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Lázaro Faria filma “A roda do mundo” em Macau e Hong Kong

Macau, China, 04 out (Lusa) – Macau e Hong Kong vão integrar um documentário sobre capoeira de Lázaro Faria, em rodagem nos vários continentes desde 2005 e com conclusão prevista em meados do próximo ano.

O projeto tem o título provisório de “A roda do mundo”.

“É um documentário sobre o encontro da cultura brasileira com o mundo, que é a continuação de um filme que já estou a fazer há algum tempo”, afirmou Lázaro Faria, ao explicar que o projeto esteve na origem de “Mandinga em Manhattan”, rodado em 2005 nos Estados Unidos.

O interesse sobre a forma como “a capoeira se espalhou no mundo”, e através desta a cultura brasileira, incluindo “a música, a culinária, e principalmente a língua portuguesa”, levou o cineasta brasileiro a filmar no Brasil (na Baía, onde reside, no Rio de Janeiro e em São Paulo), na Colômbia, nos Estados Unidos e em Itália.

Macau e Hong Kong surgiram no roteiro de “A roda do mundo” na sequência da participação de Lázaro Faria no DocBrazil Festival 2012 na China, que passou por Pequim e Xangai, e terminou em Macau no final de setembro.

“Estou a filmar alguns ‘capoeristas’ em Macau e Hong Kong, e pessoas a ensinar português a chineses. Estou a questionar porque é que as pessoas querem aprender português e outras expressões da cultura brasileira, como o samba, a culinária”, afirmou.

Lázaro Faria tem registado “um interesse muito grande” na capoeira nos vários pontos onde tem filmado e considerou que a China não é exceção.

“Foi muito interessante ver as famílias, os pais e as mães a levar os filhos para a aula de capoeira, e vê-los interagindo com a língua portuguesa, a cantar músicas de capoeira e outras músicas também”, disse, a propósito da rodagem em Hong Kong.

Lázaro Faria, que permanece até ao próximo fim de semana em Macau, onde está também a realizar uma oficina de cinema, promete nova incursão no continente asiático em fevereiro do próximo ano.

“Depois de Macau e Hong Kong vou à Malásia, Filipinas e provavelmente ao Japão. Já filmei bastante, na Europa, nos Estados Unidos, em Los Angeles, em Nova Iorque, e acho que só falta a Ásia realmente”, adiantou.

O realizador espera ter o documentário “A roda do mundo” concluído até meados do próximo ano, e voltar a Macau para o lançamento do filme.

 

RODA DO MUNDO

 

O que consiste o Projeto.

Produzir um filme de longa metragem, viajando ao redor do mundo viajando aos lugares onde a capoeira chegou, decifrando este mistério e contando como foi, e como esta sendo hoje este encontro, que encanta  pessoas de todos os niveis culturais, que cura jovens na periferia,  que atrai as belas mulheres, que tem um espírito onde todas as culturas se encontram, e que fala todas as línguas, mas que também  divulga a língua portuguesa, como diz Caetano Veloso, minha língua é minha Pátria.

Mostrar também a mescla e o encontro com as culturas locais, o que aconteçer de interessante nas viagens de avião, trem , vans, onibus tudo que um filme como este permite, usando as experiências de Mandinga em Manhatan e outro recente que fizemos em toda a Colômbia,

Que Paises Iremos.

A ideia seria que o filme começaria com tres historias paralelas, entre os tres personagens, de tres gerações de capoeiristas, mestre João Grande,  Mestre Cobrinha, e Eric Marinho capoerista praticante da capoeira comtemporanea, falando mais para os jovens.  Los Angeles, New York, e Bahia.Da Bahia os eles viajaram para o Rio de Janeiro, Rio Luanda, Maputo e  a capital da África do sul, depois Portugal, França, Inglaterra,  Alemanha, Moscou, Croácia, Paquistão,  Xangai, Hong Kong, Japao, Nova Zelândia, Austrália, Havai, Los Angeles, New York, Porto Rico, México, Cuba,  Nicarágua, Colômbia, Argentina , São Paulo e Bahia, quando se chegar a Bahia,  um evento no Mercado Modelo, que acontecera de verdade e estara dentro do filme, a ideia e termos vários monitores grandes de plasma, ligados a internet via IP ( tecnologia de trasmissão de imagens via internet), a que utilizamos quando usamos um sistema como skype com camera) conectando todos os locais do mundo onde estivemos, quando  Mestre João Grande pega o berimbau faz um discurso sobre a paz no planeta flexibilidade e tolerância entre os povos citando o exemplo da capoeira, o berimbau soa alto e começa uma roda em cada lugar simultanemente, fornado-se a RODA DO MUNDO um cinturão de AXE em todo o Planeta.

