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Fundação Palmares transmite ao vivo Ciclo de Palestras Cultura Afro-brasileira

A Fundação Cultural Palmares realiza nesta quinta-feira (17), a segunda etapa do Ciclo de Palestras Cultura Afro-brasileira: nosso patrimônio. A atividade promovida pelo Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Afro-brasileira faz parte do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes e do Dia Nacional da Consciência Negra.

A palestra está sendo transmida ao vivo neste momento pelo Ministério da Cultura. Confira no endereço http://portal.mec.gov.br/transmissao/?secao=ciclodepalestras.

Aberto ao público, a iniciativa tem por objetivo promover a discussão de temas ligados às comunidades quilombolas, ao valor histórico das religiões de matriz africana, à gastronomia afro-brasileira, à valorização da capoeira, ao Estatuto da Igualdade Racial, à Lei nº 10.639/03, às ações afirmativas e ao negro nos meios de comunicação. As próximas cidades a receber o ciclo de palestras serão: Salvador, Brasília e Belém.

 

Confira a programação:

Palestra: Conheça mais… O que é capoeira?

Palestrantes: Mestres Camisa (José Tadeu Carneiro Cardoso) e Luiz Renato Vieira

Palestra: Conheça mais… Gastronomia afro-brasileira

Palestrante: Ana Ribeiro – Chefe Executiva em Gastronomia

Horário: 14h às 18h

Local: Auditório da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – Av. Graça Aranha, nº 1, 13º andar – Centro – Rio de Janeiro/RJ

 

Cultura negra e diversidade sexual são temas do 9º Ciclo de Debates

Nesta semana, os debates do 15º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo dialogam sobre as relações entre as diversas formas de discriminação, sexualidades e inclusão. O Hip Hop, o breaking e o grafite marcam presença e apresentam a arte como ferramenta de transformação social.

De acordo com o decreto da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabeleceu 2011 como o Ano Mundial do Afrodescendente, o Ciclo de Debates do 15º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo discute a relação entre as diversidades racial e sexual. Nos próximos dias 14 (quarta-feira) e 15 (quinta-feira), as duas mesas abordam a problemática da discriminação, machismo e homofobia, além de apresentar um panorama da cultura Hip Hop como ferramenta de inclusão social. As atividades são gratuitas.

“Co-responsabilidade com a juventude negra” é o tema de quarta-feira, que ocorre às 18h30 no Centro de Integração à Cidadania (CIC) Norte, localizado no distrito de Jaçanã. Participam da discussão a militante Chindalena Barbosa, membro da Associação Frida Kahlo, da Articulação Política da Juventude Negra, e das Negras Jovens Feministas; e o coordenador de Relação Internacional da Rede Afro LGBT, Edmilson Medeiros.

Na quinta-feira, às 18h, o Sindicato dos Bancários é o palco do debate “Hip Hop com a boca no trombone”, que abre com a exibição do documentário “Com a Boca no Microfone”, que narra a recente cena de rap gay em ascensão nos Estados Unidos. Na mesa, presença dos militantes Davison Nkosi – do grupo Kilombagem – Valéria Mota e a produtora do projeto Hip Hop Mulher, Tiely Queen. Ao final, os MCs Correia e Dena Hill Hahim se apresentam com o grupo de breaking B.Girls Art’Culando na Praça do Patriarca.

Ambas as atividades integrantes do 9º Ciclo de Debates são promovidas pela APOGLBT, em parceria com a Associação Frida Kahlo e a Articulação Política de Juventudes Negras. Toda a programação conta com o apoio do Grupo ELES o GATTA e o CTA.

Na próxima semana, os debates prosseguem com os temas “Eros e Psique” (segunda-feira, 20) e “Made in Brazil: gata tipo exportação” (terça-feira, 21).

Ano IX

A 9ª edição do Ciclo de Debates vem aprofundar a reflexão acerca do tema proposto para a 15ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo: “Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia! – 10 anos da Lei 10.948/01, rumo ao PLC 122/06”. De 6 de junho a 6 de julho, o público confere gratuitamente diversas mesas de discussão, além de seminários, apresentações culturais e lançamentos.

Em diálogo com a atual conjuntura nacional e internacional na esfera dos Direitos Humanos de lésbicas, gays bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), a programação propõe uma reflexão participativa entre os movimentos sociais, sociedade civil, autoridades e os expoentes dos mais diversos campos da intelectualidade.

Entre os assuntos, destaque para o posicionamento do Estado em relação ao fundamentalismo religioso, o papel da espiritualidade na construção das sexualidades e o redimensionamento dos aspectos jurídicos de instituições como família, casamento e os direitos para as minorias definidos através de políticas públicas.

 

Transmissão ao vivo

Resultado de uma parceria inovadora entre a APOGLBT e a Rede BeWEB TV, toda a programação do 9º Ciclo de Debates será transmitida ao vivo e na íntegra pela web. Lançado no último dia 1º, o web canal BeGAY TV faz a cobertura em tempo real das atividades e possibilita a participação de pessoas em todas as partes do mundo.

Para acompanhar, basta acessar o site da BeGAY TV: www.beweb.tv/begay. Os usuários podem ainda fazer comentários e enviar perguntas aos debatedores através do Facebook.

Além do 9º Ciclo de Debates, a programação do 15º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo reúne a 11ª Feira Cultural LGBT (23 de junho, no Vale do Anhangabaú), o 11º Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade (24 de junho, na Academia Paulista de Letras), o 11º Gay Day (25 de junho, no Playcenter) e a 15ª Parada do Orgulho LGBT (26 de junho, na Avenida Paulista).

Confira a programação completa em www.paradasp.org.br. Siga a parada no twitter (twitter.com/paradasp) e curta no Facebook (facebook.com/paradasp).

 

SERVIÇO

9º Ciclo de Debates – 15º Mês do Orgulho LGBT de São Paulo

De 06 de junho a 06 de julho, diversos horários e locais

Entrada gratuita

Mais informações com Cléo Dumas, pelo telefone (11) 3362-8266 ou pelo e-mail [email protected].

 

  • 14 de junho, às 18h30

Co-responsabilidade com a juventude negra

Centro de Integração à Cidadania (CIC) Norte – Rua Ari da Rocha Miranda, nº 36, Jova Rural, Jaçanã

18h30 – Exibição de documentário

19h – Debate

Chindalena Barbosa (Estudante de Pedagogia da FEUSP)

Edmilson Medeiros (Coordenador de Relação Internacional da Rede Afro LGBT)

21h30 – Coffee break

 

  • 15 de junho, às 18h

Hip Hop com a boca no trombone

Sindicato dos Bancários e Financiários – Rua São Bento, nº 365, 19º andar, Centro

18h – Exibição do documentário “Com a boca no microfone”.

18h30 – Debate

Davison Nkosi (Gr

Valéria Mota

Tiely (Coordenadora do Projeto Hip Hop Mulher e produtora cultural)

20h40 – Coffee break

21h – Apresentação dos MCs Correria e Dena Hill Mahin com o grupo de breaking B.Girls Art’Culando

 

Erika Alexandra Balbino

Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo

Rua Porangaba, nº 149, Bosque da Saúde

04136-020 – São Paulo – SP

+55 11 3482-2510 | +55 11 3482-6908

Aconteceu: Encontro Cultural Capoeira Angola Brasil

O Evento ocorreu  com muita energia muito aprendizado, agradecemos a todos pela participação, mesmo aqueles que não estavam presente Obrigado…

Mestre Felipe 83 anos com muita disposição de fazer capoeira mostrando sua persistencia e resistencia da continuação da Capoeira. Obrigado MESTRE FELIPE.

Mestre Nô com seus 65 anos com  uma grande vivencia na arte da capoeira nos deixou  sua sabedoria das rodas da ” Capoeira na roda e na vida”OBRIGADO MESTRE NÔ

Mestre Braulino com seus 57 anos de idade mostrando sua Capoeira No Jogo, No Ritmo e no Canto demonstrando sua simplicidade de ser CAPOEIRA “Simplesmente   SER Capoeira” OBRIGADO MESTRE BRAULINO

Mestre Heitor com sua personalidade e responsabilidade na Capoeira e na Vida OBRIGADO MESTRE EITOR

Mestre Alfredo mesmo com sua  maneira de ser ausente e acompanhar tudo sem compromisso, tambem contrubuiu deixando o evento com mais vida e deixando os convidados bem a vontade OBRIGADO MESTRE ALFREDO

 

Iphan: Prêmio “Viva meu Mestre”

Prorrogado o prazo do edital Viva Meu Mestre – Mestres e Mestras de Capoeira

A União, por intermédio do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, torna pública a prorrogação do período de inscrição para o Concurso Público “Prêmio Viva Meu Mestre – Edição 2010”, regulamentado pelo EDITAL DE PREMIAÇÃO Nº 001 – DPI, de 25 de outubro de 2010, publicado no D.O.U. no dia 29 de outubro 2010. As inscrições poderão ser apresentadas até o dia 12 de dezembro de 2010. Márcia Sant Anna – Diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial.

Link: http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=15690&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia

 

100 prêmios, no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) para cada premiado: Mestres e Mestras de Capoeira, com idade igual ou superior a 55 (cinqüenta e cinco) anos, cuja trajetória de vida tenha contribuído de maneira fundamental para a transmissão e continuidade da Capoeira no Brasil.

