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Angola Bienal – 2013

 

Aos Senhores, Mestres, Professores, alunos e ao público em geral, venho através deste convida-los para o evento ANGOLA BIENAL 2013, que acontecerá na cidade de Salvador Bahia, entre os dias 08 e 13 de Janeiro.
O evento será organizado e realizado pela Academia João Pequeno de Pastinha – CECA que funciona no Bairro do Rio Vermelho na comunidade do vale das pedrinhas com a direção do Mestre Faísca.
Nesta Angola Bienal – 2013, trataremos do tema: “Mestre João Pequeno de Pastinha, transmissão da cultura popular”, onde discutiremos o legado do Mestre João Pequeno de Pastinha, enquanto genuinamente a voz da cultura Popular. Teremos uma programação extensa, com Oficinas de Capoeira Angola sob a técnica do Mestre João Pequeno de Pastinha, Palestras, oficinas de construção de instrumentos e de Samba, exposições fotos, entrega de carteiras a novos alunos, festa baiana, etc…. O evento conta sempre com a presença da velha guarda da Bahia e toda juventude capoeiristica nacional e internacional.
A Angola Bienal, é um evento de grande cunho social e cultural na Bahia, sem fins lucrativos. Sua presença não só engrandecerá o evento, mas será uma oportunidade para fortalecemos os valores da Capoeira Angola, Cultura Popular e compreender melhor o legado do Mestre João Pequeno, Mestre Pastinha e da missão do Mestre Faísca, que é um ativista sócio-cultural com resultados relevantes na comunidade do Vale das Pedrinhas e preservador da técnica de Mestre João Pequeno de Pastinha.
Continuaremos em contato, enviando novas informações!
Um forte abraço e vibrações Positivas,
Mestre Faísca

 

Artistas baianos levam capoeira e chorinho ao Himalaia

Seis artistas baianos estão levando expressões da mais autêntica cultura brasileira para o Himalaia.

O grupo formado pelo músico e integrante do Madrigal da UFBA Lula Gazineo (violonista do grupo Mandaia), pela bailarina e coreógrafa Isabela Saffe e pelos capoeiristas Mestre Santa Rosa e Glauber Santos vai apresentar o espetáculo “Capoeira Chorada” no Festival de Dussehra e em outras quatro cidades do Himachal Pradesh, ao norte da Índia.

A primeira apresentação no domingo, dia 9, foi em Naggar, durante evento do International Roerich Memorial Trust – IRMT celebrando o aniversário de nascimento do artista e filósofo russo Nicholas Roerich, que deixou um valioso legado cultural. A turnê segue dia 11, com uma apresentação no Festival de Dussehra, um dos mais importantes da região e que reúne cerca de seis mil pessoas.

O espetáculo integra o Projeto de Intercâmbio Cultural “Brasil: muitas raízes, um legado de Paz”, proposto pelo Instituto Roerich da Paz e da Cultura do Brasil (com sede em Salvador) e selecionado pelo Edital de Intercâmbio Cultural do Ministério da Cultura. ‘Esta será a primeira vez que a cultura brasileira vai àquela parte do mundo’, diz Raimundo Santos, presidente do Instituto Roerich da Paz e da Cultura do Brasil.

Andréa Ruf, assessora de Relações Internacionais da mesma instituição lembra que a presença da cultura brasileira no Himachal Pradesh tem características singualres: “Com um ar quase que profético, Nicholas Roerich, no início do século passado, já dizia: as artes unirão a humanidade. No Vale dos Deuses, assim como é chamado o Vale de Kullu, Naggar, nas escrituras Tibetanas e Hindus, a herança ancestral dos Mahatmas se encontrara com a Velha Bahia, tão rica e bela. Será’ o casamento de um povo em comunhão com o sagrado com outro povo também em comunhão com o sagrado”.