Portanto a ideia e fazer um filme de longa metragem uma serie de talves 10 ou mais capítulos para Televisão, um evento no Mercado Modelo, um livro de viagens e fotografias, um dvd com extras e tudo  que tem direito.

Cultura: Boletim da SID nº 04

Cultura e Educação

SID/MinC participa de oficina, realizada pela OEA, na República Dominicana

Os Ministérios da Cultura e da Educação participarão, em São Domingo, República Dominicana, da oficina O papel das artes e dos meios de comunicação na educação para uma cultura democrática, que será realizada pela Comissão Interamericana de Cultura da Organização dos Estados Americanos(CIC/OEA) de 16 a 18 de junho de 2010.

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Culturas Indígenas

Guarani é oficializado como segunda língua em município do Mato Grosso do Sul

O guarani é a segunda língua oficial do município de Tacuru, no Mato Grosso do Sul. O município é o segundo do país a adotar um idioma indígena como língua oficial, depois da sanção, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 24 de maio, do Projeto de lei que oficializa a língua guarani em Tacuru. Com a nova lei, os serviços públicos básicos na área de saúde e as campanhas de prevenção de doenças neste município devem, a partir de agora, prestar informações em guarani e em português.

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Professores do DF participarão de Fórum de Atualização sobre Culturas Indígenas

Curso visa formar docentes para ministrar aulas sobre o assunto no Ensino Fundamental

Os professores das escolas públicas e privadas de Brasília participam, de 16 a 18 de junho, na Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE), do Fórum de Atualização sobre Culturas Indígenas – Módulo II. O evento integra o Projeto Séculos Indígenas no Brasil, que chega a sua terceira edição em 2010 e tem como objetivo preparar os professores do Distrito Federal para ministrar aulas de Cultura Indígena no Ensino Fundamental.

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Dia Internacional da Língua Materna tem como objetivo principal a Promoção da Diversidade Cultural

Diversidade Cultural

O último dia 21 de fevereiro foi comemorado em todo o mundo como o Dia Internacional da Língua Materna. A data foi instituída em 1999, pela 30ª Sessão da Conferência Geral da UNESCO, com o objetivo de promover a diversidade e desenvolver uma consciência maior das tradições linguísticas e culturais baseadas na compreensão e no diálogo.

Dentro das comemorações previstas para o 11ª Jornada da Língua Materna, será realizado, na sede da UNESCO, em Paris, nos dias 22 e 23, o Simpósio Internacional sobre Tradução e Mediação Cultural.

A língua materna, aquela das primeiras palavras e da expressão do pensamento individual, é a base da história e da cultura de cada indivíduo. As línguas, com suas implicações complexas em termos de identidade, de comunicação, de integração social, de educação e de desenvolvimento, têm uma importância estratégica para os povos e para o planeta.

Devido aos processos de globalização, elas se encontram cada vez mais ameaçadas. Quando as línguas se extinguem, a diversidade cultural é reduzida, pois, com elas, perdem-se também perspectivas, tradições, memórias coletivas e modos únicos de pensamento e de expressão. Enfim, recursos preciosos para garantir um futuro melhor.

As línguas maternas e a coexistência pacífica

Para a diretora geral da UNESCO, Irina Bokova, nesse contexto, é preciso que os governos de todos os países estimulem o multilinguismo. “É fundamental o encorajamento de políticas linguísticas regionais e nacionais coerentes, que contribuam para uma utilização apropriada e harmoniosa das línguas no seio de uma comunidade e de um determinado país”, alerta Bokova. Segundo a diretora da UNESCO, tais políticas favorecem a adoção de medidas que permitam a cada comunidade de locutores utilizar sua língua materna no espaço público e no privado, dando aos locutores a possibilidade de aprender e de utilizar outras línguas locais, nacionais e internacionais.

