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Iê dá volta ao mundo: a Capoeira Angola na atualidade

O Grupo de Capoeira Angola Pelourinho – GCAP, estabelecido há vinte e sete anos no Forte de Santo Antônio Além da Carmo promoverá, no período de 09 a 13 de fevereiro próximo, mais um evento internacional de Capoeira Angola.  O evento contará com oficinas de movimento, rodas e palestras tendo como objetivo principal chamar a atenção da comunidade capoeirística e simpatizantes para os rumos que a Capoeira Angola tem tomado nos últimos tempos como consequência do processo globalizante da cultura afrobrasileira. Mestre Moraes, presidente- fundador do GCAP, doutorando em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia, irá ministrar as oficinas e conduzir as discussões sobre o tema no decorrer do evento. As palestras contemplarão temas diversos como a história do Forte de Santo Antônio enquanto prisão, relatos de viagens a Angola feitas pelo Mestre Cobra Mansa e outra que tratará das  subjacências da musicalidade da capoeira.  As atividades acontecerão no Forte de Santo Antonio Além do Carmo. Maiores informações através do e-mail gcap30anos@yahoo.com.br

 

Programação

Quarta-feira (09/02)

17:00 h – Credenciamento
19:00 h – abertura do evento – comemoração do aniversário do Mestre Moraes

Quinta-feira (10/02)

9:00 h às 11:00h – Oficina de capoeira
14:30 às 16:30h – Palestra: Na prisão um jardim: reconstruindo  a história do Forte de Santo Antônio. (M. Moraes e Cláudia)
17:00h – 19:00h Roda orientada: aspectos ritualísticos
19:300h – 21:30 Roda de capoeira ( restrita aos inscritos na oficina e aos mestres convidados )
Sexta-feira (11/02)

9:00h às 11:00h – Oficina de capoeira

14:30  às 16:30 – Palestra: “Em busca do N’golo: relatos das viagens a Angola –  2006 e 2010 ” (Mestre Cobra Mansa)

17:00 – 18:00 –  Oficina de rítmo

18:00 – 19;30 – Relato de experiência dos núcleos do GCAP – Japão e São Paulo (Contramestres Kayo e David)

20:00h – 22:00 – Roda de capoeira ( restrita aos inscritos na oficina e aos mestres convidados )
Sábado  (12/02)
9:00 às 11:00 – Oficina de capoeira
14:30 às 16:30h – Palestra: Inquices, voduns e tatas: a morte nas canções do Mestre Moraes (Contramestre Márcio)

17:00 a 18:00 – Confecção de berimbau

18:30 às 19:30 – Interpretações de ladainhas

19:30 às 21:30 – Roda de capoeira ( restrita aos inscritos e aos mestres convidados)

Domingo (13/02)
9:00h às 11:00h – Roda de encerramento aberta
12:00 – Feijoada para os inscritos e convidados.

O filho de Xangô, Mestre Tabosa, lança seu livro

Agora muito mais pessoas poderão conhecer esse fenômeno chamado Helio Tabosa de Moraes, mais conhecido como Mestre Tabosa…

Eis que o Mestre resolveu nos brindar com seu livro que, aliás, tal qual o autor, é cheio de surpresas e de uma diversidade enorme de assuntos e de informações, que com certeza preenchem uma triste lacuna que tínhamos, quanto ao registro da vida e obra deste ícone da capoeira e da História do Distrito Federal, seja pela perspectiva da capoeira, da arte em geral e de tudo que diga respeito à identidade que essa cidade já produziu.

Mestre Tabosa representa essa fascinante cultura que Brasilia hoje consagra, que abrange muito mais do que grandes ídolos globalizados em novelas ou no teatro, mas que fixa sua marca no terreno da produção cotidiana, face a face com as pessoas, cidadãos aparentemente comuns e ao mesmo tempo ídolos inquestionáveis de toda uma geração pioneira, fundadora das bases da nossa urbus brasiliensis, que a cada dia deixa menos dúvida sobre a sua maioridade histórica, cultural e identitária.

Mestre Tabosa é uma dessas pessoas raras que a cada século nascem muito poucas! Suas habilidades de capoeirista já viraram lendas da cidade e da capoeira para todos os que tiveram o privilégio de ve-lo em suas performances capoeiristicas…

Dotado de muitas competências distintas, Hélio Tabosa é polivalente de uma maneira muito ampla no que diz respeito aos seus conhecimentos e produções na capoeira.

Foi ele sem dúvida através da Academia Tabosa que promoveu a estação primeira da capoeira em nossa cidade, tornando-se rapidamente o elo de ligação com todo o cosmo capoeirístico mundo afora…

Em 1993, numa viagem a Portugal, adquiri um CD de músicas de Capoeira gravado nos Estados Unidos da America, onde uma música percorriu os diversos Estados do Brasil, mencionando dentro da sua letra os mestres consegrados de cada um desses locais.

Ouvindo bem a letra, na época muito raros os CDs de capoeira, vi que o autor da música, Mestre Deraldo, que vivia na cidade de Boston, Machachussets (tomara que o nome seja assim!), quando diz “axé Brasília, Mestre Tabosa!” me reporta a uma pergunta que tempos depois fiz ao Mestre, levando pra ele uma copia em fita K7 (coisa antiga já, né??!), pois naquele tempo era muito caro fazer-se uma copia de CD: voce conhece esse Mestre aqui, Tabosa? Conheço não!, respondeu o Mestre…

Nesse tempo, Tabosa já estava dividido entre muitos outros assuntos na sua relação com o esporte em sua academia e em diversas outras coisas que fazia. Mas seu nome já havia se consagrado como capoeirista e como mestre de capoeira, nome de Brasilia nos quatro cantos do mundo e da capoeira que por esses cantos se espalhava com a força de um vendaval, ao som dos berimbaus de capoeiristas de diversos Estados brasileiros, em particular Bahia, naturalmente; Rio de Janeiro; São Paulo e de alguns outros lugares em menor escala…

O Mestre Deraldo, por exemplo, é de uma linhagem de capoeira de Santos, do Mestre Sombra de Santos, fundador do Grupo Senzala de Santos, que já havia iniciado o trabalho no exterior através de diversos alunos seus. E ali já se achava o nome do Mestre Tabosa…

O tempo passou. Sempre acontece isso… Mas nada mudou em relação ao nome e a representatividade que Hélio Tabosa traz em sua marca registrada e em sua História de vida. E isso se confunde sempre com a história de Brasilia e da capoeira em geral!

