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Capoeira: a memória social construída por meio do corpo

Resumo: O objetivo desta pesquisa foi compreender, por meio de uma análise de elementos da história da capoeira, alguns mecanismos de busca por legitimação no seu universo, bem como suas diferentes formas de organização e manifestação preservadas na memória e cultura brasileira.

Utilizamos a memória social como instrumento analítico reflexivo, para compreender melhor os processos de formação das identidades em uma nação.

O texto traz as diferentes memórias construtoras das vertentes da capoeira brasileira em diálogo com seu recente registro como patrimônio imaterial da cultura brasileira.

Palavras Chave: Capoeira. Memória. Características culturais.

 

Igor Márcio Corrêa Fernandes da Cunha*

Luiz Renato Vieira**

Luiz Carlos Vieira Tavares***

Tânia Mara Vieira Sampaio****

Capoeira unindo famílias e corações – Zum Zum Zum, Capoeira Acha um!

DURANTE RODA DE CAPOEIRA, MEMÓRIA DE MIGUEL(PACIENTE COM TRANSTORNO MENTAL) TEM INSIGHT INCRÍVEL

Interno estava sem contato com a família há 26 anos e não se lembrava de nada em relação a sua vida, mas na roda, teve a capacidade de expressar verdades escondidas.

Mais um caso envolvendo usuário do serviço de saúde de São Bernardo teveum final feliz. Desaparecido há 26 anos, Miguel Ribeiro, paciente da ResidênciaTerapêutica Masculina da cidade, finalmente reencontrou seus familiares. Curiosa foi a circunstância como se deu este reencontro. Miguel não trazia lembrança alguma em relação à história de sua vida e não verbalizava nenhuma informação que pudesse levar ao paradeiro de seus familiares, amigos ou algo que sinalizasse sobre sua trajetória.
E foi durante uma roda de capoeira comemorativa ao aniversário do Caps III para pacientes com transtornos mentais realizada pelos adolescentes que utilizam o serviço de saúde mental Caps ad Infanto Juvenil (tratamento em uso e abuso de álcool de outras drogas) realizado pelo Projeto Beija-Flor Capoeira com supervisão do Professor de Educação Física do Caps Infanto Juvenil da PMSBC, Ricardo. (Os Caps, são centros de atenção psicossocial que substituem os hospitais psiquiátricos e humanizam o tratamento dos usuários dos serviços em saúde mental)

O momento era de muita energia e contemplação, já que vários usuários da redeem saúde mental da PMSBC interagiam e entravam na roda de capoeira. Numdestes momentos, Miguel que hoje está com 49 anos batia palmas sentado na roda e sussurrava algumas cantigas que eram cantadas.
“Foi neste momento que percebi que o Miguel tinha no mínimo, alguma vivência com a arte capoeira já que ele se lembrava de alguns refrões de músicas específicas da roda” relata o Professor.

Miguel então foi convidado para jogar pelo professor e durante o jogo alémde continuar cantando as músicas ele começou a citar o nome de seu Mestre, oMestre Zulu.
“Por algumas vezes ele falava no Mestre Zulu, Salve Mestre! Salve Mestre Zulu!enquanto minimamente conseguia construir um ou outro movimento. Percebieste detalhe e assim a roda transcorreu e ao final dela, conversei com a equipe multiprofissional do Caps III da PMSBC e uma das funcionárias a enfermeira Tatiane Janaina Arrais localizou assim o Mestre Zulu, sua escola de capoeira e também onde Miguel havia cursado o supletivo quando jovem na Escola Estadual Ernestino Lopes da Silva, localizada na Zona Sul de São Paulo.

A equipe da Residência Terapêutica Masculina entrou então em contato coma instituição de ensino e localizou a vice-diretora Luci Billig Costa, que tinha sido professora do paciente e encontrou os familiares de Miguel, que residem em uma colônia alemã em São Paulo.

