Blog

liberdade

Vendo Artigos etiquetados em: liberdade

Pernambuco: X Encontro Internacional, Batizado e Troca de Cordas da Associação Capoeira Interação

Ocorreu no dia 26/02/2011 no Núcleo de Educação Física da Universidade Federal de Pernambuco o X Encontro Internacional, Batizado e Troca de Cordas da Associação Capoeira Interação, organizado pelo Prof. Henrique Kohl “Tchê” e pela Formada Cupido com supervisão do Contramestre Vulcão.

O evento, que desde o segundo ano da associação acontece no sábado que antecede o sábado de carnaval, comemorou uma década de intervenções realizadas pela associação em parceria com importantes entidades representativas da capoeira de Pernambucana e setores da UFPE (Exs.: Laboratório de Sociologia do Esporte-DEF/CCS/UFPE, Programa de Pós-Graduação em Educação-PPGed/UFPE, Núcleo de Educação Física-NEFD/UFPE, Departamento de Educação Física-DEF/UFPE, Coordenação de Educação Física, Programa Cabeça de Área da TV Universitária/UFPE, etc.).

Na ocasião do evento, homenageamos o Prof. Dr. Edilson Fernandes de Souza e o Prof. Dr. José Luis Simões pelos espaços oportunizados pela extensão universitária em prol da capoeira; a Profª. Msª Daise França (IFPE-Belo Jardim/PE) recebeu moção de reconhecimento pelo trabalho da capoeira com a terceira idade; os mestres de capoeira Marco-Angola e Senzala (Associação de Capoeira Volta que o Mundo Dá), juntamente com a Srª Edna Gomes da Silva (Secretária Municipal de Programas Sociais e da Mulher do Cabo de Santo Agostinho) receberam moções relativas ao trabalho social com capoeira desenvolvido no estado e os mestres de capoeira Birilo e Mula (Associação de Capoeira Meia Lua Inteira) foram as referências da capoeira homenageadas no evento.

A Associação Capoeira Interação reafirmou durante todo o evento que todas as entidades presentes são importantes para a projeção qualitativa da capoeira pernambucana e que merecem mais reconhecimento pelas contribuições de inconteste importância delineadas até o momento. Abrilhantaram o evento alunos(as) das entidades convidadas, além das lideranças abaixo relacionadas:

Mestres

Galvão (Capoeira Raízes), Dentista (Muzambê), Renato (Axé Liberdade), Peu (Quilombo), Grillo (Arte e Malícia), Marco Angola(Volta que o Mundo Dá), Senzala (Associação de Capoeira Volta que o Mundo Dá), Maciano (Muzambê),Mula (Meia Lua Inteira),Babuíno (Candeias), Americano (Malunguinho),Pezão (Raízes de Salvador), Sérgio Tatu (Brazambuco), Til (Bamba Capoeira), Robocop (Capoeira Liberdade) e Ligeirinho (Capoeira Raízes).

Contramestres

Pernalonga (Grupo Arte Nossa/Portugal), Cupim (Ungo Capoeira), Gereba(Ungo Capoeira), Cuscuz (Filho da Capoeira),Pajé (Legião Brasileira de Capoeira), Macarrão (Grupo Legião Brasileira de Capoeira), Leto (Legião Brasileira de Capoeira), Pingo (Gingarte Capoeira), Kadocá (Escola Brasileira de Capoeira), Enrrolado (Quilombo da Catucá), Bola (Quilombo), Malhado (Quilombo), Gato (Quilombo), José Radiola (Projeto Social José Radiola) e Dendê (Dendê Arte e Dança Capoeira).

Professores

Soldado (Associação de Capoeira Volta que o Mundo Dá), Timão (Associação de Capoeira Volta que o Mundo Dá), Paçoca(Associação de Capoeira Volta que o Mundo Dá),  Zumbi (Grupo Capoeira Brasil),Peixe (Muzenza), João (Ginga Brasil), Caju (Axé Liberdade), Preguiça (Legião Brasileira de Capoeira),Pernalonga (Legião Brasileira de Capoeira), Bruce (Legião Brasileira de Capoeira) e Bira (Quilombo).

Instrutores(as)

Tom (ABADA Capoeira), Paulo Brasil (Ungo Capoeira/Bélgica), Parasita (Ungo Capoeira), Kinha (Capoeira Brasil), Guri (Capoeira Brasil), Bambinho (Ginga Brasil), Séla (Legião Brasileira de Capoeira), Pallos (Força da Capoeira) e Tibério (Capoeirarte).

Monitores

Erinho (Legião Brasileira de Capoeira), Paçoca (Volta que o Mundo Dá), Coruja (Associação de Capoeira Volta que o Mundo Dá), Tampinha (Legião Brasileira), Edu( Legião Brasileira de Capoeira), Pesado (Legião Brasileira de Capoeira), Bolado (Arte e Cultura), Mandinga (Oficina da Capoeira), Lampião (Oficina da Capoeira), Sóia (Ungo Capoeira) e Fêlix (Ungo Capoeira).

