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A Capoeira e o Navio de Teseu

Conta uma lenda grega que após derrotar o Minotauro, monstro com corpo de homem e cabeça de boi, o herói Teseu saiu da ilha de Creta em um navio, levando os jovens atenienses que teriam sido devorados pela fera.

Segundo o historiador grego Plutarco, “o navio com que Teseu e os jovens de Atenas retornaram de Creta tinha trinta remos, e foi preservado pelos atenienses até o tempo de Demétrio de Falero, porque eles removiam as partes velhas que apodreciam e colocavam partes novas, de forma que o navio se tornou motivo de discussão entre os filósofos a respeito de coisas que crescem: alguns dizendo que o navio era o mesmo e outros dizendo que não era.”

A mesma questão se traduziu em diversos outros momentos da história da humanidade:

Segundo Heráclito, é impossível que um homem entre duas vezes em um mesmo rio – porquê o rio nunca é o mesmo, está sempre mudando.

Platão descreveu uma situação em que hipoteticamente, ele e Sócrates começaram a trocar partes de suas carruagens. A cada dia, Platão pegava uma parte de sua carruagem, e substituía por uma parte da carruagem de Sócrates. Sócrates fazia o mesmo com a sua. Em dado momento, todas as peças da carruagem de Platão estavam na carruagem de Sócrates, e vice-versa. Eles trocaram de carruagem, ou não ? Se sim, a partir de que ponto a troca aconteceu ?

Locke falou sobre a meia que tem um furo. A meia é remendada com um pedaço de tecido. Mais adiante, aparece outro furo, que é remendado com outro pedaço. Ao longo do tempo, todo o material do qual é feito a meia, é trocado por pedaços de outros tecidos. Ainda é a mesma meia ?

Também fala-se sobre o machado de George Washington. A ferramenta teve o cabo substituído três vezes, e a lâmina duas – e ainda assim, era o machado de George Washington…

E a capoeira ? Cada mestre, cada praticante, acrescenta um pouco de si à capoeira ? Ele troca um nome de um golpe ? Ele canta uma música um pouco diferente ? Ele tem uma crença um pouco diferente da do seu mestre, e a passa para a próxima geração ? Isso pode ser considerado “trocar as tábuas do navio” ? Não que essa parte da capoeira estivesse podre, mas um novo conhecimento foi agregado, uma nova versão da tábua…

De acordo com o sistema filosófico de Aristóteles e seus sequidores, há quatro causas ou razões que descrevem uma coisa; estas causas podem ser analisadas para conseguir uma solução ao paradoxo.

causa formal diz respeito à forma da coisa, enquanto a causa material se refere à matéria da qual a coisa é feita. O “o que é isso” de uma coisa, segundo Aristóteles, é sua causa formal. Então o Navio de Teseu é o mesmo navio, porque sua causa formal não mudou, ainda que que o material usado para construí-lo tenha variado ao longo do tempo.

Da mesma maneira, para o paradoxo de Heráclito, um rio tem a mesma causa formal, apesar de a causa material (a água do rio) mudar com o tempo, e consequentemente mudar para a pessoa que entra no rio.

Outra das causas de Aristóteles é a causa final, entendida como o propósito da coisa. Todas as “versões” do navio de Teseu teriam o mesmo significado mítico (de terem transportado Teseu) e político (de convencerem os atenienses de que Teseu existiu realmente), ainda que que a sua causa material mudasse com o tempo.

causa eficiente é dada por como e por quem uma coisa é feita. Por exemplo, como os artesãos fabricam e montam alguma coisa. No caso do navio de Teseu, os trabalhadores que construíram o navio pela primeira vez, poderiam ter usado as mesmas ferramentas e técnicas para trocar todas as tábuas do navio, e ele ainda seria o mesmo.

Há outras abordagens ao problema, mas eu gostaria de tomar a aristotélica para derivar o meu raciocínio.

Sobre a causa formal da capoeira – a forma da arte é corporificada por nós, jogadores. Mas cada jogador é único, e manifesta a capoeira de um jeito só seu. Quando um mestre ensina a alguém a gingar, ele usa o seu jeito de gingar, e o aluno desenvolve o jeito dele. Por mais que vejamos gente “gingando igualzinho”, “jogando igualzinho”, e digamos que existem “robôs” e “clones” na capoeira, na prática nenhum jogador joga igual a outro. Vai haver sempre um trejeito diferente, algo que ele aprendeu com fulano, outro algo que aprendeu com beltrano, e quando tudo isso é cozido junto, sai um jogo só dele.

Pois bem, se aprendermos de ver, de treinar, e principalmente de jogar, não estamos trocando as tábuas da nossa capoeira ? Quem viu o vídeo do Mestre Pastinha jogando, percebe que o jogo dele era só dele – e nenhum dos alunos joga sequer parecido. Para onde foi esse jogo ? Hoje em dia, nas rodas, vê-se muito o “pula sela” ou “pula carniça”: o jogador salta por cima do outro, como na brincadeira infantil de mesmo nome. O movimento não era comum até alguns anos atrás, mas a tábua foi trocada.

