCLUSÃO SOCIAL

O programa Cabeça de Área de hoje, 09/07, apresentou um debate e duas matérias sobre a forma como a capoeira vem sendo utilizada como instrumento de inclusão social. Os convidados desta semana foram o Mestre Kinkas, do Grupo Força da Capoeira – Paraná e o Mestre Ulisses do Grupo Capoerira Lua de São Jorge – Olinda.

Foram produzidas duas matérias pelas reporteres Wândella Jokastra e Amanda Oliveira. A primeira delas foi realizada na Universidade Católica de Pernambuco, onde o Mestre Corisco desenvolve um extraórdinario trabalho com criaças, jovens e adultos com necessidades especiais.

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A segunda foi feita no Cabo de Santo Agostinho com Projeto Camarada Comandado pelo Mestre Angola.

 

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Dados do programa veiculado:

Programa Cabeça de Área n.260 (TVU de PE-Canal 11)
Dia/Horário: 09 de julho (Sábado)/12:30hs às 13:00hs.
Tema: Capoeira e Inclusão Social.

Convidados: Joaquim Guedes da Silva Alcoforado Neto “Mestre Kincas” – Força da Capoeira e Olicio João da Silva “Mestre Ulisses” – Grupo Lua de São Jorge.

Direção: Edilson Fernandes de Souza. Apresentação: Edilson Fernandes e Henrique Kohl “Tchê”. Produção: Rizo Trindade. Reportagem: Wândella Jokastra e Amanda Raquel Silva de Oliveira. Trabalhos Técnicos: Flávio Soares e Sadraque Régis.

Fonte: http://programacabecadearea.blogspot.com/

Teresópolis: Cultura nos Bairros promove festa no Barroso

Evento, que aconteceu neste domingo, contou com participação especial do Grupo de Capoeira Senzala.

As comunidades do Barroso e de Santa Cecília receberam no último domingo, 22, a visita do projeto Cultura nos Bairros, desenvolvido pela Secretaria de Cultura. As atividades foram realizadas no Centro de Referência em Assistência Social (Cras) do Barroso e incluíram muita música, teatro, poesia e até uma roda de capoeira. A trupe do Teatro de Rua, formada por alunos do curso de Teatro de Rua da Secretaria de Cultura, divertiu as crianças do bairro com fantasias e muitas brincadeiras, ao som de ritmos brasileiros, como o côco. Presente em quase todas as edições do projeto, a cantora e repentista Wanda Pinheiro se apresentou logo depois e fez sucesso com ‘Estúpido Cupido’, ‘Coração de papel’ e ‘Fuscão Preto’, entre outras canções. Comemorando aniversário, Wanda fez questão de lembrar a data e destacou ainda sua alegria em participar do Cultura nos Bairros.

Outro voluntário do projeto, o violinista Vinícius Pacheco, da Vila Muqui, encantou o público no Barroso ao tocar ‘Peixe Vivo’ e ‘Velha Infância’. Também sempre presente, o cantor Dudu Black agradou com ‘Amor é isso’, poema de Antonio Jorge dos Santos, entre outras canções.

Convidados especialmente para o evento, cerca de 20 integrantes do Grupo de Capoeira Senzala fizeram uma roda de capoeira, seguida de samba de roda. As duas atrações, em homenagem ao Dia da Consciência Negra, comemorado na última sexta, 20, foram realizadas no teatro do Cras do Barroso, sob o comando do contramestre China e dos professores Rodrigo e Giraia.

A tarde de festa teve ainda a participação de artistas locais. Eduardo Oliveira, aluno do Centro Educacional Helena de Paula Tavares (CEHPT) e leitor-intérprete do projeto de leitura Canta Enquanto Conta, interpretou as poesias ‘Quando eu bater à tua porta’ e ‘Mãos ocupadas com o livro’, do poeta Adilson Pires, morador de Santa Cecília e profissional de apoio da Escola Municipal Marília de Oliveira e Silva Porto. A banda Sobretudo, formada por Lino, Luciano, Tatiana, Pâmela e Thiago, também agradou em cheio com um repertório de forró de raiz, animando o público com músicas de Zé Ramalho e Alceu Valença.