Brasília: Capoeira – luta, dança e jogo da liberdade

Patrimônio cultural brasileiro – ao lado do frevo, do samba e do ofício das baianas do acarajé -, a capoeira recebe o foco da lente de André Cypriano.  O resultado do trabalho do fotógrafo, acrescido dos textos de Rodrigo de Almeida e Letícia Pimenta, compõe a mostra “Capoeira – luta, dança e jogo da liberdade”.  A exposição, montada nas Galerias Piccola I e II da CAIXA Cultural Brasília, tem abertura para imprensa e convidados no dia 08, quarta-feira, às 19h. A visitação vai de 09 de dezembro a 16 de janeiro de 2011.

Com patrocínio da Caixa Econômica Federal, a mostra é composta de 11 fotografias em preto e branco, 29 fotos coloridas e 10 ilustrações (de autoria de Debret e Auguste Earle), além de textos explicativos. Revela uma rica manifestação cultural brasileira, das mais pesquisadas no mundo, reconhecida e praticada em todos os estratos sociais, no território nacional e, também, em vários países.

Cypriano uniu-se aos pesquisadores Rodrigo de Almeida e Letícia Pimenta para lançar, em 2009, o livro homônimo. A publicação resgata a história da capoeira, desde seu surgimento no Brasil Colonial até os dias de hoje, ressaltando aspectos de promoção e valorização da cultura nacional, além de sua função de agregação social.

A expografia recria um ambiente de sala de capoeira e utiliza elementos como um assentamento para o Orixá Exu – a entidade que deve ser cumprimentada antes de qualquer roda iniciar-se -; uma fotografia em louvor ao grande Mestre Pastinha – remontando um pequeno altar existente em diversos centros de ensino e prática da capoeira -; os instrumentos musicais utilizados; tecidos e pinturas em cores fortes, sempre presentes na Capoeira Angola e uma ambientação sonora típica das rodas.

A curadoria da exposição é de Denise Carvalho, produtora cultural e diretora da Aori Produções Culturais, empresa realizadora do projeto.

Serviço:

Quando: De 09/12 a 16/01/2011, de terça a domingo, das 9h às 21h.

Onde: CAIXA Cultural – SBS Quadra 4 lote 3/4 – anexo do Edifício Matriz da CAIXA.

Local: Asa Sul

Preço: Grátis.

Informações: 3206-9448


  • Veja Também: http://www.andrecypriano.com/

 

Fonte: http://cerradomix.maiscomunidade.com

Os Velhos Mestres da Vadiação Baiana

VIEIRA, Luiz Renato. Os velhos mestres da vadiação baiana. Revista Capoeira, n. 7, 1999

Neste texto, pretendemos abordar alguns aspectos da capoeiragem baiana do início do século passado — principalmente dos anos 30 aos anos 50 — , a partir de informações obtidas junto aos chamados “velhos mestres”, alguns dos quais já falecidos, como os mestres Caiçara, Canjiquinha, Bobó, Ferreirinha, Paulo dos Anjos e Waldemar da Liberdade, também conhecido como Waldemar do Pero Vaz. Na realidade, para falar da capoeira baiana do início do século passado, seria necessário destacar a participação de figuras como Samuel Querido de Deus, Nagé, Aberrê, Juvenal, Barbosa, Onça-Preta, Amorzinho, Zacarias, Cabelo Bom e outros. Mas não é nossa proposta detalhar a vida e os feitos desses grandes capoeiras, neste momento. Daremos maior ênfase a alguns dos que fizeram a ligação da antiga capoeiragem baiana com a realidade que vivemos, hoje em dia.

Os “velhos mestres” da capoeira da Bahia são considerados os guardiões das tradições da capoeira. É preciso notar que, em outros estados brasileiros, principalmente no Rio de Janeiro, também encontramos velhos mestres, defendendo as tradições da nossa arte-luta, mas aqui nos referiremos somente a alguns dos mestres baianos. Quando falamos de velhos mestres, estamos tratando, na verdade, de pessoas que, ao longo dos anos, acumularam imensa experiência nas rodas de capoeira e na vida, tornando-se importantíssimas referências para os capoeiras das gerações mais novas. Esses personagens da história da capoeira vêm sendo redescobertos e valorizados. Muitos ainda vivem em grandes dificuldades e alguns outros chegaram a morrer na pobreza, como mestre Pastinha. Esperamos que, com o grande crescimento que a capoeira vem apresentando, esses verdadeiros mestres tenham seu lugar reconhecido na história da cultura popular brasileira.