A União, por intermédio do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em parceria com a Fundação Cultural Palmares e com as Secretarias Executiva, da Identidade e Diversidade Cultural e de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, divulga e estabelece as regras do Concurso Público “Prêmio Viva Meu Mestre – Edição 2010”.

Este concurso é uma ação vinculada ao Programa de Salvaguarda e Incentivo à Capoeira – Pró Capoeira, observando-se as leis nº 8.666/1993 e 8.313/1991; o Decreto nº 3.551/2000; o Decreto nº 5.761/2006, art. 10, inciso IV; a Portaria MinC nº 29/2009; a Convenção para Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, e a Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, da UNESCO; os Seminários Nacionais de Políticas Públicas para as Culturas Populares; e o registro, em 15 de julho de 2008, do Ofício de Mestre de Capoeira e da Roda de Capoeira como patrimônio cultural imaterial brasileiro.

Para saber mais sobre este concurso, baixe o Edital “Viva meu Mestre” (basta clicar no link)

CAPOEIRA – SALVAGUARDA E INCENTIVO À CAPOEIRA E PRÓ-CAPOEIRA

Ministério da Cultura – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Departamento do Patrimônio Imaterial

Edital de Concurso nº 01/2010 – APOIO À FORMULAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA NACIONAL DE SALVAGUARDA E INCENTIVO À CAPOEIRA – PRÓ-CAPOEIRA


O INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL – IPHAN, Autarquia Federal, vinculada ao Ministério da Cultura, criado pelas Leis nº 8.029 e 8.113, respectivamente, de 12 de abril e 12 de dezembro, ambas de 1990, inscrito no CNPJ/MF nº 26.474.056/0001-71, sediado no Setor Bancário Norte, Quadra 02, Bl. H, Edifício Central Brasília, 1º andar, Brasília – DF, CEP: 70.040-904, e em atendimento à Portaria nº 48, de 22 de julho de 2009, do Ministério da Cultura, torna pública a abertura e a realização do concurso de Projetos nº 001/2010, com fundamento no Decreto Federal nº 3.100/99, observadas as normas gerais da Lei Federal nº 8.666/93, da Lei nº 4.320/64 e da Lei Complementar nº 101/00, a fim de selecionar Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP, como tal qualificada em conformidade com a Lei nº 9.790/99, para celebrar TERMO DE PARCERIA, objetivando a elaboração e execução de projeto técnico direcionado ao apoio à implementação do Programa Nacional de Salvaguarda e Incentivo à Capoeira (Pró-capoeira), observadas as condições estabelecidas neste Edital e todos os seus anexos. Para tanto, estará recebendo as propostas no endereço acima mencionado, a partir de 22 de fevereiro de 2010, até o dia da abertura do certame, a qual dar-se-á na data de 08 de abril de 2010, às 10:00 horas, horário oficial de Brasília. Os autos do presente Processo Administrativo encontram=se à disposição dos interessados para vistas.

1. DO OBJETO

1.1. O presente Concurso tem por objeto a seleção de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP para a elaboração e execução de projeto técnico – estruturado na forma de um Programa de Trabalho – com vistas a apoiar a Fase I das atividades de formulação e implantação do Programa Nacional de Salvaguarda e Incentivo à Capoeira (Pró-Capoeira), conforme especificações constantes neste Edital e seus Anexos.

1.2. A Fase I da formulação e a implantação do Pró-Capoeira compreende a realização dos seguintes serviços:

a) Análise e sistematização dos dados existentes sobre grupos e praticantes de capoeira nos arquivos do Prêmio Capoeira Viva e do Programa Cultura Viva, bem como os resultantes do mapeamento preliminar realizado pelo Iphan com vistas a subsidiar a definição dos participantes e a organização dos encontros regionais.

b) Mobilização e contratação de consultores especializados em capoeira para apoio ao Grupo de Trabalho criado pela Portaria n° 48/MinC, de 22 de julho de 2009.

c) Produção de material para divulgação dos Encontros Regionais e distribuição junto ao campo da capoeira e aos meios de comunicação.

d) Organização, divulgação e realização de 03 (três) encontros regionais

e) Elaboração e alimentação da página WEB do Pró-Capoeira

f) Elaboração do sistema informatizado para implantação do Cadastro Nacional da Capoeira (CNC).

1.3. A entidade de direito privado, sem fins lucrativos, qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – Oscip, deverá ter área de atuação compatível com a formulação e/ou implantação de políticas públicas.

1.4. Integram o presente Edital os seguintes Anexos:

Anexo I: Termo de Referência

Anexo II: Modelo de Planilha de Custos

Anexo III: Cronograma de Desembolso

Anexo IV: Fatores de Pontuação

Anexo V: Minuta de Termo de Parceria

2. DA HABILITAÇÃO

2.1. Poderão habilitar-se para a participação no presente Concurso nº 01/2010 entidades de direito privado, sem fins lucrativos, qualificadas como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP, devidamente registradas no Ministério da Justiça, devendo a sua área de atuação ser compatível com o objeto do presente Edital de Concurso.

2.2. O proponente deverá apresentar a seguinte documentação:

a)        Habilitação jurídica:

– Estatuto social devidamente registrado, bem como das respectivas alterações, caso existam, acompanhado da ata de eleição da sua atual diretoria;

– Certidão positiva de regularidade, em vigor da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça de qualificação como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, nos termos da Lei Federal nº 9.790/99.

b)    Regularidade fiscal:

– Prova de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ);

– Prova de inscrição no Cadastro de Contribuinte Estadual ou Municipal, se houver, relativa ao domicílio ou sede da candidata, relativo ao seu ramo de atividade;

– Prova de regularidade para com  a Fazenda Federal (Certidão de Quitação de Tributos e Contribuições Federais e Certidão quanto à Dívida Ativa da União);

– CND – Certidão Negativa de Débito, emitida pelo INSS;

– Certificado de Regularidade para com o FGTS, ou

– Comprovação de regularidade no SICAF.

c)    Qualificação econômico–financeira:

– Balanço Patrimonial e demonstração de resultados do último exercício, que comprovem a boa situação financeira da instituição, sendo vedada a substituição por balancetes ou balanços provisórios.

d)    Outras exigências:

– Em caso de isenção ou não incidência de tributos, a candidata deverá apresentar documentos comprobatórios do direito;

– Declaração da candidata de que não possui em seu quadro de pessoal empregado(s) menor(es) de 18 anos em trabalho noturno, perigoso ou insalubre, e menor(es) de 16 anos em qualquer atividade, salvo na condição de aprendiz, a partir dos 14 anos, nos termos do inciso XXXIII do art. 7º da Constituição Federal;

– Declaração firmada por seu representante legal, sob as penas da lei, de que não se encontra em mora com a prestação de contas de recursos recebidos de outras esferas de governo e de que não foi declarada inidônea pela Administração Pública ou punida com suspensão do direito de firmar parcerias ou outros ajustes com o Governo Federal;

– Documento firmado pelo representante legal da OSCIP, indicando, quando for o caso, o representante responsável pela boa administração dos recursos recebidos, cujo nome constará do extrato do Termo de Parceria a ser publicado no Diário Oficial da União;

– Cópia autenticada da Carteira de Identidade do CPF do responsável legal da OSCIP, apto a representá-la judicial e extrajudicialmente, bem como do responsável indicado pela boa administração dos recursos recebidos;

– Certidões cíveis e criminais, dos cartórios de distribuição da Justiça Federal e Estadual, e dos Cartórios de Protestos da comarca onde reside o responsável legal da OSCIP, em seu nome, constando seu CPF e Identidade;

– Declaração, para fins de prova no IPHAN, para efeitos e sob as penas da Lei, que inexistem débitos em mora ou situação de inadimplência com o Tesouro Nacional ou com qualquer órgão ou entidade da Administração Pública Federal que impeçam a transferência de recursos oriundos de dotações consignadas nos orçamentos da União, na forma do Termo de Referência;

– Declaração, em papel timbrado, de que mobilizará profissionais com experiência comprovada e compatível com os serviços/produtos a serem realizados em conformidade com o Termo de Referência (Anexo I deste Edital), e de que integrará seu quadro de colaboradores e a equipe técnica responsável pelo objeto do presente concurso com profissionais com formação nas áreas discriminadas no Termo de Referência, e com experiência profissional de no mínimo 02 (dois) anos;

– Declaração do proponente, em papel timbrado, de que, nos termos do art. 111 da Lei nº 8.666/93, cede à Administração (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/IPHAN) os direitos sobre toda criação que se fizer necessária à consecução do objeto do presente Edital;

– Apresentar o histórico de seus trabalhos anteriores, acompanhados do Atestado de Capacidade Técnica expedidos por pessoa jurídica de direito público ou privado, comprovando experiência compatível com as ações a serem desenvolvidas;

– Todos os documentos expedidos pela OSIP deverão estar subscritos por seu representante legal ou procurador, com identificação clara do subscritor. Caso os documentos estejam assinados pelo procurador, deverá ser juntada cópia da procuração.

2.3. Os documentos indicados no subitem 2.2 deverão ser apresentados no período e no local estabelecidos no preâmbulo do presente Edital, em envelope próprio, não transparente, indevassável, lacrado e contendo em sua face externa frontal o seguinte título:

INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSITCO NACIONAL

À COMISSÃO ESPECIAL DE SELEÇÃO

CONCURSO Nº 01/2010

NOME POR EXTENSO DA INSTITUIÇÃO PARTICIPANTE

ENVELOPE “HABILITAÇÃO”

2.4. Será vedada a participação no presente Concurso de entidades que se enquadrem em uma ou mais das situações abaixo discriminadas:

2.4.1. Entidades que não sejam qualificadas legalmente como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP.

2.4.2. Estejam respondendo a denúncia ou sofrido penalidades impostas por qualquer Órgão e/ou Instituição da Administração Pública Federal, Estadual e Municipal.