“Essa 11a edição da Jornada se coloca no âmbito do Ano Internacional para a Aproximação das Culturas. As línguas são, por excelência, vetores de compreensão do outro e de tolerância. O respeito por todas as línguas é um fator chave para assegurar a coexistência pacífica, sem exclusão, das sociedades e, em seu seio, de todos os seus membros”, observa Bokova.

http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2010/02/latim2.jpgEla lembra ainda que, paralelamente, a aprendizagem das línguas estrangeiras e, por meio delas, a faculdade individual de utilizar várias línguas, constitui um fator de abertura para a diversidade, e de compreensão de outras culturas. Assim, ela deve ser promovida como um elemento constitutivo e estrutural da educação moderna.

“O multilinguismo, a aprendizagem das línguas estrangeiras e a tradução constituem três eixos estratégicos das políticas linguísticas de amanhã. Por ocasião desta 11ª edição da Jornada da língua materna, eu lanço um apelo à comunidade internacional para que a língua materna receba, em cada um desses três eixos, o lugar fundamental que lhe cabe, num espírito de respeito e de tolerância que abre caminho para a paz”, desafia a diretora geral da UNESCO.

No Brasil, a língua materna dos Indígenas

Embora o português seja a língua oficial no Brasil, há cerca de 180 outras línguas maternas faladas regularmente por povos indígenas brasileiros. O línguista e professor da Universidade de Brasília, Aryon Dall’Igna Rodrigues, que estabeleceu uma classificação das línguas indígenas faladas no Brasil, alerta, no entanto, que 87% das línguas indígenas estão ameaçadas de “morte” e encaixam-se na categoria de línguas com dez mil falantes ou menos. De acordo com os estudos realizados por ele, cerca de 1.300 línguas indígenas diferentes eram faladas no Brasil há 500 anos.

Segundo o professor da UnB, uma das alternativas para a sobrevivência das línguas maternas indígenas é incentivar o aprendizado das novas gerações. “Esse tem sido um esforço dos linguistas e professores por todo o Brasil. Hoje, existem mais de duas mil escolas que oferecem alfabetização bilíngue para as crianças índias”.

(Heli Espíndola-Comunicação/SID)

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Gingando pela Paz: Relatos de um capoeirista em terras haitianas

Mais de 3000 haitianos cantam a capoeira!

 
Mal desembarcamos no Haiti e já botamos a mão na massa, ou melhor, já pegamos no berimbau. O evento, Tambores pela Paz, ou em idioma Criole, Tambou Lapé. Não poderíamos imaginar o que nos aguardava. A ansiedade era grande. Como seríamos recebidos? Qual seria a reação deles ao assistir uma apresentação de estrangeiros e de uma coisa que eles nunca tinham visto até então. Cerca de 3000 pessoas disputavam o único espaço iluminado no Bairro de Delma. pessoas nas lajes buscavam o melhor lugar. Várias apresentações de rap e rara (vide o blog) levantaram a multidão. Responsabilidade grande!

Armando o berimbau. Coração batendo apressado, descompassado. Uma prece, uma certeza. Tudo vai dar certo!

Olhos desconfiados, de estranhamento. E foi o berimbau começar a falar. E foi a boca começar a cantar e o inesperado aconteceu. Todos em uníssono responderam ao coro. Palmas, sorrisos! E a capoeira marcou a união de duas culturas, de dois povos irmãos. E naquele momento já não haviam bandeiras, nacionalidade, fronteiras. Todos falavam a mesma língua e o berimbau comandava a festa.

Agradecimento especial ao Coronel Ubiratan Ângelo que ao viola relembrou seu tempo de capoeirista, a Beija-Flor que deu um show com a sua capoeira e levantou a galera. E ao Querido mestre Genaro, criador da música “Paranê”, uma das músicas mais cantadas no mundo!