A maioria dos velhos mestres baianos representa a escola da capoeira Angola (embora alguns se recusem a aceitar a dicotomia Angola/Regional) e entre eles podemos citar: Bobó, Caiçara, Canjiquinha, Ferreirinha, Paulo dos Anjos, Waldemar do Pero Vaz, João Pequeno, Gigante, João Grande e Curió. Dessa lista, infelizmente, apenas os quatro últimos ainda estão vivos.

É muito difícil estabelecer, rigorosamente, “linhas de filiação”, quando falamos dos velhos mestres, uma vez que no tempo em que a maior parte desses grandes capoeiras iniciou-se na luta, a prática era informal e, em alguns casos, realizada nas ruas de Salvador, aos domingos ou nas festas de largo. No entanto, mestre Pastinha aparece como a mais importante figura nas tradições da Angola e referem-se a ele como “o mestre que me ensinou”, entre outros, os mestres: Curió, João Pequeno e João Grande. Na realidade, além de ter sido um respeitado mestre, Pastinha se destaca como o principal articulador da capoeira Angola junto aos poderes públicos de sua época, obtendo apoio dos órgãos de turismo e outras instituições estaduais e municipais. Alguns dos velhos mestres ressaltam seu papel como “presidente da capoeira”, principalmente em virtude de sua atuação na fundação do Centro Esportivo de Capoeira Angola, em 1941, com o objetivo de reunir alguns dos melhores capoeiristas da Bahia. Além de mestre Caiçara, contribuíram para a organização do Centro Esportivo de Capoeira Angola, Pastinha, Traíra, Pivô, Waldemar da Liberdade e outros capoeiras da época.

Os mestres Canjiquinha e Caiçara foram discípulos de Aberrê, que Caiçara descreve como “um filho de escravos trazidos da África”. Bobó e Ferreirinha afirmavam ter aprendido capoeira com mestres de Santo Amaro da Purificação, respectivamente Benedito de Santo Amaro e Antônio Asa Branca. Mestre Gigante, também conhecido como Bigodinho, aprendeu a arte com um dos capoeiristas mais famosos de seu tempo, o Cobrinha Verde, tendo depois praticado no Centro Esportivo de mestre Pastinha. Freqüentou por muito tempo, também, a academia de Capoeira Regional de mestre Bimba que, segundo fomos informados, o considerava “o melhor tocador de berimbau da Bahia”. Mestre Paulo dos Anjos, recentemente falecido e um capoeirista mais jovem entre os velhos mestres, foi aluno de mestre Canjiquinha. Mestre Waldemar do Pero Vaz, tendo iniciado a prática da capoeira em 1936, já com 20 anos de idade, foi aluno de capoeiras que figuram como verdadeiros mitos na nossa memória: Canário Pardo, Piripiri, Talavi e Siri-de-Mangue. Mestre Waldemar tem um papel particularmente importante na história da capoeiragem baiana porque, antes de Pastinha se destacar como o principal organizador dos angoleiros, já figurava como liderança que unia os “bambas” da capoeira tradicional, não vinculados à escola de mestre Bimba.

Naquela época, o aprendizado ocorria de maneira vivencial; na maioria dos casos, na própria roda de capoeira. Assim, o iniciante aprendia com os jogadores mais experimentados, informalmente. Embora, já em 1932, tenha sido fundada por mestre Bimba a primeira academia, o aprendizado informal da capoeira, nas ruas de Salvador, predominou até meados da década de 50. De acordo com mestre Gigante, “Naquela época não havia academia. Somente no dia de domingo é que tinha a vadiagem na rua” .

Mestre Waldemar, por exemplo, como já afirmamos, organizou por muitos anos a roda mais famosa de Salvador, no Corta-Braço, na Estrada da Liberdade. Comparando o aprendizado informal de sua época com os treinamentos de capoeira nas academias atuais, observou: “A roda na Liberdade era ao ar livre, perto do arvoredo. Eu fazia o ringue na sombra e botava a rapaziada pra jogar. Depois eu fiz um barracão de palha grande, e vinha tudo quanto era capoeirista da Bahia”.

Assim, o jogo da capoeira aparecia integrado ao cotidiano do povo, como a “pelada”. Embora existissem os “cobras”, não havia uma rigorosa exigência do domínio da técnica do jogo, mas apenas o conhecimento do ritual da roda e o respeito ao mestre e aos mais antigos. Mesmo havendo os pontos tradicionais de reunião dos capoeiras, principalmente nos domingos à tarde, qualquer ocasião em que se encontrassem era propícia à realização de rodas. Portanto, os bares, as praças, os mercados e as feiras, freqüentemente, eram palco de rodas inesperadas. Eram também comuns as rodas realizadas com o objetivo de recolher dinheiro dos assistentes para ser distribuído entre os capoeiristas. Em alguns locais, estes recolhiam com a boca as cédulas lançadas ao chão da roda, executando complexos movimentos de destreza e equilíbrio sobre as mãos ou, simplesmente, “passando o chapéu” entre os assistentes.