Miguel, que foi interno do Hospital Lacan durante 10 anos, possui mãe com 80 anos e mais 10 irmãos. Um deles, Benedito João Ribeiro, foi quem o visitou e trouxe alguns documentos, como a carteira profissional do paciente. Ele contaque o transtorno mental de Miguel iniciou entre os 15 e 17 anos, ainda quando trabalhava em uma oficina mecânica. Depois foi internado em um hospital psiquiátrico em Sorocaba e, no dia seguinte do Natal, no qual passou com afamília, desapareceu. Os familiares o procuraram em hospitais, delegacias eaté no IML (Instituto Médico Legal) e ainda hoje buscavam informações sobre o destino de Miguel.
Este fim de semana Miguel passou na casa da família e, nesta segunda-feira ,retornou à Residência Terapêutica Masculina. O CAPS III de São Bernardo irá ainda acompanhar Miguel durante o período de transição e entrará em contato com a Prefeitura de São Paulo a fim de localizar um serviço psiquiátrico próximo de sua nova residência para que continue o tratamento.

“Não sabemos ao certo qual mecanismo cerebral ativou a memória do Miguele como ele conseguiu relembrar algo ocorrido há 30 anos até em razão da sua condição psíquica que dificulta este processo. O certo é que o ritmo da capoeira traz muito da ancestralidade e instintos primitivos enraizados no ser humano.Talvez este mecanismos cerebral não tenha ocorrido na história de Miguel. Outalvez tenha em forma de insight, uma memória reativada” relata o Professor Ricardo. O certo é que Miguel pode agora abraçar seus irmãos e também a suamãe e eles agora possuem a certeza de que Miguel necessita da atenção e dos cuidados de sua família. Zum Zum Zum, Capoeira Acha um!!!!dois!!!três!!!!muitos!

Ricardo Costa (Beija-Flor)
http://projetobeijaflorcapoeira.webnode.com
e-mail: [email protected]

Nota na TV: 15 anos da morte do Mestre Pastinha

Nota em um telejornal, noticiando a missa em memória do Mestre Pastinha. Presença dos Mestres Caiçara, Gigante, Dois de Ouro, Geraldo Lemos, Gildo Alfinete, Mala, Lua Rasta e outros.

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Kabula Rio: 1ª Roda do Cais de Valongo

Como naquelas Rodas de Capoeira realizadas em ambientes que mesclavam trabalho, conhecimento e o lúdico, a Roda do Cais do Valongo pretende não apenas manter e preservar as tradições que circundam e constroem a Capoeira Angola. Mais do que isto estamos tratando de identidade, consciência coletiva, história, de valores ancestrais e da relação desta arte com a Cultura Carioca da Zona Portuária/antiga Pequena África, da Rua do Lavradio, da Cinelandia, da Praça XV …

As Rodas de Capoeira dessas áreas estão revalorizando de forma positiva e legítima o que a História oficial negou, manipulou e não transmitiu.

Cabe a nós Capoeiristas, pensadores, educadores e artistas populares trazer ao conhecimento público a riqueza das estórias que é parte de nosso saber atraves das chulas, corridos, ladainhas, toques do berimbau, causos e contações de estória que a Capoeira ensina e transmite enquanto parte do legado cultural Afrobrasileiro.

Salve as Rodas na Rua do Rio de Janeiro – em especial aquelas praticadas nos sítios de interesse histórico – que conectem-se e disseminem-se o conhecimento do Saber e da Memória Oral do Brasil:

Está lançada a Conexão Carioca de Rodas na Rua!

 

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Para assistir ao clipe da 1a Roda do Cais do Valongo clique aqui >>

 

Os Cariocas a partir de agora tem mais uma Roda de Capoeira na região do Rio histórico! Depois da realização da 1a Roda do Cais do Valongo, no Sábado dia 14 de Julho, a Comunidade da Capoeiragem Carioca que estava presente no local, decidiu apoiar a iniciativa e dar continuidade a proposta.

A Roda será um evento mensal e acontecerá na Rua Barão de Tefé s/n – mais precisamente no Cais do Valongo.

Além disso, de hoje em diante consideramos o local como mais um Ponto Cultural e Histórico de especial relevância para a Capoeira Carioca, local onde essa arte e seus artirtas poderão se expressar e se apresentar, num canal aberto para o mundo, enquanto legítimos representantes desta tradição oral-rítmica Afrobrasileira.

