Blog

mil

Vendo Artigos etiquetados em: mil

Capoeira como Atividade de Reabilitação nos Presídios

Faltam mais de 250 mil vagas para presos no Brasil

Esse problema não é exclusivo de penitenciárias. Muitas delegacias também sofrem com a falta de espaço e o excesso de presos

A segunda parte da série Prisões Brasileiras – Um Retrato sem Retoques, do Repórter Brasil, da TV Brasil, mostra hoje (25) um grande número de pessoas em espaços muito pequenos. A superpopulação carcerária é um problema encontrado em todo o país. De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, o déficit de vagas no sistema penitenciário brasileiro chega a 256 mil.

Fábio Sá e Silva, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), explica que não é tarefa simples conseguir novas vagas para detentos no Brasil. Além do alto custo, é necessário enfrentar a rejeição da sociedade. “As cidades não querem receber presídios. Elas se mobilizam contra, os cidadãos pedem audiências públicas para rejeitar o projeto, o Ministério Público entra com Ação Civil para que não seja construído o presídio”. De acordo com Douglas Martins, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), abrir uma vaga no sistema prisional custa em torno de R$ 40 mil.

Esse problema não é exclusivo de penitenciárias. Muitas delegacias também sofrem com a falta de espaço e o excesso de presos. No Paraná, por exemplo, as delegacias abrigam 10.600 pessoas em  4.400 vagas. Curiosamente, sobram cerca de mil vagas nos presídios do estado.

Uma das sugestões para desafogar os presídios é rever a punição de alguns crimes como, por exemplo, o uso de drogas. A subprocuradora-geral da República, Ela Wiecko, defende essa alternativa. “Todo mundo pratica crimes, mesmo pequenos, em algum momento da vida. Ninguém pode dizer ‘eu nunca cometi’ alguma coisa que, lá no Código Penal, não conste como crime ou tenha constado. Um exemplo é o adultério, que estava no Código algum tempo atrás”.

Atualmente, a remissão da pena é uma das formas de tirar o preso da cadeia antes do tempo. Condenados trabalham ou estudam enquanto reduzem dias de suas penas. “O colégio está me fornecendo remissão de pena. É como se eu fosse estudar dois dias e ganhar um. Um dia fora desse lugar é muito bom”, diz um detento do presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros, no Recife.

Já o ex-dançarino Marcelo Andrade aprendeu a jogar capoeira na prisão e hoje dá aula para outros detentos. “Esses presos aqui poderiam estar trocando faca, fazendo rebelião, tentativa de fuga, matando outro, se destruindo nas drogas. Mas hoje estão aqui comigo, jogando capoeira”.

Amanhã (26), a série Prisões Brasileiras – Um Retrato sem Retoques vai mostrar outros problemas que provocam a superlotação dos presídios, bem como as alternativas usadas para diminuir o problema. A série vai ao ar no Repórter Brasil, às 21h.

Capoterapia oferece 2,5 mil vagas para idosos no DF e no Entorno

Estão abertas 2,5 mil vagas gratuitas para Capoterapia, terapia que adapta capoeira a pessoas da 3ª idade, em 25 locais do DF e do Entorno. As atividades são realizadas por professores voluntários(confira os locais).

Atividades são gratuitas e realizadas por professores voluntários.
Diferença para a capoeira tradicional está no ritmo e na intensidade.

Uma das diferenças da capoeira tradicional para esse novo método está no ritmo e na intensidade. Assim como na capoeira, na capoterapia há a ginga, movimento tradicional da capoeira, e os alunos têm pequenas noções da esquiva, que é o ato de se desviar de um golpe. No entanto, não há saltos nem golpes mais contundentes.

A atividade também é indicada para cegos, pessoas com deficiência mental e cadeirantes. Já quem tem doença cardíaca deve evitá-la.

De acordo com o grupo, que divulga as atividades em um site, as vantagens para idosos são a diminuição da dependência química de remédios para hipertensão, diabetes, colesterol e a recuperação do vigor e ampliação da força e tonicidade muscular. Além disso, faz integração social e amplia o círculo de amizades.