Sendo uma prática comum no cotidiano da época, a capoeira não exigia nenhuma indumentária especial: o praticante participava calçado e com a roupa do dia-a-dia. Nas rodas mais tradicionais, aos domingos, alguns dos capoeiristas mais destacados faziam questão de se apresentar, trajando refinados ternos de linho branco, como era comum até meados deste século. Vejamos o que disse mestre Paulo dos Anjos sobre o assunto: “Seu Waldemar ia pra roda de capoeira vestido de linho diagonal, uma fazenda que não era qualquer um que vestia não. Chapéu Rameson 3x e sapato da Clark. Você que fosse jogar com ele e, por desacerto, sem querer, você encostasse seu pé sujo no linho diagonal de Waldemar. Não era nem louco!”.

São muito comuns, na literatura e nos depoimentos, as referências ao traje branco dos capoeiristas do passado, o que se relaciona com a tradição de que capoeira que é bom não cai, nem permite que o outro lhe encoste o pé. No entanto, esse traje não chegou a caracterizar uma vestimenta específica para o jogo. Apenas mais tarde, no final da década de 50, as academias de capoeira passaram a adotar uniformes diferenciados pelas cores das camisetas e das calças, embora mestre Pastinha já adotasse o uniforme amarelo e preto, desde os anos 40.

Os ambientes freqüentados pela maioria dos capoeiristas e o contexto em que aconteciam as rodas, eram fatores que colaboravam para os diversos choques com a polícia, embora o último período de ferrenha perseguição aos capoeiras baianos tenha sido a década de 20, quando foi chefe de polícia, Pedro de Azevedo Gordilho, conhecido como Pedrito. Então, a partir da década de 30, foi deixando de existir uma atitude repressiva, especificamente contra os capoeiristas, mas a polícia continuou criando problemas para muitos. Entre os mestres mais idosos da Bahia, há os que se referem, orgulhosamente, aos conflitos de que participaram, inclusive com a polícia, ilustrando o discurso com suas cicatrizes de facadas e tiros, como mestre Caiçara. Mas Canjiquinha também ressalta a perseguição de que foi vítima: “A gente jogava capoeira nos dias de domingo. Não tinha academia e quando aparecia a polícia a gente tinha que sair correndo”.

Por outro lado, há casos em que a própria polícia ajudava a “manter a ordem” nas rodas, o que nos mostra como sempre foi complexa a relação da capoeira com as instituições e o poder no Brasil. Vejamos, por exemplo, o que afirmou mestre Waldemar, sobre a roda que organizava na década de 40: “Uma vez, eu fui na delegacia da Liberdade pedir ao delegado que mandasse polícia para olhar a roda que eu fazia. Tinha muito capoeirista aparecendo lá e criando confusão. Ele disse que não precisava não: ‘mande seus alunos dar uma cipoada neles e trazer aqui’”.

Os mestres eram figuras altamente respeitadas, destacando-se dos demais pela habilidade no jogo, nos toques do berimbau e nas cantigas. Alguns dos mais famosos que mantinham rodas de capoeira eram mestre Bimba, que fazia roda aos domingos no Alto de Amaralina; mestre Waldemar do Pero Vaz, com sua roda na Estrada da Liberdade; mestre Pastinha, que reunia os capoeiristas no Largo do Pelourinho e mestre Cobrinha Verde, com sua roda no Chame-Chame. Os mestres ocupavam lugar especial nas rodas de capoeira. Era sempre o mestre que iniciava e encerrava a roda, fazia recomendações nos cânticos e podia comprar qualquer jogo que estivesse acontecendo, escolhendo qualquer capoeirista para jogar. Além disso, não se permitia comprar jogo de mestre: apenas outro capoeirista, na mesma condição, poderia fazê-lo. Os mais antigos ressaltam, insistentemente, o fato de que nas rodas, hoje em dia, os mestres não são tratados com a distinção dos outros tempos. Nas palavras de mestre Curió: “Tem alunos que chegam na roda e tomam o berimbau do mestre, tomam o berimbau de minha mão. No meu tempo não tinha isso não. O mestre dava se quisesse. E quando o mestre estava jogando, o aluno não podia entrar”.

É importante ressaltar que, embora questionem algumas atitudes dos capoeiras da atualidade — como, por exemplo, o desrespeito aos rituais tradicionais —, os velhos mestres, em geral, demonstram grande admiração pelo crescimento e reconhecimento que a capoeira vem alcançando. De uma certa forma, podemos dizer que é a concretização de seus sonhos, embora ainda haja muita coisa a fazer e a resgatar do passado.

Temos, realmente, muito a aprender com esses mestres. Entendemos que a história não é a ciência do passado, mas a chave para que possamos, conhecendo o passado, construir um futuro melhor. Há fundamentos essenciais que podemos aprender ouvindo, observando e conhecendo as histórias e estórias desses importantes personagens da nossa história e da nossa cultura.