No passado a Zona Portuária do Rio foi cenário de intensa efervescência cultural. Local em que os estivadores, capoeiristas, babalorixás e yalorixás, sambistas e malandros conviveram e criaram uma das culturas mais autênticas do Brasil e que hoje é, reconhecidamente, uma das mais apreciadas em todo do Mundo.

Dada a relação direta entre o Cais do Valongo com a Capoeira, demais culturas Afrobrasileiras e a diversos fatos históricos acontecidos no Rio de Janeiro, iremos a cada Roda trazer à luz da memória de ilustres frequentadores da antiga Pequena África / Zona Portuária. O primeiro homenageado será o capoeirista e estivador Carioca, Horácio José da Silva, de quem a História guardou o apelido, Prata Preta – importante personagem da Revolta da Vacina.

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Informações gerais sobre a Roda do Cais do Valongo:

o quê: Roda do Cais do Valongo
quando: 11 de Agosto de 2012
horário: 11hs às 14hs
ondeRua Barão de Tefé s/n. –  Cais do Valongo (mapa)
palestra: quem foi Horácio José da Silva, o Prata Preta? (está palestra será realiada pelo Jornalista Délcio Teobaldo)
clima e tempo: em caso de chuva, a Roda será realizada no IPN / Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (mapa)

Roda do Cais do Valongo no Facebook

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Fontes sobre a Revolta da Vacina e o estivador-capoeirista Prata Preta:

De acordo com o professor José Murilo de Carvalho, em Os Bestializados, Horácio José da Silva – um capoeirista conhecido como Prata Preta –  foi um dos chefes da “barricada de Porto Arthur”, um obstáculo construído por populares para impedir a entrada da polícia no bairro da Gamboa, durante o protesto de resistência. Prata Preta chegou a pegar em armas e matou um soldado do Exército durante as batalhas com as forças do governo. Foi preso e torturado.

 

http://kabula.org

Simpósio Memória da Capoeira Pernambucana

Ocorreu, no dia 01/09/2012, no Auditório Prof. Paulo Rosas, da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco, o I Simpósio Memória da Capoeira Pernambucana: A Leitura da Realidade do Mestre Zumbi Bahia, sob a Coordenação Geral do Prof. Ms. Henrique Gerson Kohl “Tchê”-DEF-CCS-UFPE.

O evento foi realizado pela PROEXT-UFPE e teve os seguintes apoios institucionais: PROEXT-UFPE, NEFD-UFPE, ADUFEPE-UFPE e PROGRAMA CABEÇA DE ÁREA-UFPE.

Na articulação, divulgação e recepção do Mestre Zumbi Bahia, a UFPE contou com a qualitativa ajuda das seguintes referências da capoeira, dentre outras não menos importantes: Mestre Tonho Pipoca, Mestre Pirajá, Mestre Pácua, Mestre Ulisses, Mestre Peu, Mestre Grillo, Mestre Renato, Mestre Juarez, Mestre Corisco, Mestre Coloral, Mestre Nó Cego, Mestre Americano, Mestre Fefé, Mestre Lano, Mestre Cal, Mestre Eduardo, Mestre Moacir, Mestre Pequena, Mestre Joab, Mestre Grafitt, Mestre Domingos, Contramestre Radiola, Contramestre Quadrado, Contramestre Dendê, Contramestre Bola, Contramestre Lua, Contramestre Flávio, Prof. Cajú, Prof. Ricardo, Prof. Carneiro, Prof. Douglas, Prof. Muela, Prof. Praça, Monitor Pinguim, Monitor Arrepio, Monitor Mamulengo, Instª Kinha, Inst. Jean, Inst. Gato, Formado Bola, Formado Boca, Estagiário Charuto, Graduado Cajueiro, Grad. José e outros.

Henrique Gerson Kohl “Tchê”- PE

O SAMBA DE RODA DE DALUA E MESTRE MAURÃO

Em novo projeto de CD, o percussionista Dalua e o Mestre de capoeira Maurão (Mauro Porto da Rocha) resgatam a importância da tradição oral, da musicalidade brasileira e de raiz.

No próximo dia 30 de novembro, às 22h30, o músico Dalua e o Mestre de capoeira Maurão lançam trabalho inédito no Estudio Emme, em noite organizada por Tutu Moraes.