Confira a primeira parte do vídeo pelo link:
 
 

Contramestre Saudade
Coordenador Gingando pela Paz Brasil/Haiti
Viva Rio
www.vivario.org.br

 

Mobile: (509) 3798-0888
MSN:
[email protected]
Skype: flaviosaudade
Blog:
http://flaviosaudade.wordpress.com

Fortalecimento da cultura nacional

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, recebeu em seu gabinete, na manhã dessa terça-feira, 10 de março, o primeiro ministro de São Tomé e Príncipe, Joaquim Rafael Branco, que veio convidá-lo para a abertura da Bienal de São Tomé e Príncipe, que se realizará em 2010, e pedir apoio para a produção do filme Batepa, que será dirigido por um diretor angolano e um produtor brasileiro. O encontro aconteceu na sede do Ministério da Cultura, em Brasília.

Também participaram da reunião, o presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulú Araújo, o secretário do Audiovisual, Silvio Da-Rin, o diretor de Relações Internacionais, Marcelo Dantas, representantes do MinC, do ministério das Relações Exteriores e de São Tomé e Príncipe.

ORIENTAÇÕES

Juca Ferreira disse que o ministério da Cultura vem seguindo a orientação do presidente Lula no sentido de fortalecer as relações com os países da África. Ele garantiu dar total apoio à Bienal e disse que o MinC irá participar do evento nas mais diversas áreas como: música, cinema, dança, dentre outras. O ministro também reafirmou a intenção de cooperação na execução do filme, especialmente na finalização do projeto e de mixagem, por meio da secretaria do Audiovisual (SAv/MinC) e da Fundação Cultural Palmares (FCP/MinC).

Além desta parceria, Ferreira sugeriu trocas de conteúdos audiovisuais, por meio das TVs públicas e instalar, em breve, um Pontão de Cultura, que será discutido ainda este ano com representantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Portugal.  Ele propôs também a instalação de bibliotecas públicas, com o apoio da Coordenação Geral de Livro e Leitura, e pediu ao país africano que intensificasse o uso da língua portuguesa, no âmbito do Acordo Ortográfico. O secretário Silvio Da-Rin sugeriu a exibição de filmes sobre a capoeira, nas formas prática e teórica, durante a Bienal de São Tomé e Príncipe.

O presidente da FCP/MinC, Zulú Araújo, falou do Portal da CPLP na Internet e pediu a participação do país africanos, junto aos outros países participantes, “tendo em vista que temos representantes na Europa, na Ásia, na África e na América”. Propôs a capacitação de três técnicos em São Tomé e Príncipe para inserir no site informações sobre a nação africana para que haja interação maior entre os países de língua portuguesa.

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

De acordo com o governo brasileiro, a reforma ortográfica pretende simplificar e unificar a grafia entre os diferentes países que falam português. No discurso de assinatura do acordo ortográfico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse o seguinte: “[O acordo ortográfico] É o reencontro do Brasil com suas raízes mais profundas. Como avançar sem fortalecer a língua, como produzir bens culturais e didáticos sem uniformidade?”. Especialistas apontam que a unificação do idioma pode facilitar a assinatura de documentos diplomáticos, o comércio exterior e a cooperação entre os países de língua portuguesa.

Quais são os países que participam do acordo?

Participam Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Brasil, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já ratificaram o acordo – ou seja, reafirmaram o compromisso de implantá-lo. O Brasil é o país que está mais adiantado, pois já tem um cronograma claro. Portugal se comprometeu a adotar as novas normas até 2014.

Quando foi firmado o acordo ortográfico?

As mudanças da língua portuguesa foram acordadas em 1990, entre Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Em 2004, foi assinado um documento diplomático que inseria no grupo dos países de língua portuguesa o Timor Leste.

Quantas palavras são modificadas pela reforma ortográfica?

Segundo o Ministério da Educação (MEC), 0,8% das palavras sofrem alteração no Brasil. Em Portugal, a proporção de palavras modificadas chega a 1,3%. Especialistas divergem sobre esse percentual: também já foi divulgado que 1,6% das palavras de Portugal e que 0,5% das do Brasil serão afetadas.

É possível voltar atrás e desfazer as mudanças?

No Brasil, de acordo com o decreto assinado pelo presidente Lula, qualquer revisão do acordo ortográfico está sujeita à aprovação do Congresso Nacional.

Até quando posso escrever na antiga ortografia?

É possível escrever na antiga ortografia até o dia 31 de dezembro de 2012. A partir de 2013 ficam valendo apenas as novas normas ortográficas.