2.4.3. Entidades que estejam sob processo de qualificação junto ao Ministério da Justiça.

2.4.4. Entidades que estejam inadimplentes junto ao Poder Público Federal, Estadual e Municipal.

2.4.5 Entidades que tenham sido declaradas inidôneas pela Administração Pública.

2.5. Os documentos de HABILITAÇÃO deverão ser apresentados individualmente, observando a ordem de solicitação, visando a agilizar a conferência pela Comissão Especial de Seleção.

2.6. No local, dia e hora fixados no preâmbulo do presente Edital, a Comissão Especial de Seleção procederá à abertura e apreciação dos envelopes de “HABILITAÇÃO”.

2.6.1. Serão considerados inabilitados os proponentes cujos documentos não atendam aos requisitos constantes do presente Edital, ou cujo conteúdo não preencha as condições estabelecidas, ou com validade expirada, ou que não sanearem eventuais falhas no prazo concedido pela Comissão Julgadora.

2.6.2. Será devolvido aos proponentes inabilitados o envelope “PROPOSTA” lacrado.

3. DA PROPOSTA

3.1. A proposta técnica a ser apresentada pelo proponente corresponde ao Projeto Técnico e a respectiva execução, acompanhados da Planilha de Custos e do Cronograma de Desembolso, os quais deverão ser elaborados de conformidade com os Anexos I, II e III do presente Edital.

3.2 A proposta deverá ser apresentada no período e no local estabelecidos no preâmbulo do presente Edital, em envelope próprio, não transparente, indevassável, lacrado e ou devidamente fechado e rubricado no fecho, contendo em sua face externa frontal, o seguinte título:

INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL

À COMISSÃO ESPECIAL DE SELEÇÃO

CONCURSO Nº 01/2010

NOME POR EXTENSO DA INSTITUIÇÃO PARTICIPANTE

ENVELOPE “PROPOSTA”

3.3. As propostas deverão ser digitadas em papel timbrado, em 03 (três) vias, em língua portuguesa, sem emendas, rasuras, ou entrelinhas, que alterem os seus termos, contendo Razão Social, CNPJ/MF, endereço da entidade com CEP, número da conta bancária, agência e banco, número (s) de telefone (s), de fax e e-mail se houver, deverá ainda conter validade não inferior a 60 (sessenta) dias, com todas as folhas rubricadas e a última assinada e datada pelo proponente, devidamente identificado.

3.4. Em nenhuma hipótese poderá ser alterado o conteúdo da proposta apresentada, seja com relação a preço, pagamento, prazo ou qualquer outra condição, que importe na modificação dos termos originais, ressalvadas apenas, aquelas destinadas a sanar evidentes erros materiais, alterações essas que serão avaliadas e acatadas, ou não, pela Comissão Especial de Seleção.

3.5. Serão corrigidos automaticamente pela Comissão Especial de Seleção quaisquer erros de soma e/ou multiplicação constantes da proposta apresentada.

3.6. A proposta deverá ainda conter o preço em algarismos arábicos e por extenso, expresso em moeda corrente, nele já computados todos os impostos, taxas, fretes, seguros e etc., referentes à prestação dos serviços para o Iphan.

3.7. Prevalecerão sempre os valores unitários quando houver divergências dos totais apresentados.

3.8. A proposta deverá se fazer acompanhar das respectivas planilhas com detalhamento dos custos e formação de preço dos serviços a serem executados, conforme Anexo II, e dos currículos dos seguintes profissionais envolvidos no projeto: Coordenador Geral; técnicos da equipe de sistematização e cadastro; técnicos da equipe de Tecnologia da Informação de acordo com o Termo de Referência (Anexo I).

3.9. A apresentação da proposta implicará na aceitação, por parte do proponente, das condições estabelecidas no presente Edital e seus Anexos.

4. DO PROCESSAMENTO DO CONCURSO

4.1. Na sessão de Abertura a Comissão Especial de Seleção do Concurso, esta designada pelo IPHAN, por meio de Portaria, procederá à abertura dos ENVELOPES-DOCUMENTAÇÃO, após a verificação formal dos mesmos, conferindo e rubricando todo o seu conteúdo que, em seguida, também será rubricado pelos demais membros da Comissão e, a seguir, juntado ao respectivo processo administrativo.

4.2. Serão abertos os ENVELOPES-PROJETOS apenas das candidatas que na abertura dos ENVELOPES-DOCUMENTAÇÃO tenham atendido todas as exigências deste Edital e seus Anexos.

4.3. Por deliberação e a critério do Presidente da comissão Julgadora do concurso, os trabalhos poderão ser suspensos, para posterior análise da documentação.

4.4. Os PROJETOS serão considerados em estudo a partir de sua abertura até a classificação a ser divulgada no Diário Oficial da União.

4.5. Durante o período de estudo, as OSCIPs, os seus representantes ou outros interessados deverão abster-se de entrar em contato com a Comissão Julgadora para tratar de assuntos vinculados ao(s) PROJETOS.

4.6. A Comissão Julgadora poderá proceder a diligencias e solicitar esclarecimentos a qualquer das OSCIPs, que deverão ser fornecidos por escrito, no prazo estipulado quando da solicitação, desde que não acarretem qualquer alteração nos valores e especificações sindicados no(s) PROJETO(S), sob pena de desclassificação.

4.7. Na seleção no julgamento dos PROJETOS, levar-se-ão em conta:

a) o mérito intrínseco e adequação a este edital;

b) a capacidade técnica e operacional da candidata;

c) a adequação entre os meios sugeridos, seus custos, cronogramas e resultados;

d) o ajustamento às especificações técnicas.

4.8. O trabalho da Comissão Especial de Seleção não será remunerados e, esta, deverá zelar para que a identificação da organização proponente seja omitida, podendo, inclusive, solicitar ao órgão estatal parceiro informações adicionais sobre os projetos. (art. 30, §§ 1º, 2º e 3º, Decreto nº 3.100/99).

5. CRITÉRIO DE SELEÇÃO E JULGAMENTO DOS PROJETOS

5.1. A Comissão Especial de Seleção analisará as propostas adotando critérios de pontuação conforme tabelas referentes a Fatores de Pontuação (Anexo IV).

5.2. A pontuação final não poderá ser inferior a 40% do total de pontos possíveis, tanto no que se refere ao Índice Técnico (correspondendo aos fatores 1 a 3), quanto no que se refere à pontuação da proposta técnica e financeira (Fator 4), sob pena de desclassificação.

5.3. Para a classificação, no caso de ocorrer igualdade de pontos entre duas ou mais propostas, será efetuado sorteio entre os proponentes empatados, que se realizará em ato público para o qual todos os proponentes serão convocados, tudo após ter sido observada a preferência estabelecida em Lei para o desempate, na forma prevista no § 2º do art. 45, da Lei nº 8.666/93.

5.4. Serão desclassificadas as propostas elaboradas em desconformidade com as exigências do presente edital e seus anexos ou ainda, que contemplem preços manifestamente excessivos ou que demonstrem a inexequibilidade das obrigações que serão assumidas.

5.5. Não serão levadas em consideração vantagens ou desvantagens não previstas no presente Edital, bem como não serão admitidas correções de dados técnicos e/ou financeiros após a entrega das propostas, salvo equívoco ou omissão irrelevante para o julgamento.

5.6. No julgamento das propostas, a Comissão Especial de Avaliação levará em conta a maior pontuação obtida (igual ou superior a 70% do total de pontos), desde que atendidas todas as especificações constantes do presente edital e seus anexos.

5.7. Classificadas as instituições, após análise dos PROJETOS, de acordo com os critérios objetivos definidos neste edital, a Comissão indicará a vencedora, fazendo publicar o resultado final do concurso no Diário Oficial da União, abrindo, nos termos do art. 109 da Lei nº 8.666/93, o prazo de 05 (cinco) dias úteis para eventuais recursos.

5.8. Das sessões públicas a serem realizadas, lavrar-se-á ata circunstanciada na qual será registrado o resumo de todas as ocorrências havidas, que deverão ser assinadas pelos membros da Comissão Julgadora e candidatas presentes.

5.9. A Comissão Julgadora deverá receber, examinar e manifesta-se sobre os recursos, cabendo-lhe manter ou rever sua decisão, observado o constante no art. 31, § 1º e inciso do Decreto nº 3.100/99.

6. DOS RECURSOS FINANCEIROS

6.1. Para a consecução do objeto do presente Edital, os recursos da Fase I do Programa de Trabalho, correspondem à quantia estimativa de R$ 1.599.294,81 (um milhão, quinhentos e noventa e nove mil, duzentos e noventa e quatro reais e oitenta e um centavos) e correrão às custas conforme dotação: Programa Monumenta 2009, ação Fortalecimento a Projetos de Capacitação e de Fortalecimento Institucional na Área do Patrimônio Histórico Urbano – 2C650000 – PTRES                      , Fonte 0100000000, e nas condições estabelecidas no presente Edital e Anexos.