Sobre a causa material, a capoeira é “feita” de pessoas. E cada pessoa é mutável, passageira. As nossas opiniões variam de dia para dia, de hora para hora – não somos feitos de pedra. Pessoas morrem, e outras pessoas assumem seus lugares no navio da capoeira – alguns são tábua de proa, outros são tábua de popa, alguns são remos. Mas todos são substituídos com o tempo.

Sobre a causa final, e provavelmente a que mais mudou e muda. A capoeira foi arma de libertação de um sistema escravagista explícito. Foi mecanismo de ascenção social para os capangas de políticos. Foi massa de manobra da monarquia contra a república. Foi demonstração de virilidade e valentia. Foi ferramenta para a definição do Estado Novo por Getúlio Vargas. Foi definidora do alicerce do movimento de resistência da cultura negra. Foi embaixadora do Brasil para o mundo. Foi âncora para tirar pessoas do crime. Foi academizada. Foi alvo de repressão. Foi utilizada para educação de portadores de necessidades especiais. Foi instrumento de reintegração de idosos. Foi ? Na média, pode-se dizer que ainda é, para muitas das características listadas.

Sobre a causa eficiente, talvez seja a mais complexa de se definir nesse contexto – e ao mesmo tempo a mais simples. A capoeira não é estática, como manifestação cultural alguma o é. Ela não está pronta, encontra-se em constante construção. Por mais que se conceba uma capoeira cristalizada, cujos movimentos e/ou seqüências são conhecidos, se analisarmos friamente, tudo o que o corpo consegue fazer, numcontexto de jogo/roda, pode ser visto como capoeira.

Todo capoeirista é um dos artesãos que construiu e constrói a capoeira diariamente. O que se chama de “tradição”, também muda diariamente – às vezes devagar, às vezes depressa. O conhecimento transmitido oralmente tende a crescer, se estender: mesmo que lendas antigas não desapareçam, novas lendas surgem. Capoeiristas viram lendas, pequenas lendas que seja, ao vencerem essa ou aquela demanda. E a história deles é mais uma tábua no navio – sequer substitui uma tábua velha, ela é simplesmente mais uma tábua.

O navio da capoeira teve (e tem) suas tábuas trocadas e re-trocadas conforme convém a alguns, ou ao período histórico. Ou mesmo involuntariamente…. Ela é ainda o mesmo navio ?

Para encerrar, um trecho do livro “Last chance to see”, de Douglas Adams:

Eu me lembro de uma vez, no Japão, ter ido visitar o Templo do Pavilhão Dourado em Kyoto, e ficar surpreso em como ele tinha resistido bem à passagem do tempo desde que fora construído no século XIV. Me disseram que ele não tinha resistido bem de jeito nenhum, e que tinha de fato sido queimado até o chão duas vezes só neste século.


– Então este não é o prédio original ? – Perguntei ao meu guia japonês.
– Sim, claro que é – ele insistiu, surpreso com a minha pergunta
– Mas ele não foi queimado até o chão ?
– Sim
– Duas vezes
– Muitas vezes
– E reconstruído
– Claro que sim. Ele tinha sido queimado.
– Então como pode ser o mesmo prédio ?
– Ele é sempre o mesmo prédio.


Eu tive que admitir para mim mesmo que esse era de fato um ponto de vista perfeitamente racional – apenas partia de uma premissa inesperada. A idéia do prédio, a intenção dele, seu projeto, todos são imutáveis e são a essência do prédio. A intenção dos construtores originais é que sobrevive. A madeira da qual o projeto é construído apodrece e é trocada quando necessário. Ficar preocupado demais com os materiais originais, que são meras lembranças sentimentais do passado, é falhar em ver o prédio vivo em si mesmo.

 

Fonte: http://campodemandinga.blogspot.com

UFPE disponibiliza histórico da cultura pernambucana em acervo virtual

No ano em que se celebra internacionalmente os Povos Afrodescendentes, o Laboratório de História Oral e da Imagem (Lahoi) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) publica resultados de dois projetos que têm por objetivo resgatar a memória cultural do estado. Um resgata a memória e traz um inventário sonoro dos maracatus. O outro torna acessível material histórico sobre as manifestações e lutas das décadas de 1970 a 1990.

Fruto do projeto Ritmos, Cores e Gestos da Negritude Pernambucana*, o Lahoi disponibiliza em seu acervo virtual – www.ufpe.br/negritude – levantamentos, documentos, fotografias e entrevistas que dão voz a importantes lideranças dos movimentos culturais e sociais negros pernambucanos. Com foco nesses movimentos, o projeto evidencia as relações construídas por seus militantes nas duas décadas.