Falar por onde começou a acontecer capoeira em Brasilia, onde tantas coisas se deram, como aulas em salas de escolas publicas; mulheres e homens em turmas mistas fazendo capoeira; treinamento localizado dentro da aula de capoeira, movimentos lindissimos de uma capoeira pura e leve como o vento, tudo isso teve nomes de Brasilia associado e o sobrenome Tabosa estava junto!!

O mais importante evento do início da segunda metade do século XX aconteceu no Rio de Janeiro, o Festival Berimbau de Ouro de Capoeira, surge ali o conceito que se expandiu por todos os rumos por onde andou os ventos da transformação da capoeira em grupos… os grupos assumiram a capoeira. Até então tinha outros nomes, as escolas, os mestres, as linhagens, as divisões de angola e regional, etc., mas o conceito de “grupo” surge ali, com o Grupo Senzala e com ele a inclusão de nomes de Brasilia dentro desse contexto!

Brasilia ganhou a mesma notoriedade que o grupo ganhador do Berimbau de Ouro (na verdade os tres anos que tiveram o concurso). Mas não participou apenas como convidados. Foram decisivas as participações de nossos capoeiristas ali: Tabosa, Cláudio Danadinho, Fritz e Adilson, não eram apenas convidados. Fizeram diferença! Criaram um bloco concorrendo junto com o Grupo Senzala que tornou-se grande parceiro e isso trouxe uma verdadeira revolução para a capoeira desde então.

Parte dessa (r)evolução Brasília desprezou e particularmente o Mestre Tabosa sempre foi contra, que foi a “filiação” de grupos e pessoas de outros lugares ao grupo-matriz, criando assim uma verdadeira indústria dentro da capoeira e expandindo-se em verdadeiras instituições globalizadas em muitos paises, sob a grife daquele grupo ou daquele mestre.

Mestre Tabosa abraçou um fundamento legado pelo seu próprio Mestre, o Mestre Arraia, que era o ensinamento direto, olho no olho, ginga com ginga, como forma de ensinar a capoeira. Ele passou então a ser um combativo crítico das patologias que se seguiram dentro e fora das rodas de capoeira, a violência em primeiro plano e em menor impacto a perda de identidade, o desprezo por tradições fundamentais, particularmente o jogo sem jogo, onde a distancia foi aumentando entre os capoeiristas, deixando a capoeira de ser um diálogo para ser um monólogo simultâneo de dois jogadores. A violência passa a substituir a eficiência, em que Tabosa sempre foi um Mestre!

Aí ele se torna um expectador. Um crítico na roda maior da capoeira, que é a própria vida de todos os seus pares, fora das rodas de jogo, mas inexpugnavelmente dentro das verdadeiras rodas de capoeira de Brasilia. Um observador atento e um Conselheiro para quem o procurasse, sempre equilibrado e sempre demonstrando que a sua Mestria não era de pernas somente, braços e golpes, era e sempre será de um grande líder,que agrega, coordena, une, pondera, e tem sempre propostas sensatas e novas alternativas onde as crises se instalam…

Tabosa se torna referência em outras modalidades de esporte, como no triatlon, na localizada e em outras formas de produção artística e cultural, como no cinema, na música, nas iniciativas governamentais como braço forte e sempre conciliador entre todas as forças e interesses, dentro de um ambiente quase sempre envoltos em nuvens de discórdias, de competição, de jogos sutis ou declarados pela obtenção de destaques ou de privilégios… Tabosa sempre foi um justo e imparcial juiz diante dos conflitos que sempre existiram e sempre existirão na capoeira, enquanto ela for praticada por seres humanos normais, como todos nós!

No seu livro, que é o grande mote deste nosso blogspot, ele além de contar diversas Histórias e estórias acerca da capoeira no DF e em eventos Brasil afora, ele incursiona na História da Afracanidade e da escravidão e mais uma vez é um Mestre que dá lição!

Depoimentos emocionados o exaltam e o consagram.

Fotos que marcaram época na História da capoeira vem de quebra no livro, que se torna assim uma quase enciclopédica epopéia capoeiristica, que ninguém envolvido com a capoeira ou interessando na cultura em geral pode deixar de ter.

Mestre Tabosa É Brasilia. Brasília É Mestre Tabosa…

Ah, e uma ultima coisa, antes de apresentar alguns de seus marcos históricos, não posso deixar de dizer e de registrar, por interesse próprio, que me perdoem os que consideram isso uma atitude interesseira ou não isenta minha: Hélio Tabosa, o Mestre Tabosa, é e sempre será o meu Mestre na Capoeira!

Saiba um pouco sobre o Mestre Tabosa

Hélio Tabosade Moraes, advogado, mais conhecido como Mestre Tabosa, iniciou sua vida profissional como bancário, mas abandonou para ser autônomo,
seguindo sua profissão de talento e coração, a educação.

Estudou várias artes marciais como judô, sumô e esgrima .
Formou os melhores mestres de capoeira e os melhores professores de ginástica de Brasília.
Sua trajetória abrangeu também a ginástica estética que ele chama de “ginástica localizada brasileira” um diferencial na área esportiva, notoriamente conhecida em Brasília.

Em 1964 ingressou na capoeira.
Em 1965 implantou a capoeira na UnB. Em 1967, 1968 e 1969 recebeu, junto com o Grupo Senzala – RJ, o Berimbau de Ouro, a maior honraria de um mestre de capoeira, até hoje talvez não superado ainda.

capoeira; participou como técnico no “Campeonato Brasileiro” realizado em São Paulo.