 

O lançamento contará com participações especiais de Yaniel Matos (Pianista Cubano),

Nega Duda (Sambadeira de São Francisco do Conde, no Recôncavo Baiano), Leonardo Mendes ( Violonista de Santo Amaro da Purificação), e Cuca Teixeira ( Baterista de São Paulo e uma das maiores autoridades no assunto) e todos os integrantes do LADODALUA (www.ladodalua.com.br).

 

SOBRE O CD

O resgate da memória de um povo, seja por meio da música, das artes plásticas e dos rituais são os elementos que permitem com que a cultura renasça e se reinvente de tempos em tempos. Memória, ritual e pluralidade cultural são três conceitos que definem o novo projeto-álbum independente do percussionista brasileiro Dalua e o Mestre de capoeira Maurão, do Grupo Capoeira Mandinga.

 

“O Samba de roda de Dalua e Mestre Maurão”, com previsão de lançamento para o final de outubro em todo o país é um recorte das vozes e musicalidades de origens espontâneas que permitem ao Brasil um cenário único. Em dois CDs com um total de 24 faixas, domínios públicos, muitos ainda desconhecidos, ganham registro histórico. Em “Samba de Caboclo, Na minha viola”, “Na boca da mata “Chita do Brás”, “Vou tirar meu amor do samba” e “Dona da casa / Eu vi a pomba na areia”: o resgate da alegria e da característica musical que marcam os encontros de samba de roda.

 

Do desejo para a materialização foram dois anos de trabalho de pesquisa e de diálogo com os parceiros e com o produtor convidado, Guilherme Chiappetta. A percepção de que o canto, presente na tradição oral brasileira, era o protagonista dos trabalhos, fez com que Dalua, também produtor do álbum, optasse em gravar primeiro as bases (canto), e em seguida, com a participação de artistas convidados, traduzissem através de uma poética própria novas sonoridades, harmonias, melodias e ritmos. Este resultado pode ser conferido no primeiro álbum. Já no segundo, mantém-se o samba em seu estado bruto, sem a interferência de traduções ou linguagens. “Percebi, dentro da estrutura do samba de roda, uma série de novas possibilidades rítmicas, harmônicas e melódicas. Ousamos fazer isso. Novos arranjos e ilustres convidados escolhidos especialmente nos deram a honra de dividir o seu talento para realizarmos o CD 1”, aponta o músico Dalua, que também é Mestre de capoeira.

 

O projeto nasceu em 2009 durante os jogos de capoeira, onde ao final de cada encontro, Dalua e seu “tio-irmão”, o Mestre Maurão, “puxavam” com palmas os sambas para o encerramento.  A presença e a energia dos participantes resultavam em uma apresentação vivaz, digna de fazer surgir nos dois companheiros de trabalho, o desejo de mostrar ao público a simplicidade na riqueza deste universo da cultura popular brasileira.

 

Para ressaltar a multiculturalidade que define a obra, a participação especial do pianista cubano Yaniel Matos em “Samba de Caboclo”, permite um resultado sonoro surpreendente, ao utilizar o instrumento clássico com cantos africanos. Como contraponto, o lado rock in roll, com a presença de contrabaixos gravados pelo próprio Dalua nas faixas “Chita do Brás“, com participação de voz de Nega Duda e “Vou tirar meu amor do samba“. Para arrematar, o acordeon de Marcelo Jeneci em “Papai me bateu“ simboliza e celebra o encontro étnico e a diversidade presentes em nossa memória, e espalhadas ainda, pelos cantos do Brasil afora.

 

O UNIVERSO DE CORES E ESTÉTICA DA ÁFRICA

 

“Se olharmos de qualquer praia da costa litorânea brasileira, não avistaremos apenas a linha do horizonte, mas estaremos face a face com o continente africano”, define o produtor e músico Dalua, apontando o olhar e a simbologia que permeia o projeto gráfico do álbum.

 

Na capa e contracapa a imagem produzida pela fotógrafa Priscila Prade mostra o dorso de uma mulher e de um homem negro, semi mergulhados nas águas do mar, olhando na linha do horizonte e em busca das raízes étnicas brasileiras.

