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Brasil e Timor

Fundação Cultural Palmares integra delegação brasileira que visita o Timor Leste esta semana.

Uma delegação brasileira chegou nesta segunda-feira (11) ao Timor Leste para uma missão cultural de aproximação entre os dois países. O presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, e o diretor de Relações Internacionais do Ministério da Cultura, Marcelo Coutinho, foram convidados a fazer parte da delegação que passará uma semana no país. O objetivo é conhecer mais sobre a cultura do Timor, para, posteriormente, promover um evento cultural no Brasil. Também fazem parte da delegação brasileira representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil.

O interesse da delegação brasileira no Timor está relacionado aos projetos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Como no Timor Leste, apenas 10% da população falam português, o Brasil tem a intenção de promover atividades mais sistematizadas de estudo da língua portuguesa. Além disso, um projeto a ser implantado na CPLP é o DOC-TV. Por meio do DOC-TV, os países produzem documentários sobre algum aspecto de suas realidades, que, posteriormente, são transmitidos simultaneamente em todos os países. Para o Timor, de modo especial, esse projeto contribuiria para quebrar a hegemonia da Indonésia na televisão timorense.

O MRE considerou ser um momento propício para visitar o Timor, visto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no país há um mês. A delegação se reunirá nesta segunda-feira (11) com o ministro da Educação do Timor, João Câncio Freitas. Durante toda a semana, a delegação brasileira se reunirá com autoridades timorenses e conhecerá as principais manifestações culturais do país. A volta ao Brasil será no dia 16 de agosto.

Assessoria de Comunicação
Inês Ulhôa – assessora de imprensa (9966-8898) ines.ulhoa@palmares.gov.br
Jacqueline Freitas – jacqueline.freitas@palmares.gov.br
Luisa Picanço – luisa.miranda@palmares.gov.br
Marília Matias de Oliveira – marilia.oliveira@palmares.gov.br
Marcus Bennett – marcus.bennett@palmares.gov.br
Telefones: (61) 3424-0164/ 0165/ 0166
wwww.palmares.gov.br

 

Mulheres Guerreiras Capoeiras

A escravidão migra do campo para as cidades e os escravos e escravas de ganho tornam-se essênciais nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Minas Gerais; estes escravos deviam gerar renda para seu próprio sustento e os que ainda não eram libertos, além disto deveriam levar parte do ganho aos seus senhores. Estes eram denominados pelos brancos como “boçais” quando não dominavam a língua portuguesa e “ladinos” aos que aqui nasciam ou chegavam após a proibição do tráfico em 1850. O comércio por eles promovido era o mais diversificado possível, de alimentos à utensílios domésticos.
 
Entre os negros e negras de ganho havia uma certa hierarquia a ser respeitada de acordo com o ganho e a etnia Malé, Ijexá, Cabinda, Nagô, Bantu… As mulheres escravas e forras que se dedicavam ao comércio muitas vezes eram consideradas inadequadas e imorais por se defenderem publicamente de agressões à elas causadas por fiscais da Coroa Portuguesa. Elas procuravam defender seus filhos e mercadorias do abuso português. Vamos falar um pouco destas guerreiras, Aqualtune, Dandara, Eva Maria do Bonsucesso, Teresa de Benguela, Luísa Mahin e outras.
 
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Luísa Mahin séc XIX

Escrava liberta em 1812, pertencia à nação nagô-jejê, da Tribo de Mahi, religião Muçulmana, africanos conhecidos como Malês. Todas as revoltas e levantes escravos que abalaram a Bahia nas primeiras décadas do século XIX foram articulados por ela, em sua casa, que tornou-se quartel – general destes levantes. Luísa era quituteira e passava mensagens escritas em árabe para outros rebeldes, através de meninos que fingiam comprar produtos em seu tabuleiro de vendas e levarem os bilhetes aos outros articuladores. Foi uma das articuladoras da Revolta dos Malês em 1835. Ficou conhecida pela valentia e insubmissão. Foi articuladora também da Sabinada em 1837/38. Descoberta é perseguida e consegue fugir para o Rio de Janeiro onde foi encontrada, presa e degredada para a África, Angola. No entanto, nenhum documento foi encontrado lá em Angola, comprovando seu degredo. Acredita-se que ela tenha fugido e instalado-se no Maranhão, onde o tambor de crioula foi desenvolvido e parece que houve sua ajuda para tal. Deixa um filho aqui no Brasil, fruto da união com um português rico e fidalgo boa vida viciado em jogos de azar. Mais tarde este pai vende o próprio filho com 10 anos para pagar uma dívida de jogo. Recusado em uma fazenda em Campinas por ser baiano e os baianos tinham fama de rebeldes ele é arrematado por uma fazenda em Lorena, interior paulista. Este menino cresce e sete anos mais tarde é alfabetizado por um hóspede da fazenda que se chamava, Antônio Rodrigues do Prado Júnior. O hóspede o ensina a ler e escrever, com os documentos que provam sua alforria foge para um quilombo perto de Lorena e torna-se poeta abolicionista, jornalista importante para o Brasil. Em 1854 é expulso do exército por responder a uma ofença de um superior. Segue trabalhando como escriturário, organizando bibliotecas e criando escolas gratuitas para crianças e cursos noturnos de alfabetização dos adultos. Autodidata cursa Direito conseguindo através da maçonaria autorização para advogar, consegue libertar 500 escravos, defendendo no tribunal que : …_”Aquele que mata quem quer o escravizar age em legítima defesa.” Seu nome, Luiz Gama.

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