Em 1978 apresentou aula sobre a capoeira na Escola Aliança Francesa.
Em 1981 recebeu a faixa preta do 1º DAN, de judô.

Em 1983 completou em 10º lugar o “I Triátlon” no Rio de Janeiro; participou da “Meia-Maratona” Bradesco/Correio Braziliense/GDF-DF-DEFER e mais duas “Maratonas” no Rio de Janeiro.

Em 1984 participou do curso do “Ginástica Estética de Academia” do Governo do Distrito Federal, Departamento de Educação Física, Esportes e Recreação.

Em 1987 participou do “Short Triátlon Brasiliense”. A partir de 1988, coordenou várias edições dos JEB (Jogos Escolares Brasileiros) na área da capoeira.

Em 1990 coordenou o 1º Projeto “Jogos Abertos de Brasília de Capoeira”. Atuou como técnico dos primeiros campeonatos da Confederação Brasileira e proferiu palestras sobre a capoeira; aplicou vivência de capoeira na Fundação Cidade da Paz; participou do “Encontro Mundial do Meio Ambiente e os 500 Anos do Descobrimento da América”.

Em 1991 foi jurado no “II Jogos Abertos” do DF; formou a 1ª Mestre de Capoeira mulher.

Em 1992 participou de diversos simpósios de capoeira; colaborou nas “Diretrizes da Capoeira no Brasil”; representou o Brasil no “Encontro Mundial de Artes Marciais”
na Alemanha; foi palestrante do “GEISPORT”; apresentou, de sua autoria, o regulamento que regeu os JEB de capoeira, “Roda de Capoeira Competitiva”;
proferiu palestra para professores do “Programa Escola Comunidade de Ginástica nas Quadras”; manifestou-se pelo resgate da capoeira.

Em 1993 declarou-se contra o clímax da brutalidade entre gangues de Brasília; participou da “Jornada Contra a Violência”,
convidado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal; apresentou uma aula sobre a capoeira na “Faculdade de Artes Dulcina de Moraes”.

Em 1997 recebeu, da “Federação de Capoeira do Distrito Federal”, o diploma de honra ao mérito de “Pioneiro na Divulgação da Capoeira no Distrito Federal”.

Em 1996 participou da gravação do CD “Tantas Canções” de Muriel Tabb e Paulo André Tavares;

em 1997 participou do filme “O sonho não acabou” com Lucélia Santos e contracenou com Miguel Falabela e do filme “No Coração dos Deuses” da Aquarela Produções Culturais – um filme de Geraldo Moraes – roteiro longa-metragem sobre a saga dos Bandeirantes. Participou do 114º Aniversário do Sonho-Visão de Dom Bosco com a peça “Brasília Paralelo 15”;

em 2002, Tabosa gravou canções de sua autoria no CD da cantora Muriel Tabb, intitulado “Olhos d´água”.

Hélio Tabosa dividiu o palco com Muriel Tabb e Tico de Moraes, mais de uma vez, na Sala Cássia Eller – FUNARTE, nas salas Villa Lobos e Martins Penna, do Teatro Nacional, na Biblioteca Demonstrativa de Brasília e na Livraria Cultura.

E no apagar das luzes de 2009, somos surpreendidos com essa matéria:

MESTRE TABOSA

Voto de Aplauso foi requerido também, pelo senador Arthur Virgílio, para Hélio Tabosa de Moraes, pela publicação do livro O Filho de Xangô, a respeito da história e prática da capoeira no Brasil.

“Mestre Tabosa, como é conhecido – disse o senador – é figura das mais representativas na área da capoeira. Estudou várias artes marciais, como judô, sumô e esgrima e formou os melhores mestres de capoeira e os melhores professores de ginástica de Brasília. Foi também o responsável pela implantação do ensino da capoeira na Universidade de Brasília (UnB).”

É somente um pouco a respeito de Mestre Tabosa.

Para saber mais, leia o livro…!!

Fonte: http://www.filosofianacapoeira.blogspot.com/

Centro Esportivo de Capoeira Angola: 120 ANOS DE MESTRE PASTINHA

120 ANOS DE MESTRE PASTINHA

Evento comemorativo realizado em 05/04/2009

CECA / AJPP (Centro Esportivo de Capoeira Angola / academia de João Pequeno de Pastinha)

Forte da Capoeira / Forte de Santo Antônio Além do Carmo

Largo de Santo Antônio Além do Carmo / Salvador, Bahia. 

Mestre Pastinha (Vicente Ferreira Pastinha) nasceu em 05/04/1889. Era filho de José Señor Pastinha (descendência espanhola) e de Raimunda dos Santos (negra de Santo Amaro da Purificação). Aos dez anos de idade (há quem diga oito anos), começa a aprender capoeira com o velho Benedito. Aos 12 anos entra para a Escola de Aprendizes da Marinha e lá já ensina capoeira aos colegas. Desde 1941, assumiu – e levou adiante, até quase a sua morte em 13 de novembro de 1981, com 92 anos – o CECA (Centro Esportivo de Capoeira Angola), hoje comandado por seu ex-discípulo Mestre João Pequeno de Pastinha – que está situado no Forte da Capoeira (Forte de Santo Antônio Além do Carmo), em Salvador, Bahia.

Mestre Pastinha, tanto quanto Mestre Bimba (criador da capoeira Regional Baiana), foram e ainda são os maiores expoentes da capoeira, hoje praticada em mais de 130 países do mundo. 

