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Londres 2012: Brasil terá ‘samba do crioulo doido’ no encerramento das Olimpíadas

Maracatu, gafieira, batucada, índios, Villa-Lobos, Chico Science e passistas. Tudo isso em apenas oito minutos com mais de 250 pessoas no centro do Estádio Olímpico de Londres, entre elas estrelas como a cantora Marisa Monte, a modelo Alessandra Ambrósio e o cantor Seu Jorge.

Esses são alguns dos elementos presentes no próximo domingo, dia 12 de agosto, no pequeno trecho da cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres 2012 dedicado ao Rio de Janeiro 2016

Os diretores artísticos Cao Hamburguer e Daniela Thomas batizaram a apresentação brasileira – quando o país receberá da Grã-Bretanha a bandeira olímpica – de “Brasil, o país do abraço multicultural”.

“Estamos fazendo o que chamamos no Brasil de “samba do crioulo doido”, ‘the samba of the crazy man’”, disse Hamburguer nesta sexta-feira em um evento para jornalistas estrangeiros sobre a cerimônia de encerramento.

‘Abraço’

O evento de despedida terá quase duas horas de duração e começará às 17h (horário de Brasília). O Estádio Olímpico tem capacidade para 80 mil pessoas. Estima-se que 900 milhões de pessoas devem assistir ao espetáculo pela televisão em todo o mundo.

O espetáculo britânico chama-se “Uma Sinfonia da Música Britânica”, e o diretor artístico Kim Gavin promete todo tipo de gênero musical, desde o compositor Elgar à cantora Adele. A banda Muse e o cantor George Michael devem se apresentar ao vivo.

Os principais detalhes da participação brasileira na cerimônia não foram revelados e serão mantidos sob sigilo até a hora apresentação.

Os ensaios acontecem desde março deste ano em Greenwich, no sul de Londres, com escolas de samba e integrantes da comunidade brasileira que vivem na capital britânica.

Os brasileiros também puderam fazer dois ensaios em Dagenham, subúrbio no leste da capital que serviu de local de preparação para as cerimônias de abertura e encerramento de Londres 2012.

Apenas alguns números e nomes da apresentação brasileira foram divulgados nesta sexta-feira.

Serão 82 percursionistas, 20 passistas, 16 indígenas, 16 capoeristas, 20 dançarinos de maracatu, 16 casais de dança de gafieira e outros 80 dançarinos.

As estrelas escolhidas para protagonizar o trecho brasileiro do espetáculo são a modelo Alessandra Ambrósio e os cantores Marisa Monte, BNegão e Seu Jorge.

Outra estrela é Renato Sorriso, um gari que ganhou popularidade em 1997 por sambar enquanto limpava o Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

Os atletas que também desfilarão no encerramento são o velejador Robert Scheidt – maior medalhista olímpico da história do Brasil e ganhador do bronze em Londres 2012 – e a saltadora Maurren Maggi – que foi ouro em Pequim 2008, mas saiu de Londres sem conseguir se classificar para a final.

Dois músicos brasileiros também foram citados na apresentação e devem ter suas músicas tocadas em algum momento do espetáculo: o compositor de música erudita Heitor Villa-Lobos e o falecido cantor Chico Science, um dos criadores do “manguebeat” pernambucano.

Clichês

Na cerimônia de encerramento dos Jogos de Pequim 2008, Londres não evitou usar clichês no pouco espaço que teve durante a entrega da bandeira olímpica. De um ônibus de dois andares, típico da capital britânica, surgiram músicos como Leona Lewis e Jimmy Page, além do prefeito Boris Johnson e do jogador de futebol David Beckham.

Daniela Thomas disse que um dos desafios da cerimônia foi “reinventar os clichês” do Brasil, e não necessariamente evitá-los.

“A responsabilidade é imensa de apresentar um país que só é conhecido por alguns clichês e algumas informações muito, muito vagas. Agora temos que mostrar para vocês as pessoas, culturas e paixões incríveis que formam o nosso país, que é um dos mais multiculturais e multiétnicos”, afirmou.

