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Maranhão: Mestre Felipe morre aos 84 anos

Faleceu por volta das 20h30 de ontem, aos 84 anos de idade, Felipe Neres Figueiredo, o Mestre Felipe, um dos maiores mestres de tambor de crioulas do Maranhão. Ele estava internado no Hospital Universitário Presidente Dutra há duas semanas e ontem teve uma parada cardíaca, em decorrência de um efizema pulmonar e uma obstrução na uretra.

Mestre Felipe era natural de São Vicente Férrer e começou a tocar tambor aos três anos de idade. Atualmente ele comandava o Tambor de Crioula União de São Benedito – Mestre Felipe, com vários CDs gravados.

O corpo de Mestre Felipe deveria ser levado ainda na madrugada de hoje para a casa dele, na rua São Jorge, número 5, na Vila Conceição/Coroadinho, próximo à Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Mas será trasladado para a sua terra natal, à tarde ou amanhã, para ser sepultado, pedido feito pelo mestre.

Fonte: Jornal Pequeno – http://www.jornalpequeno.com.br

Foto:G.FERREIRA

Editora Record e Portal sorteiam obras de Nestor Capoeira

O Portal Capoeira fechou uma parceria com a área de Marketing do grupo Editorial Record. Por meio delas, serão disponibilizadas obras do Nestor Capoeira, lançadas pela Record: “O pequeno manual do jogador”, publicado em 1998 e hoje em sua 8ª edição; e “A Balada de Noivo-da-Vida e Veneno-da-Madrugada”.

Durante a campanha, os parceiros sortearão 10 exemplares de cada um desses livros. Nestor é doutorando em Comunicação Social e foi iniciado na capoeira pelo Mestre Leopoldina, um dos grandes nomes da capoeira fluminense, falecido recentemente. Em 1969, recebeu a graduação máxima do grupo Senzala. Além de dedicar-se ao ensino da capoeira. O capoeirista é compositor e ator. Estrelou o filme “Cordão de ouro”, quando exibiu sua perícia nas telas. Estreou na literatura capoeirística, com o clássico “Capoeira, os fundamentos da malícia”. Por curiosidade, esse primeiro livro foi publicado primeiramente no exterior, antes de chegar ao Brasil. É de sua lavra, ainda, “Capoeira, o galo já cantou”.

A vasta produção literária de Nestor está nos Estados Unidos, com as obras “The little capoeira book” (Berkeley: North Atlantic Books, 1995), “Capoeira, roots of the dance-fight-game” (Berkeley: NAB, 2001), “Capoeira, the streetsmart song” (Berkeley: NAB, 2005); na França, com “Le petit manuel du jouer de capoeira” (Paris: Budo/L’Eveil, 2003), na Dinamarca, com BORGHALL, J. Capoeira, kampdans og livsfilosofi fra Brasilien. (Odense (Odense Universitetsforlag, 1997); na Holanda com “Capoeira, een handboek voor speeler” (Holand: Elmar, 2003); na Alemanha, com “Capoeira, Kampfkunst und Tanz aus Brasilien” (Berlim: Weinmann, 1999) e na Polônia, com “Capoeira” (Wroclaw: Purana, 2005).

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Veja, aqui, uma pequena sinopse da obras dessa campanha promocional:

“O pequeno manual do jogador”:

É o segundo livro de técnicas lançado por Nestor pela Editora Record. Consciente da importância de passar seu conhecimento a novas gerações de capoeiristas, Nestor coloca a filosofia e a técnica da capoeira ao alcance de todos.
Nesta obra, o autor apresenta uma visão ampla da história, do ritual, da música e da filosofia do jogo da capoeira, além de um método prático de ensino ilustrado por mais de 300 desenhos e um capítulo dedicado ao ensino das crianças, trabalho pioneiro do autor.

“A Balada de Noivo-da-Vida e Veneno-da-Madrugada”

Este romance empolgante e bem brasileiro marca a estréia de Nestor no terreno da ficção. Na virada dos anos 70, o jovem carioca Toninho Ventania começar a jogar capoeira, mesmo contra a vontade de seus pais. Aprende não apenas uma forma de luta, mas uma nova filosofia e maneira de viver que o mete em aventuras inacreditáveis.