Programação realizada:  

• 13:30h às 15:00h – Oficina de confecção de caxixí 

• 15:00h às 17:30h – Bate Papo:

• Mestre Pastinha e sua árvore genealógica e Viagem à África em 1966 – p/ Mestre Gildo Alfinete

• Dia a dia do Ceca, na década de 60 e M. Pastinha e o “balão” – p/ Mestre Vermelho de Pastinha

• Os ensinamentos de Mestre Pastinha – p/ Mestre Boca Rica

• Mestre Pastinha e o amarelo e preto – p/ Mestre Moraes

• Porque os João (J. Grande e J. Pequeno) não usam o amarelo e preto –  CECA (Forte Santo Antonio)

• Para quem Mestre Pastinha deu o “pulo do gato”? – p/ Mestre Bola Sete

• Outros temas – por Mestres: Ciro, Fernando, Faísca, Brandão, Felipe, Lampião, Joel, Adol 

• 17:30h às 19:30h – Roda de Capoeira dos sucessores de Mestre Pastinha e convidados, sob o comando de Mestre João Pequeno de Pastinha (91 anos), que inclusive entrou na roda e “vadiou”, para deleite dos presentes. 

• Presenças:

Além do grande número de convidados e do “público em geral”, participaram do evento Mestres e alunos de várias academias de capoeira de Salvador e outras cidades baianas, como também de outros estados, dentre os quais:

João Pequeno de Pastinha, Gildo Alfinete, Vermelho de Pastinha, Bola Sete, Fernando, Boca Rica e Moraes (estes, ex-discípulos de Mestre Pastinha).

E mais: Mestres Pelé da Bomba, Zoinho, Faísca, Bigodinho, Ciro, Serginho do Pero Vaz, Zé Pretinho e ainda, vindos de outras cidades e estados: Mestres Felipe, Lampião e Adol (Santo Amaro da Purificação), Fernando (Saubara), Joel (São Paulo), entre outros. 

Ficou reforçada a intenção de todos os mestres e alunos presentes, de com “União, Paz, Fraternidade, Fé e Trabalho”, não medirem esforços na luta pela valorização do legado de Vicente Ferreira Pastinha, Mestre Pastinha, como da consolidação da própria arte da Capoeira.   

Após o evento, houve uma confraternização, quando foram servidos pratos típicos, sucos e refrigerantes.

Fonte: ajppastinha@hotmail.com

TCU condena mestre de capoeira a pagar R$ 51 mil por não prestar contas

Em matéria publicada no famoso jornal da Bahia o A Tarde, Pedro Moraes Trindade, o Mestre Moraes GCAP, condenado pelo TCU por não prestação de contas, vimos por obrigação e por respeito ao nossos leitores e amigos, abrir um canal de reflexão e até de entendimento a todas as questões que envolvem nosso amigo e grande mestre Pedro Moraes.

O Portal Capoeira se coloca a inteira disposição para ajudar a manter uma comunicação unilateral entre os intervenientes e os orgãos competentes para que esta incomoda situação possa ser esclarecida e solucionada.

Desta forma desejamos a toda família GCAP, principalmente na figura de seu mestre, muita força e dissernimento para superar com dignidade esta situação.

Luciano Milani

O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o mestre de capoeira Pedro Moraes Trindade, 58 anos, a pagar cerca de R$ 51 mil como pena por ter recebido R$ 29.923 do Ministério da Cultura (Minc), em 2005, e nunca ter prestado conta da verba. Conhecido como mestre Moraes, o acusado é responsável pelo Grupo de Capoeira Angola Pelourinho (GACP), que funciona no Forte Santo Antônio Além do Carmo, no Centro Histórico de Salvador.

Depois de ter seu projeto aprovado no Minc, Moraes assumiu a responsabilidade de utilizar o dinheiro com seminários, oficinas, exposições sobre a capoeira angola, além de produzir um CD temático. O capoeirista garante que a verba foi aproveitada de acordo com as normas estipuladas pelo Minc, mas admite que foi “inexperiente e não soube lidar com as burocracias na prestação das contas”.

A decisão do TCU foi divulgada no início desta semana. Na casa do mestre Moraes, a notificação chegou pelo correio anexada com dois boletos: um de R$ 47.265,11, referente ao valor recebido do Minc e acrescido com juros, e outro de R$ 4 mil como multa por não justificar o uso da verba pública.

O mestre Moraes diz não ter tido apoio ou orientação do Minc para o encaminhamento burocrático da prestação de contas. A única nota fiscal apresentada por ele é de R$ 10.750, referente a confecção de cinco mil cópias do CD. Moraes garante que em 2006 enviou ao ministério uma caixa com um CD e as fotos retiradas nos eventos dedicados a capoeira. “Recebi uma carta de cobrança, mas liguei diversas vezes para o ministério e não consegui falar”, relata, após lembrar que tinha se comprometido a dar mil cópias do CD ao Minc, o que não aconteceu.

PENALIDADE – Há 37 anos como professor de capoeira, Moraes terá 15 dias para recorrer da sentença ou o caso irá para a Justiça e seus bens podem ser penhorados. De acordo com o relator do processo, o ministro Marcos Bemquerer, o acusado foi procurado nos últimos dois anos, sem nunca justificar como utilizou o dinheiro.

“A prestação de contas deveria ter acontecido em 2006, dois meses após a utilização da quantia”, explica. Se apresentar sua defesa no prazo, Moraes será julgado por outro relator do TCU. Caso seja absolvido, pode ter o valor do débito reduzido ou até quitado. Mas se for considerado culpado de novo, terá de arcar com o custo.

O GACP é um dos sete grupos que funcionam dentro do Forte Santo Antônio, reformado em 2006 e conhecido hoje como Forte da Capoeira. Em sua defesa, mestre Moraes garante que o dinheiro foi aplicado em um ciclo de palestras, oficinas e exposições que aconteceram em março de 2006.

Com fotos e recortes de jornais da época, Moraes gastou no período mais de R$ 10 mil com a produção do CD Ligação Ancestral, com oito composições dele em cânticos da capoeira. “Terei de procurar as notas fiscais da época, mas houve outros gastos como as 300 camisas confeccionadas para os eventos”, pontua.

FiISCALIZAÇÃO – O caso de mestre Moraes é um exemplo do que acontece com instituições ou pessoas físicas que não prestam conta do dinheiro público recebido. O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Marcos Bemquerer afirma que a área cultural é a mais atingida por esse problema, que envolve falta de fiscalização dos órgãos e despreparo dos que pleiteiam verba.