 

Sob a visão apurada do artista plástico e cenógrafo Gringo Cardia, o encarte é uma revisitação às cores, aos signos e à simbologia da estética de matriz africana. As ilustrações são estampas de tecidos trazidos pelo próprio artista durante suas inúmeras visitas ao continente.

 

O CD duplo “O Samba de roda de Dalua e Mestre Maurão” com gravadora independente e distribuído pela Trattore tem a previsão de chegada às lojas de CD´s e livrarias de todo o Brasil, a partir de novembro de 2011.

SERVIÇO:

SANTO FORTE PRODUÇÕES E ESTÚDIO EMME APRESENTAM:

 

TUTU RECEBE –  “O SAMBA DE RODA DE DALUA E MESTRE MAURÃO”

DJ TUTU MORAES

 

Ingressos

R$ 15, clientes Porto Seguro portadores da carteirinha;

R$ 20, com nome na [email protected];

R$ 30, na porta sem nome na lista.

 

Estúdio Emme – Av. Pedroso de Morais, 1036 – Pinheiros.

Abertura da Casa: 21h30

Início dos Shows: 22h30

Duração: 1h30

Capacidade da Casa: 600 pessoas.

Vallet no local.

Não recomendado para menores de 18 anos.
A casa aceita cartões e dispõe de chapelaria.

 

Ficha Técnica CD:

Produzido por: Dalua e Guilherme Chiappetta

Gravado, mixado e masterizado no estúdio Malakias, por

Guilherme Chiappetta, entre abril de 2009 a abril de 2011.

Valor Aconselhado: R$ 30,00

Gravadora: Independente

Distribuidora: Tratore

Projeto gráfico: Gringo Cardia

Fotos: Priscila Prade

 

Erika Alexandra Balbino

Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo

Rua Porangaba, nº 149, Bosque da Saúde

04136-020 – São Paulo – SP

+55 11 3482-2510+55 11 3482-6908

3ª Caminhada em Homenagem aos Mestres da Tradição Afro-brasileira ressalta a força das matriarcas negras


Afoxé Asè Omo Odé, casas de Candomblé e Umbanda de Goiás, grupos de Capoeira e Congada reverenciam três importantes mestres: Pai João de Abuque, Mestre Bimba e Mestre Pastinha; destacam a história do capoeirista Manoel Pio de Sales (Mestre Sabu) e reconhecem a luta e a coragem de duas matriarcas negras de Goiás: Maria Dalva Mendonça e Maria José Alves, em uma grande caminhada no dia 17 de setembro, a partir das 15h, no Setor Pedro Ludovico

Nas culturas e religiosidades de matriz africana, os anciãos e as anciãs ensinam o tempo todo. Em situações do cotidiano, transmitem aos mais novos seus saberes e valores, e assim esse aprendizado é assimilado, principalmente por que alguns detalhes só se aprendem com a prática coletiva. Com o objetivo de reconhecer e valorizar a atuação desses mestres e mestras é que a Associação Desportiva e Cultural de Capoeira Mestre Bimba realiza no próximo dia 17 de setembro (sábado), a partir das 15h, a terceira edição da Caminhada em Homenagem aos Mestres da Tradição Afro-brasileira.

A atividade é aberta ao público e reúne membros do Afoxé Asè Omo Odé, casas de Candomblé e Umbanda de Goiás, grupos de Capoeira e Congada Ilé Ibá Ibomim (Casa de Pai João de Abuque, na rua 1059, quadra 134, lote 04), que de lá saem em cortejo pelas principais ruas do Setor Pedro Ludovico (rua 1064 e Avenida Circular), relembrando e celebrando música e dança a história de mestres e mestras.

O cortejo retorna à Rua 1059, e em frente à Casa de Pai João de Abuque será realizado o encerramento do evento, com uma programação cultural que inclui o show “Divas Negras”, com as cantoras Clécia Santana, Henusa Mendonça e Janaína Soldera; shows das bandas “Visual Ilê” e a “A trilha” e apresentações de capoeira e samba de roda.

