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Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

De acordo com o governo brasileiro, a reforma ortográfica pretende simplificar e unificar a grafia entre os diferentes países que falam português. No discurso de assinatura do acordo ortográfico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse o seguinte: “[O acordo ortográfico] É o reencontro do Brasil com suas raízes mais profundas. Como avançar sem fortalecer a língua, como produzir bens culturais e didáticos sem uniformidade?”. Especialistas apontam que a unificação do idioma pode facilitar a assinatura de documentos diplomáticos, o comércio exterior e a cooperação entre os países de língua portuguesa.

Quais são os países que participam do acordo?

Participam Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Brasil, Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já ratificaram o acordo – ou seja, reafirmaram o compromisso de implantá-lo. O Brasil é o país que está mais adiantado, pois já tem um cronograma claro. Portugal se comprometeu a adotar as novas normas até 2014.

Quando foi firmado o acordo ortográfico?

As mudanças da língua portuguesa foram acordadas em 1990, entre Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Em 2004, foi assinado um documento diplomático que inseria no grupo dos países de língua portuguesa o Timor Leste.

Quantas palavras são modificadas pela reforma ortográfica?

Segundo o Ministério da Educação (MEC), 0,8% das palavras sofrem alteração no Brasil. Em Portugal, a proporção de palavras modificadas chega a 1,3%. Especialistas divergem sobre esse percentual: também já foi divulgado que 1,6% das palavras de Portugal e que 0,5% das do Brasil serão afetadas.

É possível voltar atrás e desfazer as mudanças?

No Brasil, de acordo com o decreto assinado pelo presidente Lula, qualquer revisão do acordo ortográfico está sujeita à aprovação do Congresso Nacional.

Até quando posso escrever na antiga ortografia?

É possível escrever na antiga ortografia até o dia 31 de dezembro de 2012. A partir de 2013 ficam valendo apenas as novas normas ortográficas.

Quais são as principais mudanças na ortografia que a reforma traz?

As principais mudanças são o acréscimo de três letras no alfabeto, a extinção do trema, a retirada dos acentos em partes das palavras, além de alterações no uso do hífen.

A queda do trema e de acentos muda a pronúncia?

Não. A pronúncia continua a mesma. A reforma ortográfica só modifica a escrita.

Os livros escolares vão adotar as novas regras?

De acordo com o MEC, os livros escolares estão autorizados a circular em 2009 nas duas grafias, a velha e a nova. Em 2010 as obras deverão circular apenas na nova ortografia – com exceção das reposições de livros.

O objetivo deste guia é expor ao leitor, de maneira objetiva, as alterações introduzidas na ortografia da língua portuguesa pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por Timor Leste. No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo no 54, de 18 de abril de 1995.

Saiba o que muda na ortografia brasileira a partir de 2009.

Para baixar o Guia da Nova Ortografia da Lingua Portuguesa, clique aqui.

Crônica: “Menino, qual é teu grupo?”

A vida consiste em mudanças. É ordem natural. Muda-se, às vezes, para adequações, sustentações de privilégios ou simplesmente para ir de encontro às imposições sociais. Mudar se torna sinônimo de evolução se o camarada leva em conta a escala humana. Na nossa Capoeira, mudar ganha um significado quase unânime: mudança significa acrescentar mais um número no censo dos grupos.
 
Diversos motivos são encontrados para tal fato: ideologias conflitantes, filosofias arranhadas, vergonhas à lama, inconsistências de caráter, inveja, incompreensão… Enfim, uma gama de motivos que separam o que antes parecia ser integrante, carta do mesmo baralho.
 
Não generalizo. Há casos em que o afastamento se dá por motivos nobres como uma continuação de um belo trabalho apenas com outra estampa na camisa. Mas, infelizmente, são raros casos. Quase lendários…
 
As mudanças atingem nossa arte-ginga em várias frentes. Seja num toque variado, um estilo novo de jogar, um evento com outros atributos afros… Fica a critério de cada grupo. Critérios, aliás, que variam sobremaneira de grupo para grupo… Outro ponto de eterna discussão… Pluralidade cultural ou "invencionice" de pessoas querendo aparecer mais do que as outras? Fica a resposta no ar…
 
"Montar um grupo" parece ter virado o hobbie de muitos candidatos a "mestres" oportunistas. Enchem o papo com palavras que nem eles entendem, pegam um punhado de alunos com lavagem cerebral, distribuem cordas nada merecidas, montam um símbolo no "paint" e pronto. Mais um grupo de Capoeira na área!
 
Filosofias? Comprometimento com a história? Vínculos com o fator social que a Capoeira carrega? Nada disso. O intuito é criar rixa com outros grupos e, de preferência, com o antigo Mestre… A bobagem e a inconseqüência são as palavras que carimbam o símbolo deste grupo…
 
Ressaltando que existem casos que merecem parágrafos por serem exceções!  Existem ótimos "suplentes" de Mestres que fazem mais do que os próprios. Mas quem ganha todo o mérito? Sim… ele…o "mestre" de mentirinha…
 
Esses que crescem e fazem a Capoeira crescer é que devem mesmo se desvencilhar desses maus mestres… Montem seus grupos e levantem suas bandeiras que tem no centro a essência insubstituível da Capoeira! Competência e vontade: atributos que não faltam para essas pessoas que não se acham acima da nossa arte!
 
Que os novos grupos ofereçam idéias para organizar nossa arte, mostrar que o amadorismo não domina a Roda! Comportar-se como profissionais para refletir respeito! Chamar a atenção tanto dos incentivos particulares como governamentais. Mas para isso, deve haver organização interna. Sem isso, nada feito! É soco em ponta de faca com ferrugem.
 
Axé e muita mandinga para o surgimento dos grupos que renovam com respeito a Capoeira com preceitos e resgate de fundamentos vitais para nossa arte. Declínio sem compaixão para os grupos que se acham donos de uma patente que leva o nome de Capoeira! Acordem!
 
A história exemplifica… Impérios ditos invencíveis caíram! Pois nada fincado em pés de barro garante consistência duradoura! E diante disso, vem o alívio para o bom Capoeira!
 
Shion 
Fundação Arte Brasil Capoeira – Parnaíba / Piauí
www.flogao.com.br/fundacaoartebrasil