Blog

maioria

Vendo Artigos etiquetados em: maioria

Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul: Encontro “Resgate da Capoeira de Angola”

FCMS apoia realização do encontro “Resgate da Capoeira de Angola”

O governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), apoia a realização do encontro “Resgate da Capoeira de Angola” com o Mestre Jogo de Dentro da Bahia (Jorge Egídio dos Santos). O evento acontece de 14 a 16 de setembro, no Centro Cultural José Octávio Guizzo.

A oficina é destinada a todos os capoeiristas, simpatizantes e profissionais da área. Segundo o promotor do evento mestre Liminha (Antônio Lima), o encontro vai agregar os capoeiristas do Estado. “Além disso, ainda terão a oportunidade de fazerem uma reciclagem, tendo contato com um mestre de capoeira renomado”, ressaltou.

O Mestre Jogo de Dentro da Bahia (Jorge Egídio dos Santos) já passou por vários países difundindo a prática da capoeira. No Canadá desenvolve oficina há dezesseis anos. Também ministrou cursos em Israel. No Brasil desenvolve um trabalho na periferia de Salvador há vinte anos.

Será realizado no dia 16 de setembro, no encerramento do projeto, das 9h30 às 11h30, a Roda Fundamentada, que irá promover a finalização do curso.

 

Capoeira

A capoeira é uma manifestação cultural brasileira. No entanto, a grande maioria da população desconhece suas raízes. Tratada por alguns segmentos como esporte, por outros como dança e até arte marcial, a capoeira pode ser classificada também como uma expressão folclórica devido ao seu conteúdo histórico de preservação de uma cultura que foi massacrada durante séculos no Brasil.

Mesmo discriminada e perseguida pela classe dominante, essa manifestação conseguiu se manter viva graças ao movimento de luta e resistência das comunidades negras, principalmente quilombolas, chegando aos dias atuais como expressão de força e determinação de um povo oprimido.

Em Mato Grosso do Sul, há cerca de dez mil capoeiristas. No entanto a maioria não conhece a história e os fundamentos desta arte, muitas vezes focando apenas como uma técnica de defesa pessoal. A capoeira vem conquistando espaço em todas as camadas sociais em nosso país e conquistando crianças, jovens e adultos por sua beleza e agilidade. Além disso, a prática da capoeira faz bem a coordenação motora, estimula a circulação e a flexibilidade dos alunos a ainda exercita o convívio social e trabalha o ser humano enquanto grupo.

 

Serviço

Para participar da oficina os interessados devem levar dois quilos de alimentos não perecíveis, que serão destinados a entidades filantrópicas de Campo Grande. As vagas são limitadas. Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas com o Mestre Liminha através do telefone (67) 9233-4249.

 

http://www.midiamax.com

A Capoeira e os conflitos da Intervenção Pedagógica

A capoeira atualmente está enfrentando uma de suas maiores crises de identidade, principalmente no âmbito de atuação escolar, pois pela sua recente inserção e pelos conflitos gerados a partir de um confronto de ideologias que apontam, na maioria das vezes,  toda repressão e sectarismo na estruturação do sistema de ensino brasileiro adotado em nossas escolas.
Vale a pena ressaltar que não podemos perder de vista que a instituição escolar surge para atender uma necessidade da burguesia, reservando-se, na maioria dos casos,  o papel para a mesma de ferramenta mantenedora da estruturação social vigente, que se firmou ao longo dos anos através de símbolos condicionadores para um perfil social forjado para atender os interesses das classes dominantes.
 
Read More

Encontro Europeu de Angoleiras

O primeiro "Encontro Europeu de Angoleiras" será realizado na pasco de 2006, na Cidade de Colônia, a Alemanha 
 

Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
Edição 52 – de 4/dez a 10/dez de 2005


Cresce no mundo todo, dia a dia,  o fascínio pela Capoeira, especialmente pela chamada Capoeira Angola, cada vez mais entendida e admirada, em grande parte pelo  excelente trabalho que as "angoleiras" vem realizando pelo mundo afora.
 
Não por coincidência, portanto, vem crescendo também os movimentos e as organizações comandadas por mulheres  capoeirísticas. Mais uma comprovação que a Capoeira, embora fascinante, está dentro da sociedade, pois, não apenas dentro da capoeira a mulher, pouco a pouco, vai assumindo posições de comando.
 
