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SP: Congresso Brasileiro de Capoeira Escolar

Nos dias 26, 27 e 28 de Agosto de 2011 será realizado o Congresso Brasileiro de Capoeira Escolar no Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo (CEPEUSP) sob a coordenação de Gladson de Oliveira Silva e Vinicius Heine.

No evento acontecerão Palestras, Oficinas, Mesas Redondas e Apresentação de Trabalhos e Rodas de Confraternização. Entre os convidados e palestrantes estarão:

– Antônio Cesar de Vargas – Mestre Toni Vargas; – Gladson de Oliveira Silva – Mestre Gladson; – Prof. Dr. Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno); – Prof. Dr. Sergio Antônio Silveira; – Prof. Ms. André Luís de Oliveira; – Prof. Ms. João Perelli; – Prof. Esp. Marcio Rodrigues dos Santos – Contra-Mestre Márcio; – Prof. Esp. Mauricio Germano (Contra-Mestre Pelé); – Prof. Esp. MBA Vinicius Heine.

 

O objetivo do evento é gerar reflexões e ações acerca da Capoeira nos espaços educacionais como uma ferramenta de desenvolvimento humano e transformação social.

Nos últimos anos a Capoeira vem se consolidando como um poderoso elemento de formação humana em Escolas, Universidades, Praças, Parques, Projetos Sociais, entre outros, em função da sua riqueza e diversidade. Muitos resultados positivos têm sido obtidos através de projetos e ações que envolvem a Capoeira nesses espaços.

Em particular na escola, a Capoeira está presente nas aulas regulares, em diferentes disciplinas, como Educação Física, Artes, História, Geografia, entre outros. Ao mesmo tempo, a Capoeira tem sido oferecida em cursos extracurriculares e em projetos especiais e em muitos casos os programas são coordenados por profissionais da Capoeira (Mestres, Contra Mestres, Professores e Instrutores).

Enfim, são diversas as ações envolvendo a Capoeira no ambiente escolar, assim como diversos são os profissionais envolvidos nestas ações.

Mas afinal, quais são as tendências e perspectivas da Capoeira Escolar no Brasil e no mundo? Que ações realmente estão sendo feitas? Quais os resultados? Quais os caminhos para se potencializar a Capoeira nesses espaços? Quem são os profissionais envolvidos no desenvolvimento dessa área? Quais são os estudos e publicações relacionadas ao tema? Que tipo de estratégias tem sido implementadas? Quais as características da pedagogia da Capoeira Escolar? Quais ações governamentais tem sido levadas a efeito para uma maior presença da Capoeira no ambiente escolar? Que competências os profissionais devem desenvolver para atuar com a Capoeira no ambiente escolar? Quais as contribuições que a Capoeira, esta rica manifestação da cultura popular brasileira, oferece para a escola?

 

São muitas as questões e reflexões relacionadas ao tema Capoeira Escolar. Um tema rico, fascinante e multidisciplinar. Por isso, o Congresso Brasileiro de Capoeira Escolar: Educação, Cultura e Cidadania na Escola pretende ser um espaço para o encontro, a reflexão, a troca de experiências e a produção de novos olhares, novos saberes, novos entendimentos e novas perspectivas para a Capoeira, a Escola, a Pedagogia, a Criança, a Cultura, a Educação e a Cidadania no Brasil e no mundo.

 

PROGRAMAÇÃO:

26 de Agosto – Sexta-feira

15:00h – Chegada dos participantes e entrega do material

17:00h – Mesa de Abertura

Local: Auditório A – CEPEUSP

18:00h – Palestra e vivência de Abertura – Prof. Vinicus Heine

Tema: Capoeira Escolar – Tendências e Perspectivas

19:00h – Palestra com Prof. Dr. Sérgio Roberto Silveira

Tema: Currículo e Capoeira na Rede Pública Estadual de Ensino de São Paulo

20:00h – Palestra e Vivência com Gladson de Oiveira Silva e Vinicius Heine

Tema: Jogos e vivências educacionais em Capoeira

Local: Auditório A e NURI – CEPEUSP

27 de Agosto – Sábado

8:30h – Oficina de Abertura – Prof. Esp. Márcio Rodrigues dos Santos

Os “novos Capitães do mato” do Século XXI

Em pleno século XXI, ano de 2010, encontramos novas versões de “novos Capitães do mato”. Como se formam estes capitães? Ainda hoje, apesar de tanto avanço no movimento progressivas da capoeira, encontramos escolas de formação de oprimidos. Escolas que cercam seus participantes, querendo invisibilizar alguns trabalhos de relevância social e dar maior visibilidade para outros. Pratica da cultura dominante. – O que é meu vale mais, o que é do outro, não tem valor. Portanto, cuidado com os “Novos Capitães do mato”. O que liberta o capoeira é o conhecimento histórico-social de sua luta, não como determinação, mas como possibilidade de reconstruir e transformar a sua comunidade. A cabeça do capoeira aponta para o chão, e seus pés para o céu, esse movimento chamamos de inversão. As raízes ancestrais são fortalecidas na medida em que buscamos aprofundar nossos conhecimentos.

A superficialidade e o senso comum, não emancipam os homens em suas lutas, muito pelo contrário, acomodam e aprisionam na sua ignorância. Ignorância esta, que faz ressurgir os “novos capitães do mato”. Repetindo e reproduzindo a história de dominação, que se perpetua através dos tempos e nos espaços onde se movimentam os capoeiras. A história formal foi construída e constituída pela ótica da cultura dominante, pela lógica de quem é detentor do poder.  
Besouro antes de morrer,Bateu na porta e falou.Meu filho cuida bem,Do que teu mestre ensinou…

Os Capitães do mato, sempre, foram homens que conheciam os segredos da arte-luta capoeira. E resolveram utiliza-la em beneficio próprio, e não em prol do bem comum. É preciso conhecer a história da capoeira, que é um movimento de luta e resistência socialmente construído e, também, conhecer a história dos homens que movem este movimento, e que fazem este movimento se mover. Porque, como diz a musica;  “nem tudo que reluz é ouro, e nem tudo que balança cai”.

Certa vez, numa palestra em Florianópolis, não me recordo o ano, mestre João Pequeno de Pastinha, disse: “quanto mais eu ando, mais eu vejo, quanto mais eu vejo, mais eu aprendo”. E aprendo sempre que convivo com as diferenças, isso me oportuniza dialogar e refletir sobre minha práxis, e me questiono? Como pode alguém dizer, que é a favor das ações afirmativas e das cotas raciais?

Se quando chega no meio do “saber popular”, se apresenta com mestrando de uma universidade de Porto Alegre no RS, e trás um discurso panfletário, sem fontes e referenciais teóricos, sem uma organização de idéias fundamentadas numa ordem mínima. Defende políticas de ações afirmativas e cotas raciais.

E quando se apresenta a um publico para tratar de questões raciais, trás frases de efeito, que destacam a manifestação racista no Brasil para reflexão. Faz uma critica ao hino do Rio Grande do Sul; “Povo que não tem virtude, acaba por ser escravo”, mas não trás sustentação teórica às criticas que faz. Pede reflexão, mas não dá base teórica para reflexão das pessoas presente.

E a meu ver, trata os presentes como subalternos, ao pensar que ao “saber popular” não precisa dar as devidas referencias para que, possam buscar as fontes primarias e questionar, criticar e repensar, os assuntos tratados no debate. Quem defende as cotas como forma de ressarcir os danos causados em outrora. Não pode negar fontes de produção e pesquisa para a emancipação dos oprimidos pelo sistema.

Negar acesso ao conhecimento produzido pela humanidade é, negar possibilidade de emancipação social para os que sempre tiveram negado poder de decidir pela argumentação teórica e sempre foram renegados ao segundo plano.

Por tanto, cuidado com os “novos capitães do mato” solto por este mundo.  Defendam suas ideias, questionem as falácias, fundamentem suas praticas e lutem por seus direitos de cidadãos do mundo.

Procurem conhecer a verdadeira história da capoeira, a história, que a história não escreveu, mas que os antigos mestres passam pela oralidade. E também, a verdadeira história dos capoeiristas que levantam bandeiras progressistas, conservadoras, neoliberais por este mundo à fora.   Um salve a todos irmãos.Feliz 2011 muita paz e saúde a todos.