Em setembro deste ano, no Paraná, o TCU condenou o artista plástico Francisco Vaz Lino a pagar R$ 327 mil por não registrar como gastou o dinheiro recebido pelo Ministério da Cultura (Minc). Em outubro um caso semelhante envolveu a representante da Associação Artis Colegium de Londrina, Irina Ratcheva, obrigada a devolver R$ 83 mil ao Minc.

“Falta fiscalização, os projetos nunca são acompanhados de perto”, diz Bemquerer. Para piorar, o poder público demora para cobrar o dinheiro dado e muitas instituições já não existem quando o TCU exige a comprovação dos gastos, ficando difícil reaver o dinheiro.

Como solução mais imediata, o ministro sugere maior rigor na escolha dos beneficiados em editais, com prioridade às entidades que tenham mantido a regularidades nas finanças em projetos anteriores.

O presidente da Associação Brasileira de Capoeira Angola, Virgílio Ferreira, lamenta que tenha sido difícil conseguir dinheiro para apoiar projetos de capoeira. “Tentei duas vezes e não consegui“, assinala. Sobre a denúncia contra o mestre Moraes, disse acreditar que se trata de um caso isolado.

Desde quinta-feira o Minc foi procurado para comentar o assunto, mas não se pronunciou sobre o caso até o fechamento da matéria.

 

Fonte: Eder Luis Santana, do A TARDE On Line – http://www.atarde.com.br

Foto: Elói Corrêa/Agência A Tarde

Bahia: Forte protegido

Vigilante, a capoeira tem no Santo Antônio uma espécie de lar com o qual mantém relação de amparo mútuo

“Nasci para ser contestadora”, diz a capoeira, sentada aqui em frente, personificada sobre o banco de madeira no salão que aguarda os pingos de suor se tornarem muitos na roda de logo mais. Ela agora está tranqüila, é mestre Moraes, honra e glória do Forte do Santo Antônio, seu lar. Quase um quartel de convivência naquele quadrilátero que um dia foi erguido para defender a cidade, ocupado por gente que queria manter a arte nobre, negra, necessária para deixar acesa a chama da História da Bahia. Hoje são tempos melhores e o mestre abre o sorrisão durante a conversa. Mas nem sempre foi assim.

O Ato Institucional no5 fazia pipocos ecoarem pelas avenidas, mas Pedro Moraes Trindade estava em alto-mar, na viagem entre a sua terra e o Rio de Janeiro, o fuzileiro naval segue para fazer curso pela Marinha. Na recém-destituída capital federal, iria dar seqüência ao que tinha aprendido anos antes, nas ruas ocupadas por prostitutas e meliantes. Era ali, em uma portinha original de um casarão remanescente, no Largo do Pelourinho, 17, na academia do mestre Vicente Ferreira, o Pastinha, hoje restaurante do Senac, que os mestres João Grande e João Pequeno o ensinaram a voar no molejo da luta batizada com aquele país irmão-colônia. “Mas lá no Rio ninguém conhecia Angola”, reverbera, indignado, com o estilo que o acompanha até hoje. A solução foi passar o conhecimento, estava formado o primeiro grupo para fluminenses, que começaram a perceber que a Bahia é mais África do que aparenta. O som do berimbau no clube Gurilândia, escola primária de classe média, ecoava em Botafogo.

O AI-5 pára tudo no país, mas ela avança. E já em 80, ainda no Rio, mestre Moraes funda o Grupo de Capoeira Angola Pelourinho, o GCAP. “Não me interessava perder a identidade com as minhas origens”, diz como quem dá um martelo, marca terreno. Três anos depois, volta às raízes e busca, em Salvador, um espaço para dar continuidade ao grupo. É o pós-ditadura, o recomeço.

O forte é legal, é mais ou menos perto do velho largo, mas está repleto de moradores de todos os becos imaginários, verdadeiros sem-tetos que ocupam e fazem a história em Salvador. Ainda assim, foi entrando. “A escola funcionava ali em cima, era o lugar de mestre Ezequiel antes de ele morrer”, aponta para o céu, na direção do antigo primeiro andar, onde existiam celas, derrubado na mais recente reforma do espaço, motivo de controvérsia, conforme dito.

A situação era difícil. “Teve dia de eu entrar aqui e o tiroteio começou a acontecer”, lembra ele, resistente.

Abandonado, o forte vivia ao léu, não havia chaves para trancar o portão principal. Cada um tinha a da sua cela, da sua sala.

A essa altura, já havia acontecido a transferência dos presos, realizada em 1978, para o Presídio Regional, no bairro da Mata Escura. O Estado inicia as investidas, como uma batalha na qual, dessa vez, o forte não é parte na contenda, e sim, o objeto a ser conquistado. Em 80, é feita a proposta de transformar o forte em centro de cultura popular, sob o projeto do arquiteto Paulo Ormino. No ano seguinte, são iniciadas as obras de limpeza e reparo para o centro, que não vinga.

E os anos passam. Ilê Aiyê deixa a senzala do Barro Preto e ali faz os ensaios. Grupos de rock encontram no lugar palco bom para shows. Antes, o bloco carnavalesco Os Lord’s também ensaia para, na época, os três dias de Carnaval. A capoeira dali não sai, sempre à espreita, vigilante. Assiste a tudo, certa. “Foram cortadas água, luz, não tinha segurança. E a gente segurou a onda”, orgulha-se o mestre Moraes.

Em 97, surge novo projeto que tenta transformar o forte em casa das filarmônicas. Após o início das obras, são descobertos elementos de valor arquitetônico, como a cisterna que hoje ocupa o centro do pátio. Nova paralisação dos trabalhos.