A história registra a presença de mulheres guerreiras na capoeira. Sem muita precisão mais registra. Mas, o que mais registra é a presença da mulher em posições subalternas, por exemplo, ajudando no coro das cantorias. Na maioria das vezes, entretanto, imperando apenas na cozinha…
 
A situação atual, como todos podem facilmente verificar, está bem diferente, com a mulher assumindo postos de comando, dentro e fora da capoeiragem. Na maioria dos casos com grande eficiência, como já se pode comprovar dentro do Mundo da Capoeira.
 
Isto é muito bom, não fazendo nenhum sentido negar esta nova realidade do mundo.
 
Ombreada ao homem, a mulher capoeira passou a militar também, impondo-se no cenário, nas rodas e nas discussões dos  temas nucleares dessa Arte Afro-Brasileira.
 
Até bem pouco tempo isto era inconcebível.
 
Aliás, a bem da verdade, esta inclusão feminina em si, tornou-se um dos principais temas nucleares das discussões capoeirísticas. Especialmente fora do Brasil,  onde as discussões são mais livres, menos preconceituosas, menos dogmáticas, bairristas  ou mercantis.
 
Um bom exemplo de organização da mulher capoeirista é o trabalho heróico do Grupo Nzinga que tem à frente as jovens mestras Janja & Paulinha, bem assessoradas pelo também jovem mestre Poloca. Fruto da participação totalmente ativista destas mestras foi criada há algum tempo a Rede Angoleira de Mulheres-RAM. Volto a ressaltar, mulheres são de RAM – read access memory – e homens são de ROM – read only memory –  assim aprendi em minha pós-graduação em Ciência da Computação!

CID TEIXEIRA, historiador

CID TEIXEIRA, historiador, no filme MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA
 
Sobre a cultura negra no Brasil de Bimba :
 
O candomblé, a capoeira, a culinária tudo isso são expressões de
resistência cultural, contra o esmagamento do dominador, senhor, branco
europeu. Então, assim a capoeira leva um tempo de ilegalidade, ilegalidade
formal. Os nomes da capoeira ilegal estão ai: Besouro, Bom Cabelo, tantos
desses assim, que tinham seu quartel general, se é possível dizer assim, no
Mercado do Ouro porque eram na grande maioria trabalhadores braçais.

Capoeira em Portugal, uma pequena analise

Vamos trazer um assunto complexo, novamente ao foco deste site…  estou reeditando a matéria original escrita em agosto e maravilhosamente comentada e tratada pelo camarada Miltinho Astronauta (Jornal do Capoeira), justamente em um momento delicado que tenho recebido vários emails e contatos de pessoas que tencionam se “aventurar” …


Capoeira, Portugal & Economia
Luciano Milani, responsável pelo Grupo Capoeira Mogadouro, Portugal, faz uma análise da Capoeira naquela região comparando-a com outras regiões do Eixo Europeu.

Jornal do Capoeira – Edição 42: 8 à 14 de Agosto de 2005

        Apreciação do Editor

Milton Cezar Ribeiro

Piracicaba – SP – 10.Ago.2005

“Mettons le cap vers l”ouest pour accoster
d”abord au Portugal magnifique
où l”on peut maintenant assister
à quelque chose de fantastique
De la capoeira qui fusionne
savoir, théorie et pratique
dans les provinces et à Lisbonne
à Coimbra l”académique” 

L”ART DE LA CAPOEIRA À RIO DE JANEIRO, AU BRÉSIL ET DANS LE MONDE (André Lacé)

Existe, no Brasil, a falsa impressão de que a grande maioria dos mestres de capoeira vive exclusivamente de Capoeira. Nem o pequeno grupo de mestres realmente bem sucedidos apresenta um quadro desses, pois boa parte desses, paralelamente à capoeira, desenvolve alguma outra atividade profissional. Mal comparando, é um quadro que lembra, guardando as proporções, o quadro do futebol profissional.  Todo garoto ambiciona ser um dos grandes, com salários milionários, em euro ou em dólar,  esquecendo que a grande maioria dos que tentam um “lugar ao sol”, fica pelo meio do caminho, às vezes até passando dificuldade ao envelhecer.

        Outro dia,  prof. Leopoldo Vaz, de São Luis do Maranhão, publicou no Jornal do Capoeira (edição 40) nota sobre os estudos que ele e filha (Loreta Brito Vaz) estão fazendo a respeito da contribuição da Capoeira no PIB (produto interno bruto) maranhense. Aliás, o próprio Leopoldo comentou que a pesquisa vai além daquele Estado. Ou seja, a intenção é a de estimular um estudo mais amplo, que vise traçar um perfil da contribuição que a Capoeira dá à econômica de cada Estado.