“Os clichês são só a ponta do iceberg. Eles não estão errados e nem nos representam de forma errada. Mas queremos mostrar a vocês (estrangeiros) outros níveis, outras formas nas quais nós misturamos”, acrescentou.

“O interessante do Brasil é que reinventamos tudo. Nós recebemos as informações e estamos muito longe dos centros – da Europa, da América do Norte. Com nosso espírito, nós mixamos e remixxamos. Somos como DJs. É assim que produzimos cultura”, disse.

Outro desafio foi retratar não só o Rio de Janeiro como também as diversas regiões do Brasil em apenas oito minutos.

“O Rio de Janeiro é, em muitas formas, o coração do Brasil. E neste sentido, falar sobre o Rio de Janeiro é falar sobre o resto do país, e teremos expressões de todo o país. Tentaremos mostrar isso nesses oito minutos”, concluiu Thomas.

Fonte: BBC Brasil – http://www.bbc.co.uk/portuguese/

Aconteceu: Capoeira na Aldeia Cardoso

AFCS realizou apresentação de Capoeira na Aldeia Cardoso

No dia 02 do mês de Junho do corrente ano a Associação Feijoense de Capoeira, realizou mais uma “Roda de Capoeira “ na Aldeia Cardoso na estrada da BR364 ,que liga Feijó ao Munícipio de Tarauacá.

O evento ocorreu por conta do aniversário do Cacique da referida aldeia, e iniciou-se a partir das 15:00, além das comemorações indígenas que  seguiam-se ,os presentes puderam apreciar a apresentação com saltos maculêlê , capoeira regional feitos pelos alunos.

O encontro foi mais uma forma de unificação entre as culturas afro e indígenas ,e esse foi mais um evento em que a Associação Feijoense de Capoeira Senzala pode mostrar seu trabalho que vem realizando ao longo dos anos , resgatando e unindo culturas e pessoas .

 

http://capoeirasenzalafj.blogspot.pt

Após título de Diego Brandão, Brasil está perto de ter capoeirista no TUF

Marcus ‘Lelo’ Aurélio passou nos três testes exigidos e espera receber o chamado do Ultimate para tentar o segundo título seguido para a país

Mais de 2,1 milhões de pessoas já assistiram no Youtube ao impressionante nocaute de Marcus Aurélio sobre Keegan Marshall, em luta realizada em 2009. O brasileiro usou movimentos característicos da capoeira e levou seu adversário à lona com uma meia-lua de compasso. Agora, Lelo, como também é conhecido esse filho do Mestre Barrão, está perto de ter a chance de mostrar toda a sua arte para um público ainda maior: ele está na fase final da seleção para participar da 15ª edição do reality show do UFC, o “The Ultimate Fighter”, marcado para começar no dia 9 de março.

Em Las Vegas, Lelo, seu irmão, Marcus Vinícius, e mais de 350 lutadores, selecionados entre mais de mil inscritos, realizaram testes para a próxima edição do programa, que agora terá transmissão das lutas ao vivo e em TV aberta nos EUA. Na edição 14, encerrada no sábado, Diego Brandão faturou a disputa do peso-pena e serve de inspiração para o brasileiro.

– Foram três fases. A primeira é de jiu-jítsu (sim quimono). Tem que saber rolar (lutar no chão), e metade já é cortada aí. Consegui passar também na segunda parte, a da luta em pé. E cheguei até o fim, que é a entrevista. Tinha muita gente e só restaram uns 60. Mas não falaram nada para ninguém, ficaram de ligar em uns 15 dias – disse Lelo, por telefone, ao SPORTV.COM.

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Essa não é a primeira vez que Lelo tenta uma oportunidade no TUF. Na outra vez, ele ficou fora porque tinha poucas lutas, apenas três. Depois da frustrada tentativa, já fez mais dois combates e venceu ambos. Agora, está pronto para entrar na casa do reality show. E já sabe o que tem para mostrar aos telespectadores e ao UFC.