 

GUARDIÕES DA CULTURA

Por meio da tradição oral, mestres e mestras transmitem suas orientações sobre a vida, ensinam a importância de relembrar os antepassados, homens e mulheres que são as raízes nas quais a população negra busca a força para dar continuidade a sua história de luta e resistência. Por sua sabedoria, sua experiência de vida, e as memórias que carregam e partilham, é que são considerados guardiões e guardiãs do saber, dessa herança que trazem dentro si.

Como ocorre já pelo terceiro ano consecutivo, a Caminhada em Homenagem aos Mestres da Tradição Afrobrasileira resgata a história de Pai João de Abuque (mais antigo babalorixá e primeiro ancestral do candomblé goiano); Mestre Bimba (o criador da capoeira regional) e Mestre Pastinha (um dos ícones da capoeira angola). Este ano também reverência Manoel Pio Sales – Mestre Sabu (pioneiro da capoeira angola no Estado), e destaca a história de vida e luta de duas mulheres negras, como Maria Dalva Mendonça (matriarca do Movimento Negro em Goiás e fundadora da Comunidade Visual Ilê) e Maria José Alves (em memória – uma das matriarcas das congadas de Goiás).

“Homenagear nossos ancestrais, e este ano em especial as mulheres significa reverenciar a própria cultura afro-brasileira em Goiás. Precisamos falar desses mestres e mestras, pois sem eles não estaríamos aqui hoje. E sem dúvida, a atuação de Dona Dalva e Dona Maria José revelam a coragem e a resistência das mulheres negras”, enfatiza Luis Lopes Machado (Mestre Luizinho), filho de Mestre Bimba e organizador da caminhada.

 

MESTRES E MESTRAS DA TRADIÇÃO AFRO-BRASILEIRA

Maria Dalva Mendonça

Nascida em Pires do Rio. Ela fala com orgulho de suas origens africanas (Angolana) e indígenas (Tapuia). Fundadora da Comunidade Visual Ilê e da Escola de Samba Flora do Vale, Dona Dalva, como é conhecida, é figura importante do movimento negro e de mulheres, do samba, das congadas e das religiões de matriz africana no Estado.

Dona Maria José Alves (em memória)

Natural de Catalão/GO, um das matriarcas das congadas de Goiás, teve uma atuação significativa em vários movimentos sociais (de mulheres, negros, idosos e trabalhadores). Foi também uma das fundadoras da Pastoral do Negro e assumiu diversas funções de liderança na Vila João Vaz, onde estava especialmente à frente da Festa do Rosário e da Congada.

Manoel Pio de Sales (Mestre Sabu)

Nasceu na Cidade de Goiás, viveu por 20 anos em Salvador e foi o pioneiro da Capoeira Angola no Estado. Sempre imponente em seu terno branco, Mestre Sabu é sem dúvida a figura de um valente, daquele que usa da mandinga para superar com dignidade os desafios que surgem em seu caminho.

Pai João de Abuque

Em sua casa de candomblé foram iniciados muitos filhos-de-santo, tantos que nem lembrava mais quantos. E são esses filhos e filhas que hoje dão continuidade à herança deixada por esse mestre, mantém o Ilè Iba Ibomim e também o Afoxé Asè Omo Odé, bloco criado na década de 1990 que levou a tradição afro-brasileira para os carnavais d Goiânia. E ainda hoje, persiste em levar às ruas e palcos as bênçãos dessa religiosidade e a história de seus antepassados, em especial Pai João de Abuque, que em setembro de 2006, tornou-se o primeiro ancestral do candomblé goiano.

Mestre Bimba

Foi um homem a frente do seu tempo. Imaginava e acreditava na expansão da capoeira. E se hoje outros mestres estão pelo mundo afora ensinando essa filosofia de vida, eles devem muito a luta de Manoel dos Reis Machado, mais conhecido como Mestre Bimba, que nos anos de 1930 defendeu o reconhecimento da capoeira regional e da tradição de matriz africana. Faleceu em fevereiro de 1974, em Goiânia. Mas permanece vivo na memória e na continuidade que seus discípulos e filhos, entre eles Luiz Lopes Machado (Mestre Luizinho) dão ao seu exemplo de vida e luta.