7. DO TERMO DE PARCERIA

7.1. Constatada a regularidade dos atos procedimentais, a autoridade superior homologará o certame, determinando a celebração do ajuste.

7.2. Será firmado Termo de Parceria com a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP vencedora, o qual terá vigência a contar da data de sua assinatura e encerrar-se-á após a entrega dos resultados finais, observando rigorosamente o prazo de execução estipulado no Termo de Referência (Anexo I).

7.2.1. A entidade deverá comparecer no prazo máximo de 03 (três) dias, contados a partir do recebimento da convocação oficial pelo setor competente, para a assinatura do Termo de Parceria.

7.2.2. Decorrido o prazo de 3 (três) dias após o recebimento do comunicado oficial para assinatura do Termo de Parceria e não tendo a entidade vencedora comparecido ao chamamento, esta perderá o direito à contratação, sendo convocado o segundo colocado para faze-lo, nas mesmas condições do primeiro.

7.3. A inexecução total ou parcial do Termo de Parceria ensejará a sua rescisão.

7.4. A critério e após aprovação pelo Iphan, os prazos de início, de execução e de entrega dos serviços poderão ser prorrogados mediante autorização expressa, em qualquer uma das hipóteses previstas no parágrafo 1º do art. 57 da Lei 8.666/93, desde que os fatos e as circunstâncias estejam demonstrados, registrados e justificados mediante documentos juntados ao processo.

7.5. A participação no presente Concurso das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP interessadas implica no total conhecimento das condições estabelecidas no presente Edital e seus Anexos, bem como das normas legais e regulamentares que regem a matéria, ficando consignado que, na ocorrência de casos omissos, prevalecerão as disposições contidas na Lei 8.666/93 e alterações posteriores e demais normas legais pertinentes à espécie.

7.6. As dúvidas que surgirem na interpretação das disposições contidas neste ato convocatório, ou ainda quanto à formulação das propostas, deverão ser dirigidas por escrito ao Departamento do Patrimônio Imaterial do INTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL – Iphan, até quarenta e oito horas antes da abertura do referido certame, que atenderá no Setor Bancário Norte, Quadra 02, Bloco “H”, Edifício Central Brasília, 1° andar, Brasília – DF, CEP: 70.040-904, de segunda à sexta-feira, das 10:00 às 11:30 e das 15:00 às 18:00 horas.

7.7. Quando da assinatura do Termo de Parceria, o proponente vencedor deverá manter as mesmas condições de habilitação durante toda a execução do objeto do presente Concurso.

8. DO PAGAMENTO

8.1. O pagamento será efetuado por intermédio de ordem bancária para a instituição financeira indicada pelo proponente em um prazo máximo de 5 (cinco) dias úteis após a comprovação de sua conformidade, mediante apresentação de fatura/nota fiscal, que será devidamente atestada pela fiscalização designada pelo Iphan, que providenciará a sua liquidação de conformidade com o Cronograma de Desembolso (Anexo III).

9. DAS OBRIGAÇÕES DA OSCIP

9.1. Compete à Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP a execução do objeto do presente Edital e seus Anexos, observando-se os seguintes critérios:

9.1.2. A OSCIP assumirá integral responsabilidade pela boa execução e eficiência dos serviços, assim como, por eventuais danos decorrentes da realização dos mesmos.

9.1.3. Os danos causados direta ou indiretamente ao contratante, ou a terceiros, em virtude de culpa ou dolo na execução do Termo de Parceria, independente de ocorrerem ou não em áreas correspondentes à natureza de seus trabalhos, serão de responsabilidade da OSCIP.

10. DO ACOMPANHAMENTO E FISCALIZAÇÃO

10.1. A Comissão de Avaliação, prevista no art. 11, parágrafo primeiro da Lei 9.700/99, será instituída pelo IPHAN e por um representante da OSCIP, que monitorará os resultados alcançados pelo proponente na execução do Termo de Parceria, analisando esses resultados com base nos indicadores de desempenho, conforme descrito na Lei 9.700/99.

11. DISPOSIÇÕES FINAIS

11.1. O presente Concurso não importa necessariamente em celebração de Termo de Parceria, podendo o Iphan revogá-lo, no todo ou em parte, por razões de interesse público decorrente de fato superveniente comprovado, ou anulá-lo por vício ou ilegalidade, mediante ato fundamentado, disponibilizando no sistema para conhecimento dos participantes do Concurso.

11.2. Os proponentes assumem todos os custos de preparação e apresentação de suas propostas e o Iphan não será, em nenhum caso, responsável por esses custos, independentemente da condução ou do resultado do Concurso.

11.3. O proponente é responsável pela fidelidade e legitimidade das informações prestadas e dos documentos apresentados em qualquer fase do Concurso. A falsidade de qualquer documento apresentado ou a inverdade das informações nele contidas implicará na imediata desclassificação do proponente que o tiver apresentado, ou, caso tenha sido o vencedor, na rescisão do Termo de Parceria, sem prejuízo das demais sanções cabíveis.

11.4. Após apresentação da proposta, não caberá desistência, salvo por motivo justificado decorrente de fato superveniente, devidamente aceito pela Comissão Especial de Seleção e homologado pelo superior hierárquico.

11.5. A contagem dos prazos estabelecidos neste Edital e seus Anexos excluirá o dia do início e incluir-se-á o do vencimento. Só se iniciam e vencem os prazos em dias de expedientes neste Instituto.

11.6. Os proponentes intimados para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais deverão fazê-lo no prazo determinado pela Comissão, sob pena de desclassificação.

11.7. O desatendimento de exigências não essenciais não importará no afastamento do proponente, desde que seja possível a aferição da sua qualificação e a exata compreensão da sua proposta.

11.8. As normas que disciplinam este Concurso serão sempre interpretadas em favor da ampliação da disputa entre os proponentes, desde que não comprometam o interesse da Administração, a finalidade e a segurança da contratação.

11.9. As decisões referentes a este Concurso poderão ser comunicadas aos proponentes por qualquer meio de comunicação que comprove o recebimento ou, ainda, mediante publicação no Diário Oficial da União.

11.10. A participação do proponente neste Concurso implica na aceitação de todos os termos deste Edital e seus Anexos, bem como das normas legais e regulamentares que regem a matéria, ficando consignado que, na ocorrência de casos omissos, prevalecerão as disposições contidas na Lei nº. 8.666/93 e alterações posteriores, e nas demais normas legais pertinentes à espécie.

11.11. Não havendo expediente ou ocorrendo qualquer fato superveniente que impeça a realização do certame na data marcada, a sessão será automaticamente transferida para o primeiro dia útil subseqüente, no mesmo horário e local anteriormente estabelecido, desde que não haja comunicação da Comissão em contrário.

11.12. O foro para dirimir questões relativas ao presente Edital e seus Anexos é o da Justiça Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, com renúncia expressa de qualquer outro, por mais privilegiado que o seja, competente para dirimir controvérsias que possam decorrer da execução do presente Edital.

11.13. Qualquer pedido de esclarecimento em relação a eventuais dúvidas na interpretação do presente Edital e seus Anexos deverá ser encaminhado por escrito ao Departamento do Patrimônio Imaterial do Iphan, localizado no Setor Bancário Norte, Quadra 02, Bloco “H”, Edifício Central Brasília, 1° andar, Brasília – DF, CEP: 70.040-904, telefone (61) 2024-6133, fax (61) 2024-6134, de segunda a sexta-feira, das 10:00 às 11:30 e das 15:00 às 18:00 horas, podendo, no mesmo endereço, ser obtida cópia integral do Edital e seus Anexos, que estará disponível, também, no endereço eletrônico www.iphan.gov.br.

 

Brasília-DF, …… de ………………………. de 2010.

 

 

Ministério da Cultura – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Departamento do Patrimônio Imaterial – Coordenação Geral de Salvaguarda

GRUPO DE TRABALHO PRÓ-CAPOEIRA

ANEXO I

 

TERMO DE REFERÊNCIA

APOIO À FORMULAÇÃO DO PROGRAMA NACIONAL DE SALVAGUARDA E INCENTIVO À CAPOEIRA – PRÓ-CAPOEIRA

FASE I – 2009

1. Identificação

Nome da Unidade: Departamento do Patrimônio Imaterial

Programa: Brasil Patrimônio Cultural

Ação: Fortalecimento a Projetos de Capacitação e de Fortalecimento Institucional na Área do Patrimônio Histórico Urbano – 2C650000

Projeto: Formulação e implantação do Programa Nacional de Salvaguarda e Incentivo à Capoeira – Pró-Capoeira – Fase I

2. Contextualização

A capoeira é uma das manifestações culturais mais importantes do Brasil. No governo atual essa importância tem sido reconhecida por meio de várias iniciativas de fomento do Ministério da Cultura, entre as quais se destacam a articulação para a viabilização dos editais do Prêmio Capoeira Viva e a implantação de 112 pontos de cultura também voltados para o incentivo, transmissão e desenvolvimento da capoeira enquanto manifestação artística e cultural. Por meio do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do IPHAN, em 15 de julho de 2008, seu valor histórico, memorial e cultural foi publicamente reconhecido com o registro do Ofício de Mestre de Capoeira e da Roda de Capoeira como Patrimônio Cultural do Brasil.