Capoeira Chorada

Ao som do violão, flauta, berimbau, voz, palma e pandeiro, o Projeto de Intercambio Cultural – Brasil, várias raízes, um legado de Paz achará o ponto de convergência dessa união. Capoeira de Angola é’ a certeza do golpe com o bailar. O corpo inteiro esta presente desenvolvendo a sua performance em todos os níveis . Um acordo entre os capoeiristas em comunhão com o toque do instrumento. O Choro nasceu entre os ritmos europeus e africanos no solo musical brasileiro, cuja diversidade e’ a característica predominante. “Capoeira Chorada” reúne essas expressões através da Arte e da Cultura. Também integra o grupo patrocinado pelo Ministério da Cultura os músicos Luis Codes (flauta) e Átila Coutinho (percussão).

O legado das senzalas

Filha de escravos africanos e nascida em terras brasileiras, a capoeira camufla arte marcial em dança, contagia e gera paixões aqui e no resto do mundo.

A história da capoeira se funde com a própria história do Brasil. Embora seja possuidora de raízes africanas, é no solo brasileiro que ela realmente se firmou e floresceu até os dias de hoje.

Causadora de grandes polêmicas, a mesma capoeira que gerou – e ainda gera – certa resistência e preconceito, também suscita grandes paixões. Nilson Rosa, 45, conheceu a arte cedo – aos 16 anos – e se identificou. Hoje, além de diretor da Secretaria Municipal de Cultura eTurismo, Nilson é mestre de capoeira, algo que para ele é um sonho que se tornou realidade.

Assim como os outros esportes, este também traz vários benefícios à saúde. Dentre eles, a melhora da condição física e o retardo do envelhecimento. Mas o diferencial também está presente nos benefícios não físicos. “A capoeira ensina o ser humano a ser mais humano. Ela é o tempo inteiro igualdade e união”, conta o mestre Nilson.

Mas se há tantas vantagens, qual é o motivo de o preconceito ainda existir? Para o mestre, é simples: “As pessoas tem resistência ao que é invisível e desconhecido. Por ter sido criada pelos escravos, a capoeira tem a famade ser algo para os desocupados”. Embora muita coisa da história não esteja escrita, o mestre Nilson passa seu conhecimento aos alunos, contando para eles as histórias do folclore brasileiro e o legado deixado pelos escravos. “Ainda que a capoeira pareça distante, esta arte originada como forma de autodefesa camuflada em dança está mais do que presente em nossasvidas.

Se antes os escravos viviam em senzalas e tinham como inimigo comum o senhor de engenho, hoje moramos em cidades e enfrentamos a dureza do cotidiano”.

Em Jaú, a capoeira está em sua sexta geração. A primeira delas contou com o mestre Bimba, que treinou diretamente com os escravos e passou seus conhecimentos ao mestre Suassuna. O mestre Suassuna ensinou Nino, que por sua vez foi mestre de Betão.

Quando Betão faleceu, Nilson – que já treinava há cerca de 10 anos – se tornou mestre, e hoje passa aos seus alunos a arte capoeirística, até o dia em que alguém se levante e então seja um mestre da sétima geração em Jaú.

A capoeira é uma mistura de tradições e segredos, de golpes e gingas. É como disse o mestre Pastinha, “jeito de escravo com ânsia de liberdade. Seu princípio não tem método, e o seu fim é inconcebível ao mais sábio dos mestres”.

 

Fonte: http://www.redebomdia.com.br/Noticias/Viva/62690/O+legado+das+senzalas

Pastinha: Filosofia e Poesia

Em homenagem à Vicente Ferreira Pastinha, o Portal Capoeira exalta o Mestre, propondo a toda comunidade capoeirística o “VIVA  PASTINHA”.

Um mês dedicado a Vida e Obra deste Grande Homem e Mestre de Capoeira.
Dia 05 de Abril, Mestre Pastinha iria completar 121 anos, se estivesse “fisicamente vivo”…

Deixo-vos com a excelente crônica do Grande Amigo e Colaborador do Portal, Pedro Abib.

Luciano Milani

PASTINHA: FILOSOFIA E POESIA

A história do Brasil é recheada de fatos e personagens surpreendentes. Alguns desses impressionam pela força de sua personalidade, pela dimensão de seus atos, pela sabedoria de suas palavras e pela importância de seu legado.

Estou falando de Vicente Ferreira Pastinha – o Mestre Pastinha. Mulato franzino, filho de um comerciante espanhol e uma negra vendedora de acarajé, tornou-se um dos símbolos mais importantes não só da capoeira, mas de toda cultura afro-brasileira.

