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Ação promocional de final de ano no Portal Capoeira

Iremos presentear todos* os usuários registrados no Portal Capoeira com uma conta de email do tipo [email protected]  *(1.000 contas)
 
Está promoção só foi possivel devido a uma parceria com o Google – www.google.com que possibilitou ao Portal Capoeira utilizar a infra-estrutura do Gmail, popular cliente de emails do Google, para disponibilizar 1.000 contas de correio eletrônico com 2GB de espaço, Calendário (Agenda), Bate Papo e integração direta com o serviço de busca do Google.
 
Para receber seu presente basta se registrar no Portal Capoeira!!! (Para se registrar, clique aqui.) 
Depois de efetuado o registro, iremos criar sua conta de email com todas os recursos descritos acima e lhe enviaremos uma mensagem de boas vindas explicando passo a passo a melhor forma de voce usufruir deste serviço oferecido gratuitamente aos usuários do Portal Capoeira.
  
É muito importante que o email informado durante o registro no Portal Capoeira seja um endereço válido, para que possamos lhe enviar o seu presente.
A equipe Portal Capoeira, agradece sua parceria e audiência e deseja que este novo serviço possa lhe oferecer uma experiência agradável e interativa.
 
Axé!

Documento Histórico: Cadernos de Folclore – Capoeira – Édison Carneiro – 1975

O site Portal Capoeira tem, ao cabo de um ano, prestado relevantes serviços à cultura brasileira, especialmente à capoeira. O altruismo de Luciano Milani, seu idealizador, tem feito chegar a muita gente informações valiosas que com certeza seriam difíceis de serem acessadas pela grande maioria das pessoas que utilizam o site. Isto é democratizar conhecimento.

A tarefa (estimulante) de comentar esta obra de Edison Carneiro, uma das mais expressivas figuras da cultura nacional, muito me envaidece. É sem dúvida uma grande responsabilidade que Milani, amigo que é, colocou para mim. Espero que estas linhas sirvam para estimular a leitura do referido livro, ao tempo em que parabenizo o organizador do site pela iniciativa.
 

CAPOEIRA – Cadernos de Folclore
Edison Carneiro (1912-1972)

Advogado de formação, folclorista, historiador, jornalista, professor, etnólogo e escritor, Edison Carneiro teve a sua vida pautada pela defesa da cultura negra que à sua época era por demais perseguida pelas autoridades policiais e políticas, e discriminada pela sociedade que exaltava os valores eurocêntricos. Negro e carente de recursos materiais, como os valores que defendia, Carneiro teve muita dificuldade para ter o seu trabalho reconhecido pela sociedade em virtude do preconceito racial de que foi vítima. Criou a Comissão Nacional do Folclore e o Museu do Folclore dentre outras ações que visavam a preservação do nosso patrimônio imaterial (folclore), em particular da Capoeira Angola, que atinge esta condição especial por ser uma manifestação popular muito cara ao povo brasileiro.

Juntamente com intelectuais do quilate de Jorge Amado e Carybé, freqüentadores da academia de Mestre Pastinha e ainda o folclorista Manuel Querino, representou o esteio acadêmico sobre o qual a Angola se sustentou da rasteira social que a Regional de Bimba lhe aplicou, quando, como um rolo compressor, arrebatou a preferência popular em detrimento da arte de Pastinha. Fato este que quase a levou ao desaparecimento ao fim da primeira metade do século XX, tal como aconteceu de novo ao fim da década de 70. Vem deste apoio elitizado a condição de “capoeira mãe”, expressão muito usada ainda hoje que, em tese, lhe empresta uma superioridade cultural em relação à Regional.

Na obra em questão, Carneiro não esconde a sua preferência pela Capoeira Angola e toda vez que se refere à capoeira o faz em referência à este estilo. Para ele a Regional não é capoeira, aliás, ele não se refere à Bimba em nenhum momento como mestre. À página 14, em uma das raríssimas vezes em que Bimba é citado neste seu livro, ele o reconhece apenas como: “O capoeira Bimba, virtuoso tocador de berimbau” para logo adiante, desmerecendo o valor do seu trabalho dizer: “A capoeira popular, folclórica, legado de Angola, pouco, quase nada tem a ver com a escola de Bimba” pág. 14.

Nem como um bom capoeirista, ou ao menos como um capoeirista conhecido, ele coloca aquele que repesenta um ícone para centenas de milhares de capoeiristas no mundo inteiro:

“Os bons capoeiristas da Bahia eram, até poucos anos, o pescador Samuel Querido de Deus e o estivador Maré, ambos da capital, e Siri do Mangue, de Santo Amaro. Outros capoeiristas conhecidos eram “o capitão” Aberrê, Juvenal, Polu, Onça Preta, Barbosa, Zepelin…”  pág.14

Em oportunidade anterior (pág. 7) afirma: “Os ases da capoeira na Bahia eram o pescador Samuel Querido de Deus e o estivador Maré” deixando bem clara a sua opinião sobre insignificância de Bimba no cenário geral da capoeira.