O período foi escolhido por constituir um momento muito significativo na história do estado, marcado por intensas lutas sociais, onde maracatus, afoxés, capoeiras, escolas de samba e grupos de música e teatro foram fundamentais na integração do povo. De acordo com Isabel Guillen, coordenadora do projeto, o material ressalta importantes características dessas mobilizações e sua importância na afirmação de um orgulho pela identidade, pela negritude.

PERSPECTIVAS – No acervo virtual, Isabel vê uma oportunidade de colocar em circulação outro olhar sobre a cultura na grande Recife. “O desejo é de que muitos consultem o acervo. Tamanha diversidade e riqueza não podem permanecer invisíveis”, afirma. “Não adianta documentação trancada. Ela precisa circular, produzir novos saberes, causar inquietações, ser agente de transformação no mundo”, completa.

Para Alexandro Reis, diretor do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-Brasileiro da Fundação Cultural Palmares (DPA/FCP), a UFPE apresenta para a sociedade brasileira um importante trabalho de valorização e promoção da diversidade cultural do nosso país. “O patrimônio cultural da comunidade afropernambucana é merecidamente agraciada com esta proposta”, ressalta.

MARACATUS-NAÇÃO – A outra pesquisa do Laboratório de História Oral e da Imagem (Lahoi) da UFPE tem por objetivo produzir conhecimento sobre a vida social dos maracatus-nação de Pernambuco. Nela, são abordados os aspectos relacionados diretamente à musicalidade sob a óptica de que embora inseridos em uma mesma categoria de manifestação cultural, os maracatus têm suas especificidades.

Os registros dos maracatus fazem com que a diversidade e riqueza das nações e suas identidades sejam divulgadas e igualmente valorizadas evitando que a exposição da sonoridade de uma única nação sirva de referência para a manifestação como um todo. O produto final da pesquisa será o Inventário Sonoro dos Maracatus-Nação Pernambucanos* e um CD coletivo com sonoridades de 19 maracatus.

Para conhecer o projeto sobre os maracatus acesse www.historiamaracatusnacao.com e http://inventariomaracatus.blogspot.com/.

* Ambos os projetos foram financiados pelo Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura).

 

Fonte: http://www.palmares.gov.br

Coleção História Geral da África está disponível para download

O Estatuto da Igualdade Racial foi um marco para o movimento negro. Sancionado em 20 de julho de 2010 pelo então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, trouxe muitos benefícios para a comunidade e cultura afro-brasileiras. Mas toda grande transformação social inicia-se pela educação. É nessa área que a coleção História Geral da África, lançada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), vem dar uma grande contribuição.

Publicada em oito volumes e totalizando 10 mil páginas, a coleção conta a história da África a partir de uma visão de dentro do continente, usando uma metodologia interdisciplinar que envolve especialistas de diversas áreas do conhecimento. Seu conteúdo permite novas perspectivas para os estudos e pesquisas a respeito da África e agora está disponível para download, gratuitamente, no site da Unesco.

Lançada nacionalmente em dezembro do ano passado, a coleção foi produzida por mais de 350 especialistas, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos. O lançamento da versão em português é fruto de uma parceria da UNESCO com o Ministério da Educação, por intermédio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Em abril, acontece o lançamento regional, com uma série de eventos (ver quadro abaixo)

LEGISLAÇÃO – Para além da contribuição intelectual na desconstrução da imagem primitiva sobre a cultura africana que ainda domina o senso comum, a coleção História Geral da África constitui parte de um material que possibilita a execução da Lei 10.639, de 2003, que inclui, na rede de ensino pública e privada, a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-brasileira”.

A inclusão do tema no ensino regular também é citada no Estatuto da Igualdade Racial (lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010), que dedica a segunda seção do Capítulo II à educação. Segundo o texto, “é obrigatório o estudo da história geral da África e da história da população negra no Brasil”, a fim de resgatar “sua contribuição decisiva para o desenvolvimento social, econômico, político e cultural do País”. Com a Coleção, os professores terão acesso a um material de qualidade para basear suas aulas sobre o tema.

REFERÊNCIA – Além de servir de fonte para a produção de material pedagógico voltado para as escolas, a Coleção é base para pesquisas de especialistas e profissionais de todo o mundo que, de alguma forma, lidam com a história do continente, bem como subsidia a formação de professores de diversas áreas do conhecimento.

A obra contribui para a disseminação da história e da cultura africana na educação, e também para a transformação das relações étnico-raciais no País. A intenção é fazer com que professores e estudantes lancem um novo olhar sobre o continente africano e entendam sua contribuição para a formação da sociedade brasileira.

Considerada o principal material de referência sobre o assunto, a coleção completa foi editada em inglês, francês e árabe e, pela primeira vez, tem seus oito volumes disponibilizados em português.