Quais são as principais mudanças na ortografia que a reforma traz?

As principais mudanças são o acréscimo de três letras no alfabeto, a extinção do trema, a retirada dos acentos em partes das palavras, além de alterações no uso do hífen.

A queda do trema e de acentos muda a pronúncia?

Não. A pronúncia continua a mesma. A reforma ortográfica só modifica a escrita.

Os livros escolares vão adotar as novas regras?

De acordo com o MEC, os livros escolares estão autorizados a circular em 2009 nas duas grafias, a velha e a nova. Em 2010 as obras deverão circular apenas na nova ortografia – com exceção das reposições de livros.

O objetivo deste guia é expor ao leitor, de maneira objetiva, as alterações introduzidas na ortografia da língua portuguesa pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por Timor Leste. No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo no 54, de 18 de abril de 1995.

Saiba o que muda na ortografia brasileira a partir de 2009.

Para baixar o Guia da Nova Ortografia da Lingua Portuguesa, clique aqui.

Brasil e Timor

Fundação Cultural Palmares integra delegação brasileira que visita o Timor Leste esta semana.

Uma delegação brasileira chegou nesta segunda-feira (11) ao Timor Leste para uma missão cultural de aproximação entre os dois países. O presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, e o diretor de Relações Internacionais do Ministério da Cultura, Marcelo Coutinho, foram convidados a fazer parte da delegação que passará uma semana no país. O objetivo é conhecer mais sobre a cultura do Timor, para, posteriormente, promover um evento cultural no Brasil. Também fazem parte da delegação brasileira representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil.

O interesse da delegação brasileira no Timor está relacionado aos projetos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Como no Timor Leste, apenas 10% da população falam português, o Brasil tem a intenção de promover atividades mais sistematizadas de estudo da língua portuguesa. Além disso, um projeto a ser implantado na CPLP é o DOC-TV. Por meio do DOC-TV, os países produzem documentários sobre algum aspecto de suas realidades, que, posteriormente, são transmitidos simultaneamente em todos os países. Para o Timor, de modo especial, esse projeto contribuiria para quebrar a hegemonia da Indonésia na televisão timorense.

O MRE considerou ser um momento propício para visitar o Timor, visto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no país há um mês. A delegação se reunirá nesta segunda-feira (11) com o ministro da Educação do Timor, João Câncio Freitas. Durante toda a semana, a delegação brasileira se reunirá com autoridades timorenses e conhecerá as principais manifestações culturais do país. A volta ao Brasil será no dia 16 de agosto.

Assessoria de Comunicação
Inês Ulhôa – assessora de imprensa (9966-8898) [email protected]
Jacqueline Freitas – [email protected]
Luisa Picanço – [email protected]
Marília Matias de Oliveira – [email protected]
Marcus Bennett – [email protected]
Telefones: (61) 3424-0164/ 0165/ 0166
wwww.palmares.gov.br

 

Campeonato Europeu Aberto de Capoeira – Portugal / 2007

CAMPEONATO EUROPEU DE CAPOEIRA
Portugal / 2007
 
A história de campeonatos acompanha o Grupo Muzenza de Capoeira desde a sua fundação no Brasil em 1972. O seu presidente, António Carlos de Menezes (Mestre Burguês), começou por acompanhar e treinar vários campeões brasileiros de capoeira. Com a difusão desta modalidade pelo mundo, em 2000, surgiu a ideia de organizar campeonatos de capoeira a nível mundial.
A capoeira é um dos principais factores responsáveis pela difusão da língua portuguesa pelo mundo. Neste evento, teremos a oportunidade de reunir em Portugal praticantes desta modalidade de todas as idades, sem discriminação de sexo, raça ou credo e oriundos de vários países da Europa, que vão aprendendo a língua portuguesa não só pelos nomes dos movimentos, como pelas letras das músicas cantadas na roda.
O Grupo Muzenza de Capoeira tem sido um dos grandes precursores desta modalidade, estando presente em mais de 30 países neste momento, como a Austrália, o Japão, os Estados Unidos da América, Israel e quase todos os países da Europa, onde a capoeira tem uma expressão significativa.
 