Preferências à parte, este registro histórico nos evidencia aspectos interessantes da sua visão sobre a arte, que difere da forma que usamos hoje. À página 9, por exemplo, ele se refere a vários “estilos” de capoeira como segue:

“Os capoeiras distinguem vários estilos de vadiação – pelo jeito de jogar, pela música, pela disposição dos jogadores. Assim temos
– Capoeira de Angola
– Angolinha
– São Bento Grande
– São Bento Pequeno
– Jogo de Dentro
– Jogo de Fora
– Santa Maria
– Conceição da Praia
– Assalva Sinhô do Bonfim”

Como podemos observar ele coloca a Capoeira Angola não como um estilo de jogo (talvez porque se assim o fizesse ele teria que considerar a Regional de Bimba como tal), mas como um jogo característico de certo tipo de toque.

Outro aspecto interessante e que serve como registro histórico são os detalhes com os quais ele diferencia a capoeira nas três cidades onde a cultura negra é mais evidente e que à época eram os mais destacados centros de capoeira: Salvador, Rio de Janeiro e Recife. As características de uso de armas brancas, a ligação com o frevo, a dissolução das maltas tudo isso enriquece e valoriza este importante registro.

A musicalidade no jogo também representa um aspecto contemplado por Carneiro. Sobre este tema ele tece diversos comentários sobre o significado das suas letras, origem, relação com o Candomblé, complexidade da composição dentre outros, sempre exemplificando com o texto musical para um melhor entendimento da leitura.

O berimbau ocupa lugar de destaque quando ele lhe dispensa 6 (seis) páginas de um total de 17 (desessete) páginas de texto. Aí são tecidos comentários que bem explicam as suas várias utilidades, algo em torno de 35% da obra. A riqueza de detalhes e informações sobre seu uso dentro e fora da capoeira, formas de confecção e registros de livros e autores que lhe fazem menção é de um valor inestimável.

A edição também é bem ilustrada com belas imagens que registram o jogo da capoeira nas ruas de Salvador, tendo como artífice o povo simples, herdeiro direto dos criadores dessa nossa arte/luta e como pano de fundo o mar, inspiração de músicos e poetas e freqüentemente local de trabalho e lazer dos capoeiras da Cidade da Bahia. Infelizmente a autoria destes registros fotográficos não é devidamente citada na obra, ficando assim uma lacuna a ser preenchida, dentro de uma visão crítico-acadêmica.

Por tudo isso, recomendo a leitura de “Cadernos de Folclore – Capoeira” de Edison Carneiro tanto para pessoas que se interessem por uma leitura lúdica, quanto para aqueles (as) que pretendam ter um conhecimento mais específico sobre a nossa arte maior.

No mais, reitero os agradecimentos à Milani pela oportunidade de comentar este importante registro da capoeira e espero que vocês tenham uma boa leitura. 
 

Para Baixar este DOCUMENTO DE GRANDE VALOR HISTÓRICO, Clique aqui.


Cadernos de Folclore - Capoeira - Édison Carneiro - 1975 * O professor e pesquisador Acúrsio Esteves, é formado em Educação Física pela UCSal, com mestrado em Gestão de Organizações UNEB/UNIBAHIA e é professor da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Salvador. Leciona também nas Faculdades Jorge Amado e Fundação Visconde de Cairu, respectivamente nos cursos de Educação Física e Turismo, sendo também autor dos livros Pedagogia do Brincar e A “Capoeira” da Indústria do Entretenimento.
 

Contactos: (71) 3233-9255 / 9946-4743
 
e-mail:
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MENINO QUEM É TEU MESTRE ?

Segundo o dicionário do folclore brasileiro de Luiz da Câmara Cascudo, mestre é todo exímio trabalhador manual / aquele que ensina ou título dado a membros de uma comunidade que exercem profunda relação com algum saber, em forma de respeito.  Na capoeira o título de mestre é dado a todo aquele que a partir do reconhecimento público de serviços prestados a uma comunidade consegue se firmar como tal. 
 
Nossa reflexão começa a partir destas definições acima, pois se faz necessário, mais do que nunca, tentarmos desmistificar a figura do mestre de capoeira, pois só assim conseguiremos modificar grandes equívocos que ocorrem no processo de formação de cada discípulo. Vale a pena ressaltar que este artigo não pretende de maneira nenhuma esgotar o assunto nem se firmar como verdade absoluta, mas sim servir de base para estimular algumas reflexões sobre a arte capoeira e seus “condutores”.
 
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Luiz Fernando Goulart e Equipe: Feliz Nata e Próspero Ano Novo…

Em meu nome e no de toda a equipe que realizou o filme
MESTRE BIMBA A CAPOEIRA ILUMINADA,
lhe desejamos, à sua família e a todo o seu grupo um
FELIZ NATAL,
com muita
PAZ e HARMONIA e um ANO NOVO de grandes realizações.
Que as luzes de
BIMBA e PASTINHA estejam presentes em todas as aulas e eventos do seu grupo em 2006.

