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Aconteceu: Capoeiristas do Maranhão se encontram em evento em São Luís

SÃO LUÍS – Promover a integração entre adeptos de diferentes academias de São Luís e do interior do estado, permitindo a valorização da arte da capoeira, é o objetivo do intercâmbio municipal que será promovido pelo mestre Mizinho, do Centro Cultural Educacional Maranhão Arte de Capoeira, neste fim de semana.
 
O primeiro encontro acontecerá às 17h de hoje (29), na Praça Gonçalves Dias. Amanhã (30), às 10h, a programação será desenvolvida na praça de alimentação da Avenida Litorânea.
 
Entre os convidados do evento, estão alunos e estagiários da academia, que hoje acompanham, sob a coordenação de Mizinho, grupos de capoeira nos bairros do Anil e Bom Milagre, em São Luís, e em municípios como Pinheiro, Bacuri, Apicum-Açu, Barreirinhas e Paulino Neves.
 
Mestres e adeptos de outras academias com reconhecido trabalho na capoeira do Maranhão também participarão do intercâmbio.
 
Líder atuante no meio cultural e esportivo, com 25 anos dedicados à capoeira regional, mestre Mizinho, que desenvolve trabalho na Academia da Lagoa e Academia Okayama, espera transformar o intercâmbio municipal em uma grande confraternização.
 
“Com esse trabalho, membros do Centro que moram na capital e no interior poderão se conhecer e trocar experiências. Isso é muito importante para o crescimento da capoeira no estado”, disse o mestre, que é vice-presidente da Federação de Capoeira do Estado do Maranhão (Fecaema). Mizinho esteve muitos anos à frente do grupo Nação Palmares e se notabilizou pelo trabalho desenvolvido no local.
 
No primeiro dia do intercâmbio, haverá aulão e roda de apresentação dos núcleos dos municípios, na Praça Gonçalves Dias, a partir das 17h. O evento será encerrado neste domingo, com a realização da roda de encerramento, às 10h, na Avenida Litorânea.
 
“Esperamos contar no domingo, encerramento do intercâmbio municipal, com toda a comunidade capoeira de São Luís, para juntos festejarmos este momento”, destacou Mizinho.
 
Fundado em março deste ano, o Centro Cultural Educacional Maranhão Arte de Capoeira realiza um importante trabalho social na periferia de São Luís, em parceria com associações de bairro, igrejas e outras instituições. Na área educacional, o Centro vem apoiando projetos desenvolvidos por clubes sociais e escolas da rede pública de ensino.

Mestre Alcides – USP: CEACA

Aos poucos nossa Capoeiragem vai sendo remapeada.
Temos que concordar com alguns sábios mestres-administradores:
"Não há como definir uma política – pública ou privada – para a Capoeira se não fizermos, antes, um diagnóstico do estado da arte da capoeira e dos capoeiras.
 
Este artigo, escrito por Miltinho Astronauta, segundo suas próprias palavras, faz parte "ATLAS DA CAPOEIRA EM SÃO PAULO".
 
Nós, do Portal Capoeira, não apenas apoiamos a iniciativa, como fazemos parte dela.
 
Esta coluna "Jovens Mestres", será um espaço para disponibilizarmos alguns "perfis de mestres" e histórias da capoeira paulista e paulistana, como de qualquer outro lugar do país ou do mundo… o que precisamos é de material humano, didático e muita vontade…
 
Mas a obra completa, ou seja, o ATLAS de São Paulo, será construido coletivamente, e todos os segumentos da capoeira serão contemplados.
Digamos que estamos numa "corrida saudável", no qual a questão é: qual Estado será o primeiro a lançar seu ATLAS? Soube que no Maranhão a "coisa" está bem adiantada, e na Paraíba, terra de "Mestre Lendro Barros" – que nos emprestou seus cordéis para adaptarmos como ladainhas de angola – já estão também fazendo o dever de casa. Por lá, na Paraíba, Bené é a figura em ação.
 
Vamos, então, a um resumo da Capoeira de Mestre Alcides, Capoeira na USP, da qual já apreciei quanto estava em São Paulo… bons tempos…
 
Luciano Milani

Capoeira no Instituto Oceanográfico, USP, São Paulo
 
O Centro de Estudos da Capoeira – CEACA – oferece aulas de capoeira para alunos e funcionários da USP, no Butantã
 
 Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
Edição 66 – de 26/Mar a 01/Abr de 2006
 
Historicamente, desde pelo menos o final dos anos 60, a Capoeira está na Universidade. Senão como disciplina, está pelo menos como atividade cultura e desportiva. Na USP (Universidade de São Paulo), Capital, Butantã, salvo engano os mestres Eli Pimenta e Gladson são os precursores. O primeiro por dar aulas aos alunos e funcionários, com atividade de lazer (1969), e o segundo por ter inserido a capoeira no currículo escolar da Usp (1970/71).
 