– Estou achando que vai dar. O povo está muito interessado em ver capoeira, algo diferente. Os caras aqui são a mesma coisa, todos pintam o cabelo, são americanos, quadrados. Um brasileiro de capoeira ainda não participou. Se não der agora, preciso fazer mais umas duas lutas e acho que eles me colocam direto no UFC sem precisar passar pelo TUF – declarou Lelo, que tem cinco vitórias e uma derrota no MMA.

De Recife para o mundo

O irmão de Marcus Aurélio, Marcus Vinícius, ficou fora da seleção do TUF, mas, segundo Lelo, também tem chances de ir direto para o UFC se vencer mais algumas lutas em outras organizações. Ambos moram em Vancouver, no Canadá, e são fruto de um projeto elaborado pelo pai, Marcos da Silva, o Mestre Barrão. Na década de 90, convidado por canadenses que gostaram de uma apresentação sua, ele levou o próprio grupo, o Axé Capoeira, para apresentações na América do Norte. Ganhou fama com a turnê, deu entrevistas para emissoras dos EUA e do Japão e foi passar um mês na Itália.

Em 92, Mestre Barrão voltou para o Canadá e ficou. Em 1996, montou sua primeira academia, que era tanto voltada para apresentações quanto para lutas. Ele tinha um objetivo em mente.

– As pessoas não acreditavam na capoeira como luta, e eu quis mostrar que ela é eficiente. Quem faz capoeira tem agilidade, flexibilidade e, por ser uma arte mais nova introduzida nos ringues, ganha no aspecto surpresa, na malandragem. Os lutadores de outras modalidades são eficientes, mas não têm a malandragem da capoeira. Malandragem de rua, que é usada até para sobreviver – explicou.

Mestre Barrão voltou para o Brasil e hoje tem grande fama no meio da capoeira. Com produção independente, revela que vendeu mais de 200 mil cópias de três edições do DVD de suas instruções e mais de 160 mil com mais outras três.

Fora isso, deixou seu conhecimento espalhado pelo mundo. Além de Marcus Aurélio e Marcus Vinícius no Canadá, ele também tem uma filha, Márcia, morando em Toronto, e mais um filho, Marcus Matias, ensinando a capoeira em Praga, na República Tcheca. E assim vai disseminando a cultura brasileira pelo mundo, seja dentro ou fora dos ringues.

– Além de ser eficiente, a capoeira é uma das maiores divulgadoras da língua portuguesa. Pois para aprender a cantar, precisa saber o português – finalizou.

 

Fonte: http://sportv.globo.com

Saquarema: 5º Saqua Beach

5º Saqua Beach: Evento de capoeira movimenta Saquarema em fevereiro

Sol, praia, lagoa e muita capoeira. É o que promete a 5ª edição do Saqua Beach, evento realizado pelo contramestre Juba de Maré e o grupo de capoeira Terranossa, na cidade de Saquarema, no Rio de Janeiro. O encontro acontece entre os dias 24 e 27 de fevereiro.

Na programação atividades como Maculelê, rodas de capoeira, batizados, luaus, aulas com mestres, contramestres, monitores e graduados. O evento já tradicional na cidade mostra a capoeira ligada à natureza, com a realização de caminhadas ecológicas e campanhas de limpeza urbana. Para o organizador da atividade o objetivo é mostrar a integração da capoeira com diversas áreas e profissões. “É importante mostrar que esse esporte é praticado por pessoas de diversas localidades, crenças e áreas de atuações. Existem capoeiristas que são arquitetos, professores, zootecnistas, engenheiros, veterinários, entre outras profissões e também de outras camadas da sociedade, como pedreiro, policias, empresários e estudantes, o que mostra a força de integração de nosso esporte”, afirma o contramestre Juba de Maré.