São os votos de
Luiz Fernando Goulart e equipe

História da Capoeira no Brasil

Salve meus amigos, esta matéria foi recolhida no site: http://www.voodeliberdade.hpg.ig.com.br
Para os capoeiristas interessados na história e na cronologia da capoeira, ela vale como uma boa referencia, mais sempre lembrando que é muito complicado e seria irresponsável da parte do Portal Capoeira não esclarecer o caracter multifacetado e principalmente a forma como a capoeira foi transmitida de forma oral… ao decorrer dos anos… tornando muitas informações imprecisas. O fato de que nos últimos anos muito se tem feito pela documentação e transmissão dos ensinamentos e histórias da capoeira o que será uma mais valia para as futuras gerações de capoeiristas.
Luciano Milani


Século XVI

Ao contrário da América Espanhola, o Brasil do século XVI não apresentou grandes riquezas sob a forma de metais preciosos, que só foram descobertos no final do século XVII. Na falta dos metais, foi o açúcar que tornou viável, em termos econômicos, os primeiros passos da colonização.

Se a terra era um fator abundante, o mesmo não acontecia com a mão-de-obra e com os equipamentos necessários à montagem de engenhos, que exigiam grandes investimentos de capitais. Os elementos das classes trabalhadoras européias, libertos da servidão medieval, não queriam imigrar para a América como simples trabalhadores agrícolas e aqui se defrontarem com a penosa tarefa de desbravar a mata tropical, enfrentar índios e um meio hostil. A mão-de-obra européia assalariada era muito cara para ser empregada em grande escala nas plantations do Novo Mundo.

A primeira solução para o problema da mão-de-obra foi a escravização dos indígenas, que apresentou muitas dificuldades. Em virtude do tipo de civilização em que se encontrava, o índio brasileiro, ligado à caça, à pesca e à coleta, tinha dificuldades de adaptação ao trabalho agrícola escravo. Além disso, a Igreja Católica, desde o início da colonização, desenvolveu uma política de cristianização, proteção e controle dos indígenas, lutando contra sua escravização pelos colonos.

 

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ENCONTRO CATARINENSE DE CAPOEIRA ANGOLA PALMARES

CONVITE
 

O Grupo de Capoeira Angola Palmares de Santa Catarina lhe convida para mais um grande evento da capoeira de nosso Estado: o ENCONTRO CATARINENSE DE CAPOEIRA ANGOLA PALMARES, que se realizará nos dias 05 a 15 de novembro de 2005, com a coordenação do MESTRE NÔ.

 

PROGRAMAÇÃO
 

DIA 05 – SÁBADO

·         Abertura: Roda de Capoeira no Mercado Público 10:00

DIA 06 – DOMINGO

·         Roda de Capoeira na Barra da Lagoa (Ponte Pênsil) 12:00

·         Roda de Capoeira na Lagoa (Casarão) 17:00

DIA 09 – QUARTA

·      Roda de Capoeira no Calçadão (Esquina Democrática) 12:30

·      Chegada do Mestre Nô e demais convidados 18:00

DIA 10 – QUINTA

·         Roda de Capoeira Básico/UFSC 12:30

·         Oficina de Capoeira em Lages 20:00

DIA 11 – SEXTA

·         Batismo de Capoeira em Lages 19:00

DIA 12 – SÁBADO

·         Roda de Capoeira no Mercado Público 10:00 

·         Batismo de Capoeira no Centro Comunitário do Pantanal 15:00

DIA 13 – DOMINGO

·         Batismo de Capoeira para crianças na Casa São José (Serrinha) 10:00

·         Batismo de Capoeira para adultos na Casa São José  14:00

DIA 14 – SEGUNDA

·         Batismo de Capoeira na Escola Homero Gomes (São José) 19:00

DIA 15 – TERÇA

·         Curso de Capoeira para Graduados

Colégio de Aplicação/UFSC 09:00

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Americano (Muniz Sodré), aluno de Bimba

Americano (Muniz Sodré),  aluno de Bimba, no filme “MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA”
 
Sobre as prisões de capoeiristas na Bahia do século passado :

“Do que eu sei, do que eu ouvi Bimba contar, negro que era capoeirista na rua era amarrado no rabo do cavalo e era levado até o quartel de modo  que se dizia que era melhor brigar perto do quartel porque aí a distância que lhe amarravam no cavalo não era tão grande.”

Nireu Cavalcanti encontra registro de capoeira em 1789.

O arquiteto e historiador Nireu Cavalcanti relevou no Arquivo Público do Rio de Janeiro a mais antiga prova documental da existência da capoeira.
 
Jornal do Brasil
15 de novembro de 1999
Caderno B, p.22 – 1ª Edição
CRÔNICAS DO RIO COLONIAL
20ª semana, 36ª crônica


 
NIREU CAVALCANTI
 
O capoeira
 
O mulato Adão, escravo de Manoel Cardoso Fontes, comprado ainda moleque, tornou-se um tipo robusto, trabalhador e muito obediente ao seu senhor, servindo-lhe nas tarefas da casa.
 
Manoel resolveu explorá-lo alugando-o a terceiros como servente de obras, carregador ou outro qualquer serviço braçal. Tornou-se Adão deste modo uma boa fonte de renda para seu senhor.
 