 

As entrevistas citadas foram realizadas entre 1988 e 1989, e constam do livro:

VIEIRA, Luiz Renato. O jogo da capoeira: corpo e cultura popular no Brasil. 2a ed., Rio de Janeiro: Ed. Sprint, 1998.

 

Mestre Luiz Renato

Mestre de Capoeira do Grupo Beribazu, formado pelo Mestre Zulu. Sociólogo, mestre em sociologia (UnB) e doutor em sociologia da cultura (UnB/Univ. de Paris I – Sorbonne). Especialista em políticas públicas e gestão governamental (ENAP-MPOG). Ensina a capoeira desde 1981. Coordenador do Projeto Capoeira Atividade Comunitária – Centro de Capoeira da UnB desde 1990. Autor de livros e diversos artigos sobre a capoeira e outros temas relacionados à educação e à cultura popular publicados em revistas científicas nas áreas de políticas públicas, ciências sociais e educação física. Professor universitário e Consultor Legislativo do Senado Federal na área de cultura. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2001134054398981

 

Fonte:

Grupo de Estudos de História da Capoeira

Blog do Grupo de Estudos de História da Capoeira, vinculado ao Projeto Comunitário Capoeira – Centro de Capoeira da UnB

http://estudoscapoeira.blogspot.com/

Nzinga: Chamada de Mulher

Pois é, neste dia 08 de março de 2010 o Instituto Nzinga de Capoeira Angola completa 15 anos!
A nossa alegria só não é irrestrita porque a nossa data também nos lembra o difícil e gigantesco caminho a ser percorrido para garantirmos a liberdade das mulhers, dentro e fora da capoeira. E liberdade aqui, amigo Luciano, significa a salvaguarda da sua dignidade, dos seus direitos e pelo fim das muitas formas de violencia que ainda se naturalizam sobre estas.
Mais do que uma “roda para as mulheres”, apresentamos mais um dos temas do próprio nzinga na sua trajetória de formação de capoeiristas.
Este, como muitos outros eventos que já realizamos com a mesma finalidade, não é um evento excuisivo para mulheres, até porque sabemos que a capoeira se faz em comunidades em que vivem homens e mulheres. Ao contrário, este é também um momento em que podemos revelar  já um número siginificativos de parceiros que compartilham conosco destas lutas, sendo eles mestres ou capoeistas em diversas fases de formação. Alias, cada vez mais eventos desta natureza tem acontecido aqui no Nordeste, fazendo uma importante ponte entre as mulhers da capoeira angola e capoeira regional, discutindo e imprimindo mais uma vez a valorosa contribuiçãodas mulheres para a capoeira na atualidade: o respeito às diferenças e os desafios de uma vida sem violência e sem preconceitos.
Desta forma, além de ser uma data com um sentido próprio de luta, é também a data em que receberemos amigas e amigos, “para brincar e vadiar”.
Daqui de Salvador, eu e o mestre Poloca estaremos seguindo com mais outras pessoas do Nzinga, e esperamos encontá-lo em algum momento.
Mais uma vez reitero estima e admiração.
Receba meu abraço,
Janja

São Gonçalo: Aulas de Capoeira Gratuitas

Aulas gratuitas de capoeira em São Gonçalo

O Movimento de Mulheres em São Gonçalo (MMSG) e a Associação de Capoeira Negrinhos de Sinhá VII vão oferecer, aulas gratuitas, de capoeira esse mês. Elas serão dedicadas às crianças a partir de 9 anos e adolescentes até 17 anos de ambos os sexos.

O objetivo desse trabalho é oferecer à população gonçalense mais uma alternativa para a busca da qualidade de vida. Além disso, o MMSG e a associação acreditam na formação de valores humanos éticos baseados no respeito, na socialização e na liberdade por meio das expressões artísticas.

As rodas vão acontecer toda quinta-feira, das 15h30 às 16h30

Fonte: São Gonçalo Online – http://www.osaogoncalo.com.br

(Foto: Divulgação)

CAMÉLIAS DO LEBLON

Demorou 121 anos para que as Camélias da Liberdade voltassem a florir no Quilombo do Leblon. Resultado do projeto, “As Camélias estão Voltando”, lançado no ano de 2006 pelo professor de capoeira Leonardo Dib (Boiadeiro), o Clube Campestre da Guanabara no Alto Leblon, já conta com duas Cameleiras repletas de botões.

No dia 13 de maio é realizado o evento CAMÉLIAS DO LEBLON, a festa consiste em uma celebração que busca divulgar a história de um dos movimentos abolicionistas mais importantes da história da abolição, o QUILOMBO DO LEBLON.