O evento estimula o turismo local, pois traz entre os convidados, pessoas de diversos países como Alemanha e Colômbia, Portugal, Espanha, França como também de inúmeros Estados do Brasil. Outro destaque na programação é a adaptação do esporte para a terceira idade, uma roda com os alunos do Projeto Viver Melhor, idealizado pelo contramestre Juba, irá mostrar que a capoeira pode e deve ser praticada não só como esporte, mas como terapia ocupacional, melhorando a qualidade de vida e até a saúde dos idosos.

Saqua Beach

Essa é a quinta edição do evento, que já trouxe a Saquarema capoeiristas de todos os continentes. Sempre buscando a integração entre os povos, a partir da vivência desse esporte tão rico em suas manifestações culturais, que há cerca de três anos recebeu o merecido título de patrimônio cultural do Brasil e ainda se valoriza com a lei 10.639 de janeiro de 2003 que estabelece que as escolas possuam um conteúdo programático voltado para a cultura negra.

 

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O encontro tem o apoio da prefeitura de Saquarema e Secretaria Municipal de Turismo e esporte, além das academias Corpo em Movimento (RJ), Master Sport Center (RJ), G1 (AL) e K2 Fitness (AL). Os interessados em participar devem entrar em contato pelos telefones (22) 9812-0423, (21) 7876-8727 ou (21) 9217-5976.

 

Fonte: http://www.novasaquarema.com.br/

Dia Mundia da Atividade Física: A Capoeira vem mostrar o seu valor

11/04/2010 – DIA MUNDIAL DA ATIVIDADE FÍSICA: A CAPOEIRA VEM MOSTRAR O SEU VALOR

Atividade tem como objetivo difundir a capoeira, propor uma aula ao ar livre e conscientizar o público presente sobre a importância da capoeira como atividades física.

Estaremos oferecendo atividades culturais de capoeira, maculelê e jongo para todos que freqüentam o Parque Ecológico do Tietê.

Pretendemos reunir cerca de 150 pessoas de diversos bairros da zona leste que participarão das atividades orientadas pelos Instrutores da ABADÁ-CAPOEIRA.

A ABADÁ-CAPOEIRA, responsável por esta atividade, é uma entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo a difusão da cultura brasileira através da capoeira. Seu exercício é um forte instrumento de integração social, pois trabalha com todas as classes e possibilita, também, a recuperação da noção de cidadania. Além disso, tem representação efetiva em todos os estados brasileiros e em 52 países.

Até mais,

Instrutor Lampanche

ABADÁ-CAPOEIRA

Brasília: Dialogar para evoluir

Papoeira Feminino estimula a reflexão e a troca de informações

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, mulheres capoeiristas, independentemente de estarem defendendo as bandeiras de seus grupos, realizaram no dia 28 de março, no Parque Urbano e Vivencial do Paranoá, o PAPOEIRA FEMININO, onde adolescentes, adultos e melhor idade, sem distinção de gênero, se reuniram e dialogaram sobre assédio moral, assédio sexual, violência contra a mulher, cada um expondo sua opinião, dando sua contribuição para buscar caminhos e posicionamentos que inibam esses acontecimentos entre os praticantes de capoeira.

O PAPOEIRA, criado no ano de 2000 pelo Sr. José Bispo Correia, o Mestre Pombo de Ouro, como forma de comunicação, integração e conscientização dos capoeiristas, nesta edição teve como tema central o FORTALECIMENTO DA CAPOEIRA FEMININA DO DISTRITO FEDERAL E ENTORNO e contou com uma excelente aula teórica sobre a importância do aquecimento e alongamento na Capoeira ministrada pela capoeirista Luiza de Alencar Dusi, conhecida como Bailarina.

A Bailarina, aluna do Centro Cultural Escola do Mundo Carcará Capoeira, mostrou-se satisfeita com o evento e acredita que o “Papoeira” deve ser realizado mais vezes. “Temos que disseminar essas idéias e informações através desse movimento que é tão interessante e tem metas úteis. São idéias diferentes, mas em prol do mesmo objetivo”, endossa. Ela acredita que os homens não podem ficar de fora dessa conscientização. “Alguns homens cismam que mulher só pode jogar capoeira com outra mulher, que acaba reagindo com agressividade. Temos que promover a igualdade com educação”, argumenta.