 

Atualmente a capoeira é praticada em todo o Brasil e em, pelo menos, 150 outros países. Constitui, assim, um fenômeno mundial que tem contribuído enormemente para divulgar a cultura brasileira nos quatro cantos do mundo. Além disso, no Brasil e nos outros países onde é praticada, a capoeira tem sido utilizada como uma importante ferramenta para o desenvolvimento pessoal e social, bem como tem sido valiosa como instrumento pedagógico e de afirmação de identidades. É fundamental, portanto, que, no país que é o berço dessa manifestação cultural, o Estado organize, com o apoio e a participação dos seus praticantes e da sociedade em geral, uma política pública que salvaguarde e amplie os benefícios dessa arte para a nossa população.

 

Uma política dessa envergadura demanda, certamente, a formulação de um programa específico de apoio e fomento e a atenção das várias áreas de governo que podem contribuir para o fortalecimento e para o desenvolvimento pleno do potencial da capoeira como cultura, como patrimônio, como arte e como atividade física e pedagógica. Um programa que também encaminhe soluções, no âmbito nacional, para os problemas que a capoeira enfrenta para ter continuidade como tradição e saber popular, soluções que passam, entre outras medidas, pelo reconhecimento da importância e pela valorização dos detentores desse saber que, ainda hoje, alimenta a capoeira em suas várias expressões. Um programa, em suma, que inclua a salvaguarda dos aspectos patrimoniais da capoeira e incentive sua prática em todo o país.

 

Em atenção à importância histórica, memorial e cultural da capoeira, o Programa Nacional de Salvaguarda e Incentivo à Capoeira – Pró-Capoeira será coordenado pelo Ministério da Cultura. Deverá, contudo, contar também com o apoio e a participação dos Ministérios da Educação, dos Esportes e das Relações Exteriores, além de ter a atenção das pastas do Trabalho e da Previdência em razão da sua interface com as questões profissionais que a prática da capoeira suscita. O objetivo geral do Pró-Capoeira é, assim, promover a salvaguarda dos elementos dessa forma de expressão que sustentam o seu valor como referência histórica, memorial e cultural e incentivar sua apropriação como manifestação artística, como atividade física, como instrumento pedagógico e de construção de cidadania, ampliando sua prática no território nacional e facilitando o intercâmbio com outros países que admiram e praticam essa arte. São ainda objetivos específicos do programa:

 

  • Apoiar e fomentar a difusão da produção intelectual, acadêmica, cultural e audiovisual sobre a capoeira no Brasil e no mundo;
  • Cadastrar docentes, praticantes, grupos, entidades e instituições públicas e privadas dedicadas à prática, ao estudo e ao ensino da capoeira no Brasil;
  • Fomentar a criação de mecanismos de participação e de consulta às instituições e aos representantes de grupos e indivíduos praticantes de capoeira no Brasil, com vistas a organizar a regulamentação do exercício de atividades de ensino e de formação;
  • Estabelecer critérios para o reconhecimento do notório saber dos mestres de capoeira formados na tradição.
  • Apoiar a transmissão dos conhecimentos tradicionais ligados à prática da capoeira;
  • Incentivar a prática da capoeira como recurso cultural, lúdico, pedagógico e como atividade física na rede pública e particular, em todos os níveis de ensino.
  • Promover o intercâmbio entre praticantes e estudiosos da capoeira do Brasil e de outros países;
  • Promover e difundir a capoeira no Brasil e no mundo com respeito à diversidade cultural presente em suas diferentes manifestações rituais, técnicas e estilísticas.

 

Com a finalidade de coordenar as atividades necessárias à formulação e implementação do Pró-Capoeira, o Ministro da Cultura criou, por meio da Portaria n° 48, de 22 de julho de 2009,[1] Grupo de Trabalho, composto por representantes do IPHAN, da Fundação Cultural Palmares, da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural e da Secretaria de Políticas Culturais do MinC. O Grupo de Trabalho Pró-Capoeira (GTPC) é coordenado pelo IPHAN e, no desempenho de sua missão, deve realizar as seguintes atividades :

 

  • formular proposta preliminar de escopo geral do programa;
  • planejar e realizar cinco encontros regionais com representantes desse campo para discussão e aperfeiçoamento da proposta preliminar do programa;
  • providenciar o cadastramento nacional dos docentes, praticantes, grupos, pesquisadores, entidades e instituições ligadas ao ensino e à pesquisa da capoeira;
  • planejar e realizar encontro nacional para apresentação e validação da versão final do Pró-Capoeira;
  • estabelecer as articulações institucionais e demais providências necessárias à consecução das tarefas acima citadas.

 

Além das tarefas demandadas pela Portaria n° 48/2009, é importante também aproveitar a mobilização do campo que será promovida nos encontros regionais para a articulação de apoios para as candidaturas da Roda e do Ofício de Mestre de Capoeira às Listas da Convenção da Unesco para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial. Nesses encontros também se poderá realizar a complementação da pesquisa e da documentação audiovisual produzida durante a instrução do processo de Registro desses bens, pois naquela oportunidade, por razões de recorte histórico, foram documentados apenas mestres e rodas de capoeira da Bahia, do Rio de Janeiro e de Pernambuco. Nos encontros regionais previstos, se poderá então expandir essa documentação para outros estados da federação – razão pela qual se propõe a incorporação desta tarefa às demais que foram imputadas ao GTPC.

 

Diante da magnitude das tarefas acima mencionadas e com vistas a prestar o apoio técnico e logístico especializado que é necessário à sua consecução, propõe-se a seleção, por meio de concurso de projetos, de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP atuante na área de cultura. Em conformidade com sua natureza legal, essa organização deverá dar suporte ao GTPC na formulação e implantação dessa importante política de valorização, salvaguarda e incentivo.

 

 

3. Objeto

 

Estabelecimento de Termo de Parceria com Organização da Sociedade Civil de Interesse Público a partir de Concurso de Projetos, a ser realizado mediante Edital, para a execução de Programa de Trabalho, [2] contendo as atividades da Fase I do projeto de formulação e implementação do Programa Nacional de Salvaguarda e Incentivo da Capoeira – Pró-Capoeira.

Projeto Vozes de Mestres será apresentado pela primeira vez em Curitiba

Cultura popular pede passagem no CCBB Itinerante: Projeto Vozes de Mestres será apresentado pela primeira vez em Curitiba, entre 22 e 29 de outubro

No mês de outubro, Curitiba se transforma na capital nacional da cultura popular, com shows, oficinas, ideias e exposições, eventos gratuitos ou a preços populares. Entre os dias 22 e 29, o Centro Cultural Teatro Guairá (CCTG) recebe a caravana do “Vozes de Mestres – Festival Internacional de Cultura Popular. O festival é o destaque da programação da etapa do segundo semestre de 2009 do CCBB Itinerante, projeto cultural idealizado pelo Banco do Brasil, com propósito de levar arte, cultura e lazer a várias cidades e capitais do país. Música, oficinas, ideias e exposição

O grupo Mundaréu, filho da casa, abre os trabalhos no dia 22 de outubro (quinta-feira), às 20h, com o show “Forféu do Mundaréu” no Guairinha (Auditório Salvador de Ferrante), com entrada franca. No dia 28, Elba Ramalho sobe ao palco do Guairão para celebrar 30 anos de carreira, com grandes sucessos e temas da cultura popular nordestina. Quem abre o show da cantora paraibana, às 20h, é o grupo Meninas de Sinhá, formado por senhoras de 45 a 90 anos, que redescobriram na periferia de Belo Horizonte (MG) a arte de dançar e relembrar antigas cantigas de roda, cirandas e brincadeiras. Os ingressos custam R$ 15 e R$ 7,50 (meia-entrada).

O grupo mineiro também participa dia 29 da oficina “Vivência com Meninas de Sinhá”, quando terá a oportunidade de compartilhar com o público experiências que transformaram angústias e carências em arte. A artesã Efigênia Ramos Rolim, mestra na criação com bala de papel, é a convidada especial. A cantora mineira Déa Trancoso ministra de 26 a 28 a oficina “Corpo e Voz”, uma das atividades mais procuradas do festival, ao lado do “Mural em Cerâmica”, oficina ao ar livre da artista plástica Germana Arthuso. Já os integrantes do Mundaréu promovem dia 23 uma grande festa na oficina “Fuzuê de Batuques – Cacuriá do Tatá”. Essas atividades são todas gratuitas e as inscrições podem ser feitas pelo site www.vozesdemestres.com.

Como o festival também é um espaço para reflexões, haverá no dia 27 a mesa-redonda “Brasil: quem somos nós? E como chegamos a ser o que somos…?” com os mestres do Fandango Paranaense Martinho dos Santos e Leonildo Pereira, e o escritor e dramaturgo Ariano Suassuna. A artista plástica e pesquisadora Rejane Nóbrega será a anfitriã do evento, que terá mediação de Déa Trancoso.

A exposição “Caminhos do Jequitinhonha”, do fotógrafo e documentarista Marcelo Oliveira, também integra a programação. A mostra revela a riqueza do Vale do Jequitinhonha (MG) e será apresentada entre os dias 22 e 29 no Guairinha. O festival ainda terá a presença de Ghustavo Távora, coordenador do projeto Imaginautas, com intervenções de artecomunicação em vários cantos da cidade. A programação completa está no site www.vozesdemestres.com.