A data é repleta de atrações e a cada ano uma personalidade negra é homenageada. Já foram saudadas personalidades como Mestre Bimba em 2006, Mestre Pastinha em 2007 e Solano Trindade em 2008. No ano de 2009 o homenageado é Ataulfo Alves, um dos maiores sambistas da história, compositor e intérprete de pérolas da musica popular brasileira.

Teremos um batizado de capoeira, apresentação de parte da peça teatral CAMÉLIAS DA LIBERDADE com alunos da oficina de teatro e dança do núcleo de arte do Leblon, apresentação de JONGO e SAMBA DE RODA além da presença dos filhos de Ataulfo Alves.

O cartaz do evento foi feito por um Angolano, Augusto Lopes Delgado, morador da Ilha de Luanda é estudante de designer publicitário e fez questão de elaborar essa linda arte para o “CAMÉLIAS DO LEBLON 2009”.

 

At.

Leonardo Dib                                                                                                              

Coordenador do Centenário de Ataulfo Alves

11º Show Cultural de Capoeira movimenta o Distrito Federal

Evento cultural em comemoração ao Dia do Trabalho leva arte e cultura a moradores de 21 comunidades no Riacho Fundo I.

Brasília – A idéia de agregar cultura e ação social motivou a parceria entre a produtora Engenho de Arte e o Centro Cultural e Social Grito de Liberdade – Mestre Cobra, entidade que atua há 15 anos no Distrito Federal e que tem como carro-chefe promover a inclusão social por meio da capoeira usada como ícone de abordagem dentro dessas comunidades. “É uma maneira de abrir um leque para outras manifestações culturais que trazem valores primordiais para a prevenção e re-socialização de crianças, jovens e adultos em situação de risco”, explica Luiz Cláudio França, o mestrando Minhoca, vice-presidente do Grupo Grito de Liberdade.

Como resultado dessa união, o Grupo Social e a Engenho de Arte e promovem, a partir de 1º de maio, o 11º Show Cultural de Capoeira, em homenagem ao Dia do Trabalho. Serão três dias de evento, que mostrarão os trabalhos desenvolvidos nas comunidades beneficiadas pelo Centro Social. O evento será das 9 horas à meia-noite, na Área Central 4, ao lado do Terminal Rodoviário do Riacho Fundo I. Para participar, basta doar 1 kg de alimento não-perecível. “Com os alimentos arrecadados, vamos montar cestas básicas e doar às famílias cadastradas em nosso projeto”, comenta Mestre Cobra, criador do evento.

Um dos projetos a serem apresentados também é fruto da parceria entre a Engenho de Arte e o Grito de Liberdade. Trata-se do “Filhos da Luta”, um grupo comandado por Núbia Santana, que proporciona aos ex-detentos do Centro de Atendimento Juvenil Especializado (CAJE) atividades de inclusão social. “Os meninos vão trabalhar com a parte musical e fazer um show de Rap. Eles foram acolhidos pelo Centro Cultural. Isto é muito importante para a reintegração desses jovens na sociedade”, considera a idealizadora.

Outro projeto que irá se apresentar e que tem o intuito de disseminar os valores culturais é o “Jogando no Picadeiro”, uma parceria com o Circo e Teatro Artetude, que une capoeira com circo, cujo objetivo é melhorar o desenvolvimento físico e mental dos participantes.

O evento também contará com outras atrações culturais, como danças afro-brasileiras promovida pelo Instituto Cultural Congo Nya, música regional com Martinha do Coco, Maracatu com Tambores do Paranoá e show com Grupo Cultural Pé do Cerrado com índios Fulni-ô, além de apresentações de trechos da peça Farsa da Boa Preguiça, de Ariano Suassuna.

Ainda durante o evento serão realizadas oficinas de Capoeira Angola e Coco Zambe, ministradas por mestres renomados internacionalmente como Gildo Alfinete (BA), Boa Gente (BA), Pelé da Bomba (BA), Ciro Lima (BA) e Tiego Nicácio (RN).

O encerramento do evento será no dia 3 de maio em frente à Catedral de Brasília, das 10 horas às 12 horas, com uma grande roda de Capoeira Angola e a participação dos mestres, integrantes dos projetos e das famílias beneficiadas pela doação de alimentos.

Além do Centro Cultural Social Grito de Liberdade – Mestre Cobra e da Produtora Engenho de Arte, o 11º Show Cultural de Capoeira conta com o apoio da Secretaria de Esportes do Distrito Federal, Secretaria Especial de Políticas de Promoção e Igualdade Racial (SEPPIR), SESC-DF, Administração Regional do Riacho Fundo I e Circo Teatro Artetude.

