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I Mostra Nacional de Produção Científica em Lutas

1.ª Mostra Nacional de Produção Científica em Lutas é a novidade mais aguardada da 4ª Convenção Internacional de Artes Marciais (2013).

Sucesso de público e crítica por 3 anos consecutivos, a 4ª Convenção Internacional de Artes Marciais e Modalidades Esportivas de Combate será agraciada por uma novidade imperdível: A 1ª Mostra Nacional de Produção Científica em Lutas.

Os organizadores esperam com isso, não só constituir novo espaço físico e virtual de divulgação sobre os avanços na Ciência das Artes Marciais, como disponibilizar aos participantes da Convenção, atualização in loco, com os mais recentes trabalhos publicados.

Além disso, segundo Leandro Paiva, coordenador geral da convenção, existem três vantagens adicionais em participar da Mostra: a primeira é a seriedade e competência com que será conduzida, pois o coordenador técnico, Fabrício Boscolo Del Vecchio, além de faixa preta, é considerado o maior pesquisador brasileiro sobre o tema, com participação em mostras científicas no exterior, mais de 50 artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais, além de livros e capítulos de livros.

A segunda vantagem é que os trabalhos serão organizados, registrados em cartório e publicados em PDF como “Anais da 1ª Mostra Nacional de Produção Científica em Lutas”, com a possibilidade de alocar em futuro próximo os resumos e artigos completos na plataforma Scielo ou em Revista Online especialmente desenvolvida para isso.

Por fim, quem se inscrever na Mostra Científica automaticamente poderá participar neste dia da Convenção, gratuitamente, de todos os cursos com certificado.

 

Para saber mais e se inscrever, direto pelo site oficial: http://eventos.tatame.com/

Lázaro Ramos grava cena de luta: capoeira x jiu-jítsu

Trama retoma episódio histórico que marcou a popularização da capoeira

Lázaro Ramos ensaia coreografia de luta com Walter, Cocoroca (boné) e o dublê Rodrigo Oyie (de costas)

Um combate emocionante entre a capoeira e o jiu-jítsu, em Lado a Lado. De um lado do ringue, Zé Maria (Lázaro Ramos), do outro, o grande campeão de artes marciais Jun Murakami, professor de luta contratado pela Marinha. A gravação dessa cena exigiu espírito guerreiro de todos: Lázaro Ramos ensaiou exaustivamente todas as coreografias, foram recrutados 150 figurantes e montado um cenário que reproduz um pavilhão de lutas em 1910. Seriam os primórdios do MMA (sigla para Artes Marciais Mistas, em inglês)?

“A gente sempre se pergunta: o que acontece se uma pessoa de um estilo de luta enfrentar outra, de outro estilo? Inclusive eu fiquei sem entender como é que ia funcionar a cena, mas acabou indo bem”, conta Lázaro Ramos. A mistura de estilo de lutas está presente até no texto da cena, como lembra o ator: “Tem uma frase do texto que é boa, que o Jonas fala: ‘Imagina se alguém um dia junta jiu-jítsu com capoeira? Vai ser imbatível!’. No ensaio a gente falava de brincadeira: ‘Pô, Anderson Silva!’. De qualquer forma, quem for fã de MMA, vai se inspirar.”

 

Fonte: http://tvg.globo.com

Após título de Diego Brandão, Brasil está perto de ter capoeirista no TUF

Marcus ‘Lelo’ Aurélio passou nos três testes exigidos e espera receber o chamado do Ultimate para tentar o segundo título seguido para a país

Mais de 2,1 milhões de pessoas já assistiram no Youtube ao impressionante nocaute de Marcus Aurélio sobre Keegan Marshall, em luta realizada em 2009. O brasileiro usou movimentos característicos da capoeira e levou seu adversário à lona com uma meia-lua de compasso. Agora, Lelo, como também é conhecido esse filho do Mestre Barrão, está perto de ter a chance de mostrar toda a sua arte para um público ainda maior: ele está na fase final da seleção para participar da 15ª edição do reality show do UFC, o “The Ultimate Fighter”, marcado para começar no dia 9 de março.

Em Las Vegas, Lelo, seu irmão, Marcus Vinícius, e mais de 350 lutadores, selecionados entre mais de mil inscritos, realizaram testes para a próxima edição do programa, que agora terá transmissão das lutas ao vivo e em TV aberta nos EUA. Na edição 14, encerrada no sábado, Diego Brandão faturou a disputa do peso-pena e serve de inspiração para o brasileiro.

– Foram três fases. A primeira é de jiu-jítsu (sim quimono). Tem que saber rolar (lutar no chão), e metade já é cortada aí. Consegui passar também na segunda parte, a da luta em pé. E cheguei até o fim, que é a entrevista. Tinha muita gente e só restaram uns 60. Mas não falaram nada para ninguém, ficaram de ligar em uns 15 dias – disse Lelo, por telefone, ao SPORTV.COM.