Com quase 50 anos de prática musical, o sanfoneiro Joel Pires encantou com a música de raiz tradicional. Pai de 12 filhos, todos músicos, Joel toca sanfona e viola de 12 cordas, mas nunca havia se apresentado em público. “Sou tímido. Fiquei um pouco nervoso para me apresentar. Mas, valeu a pena. Este projeto é maravilhoso”, disse. A banda Cavaleiros de Yeshua, com Yuri, Pedro, Gabriel, Thiago e Willian, também se apresentou, apostando no repertório gospel. E algumas crianças do bairro recitaram poesias. Aluna da Escola Marília de Oliveira, Chayene Faria Soares foi uma delas e recitou ‘Todas as cores’.

• Público satisfeito

Presente ao evento, o presidente da Associação de Moradores e Amigos de Santa Cecília (Amasc), Jorge Cotoman, ficou satisfeito. “Este projeto é inovador e está engrandecendo não só o Governo Jorge Mario, como também todos os bairros visitados. É uma oportunidade única que estamos vivendo e temos que aproveitar cada minuto. Agradeço profundamente à Secretaria de Cultura por idealizar e promover um projeto tão louvável como este”, elogiou.

Diretor da Escola Marília de Oliveira e Silva Porto, o professor Luiz Miguel Ferreira concordou. “Uma iniciativa excelente. Tivemos a chance de conhecer os artistas do bairro. As crianças precisavam desse momento, elas fizeram uma farra. Ver esta alegria nos deixa muito felizes. E quem esteve aqui ainda terá a oportunidade de ser agente multiplicador. Sensacional”, comentou. Moradora do bairro, a adolescente Kathleen da Conceição Faria também gostou da festa. “Adorei tudo, principalmente as fantasias. Foi muito bom estar aqui hoje”, disse.

Para o Secretário de Cultura, Wanderley Peres, o projeto já tem sua identidade. “A cada edição realizada, o Cultura nos Bairros se fortalece. Hoje, as comunidades já conhecem a nossa proposta e apostam na ideia. A prova disso é o grande número de solicitações que recebemos constantemente, pedidos que nossa equipe vem atendendo com muito carinho e dedicação. Este reconhecimento é a constatação de que o projeto segue por um caminho bem-sucedido. E, com certeza, terá continuidade em 2010”, avalia.

Coordenado pelos professores Ayrton Rebello e Adalgisa de Carvalho, o projeto Cultura nos Bairros tem por objetivo levar atrações artísticas e culturais às comunidades, em praça pública, principalmente nos bairros mais afastados do centro. Desenvolvido desde o mês de junho, o projeto já passou pelo Bairro de São Pedro, Meudon, Barra do Imbuí, Venda Nova, Vila Muqui, Campo Grande, no final da Posse, Rosário, Canoas, Pessegueiros, Corta Vento, Fonte Santa, Campanha, Brejal, Bonsucesso, Fischer, Fazenda Alpina e Barroso. A próxima edição acontece no domingo, 29 de novembro, em Cruzeiro, no Segundo Distrito, a partir das 15h. E o grande encerramento do projeto em 2009 acontecerá no dia 20 de dezembro, no centro da cidade.

Fonte:  O Diário de Teresópolis  – http://odiariodeteresopolis.com.br

Lançamento do Livro: A política da capoeiragem

A Editora da Universidade Federal da Bahia fará seu próximo lançamento em Ilhéus-BA. O livro A política da capoeiragem :  a história social da capoeira e do boi-bumbá no Pará republicano (1888-1906), escrito por Luiz Augusto Pinheiro Leal, retrata a história da capoeiragem  durante a república no Brasil. O evento será realizado no Auditório Jorge Amado, na terça feira, dia 02 de junho, às 18:30h.

 

A política da capoeiragem: a história social da capoeira e do boi-bumbá no Pará republicano (1888-1906)

 

Luiz Augusto Pinheiro Leal

ISBN 978-85-232-0482-2

Editora: UFBA

237 p

 

 

A obra faz um relato sobre capoeira no Brasil no início do século XX . Tem como foco a região do Pará, onde a capoeira tem peculiaridaes diferentes da região da Bahia e do Rio de Janeiro. O livro é dividido em três capítulos e mostra a relação da capoeira com o Boi-bumbá e a capangagem política. Revela, também, a participação da capoeiragem na implantação da República no Brasil e as campanhas repressivas à capoeira e à “vagabundagem” na cidade de Belém. No fim da obra encontra-se uma lista com os capoeiristas do Pará antes da década de 70,  assim como, um elucidário com termos característicos do lugar e da época  citada.