Perfil da Engenho de Arte – A Engenho de Arte atua, desde 2005, na produção audiovisual e teatral. Dirigida pela cineasta Núbia Santana e administrada por Francisco Santana, a produtora possui uma infra-estrutura apta a conceber e a realizar filmes em curta e longa-metragem, produzir vídeos institucionais e publicitários, executar transmissões em tele-conferência e montar peças teatrais. Entre as principais produções estão o curta-metragem Degraus (2005), exibido na 30ª Mostra Internacional de São Paulo, e a peça teatral A Farsa da Boa Preguiça (2005 e 2006), adaptada da obra homônima de Ariano Suassuna. A Engenho de Arte se destaca no ramo das produtoras culturais por trabalhar com três linguagens: o teatro, o cinema e o vídeo. A produtora também promove cursos e seminários e desenvolve projetos de cunho social.

Perfil da Centro Cultural Social Grito de Liberdade – Mestre Cobra – Há mais de 15 anos no Distrito Federal, o Centro Cultural e Social Grito de Liberdade é uma associação sem fins lucrativos, que atua na promoção da defesa dos bens e direitos sociais, coletivos e difusos, relativos ao patrimônio cultural, histórico, artístico e natural. Opera sempre em linhas de ações para melhorar a qualidade de vida da sociedade e criar mecanismos que colaborem para implementar a prática e disseminação das artes da cultura negra brasileira.

11º Show Cultural de Capoeira, dia 1º de maio (sexta-feira), 2 de maio (sábado) e 3 de maio (domingo), das 9h à meia-noite, Área Central 4, ao lado do Terminal Rodoviário do Riacho Fundo I. 1 Kg alimento não-perecível.

Fonte: http://www.revistafator.com.br

Brasil mobiliza-se pela Liberdade Religiosa – Atos em Salvador, POA, Sampa e RJ

Da Sereia de Itapoã, em Salvador ao Largo Zumbi dos Palmares, em POA, passando pelo Rio e São Paulo, religiosos mobilizam-se pela liberdade no Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

SÃO PAULO – SP

DATA: 21/01
HORA: DURANTE TODO O DIA
LOCAL: Ilê Axé Oyá Ogun

Os filhos de santo do babalorixá Flávio de Yansã reúnem-se num protesto silencioso pelo fechamento do barracão pela Prefeitura de Sâo Paulo, em agosto de 2008. A casa foi lacrada pela com alegação de que está situada em zona residencial. Nenhuma outra isntituição religiosa do bairro foi alvo deste tipo de atuação. A casa funciona há 25 anos no mesmo local, com a documentação e legalização toda em dia.
O processo de insconstitucionalidade e a denúncia de intolerância religiosa por parte do município tramitam no TJ-SP e na Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República

Serviço:
Pai Flávio de Yansan – Tel: 11.50718912 / 35424319

SALVADOR – BAHIA

DATA: 21/01
HORA: 9h
LOCAL: Sereia de Itapoã – Salvador

Católicos, evangélicos, judeus, espíritas, umbandistas e budistas unem-se aos filhos de santo de Mãe Gilda – mãe de santo que sofreu enfarte fulminante ao ver sua publicada na Folha Universal com o título de charlatã e cuja a data da morte é lembrada como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, por força de Lei Federal – para uma grande caminhada em defesa da Liberdade Religiosa, nesta quarta (21/01), às 9h, na Sereia de Itapoã. A caminhada segue pela orla de Salvador em direção a Lagoa do Abaeté. No local, onde localiza-se até hoje casa de Mãe Gilda (Abassá do Ogun), será feito o lançamento da Cartilha Ecológica, além de apresentações culturais e atos religiosos. A pastoral da Juventude e a Arquidiocese de Salvador apóiam o evento.

Aprsentações Culturais
Boloc Afro Malê de Balê
Malezinho
As Ganhadeiras de Itapuã
Grupo de Percurssão e Dança do Terreiro Oxumarê

Serviço:
Mãe Jacyara de Oxum – Tel: 71.32851769 / 88044528

RIO DE JANEIRO – RJ

DATA: 21/01
HORA: 10h
LOCAL: Cine Odeon – Praça da Cinelândia / Centro

Lançamento nacional da Cartilha da Liberdade que vai orientar as polícias no devido enquadramento de crimes de intolerância religiosa. O evento reúne lideranças religiosas, autoridades, artistas e intelectuais num evento pela Liberdade. Presenças confirmadas: Muniz Sodré, Luis Paulo Horta, Denise Tredler (desembargadora, representando o presidente eleito do TJ-RJ, Luis Szveiter), Carlos Vereza e diversos outros artistas.
O evento acontece durante todo o dia e ás 18h terá o lançamento do DVD da I Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa. A entrada é franca e a cartilha e o DVD serão distribuídos gratuitamente.