 

Mestrando Paulo Grande / Movimento Capoeira Nação

Diretor da Confraria Gaúcha de Capoeira.

Um eterno aprendiz!

 

Referência:”Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão”.

Paulo Freire, em Pedagogia do Oprimido, 1980.

Projeto da prefeitura de Quatis forma capoeiristas

A Secretaria Municipal de Esporte, Cultura, Lazer e Turismo, realiza neste sábado (4), a cerimônia de Batizado e Troca de Cordas dos alunos que participam do projeto de capoeira, mantido pela prefeitura de Quatis.

O evento, realizado em parceria com o Grupo Muzenza, tem como objetivo a formação de novos profissionais da capoeira, bem como novos cidadãos.

Segundo o supervisor do grupo Muzenza em Quatis, André Nascimento, também conhecido como Mestre Quati, este é um momento único para aluno, que oferece oportunidade de crescimento cultural e profissionalizante.

“O batizado e a troca de corda possibilitam ao capoeirista o conhecimento cultural e aprimoramento técnico, pois a capoeira é uma luta e a cultura, uma sabedoria”, disse André.

A abertura da cerimônia será às 18h, com um curso de roda aberta ministrado pelo diretor nacional do Grupo Muzenza de Capoeira, Mestre Burguês, e apresentação de saltos. Logo após, haverá o batizado dos novos capoeiristas, que receberão das mãos do Mestre Quati, a corda de cor cinza – representando o primeiro estágio de um lutador de capoeira.

“Depois dos iniciantes, os graduados trocarão as cordas. Aí, um a um fará uma apresentação ao Mestre Burguês, que avaliará o ritmo e a parte técnica do atleta, entre outros”, explicou o supervisor do grupo.

De acordo com o secretário de Esporte, Cultura, Lazer e Turismo, Carlos Vagner, este momento é muito válido para o aluno, porque, além de trazer cultura e educação, aplica ganhos como a valorização pessoal e a propagação da capoeira.

“Para a cidade, um evento como este proporciona a busca da valorização e o resgate da arte da capoeira. Sem falar em lazer e entretenimento para a população”, destacou o secretário.

A cerimônia de Batizado e Troca de Corda do Grupo Muzenza de Capoeira acontecerá no Ginásio Poliesportivo, no bairro Nossa Senhora do Rosário.

 

http://www.diariodovale.com.br/noticias/4,27477.html

“MESTRE BIMBA, A CAPOEIRA ILUMINADA” Em Agosto nos Cinemas do Brasil

Em primeira mão, o Release #1 do lançamento do filme: Mestre Bimba a Capoeira Iluminada nos cinemas do Brasil.

O tão esperado documentário que conta a vida do MESTRE BIMBA, criador da Capoeira Regional, com cenas inéditas do grande mestre e depoimentos de muitos dos que foram seus alunos e de seus familiares, estará entrando em cartaz nas principais cidades brasileiras na segunda semana de AGOSTO com grande lançamento nas diversas mídias. O trailer do filme já está sendo exibido.

Clique para ampliar

A partir de 10 de AGOSTO de 2007

RIO DE JANEIRO – ESPAÇO DE CINEMA – Voluntários da Pátria, 35 Botafogo
Tel.: (21) 2226-1986
SÃO PAULO – UNIBANCO ARTEPLEX – Rua Frei Caneca, 569 – 3º Piso.
Tel.: (11) 3472-2365
SANTOS (SP) – ESPAÇO UNIBANCO MIRAMAR – Av. Marechal Floriano Peixoto, 44 – Gonzaga.
Tel.: (13) 3284-4044
BRASÍLIA – CINE ACADEMIA – Academia de Tênis – SCES Trecho 04 Conj. S Lote 1 B.
Tel.: (61) 316-6373

A partir de 17 de AGOSTO de 2007

SALVADOR – SALA DE ARTE UFBA – Av. Heitor Miguel Calmon, s/n. Vale do Canela – PAC (Pavilhão de Aulas do Canela). Tel: (71) 3237-9681