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Essa não é a primeira vez que Lelo tenta uma oportunidade no TUF. Na outra vez, ele ficou fora porque tinha poucas lutas, apenas três. Depois da frustrada tentativa, já fez mais dois combates e venceu ambos. Agora, está pronto para entrar na casa do reality show. E já sabe o que tem para mostrar aos telespectadores e ao UFC.

– Estou achando que vai dar. O povo está muito interessado em ver capoeira, algo diferente. Os caras aqui são a mesma coisa, todos pintam o cabelo, são americanos, quadrados. Um brasileiro de capoeira ainda não participou. Se não der agora, preciso fazer mais umas duas lutas e acho que eles me colocam direto no UFC sem precisar passar pelo TUF – declarou Lelo, que tem cinco vitórias e uma derrota no MMA.

De Recife para o mundo

O irmão de Marcus Aurélio, Marcus Vinícius, ficou fora da seleção do TUF, mas, segundo Lelo, também tem chances de ir direto para o UFC se vencer mais algumas lutas em outras organizações. Ambos moram em Vancouver, no Canadá, e são fruto de um projeto elaborado pelo pai, Marcos da Silva, o Mestre Barrão. Na década de 90, convidado por canadenses que gostaram de uma apresentação sua, ele levou o próprio grupo, o Axé Capoeira, para apresentações na América do Norte. Ganhou fama com a turnê, deu entrevistas para emissoras dos EUA e do Japão e foi passar um mês na Itália.

Em 92, Mestre Barrão voltou para o Canadá e ficou. Em 1996, montou sua primeira academia, que era tanto voltada para apresentações quanto para lutas. Ele tinha um objetivo em mente.

– As pessoas não acreditavam na capoeira como luta, e eu quis mostrar que ela é eficiente. Quem faz capoeira tem agilidade, flexibilidade e, por ser uma arte mais nova introduzida nos ringues, ganha no aspecto surpresa, na malandragem. Os lutadores de outras modalidades são eficientes, mas não têm a malandragem da capoeira. Malandragem de rua, que é usada até para sobreviver – explicou.

Mestre Barrão voltou para o Brasil e hoje tem grande fama no meio da capoeira. Com produção independente, revela que vendeu mais de 200 mil cópias de três edições do DVD de suas instruções e mais de 160 mil com mais outras três.

Fora isso, deixou seu conhecimento espalhado pelo mundo. Além de Marcus Aurélio e Marcus Vinícius no Canadá, ele também tem uma filha, Márcia, morando em Toronto, e mais um filho, Marcus Matias, ensinando a capoeira em Praga, na República Tcheca. E assim vai disseminando a cultura brasileira pelo mundo, seja dentro ou fora dos ringues.

– Além de ser eficiente, a capoeira é uma das maiores divulgadoras da língua portuguesa. Pois para aprender a cantar, precisa saber o português – finalizou.

 

Fonte: http://sportv.globo.com

UFPE disponibiliza histórico da cultura pernambucana em acervo virtual

No ano em que se celebra internacionalmente os Povos Afrodescendentes, o Laboratório de História Oral e da Imagem (Lahoi) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) publica resultados de dois projetos que têm por objetivo resgatar a memória cultural do estado. Um resgata a memória e traz um inventário sonoro dos maracatus. O outro torna acessível material histórico sobre as manifestações e lutas das décadas de 1970 a 1990.

Fruto do projeto Ritmos, Cores e Gestos da Negritude Pernambucana*, o Lahoi disponibiliza em seu acervo virtual – www.ufpe.br/negritude – levantamentos, documentos, fotografias e entrevistas que dão voz a importantes lideranças dos movimentos culturais e sociais negros pernambucanos. Com foco nesses movimentos, o projeto evidencia as relações construídas por seus militantes nas duas décadas.

O período foi escolhido por constituir um momento muito significativo na história do estado, marcado por intensas lutas sociais, onde maracatus, afoxés, capoeiras, escolas de samba e grupos de música e teatro foram fundamentais na integração do povo. De acordo com Isabel Guillen, coordenadora do projeto, o material ressalta importantes características dessas mobilizações e sua importância na afirmação de um orgulho pela identidade, pela negritude.

PERSPECTIVAS – No acervo virtual, Isabel vê uma oportunidade de colocar em circulação outro olhar sobre a cultura na grande Recife. “O desejo é de que muitos consultem o acervo. Tamanha diversidade e riqueza não podem permanecer invisíveis”, afirma. “Não adianta documentação trancada. Ela precisa circular, produzir novos saberes, causar inquietações, ser agente de transformação no mundo”, completa.