Mestre Gladson continuou seu trabalho no CEPEUSP – Centro de Praticas Esportivas da USP – onde ensina até hoje. Mestre Eli Pimenta, que iniciou Capoeira com Mestre Suassuna, depois passou pelo Cativeiro (de Mestre Miguel Machado), deu aulas na USP entre os anos de 1969 à 1982 (não sei precisar se houveram interrupções nos treinos de capoeira). Uma das fases de Mestre Eli na USP foi no antigo "Barracão", posteriormente demolido. O Grupo era o Grupo de Capoeira Senzala. Já em 1969 integra-se ao grupo de capoeiras o jovem Alcides de Lima, hoje Mestre Alcides. Pouco depois (1971) chega também o Dorival dos Santos – Mestre Dorival. No ano de 1988 mestre Alcides funda o Centro de Estudos e Aplicação da Capoeira – CEACA. Ambos formam-se mestres em 1992, pelas mãos de Mestre Eli Pimenta. Na foto ao lado estão os Mestres Alcides, Eli Pimenta e Dorival, durante Cerimônia de Formatura, USP, 1999.
CEACA
 
Academia de Capoeira Senzala, USP, 1978: Batizado que contou com a presença dos seguintes mestres:
Eli, Miguel Machado, Caio, Rodolfo, Cidão, Alcides, Alemão, Saruezinho e outros.
 
CEACANa foto ao lado está o Mestre Alcides, jogando capoeira com a Edith, enquanto Elci, hoje Ouvidor Geral do Município de São Paulo observa.
 
Mestres Alcides e Dorival formaram os seguintes capoeiras: a) Turma 1 (1998): Paulinho Baraúna, Querido de Deus (Fabrício L. Silva), Jacaré (Denilson Almeida) e Luis Carlos Batista; b) Turma 2 (2002): Flexa (Ronaldo Amaral).
 
O CEACA ministrou aulas de Capoeira na Colorado State University, em Fort Collins, EUA, no ano de 1995. Fruto daquele primeiro trabalho, o CEACA mantém até hoje uma filial sob sua coordenação naquela cidade. O CEACA mantém ainda outras filiais: San Juan, em Porto Ricoç Bowie, Maryland (EUA) e Bordeaux, França.
 
Em São Paulo, Mestre Alcides desenvolve atualmente diversos trabalhos, sendo um deles no Lions Club (Av. Corifeu – Butantã) e o outro no Instituto Oceanográfico da USP (I.O.), na parte baixa da Rua do Matão, próximo ao Restaurante dos Professores.
 
Foi com grande satisfação que recebi de Mestre Alcides a informação que um projeto sob sua coordenação foi selecionado pelo programa Ponto de Cultura, do Ministério da Cultura. Este projeto vai ser desenvolvido na Escola Amorim Lima, no Butantã. Além do CEACA, de São Paulo, somente um outro grupo do Paraná foi contemplado com o incentivo do MinC.
Capoeira no I.O.
 
 As aulas de capoeira do Instituto Oceanográfico acontecem no Grêmio do I.O. as segundas e quartas-feiras, à partir das 18h00 e até as 19h15. Informações podem ser obtidas com o professor Lagarto (11) 9825-6298, ou com o Instrutor Rodrigo Pança (11) 9482-7985, ou com o Mestre Alcides no local.
CEACA
 
Sobre a Capoeira na USP
 
Para finalizar este artigo, gostaria de esclarecer que tão breve possa levantar mais informações sobre a história da capoeira na USP, e vice-versa, voltaremos e este editorial. Temos conhecimento dos trabalhos ali desenvolvido por diversos mestres, contramestres e professores como Gladson de Oliveira Silva, Pingüim (Luis Antônio Nascimento Cardoso), Vinícius Heine, João Sarará (João Luis Uchoa Passos), Thiaguinho (Thiago Uchoa Passos), Nego Folha (Márcio Custódio de Oliveira), o grupo Nzinga (M.Janja); o pessoal do Abada e da Malungos. Em breve retornaremos à esta Roda de Informações sobre a Capoeira.