Essa também é a opinião de Ana Claudia Rodrigues de Araújo, a Cacau, da Associação de Cultura e Capoeira Adeptos da Bahia (ACCAB). “A maioria dos homens capoeiristas espera que a mulher seja masculinizada. Eu não sou assim até por causa das minhas limitações físicas. Eu treino capoeira porque tudo é contra a mulher, começando pela fragilidade do corpo”, diz. Contudo, Cacau afirma que a própria mulher é peça chave para a mudança do comportamento predominante no meio. “A nossa participação é que vai fazer mudar, com a conscientização sobre o nosso papel e o nosso valor. Sempre buscamos nosso espaço e o fundamental é o autoconhecimento e a própria valorização”, arremata.

Manoel Cardoso Magalhães, presidente da ONG Resgate da Vida, entidade que, juntamente com a equipe do Instituto Horizontes – Projeto Conscientizar, contribuiu para a realização do evento, explicou como surgiu a Lei Maria da Penha e buscou mostrar a importância da seriedade da sua utilização. “Às vezes a questão da violência começa já no namoro e a mulher tem que estar atenta a isso”, alerta. Segundo ele, é necessário que os homens também sejam inseridos nesse debate. “Não podemos parar o processo de evolução. Precisamos nos adaptar às mudanças do perfil feminino”, completa.

O criador do Papoeira, Mestre Pombo de Ouro, diz-se orgulhoso da iniciativa de defender as causas em favor da mulher. “Eu parabenizo isso. O Papoeira é, antes de tudo, exemplo de vida”, ressalta. Como resultado das proposições colocadas, foi acordado a realização de um Papoeira Feminino no mês de abril, desta vez coordenado pela capoeirista Bailarina, para a mobilização das capoeiristas do Distrito Federal e entorno. Essas manifestações estão sendo realizadas em prol de um evento feminino nacional de capoeira programado para ser realizado no segundo semestre de 2010, seguindo a mesma filosofia de conscientização e aprimoramento.

O encontro nacional terá como focos principais a valorização da mulher no meio capoeirístico (Direitos Humanos da Mulher), em forma de homenagens; a conscientização através de assuntos relacionados à violência contra a mulher (Lei Maria da Penha e desdobramentos práticos, assédio moral e assédio sexual); e assuntos relacionados com os conhecimentos tradicionais da capoeira (fundamentos, rituais de roda, instrumentação e canto), além de dar visibilidade aos movimentos femininos organizados, por meio de apresentações culturais das participantes.

Valdete Andrade de Souza, representante da ONG Resgate da Vida, apesar de não ser capoeirista, sentiu-se orgulhosa em participar de um evento onde a temática feminina está sendo trabalhada e de ver como a capoeira pode estimular esse tipo de iniciativa. “Eu acredito no esporte e no desenvolvimento da mulher. É preciso mostrar que estamos aqui para lutar, para defender os nossos direitos e cumprir também com os nossos deveres. Acredito na valorização da mulher, no seu potencial”, ressalta. A capoeirista Elissandra Cunha Cardoso, a Crocodila, também mostrou-se satisfeita com o resultado do evento. “Foi tudo positivo. É válido para as mulheres se conhecerem e aprenderem umas com as outras. Com essas iniciativas estamos vendo o preconceito ir embora e a mulher sabe que pode competir com o homem intelectualmente e tem várias formas de mostrar seu conhecimento”, elogia.

Para Márcia Regina Fabrício Dias, a Piquena Guerreira, aluna da Terreiro Capoeira, uma das organizadoras do evento, sócia-fundadora do Instituto Horizontes – Projeto Conscientizar e capoeirista há 10 anos, a mulher vem conquistando o seu espaço e torna-se imprescindível discutir o seu papel na sociedade, mostrar que elas devem lutar para a melhoria de sua qualidade de vida e das pessoas que a cercam. “Queremos mobilizar cada vez mais e contribuir de maneira ativa para difundir as questões referentes à mulher”, compromete-se.