Para Alexandro Reis, diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro da Fundação Cultural Palmares (DPA/FCP), a UFPE apresenta para a sociedade brasileira um importante trabalho de valorização e promoção da diversidade cultural do nosso país. “O patrimônio cultural da comunidade afropernambucana é merecidamente agraciada com esta proposta”, ressalta.

MARACATUS-NAÇÃO – A outra pesquisa do Laboratório de História Oral e da Imagem (Lahoi) da UFPE tem por objetivo produzir conhecimento sobre a vida social dos maracatus-nação de Pernambuco. Nela, são abordados os aspectos relacionados diretamente à musicalidade sob a óptica de que embora inseridos em uma mesma categoria de manifestação cultural, os maracatus têm suas especificidades.

Os registros dos maracatus fazem com que a diversidade e riqueza das nações e suas identidades sejam divulgadas e igualmente valorizadas evitando que a exposição da sonoridade de uma única nação sirva de referência para a manifestação como um todo. O produto final da pesquisa será o Inventário Sonoro dos Maracatus-Nação Pernambucanos* e um CD coletivo com sonoridades de 19 maracatus.

Para conhecer o projeto sobre os maracatus acesse www.historiamaracatusnacao.com e http://inventariomaracatus.blogspot.com/.

* Ambos os projetos foram financiados pelo Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura).

 

Fonte: http://www.palmares.gov.br

Mato Grosso do Sul: 10º Festival de Artes Marciais e Lutas

Mestres e atletas de artes marciais repudiam associação do esporte com a violência

Durante o 10º Festival de Artes Marciais e Lutas de Mato Grosso do Sul, que acontece em Campo Grande neste fim de semana, estão reunidos no Ginásio Guanandizão 1.800 atletas, além de pais, treinadores e admiradores dos esportes.

Com as lutas em evidência no evento, o Midiamax foi conversar com pais, atletas e treinadores sobre a importância de ressaltar a prática esportiva e evitar as agressões físicas.

O professor Bento Vanildo Campos, de 52 anos, é proprietário de uma academia de boxe há dez anos em Ponta Porã e responsável por orientar vários atletas. Ele explica que nos treinamentos os alunos aprendem a não praticar violência e lutar por esporte, apenas.

“Quando um atleta se apresenta mais violento nós conversamos com ele e com os pais, dou exemplo de atletas renomados e fazemos treinamentos mais específicos com o aluno para ele gastar as energias dentro da academia”, destaca o professor.

Nauir Riods, de 14 anos, começou a treinar boxe com dois anos de idade, acompanhando sua irmã nas aulas. “Gosto de lutar, mas só dentro do ringue”, diz Nauir enquanto olha fixamente para o ringue, onde acontecia uma luta.

A mãe Marenil Fátima da Silva, de 45 anos, se enche de orgulho ao ver seu filho, atleta de karatê, Victor Hugo, de seis anos, ganhar uma luta no tatame. Marenil explica que seu filho começou a treinar no ano passado na escola e que adora o esporte.

Ela diz que Victor é um menino muito calmo e que o karatê ajuda em seu desempenho escolar e físico. “Não tenho medo dele se tornar violento, porque sei que o treinador ensina como ele deve agir”, destaca.

Já Lucas Ramos de Campos, de 23 anos, seis dos quais dedicados a capoeira e diz que aprendeu a modalidade em um projeto sócioeducativo da Capital. Para ele, pessoas que usam os golpes que aprendem nos esportes para brigar são covardes. “É uma covardia, porque a pessoa que luta sabe os pontos fracos do adversário e pode machucá-lo”, diz.

Lucas ainda ressalta que nunca se envolveu em brigas e nunca usou os golpes que aprende nas aulas de capoeira fora da academia, nem mesmo para defesa pessoal, além disso, explica que se alguém de seu grupo se envolver em brigas, é punido dentro da academia.

Atletas de 11 modalidades estão reunidas, sendo karatê oficial, kung-fu kuoshu, jiu-jitsu, taekwondo, muay-thai e judô, karatê tokay-kan, kung-fu wushu, lutas associadas e boxe.

 

Fonte: http://www.midiamax.com/

 

I Batizado e Entrega de Cordas do Projeto Gingando pela Paz no Haiti

Após um ano de labuta realizamos o I Batizado e Entrega de Cordas do Projeto Gingando pela Paz no Haiti. Sem dúvida um momento que irá permanecer em nossas lembranças. Dentre os momentos mais emocionantes, a caminhada pelo bairro de Bel-Air, considerado zona vermelha pela ONU, e o batizado dos nossos alunos, que teve início com o batizado do pequeno Bimba. filho de haitiano e francesa, o pequeno foi registrado com o nome do grande mestre após seus pais assistirem ao documentário, exibido no Centro Cultural do Brascil no Haiti. Um momento marcante.