” Ao mesmo tempo , a capoeira é transformada na competente pena de Luiz Augusto em uma janela para se observar a história dessa classe trabalhadora. Neste e em outros aspectos, é especialmente criativo o uso que ele consegue fazer da literatura como fonte para a história que narra.”

João José Reis

O quê: Lançamento do livro A política da capoeiragem :  a história social da capoeira e do boi-bumbá no Pará republicano (1888-1906, escrito por Luiz Augusto Pinheiro Leal

Quando: 02 de junho, terça-feira.

Onde: Auditório Jorge Amado – UESC

Ilhéus-BA

Horário: 18:30 horas

Att,
Esther Paola
Assessoria de Comunicação
EDUFBA (71) 32836163
www.edufba.ufba.br

Dr. Bimba…

Jorge Calmom, Jornalista, escreveu para o Jornal “A Tarde” uma crônica (artigo) sobre Mestre Bimba, onde cita Mestre Pastinha, a Capoeira Angola, outros Mestres de grande renome como por exemplo Aberê, Cobrinha Verde, Traíra, etc… e a “Homenagem” póstuma feita a Manoel dos Reis Machado, o Mestre Bimba, pela Universidade Federal da Bahia com o título de “Doutor Honoris Causa” e faz uma reflexão sobre a homenagem em causa…

Leiam na íntegra o artigo de Jorge Calmom, clicando sobre a imagem abaixo:
 
 
Agradecimento especial a Teimosia, por ter nos enviado este recorte do Jornal.

VII ANO DO 1° BLOCO DE CAPOEIRA DO MUNDO

BLOCO DO BERIMBAU

Carnaval em Pernambuco… Carnaval em Recife… Carnaval em Olinda…

Como nossas tradições bem pedem, estamos na folia… Folia do Rei Momo, do Galo da Madrugada, dos Quatro Cantos…!

É das velhas raízes, das bandas de músicas, dos passistas em meio ao frevo rasgado e dos nossos capoeiras que vem o Bloco do Berimbau – Primeiro Bloco de Capoeira do Mundo – fundado em maio de 2002 pelo então Mestre Ulisses Cangaia (Grupo Lua de São Jorge). Inicialmente, o Bloco tinha como objetivo principal a culminância das ações sociais do Grupo Lua de São Jorge, mas tomou uma proporção cultural significativa, quando, de sua manifestação de maior essência – a capoeira, os capoeiristas juntaram-se, outros grupos passaram a somar energias, lá estava o Bloco emancipando a nossa arte!

Mantendo uma tradição singular, o Bloco vem desfilando e anunciando a festa da capoeira, berimbaus entoando O SEU LOUVOR pelas ladeiras da Salve, Capoeira Olinda!

O bloco nasceu para fortalecer e difundir a capoeira, assim como aproximar as culturas presentes no âmbito carnavalesco. Colocando pelo 7° ano nas ruas de Olinda uma capoeira de paz, de união, de berimbaus ao alto anunciando a chegada dos capoeiras – mestres entre os foliões – sai em todo domingo de carnaval o Bloco do Berimbau… Sua concentração, na Igreja do Rosário dos Homens Pretos (em Olinda), às 9 hs, marca o início de um percurso que vem sendo histórico, que passou a incluir obrigatoriamente a agenda cultural da nossa OLINDA!

Ritmos são tocados, rodas são formadas e lá vem o estandarte anunciando: SALVE O BLOCO DO BERIMBAU…!!!!

O MESTRE ULISSES CANGAIA – MESTRE DE CAPOEIRA, MÚSICO, RABEQUEIRO E POETA – VEM TRAZENDO, JUNTAMENTE COM O BLOCO DO BERIMBAU, UM TRABALHO DE POLARIZAÇÃO DA CAPOEIRA ENQUANTO INSTRUMENTO DE CONSTRUÇÃO SOCIAL

"ESTE ANO O BLOCO DO BERIMBAU VESTE SUA CAMISA EM COMEMORAÇÃO AOS 50 ANOS DO MESTRE JUAREZ", UM GRANDE COLABORADOR DA NOSSA ARTE E UM DOS FUNDADORES DO BLOCO!