Vozes de Mestres

O “Vozes de Mestres – Festival Internacional de Cultura Popular”, idealizado pela Jardim Produções, tem caráter itinerante e amplia o intercâmbio entre artistas, trabalhadores da teia produtiva das artes em geral e mestres das culturas populares do Brasil e da América Latina, potencializando um dos aspectos mais significativos da cultura brasileira e latino-americana: a diversidade.

A primeira edição, realizada em Belo Horizonte/2008, contou com mais de 25 atrações, e, neste ano, o projeto já visitou Ouro Branco/MG, dentro da programação do IV Festival de Inverno de Ouro Branco, promovido junto com o governo local. Depois de passar por quatro cidades brasileiras chega agora a Curitiba, através do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Itinerante), com patrocínio do Banco do Brasil.

Sobre o CCBB Itinerante

O CCBB Itinerante visa democratizar a cultura e revelar novas tendências artísticas, proporcionando a valorização das culturas locais. Os eventos realizados abrangem as áreas de música, teatro, literatura, mostras de cinema e vídeo, dança e artes plásticas.  Este ano o projeto percorrerá 18 cidades localizadas nas cinco regiões do país. Durante 95 dias (mais de um quarto do ano), o CCBB Itinerante realiza projetos sócio-culturais, beneficiando jovens, crianças e adultos de todo o Brasil.

PROGRAMAÇÃO GERAL – CURITIBA – 22 A 29 DE OURUBRO

IDEIAS

“Brasil: quem somos nós? E como chegamos a ser o que somos…?”, com os mestres do Fandango Paranaense Martinho dos Santos e Leonildo Pereira, e o escritor e dramaturgo Ariano Suassuna. Anfitriã: artista e pesquisadora Rejane Nóbrega. Mediação: jornalista e cantora Déa Trancoso.

27 de outubro (terça-feira), às 19h

Local: Teatro Guaíra – Auditório Bento Munhoz da Rocha Netto (Guirão)

Rua Conselheiro Laurindo, s/nº (Avenida José Vieira, 315)

Entrada gratuita (senhas serão distribuídas 1 hora antes do evento)

Classificação indicativa: Livre

MÚSICA

Mundaréu

22 de outubro (quinta-feira), às 20h

Local: Teatro Guaíra – Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha)

Rua Conselheiro Laurindo, s/nº (Avenida José Vieira, 315)

Entrada gratuita (senhas serão distribuídas 1 hora antes do evento)

Dia 24 de setembro (quinta-feira), às 20h

Classificação indicativa: Livre

Elba Ramalho

Abertura: Meninas de Sinhá

28 de outubro (quarta-feira), às 20h

Local: Teatro Guairá -Auditório Bento Munhoz da Rocha Netto (Guairão)

Rua Conselheiro Laurindo, s/nº (Avenida José Vieira, 315)

Entrada: R$ 15,00 (inteira) e R$ 7,50 (meia-entrada) para estudantes, idosos. Clientes e funcionários do Banco do Brasil também pagam meia (benefício válido, inclusive, para o acompanhante).

Classificação indicativa: Livre

OFICINAS – Inscrições gratuitas no site www.vozesdemestres.com

Fuzuê de Batuques – Cacuriá do Tatá, com integrantes do Mundaréu

23 de outubro (sexta-feira), de 10h às 13h

Local: Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha)

Rua Conselheiro Laurindo, s/nº (Avenida José Vieira, 315)

Entrada gratuita

Vagas: capacidade do teatro

Vivência com Meninas de Sinhá. Mestra convidada: Efigênia Ramos Rolim

29 de outubro (quinta-feira), às 10h às 13h

Local: Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha)

Rua Conselheiro Laurindo, s/nº (Avenida José Vieira, 315)

Entrada gratuita

Vagas: capacidade do teatro

Mural em cerâmica, com Germana Arthuso

26 de outubro (segunda-feira), de 9h às 12h e 14h às 17h

Local: Rua XV de Novembro esquina com Conselheiro Laurindo (CCTG)

Entrada Franca

Vagas: ilimitadas

Corpo e Voz, com Déa Trancoso

26 a 28 de outubro (de segunda a quarta-feiras), de 9h às 12h

Local: Auditório Salvador de Ferrante (Guairinha)

Rua Conselheiro Laurindo, s/nº (Avenida José Vieira, 315)

Entrada gratuita

Vagas: 30

Faça parte de nossa comunidade: www.vozesdemestres.com

Informações: (41) 3304-7982

Outras Informações: Assessoria de Imprensa em Belo Horizonte – Zu Moreira (31)9243-2512

Jardim Produções: (31)3486-7848 / Idealizadora e Coordenadora: Geovana Jardim – (31)9243-2575

Comunicação SID/MinC

Telefone: (61) 2024-2379

E-mail: [email protected]
Site: http://www.cultura.gov.br/sid
Blog: http://blogs.cultura.gov.br/diversidade_cultural/
Twitter: http://twitter.com/diversidademinc

IPHAN: Cadastro Nacional de Mestres de Capoeira

Depois de dar a volta ao mundo e alcançar reconhecimento internacional, a capoeira se tornou patrimônio cultural brasileiro. O registro desta manifestação foi votado em Salvador, pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que é constituído por 22 representantes de entidades e da sociedade civil, e delibera a respeito dos registros e tombamentos do patrimônio nacional.

Preservação do patrimônio

O plano de preservação é uma conseqüência do registro, e prevê as seguintes medidas de suporte à comunidade capoeirística: um plano de previdência especial para os velhos mestres; o estabelecimento de um programa de incentivo desta manifestação no mundo; a criação de um Centro Nacional de Referência da Capoeira; e o plano de manejo da biriba – madeira utilizada na fabricação do instrumento – e outros recursos naturais, dentre outras.

Entende-se por patrimônio cultural imaterial representações da cultura brasileira como: as práticas, as forma de ver e pensar o mundo, as cerimônias (festejos e rituais religiosos), as danças, as músicas, as lendas e contos, a história, as brincadeiras e modos de fazer (comidas, artesanato, etc.), junto com os instrumentos, objetos e lugares que lhes são associados – cuja tradição é transmitida de geração em geração pelas comunidades brasileiras. Com a inclusão da capoeira, já existem 14 bens culturais registrados no Brasil.

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN

vem comunicar à todas as ligas, associações, grupos e profissionais de Capoeira que estaremos cadastrando, *todos os Mestres de Capoeira*.

O presente cadastramento tem por objetivo fornecer à todos, Certificado de Registro junto ao Ministério da Cultura – MINC.

Para facilitar o acesso à Ficha de Cadastro, colocamos à disposição o modelo fornecido pelo Ministério da Cultura – MINC.

Solicitamos a todos os Mestres interessados que anexem à Ficha de Cadastro,
seus Currículos e 2 ( duas ) fotos 3X4.

  • Senhores Mestres e Coordenadores de Grupos, Favor procurar a Superintendencia Estadual do IPHAN, nos seus respectivos Estados.

 

Lista de endereços, telefones das Superintendências Regionais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional


1ª Superintendência Regional – Amazonas e Roraima

Dirigente: Bepi Sarto Neves Cyrino
Endereço: Travessa Dr. Vivaldo Lima nº 13 a 17 – Centro
CEP: 69.005-440 – Manaus-AM
Telefone: (92) 3633-2822 / 3633-1532
e-mail: [email protected]

2ª Superintendência Regional – Pará e Amapá

Dirigente: Maria Dorotéa de Lima
Endereço: Av. Governador José Malcher, 563 – Nazaré
CEP: 66.035-100 – Belém-PA
Telefone: (91) 3224-1825/3224-0699
e-mail: [email protected]

3ª Superintendência Regional – Maranhão

Dirigente: Kátia Santos Bogéa
Endereço: Rua do Giz, 235 – Centro
CEP: 65.080-190 – São Luís-MA
Telefone: (98) 3231-1388
e-mail: [email protected]

4ª Superintendência Regional – Ceará

Dirigente: Romeu Duarte Junior
Endereço: Rua Liberato Barroso, 525 – Centro – Praça José Alencar
CEP: 60.030-160– Fortaleza-CE
Telefones: (85) 3221-6360/3221-6263/3221-2180
e-mail: [email protected]

5ª Superintendência Regional – Pernambuco

Dirigente: Frederico Faria Neves Almeida
Endereço: Rua Benfica, 1150 – Madalena (Museu da Abolição)
CEP: 50.720-001 – Recife-PE
Telefone: (81) 3228-3011/3228-2248/3228-3836
e-mail: [email protected]

6ª Superintendência Regional – Rio de Janeiro

Dirigente: Carlos Fernando de Souza Leão de Andrade
Endereço: Av. Rio Branco, 46 – Centro
CEP: 20.090-002 – Rio de Janeiro-RJ
Telefone: (21) 2203-3102/2203-3113
e-mail: [email protected]

7ª Superintendência Regional – Bahia

Dirigente: Eugênio de Ávila Lins
Endereço: Casa Berquó – Rua Visconde de Itaparica, 08 – Centro – Barroquinha
CEP: 40.020-080 – Salvador-BA
Telefones: (71) 3321-0133/3321-0459/3321-0256
e-mail: [email protected]

8ª Superintendência Regional – Sergipe

Dirigente: Eliane Maria S. Fonseca Carvalho
Endereço: Edifício do Estado de Sergipe – Travessa Baltazar de Goes, 86 – 14º andar
CEP: 49.010-000 – Aracaju-SE
Telefone: (79) 3211-0755
e-mail: [email protected]