Fonte: http://g1.globo.com/

Sorocaba: Suspensão de aulas de capoeira provoca manifesto

Projeto da Prefeitura atendia cerca de 5 mil estudantes

Inconformados com a suspensão das aulas de capoeira do programa Oficina do Saber, oferecido em escolas da rede municipal de ensino de Sorocaba, a Associação Sorocabana de Capoeira (Asca) realizou ontem pela manhã, na praça Coronel Fernando Prestes, uma manifestação contra a medida. Ao som de berimbau e músicas típicas, alunos e instrutores fizeram uma apresentação do jogo para sensibilizar a comunidade sobre o impacto negativo que essa suspensão poderá gerar para os cerca de 5 mil estudantes que participam atualmente das atividades. 

O mestre capoeirista Jaime Balbino disse que o fim das aulas de capoeira nas Oficinas do Saber foi comunicado aos instrutores na semana passada sem nenhuma justificativa ou explicação, o que causou uma comoção das crianças que participam do projeto. Ele disse que a atividade da capoeira está integrada às unidades escolares desde 2007, sendo que atualmente 19 oficinas eram ministradas por 10 instrutores, que atendiam cerca de 5 mil estudantes do 1º a 5º ano. “Não se trata apenas de uma atividade de lazer, mas sim uma prática que representa a cultura genuinamente brasileira, que é composta por inúmeros benefícios físicos, psíquicos e educacionais”, disse.

A Asca informou, por meio de manifesto, que para integrar o programa teve o cuidado de se organizar e envolver todos os grupos de capoeira em atividade na cidade para a divisão de aulas e a preparação dos profissionais para que fosse trabalhada a sequência didática, o monitoramento, o planejamento e o seu alinhamento com o corpo docente. A Asca criticou o interrupção do contrato vigente durante o ano letivo, o que interrompeu o vínculo que os instrutores haviam desenvolvido com o alunos. “Essa decisão ao nosso ver é injusta. A nossa indignação é muito grande, pois não entendemos o critério para a exclusão de uma atividade com tanto sucesso.”

Pais reclamam

A manifestação da Asca contou com o apoio de pais de alunos que frequentavam as aulas de capoeira. A dona de casa Valquíria Sampaio, 33 anos, disse que desde o ano passado o seu filho, Richard Sampaio, de 10 anos, frequenta as aulas e desde então ele só vem melhorando a sua convivência social e também a saúde física. “Ele faz tratamento com fonoaudióloga e a atividade tem ajudado muito no seu desenvolvimento. Ele adora as aulas e ficou muito abalado quando soube que iria acabar.” O supervisor de manutenção Ailton Silva, 48 anos, conta que nunca viu a sua filha se interessar tanto por algo como ela faz com a capoeira. 

“Tanto que ela me fez acompanhá-la hoje aqui na praça para que a gente participasse dessa manifestação”, diz. A dona de casa Denise de Souza Leopoldo, 25 anos, também fez questão de participar da mobilização. Mãe de Gabriel, de 9 anos, ela diz que desde que o filho começou a participar das aulas ele passou a se sociabilizar mais com os amigos e se tornou muito mais disciplinado. “Quando souberam que não teriam mais as aulas, eles se sentiram sozinhos, pois já faziam parte de um grupo”, ressaltou.

Essa mesma indignação foi demonstrada pela auditora da qualidade Míriam Moron, 29 anos. O seu filho João Pedro, de 7 anos, começou neste ano com as aulas de capoeira e não perde uma aula. “Não podemos deixar que simplesmente acabe”, criticou.

Remodelação

A Secretaria da Educação (Sedu) informou, por meio de nota, que a estrutura do programa Oficina do Saber foi remodelada para aprimorar os processos de formação escolar dos alunos da rede de ensino, que serão baseados nos eixos da leitura, escrita, formação de leitores, jogos de raciocínio, pensamento científico, educação ambiental, esportes e artes. “Desse modo não houve redução das atividades para os alunos e sim uma remodelação e organização dos conteúdos”, citou. 

Segundo a Sedu, tanto diretores quanto as empresas contratadas para a prestação do serviço foram comunicados com antecedência. “O objetivo da Sedu é a garantia da aprendizagem escolar e, portanto, as atividades culturais e artísticas, caso sejam aprovadas em licitação, se farão presentes na escola aos finais de semana, no Programa Clube da Escola”, finalizou.

 

* Notícia publicada na edição de 25/08/13 do Jornal Cruzeiro do Sul – http://www.cruzeirodosul.inf.br

Final da SP Exposamba aponta melhores compositores do gênero

Vencedores levaram até R$ 35 mil para casa; foram mais de 350 mil votos. Grande final teve início às 21h35 desta quarta-feira (15) no HSBC Brasil.