A bandeira angolana, pregada que está no teto do salão, começa a tremular justamente quando acontece a virada da história da capoeira no Forte de Santo Antônio. Finalmente, as tratativas são iniciadas com a Secretaria de Cultura para transformar o lugar em forte da capoeira, em 2004, ano em que Moraes, multi-artista, concorreu ao Grammy – um dos prêmios mais importantes da música mundial –, com o disco Brincando na roda. Dessa vez, as obras seguem em ritmo alucinante para, no final do ano passado, estarem prontas.

Nesse ínterim, nem tudo são flores. Relações tensas nasceram naturalmente. E briga boa é com ela. Quiseram criar crachás para quem fosse jogar no forte. “Dizer quem é quem? Para um capoeirista? Todos são capoeiristas e basta”, esbraveja o mestre. “Ela não é para ser vista como folclore. Ela questiona a postura do poder”, abre a meia-lua inteira, sopapo, ele que é professor da língua inglesa, na rede estadual de ensino médio e fundamental, além de mestrando em história social na Ufba, o que o também credencia para aqui falar o idioma da sua gente, vencedora.

E ao lado de Moraes, no salão ali ao lado, está o mestre João Pequeno de Pastinha, o discípulo nonagenário. Completou no último dia 27. A dupla da salvação. “Se não fossem esses dois capoeiristas, o forte já estaria destruído”, altiva a voz outra personificação. Agora, estamos no vale que um dia foi palco de manifestações do candomblé, terreiro famoso, lá está outro adepto. José Leal trabalha hoje na Cesta do Povo do Ogunjá e traz na lembrança aquelas recordações de quando ficou à frente das obras para a recuperação do forte como o burocrático gerente de patrimônio imobiliário do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac). “Eram diversas famílias entre drogados, homicidas, prostitutas, traficantes e alguns por necessidade que ocupavam o local”, lembra. “Algumas famílias tiveram indenização pecuniária, enquanto outras foram relocadas para outras partes da cidade”.

Leal informa que o forte encontra-se situado na área poligonal traçada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para o tombamento do Centro Histórico de Salvador. “Lá é o ponto limítrofe”, explica ele, que participou das terceira, quarta e quinta etapas de reforma do Pelourinho.

Recorda de dois grandes aprendizes e braços-direitos do mestre Pastinha. João Pequeno e João Grande, que resolveu mudar de ares e hoje está na Califórnia, nos Estados Unidos. De Pequeno, reverencia-o como o pioneiro no espaço ao fundar, em 1982, o Centro Esportivo de Capoeira Angola (Ceca). “Tudo aquilo ali é fruto da capoeira, ela e o forte historicamente se complementam”, diz.

O mundo também é uma roda. Jogam capoeira aproximadamente oito milhões de pessoas no mundo em mais 180 de países. Só na rede mundial de computadores, já são mais de três mil sítios.

O entusiasmo cresce. A idéia é criar uma forma compartilhada de gestão entre o Estado e a Capoeira, com maiúscula mesmo, elevada à condição agora oficial de transformadora da sociedade. E recrudescem os esforços para que ele se torne uma política pública, independente do governo que esteja aí. “É uma obrigação constitucional preservar a memória de um povo e a capoeira está nesse contexto”, advoga Leal.

Existem ainda propostas nobres a serem postas em prática como a preservação da biriba, árvore da qual se faz o berimbau. “Se não for dela, o instrumento é falso”, determina.

A agora vibração está presente ao falar dos mestres que hoje dão seqüência à arte e à luta dos irmãos Moraes e João Pequeno: Curió, Boca Rica, Nenel. E, claro, dos trabalhos de reforma.

“Eram mesmo lendas as histórias de túneis que ligam o forte de Santo Antônio ao do Barbalho e para o Comércio, que teriam sido feitos pelos jesuítas, não tem nada lá.”, esclarece. “E a cisterna descoberta tem autonomia para até 750 mil litros de água”. E conclui, conclamando: “a capoeira não aceita tutela, ela parte para o confronto. Que agora é o político”.

De volta ao forte, em uma confortável sala recém-inaugurada na antiga administração, sente-se o choque térmico com o ar-condicionado trabalhando bem. O atual gestor do lugar, Magno Neto, representante da Secretaria da Cultura, rabisca as prováveis futuras atrações do Santo Antonio, que não se resumirão à capoeira. “Vamos fazer alguns shows aqui, mas nada muito pesado, algo mais intimista para preservar o lugar”, adianta.

A presença constante de um representante do Estado dentro do forte é algo novo. E, antes de se ajustarem – capoeira e o Poder Público, – tensões se formam. Os capoeiristas ainda não engoliram a rusga criada no último 20 de novembro, dia da Consciência Negra. Com uma programação definida, com várias rodas para comemorar a data, receberam ofício 48 horas antes solicitando que a programação fosse suspensa para que fosse realizada uma premiação de uma regata internacional que acabava de acontecer. “Foi um desrespeito e não mudamos nada”, reclama o mestre Moraes. Os dois eventos aconteceram simultaneamente.

Um mês depois, a paz está selada. Ou não, pode ser apenas uma trégua. E a renovação é necessária e aí gritam lá do largo perguntando ao seu vigia se o espaço está aberto à visitação.

Resposta afirmativa, lá vem curioso o carpinteiro Leonardo Cruz, já sem as mãos dadas com o filho Júnior, 9 anos. Pára na cisterna recém-descoberta, espia as grandes fechadas que dão acesso aos salões. “Quero que meu filho seja capoeirista”, diz ele. “Já joguei muito, gostava daquela capoeira malandra”, sorri.

A noite chega. Com ela, mestre Moraes.
O Forte de Santo Antônio terá ainda muitos anos de vida.

Fonte: Correio da Bahia, Brasil – http://www.correiodabahia.com.br

Segundo Seminário Projeto Capoeira Viva

Segundo Seminário Projeto Capoeira Viva
Dia 12 de dezembro de 2006 das 13h às 17h
Teatro Gregório de Mattos Praça Castro Alves, s/n – Centro Salvador – Bahia

 

13:00 Abertura – Apresentação dos projetos selecionados no Projeto Capoeira Viva.
 