        Em resposta ao gunga maranhense (gunga é instrumento comunicador, é um “jornalista” nato…), o Rio de Janeiro (Mestre André Lacé) fez mandingueira chamada no estilo Capoeira de Raiz. Pois não é de hoje que Lacé escreve  e palestra sobre este importante aspecto sócio-econômico da Capoeiragem de hoje em dia. Remarcando o que adiantamos acima, sempre perguntando “quantos mestres vivem, no Brasil, exclusivamente de Capoeira? De que sobrevivem estes mestres nas férias de julho e de janeiro-março? E na Europa e Estados Unidos, como esse mestre tem sobrevivido?”. 

Não é um assunto fácil, muito menos agradável, mas deve merecer a atenção de todos mestres, alunos e pesquisadores. Em suas andanças pelo mundo André Lacé tem encontrado uma grande variedade de profissões paralelas, algumas até,  extremamente curiosos:   “Mestre de capoeira e Músico”, “mestre de capoeira e enfeitador de defunto”, “mestre de capoeira e chofer de táxi”, “mestre de capoeira e artista ou técnico de teatro”, “mestre de capoeira e estudante universitário”.

Da maior importância e bem oportuno, portanto, é o artigo que ora sugerimos, do Professor Luciano Milani, que pode ser encontrado em seu site  www.lmilani.com , cuja navegação recomendamos a todos.

Nas entrelinhas do artigo de Milani vamos encontrar toda a saga enfrentada por quem saí de seu país. Mesmo no caso do brasileiro que vai para Portugal, país-irmão, país-avô, país-amigo, mas que, até mesmo pelo surgimento da Comunidade Européia, com toda razão, está preocupado com os fluxos migratórios.  A rigor, o que enfrenta Luciano em Portugal, enfrenta o médico brasileiro, o professor universitário brasileiro, enfim, todo emigrante.

Situação que não é diferente em outros países. Nossos mestres de capoeira no exterior, portanto, por definição, são heróicos embaixadores da cultura brasileira.

A todos eles, portanto, dedicamos o artigo de Milani.

                    Miltinho Astronauta


Falar de Capoeira fora do Brasil, é muito mais complicado do que pode parecer…

Existe muita “capoeira” em praticamente todos os cantos do mundo…

Um exemplo muito bom para caracterizar o que estou falando, foi um rápido bate papo com Mestre Bigodinho, que está na Turquia… e começa a desenvolver o seu trabalho naquelas bandas… sucesso camarada!

O mais importante é perceber que apesar de existir muita capoeira no exterior… ela esta praticamente centralizada nos principais eixos economicos, ou seja você encontra muita oferta, mais apenas nas grandes cidades… enquanto que fora destas zonas ela é apenas um raro fenomeno…

Estou dizendo isto por experiência própria… pois isto acontece comigo, em Portugal…

Diferente da Maioria dos professores ou mestres que hoje estão divulgando a nossa capoeira na Europa, eu e minha família não viemos para trabalhar exclusivamente com capoeira, mais sim em outra área do trabalho “formal”, aliás logo que cheguei… percebi e tive aquele frio na barriga pois pensei que nunca mais iria poder ensinar… devido a condições geográficas, preconceitos, e desinteresse cultural… encontrados na região onde vivo e em diversas outras regiões…
 
Mais qualquer pessoa com motivação, amor pela capoeira, paciência e humildade… não esquecendo do apoio familiar ou de amigos é capaz de desenvolver um trabalho fora deste eixo…
P
ois nestas regiões a perspectiva económica, e quantitativa não são das melhores…
posso seguramente afirmar que em níveis economicos as mensalidades chegam a ser até três vezes inferior as praticadas nos grandes centros…
Mais a possibilidade existe, basta querer… e estar disposto a iniciar um trabalho do zero…

Muita gente me escreve, querem saber como é a capoeira em Portugal… pretendendo informações e dicas…
É preciso esclarecer que mesmo Portugal sendo um País pequeno, mais ou menos o tamanho de SP e com uma população praticamente 4 vezes menor… é um País cheio de nuances… diferenças comportamentais… Fazendo uma analogia com o Brasil… é possível esboçar de uma maneira grotesca certas semelhanças…

Luciano MilaniAssim como no Brasil, temos o eixo Rio-São Paulo Portugal tem como eixo principal as cidades de Lisboa e Porto, onde sei que existe muita capoeiragem… inclusive conheço vários amigos que desenvolvem por lá o seu trabalho, com bons resultados… varias outras cidades que estão em regiões próximas a estas do EIXO, também vem se destacando na disseminação da nossa arte.