Serviço:
Comissão de Combate à Intolerância Religiosa
Tel: 21.22733974 / 97958867

PORTO ALEGRE – RS

DATA: 21/01
HORA: 16H
LOCAL: Largo Glênio Peres, Centro – POA

Lideranças religiosas da umbanda e do candomblé reúnem-se ás 16h, Largo Glênio Peres para a I Marcha Estadual Contra a Intolerância Religiosa e Pela Vida. A caminhada está prevista para iniciar às 18h, com saída do Mercado Público (com homenagem ao Bara do Mercado) seguindo pela Borges de Medeiros até o Largo Zumbi dos Palmares, onde acontecerá um ato público. Haverá também uma atividade no Gasômetro, em que religiosos de matriz africana entregarão um presente às divindades das águas.
Neste dia, os religiosos entregarão um Ação de Incosntitucionalidade na Assembléia Legislativa contra uma lei que impede as casas de matriz africana de realizar seus cultos.

Serviço:
Baba Diba de Yemonja: (51) 9986.9719 – 3333.9224 – 3333.9736

Mais informações:
Comissão de Combate à Intolerância Religiosa
Rosiane Rodrigues
Tel: 22733974 / 97958867

Presos participam de apresentação na prisão no Piauí

Os internos da Colônia Agrícola entraram na roda de capoeira e interagiram com o grupo

A apresentação do grupo de Capoeira Abadá marcou o início das atividades do I Encontro de Arte e Cultura na Colônia Agrícola Major César Oliveira, em Altos. A unidade penitenciária abriga 214 internos que cumprem pena em regime semi-aberto. Oito capoeiristas jogaram capoeira durante a apresentação do grupo Abadá Capoeira.

Os internos da Colônia Agrícola entraram na roda de capoeira e interagiram com o grupo. Antes da apresentação, o diretor da Colônia Agrícola, capitação Flávio Pessoa, orientou os apenados a assistirem as apresentações culturais levadas ao estabelecimento pelos professores do projeto Educando para a Liberdade. Ele pediu a colaboração dos internos para auxiliarem na realização das atividades culturais.

A coordenadora de Educação nos Presídios, professora Carla Maia, falou sobre as conquistas do "Projeto Educando para a Liberdade", desenvolvido pela Secretaria da Justiça, através da Diretoria de Humanização e Reintegração Social. O projeto leva educação da rede pública de ensino para dentro dos presídios. Durante a apresentação foram expostas as peças artesanais feitas pelos internos, tais como abajus, portas-retratos e outros.

Fonte: Jornal Diário do Povo – Edição: Sávia Barreto

Cabo Verde: Jovens Capoeiras impedidos de Viajar

Recentemente a capoeira foi tombada como patrimônio imaterial, do país do samba e do futebol… Mas, a capoeira é, com certeza a nossa mais singular expressão cultural e de resistência.

Nossa Capoeiragem é praticada em todos os continentes é um potente veículo de expansão de nossa língua, nossa forma de viver e de nosso sentimento… alegria, solidariedade, respeito e cidadania.

Porém mesmo diante deste contexto, dois jovens capoeiras de Cabo Verde foram impedidos de viajar para Portugal e tiveram seus vistos indeferidos, assassinando um sonho alimentado a mais de um ano e meio a custa de muito trabalho, dedicação e economia. Os dois capoeiras, membros da Associação de Capoeira Liberdade de Expressão, não puderam participar do "Nosso Encontro" em Évora e ainda por cima ficaram com o CARIMBO DE INDEFERIDO EM SEUS PASSAPORTES, situação que irá sempre dificultar a entrada destes jovens cidadãos de Cabo Verde em outros Países.

Há algumas semanas notíciamos o caso de Mestre Nô, que foi barrado nos EUA (leia a matéria completa)

Segundo o Mestre Carlos Xexeu:

O trabalho social na verdade é uma consequência de um trabalho sério do nosso ambiente na Academia. Hoje somos a Associação Cultural e Desportiva que mais tirou e tira meninos da rua na cidade do Mindelo.

Os meninos gostam da capoeira, eles chegam aqui nas nossas aulas de qualquer jeito, drogados, sujos e não são rejeitados. A porta esta sempre aberta. Chega o dia em que ele passa a se sentir bem no espaço de treinamento e começa a praticar a capoeira.

Aqui na Associação eles aprendem artesanato, capoeira e o mas importante aprendem valores de um cidadão. Hoje temos muitos jovens que já não tem tempo para vir praticar a capoeira porque trabalham de dia e estudam a noite, isso é gratificante para um arte educador.

O que aconteceu com estes dois meninos é de extremo mal gosto e uma completa falta de vergonha!!!

Associação de Capoeira Liberdade de ExpressãoA Associação de Capoeira Liberdade de Expressão é uma entidade filantropica que tem como principal objectivo divulgar a arte capoeira no Brasil e no Mundo, hoje a Associação é referência no mundo inteiro pelo trabalho desenvolvido no Brasil e em Cabo Verde com crianças, adolescentes, homens e mulheres, um trabalho de caracter cultural, desportivo e social.

 

Leia Mais: http://capoeiracaboverde.com