Convidado especial:
Marco Antonio França Faria – Presidente da Fundação José Pelúcio Ferreira.
 
13:30 “CAPOEIRA QUE É BOM, NÃO CAI…”
Os caminhos da Capoeira e as políticas governamentais
 
palestrantes:
 
Mestre Cobrinha Mansa (Cinézio Feliciano Peçanha) – Mestre de Capoeira desde 1986, discípulo de Mestre Moraes, Presidente da Fundação Internacional de Capoeira Angola.
 
Mestre Itapoan (Raimundo César Alves de Al-meida) – Começou a praticar a Capoeira em 1964, no Centro de Cultura Física e Regional, no Terreiro de Jesus, em Salvador, com mestre Bimba. É uma das maiores autoridades no país sobre o Mestre Bimba e sua Luta Regional, juntamente com Mestre Decânio. Membro do Conselho de Mestres do Projeto Capoeira Viva.
 
Mestre Moraes (Pedro Moraes Trindade) – Mestre de Capoeira Angola e presidente fundador do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho. Membro do Conselho de Mestres do Projeto Capoeira Viva.
 
Frederico José de Abreu – Pesquisador e fundador do Instituto Jair Moura.
É responsável pelo maior acervo de capoeira do Brasil.
 
Wallace de Deus – Coordenador do Projeto Inventário para o registro e salvaguarda da capoeira, doutor em Antropologia Social pela UFRJ. Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Federal Fluminense. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Fundamentos e Crítica das Artes.
 
mediador
 
Prof. Rui F. R. Pereira
Coordenador do Projeto Capoeira Viva
 
15:00 Debate Aberto
 
16:00 HOMENAGEM AOS MEMBROS DA ACADEMIA DE MESTRES
 
Mestre Gigante, Mestre João Pequeno, Mestre Bigodinho, Mestre Curió, Mestre Boca Rica, Mestre Felipe Santo Amaro, Mestre Pelé da Bomba e Mestre Decânio.
 
Encerramento
 

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O Projeto CAPOEIRA VIVA, idealizado pelo Ministério da Cultura, com coordenação técnica do Museu da República e patrocínio da Petrobras, tem como objetivo a implementação de políticas públicas para a valorização e promoção da capoeira como bem constituinte do patrimônio cultural brasileiro.
 
Além das ações desenvolvidas por meio da Chamada Pública, lançada no dia 15 de agosto de 2006, que incentiva-rá projetos de acervos e ex-periências socioeducativas, o Projeto CAPOEIRA VIVA prevê a realização de 3 seminários nacionais.
Visando à socialização da informação, troca de conhecimentos, quantificação e qualificação das demandas próprias dessa expressão cultural, os seminários têm como objetivo apontar caminhos que poderão subsidiar futuras políticas públicas para a capoeira.
 


Projeto CAPOEIRA VIVA
Um programa de valorização e promoção da capoeira como bem cultural brasileiro
www.capoeiraviva.org

O GCAP é “Forte”. O “Forte” é Memória…

O Grupo de Capoeira Angola Pelourinho – GCAP, dirigido pelo Mestre Moraes, estará realizando um evento, no período de 11 a 14 de janeiro de 2007, em homenagem ao Forte Santo Antônio Além do Carmo, sede do grupo há 23 anos, recém restaurado e transformado em Forte da Capoeira.
 
O evento intitulado " O GCAP É FORTE. O FORTE É MEMÓRIA…" irá destacar a história da fortaleza enquanto um espaço de memória da cidade de Salvador e de resistência do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho.
 
O evento contará com palestras e oficinas de Capoeira Angola ministradas pelo Mestre Moraes.
 
Programação:
 
Local: Forte Santo Antonio Além do Carmo –Salvador- Bahia
 
Quinta-feira:
18:00 h. – Credenciamento
19:00 h. – Mesa redonda: O Forte Santo Antônio Além do Carmo e o Grupo de Capoeira Angola Pelourinho: espaços de memória e resistência Palestrantes: Pedro Moraes Trindade (Mestre Moraes) (GCAP/UFBA) Cláudia M. Trindade (GCAP/UFBA) e Patrícia Pereira (UFBA)
 
Sexta-feira:
9:30h às 11:30h – Oficina de Capoeira Angola ( Mestre Moraes)
14:00h às 16:00h – Relato de experiência do trabalho do núcleo do GCAP de São Luiz do Paraitinga. – Palestrantes: José David Evangelista (GCAP/SLP) e Mestre Moraes
18:00h às 20:00h – Roda de Capoeira
 
Sábado:
9:30h às 11:30h – Oficina de Capoeira Angola
14:00h às 16:00h – Palestra
18:00 às 20:00 h – Roda de capoeira
 
Domingo:
9:00 às 11:00 – Roda de encerramento
 
Valor de inscrição R$ 50,00 que em breve poderá ser feita em nosso site www.gcap.org.br

Primeiro Seminário Projeto Capoeira Viva

dia 21 de novembro de 2006
das 13h às 18h
Auditório Apolônio de Carvalho Museu da República Rio de Janeiro
 
O Projeto CAPOEIRA VIVA, idealizado pelo Ministério da Cultura, com coordenação técnica do Museu da República e patrocínio da Petrobras, tem como objetivo a implementação de políticas públicas para a valorização e promoção da capoeira como bem constituinte do patrimônio cultural brasileiro.
 
Além das ações desenvolvidas por meio da Chamada Pública, lançada no dia 15 de agosto de 2006, que incentiva-rá projetos de pesquisa, acervos e experiências socioeducativas, o Projeto CAPOEIRA VIVA prevê a realização de 3 seminários nacionais.
 