Outra regiãoque deve ser mencionada é a região do Algarve, litoral sul de Portugal, onde a capoeira é muito conhecida.

O resto do País, fica praticamente a borda desta situação… sendo raros os casos conhecidos de implementação de um trabalho nestas áreas…

Na Espanha a situação apresenta semelhanças com a situação de Portugal…
Este fenomeno pode ser também comparado com o êxodo Rural…

Resumindo a maior parte da capoeiragem no exterior esta localizado nos principais polos urbanos…
Enquanto que o interior, e as zonas mais distantes, estão a míngua

Axé!

Luciano Milani

Capoeira, Comunidade, Instituição, Sociedade e Indíviduo

 Capoeira, Comunidade, Instituição, Sociedade e Indíviduo

Nos capoeiristas, no Brasil e em todo mundo, somos na maioria,trabalhadores da construção, professores, estudantes, esposas, maridos,doutores, advogados, banqueiros, administradores, desempregados, músicos,artistas, etc. Em resumo, fazemos parte ?desta coisa? que chamamos SOCIEDADE. Logo, vivemos e seguimos muitas ou a maioria das práticas que esta sociedade possui. Somos, inevitavelmente, o elemento básico que constitui a sociedade; ela existe porque estamos nela. Mas ao mesmo tempo, não somos absorvidos ou assimililados a força por esta sociedade e, pessoalmente, acredito que é ai que nos capoeiristas, como qualquer outro grupo na sociedade, podemos fazemos diferença, pois, cumprimos com o que nos cabe como parte desta sociedade, contudo, tem uma outra parte das nossas vidas que simplesmente não se "enquadra" dentro desta mesma sociedade que seguimos.

Somos, por natureza e/ou por escolha, um tipo diferente de indivíduos: desejamos a liberdade no nível mais profundo de nosso ser. Um Homem disse uma vez: "Se você deseja ser livre, você tem apenas que começar a ser livre." A liberdade é um estado mental e não um estado do corpo. Nós somos e continuaremos a ser parte desta sociedade, contudo, nao de forma passiva, pois, devemos também continuar a aumentar o que temos de melhor dentro dela. Nenhum sistema ou sociedade pode engolir o que um indíviduo tem de melhor, uma vez que este tenha tomado consciência destas suas virtudes. Por isso o conceito de institucionalização da Capoeira não cresceu tão profundamente dentro da maioria das comunidades de adeptos desta arte, especificadamente nas comunidades de Capoeira Angola. O estilo de vida da Capoeira é música para os nosso ouvidos, porque criamos o nosso próprio espaço com esta sociedade da qual fazemos parte, mas que muitas vezes desprezamos.

A Capoeira, como Mestre Pastinha disse, é tudo que a boca come. E como o ar, sabemos que está lá, respiramos e precisamos dele; contudo, não podemos capturá-lo. A Capoeira não pode ser limitada a um grupo de praticantes, por uma organização formal e muito menos por um grupo de Mestres que clamam o monópolio sobre ela. A Capoeira vai além de todos nós. Nenhuma sociedade, comunidade, ou indivíduo jamais irá controla-la.

Então, se praticamos a capoeira para nos afastarmos daquilo que ha de tradicional e repressivo dentro da sociedade e que desaprovamos tão fortemente, porque quereriamos institucionaliza-la? Nos parece um tanto contraditorio, já que institucionalização significa seguir profundamente todos os protocolos e leis detalhadas da sociedade para que nos enquadremos nos esquemas administrativos e corporativos com alguma prática e sentido reais: independência fiscal, oportunidades de doações, coesão administrativa e grupal, etc. Grupos diferentes de Capoeira, dentro da história e mais ainda nesta útimas décadas, tentaram criar uma instituição ou organização paralela somente para a Capoeira, e se tornaram tão restritas e repressivas como a instituição original da qual eles haviam tentado se afastar.

Em todas as partes do mundo nós vemos a corrupção e escandalos que instituições e indivíduos fazem. O sistema controla vários setores da sociedade com um número pequeno de pessoas tendo o monopólio absoluto sobre estes. Se olharmos para o Brasil como exemplo, vemos o carnaval e outras manifestações criadas pelo povo que foram institucionalizadas.
O povo que originalmente os criou foram os que mais perderam com isso.