A São Paulo Exposamba, maior mostra de samba do país, teve sua grande final na noite desta quarta-feira (15). Concorreram dez composições pelo júri técnico e dez por votação popular. As grandes vencedoras foram “Ingratidão danada” pelo júri técnico e, em votação realizada pela internet, a canção “Eu sou o samba”.

Além disso, Pedrito Queiroz de Oliveira foi premiado como compositor revelação, e Chamon como melhor intérprete. Tanto na eleição popular quanto na escolha do júri, o primeiro colocado receberá R$ 35 mil (cada um).

Os segundos colocados terão prêmio de R$ 25 mil (cada um). Os terceiros, R$ 20 mil, quartos, R$ 15 mil e quintos, R$ 10 mil. Melhor intérprete e compositor revelação ganharão R$ 7,5 mil cada um.

O corpo de jurados foi presidido pelo jornalista e historiador da música Sérgio Amaral, pai do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho.

Votação do júri
“Ingratidão danada”, de Mario Lago Filho, Rio de Janeiro (RJ)
“Trinca de Noel”, de Marcos Lima, Rio de Janeiro (RJ)
“Motim”, de Ariovaldo Lopes Rodrigues Junior, São Vicente (SP)
“Porto Seguro”, de Pedrito Queiroz de Oliveira, Mairi (BA)
“Praça da Sé”, de José Carlos Rubio, São Paulo (SP)

Júri popular
“Eu sou o samba”, de Robson Calheiros, Murici (AL)
“Meu Lugar”, Paulo Henrique da Silva Costa, Mogi da Cruzes (SP)
“À minha maneira”, Fabi Anjos, Campinas (SP)
“Samba de Break”, Bruno Damasceno, Rio Branco (AC)
“Infeliz foi a proposta” ,Bil Rait Queiroga Junior, Rio de Janeiro (RJ)

Compositor revelação
Pedrito Queiroz de Oliveira (“Porto seguro”)

Melhor intérprete
Chamon (“Ingratidão danada”)

A disputa da mostra São Paulo Exposamba começou com mil candidatos, que se apresentaram em Centros de Educação Unificados (CEUs) e casas de shows da cidade de São Paulo. Aberta a todo o país, a mostra recebeu cerca de 1.600 inscrições. Depois das mil apresentações, foram selecionadas as cem melhores composições, que passaram a ser 40 nas semifinais.

Organização, patrocínio e apoio
A SP Exposamba é coordenada e organizada pela Fábrica do Samba. Tem apoio oficial do governo do estado e da Prefeitura de São Paulo e incentivo cultural do Ministério da Cultura, do governo federal.

Nosso Grande camarada e Colaborador assíduo do Portal Capoeira Pedro Abib relata com emoção o premio alcançado na Exposamba em SP:

Obrigado a todos que nos apoiaram !!!!

O samba-choro MEU LUGAR de minha autoria em parceria com Paulo Henrique (P.H.) que contou também com a bela interpretação da cantora Aline Chiaradia, ficou em SEGUNDO LUGAR na São Paulo Exposamba – Festival Nacional do Samba, no voto popular, com 48 mil votos !!!!

Estou em São Paulo, onde foi realizada ontem a final do Festival em que defendemos nossa música numa apresentação para o HSBC Hall (antigo Tom Brasil) lotado…ao lado de grandes sambistas vindos de todas as partes do Brasil. Foram mais de 1.000 sambas inscritos desde a primeira fase, e ficamos em SEGUNDO LUGAR no VOTO POPULAR graças ao apoio e votos dados por vcs !!!!

Confiram imagens e notícias do festival no site da exposamba

MUITO OBRIGADO !!!

 

Pedrão

Aconteceu: Projeto Cultura e Comunidade reuniu quase 2 mil pessoas em Nilópolis

No último domingo (25), a Prefeitura Municipal de Nilópolis, através da Secretaria Municipal de Cultura deu início ao projeto “Cultura & Comunidade” em evento que reuniu artistas locais de vários setores da cultura como dança, teatro, música, capoeira e exposição de fotos da cidade, do início a meados do século passado.