9ª Superintendência Regional – São Paulo

Dirigente: Victor Hugo Mori
Endereço: Rua Baronesa de Itu, 639 – Higienópolis
CEP: 01.231-001 – São Paulo-SP
Telefone: (11) 3826-0744/3826-0905/3826-0913
e-mail: [email protected]

10ª Superintendência Regional – Paraná

Dirigente: José La Pastina Filho
Endereço: Rua José de Alencar, 1808 – Juvevê
CEP: 80.040-070 – Curitiba-PR
Telefone: (41) 3264-7971
e-mail: [email protected]

11ª Superintendência Regional – Santa Catarina

Dirigente: Ulisses Munarim
Endereço: Rua Conselheiro Mafra, 141 – 2º andar – Ed. da Antiga Alfândega
CEP: 88.010-100 – Florianópolis-SC
Telefone: (48) 3223-0883
e-mail: [email protected]

12ª Superintendência Regional – Rio Grande do Sul

Dirigente: Ana Lúcia Goelzer Meira
Endereço: Av. Independência, 867
CEP: 90.035-076 – Porto Alegre-RS
Telefones: (51) 3311-1188/3311-9351/3311-7722/3311-3853
e-mail: [email protected]

13ª Superintendência Regional – Minas Gerais

Dirigente: Leonardo Barreto de Oliveira
Endereço: Rua Januária nº 130 Bairro – Centro
CEP: 30.110-055 – Belo Horizonte-MG
Telefones: (31) 3222-2440/3222-3051/3222-4426
e-mail: [email protected]

14ª Superintendência Regional – Goiás, Mato Grosso e Tocantins

Dirigente: Salma Saddi Waress de Paiva
Endereço: Rua 84, número 61, Setor Sul
CEP.: 74080-400 – Goiânia – Goiás
Telefone: (62) 3218-1600/3218-1660/3218-4003
e-mail: [email protected]

15ª Superintendência Regional – Distrito Federal

Dirigente: Alfredo Gastal
Endereço: SBN Q. 02 – Ed. Central Brasília – 1º andar
CEP: 70.040-904 ? Brasília-DF
Telefone: (61) 3414-6154/3414-6242

16ª Superintendência Regional – Acre e Rondônia

Dirigente: Alberto Bertagna
Endereço: Ed. do Relógio – Av. 07 de setembro/Av. Farquhar – 1º andar
CEP: 78.900-000 – Porto Velho-RO
Telefone: (69) 3223-0992, 3043-4160
e-mail: [email protected]

17ª Superintendência Regional – Alagoas

Dirigente: Lauzanne Leão Ferreira
Endereço: Praça dos Palmares, s/nº – Ed. Palmares, 11º andar
CEP: 57.020-380 – Maceió-AL
Telefone: (82) 3226-3714 / 3221-6073 / 3223-3836
e-mail: [email protected]

18ª Superintendência Regional – Mato Grosso do Sul

Dirigente: Maria Margareth E. Ribas Lima
Endereço: Av. Noroeste, 5140 – Centro
CEP: 79.002-010 – Campo Grande-MS
Telefone: (67) 382-5921/232-2701
e-mail: [email protected]

19ª Superintendência Regional – Piauí

Dirigente: Diva Maria Freire Figueiredo
Endereço: Praça Marechal Deodoro, 790 – Centro
CEP: 64.000-160 – Teresina-PI
Telefone: (86) 3221-1404 / 3321-5538
e-mail: [email protected]

20ª Superintendência Regional – Paraíba e Rio Grande do Norte

Dirigente: Eliane de Castro Machado Freire
Endereço: Praça Venâncio Neiva, 68 – Centro
CEP: 58.011-020 – João Pessoa-PA
Telefone: (83) 3241-2896 / 3241-2959
e-mail: [email protected]

21ª Superintendência Regional – Espírito Santo

Dirigente: Tereza Carolina Frota de Abreu
Endereço: Rua José Marcelino nº 203/205 – Cidade Alta – Centro
CEP: 29.015-120 – Vitória-ES
Telefone: (27) 3223-0606 Ramal: 3201
e-mail: [email protected]

Mais informações:
Assessoria de Comunicação
Programa Monumenta
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan
Fones: (61) 3326-8907 e 3326-8014

Mestre Curió: Oficina de Capoeira Angola Solidária

O PONTO DE CULTURA ESCOLA DE CAPOEIRA ANGOLA IRMÃOS GÊMEOS DE MESTRE CURIÓ
Oferece: OFICINA DE CAPOEIRA ANGOLA Solidária VOCÊ! Angola ou Regional Participe!

Entrada

1 pac. Fralda Geriátrica, 1 lata de leite em pó ou Material de limpeza para ser doada ao abrigo D. Pedro II, lugar onde M. Pastinha viveu seus últimos dias de VIDA!

ESTA OFICINA  É EM  HOMENAGEM AO GRANDE E INESQUECÍVEL MESTRE PASTINHA PELA PASSAGEM DO DIA DE SEU NASCIMENTO 05 de Abril.

Programação:

04/04 – Sábado

Oficina de Capoeira Angola com M. Curió.

 9 às 11h.

15 às 16h.- Bate Papo – Tema: Capoeira Angola e M. Pastinha.

Local: R. Gregório de Matos nº. 09,  2º andar – Pelourinho- Salvador

05/04 – Domingo

9:30 às 11:30h– Roda de Capoeira Angola aberta.

Local: Forte de Stº Antonio além do Carmo, sala 05

Encerramento com um delicioso MUNGUNZÁ.

Informações e Inscrições: Esc. de Cap. Angola Irmãos Gêmeos de M. Curió

R. Gregório de Matos nº 09 , 2º andar- Pelourinho-Centro Histórico – Salvador
Fone: 71 3321-0396 / 9998-1813 M. Curió ou M. Jararaca.

OBS: Inscrições abertas apartir de 20 /03 à 03/04/2009

Apartir de 10: às 17:h da tarde exceto sábado e Domingo

Jaime Martins dos Santos – Mestre Curió

            Presidente

ABCA: ORGANIZA CURSO DE INGLÊS PARA CAPOEIRISTAS

ABCA – Associação Brasileira de Capoeira Angola

O templo sagrado da capoeira angola. É assim que muitos capoeiristas definem a ABCA – Associação Brasileira de Capoeira Angola. Fundada em 1987, em Salvador-BA, a entidade reúne os antigos mestres desta manifestação cultural afro-brasileira, e se tornou uma referência mundial em termos de preservação das tradições ancestrais desta arte-luta.

 

 

“ABCA é a casa que representa a capoeira angola. É um lugar onde o capoeirista tem que se sentir bem, onde podemos discutir, trocar idéias… Um lugar para aprender mais, porque ninguém sabe tudo” afirma Mestre Virgílio, presidente da entidade. Iniciado na capoeira angola na década de 50 por seu pai, o célebre Mestre Espinho Remoso, Virgílio Maximiano Pereira também foi aluno dos mestres Caiçara e Paulo dos Anjos. Viveu intensamente as rodas de rua de seu pai na Jaqueira do Carneiro e dá aulas de capoeira angola há mais de 30 anos na Fazenda Grande do Retiro. Com a humildade que lhe é característica, ele lidera um profundo processo de renovação da instituição, que está reformando seu estatuto social e organizando seu registro para a elaboração de projetos e parcerias de apoio e incentivo aos guardiões da tradição ancestral.

A falta de estrutura em sua sede não desanima seus guardiões, como afirma o tesoureiro, Mestre Pelé do Tonel: “A ABCA representa para nós um precioso conhecimento, uma grande nata de mestres que têm méritos e história pra contar, e para mim é uma riqueza. Depende de nós sabermos valorizar esta casa cheia de ouro que é a capoeira angola”. Iniciado na capoeira em 1960, Samuel Souza foi alunos dos mestres Zé Mário e Caiçara, e acompanhou este durante muitos anos, em seus shows folclóricos. Apresenta um espetáculo com uma técnica única, em que joga capoeira com tonéis, ganhando daí seu apelido.

A gestão atual da ABCA conta também com a participação dos mestres Augusto Januário (Vice-Presidente), Odilon (Diretor Jurídico) e Tonho Matéria (Diretor de Patrimônio e Marketing), além dos capoeiristas Lucia Correia Lima (Diretora de Projetos e Comunicação Social) e Paulo Magalhães (Secretário).

Duas décadas de ginga

Em 3 de julho de 1987, o jornal A Tarde trazia estampada a notícia: “ABCA terá que mostrar sua malícia”. A pequena matéria anunciava os resultados da primeira eleição da entidade, em que venceu a chapa “Evolução” e o Mestre João Pequeno foi eleito Presidente, Paulo dos Anjos Vice, Mário Bom Cabrito Tesoureiro, Nô Diretor Técnico e Renê Diretor Social. Mestre Canjiquinha, malandro, rouba a cena e aparece na foto, que deveria ser de João Pequeno. (Durante boa parte da década de 80, a coluna Capoeira trazia semanalmente anúncios de rodas e eventos, além de debater polêmicas da capoeiragem. Nos anos 2000, em que a capoeira é considerada patrimônio cultural, percebe-se um retrocesso em termos de divulgação cotidiana na imprensa local).

“Vivíamos um momento inédito, de discutir e organizar os capoeiristas angoleiros de forma legal, perante os órgãos públicos. Além disso, depois de cada reunião havia uma roda, momento único de troca em que podíamos beber da fonte de sabedoria que são os antigos mestres”, conta Mestre Renê. Nascido em Teodoro Sampaio, Renê Bittencourt foi iniciado na capoeiragem por Mestre Canjiquinha, e dirige atualmente a ACANNE – Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro.