Mestre Pastinha

Considerado o guardião da capoeira tradicional, Vicente Joaquim Ferreira Pastinha (Mestre Pastinha) considerava a capoeira não apenas uma luta, mas uma forma específica de ser e estar no mundo. Por isso, destacou o aspecto esportivo e lúdico da capoeira, definindo as regras, os cantos, a utilização dos instrumentos e a hierarquia dentro do jogo. Falecido em novembro de 1981, seus ensinamentos continuam nas rodas de capoeira e na atuação de novos mestres que mantém essa importante expressão cultural afro-brasileira.

 

MEMÓRIA E RESISTÊNCIA

A 3ª Caminhada em Homenagem aos Mestres da Tradição representa o desejo e o empenho em manter vivas as tradições de matriz africana, e principalmente, o exemplo de resistência de mestres e antepassados. E exatamente com esse objetivo é que em 1999, Luiz Lopes Machado (Mestre Luizinho, filho caçula de Mestre Bimba) criou a Associação Desportiva e Cultural de Capoeira Mestre Bimba, e desde então desenvolve atividades e projetos que promovam e divulguem a cultura e religiosidade afrobrasileira em Goiás.

Mestre Luizinho destaca ainda que a Caminhada é realizada  “em memória e em reverência a esses mestres e mestras de ontem e de hoje, que pelo som dos atabaques, pelas expressões corporais, pelos ritmos, pelos signos e valores de nossa religiosidade, pelas cores e estampas que o Afoxé Asè Omo Odé e várias expressões culturais e religiosas afro-brasileiras levarão para as ruas de Goiânia a beleza e a força da ancestralidade negra”.

Para realização desta terceira caminhada, a Associação Desportiva e Cultural de Capoeira Mestre Bimba tem como parceiros: Pontão de Cultura República do Cerrado, Belcar Caminhões, Secretaria de Estado de Políticas Públicas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial (Semira), Assessoria Especial de Políticas Públicas para a Igualdade Racial da Prefeitura de Goiânia (Asppir), Canela di Ema Produções, OlhO Comunicação Estratégica, Grupo Calunga de Capoeira Angola, Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira (AGEPEL), Grupo de Capoeira Angola Barravento, DJ Claudinho, Sindicato dos Docentes da UFG (Adufg) e Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da UFG (Facomb).

 

Serviço:

3ª Caminhada em homenagem aos mestres da tradição afrobrasileira

Data: 17 de setembro

Horário: 15 horas

Percurso: Saída do Ilè Ibá Ibomim (Casa de Pai João de Abuque)

Rua 1059, quadra. 134, lote 04, St. Pedro Ludovico

Mais Informações: Janaína Gomes (62) 8522-2792/ Ceiça Ferreira (62) 8191-2122

Anexo fotos de 2010 (Crédito: Ana Rita Vidica, José Jair Bazán e Gabriel Moreira Paiva).

Assessoria de Imprensa: OlhO Comunicação Estratégica Fone: (62) 3541-5960 Celular: (62) 8445-2741Site: www.olhocomunica.com.brTwitter: twitter/OlhOComunica

Berimbô: O berimbau robô

Não é qualquer coisa que me surpreende, mas por essa eu não esperava: um robô que toca berimbau! O Berimbô foi criado pelos baianos Ivan Monsão e Paulo Libonati.

Vi o vídeo (confira no final do post) no blog da Rabo de Arraia, e parti em busca de mais informações. Descobri no Época Negócios que o robô tocador de berimbau foi, em janeiro, uma das atrações Campus Party, o maior evento de inovação tecnológica, Internet e entretenimento eletrônico em rede do mundo.

Segundo o blog Tekpointer, do próprio Ivan Monsão, idealizador do projeto, o Berimbô não precisa de programação, basta tocar um berimbau na sua frente que ele capta a música, armazena em sua memória e reproduz o som.

É o mundo da capoeira no foco da tecnologia!

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Fonte: http://capoeiradevenus.blogspot.com

Minas Gerais: Grupo Memória vai lançar CD

Disco será lançado durante Encontro Cultural

O grupo de Capoeira Memória ultima os preparativos para o lançamento de seu primeiro CD. Será neste fim de semana, entre os dias 28 e 30, durante o Encontro Cultural que será realizado nas quadras cobertas da Sejuvel, à circular da Lagoa Maior. Na ocasião, segundo Mário Márcio, líder do grupo, haverá também solenidade de graduação (troca de cordas).