Antes de pensarmos em institucionalização da Capoeira, nós temos que perguntar porque querem nos ?organizar?? Porque quereriamos uma instituição para controlar o nosso estilo de vida? Quem vai ganhar com isso? A Capoeira? O capoeirista? Os burocratas? Será que estas instituições são realmente necessárias? Quem as controlara? Porque elas tem que ser tam repressivas, elitistas e ditatoriais? Podemos confiar nestas instituições e nos seus líderes moralmente, financeiramente, fisicamente e espiritualmente? O que é que nós queremos? Nós queremos a institucionalização da Capoeira, ou uma comunidade de Capoeira que trabalhe com "o sistema"para obter honestamente o que precisamos sem nos inclinarmos para o que este sistema tem a nos oferecer?

Embora estejamos abertos para crescermos no espírito e conhecimento da Capoeira, queremos evitar a imposição de valores de um grupo de pessoas e burocratas que já tenham criado as suas próprias escalas de valores. Queremos uma comunidade que celebre e encoraje a individualidade e a cooperação entre seus membros; uma comunidade mundial de capoeira que respeite diferentes valores, crenças, pontos de vista, práticas, etc; em resumo, o que queremos e uma comunidade que respeite as nossas diferentes estórias e histórias, as nossas vidas diferentes e o nosso crescimento em direções variadas para o seu próprio fortalecimento. Pois, e isto o que nós todos teremos para oferecer através do entedimento e do amor sob a prática e o espírito da Capoeira.

Mestre Cobra Mansa

mestrecobramansa@yahoo.com.br

Ps: Por favor nao altere o sentido desse texto e mande para todos os
capoeiristas e individuo que acreditar na liberdade e em uma sociedade
alternativa e mais justa.

A ORIGEM DA CAPOEIRA DA BAHIA SEGUNDO MESTRE NORONHA

O trecho abaixo reproduzido (escaneado) dos manuscritos de Noronha confirma a nossa versão da origem do jogo da capoeira ou, como preferimos chamar, da capoeira da Bahia

Transliteração datilográfica:

…"PORQUER E NOSSO PREVILEGIO. ACAPOEIRA VEIO DA AFRICA TRAZIDA PELLO AFRICANO TODOS NOIS SABEMOS DISCO POREM NÏ ERA EDUCADA QUEM EDUCOR ELLA FAMOS NOIS BAHIANO PARA SUA DEFEISA PESSOAL QUE ESTAR NOIUS MEIOS ÇOCIAL PORQUE É O ESPORTE MAIS ATRAENTE DO MUNDO"…

Versão em linguagem corrente

"Porque é nosso privilégio. A capoeira veio da África, trazida pelos africanos; todos nós sabemos disto; porém não era educada. Quem educou ela fomos nós, os baianos para sua defesa pessoal, que está no meio social, por que é o esporte mais atraente do mundo"…

Comentários

Apesar da baixa escolaridade, Noronha, era inteligente, observador e arguto, como a maioria dos mestres e capoeiristas de sua época, observando, analisando, deduzindo e concluindo a propósito da sua grande paixão, a capoeira.
Inserido em ambiente de cultura predominantemente oral, repetia a tradição, sem deixar de indagar a credibilidade das informações, cotejando-as com sua experiência pessoal e tentando inclui-las no contesto da época.

A tradição oral brasileira associava, naquela época, a capoeira aos africanos, especialmente angolanos, por ser praticada pelas classes populares, especialmente portuários e marítimos, constituída em sua grande maioria por africanos, seus descendentes (puros ou mestiços), indígenas e brancos pobres, aculturados ou boêmios; porém o Mestre Noronha percebeu que os componentes locais que lhe emprestavam um cunho regional, nitidamente distinto das manifestações angolanas.
Assim é que, apesar de a reconhece-la como fundamentada em elementos originalmente africanos, a capoeira é orgulhosamente encarada pelo Mestre como desenvolvida pelos baianos nos seus aspectos mais nobres, aqueles que lhe dão conteúdo educacional, social e permitem aplicações práticas (aptidão física, defesa pessoal, terapêutica) e lhe emprestam identidade própria.

Concorda portanto, o Mestre com tese por nós desenvolvida no início dos anos quarenta, da origem reconcaveana da capoeira.

Músicas de Capoeira

 
Depois de uma pesquisa que fiz na internet, buscando músicas sobre Capoeira, consegui agrupar + de 100 músicas sobre o tema!

Este documento esta disponivel para download em nosso site na seção de Donwloads.

Se quiser ter s sua música publicada em nossa rádio, entre em contato atraves do seguinte endereço: mail@portalcapoeiras.com

 

* As musicas contidas neste documento (.pdf) são em sua maioria de domínio público.

Para baixar outras músicas e mídias para começar a cantar, Clique aqui.

 

 

 

Luciano Milani editor do Portal Capoeira, vive em Portugal é contramestre e pesquisador