Com o passar do tempo, o tímido escravo, que antes vivera sempre caseiro, tornou-se mais desenvolto, independente e começou a chegar tarde em casa, muito tempo depois do término do serviço. Manoel questionava-o: o que levava à mudança de conduta? As desculpas eram as mais inconsistentes para o senhor. Até ocorrer o que já o preocupava: Adão não mais voltou para casa. Certamente fugira para algum quilombo do subúrbio da cidade.
 
Para sua surpresa, Manoel foi encontrar Adão por trás das grades da cadeia da Relação. Havia sido preso junto a outros desordeiros que praticavam a capoeira. Naquele dia ocorrera uma briga entre capoeiras e um deles fora morto. Crimes gravíssimos para as leis do reino: a prática da capoeiragem, ainda resultando em morte.
 
No decorrer do processo constatou-se que Adão era inocente quanto ao assassinato, mas foi confirmada sua condição de capoeira, sendo, por isso, condenado a levar 500 açoites e a trabalhar dois anos nas obras públicas.
 
Seu senhor, após Adão cumprir alguns meses de trabalho e ter sido castigado no pelourinho, solicitou ao rei, em nome da Paixão de Cristo, perdão do resto da pena argumentando ser um homem pobre e, portanto, muito dependente da renda que seu escravo lhe dava. Comprometeu-se a cuidar para que Adão não mais voltasse a conviver com os capoeiras, tornando-se um deles. Teve o pedido homologado pelo Tribunal em 25.04.1789.
 
(ANRJ — Tribunal da Relação — cód. 24, livro 10)
 
Publicado inicialmente com ilustrações de Hélio Brasil. Copyright © 1999-2000, JB Online. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo do JB Online para fins comerciais.


notas.
No ano de 1789, Páscoa foi no 12 de abril.
Nireu Cavalcanti publicou 53 crônicas semanais em 1999-2000 no Jornal do Brasil, continuando a sua pesquisa, que desembocou em tese de doutorado de história e livro, trabalhos que interessam a todos que querem se inteirar do contexto daquela notícia de capoeira.
 
Matéria enviada pelo Mestre Jeronimo, [email protected] Virtual

Capoeiragem e Capoeiras

Capoeiragem e Capoeiras: "Um artigo valioso para todo e qualquer mestre-pesquisador" – Miltinho Astronaulta
 
Crônica publicada na Revista Criminal (1929, Rio), enviada à Redação do Jornal do Capoeira (www.capoeira.jex.com.br), em formato original, por Mestre André Luiz Lacé.

Nota:
Esta cronica foi publicada em sua integra no Jornal do Capoeira (www.capoeira.jex.com.br), com excelentes comentários do editor do jornal, Miltinho Astronaulta. Vale a pena conhecer e se deliciar com esta pérola da nossa literatura clássica.
Neste sentido o Jornal do Capoeira vem fazendo um trabalho ímpar… onde procura mesclar as informações, as notícias, os eventos e tudo que esta ligado direta ou indiretamente ao universo da capoeira… Resgatando material fundamental para alimentar e fomentar a nossa cultura e a nossa curiosidade…
Uma atenção especial deve ser dada a coluna: Literatura Clássica, mantida pelo Jornal do Capoeira, principalmente pelo seu valor histórico, cultural e raro…
Temos a certeza de que a fórmula do sucesso do Jornal do Capoeira é o trabalho, feito em equipe, por sinal um  excelente time de colaboradores…
 
Nosso site mesmo que informalmente tambem se sente orgulhoso… pois tem Miltinho e o Jornal do Capoeira como "Parceiros…. Amigos"
 
É este nosso jogo… é jogo de camamaradas… em prol da capoeira.
Luciano Milani.

"Capoeiragem e Capoeiras"
por Paulo Várzea (jornalista e capoeira)
 
            Madrid tem o chulo; Buenos Aires, o compadron; Lisboa, o fadista, e o Rio de Janeiro, o capoeira. Nas varias modalidades da sua ligeireza e destreza physica, a capoeira sobrecede os seus rivaes. É um acrobata prodigioso. Salta, desarticula-se todo para passar um tombo, para metter a cabeça. E faz isso de repente, sem alarde, na surdina. Dois, três, quatro golpes seus, simultâneos, continuados, embaraçaram, confundem, atordoam e dominam o adversário.
            Inimigo leal, jamais ataca pelas costas. É um sujeito valente. Alcunhado, também, de capadócio, malandro, bam-bam-bam, o capoeira, como o próprio nome está dizendo, vem das capoeiras ao tempo colonial. E não foi apenas o vadio, o molequete desertor das casernas, o escravo evadido das fazendas, foi também o jornalista, o deputado, o engenheiro e o general. São famosas as scenas de capoeiragem jogadas outróra no Rio, no antigo Café Londres, de madrugada, entre literatos, deputados e militares.
            Naquelle tempo, na terra carioca, a capoeiragem era uma instituição devidamente organizada em partidos: os guyamús, os nagôas, flor da gente, franciscanos, luzitanos, conceição da marinha, conceição da glória, boccas-rasgadas, natividades, monduros, caxinguelês etc.
            Estes partidos travavam diariamente, nas ruas, terríveis conflictos e, porque constituís-
sem sério perigo para a segurança pública, foram depois energicamente combatidos por um próprio capoeira, o Dr. Sampaio Ferraz, ex-chefe de polícia. Diminuídos nas suas proporções, os capoeiras hoje são quase raros e já não mais dão a conhecer pelos grupos, mas isoladamente, pelo próprio nome de baptismo. A terra natal, os bairros, o mulherio, o defeito phisico e moral passaram a influir na celebridade do malandro moderno: "Cardosinho da Saúde", "Hespanholito", "Canella de Vidro", "Galleguinho", "Cabeleireira", "Mulatinho deo Catete", "Camisa Pretas", "Treme-Treme", "Carvoeiro", "Cabo-Verde", "Bonitinho do Castello" e "Paulo da Zazá".
 