O evento, realizado na Praça Manoel Gonçalves dos Santos, no bairro Paiol, estava programado para as 16h. Porém, a partir das 11h já havia moradores no local observando a exposição. Segundo o secretário de Cultura, Augusto Vargas, cerca de duas mil pessoas marcaram presença no evento.

Após a passagem de som das bandas, foi dado o início para as apresentações. O grupo de capoeira Fundação, liderada pelo Mestre Serpente foi o primeiro a se apresentar, seguido pela professora de dança Valéria Brito e seus alunos. Na seqüência, a peça “O Casal”, dirigida pelo professor de teatro Luiz Valentim, o grupo musical Viola de Cocho, seguido pela apresentação teatral “Doce Ilusão”, o grupo de reggae Raízes que Tocam; após a cantora Ana Paula, em seguida, o grupo de rock Mimesis e, encerrando a bateria de atrações, o grupo de forró Nó Cego.

“Os moradores sentiram-se prestigiados pela escolha do bairro para a abertura do Cultura & Comunidade e mostraram satisfação com o evento como um todo”, declarou Augusto Vargas, aproveitando para anunciar que a próxima edição será realizada no Bairro Cabral no próximo dia 08/08 na Praça do CEM.

 

Site da Baixada – http://noticias.sitedabaixada.com.br

Espirito Santo: Campeonato Estadual de Capoeira

Prorrogadas as inscrições para o Campeonato Estadual de Capoeira

A Federação Capixaba de Capoeira decidiu prorrogar, para até o dia 10 de agosto, o período de inscrição para o Campeonato Estadual de Capoeira, que acontece no dia 22 de agosto, no Centro de Treinamento Jayme Navarro de Carvalho, sede da Secretaria de Estado de Esportes e Lazer, que apoia o evento.

Além de reunir os principais nomes do Espírito Santo na modalidade, o Estadual servirá como seletiva para o Campeonato Brasileiro, que será disputado em Mato Grosso do Sul.

Das diversas categorias, apenas os dois melhores, em cada uma delas, garantirão passagem para o Brasileiro. As inscrições podem ser feitas na sede da Sesport, ou pelo email da Federação Capixaba de Capoeira ([email protected]).

Os favoritos para desbancar a atual campeã, Muniz Freire, são as equipes da Grande Vitória, além de Cachoeiro, Linhares, Guarapari e São Mateus. Os critérios de avaliação da competição já estão definidos. Quem apresentar os melhores índices técnicos nos quesitos volume de jogo, harmonia, técnica e tradição, será campeão.

Reunindo nomes como da bicampeã brasileira Carla, atleta de Serra, e do terceiro colocado no último Brasileiro, Bert Karl Bereuel, de Vitória, a expectativa da organização é de uma competição de altíssimo nível e com um grande número de participantes.

“Acredito que vai ser o melhor Estadual de todos os tempos, com premiação em dinheiro e tudo. Somos mais de 20 mil capoeiristas no Espírito Santo e nossa expectativa é que mais de dois mil participem da competição”, afirmou Bert Karl Bereuel, que além de atleta é o diretor Institucional da Federação.

Informações à Imprensa:

Assessoria de Comunicação/Sesport

Júnior Costa

9901-9914 / 3235-7192

[email protected]

Extraído do site: www.es.gov.br

Brasilia: Idosos comemoraram o Dia Mundial do Abraço na rodoviária

Em comemoração ao Dia Mundial do Abraço, celebrado neste 22 de maio, cerca de 300 idosos do Programa de Capoterapia de Brasilia distribuíram milhares de abraços e sorrisos na entrada do metrô e na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto na manhã deste sábado.

É o terceiro ano que o grupo aproveita a data para tornar o dia dos passageiros mais feliz.

O evento faz parte do projeto Arte nos trilhos, do Dança no Cinquentenário, com apoio do Metrô-DF e patrocínio da Petrobras. A meta era que cada idoso repetisse o gesto 100 vezes, num total de 30 mil abraços. Segundo o coordenador nacional do Programa de Capoterapia, mestre Gilvan Alves de Andrade, a meta foi superada. “Pela contagem individual, a gente conseguiu muito mais”, comemora.