Nascido no dia 5 de abril de 1889 em Salvador, Pastinha conta que aprendeu capoeira ainda menino, com um ex-escravo chamado Benedito, que frequentemente via Pastinha apanhando de um menino mais velho, na rua, em frente à sua casa. O velho escravo então chamou o menino Pastinha e disse que ia lhe ensinar uma coisa, e que ele nunca mais ia apanhar desse menino. Foi assim que Pastinha se iniciou nas artes da capoeiragem.

Aos 12 anos, Pastinha entrou para a Marinha e chegou a ensinar capoeira por lá. Depois disso, mesmo trabalhando em diversas profissões como engraxate, vendedor de jornal e na construção civil, o seu envolvimento com a capoeira não diminuía. Porém, Pastinha ficou sumido por um bom tempo, cerca de 20 anos, e desse período não se tem nenhuma notícia sobre ele. Ele só reaparece já no início dos anos 40, quando então é apresentado ao guarda civil Amorzinho, e assume o Centro Esportivo de Capoeira Angola, que o tornou famoso. Foi lá que ele construiu os alicerces que serviram de base para a constituição da capoeira angola nos moldes que conhecemos nos dias de hoje.

Pastinha assumiu um papel de destaque na capoeira por possuir uma grande capacidade de liderança e, sobretudo, por conseguir elaborar toda uma filosofia em torno dessa manifestação, que foi capaz de elevar a capoeira do lugar de onde se encontrava – a marginalidade e a contravenção – para tornar-se um dos mais importantes símbolos da cultura nacional. Os seus manuscritos, organizados com muito carinho pelo mestre Decânio e posteriormente publicados, são um legado para as futuras gerações e constituem-se como um verdadeiro tratado de filosofia humanista, além do seu caráter profundamente poético.

A capoeira espalhou-se pelos quatro cantos do planeta, e mestre Pastinha é reconhecido no mundo inteiro por ter sido um dos nomes mais importantes na luta pela preservação de uma cultura que foi historicamente perseguida e violentada, mas que hoje goza de um enorme prestígio, onde quer que um berimbau soe seus acordes. Devemos isso a ele. Salve Mestre Pastinha – o Guardião da Capoeira Angola !!!

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).


Coluna: “Crônicas da Capoeiragem” por Pedro Abib

Mais um envolvente texto da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, enfocando histórias, casos, experiências, opiniões, críticas, enfim, um texto de uma lauda sobre o universo da capoeiragem.

Maracatu Piaba de Ouro

32 anos de tradição e história são celebrados em grande festa, em Olinda

A Cidade Tabajara, em Olinda (PE), foi palco das comemorações dos 32 anos do tradicional Maracatu Piaba de Ouro, fundado pelo Mestre Salustiano (falecido em 2008), no último fim de semana.

Brincantes de todas as idades festejaram o aniversário do Maracatu Piaba de Ouro, referência para outros 104 grupos de maracatus que existem em Pernambuco, fundado em 11 de setembro de 1977. O Secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do MinC, Américo Córdula, a representante da Regional Nordeste (RRNE/MinC), Tarciana Portella, a viúva de Hermílio Borba Filho e umas das grandes incentivadoras do maracatu pernambucano, Leda Alves, além de diversos amigos e pesquisadores estiveram presentes na festa do Ponto de Cultura Piaba de Ouro.

O legado construído por Mestre Salu é mantido pelos 15 filhos e pela comunidade de mais de 250 brincantes, que criam seus mamulengos, bordados e estandartes e perpetuam a Cultura Viva da história de luta e resistência dessa manifestação cultural.

No encontro foi lançado o site e o segundo CD do Piaba de Ouro.

Confira em: www.maracatupiabadeouro.com

Cd Mestre Ananias

Cd Ananias

Mestre Ananias
Categoria Cd´s Capoeira

Ao completar seus 80 anos, Mestre Ananias oferece o registro do seu legado de Capoeira com o lançamento do seu primeiro CD. Um documento sonoro, inédito e original.

R$ 33,00