O capoeira moderno, como o antigo, não tem occupação. Faz das suas habilidades, da sua disposição o mesmo que faziam os espadachins do século XVII. Consummado acrobata, põe suas façanhas a serviço dos magnatas, dos políticos, do bicheiros e, especialmente, dos donos das tavolagens, desde os clubs elegantes até as batotas sórdidas, desde os cabarés até os ranchos. Na guarda de um desses antros elle é um leão, leão de chácara. Joga ahi, a vida num desprendimento de louco e termina, invariavelmente, numa explosão de tragedia. Há que mostrar as qualidades… "Ou subo ou desço", diz referindo-se a ir para a cadeia (subir) ou morrer (descer).
 
 
Os malandros de facto são ciosos da fama. Considera, a guarda de uma espelunca como um compromisso de vida ou de morte. Não querem ficar com o prestigio abalado, a cara suja… Erradamente, fazemos a idéia de que o malandro é um bandido. Entretanto, elle não é assim tão execrável. Há que o conhecer, para vel-o como é expansivo, maneiroso, sympathico… Quando é inimigo, é cruel; quando vai visital-o e leva-lhe notícias e presentes: o crivo (cigarro), cabello (fumo), papagaio (jornal), tendo antes o cuidado de baratinar o hafra (o guarda) da galeria.
 
Mas, com a mesma mão com que pratica taes generosidades, elle tira uma vida. E, com a mesma habilidade com eu faz essas coisas, tange o violão, o cavaquinho, o berimbao «grifo do Editor». Aquellas modinhas que às vezes ouvimos da cama, cantadas na rua, dormecida e deserta são delle, o poeta seresteiro que recolhe à casa.
O malandro é também um bohemio. E não é capaz de delinqüir de outro modo que não seja com a sua arte. Da capoeiragem, só della, desfruta o provento com que mantém o dandysmo exótico em que vive. Já viram a indumentária de um malandro? É curiosa: chapéo de panno ou de palha cahido sobre os olhos ou atirado par traz, sobre a nuca; na falta do colarrinho, um lenço no pescoço, à guiza de gravata; paletó folgado; calças largas, bocca de sino, bombachas ou balão, cahidad dobre os sapatos de pelica de bico fino com salto apionado ou de carrapeta; prendendo as calças à cintura, um cinto com fivelas complicadas, escondendo a sardinha ou o páo de fogo…
 
Assim vestido, o malandro está frajóla, tem a dica, a herva, a grana, o dinheiro… Mal vestido, está de tanga, a nenhum, teso, limpo… Aos domingos, o malandro dedica-se de corpo e alma á sua brincadeira predilecta – a batucada ou samba.
 
Batucada ou samba é um mixto de divertimento e escola, escola de malandragem improvisada nos terenos baldios, nos recantos longíquos da cidade. Ahi, abrigados da polícia, os malandros romam a roda e iniciam o samba. O ritual é um sapateado marcado pelo batido dos pandeiros, pelo sacolejar dos chocalhos e pelo Coro dos sambistas, cantando o amor e a morte… Nos sambas, também entram mulheres. Puxar o samba é jogar em verso a deixa a um dos pareiros da roda:
 
Por exemplo:
"Sou Arthur de Catumby
Vou tirar uma pequena
Contando daqui p`r`ali
Ella faz uma dezena…"
 
O Coro rompe:
 
"Contando daqui p`r`ali
Ella faz uma dezena…"
 
O puxador corre a roda, trocando passes complicados, fazendo letras, presepadas. De repente pára deante de um parceiro. Finge que vae dar um tombo no companheiro e dá uma umbigada. Esta ceremonia chama-se tirar… É um preceito e um desafio, pelo que cumpre ao desafiado ir substituir no centro, o desafiante. Se o desafiado é mulher, sahe batendo com o salto das chinellas no chão, cadenciadamente, rebolando os quadris, sacolejando os braços num retinir de pulseiras até defrontar um oturo parceiro, a quem repete o preceito e canta:
 
"Sou Zazá de Deodoro
Sambista do tenpo antigo
Derrubei o Theodoro
E agora vou comtigo…"
 
O desafiado entra para a roda e vae reproduzir o ´receito adeante, improvisando:
 
"Já vi muié, é das pouca,
Prepara muito cozido
Já vi muié bate boca
Mas dá in home? Duvido…"
 
E assim, todos os sambeiros, cada um por sua vez, passam pelo centro. Tal é o samba.
 