A participação dos homens e das crianças no debate comoveu a capoeirista. “Nessas ocasiões, quando você escuta alguém como o sr. Domingos dar sua contribuição e dizer que viveu e se aposentou na agricultura, que nunca utilizou nenhum tipo de droga, parabenizando quem busca estudar para ter uma profissão e ao final agradecer por poder dizer aquelas palavras, pedindo licença para sair, é uma lição de educação!”, emociona-se. “Ouvir também um menino de 15 anos dizer orgulhosamente que há 7 anos pratica Capoeira, que perdeu o pai e que hoje considera o professor de capoeira como seu pai e dizer que vai praticar capoeira pelo resto de sua vida, é recompensador o trabalho das organizadoras e apoiadores para fazer o evento acontecer”, diz. Elas, eles, todos acreditam na preservação da Capoeira porque a escolheram como um importante instrumento de desenvolvimento pessoal e social.

Jornalista Suellem Mendes.
msn: sumendes10@hotmail.com

Cultura, música e diversão: ONG realiza trabalho social com crianças e jovens em Atibaia

Em Atibaia, uma organização não-governamental está levando cultura, diversão e música para crianças de um bairro da cidade. O trabalho social deu tão certo que alguns ex-alunos se tornaram monitores dos mais jovens.

O dia começa cedo, com uma oração e um hino, mas o que elas querem mesmo é brincar. “Aqui tem brincadeiras, tem artes, tem capoeira, tem música”, disse a aluna, Talia Cristina Souza, 11 anos.

A ONG Curumim cuida de cerca de 100 crianças entre sete e 14 anos que moram na região do bairro Caetetuba, em Atibaia. Em 14 anos de existência, são mais de duas mil crianças atendidas. “O grande sentido desse trabalho, são as crianças e os adolescentes”, disse o presidente da ONG, Paulo Arthur Malvasi, presidente da ONG. “Que a gente possa construir uma cultura de paz, em territórios marcados por situações de risco, de exclusão e de violências de todo o tipo”, completou.

Paulo conheceu o Curumim quando tinha 12 anos. Hoje com 26, é monitor da ONG, e um exemplo pra criançada. “O Curumim conseguiu me mostrar um pouco do dom que a gente tem, é um pouco do que eu tento mostrar para as crianças nas oficinas”, falou o monitor, Paulo César Dias.

 

Fonte: http://www.vnews.com.br

Grupo de capoeiristas representa o Brasil e o mundo em show

Foi seguindo a paixão pela capoeira – em 30 anos dedicados à meditação, respeito aos ensinamentos dos grandes mestres e, acima de qualquer coisa, disciplina – que mestre Ralil Salomão tomou uma das maiores decisões de sua vida. Ao lado do mestre Edinho, que, como ele, dava aulas de capoeira em algumas academias de Brasília, os dois transformaram simples aulas em um grande projeto social que hoje reúne cerca de 8.500 pessoas no mundo inteiro: o Centro Cultural Raízes do Brasil. Nesta quinta-feira (16/07), mestre Ralil traz 100 artistas – integrantes do grupo e convidados de várias partes do país e do mundo – para mostrar aos brasilienses a ginga desse estilo de dança, luta e arte no show Brasil de raízes, marcado para a Sala Villa-Lobos, às 20h.

O evento, que faz parte da programação do 12º Encontro Europeu e das Américas de Cultura e Capoeira, integra também a exposição de outras manifestações populares, como xaxado, maculelê, puxada de rede e jongo, entre outros. “A gente não se prende apenas à capoeira porque o intuito do show é esse mesmo: mostrar a cultura do Brasil que hoje é vista no mundo inteiro, por meio dos projetos que realizamos nas sedes espalhadas em vários países”, explica mestre Raelli.