Em Portugal, o Grupo Muzenza implantou-se há mais de dez anos, estando hoje presente de Norte a Sul do país, contando com mais de 500 praticantes. Crianças a partir dos 3 anos, adolescentes, jovens e adultos, juntam-se em aulas, promovendo um convívio saudável e a troca de experiências.
 
Em Janeiro do corrente ano, foi organizado no Brasil o 4º Campeonato Mundial Aberto de Capoeira, mostrando o desenvolvimento deste tipo de eventos a um nível mundial. É no seu seguimento que vimos agora apresentar o Campeonato Europeu Aberto de Capoeira – Portugal / 2007.
 
 
 
PROGRAMAÇÃO
 
Dia 1 (sexta-feira): Monte Abraão – aulas com os convidados e roda
 
Dia 2 (sábado): Monte Abraão – aulas com os convidados, futebol convívio, exposição de fotos, palestras (Mestre Sanhaço) e campeonato de música
 
Dia 3 (domingo): Complexo Desportivo do Monte Abraão – campeonato de capoeira: infantil, adulto
 
Organização: Mestre Burguês / Mestre Sargento
 
Contactos:
 
Tel: (00351) 963 548 283 – Mestre Sargento

Pela valorização da cultura negra

A história da capoeira e a linguagem usada nos cânticos estão agora em dicionário. A obra, que foi apresentada no Mindelo durante o 1.º Festival de Capoeira, é da autoria do jornalista e professor brasileiro Mano Lima.
 
Através de mais de mil verbetes, o Dicionário de Capoeira coloca à disposição de alunos e professores factos históricos sobre esta luta-dança, curiosidades e os dados mais recentes sobre a internacionalização da capoeira.
 
Editor da revista “Capoeira em Evidência”, que é publicada em Brasília, Mano Lima observou ao longo dos anos que “as novas gerações querem praticar capoeira, mas não se preocupam muito com a sua história e origem”. Lima decidiu, por isso, produzir um dicionário que servisse de material didáctico tanto para quem ensina como para quem aprende capoeira. São 1.600 verbetes relacionados com factos históricos, nomenclatura de blocos e grupos de capoeira, grandes figuras e gírias desta modalidade.
 
A primeira edição já está esgotada graças a vendas nos quatro cantos do mundo, mas permitiu a Mano Lima constatar um facto interessante: “A prática da capoeira está motivando o estudo da língua portuguesa”. Esta é uma aprendizagem que se faz primeiro de forma informal, através dos cânticos entoados nas rodas de capoeira, e depois em aulas formais. “Em muitos países, entre eles a Austrália e o Japão, há já classes com um professor a ensinar o português nas próprias escolas de capoeira”, afirma Mano Lima.
 
Mas, além de promover a língua portuguesa, a capoeira está também, de acordo com Mano Lima, a derrubar os preconceitos que ao longo dos séculos rodearam os negros e a sua cultura. “A semente da capoeira atravessou o oceano Atlântico a bordo dos navios negreiros e germinou no Brasil. Agora, a semente que foi levada para o Brasil está a ser replantada pelos brasileiros em África e outros cantos do mundo, divulgando e valorizando simultaneamente a cultura do continente negro”, declara o jornalista.
 
Valorização que começa no seio das comunidades negras e/ou mestiças, que passam a assumir as suas origens étnicas e culturais. Porque, alega Mano Lima, “uma das heranças malditas da escravidão é o preconceito não só dos brancos para com os negros, mas também destes contra si próprios. A consequência é uma série de comportamentos de negação da sua identidade”. Negação da cor da pele, textura do cabelo, tipo fisionómico, etc.
 
Um dos episódios mais recentes envolveu o jogador de futebol brasileiro Ronaldinho, quando de uma visita sua ao país natal. Mano Lima conta que “quando Ronaldinho foi questionado se se orgulhava da sua herança negra, ele foi extremamente ríspido com o repórter e respondeu que a pergunta era uma burrice. Ou seja, ele não assumiu as suas origens sociais e étnicas, negou-as”.
 
Mas esses preconceitos, afiança Mano Lima, estão sendo aos poucos dissipados, quanto mais não seja através da capoeira. E, aqui, o jornalista destaca o trabalho que o mestre Carlos Xéxeu está a fazer em Cabo Verde.
TSF
 
Fonte: A Semana Online