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Grupo de capoeira mobiliza comunidade no combate à dengue

Ação consistiu em recolher materiais que acumulam água parada, limpeza e conscientização da comunidade

O Centro Cultural de Capoeira Águia Branca, com apoio da Zoonoses e da Secretaria Municipal de Saúde de Uberaba, promoveu, ação de combate ao mosquito da dengue no bairro Fabrício e proximidades.

A mobilização contou com a participação de alunos, familiares, amigos e profissionais da Zoonoses, e consistiu em recolher materiais que acumulam água parada, limpeza e conscientização da comunidade. A ideia partiu de Ubiracy Galvão, o Mestre Café, que pretende realizar esse movimento nos próximos sábados, cada dia em um ponto diferente.

De acordo com Núbia Nogueira, mais conhecida como Professora Puma, que também faz parte da organização, o intuito é alertar a população para a gravidade do problema na cidade.

No fechamento das visitas, haverá uma roda de capoeira aberta. “É mais para chamar a atenção, pois a dengue é um problema preocupante e o mestre observou que passam os anos e sempre o ciclo da doença volta. Se não houver campanhas educativas será difícil combater, pois é uma questão que a comunidade precisa se sensibilizar para a necessidade de prevenir o desenvolvimento do mosquito. Mais importante do que a coleta de materiais é essa conscientização de cada um”, destacou Núbia.

A professora contou que o grupo passou de casa em casa levando informações sobre como combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. “Tivemos um profissional da Zoonoses acompanhando o grupo e a Secretaria cedeu luvas, sacos de lixo e um caminhão para recolhermos aquelas coisas que não dá para colocar no saco de lixo. Além disso, anotamos os casos de caixas d’água sem tampa, que nós não pudemos resolver e vamos repassar à Zoonoses, para que coloquem as tampas que faltam.

Os locais que apresentaram risco ou que o morador não quis receber o grupo também indicamos. Não podemos manipular o larvicida, por isso foi necessário o profissional nos acompanhando”, esclareceu Núbia Nogueira.

 

Fonte: http://www.jmonline.com.br

Fundação Cultural Palmares inaugura Biblioteca Oliveira Silveira

Na próxima quinta-feira (15), a Fundação Cultural Palmares inaugurará a Biblioteca Oliveira Silveira e o Arquivo da Fundação em sua nova sede, em Brasília. Na ocasião, também será lançada a Coleção Faces do Brasil – História, organizada pela professora Jacy Proença e Editora Ética do Brasil.

Com um acervo de aproximadamente 17 mil itens entre livros, folhetos, periódicos, imagens e CD-ROMs, a biblioteca abrirá suas portas para o público fazer pesquisas e consultar materiais diversos. Especializada em cultura afro-brasileira, o local reúne fotos, pinturas, cartazes e materiais museológicos, como arte quilombola, palharia, cerâmica e telas, que guardam parte da memória negra. Há ainda uma sala de vídeo com espaço para 16 pessoas e terminais para acesso à internet.

A biblioteca foi originalmente inaugurada no dia 20 de novembro de 1998, porém, com a mudança de sede, ficou desativada por alguns meses, e agora será reinaugurada sob o nome Biblioteca Oliveira Silveira, em homenagem a este grande militante do Movimento Negro brasileiro.

Oliveira Silveira – Professor, poeta e militante do Movimento Negro, foi o idealizador do Dia da Consciência Negra, juntamente com o Grupo Palmares de Porto Alegre, ainda na década de 1970. Gaúcho e autor de inúmeros poemas e textos literários, seu primeiro trabalho foi o poema Germinou (1962), tendo ainda publicado: Poemas Regionais (1968); Banzo, Saudade Negra (1970); Décima do Negro Peão (1974); Praça da Palavra (1976); Pêlo Escuro (1977); e Roteiro dos Tantãs (1981).

A Biblioteca Oliveira Silveira disponibiliza a listagem do seu acervo bibliográfico sobre a cultura negra e a história da Diáspora Africana para consulta pública no site: http://biblioteca.palmares.gov.br.

Coleção – A coleção Faces do Brasil – História e Cultura é composta por 37 obras redigidas por professores, pesquisadores e escritores negros e indígenas de 14 estados brasileiros. Organizada pela professora Jacy Proença, ativista histórica do movimento negro brasileiro, a coleção é destinada a alunos do ensino fundamental e médio.

 

Serviço

O quê: Inauguração da Biblioteca Oliveira Silveira e lançamento da coleção Faces do Brasil – História e Cultura

Quando: Dia 15 de dezembro de 2011 (quinta-feira), às 18h00

Onde: Fundação Cultural Palmares – SCS (Setor Comercial Sul), quadra 09, 1º andar, Edifício Parque Cidade Corporate, Torre B – Brasília-DF

 

Fonte: http://www.palmares.gov.br

Projeto A Cor da Cultura lança 2° pacote pedagógico sobre cultura afro-brasileira

Com o objetivo de contribuir para a inserção da temática da cultura afro-brasileira nas escolas públicas e particulares de ensino fundamental, o projeto A Cor da Cultura lança hoje (11-04-11) a segunda parte do pacote pedagógico de mesmo nome. Durante o encontro, educadores de vários estados brasileiros receberão o material que servirá de base para suas aulas no contexto étnico-racial.