Depois de Mestre João Pequeno, a ABCA teve os mestres Moraes, Barba Branca e Curió em sua presidência. Em 1996 foi criado o Conselho de Mestres, instância máxima da entidade, formado por mestres angoleiros com mais de 50 anos. Mestre Gildo Alfinete e Mestre Bola Sete foram presidentes do Conselho, cargo ocupado hoje por Mestre Nô.

As reuniões, na época da fundação, aconteciam no Forte Santo Antônio, no Centro Esportivo de Capoeira Angola – Academia de João Pequeno de Pastinha. Com o tempo, as reuniões passaram a ser no Instituto Mauá, funcionando depois em uma casa cedida na Rua do Passo. Com a ajuda do IPAC, a ABCA passou a utilizar um casarão na Rua Gregório de Matos nº 38, no coração do Pelourinho, em frente ao Teatro Miguel Santana (onde funciona o Balé Afro) e o Afoxé Filhos de Ghandy.

“Nossa casa é pobre de dinheiro, mas rica de sabedoria. É o templo sagrado da capoeira angola. Recebemos a Rainha da Dinamarca, o Príncipe de Gales e o Presidente de Guiné-Bissau, além de participar dos 500 anos do Brasil e criar a Roda da Paz. A ABCA hoje é reconhecida internacionalmente” comenta Mestre Gildo Alfinete, membro do Conselho de Mestres. Discípulo de Mestre Pastinha, com quem se iniciou na Capoeira Angola em 1959, Gildo Lemos Couto possui o maior acervo existente sobre Mestre Pastinha e o Centro Esportivo de Capoeira Angola.

Na loja da ABCA, capoeiristas do mundo inteiro podem encontrar berimbaus, pandeiros, atabaques, agogôs, camisas, livros, revistas e vídeos sobre capoeira. “A lojinha existe há muitos anos, passam dezenas de pessoas do mundo todo, todos os dias”, comenta Mestre Neco, responsável pelas vendas. Membro do Conselho Fiscal, Manoel Marcelo dos Santos foi iniciado na capoeira por Mestre Canjiquinha, em 1959, no Taboão, e dá aulas há 38 anos no Colégio Góes Calmon, em Brotas.

Todas as sextas-feiras, às 19:30, acontece a roda da ABCA, aberta a todos os capoeiristas que estejam abertos à sua forma tradicional, conduzida pelos antigos mestres com o rigor e respeito próprios desta manifestação ancestral.

Faculdade de Capoeira Angola

“Quando criamos a ABCA, meu objetivo era fazer com que esta entidade se transformasse em uma faculdade de capoeira angola, já que a Bahia é uma universidade cultural e esta casa reúne a nata da velha guarda dos angoleiros. Este objetivo ainda não foi cumprido e permanece de pé”, afirma Mestre Nô, Presidente do Conselho de Mestres. Iniciado na capoeiragem por seu avô Olegário, em 1949, na ilha de Itaparica, Norival Moreira de Oliveira foi alunos dos mestres Nilton, Pirrô e Zeca do Uruguai. Zeca, primo dos mestres Cobrinha Verde e Gato Preto, foi quem ensinou Mestre Canjiquinha a tocar berimbau.

Com a criação das leis 10.639/03 e 11.645, multiplicam-se os cursos de história e cultura afro-brasileira. Muitos temem, entretanto, que a transmissão destes saberes seja monopolizada por representantes autorizados das instituições acadêmicas, excluindo os legítimos guardiões da tradição oral.

Em 17 de julho de 1987, no texto “A questão da saúde na Capoeira Angola”, do jornal A Tarde, os angoleiros denunciavam: “Alguns ‘capoeiristas universitários’ de classe média branca, estão levantando a lebre sobre a ‘necessidade’ do mestre e do contramestre de Capoeira terem noções de Anatomia e Medicina para poderem dar aulas a iniciantes”. Uma semana antes, na mesma coluna que anunciava a criação da ABCA, uma denúncia: “qualquer exigência de diploma para ensino de capoeira é, antes de mais nada, uma atitude racista, e, como tal, tem que ser severamente combatida”.

Como se vê, este debate não é novo, e já preocupava os velhos mestres há vinte anos atrás. O projeto de lei que restringe o ensino de capoeira, yoga e danças folclóricas aos graduados em educação física ainda tramita no congresso, e a temática afro-brasileira está sendo dada em sala de aula por professores que conhecem superficialmente a cultura, por vezes reproduzindo preconceitos e perpetuando estereótipos. Mestre Nô protesta: “um professor de educação física jamais vai ter condições de ensinar a cultura popular da capoeira, ele pode ensinar uma coisa maquiada, mas jamais a capoeira em sua essência. Apenas os mestres e seus discípulos mais graduados têm esse conhecimento”.

Aposentadoria a passos de tartaruga

Uma questão diretamente relacionada à ocupação destes espaços profissionais e de poder é o projeto de aposentadoria para os antigos mestres. Muitos deles são reverenciados mas têm dificuldades concretas de sobrevivência no dia a dia, como Mestre Pastinha já alertava em 1980, seu penúltimo ano de vida: “A capoeira de nada precisa, quem precisa sou eu”. Ao receber uma homenagem na Câmara Municipal de Salvador, pelos seus 50 anos de capoeira, Mestre Virgílio desabafou: “Homenagens são boas, mas passam. Eu preciso hoje é de uma aposentadoria honesta pra levar o resto de minha vida”. Mestre Brandão, do Conselho de Mestres da ABCA, complementa: “Todo mundo tem que unir e procurar trazer um beneficio pros capoeiristas mais velhos, que depois de toda uma vida não podem mais jogar. Eu jogo capoeira há 58 anos”.

Pernambuco foi o primeiro estado brasileiro a gratificar representantes da cultura popular e tradicional com uma pensão mensal vitalícia. A Lei do Registro do Patrimônio Vivo, de 2002, já contemplou cerca de 20 mestres e grupos culturais populares, com bolsas que variam entre R$750 e R$1.500. Estados como Alagoas e Ceará têm programas semelhantes, enquanto o Governo Federal concedeu apenas um número reduzido de Bolsas de Incentivo Griô, de R$380, por um tempo determinado. A ABCA está atuando na proposição de um projeto que crie lei semelhante na Bahia, a fim de amparar antigos mestres da capoeira e de outras manifestações culturais populares.

“Os grandes mestres, como Bimba, Pastinha, Valdemar, se acabaram na maior lástima. O que se vende da Bahia é a capoeira e o candomblé, mas cadê os poderes públicos que não apóiam, não ajudam? É um descaso com os mestres antigos”, protesta Mestre Boca Rica, Vice-Presidente do Conselho de Mestres. Nascido em Maragogipe, Manoel Silva veio pra Salvador aos 15 anos e ingressou na Academia de Mestre Pastinha, acompanhando-o até sua derradeira hora. Com vários CDs gravados, depois de percorrer diversos países, ele questiona:”O que é que eu tenho? Nome! Mas cadê a aposentadoria para os antigos mestres que diz que vai sair, vai sair e nunca sai?”.

Outro projeto que está sendo pautado pela ABCA é o que articula a assistência médica e reabilitação física para os antigos mestres, a fim de permitir que estes recuperem sua plena saúde para a prática regular da capoeiragem.

Fundamentos

Mestre Nô também destaca a perspectiva de abrir cursos para jovens mestres e capoeiristas de outros estados, uma espécie de “pós graduação” com a velha guarda da capoeira angola da Bahia. “Vejo com muita tristeza o comportamento de alguns capoeiristas de hoje, e tenho medo de que percamos a essência maior que são os fundamentos da capoeira angola”, desabafa.

Em relação ao atual momento da entidade, Mestre Pelé do Tonel comenta: “estamos precisando de uma união limpa de amigos, sem maldades, dar a mão um ao outro como uma corrente e jogar o barco pra frente”. Mestre Zé do Lenço, membro do Conselho Fiscal, complementa: “não adianta camarada ficar de fora e não vir pra roda, todos têm que se unir e vir prestigiar essa casa, que precisa do nosso apoio”. Nascido em Abaíra, José Alves foi iniciado na capoeiragem em 1962 pelo Mestre Espinho Remoso, na Jaqueira do Carneiro, e tem sua academia na Sete Portas.

Para as novas gerações, Mestre Boca Rica relembra: “Mestre Pastinha falava: Eu sei que vou morrer, mas quero ver a capoeira no lugar dela, no teatro, na televisão, no cinema, na escola, na universidade… Aí eu falava comigo: será que esse velho tá ficando maluco? E não deu outra, a capoeira veio crescendo, hoje tá em mais de 200 países pelo mundo afora. Nós já estamos descendo a ladeira e são vocês que têm que levar essa capoeira de angola pra frente, não deixar ela morrer, se acabar”.

Mestre Nô também deixa um recado: “Não tenham pressa em se formar, tenham pressa em se informar, porque a pressa é inimiga da perfeição. Muitos que chegam ao grau de ensinar abandonam os treinamentos da academia do mestre, achando que já sabem. Tenham humildade e procurem sempre aprender “.

 

Paulo Andrade Magalhães Filho é jornalista, membro da ACESA e Secretário da ABCA