Membro do grupo desde que foi criado há 12 anos, a aposentada Maria Edinar Modesto, 83 anos, adorou a experiência. “Raras pessoas se afastavam, mas a maioria agradecia os nossos abraços. Teve um moço que até me levantou”, conta, aos risos. “Nossa intenção é estimular as pessoas para que elas esfriem a cabeçam e vivam com menos sofrimento”, explica o aposentado Luiz Coimbra, 71 anos. E foi justamento isso que sentiu o autônomo José Reinaldo Alves, 27, ao ser abraçado pelos idosos. “Me senti privilegiado, é um prazer. Seria bom se fizessem isso todos os fins de semana.”

O que é a capoterapia Criada pelo mestre Gilvan em Brasília no ano de 1998, a capoterapia é uma forma de terapia para idosos por meio da capoeira. Com movimentos leves e lúdicos, a prática visa tornar a atividade física mais prazerosa com todos cantando cantigas de roda ao som do berimbau.

A ideia tornou-se programa nacional e atende mais de 20 mil idosos em 160 municípios.

Capacitação

Na última semana de junho, haverá um curso de formação em capoterapia com 500 vagas para multiplicadores.

Informações pelo telefone (61) 3475-2511 ou pelo site www.capoterapia.com.br

Capoeira, Esporte, Lazer e Inclusão Social do Nordeste de Amaralina

Iniciação esportiva beneficia mais de seis mil soteropolitanos

À tarde da última segunda-feira (29) foi muito especial para as crianças e jovens de três bairros carentes de Salvador, Nordeste de Amaralina, Plataforma e Ribeira, justamente no dia do aniversário da capital baiana. O Centro Social Urbano (CSU), do Nordeste de Amaralina sediou um evento do Programa de Iniciação Esportiva e Inclusão Social, com a presença dos secretários estaduais do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Nilton Vasconcelos, do Desenvolvimento Social, Valmir Assunção, e das Relações Institucionais, Rui Costa, além do ex-nadador baiano Edvaldo Valério, campeão olímpico em 2000, e do diretor-geral da Superintendência de Desportos da Bahia (Sudesb), Raimundo Nonato Tavares (Bobô).

Os alunos do curso de capoeira do Projeto Esporte, Lazer e Inclusão Social do Nordeste de Amaralina fizeram uma apresentação, enquanto os meninos do Projeto Bola da Vez, também realizado em parceria com o Governo do Estado, pela Associação Bom Samaritano, no bairro de Plataforma, marcaram presença. A Associação Beneficente de Educação Arte e Cidadania (Abeac) renovou o convênio, por mais seis meses, do projeto que já funciona no bairro da Ribeira e agora irá beneficiar 2,4 mil pessoas, o dobro do período anterior, quando 1,2 mil baianos foram atendidos. Com isso, o governo passa a beneficiar mais de seis mil pessoas com os três projetos que fazem parte do Programa de Iniciação Esportiva e Inclusão Social.

Para a aluna do curso de capoeira do projeto, Monalisa dos Anjos, o evento serviu como divulgação para os pais saberem que existe esse projeto gratuito e que seus filhos podem praticar esporte em um bom ambiente, com pessoas sérias. “A capoeira, para mim, representa um alicerce porque vai encaminhar as pessoas para, no futuro, poderem até tê-la como profissão. Eu pratico para me manter em forma, mas ela também serve para tirar os jovens das ruas”.

Risco Social

Presidente da Associação Bom Samaritano, que realiza o Projeto Bola da Vez, em parceria com a Sudesb, Rita da Anunciação deu depoimentos sobre a real importância de iniciativas como essa. “Muitos pais não cansam de nos procurar com medo de perder os filhos para o mundo do crime ou das drogas, mas depois que os filhos começam a participar das aulas eles já não têm mais do que reclamar”. Anunciação disse que alguns meninos já conseguiram largar as armas ou a cola de sapateiro depois que passaram a praticar atividades saudáveis no programa.

Atleta de futebol do projeto Bola da Vez, Mateus Santana subiu ao palco principal para falar sobre a importância dessas ações. “Gostaria de agradecer a Bobô e à Sudesb por apoiar o nosso projeto que agora está prosperando, fazendo com que continuemos juntos do lado certo da comunidade e não do lado errado”, disse. Quem também subiu para dar um depoimento foi a atleta de basquete do projeto que acontece na Ribeira, em parceria com a Abeac, Luana Lima. “Foi muito bom participar do basquete, lá eu me encontrei. Por isso, sempre digo que aproveitem”, disse.