Mas a batucada é differente. Nella não entram mulheres. Tomam parte somente homens. Os mesmos instrumentos e mais o atabaque; o mesmo modo de sapatear, igual característica. Apenas os batuqueiros ficam em posição de sentido, pés juntos, com a máxima attenção nos movimentos do puxador, cujos golpes são jogados de surpresa para derrubar…
 
"O batuque é da arrelia
Na Saúde e na Gambôa
Masda Favella á Alegria
É dansa de gente atôa…"
 
O côro repete:
 
"Mas da Favella á Alegria
É dansa de gente atôa…"
 
O puxador, mal soa o ultimo verso do côro, manda o golpe> tesoura, rapa, banda, bahú, bahiana, abeçada, susto, cama, bengala, fedegoso, chulipa, rabo de arraia, tombo de lafeira etc. O parceiro que sahiu fora canta:
"Gosto mais da Babylonia,
Topo ambém a Mangueira
Mas nas falas da Colônia,
Eu prefiro a Geladeira…"
 
Todavia, a batucada mais importante é a batucada braba ou surda, ora marcada pelo coro, ora pelas pernas. Ás pernas compete falar pelo individuo, dizer das suas habilitações. Mas, para entrar nessa batucada há que ser malandro de facto e não de informações. Sendo uma reunião onde é posta em jogo a competência do reguez, a ella de ordinário, só acode a malandragem pesada que, por direitos de conquista, representa o prestígio, a força dos diversos reductos da cidade.
            Na batucada surda quando um acompanhamento fala, o outro fica mudo. Quando o côro cala, falam as pernas. As pernas dizem, pelo puxador, o verso e jogam também a deixa… E quando falam as pernas, os olhos se accendem em lampejos de laminas brilhantes para espreitar os movimentos do puxador que ameaça. É a hora das comidas…da onça beber água:
          
–                          Toma, séo Abóbora…
–                          Repete, séo Chandas…
 
            Três, quatro, cinco golpes consecutivos riscam o ar, provocando um arrepio nas espinhas. Afinal um corpo vacila e tomba. Então o coro que está alerta, abafa a queda, cantando a meia voz, ironicamente:
 
            "Boléa,
Boléador…
Boléa…"
 
            No ardor da dansa, os batuqueiros chegam a cheirar a sangue… De mistura com o suor dos corpos offegantes, o bafio quente da cachaça, chamada de capote, quando chove, e de ventarola, quando está calor. E a visão é a de uma scena de pantomina numa paisagem pobre, a meio de uma ruela deserta, com rancho em ruína e lampeões bruxulentos, á cuja claridade da vida os batuqueiros se agitam, cabriolam, rasteja nervosos e espectraes como si fossem fantoches que dansassem e arfassem… E a música rouca, monótona, lúgubre, reboa lá no alto do morro, emquanto cá debaixo a cidade dorme sob o levario de outro das luzes. Neses reductos, a essas horas, a polícia não vae…
E quando apparece, vê apenas para recolher cadáveres com que a farandula da morte costuma saudal-as pelas manhãs…
 
            A Penha, D. Clara, Madureira, Deodoro, Parada Cordeiro foram redctos trdicionaes de sambas e batucadas. Mas hoje os sítios maisecolhidos para essas dansas são os morros: Capão, da Mangueira, Pendura-Saia, Urubu, Salgueiro, Kerozene, Conceição, Mundo-Novo,Paraíso, Favella, Pinto e as estações de Merety e Braz de Pinna.
 
–                          Porque são zonas próprias para o pessoal pyrá…
–                          Isso é verdade…
 
Éramos dois querecordavamos o tempo da coroa sentados áquella mesa. Á porta do café, sujeitos estrnahos divagavam sobre coisas estranhas… Após molhar a palavra, o parceiro proseguiu:
 
–                     Sambistas, batuqueiros de verdade conheci ´pucos e esses poucos foram Apollonio, Bamba, Cento eOnze, Cleto, Albino, Jacaré, Zé Maria, Camaleão, Sahara, Branda, Catita, Espada, Nua, Beatriz, Reúna, Careca, Emerentina e Violeta.
 
Nisto, interrompendo a conversa, approximou-se um mulatinho despachado, que falou:
 
–                          Olá, compadre !
 
O parceiro resmungou:
–                          Olá, mano !
 