O pacote é mais uma medida prática adotada a partir da aprovação da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares do País. DVDs com novos episódios das cinco séries que fazem parte do projeto, dois cadernos pedagógicos e três mapas (um do continente africano, outro da diáspora africana e outro dos valores civilizatórios afro-brasileiros) integram o conjunto.

PARCERIAS – O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Eloi Ferreira de Araujo, prestigia o lançamento, que acontece no Rio de Janeiro, e lembra que a obrigatoriedade do ensino sobre a temática também está registrada no Estatuto da Igualdade Racial (lei nº 12.288, capítulo II), que recebeu a sanção presidencial em 20 de julho de 2010.

A iniciativa, que objetiva fazer com que professores e estudantes percebam com outro olhar o continente africano, é resultado de parceria entre o Ministério da Educação (MEC), a Fundação Cultural Palmares (FCP), a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), o Canal Futura, a Petrobras, o Centro de Informação e Documentação do Artista Negro (Cidan) e a Fundação Roberto Marinho.

O PROJETO – Iniciado em 2004, A Cor da Cultura desenvolve produtos audiovisuais, ações culturais e coletivas que visam a valorização da história dos negros no Brasil sob um ponto de vista afirmativo. Com o novo pacote, as equipes envolvidas e representantes institucionais do projeto celebrarão mais um passo na educação de qualidade, incluindo no material escolar um trecho da História do Brasil ignorado por mais de cinco séculos.

Somente nos seus dois primeiros anos, A Cor da Cultura produziu 56 programas de televisão e capacitou mais de 3000 educadores no Norte, Nordeste e Centro-Oeste para a utilização do primeiro kit educativo. O conjunto de materiais era constituído de 3 cadernos do professor, um mini-glossário Memória das Palavras, cd musical Gonguê e o jogo Heróis de Todo Mundo.

METAS – A meta agora é difundir ainda mais o conhecimento sobre o assunto, de modo a reafirmar a importância da cultura afro-brasileira. O resultado das primeiras oficinas, realizadas em 2010, será a multiplicação do conhecimento adquirido pelo grupo, formando outros 15.000 educadores de escolas públicas.

O lançamento do conjunto de materiais pedagógicoas A Cor da Cultura acontecerá nesta segunda-feira, a partir das 19 horas, no Trapiche Gamboa, um dos berços do samba no Rio de Janeiro. Ele faz parte da programação do Comitê Gestor do projeto, que se reúne a partir das 15 horaa, para apresentação dos novos membros, do balanço e do plano de expansão do programa.

SERVIÇO
O quê: Lançamento do segundo pacote pedagógico A Cor da Cultura
Quando: 11 de abril
Horário: 19h
Onde: Trapiche Gamboa
Endereço: Rua Sacadura Cabral, n° 155, Saúde – Rio de Janeiro
Contato: (21) 2293 6522

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2011 foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes.

Documentário sobre Mestra Cigana

O acervo cultural sobre a mulher na capoeira ganhará uma contribuição gigantesca: um documentário sobre a Mestra Cigana.

Com o excesso de chuva em Angra dos Reis no início do ano, foram perdidos muitos materiais sobre a Mestra. O documentário vem preencher esta lacuna e, além disso, quebrar paradigmas e preconceitos em relação à mulher na capoeira.

No momento, o documentário ainda está em fase de reunião de materiais. Serão coletadas fotos, vídeos, revistas, entre outros materiais e documentos. A busca estará focada na trajetória da Mestra, incluindo as cidades de Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Volta Redonda.

Quem tiver algum material sobre a Mestra Cigana, pode colaborar entrando em contato com a Contra-Mestra Arara pelo e-mail arara.duroes@bol.com.br

História

Fátima Colombiano, a Mestra Cigana, nasceu no Rio de Janeiro, mas começou a praticar capoeira em Belém do Pará, com o Mestre Bezerra, em 1970. Na época o preconceito contra a mulher capoeirista era ainda maior e mais evidente. A mulher que praticava capoeira era malvista pela sociedade e, com isso, durante muito tempo Fátima era a única mulher nas rodas que frequentava.

Em 1975, Fátima conheceu o Mestre Canjiquinha, em São Paulo, e com ele seguiu para Salvador. Após cinco anos de treinamento, segundo informações do blog Filhos de Mestra Cigana, Fátima foi a primeira mulher a se formar Mestra de Capoeira no Brasil.

De volta ao Rio de Janeiro, Mestra Cigana abriu em 1980, a Associação de Mestre Canjiquinha, em Volta Redonda, onde teve mais de 100 alunos.

Impedida de ensinar capoeira em escola, Mestra Cigana se formou em Educação Física para conquistar este objetivo. Hoje é também formada em Filosofia e Pedagogia.

Mais tarde, fundou a Associação Cigana Capoeira, onde se graduou cerca de 20 instrutores. Mestra Cigana também presidiu a Federação de Capoeira do Estado do Rio de Janeiro.

Fontes: 

 

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com