Carine Cardoso, que pratica natação no projeto do Nordeste de Amaralina, reconhece a importância dessa ocupação. “Eu venho sempre nadar para não ficar na rua, fazendo coisas erradas. Eu também sonho em ser atleta profissional e a presença de um atleta com a história de Edvaldo Valério aqui incentiva a gente a seguir nesse caminho”, disse. Tainan Viana, também aluno da natação, segurava orgulhoso o troféu que ganhou em uma Maratona Aquática. “Esse projeto é muito importante porque eu não fazia nenhum esporte, mas eu comecei aqui e ganhar esse troféu já dá um estímulo maior para continuar”.

Edvaldo Valério valorizou a estrutura do CSU. “Quando cheguei aqui, senti uma inveja saudável, depois de ver uma piscina linda e bem tratada como essa construída pela Sedes”. Ele lembra que também nasceu e cresceu em um bairro carente, mas não teve uma oportunidade como essa. “A mensagem que eu deixo é que aproveitem essa chance. Eu acredito muito no esporte como uma ferramenta importante de inclusão social. Eu, graças à natação, fiz grandes amigos e vivi em um ambiente saudável”.

Programas esportivos geram emprego e renda

Para Bobô, o CSU serve como referência para todos da Bahia e os projetos desenvolvidos em bairros carentes fazem parte da política do Governo, já que o governador Jaques Wagner cobra constantemente essas ações. “Os projetos não servem apenas para dar oportunidade e ocupação para as crianças ou para a terceira idade, mas geram emprego também porque os instrutores fazem parte da comunidade, o que acaba movimentando a economia local”. “Eu estive aqui no lançamento desse programa e, de lá para cá, temos percebido o crescimento do projeto. A gente pensa em 2016 como algo muito longínquo, mas é essa turma que vai fazer o Brasil brilhar na Olimpíada do Rio de Janeiro”, disse o secretário Nilton Vasconcelos.

 

Fonte: http://www.jornalfeirahoje.com.br

Mil palavras

Quem disse que uma imagem fala mais que mil palavras não estava mentindo.
Recebi recentemente via e-mail, o cartaz de um evento, Capoeira Angola Women Power Conference 2010, que será realizado em março pela Fundação Internacional de Capoeira Angola, em Estocolmo, na Suécia.

Mas não é sobre o evento que eu quero falar. É sobre a imagem apresentada no cartaz: uma menina muçulmana, como indica o lenço, tocando berimbau.

Embora a condição da mulher muçulmana dependa muito mais do país de origem do que da religião, ainda assim a imagem chama atenção, impressiona e desperta a reflexão, as mil palavras.
Não conheço a menina, não sei qual seu país, qual a realidade dentro de sua casa, mas sei que não é preciso ser muçulmana para viver sob regras rígidas, limitações e proibições.
A garota muçulmana está tocando seu berimbau, enquanto ainda existem mulheres que vivem sob a moderna “cultura ocidental” mas que deixam a capoeira por proibição dos pais, namorado ou marido.
Questões como diferenças culturais, religiosas e sociais, preconceito racial e de gênero, repressão e liberdade são muito mais complexas do que se aprende na escola ou se vê na televisão.

Neila Vasconcelos – Venusiana
capoeiradevenus.blogspot.com

Um novo patrimônio cultural

IPHAN mostra desejo de tombar tradicional festa, que encerrase hoje, na Granja

“Existe o desejo de se criar o grupo de trabalho para reivindicar o PATRIMÔNIO IMATERIAL cultural da Folia de Reis.” Esta foi a conclusão a qual chegou o coordenador-geral da Secretaria de Identidade e Diversidade do MINISTÉRIO DA CULTURA (MinC), Marcelo Manzatti, ao prestigiar o décimo Encontro de Folia de Reis do DF.

Segundo ele, a iniciativa precisará ser difundida entre os participantes do evento. “A maioria dos foliões desconhecem essa política do Instituto do PATRIMÔNIO HISTÓRICO e Artístico Nacional (IPHAN)”, pondera o antropólogo.