DISTRIBUIÇÃO – A Coleção da História Geral da África será distribuída pelo Ministério da Educação e estará à disposição dos interessados em todas as bibliotecas públicas municipais, estaduais e distritais; nas bibliotecas das Instituições de Ensino Superior, dos Polos da Universidade Aberta do Brasil, dos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros, dos Conselhos Estaduais ou Distrital de Educação.

Os oito volumes estarão disponíveis para download nos sites da UNESCO.

 

Programação do lançamento regional

Cachoeira – Bahia

Mesa Redonda

Data: 02 de abril de 2011-03-28

Local: Auditório do Centro de Artes e Humanidades – Universidade do Recôncavo da Bahia

Horário: 10h – 12h30min

Salvador – Bahia

Data: 04 de abril de 2011

Local: Auditório da Reitoria da Universidade Federal da Bahia

Horário: 9h – 18h

São Paulo – SP

Data: 06 de abril de 2011

Local: Auditório do Tucarena – Rua Monte Alegre, 1024

Horário: 9h -18h

Belo Horizonte – MG

Data: 13 de abril de 2011

Local: Auditório Neidson Rodrigues, Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais

Horário: 9h – 18h

 

Fontes: Unesco, Seppir, MEC

II Encontro da Confraria Carioca de Capoeira

A CONFRARIA CARIOCA DE CAPOEIRA (C.C.C.)

Convida todos para o seu 2º Encontro no dia 15 de maio (Sábado) na Universidade Veiga de Almeida , na Rua Ibituruna, 108 bairro maracanã – ás 15 hs haverá uma palestra ( A GUARDA NEGRA DA PRINCESA ISABEL ) e logo após Roda de Capoeira.

Haverá tambem uma feira de troca de material , se voce tem material para trocar como Livros, Dvd, Cd, Revistas, Materia de Jornais para trocar leve para o encontro e aumente sua Biblioteca e sua Cultura.

A Confraria apresentará se novos Menbros Mestres Bocka, Boneco, Abano, Mamute etc.

Contamos Com sua presença pela união da Capoeira do Rio de janeiro.

A necessidade de manter o respeito aos fundamentos, o compromisso e seriedade com a Capoeira. A história da capoeira no Rio de Janeiro passa a ser vista com mais credibilidade quando há forças, de companheiros com o compromisso da nossa CAPOEIRA. Respeitar as diferenças , humildade, união e seriedade com a capoeira. Isto é a CONFRARIA CARIOCA DE CAPOEIRA – (C.C.C.)

FUNDADORES:

EDVALDO BAIANO – MARTINS – KING – MONTANA – GEGÊ – COLUMA – ARERÊ – HULK E BURGUÊS.

O COLEGIADO DA C.C.C

Indignação e Desrespeito: A Pirataria na Capoeira

A pirataria de CD´s e DVD´s tem sido discutida há muito tempo e é um grande desafio para a nossa comunidade visto que diversos profissionais da Capoeira produzem trabalhos (Gravações de CD´s e DVD´s de forma independente) que as vezes levam anos a ficarem concluídos e disponíveis no mercado. Estes profissionais investem suas economias e sonhos neste processo que na maioria das vezes já nasce prejudicado devido ao desrespeito e falta de ética de alguns capoeiristas.

Não é de hoje, que infelizmente, nós capoeiristas estamos nos afundando em uma névoa de falta de ética e caráter… Vale salientar que a “clonagem” e a distribuição de cópias ilegais de material direcionado a capoeiragem não é de forma alguma um “pecado” apenas dos capoeiristas mais também da Industria da Pirataria, que vê na Capoeira um NICHO de Mercado. É certo que esta máfia entende que a cultura e a arte da capoeira valem o investimento…

O Brasil está entre os dez países com maior incidência de pirataria musical, segundo relatório deste ano da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês).

Segundo entendem os especialistas, o simples ato de emprestar um CD ou DVd a um amigo não se enquadra como crime. Porém, o que seu amigo irá fazer com o disco pode ou não ser enquadrado como infração. Mas não há unamidade mesmo entre os advogados e juízes, pois o Direito não é algo objetivo e sua interpretação pode variar de acordo com os tribunais em que for analisado cada caso, daí haver tantas dúvidas recorrentes em decisões relativamente similares da Justiça brasileira.

A lei de 1998 não classifica como infração a “cópia de obra intelectual ou fonograma, em um só exemplar, para uso privado do copista, sem intuito de lucro direto ou indireto”. Quer dizer: pela lei, o CD que você comprou pode ser copiado uma única vez para uso pessoal, “sem fins lucrativos”. E aí está o problema: a definição de “fins lucrativos” é extensa uma novela jurídica… A unica arma que podemos nos valer é a sensibilização e o respeito pelo trabalho arduo de nossos Mestres, respeitar o sonho e a luta destes guerreiros que as vezes investem tudo na produção deste material. É preciso dar um basta e trabalharmos juntos para diminuir e porque não acabar com a Pirataria dentro da Capoeira.