Maiores informações: Mestre Ulisses Cangaia

Contato: (081) 9165.4938 / 8701 – 2413 / 34386978

E-mail: osretalhos@hotmail.com

Bahia: Carnaval 2008 – Homenagem à capoeira toma uma rasteira

 

Homenagem à capoeira toma uma rasteira
(Especial Carnaval 2008 – Correio da Bahia)

Foram raras as manifestações que seguiram o tema ‘Capoeira e suas culturas aparentadas’, o que gerou reclamações de mestres, praticantes e especialistas

Desde a repressão no período colonial e a marginalização a partir do ano de 1890, quando foi considerada crime, a capoeira sempre se esquivou das dificuldades, graças à mandinga dos seus praticantes, como aconteceu este ano, quando foi eleita como tema do Carnaval. Mas escolhida para representar a folia momesca através de uma votação popular, a mistura de luta e dança não teve espaço e nem apoio dos poderes públicos durante a festa, criticaram mestres, alunos e especialistas. Para muitos adeptos, a arte criada pelos escravos brasileiros acabou sendo novamente excluída.

Com o tema Capoeira e suas culturas aparentadas, os governos municipal e estadual pretendiam homenagear a luta durante o período do Carnaval. Mas mestres, praticantes e especialistas reclamaram que a presença da capoeira na festa foi ínfima. A participação se restringiu apenas ao desfile do Bloco da Capoeira, o Mangangá, que recebeu patrocínio de cerca de R$50 mil dos poderes públicos, enquanto a decoração com o tema foi limitada apenas ao Pelourinho.

A falta de decoração com símbolos e ícones da capoeira nos outros circuitos do Carnaval, a pequena quantidade de apresentações durante a festa e o descaso com os mestres mais importantes, que não receberam qualquer tipo de homenagem, são as principais reclamações contra os poderes públicos. Segundo o cantor, compositor e também mestre de capoeira Tonho Matéria, único que recebeu apoio do governo e da prefeitura, a maioria dos mestres está revoltada com o tratamento dado à capoeira pela organização da folia.

Matéria disse que os capoeiristas esperavam homenagens aos mestres considerados mais relevantes, com fotos deles espalhados pelos circuitos, além de cartazes com informações sobre a história da capoeira e sua importância cultural. Mas quem foi à festa momesca, não viu sequer cartazes com desenhos de berimbau, nem no circuito Osmar (Campo Grande), nem no Dodô (Barra-Ondina), onde a decoração era responsabilidade da prefeitura. A exceção ficou por conta do Pelourinho, que foi ornamentado com fotos e temas da capoeira através do Pelourinho Cultural, ligado à Secretaria de Cultura do Estado (Secult).
A Empresa de Turismo de Salvador (Emtursa) alegou falta de recursos e de tempo hábil para executar o projeto de decoração.

Reginaldo Santos, presidente do Conselho do Carnaval, admitiu que o órgão não teve capacidade de pagar R$1,5 milhão para decorar da cidade, no orçamento feito pela Associação de Artistas Plásticos da Bahia. Já o presidente da Emtursa, Misael Tavares, alegou que não houve tempo de realizar uma seleção pública para escolha de um projeto e nem possibilidade de fazer uma dotação orçamentária.

 

 

Descaso com os mestres

Capoeiristas classificaram como um descaso com a cultura baiana o tratamento dado pela prefeitura à capoeira. Vivaldo Conceição, batizado como mestre Boa Gente, considerou um desrespeito à cultura negra, a pequena participação e pouca divulgação do tema durante o Carnaval. “Só porque o prefeito é evangélico, ele é contra a negritude do povo dessa cidade, isso é muito triste”, desabafou. Ele reclamou também sobre a falta de homenagem para os mestres mais representativos como João Pequeno de Pastinha, Curió, Boca Rica, Decânio, Pelé da Bomba e outros.

“Nós não queríamos dinheiro, queríamos reconhecimento, além de palcos para a gente se apresentar, divulgando a capoeira”, explicou Boa Gente. Ele acrescentou que alguns grupos de bairro pediram transporte ou ajuda de custo para chegar até locais onde se apresentariam, mas não foram atendidos. Vivaldo contou que até o carro para levar o mestre João Pequeno para receber uma homenagem num hotel da cidade foi negado.