O destaque da noite é a Orquestra de Berimbaus, que traz no repertório a execução do Hino Nacional Brasileiro. “Serão 40 capoeiristas responsáveis por este espetáculo”, diz. Na abertura, outra surpresa: o grupo vai gingar trajando ternos de linho branco. “É uma tradição da década de 50, quando os capoeiristas mostravam suas habilidades gingando de terno e permanecendo com a roupa limpa até o final. Era o chamado ‘traje de gala’”, conta.

Homenagem do mestre

Os cenários selecionados para o Brasil de raízes foram todos preparados pelo carnavalesco Joãosinho Trinta. “Ele assistiu a uma apresentação nossa e achou muito interessante. No dia seguinte, nos ligou e disse que queria fazer o cenário de cada quadro do evento. Foi um presente que ele nos deu. Hoje, ele é presença constante no grupo”, comemora Ralil.

Estátua símbolo de Bruxelas ganha roupa de capoeirista

O Manneken-Pis, monumento mais célebre de Bruxelas, capital da Bélgica, se vestiu de capoeirista nesta sexta-feira para celebrar a Independência do Brasil e promover a primeira Bienal de Artes Plásticas Brasileiras do país.
 
Será a primeira vez que a pequena escultura de bronze, símbolo da capital européia, portará um traje típico brasileiro.
 
O petulante menino de 55 centímetros de altura, que guarda uma antiga fonte pública da cidade fazendo xixi e completamente nu, só leva roupas em homenagem a ocasiões especiais, uma tradição que começou em 1747 por iniciativa do rei Luís 15.
 
Este ano ele já foi Elvis Presley, Nelson Mandela e Mozart por um dia.
As diminutas roupas depois são expostas no Museu da Cidade de Bruxelas, que reúne 780 fantasias de diferentes origens já utilizadas pelo Manneken-Pis.
 
Cultura brasileira
 
"Ter o Manneken-Pis vestido de brasileiro é uma grande honra e dará um caráter mais popular e mais lúdico à bienal", afirmou à BBC Brasil a artista plástica Inêz Oludé da Silva, organizadora da Bienal de Artes Plásticas Brasileiras.
 
"Escolhi o abadá da capoeira porque é uma boa maneira de mostrar essa cultura de resistência. Cada vez estão chegando mais brasileiros à Bélgica e é importante mostrar que também somos portadores de cultura, que não estamos aqui unicamente para invadir, para extrair algo, mas também para aportar coisas."
 
Esse é também o objetivo por trás da bienal, que entre 14 e 30 de setembro mostrará nas Casa das Culturas de Saint Gilles, em Bruxelas, uma seleção de telas, fotografias, vídeos e instalações de 14 artistas brasileiros residentes na Europa.
 
Ao total, serão 70 obras expressando "o sentimento dos brasileiros que fazem parte da Europa". "Eu tinha um grande desejo de divulgar algo mais sobre o Brasil além dos clichês comuns aos europeus: Carnaval, futebol, favelas ou pessoas carentes", conta a organizadora, que vive na Bélgica há 31 anos.
 
Os artistas que participam da bienal foram selecionados por dois curadores independentes a partir de um edital publicado nas embaixadas brasileiras da Europa.
 
 
Enviado por: Bruno "Teimosia"

Bahia: Seminário de Capoeira homenageia Mestres da “Velha Guarda”

Na próxima terça-feira, dia 12, os principais mestres baianos de Capoeira angola e regional – Bigodinho, Boca Rica, Curió, Decânio, Felipe Santo Amaro, Gigante, João Pequeno e Pelé da Bomba – serão homenageados no II Seminário do Projeto Capoeira Viva, que irá mostrar a capoeira como um bem cultural brasileiro.
 
O evento será às 13 horas, no Teatro Gregório de Mattos, na Praça Castro Alves e vai debater sobre políticas governamentais voltadas para a prática da capoeira.