Existem sites especializados em CAPO-PIRATARIA, onde é possível encontrar uma vasta coleção de CD´s, DVD´s e Livros de Capoeira, um verdadeiro desrespeito a ética, a moral e a cidadania.

Uma poderosa arma contra esta prática é a imaginação e a inovação, é assim  que um dos grandes cantadores da capoeira pretrende driblar a “pirataria”, Mestre Alexandre Batata, está com tudo preparado para a gravação de seu novo CD. A novidade neste projeto é forma inteligente e interativa que o capoeirista concebeu para viabilizar a produção e a gravação ao vivo de seu CD que será realizado em Matosinhos, Portugal com participação efetiva da plateia. Cada espectador irá pagar 10,00€ para assistir e participar da gravação e terá direito a uma cópia do CD que será enviada diretamente para a sua residência ou retirada em pontos a serem definidos pela organização. Vale a pena conferir e até investir nesta ótima idéia!!!

Cabe a nós, profissionais e formadores de opinião, levantar esta bandeira e dar o exemplo… Já palestrei diversas vezes sobre este tema o qual defendo de forma emocionada e até com certa paixão o “Não a Pirataria” e uso o Portal Capoeira como exemplo de postura e respeito ao trabalho da comunidade capoeirística.

Fica a reflexão para que cada um de nós, capoeirista ou não contribua para minimizar e sensibilizar que nesta “Jogo, nesta Roda” quem perde sempre somos nós.

 

Carta Protesto/Denuncia escrita pelo Mestre Toni Vargas:

Rio de Janeiro, 12 de abril de 2010.

Queridos Amigos,

Venho aqui registrar a minha indignação pelo desrespeito e falta de sensibilidade das pessoas que insistem em piratear produtos de capoeiras tais como CD, DVD, etc….

É preciso que todos nós tenhamos consciência que ao reproduzir, vender ou adquirir um produto pirateado não estamos apenas prejudicando o autor ou produtor mas também incentivando uma prática que vem prejudicando a própria capoeira. Em geral quando um capoeirista se dispões a produzir um material sério e oferecê-lo ao publico não está só agindo como um comerciante são pessoas que vivem de capoeira e que percebem a sua responsabilidade com a nossa arte, por isso realizam seus projetos com muito sacrifício. Ao contrário muitas das pessoas que pirateiam e comercializam um produto não são verdadeiros capoeiristas, não passam de aproveitadores que visam o lucro rápido e não se importam com a qualidade ou a importância da obra para o universo da capoeira. Creio que a única forma de inibirmos esse tipo de coisa é nos unirmos em uma grande campanha pela ética, do contrário os capoeiristas de verdade acabarão por se verem impossibilitados de continuar produzindo.

Capa Pirata: Desrespeito e DesconhecimentoVejam esse exemplo , meu CD mais novo “Quadras & Corridos” é resultado de 5 anos de trabalho e foi feito de forma independente. De repente recebo pela internet essa “perola” (imagem em anexo). Essa cópia tão mal feita só mostra o completo desconhecimento de quem fez, certamente uma pessoa oportunista que não conhece a capoeira e, portanto não pode respeitá-la. Cabe ressaltar que quando uma coisa como essa é reproduzida e comprada não sou só eu o prejudicado, a nossa arte está sendo violentada e sucateada.

Atenciosamente,

Mestre Toni Vargas

O projeto Quadras e Corridos tem como objetivo fundamental homenagear o grande MESTRE BIMBAA CAPOEIRA REGIONAL. A partir da produção de um CD, da organização de um work shop  pretendemos mostrar aos jovens capoeiristas de forma sensível e bem fundamentada um pouco da “energia” de Seu Bimba – O GIGANTE NEGRO DA CAPOEIRA REGIONAL e sua criação e enorme contribuição para a história da Capoeira

 

Mais Informações:

Mestre Toni Vargas: http://www.mestretonivargas.com

Mestre Alexandre Batata: 916828588 – mestrebatata@gmail.com

Gravação ao vivo do CD

No Centro de treinamento da Capoeirarte, disco Mantra em Matosinhos Sábado, 24 de Abril 2010 – Início 22hs

SESC Niteroi – Capoeira Infantil

A Federação Fluminense de Capoeira realizará, em 09 de maio de 2009, das 09 às 17 horas, o Festival Estadual (RJ) de Capoeira Infantil.
Local: SESC Niterói/RJ.
Rua Padre Anchieta, 56 – Centro – Niterói/RJ, Brasil.
Todos os capoeiristas e simpatizantes estão convidados a participar do evento.