Mais infomações sobre o evento

Este primeiro ano foi repleto de lutas, muito trabalho, muitas dificuldades, foi sim. Porém, cheio de alegrias e realizações. As dificuldades serviram para testar nossa capacidade de seguir acreditando em nossos sonhos; nossas quedas, para nos ensinar a levantar, sacudir a poeira e seguir caminhando e nossas vitórias para nos mostrar que estamos no caminho certo e que nunca, “nunca-em-tempo-algum”, devemos desistir dos nossos sonhos (recordando Augusto Cury). Devemos seguir reinventando, recriando. Pois cada dia é novo, cada luta é nova e nos renova; cada sede é nova ( inspirado em belo, belíssimo poema de Elisa Lucinda). Devemos seguir nos apaixonando pela vida, pelo bem, pelo desejo de fazer o bem, renovando a nossa fé a cada instante, essa deve ser a nossa oração, sempre, estejamos caídos ou de pé.

Que este ano seja repleto de lutas, pois sem elas não há vitórias, realizações… E que o Grande Arquiteto do Universo nos permita ter sabedoria para elas; que saibamos a hora de pegar em armas e de esperar. E que nossas armas sejam:

C oragem: para arriscar

A stúcia: para enfrentar os obstáculos sem ir de encontro a eles.

P aciência: qualidade essencial para quem deseja ser um vencedor.

O uvir: pois a palavra é prata, mas o silêncio é ouro.

E sperança: sem ela não existe sonhos.

I nteligência: para transformar os momentos difícies em oportunidades de aprendizado.

R esponsabilidade: consigo e com os outros.

A mor: esta Energia maravilhosa capaz de realizar os maiores milagres, de mover a maior de todas as montanhas: a nossa própria vontade.

E, claro, muita Ginga pela Paz, pela Harmonia, pelas coisas bonitas (inspirado em música da Fernandinha Abreu)

Fraternal Abraço a todos em nome da família Gingando pela Paz!

Saudade
Contramestre em Capoeira
Coordonnateur Projet Gingando pela Paz
www.vivario.org.br
Mobile: (509) 38540202
http://flaviosaudade.wordpress.com

Astro Jet Li filma no Brasil

O ator chinês Jet Li desembarcou no Galeão, aeroporto internacional do Rio de Janeiro, no sábado 18, por volta das 21h40. Escoltado por seguranças, ele seguiu direto para um hotel no bairro de Copacabana, onde ficará hospedado até o final de sua participação no filme Os Mercenários, de Sylvester Stallone.

O ator, que deve ficar no País por duas semanas, disse que está muito interessado em acompanhar lutas de capoeira.

Nas cenas, Jet Li deverá filmar em lugares como a praia de Mangaratiba e o Parque Lage, no Rio.

 

Fonte: http://www.terra.com.br/istoegente/edicoes/502/astro-jet-li-filma-no-brasil-132167-1.htm

RJ: WORLD FIGHT CAPOEIRA MUZENZA

Introdução

As cidades de Niterói e Rio de Janeiro foram escolhidas para o 5° Campeonato Mundial Aberto de Capoeira Muzenza / 2° World Fight Capoeira / 1° Festival Internacional de Cantigas de Capoeira / 1° Concurso de temas Livres de Capoeira. Não é só pela sua história de Capoeira na era colonial como pela sua posição geográfica estratégica possibilitando a vinda de capoeiristas do mundo inteiro. Sua beleza arquitetônica, suas belas praias, samba e a alegria do carioca nos faz chegar ao equilíbrio, portanto a presença dos mestres conhecidos mundialmente vem dar celebridade aos grandes eventos realizados pelo Grupo Muzenza.

Objetivo:

Promover o intercâmbio entre os vários segmentos da comunidade capoerística; A troca de conhecimentos e experiências sócio-culturais; O aprimoramento técnico-tático e estético-ritual da prática da Capoeira e demais interessados, que trabalham com a Capoeira.

Apresentação:

A Capoeira tem sido sempre objeto de grandes especulações e assim, como tudo que se refere as manifestações populares, ela tem a sua história marginalizada e descaracterizada.

Existem várias teorias sobre a origem de capoeira. A mais aceita é a que ela é uma mistura de diferentes danças, ritmos, lutas, instrumentos musicais, vindos de diferentes etnias e de diferentes partes da África, e que esse mistura ocorreu aqui, no Brasil, na época da escravidão; a capoeira é a brasileira, filha da mãe africana.