Mas o mulato estava com toda a corda e puxou conversa…
 
–                          Quando deixaste Petrópolis?
–                     Menino, eu nunca estive em Petrópolis. Estive, sim, em Therezópolis, no convento. De uma feita tirando 15; da outra 12 (e espalmou as mãos para melhor enumerar s sentenças). Como, vês, não fui lá para sujar no cubo… não sou malandro barato… (E dardejando o olhar em redor, um olhar perscrutador, revelou cautelosamente, como se fosse contar um segredo): Despachei dois. Mas a vaga lá está a sua espera…
–                          Passo. Si a quizesse, tinha ido occupal-a hoje mesmo.
–                          Cachorro quente?
–                          Figuração…
–                          Na boa?
–                          Na boa. Mas tu sabes… eu sou de circo… Fiz a viagem… o besta metteu os peitos… Foi a conta… Caberei elle…
–                          Brucutu…
–                          Chão…
–                          Knock-put?
–                          Não.. o bruto trasteou… Eu lhe disse: "Vem que eu te recebo!" Mas o cabra pediu hábeas, fez meio-dia…
–                          Foi na batata!
–                          Ah! Commigo não tem bandeira… E está ahi como estive vae não vae…
–                          O diabo tenta a gente, Pinga…
–                          Se tenta…
–                          Sempre levando vantagem…
–                          Qual ´o meu? Bem, vou roda… Boas festas…
–                          Já? Mulato presença.
–                          Já, negro frajola.
E o mulato partiu gingando.
–                          Oh! Balão – exclamei.
–                          Conhece-o? – inquiriu o parceiro.
–                          De vista.
–                          É o Pinga-fogo…
–                     Esse é malandro moderno, da turma do Atônico Branco, Joazinho da Lapa, Leão, Broa, Cirineu, Antonico, Ferreira, Petit… gente que se estraçalhou nos entreveros dos clubes.
–                     Mesmo porque os veteranos já se foram na sua quase totalidade: João Ferreira, Prata-Preta, João Grande, Hespanholito, Galleguinho, Carlito, Cardozinho, Zé do Senado, Três Tempos, Braço de Ouro, Bonzão, Satyro, Manoel do Friso, Arthur Mulatinho, Massa-Bruta, Gato Brito, Manduca da Praia, Camisa Preta, Alfredo Bexiga, Leão da Noite, Antonico, Zé Moço, Quitute, Camisa do Paraíso, Zuzú, Mello, Cambuca…
–                          E dessa geração quaes são os que sobrevivem?
–                     Poucos: Gallo, Arthur da Conceição, Cabo Verde, Vacca Brava, Getúlio, Geraldo, Januário, Leopoldo, Guerreiro, Russo da Pirajá, Bonitinho do Castello, Marinheiro, Quincas e Mette-Braço.
–                     Logo essa fúria de destruição entre os malandros é coisa velha e continua mesmo depois que a Polícia passou a perseguir as maltas, essas lutas diminuíram. Mas, quando chegava a época do Carnaval, ellas voltavam a recrudescer.
–                          O Carnaval era um pretexto par o grito de guerra…
–                     Era. As maltas, para passarem despercebidas da polícia, sahiam á rua disfarçadas em cordões. Á frente, mascaradas de caboclos, de reis, derainhas, de velhos, de caveiras, de diabos, iam os chefes, emquanto atrás seguia o corpo da matula empunhando archotes e estandartes dos quaes ressaltavam estes dísticos ameaçadores: Teimosos de São Christovão, Filhos da Machadinha, Destemidos de Catumby, Heroes das Chamas, Invencíveis do Cattete, Dragões do Mar, Triumpho de Botafogo, Couraceiros do Inferno, Estrella da Concordia, Heróes Brasileiros…
–                          E com isso as maltas voltavam a luctar nas ruas, ás barbas da polícia…          
–                          Voltavam.
–                          É assim, muito malandro embarcou…
–                          Muito. Mas hoje não dá mais disso…
–                          A capoeiragem está cahindo…
–                          Qual nada… Em decadência estão os aficccionados…
–                          Achas, então que a capoeiragem é ionvencível?
–                          Sem dúvida…
–                          Mas se já não existem mais capoeiras…
–                          Existem. Mas esses não se prestam a exhibições públicas. O capoeira de facto não se mostra.
–                          É opprtunista…
–                          Justo. E por isso mesmo é que elle diz, e com acerto: Na hora é que se vê. Capoeira de exhibição só os do tempo da mandninga.
–                          E onde ficam os que hoje se exhibem no circos?
–                          Truta…
–                          Tapeação?
–                          Justo…
–                          Tens razão, compadre…
–                          Razão e memória…
–                          E terás baos pernas como tens boa memória?
–                          Só vendo…
–                          Achote-se velho…
–                     Qual velho. Velhos são os trapos… Tenho 62, mas sinto-me tão leve quanto uma pluma. Eu não desminto as qualidades, não nego o nome… Sou o mesmo "Bode" do passado que pulva, que dava marradas… Formei na malta dos guaymús, fui malandro e até hoje não vi piaba que me tocasse, perna que me derrubasse. E si tomei este risco que me deu um guardião de bordo (e mostrou a faze esquerda, onde lhe vi um tremendo gilvaz que ia das pálpebras ao pavilhão da orelha) foi porque estava dormindo… Naquelle tempo, quando havia rolo em terra, a bordo logo diziam: "Isto foi o Bode ou o Apollonio que se espalharam em terra!…" Justamente dali a instantes um de nós dois arribava a bordo escoltado e tendo sob um dos braços um feixe de facões que tomávamos aos "meganhas"…
–                          E hoje serias capaz de repetir a dose, de solta a cachorra?
–                     Deus me livre… Trinta annos de cadeia, na cubata, de sobrado, no convento, transformam os homens. Hoje tenho pavor aos rolos. Só de ouvir o griullo (apito) do cardeal (soldado) eu me aflijo, tremo e soffro…
–                          É o pavor da jaula…
–                          Justo
–                          Deverás?
–                          Deveras.
–                          Mentira… – interrompeu um patusco ao lado.
 