É com esse clima de debates calorosos que a 10ª edição do encontro de Folia de Reis do Distrito Federal encerra suas atividades, hoje, na Granja do Torto. Com uma PROGRAMAção que inclui desde oficinas de construção de rabeca – instrumento precursor do violino – até apresentações de duplas caipiras, o encontro incluiu uma roda de prosa onde temas como as políticas públicas para as folias e manifestações agregadas (tradicionais) foram discutidos entre mestres de folia, representantes do MinC, Secretaria de Turismo do DF e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

Sobre a proposta de transformar a manifestação em PATRIMÔNIO IMATERIAL, Fred Maia, assessor do MINISTRO da CULTURA, JUCA FERREIRA, acrescenta ainda que um registro como esse custa em média R$ 200 mil. “Esse tipo de afirmação é muito importante para a CULTURA popular e merece uma atenção especial”, reconhece.

Em comparação com a última edição, esse encontro sofreu desfalque considerável pois não pôde contar com o patrocínio esperado para custear o evento e, portanto, contou com recursos reduzidos. “Passamos 20 dias pedindo para os grupos de outros estados para não vir, porque não temos mais estrutura para receber ninguém e faz parte da tradição, como anfitriões, oferecer alimentação e pousada. Escolhemos então só as 20 folias mais expressivas dos dez anos de evento para receber a ajuda de custo de R$ 2 mil”, detalha Volmi Batista, idealizador do encontro.

Com grupos de Minas Gerais, Tocantins, Santa Catarina, Bahia, Goiás e Distrito Federal, o evento reuniu cerca de mil pessoas, entre catireiros, violeiros, religiosos e fãs da CULTURA popular. Do DF e Entorno, estiveram presentes as folias de reis de Brazlândia, Estrela Guia, Minas Brasília, João Timóteo, Saudade do Interior, Reis Pedregal, Unidos na Fé e Reis Cristalina.

Tradição à moda da viola

As melodias arrastadas tiradas das violas capiras se espalham por todos os lados no Encontro Nacional de Folias de Reis do DF. Ora puxadas para o xote nordestino, ora rememorando as toadas gaúchas, o som se mistura às apresentações de catira e aos batuques baixinhos e ritmados típicos do interior.

Grandes nomes como Almir Sater, Pena Branca e Inezita Barroso estiveram presentes em edições anteriores do evento. Este ano, algumas das atrações ficaram por conta de Renato Teixeira e a dupla Zé Mulato e Cassiano, que embalam uma congregação de tradição religiosa. “Existe uma grande confusão no DF sobre o que significa a folia, não se trata só das apresentações no palco e sim da importância das trocas de devoção e tradição”, acredita o organizador, Volmi Batista.

O violeiro e organizador da folia Saudade do Interior de São Sebastião, Sebastião José Borges prestigiou o encontro em todos os seus dez anos. “Eventos como esse são importantes para mostrar aos foliões as diversas origens do credo deles, além de aprender com as folias dos outros estados”, acredita.

Uma das atrações mais importantes da festa são os Três Reis Magos, interpretados há dez anos pelos atores Valterismar Maciel, Junior Lima e Márcio Braga. “Somos devotos e abrimos todas as folias. Buscamos sempre fazer as apresentações com muita fé, buscando seguir as tradições que mesmo não estando presente oficialmente na Bíblia, fazem parte dessa festa”, conta.

Famílias completas, companheiros de fé com terços enrolados nos punhos dançam, cantam e se emocionam com cânticos que relatam a Anunciação, o Nascimento de Jesus e claro, o trajeto dos Reis Magos. Em meio a toda essa cena, muita comida típica é servida. Galinhada, pamonha, acarajé e carne de porco com mandioca são algumas das delícias que os violeiros comem no restaurante rústico instalado no espaço.

Natural de Patos de Minas (MG) o mestre de folia Baltazar José de Souza se emociona ao falar com a reportagem do Jornal de Brasília sobre sua história com a folia. “A gente canta o que vem na mente, o que sente ao ver o presépio. Me arrepio com isso desde os 8 anos”, relata.

Saiba +

Cada folia tem sua “divisa”. É uma espécie de marca registrada que serve para identificar os grupos. A divisa pode ser um lenço colorido, uma toalha e até um broche.

De todas as folias presentes no encontro duas chamaram atenção por serem exclusivamente femininas, a de Goiás e a Coromandel, de Minas Gerais.

Uma segunda edição comemorativa dos dez anos do encontro será realizada no mês de julho. Na mesma época Brasília será sede de um grande Fórum de Cultural Popular, que compreenderá a Folia de Reis.

Comunicação SID/MinC

Telefone: (61) 2024-2379
E-mail: [email protected]
Acesse: www.cultura.gov.br/sid