Após o período da escravidão, ela começa a ser tão perseguida e até ser posta fora da Lei pela constituição da república em 1890. É um período de grandes marginalidades. Mais ela surgiu marginalizada e “rica”, com um período fértil e um saldo de feitos e estórias que criaram verdadeiros mitos no mundo da capoeragem ou em qualquer outro lugar, onde a estórias fosse descritas pela ótica do povo e não a das classes dominantes.

Por volta de 1930, dentro de um contexto histórico de grande crise econômica e a necessidade política de amenizar as reivindicações e revolta dos populares, o governo se vê obrigado a ceder para não perder o controle. É o advento do “Estado Novo”, que cria sindicatos e libera uma série de manifestações populares, dentre essas a capoeira, enquadrada com normas e regras para sua prática no “folclore nacional”.

A capoeira se desenvolve, tecnicamente, ganha novas características e uma metodologia de ensino e no entanto, perde também, características fundamentais de sua essência.

O mundo da capoeira reage e o grupo Muzenza resolve fazer um trabalho, independente de regras e normas tão estranhas a seus valores e propósitos, buscando, no passado de lutas sociais e culturais (não pessoais), o caminho que dê à capoeira a sua verdadeira identidade.

Mestre Burguês

Programação:

Dia 17 de Janeiro de 2009

– Chegada das delegações

– Roda na praia

– 22h. visita a Escola de Samba

Dia 18 de janeiro de 2009

– Praia e muito surf.

– Roda nos Arcos da Lapa – Centro do Rio de janeiro

– Passeio Turístico

Dia 19 de janeiro de 2009

Local: CIEP Tancredo Neves – Rua do Catete 77 – Bairro Catete – Rio.

– Treinamento intensivo com Mestre Burguês

Dia 20 de janeiro de 2009

Local: CIEP Tancredo Neves – Rua do Catete 77 – Bairro Catete – Rio.

– Treinamento com os Mestres: Sargento (Portugal) – Feijão (Espanha) – Goiorê – Zambi (São Paulo)

– Mestre Sargento e Mestre Feijão – Seqüências de ensino do Mestre Burguês (Método Muzenza de ensinar)

– Mestre Goiorê – Seqüência de Mestre Bimba

– Mestre Zambi – Cintura desprezado do Mestre Bimba

Dia 21 de janeiro de 2009

Local: Clube Canto do Rio – Centro de Niterói, ao lado do Plazza Shopping – das 13h. às 24h.

– Curso com o Contra Mestre Fabinho (Espanha) – Recreação na Capoeira aplicada em escola.

– Curso de Maculelê – Mestre Edvaldo Baiano (Rio de janeiro)

– Curso com Mestre Arerê (Rio de janeiro) – Aula de introdução a Capoeira Angola

– Curso com Mestre King (Rio de janeiro) Capoeira Regional Contemporânea

– Curso com Mestre Levi (Rio de janeiro) – Aula de fundamentos, tradições e rituais da Capoeira tradicional

– Curso com Mestre Korvinho (Rio de janeiro)

– Palestra com Mestre Squisito

– Festival Internacional de Cantigas de Capoeira – Eliminatórias

Dias 22 de janeiro de 2009

Local Clube e Canto do Rio e SESC Niterói

– Das 10h. às 15h. Clube Canto do Rio

– Das 16h. às 21h. – SESC Niterói

– Mestre Carson (Porto Alegre – RS) – A importância do alongamento e da flexibilidade na capoeira – Finais

– Palestra com Mestre Itapoãn (Bahia)

– Palestra com Mestre Paulão (Rio de janeiro) – O Profissional de Capoeira e os conteúdos pedagógicos.

– Formatura dos novos Monitores, Instrutores, Professores, Contra-Mestres e Mestre do Grupo Muzenza

Dia 23 de janeiro de 2009

– Curso com Mestre Raimundo Dias (Salvador Bahia) – Capoeira Angola

– Curso com Mestre Pinatti (São Paulo)

– Curso com Mestre Boca Rica (Salvador Bahia)

– Curso com Suino (Goiânia Goiás)

– Palestra com Mestre Gladson (São Paulo)

– Aulão de Aeroginga (Carson – Porto Alegre)

– Eliminatórias do 5° Mundial Muzenza Aberto Individual Masculino e Feminino

Dia 24 de janeiro de 2009

– Roda de Mestres

– Finais do individual

– World Capoeira Fight Muzenza

E para abrilhantar o evento do Grupo Muzenza, aulas de surf e danças (axé, afro, funk e samba)

Clientela:

Professores

Capoeiristas em Geral

Professores de Ed. Física

Simpatizantes

Inscrições:

Fazer depósito:

Banco Bradesco – Ag. 49-3 – Conta Corrente 117336-7

Unibanco – Ag. 0325 – Conta Corrente 225348-3

Em favor de: ANTONIO CARLOS MENEZES (Mestre Burguês)

Após efetuar depósito envias fotocópia para o endereço: Av. Roberto Silveira, 348 Apto. 103 Bloco B – Icaraí – CEP 24230-161 – Niterói – Rio de janeiro – Brasil

Informações:

E-mails: grupomuzenza@hotmail.com

Fones: (21) 9824-0348 / (21) 9190-3234 / (21) 9364-3069

SITE: www.mundialmuzenza2009.com.br

www.worldfightcapoeira.com.br

 

Categorias

  • Galo – até 58 kg
  • Pena – 58,100 kg até 65 kg
  • Leve – 65,100 kg até 72 kg
  • Médio – 72,100 kg até 79 kg
  • Meio Pesado – 79,100 kg até 86 kg
  • Pesado – 86,100 kg até 93 kg
  • Super Pesado – acima de 93 kg
  • Absoluto: Qualquer peso pode lutar nesta categoria

 

 

Regulamento

1) Das Inscrições:

As inscrições: Deverão ser enviadas pelo Correio para o GRUPO MUZENZA:

Av. Roberto Silveira, 348 – AP. 103 Bl. B – Icaraí – Niterói – RJ – CEP 00000000

Obs.: não serão aceitas inscrições por e-mail.

Para inscrição deverá constar:

Nome:
Peso:
Apelido:
RG:

Para estrangeiros número de Passaporte:

Data de nascimento:
Nome do grupo que pertence:
Cidade:
Estado:
País:
Email:
Telefone:
Termo de Responsabilidade:

2) Das Categorias:

Galo – até 58 kg

Pena – 58,100 kg até 65 kg

Leve – 65,100 kg até 72 kg

Médio – 72,100 kg até 79 kg

Meio Pesado – 79,100 kg até 86 kg

Pesado – 86,100 kg até 93 kg

Super Pesado – acima de 93 kg

Absoluto: Qualquer peso pode lutar nesta categoria

2.1 – Só poderão competir atletas (comprovadamente) maiores de 18 anos de idade.

2.2 – Cada luta será de 3 rounds com duração de 1 min e meio por 1 de descanso.

2.3 – Em caso de empate, será decidido pelos jurados

2.4O piso será de material emborrachado para preservar a integridade dos atletas.

2.5 – Cada atleta poderá ser acompanhado por um técnico que poderá dar assistência nos intervalos das lutas.

2.6 – Cada atleta irá assinar um termo de responsabilidade onde reconhece todo regulamento, concordando e assumindo todas as responsbilidades pela inscrição na competição WORLD FIGHT CAPOEIRA MUZENZA.

2.7 – A pesagem será realizada com material (balança) da própria organização do evento, sendo realizado um dia antes da competição.

2.8 – Os Atletas poderão passar pela vistoria de anti-doping por sorteio realizada pela organização do evento.

2.9 – A competição será de 4 atletas por categoria que farão 2 lutas sendo considerado um único campeão e um vice-campeão por categoria.

3) Da Arbitragem:

3.1 – O sistema de arbitragem contará com: Um árbitro central que irá conduzir os combates tendo autoridade para parar ou repreender os atletas bem como desclassificar mediante as regras

3.2 – Serão 5 jurados que irão pontuar cada atleta.

3.3 – Será um Cronometrista que fará a contagem do tempo de combate e descanso.

4) Das regras e penalidades

4.1 – As avaliações feitas pelos jurados serão: ATAQUE – DEFESA – EFICIÊNCIA – VOLUME DE LUTA

4.2 – Serão permitidos golpes, quedas, floreios bem como toda a movimentação normal de uma roda de CAPOEIRA.

4.3 – Será penalizado (desclassificados) os atletas que:

• Pararem de gingar

• Caracterizarem outra luta

• Deixem a roda de combate com os dois pés por mais de 3 vêzes

• Desrespeitarem por intermédio de gestos obscenos ou palavras de baixo calão

• Desferirem golpes não permitidos: cabeçadas traumatizantes, dedo nos olhos, cotoveloadas, socos, agarrões (jiu-jitsu), joelhadas, chutar

quando estiver na negativa ou atingir o adversário no chão.

• Os atletas poderão usar joelheiras, cotoveleiras e tornozeleiras de material elástico pré liberado pela direção da organização.

• Os materiais proibidos para os atletas serão: óculos, cordões, anéis, relógios, tenis, sapatilhas etc

5) Das premiações

5.1 – As premiações serão dadas aos primeiros e segundos lugares por cada categoria:

1º Lugar: Cinturão e premiação em dinheiro

2º Lugar: Troféu e premiação em dinheiro

3º Lugar: Troféu

6) Do Congresso Técnico

6.1 – O Congresso Técnico Realizar-se-á logo após a pesagem

7) Ritmo

7.1 O toque a ser usado será de São Bento Grande da Regional

Pesquisa: Mulheres podem praticar lutas?