 

Entrada franca – Apoio SESC-Niterói/RJ

 Oficinas:

  • – História da capoeira
  • – Confecção de instrumentos com material reciclável
  • – Aulão de capoeira
  • – Rodas de capoeira infantil
  • – Apresentação dos profissionais de capoeira
  • – Recreação

Mais informações: (21)9589-1358
Realização: Federação Fluminense de Capoeira

Mestre Zezeu

Bienal Afro-Brasileira do Livro será lançada em Salvador

Acontece no dia 07 de fevereiro de 2009 (sábado), às 10h, na Câmara Municipal de Salvador – Pça. Tomé de Souza, o lançamento da Bienal Afro-Brasileira do Livro – Educar para a Diversidade. O evento traz à tona, com grande ênfase, a cultura afro-brasileira situando, além do foco nas produções literárias independentes, produções literárias do mercado editorial com prioridade no corte racial e outras manifestações culturais resultantes da trajetória de resistência dos afro-descendentes.

Durante a Bienal, a Secretaria de Educação do Estado da Bahia – SEC, faz lançamento do edital para seleção publica de material didático em Historia e Cultura Africana e Afro-brasileira e Educação das Relações Étnico Raciais para professores e alunos da rede estadual de educação. A programação do evento conta com: Colóquio Intelectual, mesas temáticas, exposição de artes plásticas e livros temáticos.

CONCEITO – Foi compreendendo que é necessário valorizar, sem disfarces, a luta e a história do povo negro na formação da identidade e cultura da sociedade brasileira que a Bienal Afro chega à conclusão que contribuir para ajudar a minimizar a desigualdade racial não é apenas resolver seus aspectos puramente econômicos, plasmar leis, mas é também educar a família, a comunidade, o professor e, nessa educação, reconstruir a educação nos parâmetros edificados pelos seus principais protagonistas.

Para que a pessoa, indistintamente, não seja só um ente social, mas que seja também capaz de viver, difundir e contribuir para o desenvolvimento da cidadania plena, esse caminho é, portanto, a preparação das novas gerações para a vida em sociedade plenamente democrática, justa e conhecedora da sua formação histórica, e, consequentemente transformadora, para que, de fato, sejamos gigantes pela própria natureza humana, rica em sabedoria.

A Bienal Afro-Brasileira vem de encontro às políticas públicas que visam o combate à discriminação racial, à igualdade de oportunidades e às reparações.

“A história é um processo, prossegue, e todos nós, conscientes ou inconscientemente, por atos ou omissões, participamos dela”.

OBJETIVOS

– Dar visibilidade às produções independentes, cujos conteúdos editoriais valorizem a História da África e a Cultura Afro-Brasileira, aproximando-os do mercado editorial e/ou auxiliando-os na criação de Cooperativa Editorial para concretizar as suas produções literárias.

– Oferecer essas produções aos Educadores de todos os níveis, cada um ao seu turno, para suprir a ausência de material didático para ser difundido nas salas de aula.

– Auxiliar as instituições de ensino na construção da identidade étnica dos alunos, pais, funcionários e comunidade.

– Fazer a discussão e tornar visível a temática racial para o conjunto da sociedade, através das manifestações culturais resultantes da trajetória de resistência: capoeira, samba, tambor de criola, ciranda, música, congada, reisado, boi-bumbá, etc.; além dos instrumentos musicais: atabaque, agogô, caxixi, cabaça, chocalho, etc.; exibição de vídeos e filmes; culinária de origem africana de todas as regiões do Brasil; moda; beleza; exposições artísticas; exposições fotográficas; artesanato; religiosidade de matriz africana e outras intervenções culturais relacionadas ao tema do evento.

– Introduzir a comparação do sistema brasileiro de inclusão racial e social, no contexto de uma economia transacional , com outros países desenvolvidos, emergentes e subdesenvolvidos, demonstrando o impacto de diferentes ambientes culturais, político-econômicos e normativos sobre a natureza da diversidade.

Serviço

O quê? Lançamento da Bienal Afro-Brasileira do Livro – Educar para a Diversidade

Quando? 07 de fevereiro de 20009 (sábado), a parti das 10h.

Onde? Câmara Municipal de Salvador – Pça. Tomé de Souza – Salvador/Ba.