“João Pequeno abriu mão do cachê, mas quando pediu transporte para ele e mais dois acompanhantes, disseram que não tinham, isso é um absurdo, ele tem 90 anos e é um dos mestres vivos mais importantes para a capoeira”, comentou Boa Gente. Para ele, os cantores de bloco e a imprensa também são culpados. “Você não vê ninguém sequer falando sobre o tema do Carnaval, nem cantores, nem os jornalistas. Durval Lelys veio vestido de caubói, Xanddy de comandante, mas ninguém sequer usou as roupas tradicionais da capoeira, que é da nossa cultura”, reclamou.

Alguns blocos afros tiveram capoeiristas se apresentando, além do Bloco da Cidade, organizado pelo Secretaria Estadual de Cultura, que teve uma roda durante seu desfile. A mistura de jogo e dança também apareceu em manifestações populares espontâneas, como na Mudança do Garcia, na segunda-feira e nas ruas situadas à margem dos circuitos oficiais. Na opinião do praticante e estudante de sociologia Eduardo Castro, a capoeira acabou sendo novamente “guetificada”, mas como nasceu no gueto, se reencontrou com sua essência, conseguindo se “levantar da rasteira” e dar a volta por cima.

Funcionários celebram Jorge Amado

Homenageando o escritor baiano Jorge Amado, o Bloco da Cidade, organizado pela Secretaria Estadual de Turismo (Setur), desfilou do Campo Grande até a Praça Municipal, puxado pela cantora Margareth Menezes, no domingo à noite. Cerca de dois mil funcionários públicos e alguns seletos convidados da Setur saíram fantasiados de personagens da obra jorge-amadiana como Gabriela, Tieta, Vadinho, Dona Flor e outros. Teve até um carro alegórico representando o bordel Bataclam, com bailarinos do Teatro Castro Alves vestidos de coronéis do cacau e dançarinas de cancan, freqüentadores do prostíbulo ilheense na vida real, transformado em ficção pelo autor.

O Bloco da Cidade contou também com alas de pierrôs, baianas e uma roda de capoeira. Teve ainda uma participação especial do cantor e compositor Mateus Aleluia, ex-integrante do grupo vocal Os Ticoãs, que se notabilizou na década de 60, como o primeiro conjunto a tocar e gravar músicas de candomblé para o grande público.

Margareth Menezes já entrou no palco oficial, por volta das 21h, fazendo um dueto com o cantor Mateus Aleluia, interpretando a música Cordeiro de Nanã, do grupo Os Ticoãs. Em seguida, a cantora fez uma pausa para reverenciar o colega de profissão e ressaltar a importância de homenagear Jorge Amado e executou a canção A luz de Tieta, de autoria de Caetano Veloso e tema do filme de Cacá Diegues, baseado na obra do escritor.

A ala dos Pierrôs de Plataforma abriu o desfile com brincadeiras de rodas, seguidos por um grupo de cerca de 50 baianas, enfeitadas com seus torsos brancos de renda e girando as saias rodadas coloridas. A baiana Sandra Maria de Jesus, que disse ter sido convidada através da Associação das Baianas de Acarajé (ABA), para participar junto com outras colegas do subúrbio ferroviário, destacou a importância da presença das baianas no desfile de Carnaval como forma de preservação da nossa cultura. “Aqui têem baiana de acarajé, de receptivo e de axé” (candomblé), explicou.

Logo atrás uma roda de capoeira trazia ginga e o toque do berimbau para o desfile. Em seguida, veio uma ala de pessoas vestidas com camisetas que traziam a frase “Amigos de Jorge” estampada no peito, mas com poucos ou nenhum amigo do escritor presente, apenas figurantes portando sombrinhas de frevo.

Em cima do trio elétrico, o cantor baiano Edu Casanova e o forrozeiro Targino Gondim acompanhavam o desfile como convidados de Margareth. O secretário de turismo, Domingos Leonelli, e sua colega de partido, a deputada Lídice da Mata, também estavam presentes. Leonelli lamentou a ausência de parentes de Jorge Amado, mas justificou dizendo que a presença não foi possível em função do horário do desfile do bloco, porque familiares do escritor tiveram que embarcar, mais cedo, num vôo para o Rio de Janeiro.