Visando à socialização da informação, troca de conhecimentos, quantificação e qualificação das demandas próprias dessa expressão cultural, os seminá-rios têm como objetivo apontar caminhos que poderão subsidiar futuras políticas públicas para a capoeira.
SEMINÁRIO CAPOEIRA VIVA
 
13:00 Abertura
 
13:30 A FORMAÇÃO DO MESTRE, ONTEM E HOJE
 
palestrantes:
 
Mestre Camisa (José Tadeu Carneiro Cardoso) – capoeirista formado pelo Mestre Bimba. Fundador do Grupo Abadá-Capoeira. Criador do CEMB (Centro Educacional Mestre Bimba), onde se desenvolve o projeto Capoeira Ecológica.
 
Mestre Moraes (Pedro Moraes Trindade) – Mestre de Capoeira Angola e presidente fundador do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho. Proferiu palestras sobre a musicalidade da Capoeira Angola, realizada no Mancat College – Manchester – Inglaterra, em 2005 e A diáspora africana no Brasil, realizada no Morris Brown College – Atlanta – EUA.
 
Mestre Suino (Elto Pereira de Brito) – Mestre de capoeira, desde 1980, formado pelo Mestre Passarinho.
Presidente-fundador do Grupo Candeias. Professor especialista em Educação Física Escolar da Rede Pública. Publicou os livros Fundamentos da Capoeira, Capoeira e Religião, No Caminho do Mestre, entre outros.
 
mediador:
 
Prof. Doutor Muniz Sodré – formado em Ciências Jurídicas e Sociais na Bahia, fez mestrado na Sorbonne (Sociologia da Informação), em Paris, doutorado na UFRJ (Teoria da Literatura de Massa) e pós-doutorado na Sorbonne (Sociologia, Antropologia e Lingüística). Publicou 26 livros. Atualmente é presidente da Fundação Biblioteca Nacional.
 
15:00 Debate Aberto
 
16:00 Intervalo
 
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16:30 DE ARMA DA VADIAGEM A INSTRUMENTO DE EDUCAÇÃO
palestrantes:
 
Mestra Janja (Rosangela Costa Araújo) – iniciou-se no Grupo de Capoeira Angola Pelourinho com os Mestres João Grande, Moraes e Cobra Mansa. Historiadora pela UFBa, Mestre e Doutora em Educação pela USP. Em 1995 fundou o Instituto Nzinga de Estudos da Capoeira Angola e Tradições Educativas Banto no Brasil (Incab).
 
Mestre Luiz Renato (Luiz Renato Vieira) – membro do Grupo Beribazu. Mestre em Sociologia pela Universidade de Brasília e Doutor em Sociologia da Cultura pela Universidade de Brasília/Universidade de Paris I – Sorbonne. Autor do livro O jogo da capoeira: corpo e cultura popular no Brasil. Desde 1990 atua no Centro de Capoeira, um projeto comunitário da UnB. É Consultor Legislativo do Senado Federal na área de assistência social e minorias.
 
Mestre Zulu (Antonio Batista Pinto) – autodidata em Capoeira e Educação Física. Pesquisador e Mestre de Capoeira. Bacharel e Licenciado em Química. Pós-graduado em Didática e Metodologia do Ensino Superior. Publicou 19 trabalhos, dentre eles o livro Idiopráxis de Capoeira.
 
mediador:
 
Prof. Doutor Muniz Sodré
 
18:00 Debate Aberto
 
Projeto CAPOEIRA VIVA
Um programa de valorização e promoção da capoeira como bem cultural brasileiro
 
 

Cultura: Mestre Moraes & 25 anos do Ilê Asipá

Mestre Moraes, um dos principais expoentes da Capoeira Angola, que ao longo dos anos vem se destacando de forma ímpar na preservação da essência da "capoeira mãe" e na preocupação com a ancestralidade do ritual que envolve a Capoeira de Angola, foi o convidado especial da festa cultural e religiosa em homenagem aos 25 anos do Ilê Asipá, onde afirmou que "Enquanto manifestação de matriz africana, a capoeira é regida pelo princípio ancestral. É nos antigos mestres que nos espelhamos para manter viva essa tradição”.
Mestre Moraes é O coordenador do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho (GCAP)
Luciano Milani


DVD registra história dos  25 anos do Ilê Asipá
Salvador – Os 25 anos de trajetória da Sociedade Religiosa e Cultural Ilê Asipá serão registrados em um DVD que teve projeto aprovado pelo Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet. A gravação das imagens foi feita durante o evento que comemorou o aniversário da casa, entre os dias 19 e 21 de maio. A programação incluiu uma exposição de 300 fotografias – com curadoria de Denisson de Oliveira – que são um registro histórico das mais de duas décadas do espaço, localizado no bairro de Piatã, em Salvador, e fundado pelo Alapini Deoscóredes Maximiliano dos Santos, o Mestre Didi.
 
Outros destaques foram o concerto da cantora soprano dramática Inaycira Falcão dos Santos e o seminário sobre Ancestralidade Existencial – coordenado pela antropóloga Juana Elbein dos Santos – e com a participação de pesquisadores da Bahia e de outros estados, além do artista plástico Emanuel Araújo. Todas as palestras foram transcritas e serão editadas para posterior divulgação.
 
Capoeira – Uma roda de capoeira comandada pelo Mestre Moraes deu a largada para o último dia do evento que comemorou os 25 anos da Sociedade Religiosa e Cultural Ilê Asipá. O coordenador do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho destacou a ligação da capoeira com a ancestralidade.
 
“Enquanto manifestação de matriz africana, a capoeira é regida pelo princípio ancestral. É nos antigos mestres que nos espelhamos para manter viva essa tradição”, afirmou Pedro Moraes Trindade, o Mestre Moraes.
 
A noite teve ainda a exibição dos filmes Panteão da Terra e O Emocional Lúcido, ambos produzidos pela Sociedade de Estudos da Cultura Negra no Brasil, a SECNEB, e dirigidos pela antropóloga Juana Elbein dos Santos. “Essas obras tentam suprir a falta de um material que substitua com dignidade e profundidade a tradição de matriz africana no Brasil”, destacou o pesquisador Marco Aurélio Luz, mediador do debate realizado após a exibição do material audiovisual.