 

Marco Antônio de Carvalho Ferretti, Bacharel em Esporte e Mestrando em Educação Física pela USP, na sua graduação desenvolveu a seguinte pesquisa: Mulheres podem praticar lutas? Um estudo sobre as representações sociais de lutadoras universitárias.

Sob a supervisão do Prof. e Dr. Jorge Dorfman Knijnik, Marco Antônio, ex-lutador de muay thai e boxe, em 2006 realizou esse trabalho com boxeadoras, caratecas e capoeiristas.
Numa tarde fria, véspera de um feriado prolongado, me encontrei com ele na USP, logo depois que nosso papo começou, fomos alcançados pelo som de um berimbau: por uma coincidência inesperada, estava começando uma aula de capoeira do outro lado da enorme quadra do Clube.

 

De onde surgiu a idéia de desenvolver essa pesquisa?

Eu estava em casa assistindo a uma luta de boxe feminino, quando minha namorada me perguntou o que eu assistia.
Ao ouvir minha resposta ela me questionou pelo fato que o boxe não é um esporte propriamente feminino.
Realmente foi constatado que tem um certo preconceito da sociedade em geral em relação as mulheres lutadoras, pois a luta, não faz parte do universo feminino mas parece mais afasta-las da própria maneira convencional de ser mulher.

Ainda hoje as lutas são relacionadas mais ao universo masculino que ao universo feminino, por quê?

Existe o conceito de GÊNERO “[…] que seria a construção cultural permanente daquilo que é considerado de homem ou de mulher.”; ou seja, o gênero são os “papéis” destinados pela sociedade para homens e mulheres (masculino / feminino); o conceito BIOLÓGICO: homem / mulher e o conceito de SEXUALIDADE: heterossexual / homossexual / bissexual… porém muitos vêem a construção de gênero como natural, já vem assim da natureza; misturando o biológico com o gênero, como também fazem ligação do gênero com a sexualidade, como se fosse a regra o(a) homossexual representar o gênero oposto do seu biológico, o que não ocorre dessa maneira.
Na nossa sociedade as lutas pertencem ao universo masculino, enquanto outras modalidades entram no universo feminino (vôlei, danças etc.). Pode-se até cair no erro de confundir o gênero com a sexualidade e assim criar o preconceito que as mulheres lutadoras com algumas características masculinas sejam homossexuais e devido a sociedade ser homófoba isso implica em rejeição contra as praticantes de luta.

 

 

Pesquisa: Mulheres podem praticar lutas?Pesquisa: Mulheres podem praticar lutas?
Clique nas imagens para ampliar…

 

Qual é a atuação da mulher moderna dentro das lutas? Quanta atenção é dada pela mídia?
 

A maioria das mulheres se aproxima a uma modalidade de luta atraída pelo bem estar que esta lhe proporciona, ou seja, o esporte está relacionado á saúde.
A atenção da mídia é nula ou mínima, as lutadoras sempre têm mais dificuldades em achar patrocinadores, o valor dos prêmios nas competições femininas são sempre menores que nas competições masculinas. E ainda existe o problema do apelo erótico da mulher no esporte e nas lutas, onde o enfoque pode ser a beleza da atleta ou a roupa justamente pensada pra chamar a atenção do publico heterossexual (ex. luta livre pornô).

Quais são as maiores dificuldades que as mulheres encontram em praticar lutas?

 

Dentro da própria família, uma primeira barreira pode ser a educação recebida desde criança, geralmente os meninos estão mais estimulados à competitividade do que as meninas.
Na puberdade as meninas procuram entrar em “grupos” que tenham padrões de comportamento e de estética feminina.
Quando elas ingressarem no mundo do trabalho pode diminuir o interesse pelo esporte e o tempo pra dedicar aos treinos.
No casamento: a mulher ainda é a maior responsável pelo cuidado da casa e dos filhos “[…] tudo o que afasta a mulher do mundo da casa é algo que merece uma batalha, pois as configurações de gênero ainda colocam como prioridade para a mulher os cuidados com a família e a casa”.
Foi notado que as mulheres atletas em qualquer esporte conseguem dedicar-se á carreira quando podem contar com família e maridos compreensivos, elas estão dispostas a assumir novos papéis na sociedade, porém sua função socialmente imposta de cuidar dos filhos e da casa dificulta dela explorar outros ambientes que não seja o privado.