Para a sexta-feira, primeiro dia do evento, está programado um aulão aberto ao público, com início às 18 horas. No sábado, às 9 horas da manhã, haverá a 8ª edição da Passeata Pela Paz, que percorrerá as principais ruas do centro e encerrará na Praça Ramez Tebet, com uma roda de capoeira. O ato será encabeçado pelos cerca de 70 alunos do grupo, que estarão todos vestidos de branco, mas também será aberto à comunidade. No domingo, às 9 horas, será o lançamento do CD, nas quadras do Sesi.

HOMENAGEM

Intitulado ”Três Lagoas Canta Memória”, o CD traz 18 cantigas de capoeira inéditas, todas compostas e cantadas pelos próprios integrantes do grupo. Gravado nos estúdios da Band FM, Mário Márcio diz que o CD nasceu da vontade de valorizar os alunos. Acompanhadas por berimbau, pandeiro e atabaque, as músicas retratam Três Lagoas, Mato Grosso do Sul e a região Centro-Oeste. Composta pelo líder do grupo, o carro-chefe é a canção ”Homenagem à Minha Terra”, que fala do senador Ramez Tebet. Gravado com recursos próprios, foram feitas 500 copias, que serão divulgadas por meio de parceria empresarial. No dia do evento o disco será vendido ao valor de R$ 5.

Satisfeito com o resultado deste trabalho, Mário Marcio diz que no próximo ano deverá fazer uma nova gravação, incluindo um DVD. Para tanto, já conta com 15 músicas prontas.

Campo Grande – MS: Cinema – Maré Capoeira

Cinemarco e Cinemoreninhas terão sessão de cinema

Campo Grande (MS) – Neste domingo (2/3), a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul promove mais uma sessão de cinema no Cinemarco e no Cine Moreninhas, os mais novos pontos de difusão audiovisual de Campo Grande. No Cinemarco, localizado no Museu de Arte Contemporânea de MS (Marco), a exibição será às 15 horas, e no Cine Moreninhas, localizado no Centro Comunitário das Moreninhas I e II, a sessão é às 18h30. A entrada é gratuita.

O CineMarco vai exibir o filme “Terra Estrangeira”, dirigido por Daniela Thomas e Walter Salles, o mesmo diretor de Central do Brasil. Terra Estrangeira conta a historia de Paco, um jovem estudante paulista que vê com o confisco do dinheiro do governo Collor e a morte de sua mãe o fim do sonho de ser ator. Decide sair do país e, para isso, aceita levar um objeto contrabandeado para Lisboa. Lá conhece Alex (Fernanda Torres) e se envolve numa trama policial surpreendente e apaixonante. O filme foi premiado nos festivais de Sundance, Paris, Bergamo, Bruges, Rotterdam, Londres, San Francisco e San Sebastian.

Já o Cine Moreninhas vai apresentar quatro filmes de curta-metragem infantis, em uma seleção na verdade capaz de agradar qualquer idade. São histórias que vêm do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, cada uma com seu sotaque e suas particularidades culturais.

“Maré Capoeira” é narrado pelo garoto Maré, começando com uma roda de capoeira que se torna o centro da narrativa. O curta mistura a história da família de Maré, uma linhagem de capoeiristas, e sua amizade com a menina Tatuí, que também participa da roda, com preciosas informações sobre a origem e a história da capoeira no Brasil.

“Caçadores de Saci” brinca com a lenda brasileira do Saci Pererê, em uma divertida história que se passa no interior de Minas Gerais. O saci, ou melhor, cinco deles, infernizam a vida da família de um pequeno lugarejo na roça, fazendo o feijão queimar, o milho da pipoca não estourar, o café ficar salgado… A família resolve contratar um famoso caçador de sacis e todos partem, sob suas ordens, para a caçada bem-sucedida. “Dona Cristina Perdeu a Memória” aborda as dificuldades que uma pessoa idosa enfrenta quando começa a ter problemas de memória.

Fonte: Última Hora – Campo Grande