A voz do folião

ALEX SANTOS, 28, CABELEIREIRO – “Eu acho sim. Passei três dias no circuito Barra-Ondina, dois no bloco e um na pipoca, e aquilo lá está muito cheio. É preciso encontrar um novo
espaço para comportar
esse número de pessoas”.
Alex Santos
28, cabeleireiro

Confetes

O PRAIEIROS em Casa, o camarote do Jammil, reuniu muita gente bonita. O espaço ambientado funcionou de sexta a domingo, embora na quinta-feira tenha aberto as portas para o baile infantil. Apenas uma coisa precisa mudar no camarote restrito para convidados, cujos R$100 da adesão são revertidos para o Projeto Axé: a alimentação. Os salgados e os picolés não saciavam a fome dos presentes, após farta bebida, e os sanduíches eram distribuídos em intervalos de uma hora e meia. Logo, a longa fila se formava e sobravam reclamações.

COMO MUITOS dos patrocinadores dos blocos não coincidem com os da organização do Carnaval, a briga para patrocinar os artistas e espaços mais expostos na mídia foi forte. Bancos, empresas de telefonia e companhias de bebidas lutaram forte para seduzir clientes de peso. Os provedores de internet e as montadoras de veículos também estiveram envolvidas em algumas disputas.

A GERÊNCIA de Táxi da Superintendência de Transporte Público (STP) criou uma tabela de preços para tentar diminuir as queixas sobre valores das corridas serem fixados arbitrariamente por alguns taxistas, sem levar em conta o taxímetro. Se a medida causou rejeição quando oficializada, era evidente a pequena chance de vingar no Carnaval. Pois os taxistas ignoraram solenemente a tabela e tudo funcionou como antes. Com o passageiro reclamando e o preço sendo resolvido cara a cara. A falta de fiscalização adequada dá nisto.

DESDE o domingo de Carnaval, a manutenção dos banheiros químicos deixou a desejar nos circuitos Dodô e Osmar. Além do mau cheiro, em alguns locais o aspecto de sujeira denunciava que, provavelmente, não estaria existindo a limpeza adequada. Teve muito folião que preferiu pagar R$1 e usar o sanitário dos bares próximos aos corredores da folia.

NO EMBALO do sucesso do filme Tropa de elite, o humorista Tom Cavalcanti lançou a paródia Bofes de Elite, quadro do programa que comanda na televisão. Pois, na madrugada de domingo, entre o Camarote de Daniela Mercury e o Praieiros em Casa, o camarote do Jammil, um grupo de jovens malhados trajava a roupa preta com detalhes em rosa do “esquadrão”. Os bofes fizeram sucesso absoluto e acabaram fuzilados por olhares. Muitas mulheres não resistem a alguns homens fardados, como tampouco alguns homossexuais.

 

Bahia: Criança também pode entrar na roda

Professores trocaram de posição durante a oficina de metodologia da capoeira infantil, realizada, terça-feira, por Jorge Luiz de Freitas, o mestre Piriquito. Graduados do Brasil e do exterior foram alunos por um dia durante o curso realizado no anexo do Forte Santo Antônio. O evento faz parte da programação do Festival Internacional da Arte Capoeira na Bahia.
 
Na aula, mais de 60 professores aprenderam métodos de ensino adequados para as crianças. A capoeira é uma atividade vista com certa desconfiança pelos pais, por usar golpes que podem ser violentos, e, por esse motivo, todos os movimentos são adaptados para crianças. Dos 3 aos 6 anos, os alunos recebem instruções especiais e, a partir dessa idade, os exercícios já são os mesmos dos adultos, só mudando a didática.
 
O professor Jorge Luiz lembrou da importância de fazer com que as crianças não apenas reproduzam os movimentos, mas que passem a entender o que estão fazendo. Como exemplo, citou um golpe que nenhum dos professores que participavam do curso sabiam dizer a origem e o motivo do nome. “A criança que brinca por brincar está reproduzindo. Isso qualquer macaquinho faz. Eles fazem e ganham prêmios como bananas. Nós somos diferentes, não reproduzimos, nós construímos. O nosso prêmio é a sabedoria, é saber o que se está fazendo”, considera.
 
Fonte: A Tarde On Line – Salvador, BA – http://www.atarde.com.br