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Entrevista: Mestre Mintirinha

Mestre Mintirinha – Luiz Américo da Silva – Grupo Terra o estilo Barravento.

Nascido aos 28 de agosto de 1950, desde os seis anos de idade praticando capoeira, teve como mestre o angoleiro Oswaldo Lisboa dos Santos, Mestre Paraná, excelente tocador de berimbau, que lhe passou os dotes musicais para o berimbau e também para o atabaque. Aos dezesseis anos já ministrava aulas de capoeira na academia do mestre Mário dos Santos, no Jacarezinho, Rio de Janeiro/RJ. Fundou o grupo Kapoarte de Obaluaê, Muzenza, Esporte Nacional (mais tarde Cruzeiro do Sul) e, atualmente, dirige o grupo Terra, em Olaria, Rio de Janeiro/RJ.

Constituído de excepcional forma física e dotado de uma velocidade extraordinária, uniu uma à outra e, na capoeira, com movimentos rápidos e viris, quase sem gingar – tal é o imediato entrelaçar de um golpe ao outro, a um toque rápido de berimbau e atabaque – o estilo Barravento (v. MARINHO, p.34) mostra seu poderio e beleza nas muitas rodas de capoeira que os seus alunos participam.

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Ladainhas, de Mestre Mintirinha

Eu até chorei
Quando vieram me avisar
Que o Grande Capoeira partiu para nunca mais voltar
Prepare a manta mamãe…
Prepare o cavalo meu irmão…
A distancia é tão grande
Mas eu tenho que ir pra lá…
Vou, vou correndo como vou
E como vou
Meu cavalo como trota na ladeira
É a última homenagem que presto a esse Capoeira
E quando eu cheguei
Olha, eu não suportei
Sou cabra rude, macho e forte
Mas assim mesmo chorei
A tristeza era tão grande
Que o atabaque até furou
O pandeiro inconsolável para sempre se calou
Reco-reco amargurado caiu no chão, se quebrou
Somente o berimbau foi o que continuou
Prestando a sua homenagem a seu dono, seu senhor
Iê chora o berimbau
Iê chora o berimbau, Camará…
Iê lamenta o pandeiro
Iê lamenta o pandeiro, Camará…

E lá vou eu
Por esse mundo afora
Não tem dia nem tem hora
Agora é só eu e Deus
Viver sozinho
É a força do destino
Recordar essa lembrança
No meu peito a esperança
De ter você
Novamente nos meus braços
Te beijando, te abraçando
Louco, louco te amando
Agora é só eu e Deus
Agora é só eu e Deus, camará…

Luís Américo da Silva
Mestre Mintirinha