Circula pela noite, nos morros, no submundo, na alta sociedade. E faz amizade com dois mestres da capoeira: Noivo-da-Vida e Veneno-da-Madrugada. Os três se envolvem em crimes, conspirações internacionais e na introdução dessa arte afro-brasileira no exterior.
Com linguagem coloquial e ao mesmo tempo inteligente e instigante, o livro mistura sexo, drogas, violência, política e berimbau. E misticismo, pois a capoeira de seus personagens não é só luta, mas, também, a extremidade visível da cultura afro-brasileira que se envereda por terreiros de macumba, quadras de escola de samba e, é claro, todos os cantos da Bahia, de onde vem o principal personagem.

Serviço:

* o autor é jornalista, colunista do Portal Capoeira e autor do Dicionário de Capoeira (3a. edição revista e ampliada, 2008) e editor da revista Capoeira em Evidência.

Nota de Falecimento: Mestre Vermelho Boxer

É com pesar que comunico a morte do Mestre Vermelho Boxer (Cecílio de Jesus Calheiros) ocorrida no dia 30/12/2007 na cidade de Manaus- Amazonas, em decorrência de um ataque esquêmico cerebral.

Mestre Vermelho Boxer nasceu em Maragogipe – Bahia (Recôncavo baiano) em 15/05/1949, sendo figura de destaque nas rodas de capoeira de rua de Salvador-Bahia, nas décadas de 70 e 80.

No Estado do Amazonas desempenhou um importante papel na implantação e divulgação da Capoeira Tradicional Bahiana.

A comunidade de capoeira do amazonas despediu-se do Mestre Vermelho com lágrimas, roda de capoeira e cantando os sambas que ele gostava.

Descanse em paz

Mestre KK Bonates

Na Madrugada Dia 30 de Dezembro A Capoeiragem Amazonense/Baiana e Brasileira perde Um Grande conhecedor da Arte da Malandragem Baiana.
Com todas as honras de Grande Mestre, foi enterrado no dia 30/12/2007 no cemiterio do tarumã em Manaus /Amazonas/Brasil o MESTRE VERMELHO BOXER QUE NOS DEIXA COM A LEMBRAÇA DE SUAS MALICIAS E MANDINGAS QUE A BAHIA LHE ENSINOU.

Salve axé

Mestre Camisafurada – [email protected]

São Luís – MA: Professor de capoeira e alunos massacram músico no Reviver

Nem só de boas notícias, eventos e documentos de valor histórico é feito o Portal Capoeira. Como todo e qualquer meio de comunicação disposto a informar de forma séria e coerente os seus leitores e visitantes, não podemos e não iremos fechar os olhos para os fatores negativos que acontecem dentro ou fora da grande roda…
Ao ler a matéria abaixo, publicado no Jornal Pequeno de São Luís – MA, fiquei terrivelmente aborrecido e triste em ver a "nossa capoeira" envolvida em um ato de pura ignorância e desrespeito à CAPOEIRA.
 
Fica aqui o canal aberto para reflexões sobre a violência dentro e fora da capoeira…
 Luciano Milani

Jornal Pequeno – São Luís – MA
Data de Publicação: 30 de julho de 2006
Agressão ocorreu em frente ao Bar do Porto, na Praia Grande
Na madrugada de sexta-feira (28), por volta das 3h da madrugada, no Bar do Porto, localizado na Praia Grande, o compositor e músico Chico Nô foi violentamente espancado, de forma brutal e desumana, pelo professor de capoeira da Academia “Acapuz”, conhecido como Luís Senzala, alguns amigos seus e um aluno gringo que estaria de visita à cidade.
Violência revoltante – Depois de uma rápida discussão por motivo banal, segundo testemunhas, os dois partiram para a agressão covarde contra o artista, atingindo-o a socos e pontapés jogando-o ao chão com violência e, posteriormente, estando o mesmo indefeso, pisaram em sua clavícula, fraturando-a gravemente. A crueldade foi presenciada por várias pessoas que estavam no local, que no exato momento da agressão, não contava com a presença de nenhum policial.
Desfalecido, o músico foi levado por amigos para a emergência do Hospital Djalma Marques (Socorrão I), onde foi atendido e medicado, tendo sido constatados vários hematomas, contusões e escoriações pelo corpo e cabeça. Chico Nô teve ainda a clavícula fraturada e terá de passar por intervenção cirúrgica.
As pessoas que assistiram a cena de selvageria comentaram que “é vergonhoso para o universo da capoeira, que tal instrutor use de suas habilidades para tamanho ato de agressão e covardia". As providências policiais e judiciais estão sendo tomadas pelos familiares e amigos, para que os agressores sejam devidamente punidos na forma da lei”, informou um grupo de artistas.