Quanto? GRATUITO

PROGRAMAÇÃO:

Manhã:

-10h, Abertura
 

Mesas Temáticas

– Invisibilidade do Negro na Literatura Afro-brasileira

– Impacto da lei 10.639 no combate as desigualdades

– Lançamento do edital para seleção publica de material didático em Historia e Cultura Africana e Afro-brasileira e Educação das Relações Étnico Raciais para professores e alunos da rede estadual de educação

Almoço

Tarde:

– Apresentação do Conselho Consultivo da Bienal Afro-BrasileirA do Livro

-Visitação Publica ao pôr-do-sol no Forte São Marcelo

-Show intimista com artistas locais

 

Noite:

– Noite da Beleza Negra no Ilê Aiyê

Mais informações:

Samuel Azevedo

(71) 87090312 – aseydou@hotmail.com
 

Hamilton Oliveira (Dj Branco) – Assessor de Comunicação

(71) 9151-0631 – cmahiphop@hotmail.com

Mato Grosso do Sul comemora Dia Mundial da Síndrome de Down com Dança e Capoeira

O Dia Mundial pela Síndrome de Down, comemorado dia (21/03), será marcado por atividades de conscientização e disseminação do conhecimento da síndrome em Campo Grande (MS). Para celebrar a data, Uma Rede de Supermercados  em parceria com a Escola de Desenvolvimento Especial Juliano F. Varela, especializada em acolher portadores da Síndrome de Down, realiza pela primeira vez na Capital uma festa especial com apresentações de danças e distribuição de folders educativos.
 
A coordenadora pedagógica da escola, Roberta Navarrete Ribeiro, explica que na ocasião cerca de 80 alunos da Escola Juliano Varela apresentará ao público campo-grandense habilidades na capoeira e na dança do ventre. “Eles também estarão entregando folhetos informativos sobre as atividades desenvolvidas pela Escola Juliano Varela e sobre a importância da inclusão social”, ressalta a coordenadora.
 
Atualmente, a Escola Juliano Varela atende cerca de 120 alunos com os programas de estimulação precoce, educação infantil e ensino fundamental, atividades extras curriculares, como a capoeira, educação no trânsito e inserção no mercado de trabalho, além do grupo de dança formado pelos alunos da escola. Ela é mantida através de doações e de convênios com o governo federal, estadual, municipal e doações de empresas e particulares.
Síndrome de Down
 
O Dia Mundial da Síndrome de Down foi escolhido pela Associação Internacional Down Syndrome International, em alusão aos três cromossomos no par de número 21 (21/3) que as pessoas com síndrome de Down possuem. A síndrome de Down não é um defeito nem uma doença. É uma ocorrência genética natural, que no Brasil acontece em 1 a cada 700 nascimentos e está presente em todas as raças. Por motivos ainda desconhecidos, durante a gestação as células do embrião são formadas com 47 cromossomos no lugar dos 46 que se formam normalmente.
O material genético em excesso (localizado no par de número 21) altera o desenvolvimento regular da criança. Os efeitos do material extra variam enormemente de indivíduo para indivíduo, mas pode-se dizer que as principais características são os olhinhos puxados, o bebê ser mais molinho e o desenvolvimento em geral se dar em um ritmo mais lento. Com apoio para seu desenvolvimento e a inclusão em todas as esferas da sociedade, as pessoas com síndrome de Down têm rompido muitas barreiras.
Em todo o mundo, e também aqui no Brasil, há pessoas com síndrome de Down estudando, trabalhando, vivendo sozinhas, escrevendo livros, se casando e até chegando à universidade.

Capoeira no cinema e nos quadrinhos

Durante o lançamento do filme "Mestre Bimba, a capoeira iluminada" em Portugal, o Portal Capoeira fará o sorteio de exemplares do livro infantil "Eu, você e a capoeira", a mais nova estória em quadrinhos sobre a capoeira, escrita pelo Jornalista Mano Lima.
Quem não for contemplado, pode comprar um exemplar com os organizadores do evento ou encomendar pelo correio.
A obra é do jornalista Mano Lima e foi publicada pela Conhecimento Editora. Enquanto aprendem a jogar capoeira, os personagens "Zumbinho", "Natalie", "Pastinho", "Mariana" e "Bimbo" estudam temas como a escravidão e a origem da capoeira nas aulas de história da "Professora Letícia".  A publicação é inspirada na Lei Federal  10.639/2003 que tornou obrigatório o ensino da História e da Cultura Afro-Brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio do Brasil. O gibi é colorido, impresso em papel couchet e inclui um caderno de atividades, com o "ABC da Capoeira" e atividades lúdicas onde a criança interage com a história.
 
Concebido como material pára-didático, pode ser usado por professores de capoeira e de História, Língua Portuguesa e Artes. "Eu, você e a capoeira" marca a estréia do autor na literatura infantil.
 
Mano Lima é autor do "Dicionário de Capoeira" e editor da Revista Capoeira em Evidência.
Escreve para os sítios www.portalcapoeira.comwww.jornalmundocapoeira.com  e  www.temnoticia.com.br.

Missão de Pesquisas Folclóricas – Mário de Andrade

Curiosos e apaixonados pela história da cultura brasileira não precisam mais esperar para ter acesso ao resultado de uma das mais importantes pesquisas culturais já realizadas no Brasil.
 
O SESC SP e a Secretaria Municipal de Cultura lançam, no SESC Vila Mariana, a coleção Missão de Pesquisas Folclóricas – Mário de Andrade, com 7h de música recolhidas pelo Brasil em 1938 e inédita para o público até o momento.
 