A mulher atual parece ainda ter uma certa dificuldade a se considerar uma “lutadora profissional”, por quê?

Existe uma motivação histórico-social:
“[…] Em nosso país, entretanto, se algumas competições para as mulheres eram realizadas, como os Jogos de Primavera, poderosas ideologias eram mobilizadas para cercear ou mesmo impedir as mulheres de praticarem esportes. A área medica no Brasil ao final doas anos 1970, ainda estava presa a conceitos que negavam com veemência a participação feminina nos esportes. O famoso fisiologista Mário de Carvalho Pini (1978) alegava que a mulher poderia até participar dos esportes, mas não deveria faze-lo em diversas modalidades (como rúgbi, futebol, lutas entre outras), porque os treinamentos ocasionariam um grande desgaste físico, além das conseqüências traumáticas e/ou estéticas dos contatos violentos proporcionados por diversas destas modalidades.”
A luta pode ainda ser considerada como um esporte agressivo, que não combina
com a feminilidade da mulher: “ […] outros modos que as atletas possuem para que a sua atividade seja aceita por elas mesmas e pelos outros, sem questionamentos quanto a sua feminilidade, é a contrariedade e mesmo a negação da luta enquanto atividade profissional para a mulher. …..são mais mulheres que treinam lutas, treinadoras, como se denominaram, a própria capoeira, como uma luta mais dançada, entra no rol das atividades que não são tão masculinas, e assim liberadas para as mulheres”.

 

 

A Capoeira e o Estado Novo – 70 anos de (re)encontros

A historiografia da Capoeira acaba de reencontrar novos documentos para pesquisas e análises: Há exatos 70 anos (1937) foi publicado no Rio de Janeiro a obra intitulada Defesa Pessoal – Método Eclético – Contendo todos os regulamentos dos diversos esportes de ´´ring“.

De autoria do 1º Tenente Waldemar de Lima e Silva, com a colaboração do Sargento Ajudante Alberto Latorre da Faria, ambos membros da E. E. F. E. – Escola de Educação Física do Exército, esta obra contém diversas FOTOS e textos explicativos de golpes extraídos das várias modalidade de lutas existentes no período, bem como apresenta regulamentos desses ´´esportes“ (o da Capoeira é o criado por Annibal Burlamaqui – Zuma – obra citada na bibliografia).

No que tange a nossa Capoeira, ou Capoeiragem (como às vezes aparece no texto), esta não foi posto de lado, ao contrário. Apesar do número resumindo de golpes e de não apresentar uma preocupação com outros aspectos (cultura, história, etc.), a obra de caráter exclusivamente didático, voltado à defesa pessoal, se faz importante por apresentar subsídios para compreendermos a importância da Capoeira na época e a sua utilização pela Doutrina Nacionalista da Era Vargas. Esta influência já podia ser vista desde a revolução de 1930 que deu fim à Primeira República.

O curioso é que mesmo não sendo, das artes, a mais contemplada com golpes (fotos), foi exatamente a Capoeira utilizada para ilustrar a apresentação da capa (no nosso modo de entender o famoso vôo do morcego). Tirem as suas conclusões.

Após a aquisição do livro e de posse das informações nele contidas nossas pesquisas nos levaram a descoberta de novos documentos (artigos) apresentados na Revista de Educação Física, publicação de divulgação científica do Exército Brasileiro, que conforme descrito no seu site é o periódico nacional mais antigo da área de Educação Física, com a sua primeira edição datando de 1932. Verificamos que diversos artigos desta Revista, foram utilizados na confecção do livro, existindo até uma matéria anunciando sua publicação. (Defesa Pessoal -1937 agosto).

Quanto a Revista de Educação Física vale ressaltar os artigos escritos tendo a Capoeira como objeto (anos de 48 e 64) e outros onde a mesma é citada (Vale Tudo 1955).

Podemos observar claramente que dependendo de quem fala, da época e dos interesses a Capoeira assume os mais variados aspectos: de esporte nacional a condição de difícil e imprópria, e de fugir completamente às nossas tendências naturais.

A Capoeira e o Estado Novo

Ao pesquisar sobre os autores encontramos a citação de outra obra, que ao que tudo parece seja uma reedição do livro de 37, publicado pela Briguiet em 1951. Seria interessante comparar estas as duas edições para visualizarmos possíveis diferenças (inclusão e/ou exclusão) de golpes, fotos etc.

Para ver os artigos sobre o livro e sobre a Capoeira entrar no site da Revista de Educação Física: http://www.revistadeeducacaofisica.com.br, ir ao índice e procurar por assuntos/lutas.

 

Texto e Fotos Acervo: Joel Alves Bezerra – Grupo Atitude de Capoeira – Fortaleza – Ceará

jab@fortalnet.com.br