 

Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
 

Portugal: Espinhense sagra-se Campeão Ibérico

“Tive de estar ao melhor nível para vencer a final”
 
O espinhense Luis Cruz foi o vencedor do Campeonato Ibérico de Capoeira realizado recentemente em Madrid, na categoria Open. Apesar da falta de apoios para esta deslocação a Espanha, “Zorro”, alcunha do jogador no mundo da capoeira, conseguiu superar, na final, três atletas mais graduados e trazer o troféu para Espinho. Luis Cruz deixa bem vincado que esta arte marcial não é uma luta, mas sim um jogo espontâneo, onde é estimulada a criatividade e a inteligência. O contacto com outras pessoas e novas culturas também são alguns dos interesses destacados pelo atleta espinhense.

Espetáculo – Homenagem ao Mestre Pastinha, Quando as pernas fazem miserê

 Dia 13/10  –  Entrada Franca 

 

Horário: 20:00hs

Local: TEATRO DA UNIVERCIDADE

R: Humaitá, 275  Humaitá – RJ

Informações: F: (21) 2527-1497

 

Dia 14/10  –  Entrada Franca

 

Horário: 20:00hs

Local: Lona Cultural Herbert Viana – RJ

EM BREVE NOVA PROGRAMAÇÃO DAS APRESENTAÇÕES:


Em 2000, fui presenteado com a versão em CD do disco outrora gravado por mestre Pastinha. Naquela noite inquieta, inteiramente emocionado a ouvir aqueles causos contados pelo mestre, decidi que montaria esse espetáculo.
    
    De lá pra cá, muitas foram as boas surpresas a contribuir para a realização desse sonho. O ingresso no mestrado no instituto de Artes da Unicamp com a pesquisa que relaciona a arte de ator com a do capoeirista angoleiro apontou o rumo. Alguns anjos surgiram para abençoar. A orientação da Prof. Dra Suzi Frankl Sperber, coordenadora do LUME e o aprendizado cotidiano com mestre Jogo de Dentro formado por mestre João Pequeno de Pastinha iluminaram o caminho.
    
    A opção de elaborar uma obra teatral a partir dos elementos articulados no seio da própria Capoeira Angola e com atuantes que, independente desta empreitada, treinam a anos, pelo puro prazer da vadiagem, permitiu o tecer com propriedade.
    
    Mestre Pastinha, apesar da mingua no final de sua vida, foi um homem iluminado que por aqui passou. Uma espécie de Buda com a missão de fazer prosperar a resistência de um povo, expressa numa nobre arte chamada Capoeira.
                                                                                                                        LUIS CARLOS NEM
 
Direção e concepção – Luis Carlos Nem
 
Produção – Sylla Jonh Taves
 Elenco
Brisa Vieira
Danny Soares
Fábio Tomé
Hugo Cacilhas
Renata Lima
Servilio de Holanda
Participação especial – Mestre Jogo de Dentro
 
Direção musical e Sonoplastia – Plínio Ferreira
Roteiro – Frede Abreu e Luis Carlos Nem
Orientação de Pesquisa – Suzi Frankl Sperker
Texto de Abertura – Muniz Sodré
Assistência de Direção – Daniela Amoroso
Assistência de Produção – Igor Brasil e Coraci Bartman
Cenário e Figurinos – Daisy Caribé, Renato Ferracini, Leila Leme e Mayra Taves
Orientação de manipulação de Bonecos – Miguel Vellinho
Confecção de Bonecos – Renato Spinelli, Eloisa Dile e Miguel Vellinho
Orientação de mímeses corpórea – Renato Ferracini
Iluminação – Ênio Bernardes
Coreografia – Renata Lima e Daniela Amoroso
Animação – Francisco Ivan Russo
Fotos – Marli Wunder
Edição de Vídeo – Laboratório Cisco
Produção Gráfica – Ivan Avelar CPGravura/DAP/IA/UNICAMP
 
Agradecimentos
Eloi Lima, Rafael Lima, Iara Ferreira, Thiago, José Roberto Zan, Renato Tapajós, Rogério Cerqueira Leite, D. Cida, Ênio Bernardes, Barbosa, Valmir, Malu, Dario, Tonha, Toshiro, Alik Wunder, Nadir de Quadros, Alexandre Piccina e Pedro Castelo Branco, Edson Lins, Geraldo Mendes, Élio Wunder, Hidalgo Homero.
 
PATROCÍNIO – PETROBRÁS