Produzido pelo Selo SESC, o material reúne em seis CDs, pela primeira vez, o acervo da Missão – caravana que em 1938 foi enviada ao norte e nordeste do Brasil sob a coordenação de Mário de Andrade, o então Diretor do Departamento de Cultura da Cidade de São Paulo (1935-1938). Os CDs trazem 279 faixas correspondentes a 293 fonogramas originais de Xangô do Recife, canto indígena dos Pancararu, Aboios, repertório da Pajelança em Belém do Pará, cantos de carregadores de piano, bumba meu boi, congo, reisado, entre outras manifestações dos mais de 70 grupos representados na Missão.
 
Para o lançamento da coleção, o SESC e a Prefeitura de São Paulo organizaram uma série de atividades: shows com o grupo A Barca e Dona Senhorinha Freire, hoje com 86 anos e registrada pela Missão quando passou por Tacaratu (PE).
O Portal Capoeira está disponibilizando para download, duas faixas desta fantástica coleção, fica a dica de excelente investimento cultural, para comprar a coleção: Missão de Pesquisas Folclóricas – Mário de Andrade, visite o SESC mais próximo a sua casa ou acesse o site: http://www.sescsp.org.br
 
Para baixar as faixas, clique nos links abaixo:
 
Para Ouvir uma das faixas, clique no player: {mmp3}marinhero.mp3{/mmp3}
O acervo preservado há 68 anos
 
Idealizada e organizada por Mário de Andrade, a expedição foi realizada por uma equipe de quatro integrantes – Martin Braunwieser, músico e maestro do Coral Paulistano; Luiz Saia, arquiteto e membro da Sociedade de Etnografia e Folclore, pesquisador da Divisão de Documentação Histórica e Social e chefe da missão; Benedito Pacheco, técnico de som e Antônio Ladeira, assistente técnico de gravação do Departamento de Cultura.
 
Missão de Pesquisas Folclóricas - Mário de AndradeO escritor viabilizou a expedição, temendo que, com a crescente urbanização, muitas manifestações populares desaparecessem; seu objetivo era mapear fiel e detalhadamente as manifestações típicas de dança e música das regiões do Norte e Nordeste do Brasil, registrando tudo em filme, fotografia, desenho, partitura, texto e gravação fonográfica.
 
Após quase seis meses de viagem, os pesquisadores registraram cânticos diversos, cantigas de roda, cantos de pedintes, cantos de carregadores de piano, bumba meu boi, congo, reisado e côco, entre outros.
 
Em 1938, quando o Departamento de Cultura financiou a Missão de Pesquisas Folclóricas, Mário de Andrade deparava-se com o dilema da modernidade: ao mesmo tempo que as manifestações populares corriam o risco de desaparecer com a crescente urbanização do país, o avanço tecnológico da época proporcionava meios de capturá-las em discos, fotografias e filmes, explica Carlos Calil, Secretário Municipal de Cultura de São Paulo
 
Mário de Andrade defendia que a coleta dos dados fosse gravada, pois, ao se recorrer a registros escritos de tradições orais e costumes seria omitida a fala coloquial, impedindo sua proposta de registro fiel.
 
Em algumas cidades foi possível para a Missão colher instrumentos, vestimentas e objetos relativos aos assuntos pesquisados. Nos dias em que não gravava, a caravana se dedicava também a outros temas, registrando detalhes da fabricação de utensílios populares, aspectos da arquitetura, da poética popular etc.
 
O material, que compõe o acervo da Discoteca Oneyda Alvarenga, encontra-se sob a guarda do Centro Cultural São Paulo desde 1993 e até hoje estava disponível somente para consulta de pesquisadores. O lançamento do Selo SESC visa compartilhar a riqueza do acervo, e é também uma forma de prestigiar a dedicação de Mário de Andrade para a conclusão dessa pesquisa e o empenho de Oneyda Alvarenga, primeira diretora da Discoteca Pública, para viabilizar a organização e difusão do material.
 
Hoje, toda a colheita sonora de Mário e sua Missão sai dos armazéns e torna-se disponível ao público com esta coleção de CDs. Após a captação realizada pela Missão há mais de 60 anos, selamos aqui o compromisso de uma nova fase, a distribuição destes saberes, explica Danilo Santos de Miranda, diretor regional do SESC São Paulo
 
O acervo formado pela Missão de Pesquisas Folclóricas e preservado há 68 anos tem sua importância comprovada frequentemente. No início da década de 40 a Biblioteca do Congresso de Washington, copiou para si todos os fonogramas gravados em 1938. No dia-a-dia da musicologia brasileira pesquisadores têm buscado temas de estudo sobre o cantar do povo brasileiro e sua transformação. O material, estará disponível para todos os interessados nas Lojas SESC.