"Bode" deitou ao chereta umolhar de quemn não gostou da patsucada. Assumptou. Por fim espirrou em tom confidencial, na surdina:
–                          Gente de D. Justa. Cuidado…
–                     Compreendi-lhe as falas. Aquelle cabra que mexera com elle era um tira entre outros tirasd. A cana estava ali, braba. Convinha sahir. Dar o fora. "Bode" não perdeu tempo. Empinou-se á guisa de despedida espirrou:
–                          Au revoir. E disponha desse negro.
–                          Para tudo? – perguntei-lhe.
–                          Para tudo.
–                          Mesmo para um gallo?
–                          Conforme… Si for gallo, 50$, estou comtigo… Quem não quer as massas?…
–                          Não, "bode", é para um gallo de briga que eu preciso de ti… Serviço de sangue…
–                          Misericórdia! Sahe azar! Commigo, não!
 
E saltou para a rua, lépido, aos pulinhos, aos corcovos, de cabeça baixa, olhos em fogo. E de repente desabalou num arranco, como si fosse mesmo um bode de verdade, preto, enorme, de duas pernas.
Estaquei na calçada, espantado, perplexo com tamanha agilidade em tamanha velhice. Por fim cheguei a conclusão de que, como o "Bode" , também eu nunca apanhei. Entrei em conflitos sérios, metti-me em batucadas brabas. De uma feita. Na Penha de Nictheroy, parti o braço de um parceiro com uma banda secca…
Pudera, eu era discípulo do mestre "Peru", aquelle malandro esguio e avermelhado que foi cocheiro de carro e que certa vez matou, com uma cabeçada certeira, precisa, um saltimbanco japonez no largo de Camtumby!
Se o "Bode" foi celebre, eu não fui menos famoso… Eu sou o …"Vagabundo",,,, um repórter.
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LEMBRANÇAS DE PASTINHA

I SEMINÁRIO DE CAPOEIRA ANGOLA DO GRUPO DE CAPOEIRA LIBERTAÇÃO – LEMBRANÇAS DE PASTINHA


Luciano,
 
Como havia lhe falado no Orkut, eu meus alunos e demais membros do meu Grupo (Grupo de Capoeira Libertação), com base no que foi proposto por vc faremos uma roda em homenagem a Mestre Pastinha no dia 05/04.
 
Só que resolvemos fazer um pouco mais. Vamos fazer um seminário com o Vídeo do Pastinha e palestras com estudos e debates sobre o Mestre e a capoeira angola. O nome será "I SEMINÁRIO DE CAPOEIRA ANGOLA DO GRUPO DE CAPOEIRA LIBERTAÇÃO – LEMBRANÇAS DE PASTINHA" . Tudo se realizará nos dias 31/03, 01/04 e 04/04, finalizando com a roda no dia 05/04.

Gostaria de lhe pedir que divulgasse o evento no seu site, mas, principalmente, que comunicasse aos seus alunos que o evento aqui será realizado, e que haverá diversas rodas (guardadas as diferenças de fuso-horário) no dia 05/04 aqui no Brasil e em Bogotá na Colômbia, que serão feitas junto com a que será realizada pelo seu grupo numa corrente mundial, em comunhão, pela memória do saudoso Mestre Pastinha.
 
Gostaria, ainda, que se possível, vc me enviasse uma mensagem, em nome do Grupo Mogadouro, para ser colocada junto às demais mensagens na nossa academia, informando sobre a realização da roda no seu grupo e da importância de Pastinha para você. Do mesmo modo, a mensa gem que lhe envio, juntamente com prospecto do seminário em anexo, poderão ser afixados na sua academia para demonstrar aos alunos a força que tem o nome de pastinha, bem como a União de diversos capoeiras em todo mundo em torno do seu nome.
 
Grande abraço a você e a todos os seus alunos. E lembre-se que eu formei esta corrente, mas na verdade esse movimento foi deflagrado dentro de mim pelo que vc escreveu no orkut. Um grande abraço a você e a todos da Capoeira Mogadouro.
Axé, VIVA PASTINHA
 
Professor Gustravo Cunha Tavares
Grupo de Capoeira libertação


Caro Gustavo,
 
Tomei a liberdade de publicar o artigo conforme o original, enviado a mim… pela beleza, paixão e carinho como se referiu ao Mestre Pastinha…
 
Axé camará…
 
Luciano Milani