A partir de 24 de AGOSTO de 2007

RECIFE – SALA DA FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO – Rua Henrique Dias, 609, Derby.
Tels.: 3073-6688, 3073-6680, 3073-6712 e 3073-6651
FORTALEZA (a confirmar) – FUNDAÇÃO DRAGÃO DO MAR – Rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema. Tels.: (85) 3219-0002 e 3219-2641

A partir de 14 de SETEMBRO de 2007

PORTO ALEGRE – SANTANDER CULTURAL – Rua Sete de Setembro, 1028 Subsolo – Praça da Alfândega. Tel.: (51) 3287-5718
FLORIANÓPOLIS – CIC – Rua Eduardo Gonçalves D’Avila, nº 303 – Santa Mônica.
Tel.: (48) 3953-2000
CURITIBA – UNIBANCO ARTEPLEX – Shopping Crystal Plaza – Rua Comendador Araújo, 731 – Batel – curitiba@unibancoarteplex.com.br

A partir de 21 de SETEMBRO de 2007

GOIÂNIA – SHOPPING BOUGAINVILLE – Rua: 9, 1850 – Setor Marista
BELO HORIZONTE – USINA – Rua Aimorés, 2424 – Lourdes.
Tel.: (31) 3337-5566

Telefone para o cinema da sua cidade confirmando a estréia e os
horários do filme. Isso é importante para fazermos do filme um
grande sucesso, que depende apenas de nós.
Assim, conseguiremos exibi-lo em todo o Brasil – uma oportunidade
de ouro para a capoeira explodir e se tornar mania nacional.

Nos sites www.portalcapoeira.com e www.mestrebimbaofilme.com.br
você encontra notícias atualizadas do lançamento,
além de um vasto material de promoção do filme para
baixar e multiplicar, aplicando o nome do seu grupo,
mestre ou patrocinador.

DIVULGUE O FILME, DE TODAS AS FORMAS POSSÍVEIS: NAS AULAS,
COM OS ALUNOS E PAIS DE ALUNOS, NAS RODAS, COMBINANDO IDAS
EM GRUPO AOS CINEMAS, NOS EVENTOS COM OS AMIGOS E
NA INTERNET, ONDE E COM QUEM VOCÊ PUDER.



Para maiores informações acesse o site:

www.mestrebimbaofilme.com.br

Será um momento mágico para quem ama a capoeira e uma oportunidade única para quem ainda não a conhece, descobri-la. Divulgue essa notícia. Vamos lotar as salas de cinema e mostrar, mais uma vez, a força da nossa capoeira. Você poderá acompanhar todo o lançamento do filme em cinemas aqui no PORTAL CAPOEIRA. O DVD do filme, com nove faixas bônus totalmente inéditas na capoeira, estará sendo lançado internacionalmente até o fim do ano. Se você estiver próximo de alguma cidade que vai exibir o filme, compareça, leve o seu grupo, convide amigos e familiares seus e de seus alunos. Essa mobilização é que permitirá o sucesso do filme e fará com que a capoeira ganhe novos adeptos, novos espaços na mídia e cresça mais ainda.

A respeito do lançamento, recebemos um e-mail do realizador do filme, LUIZ FERNANDO GOULART, onde ele diz:

… O filme entrará em cartaz no dia 10 de agosto, podendo atrasar uma semana,
nas cidades de Rio, São Paulo e Brasília. As outras cidades irão entrando
logo apos, nas semanas seguintes. É uma estratégia de alto risco mas
resolvi jogar um “tudo ou nada”. Se os capoeiristas encherem as salas de
cinema e tornarem o filme um sucesso na primeira semana, novas salas
entrarão na rede e novos horizontes se abrirão para a capoeira, que será
descoberta, finalmente, pela mídia e por novos entusiastas.

O resultado será certamente academias abrindo novos horários e turmas, novos
filmes de capoeira sendo feitos e maior valor de mercado para a capoeira,
além de abertura para ela em novelas e demais meios de comunicação. Eu sei
que é um grande sonho mas não o acho impossível de ser realizado. Para isso,
o filme é o primeiro passo. Lutei até o fim para isso e a minha maior
motivação será a de saber que se a capoeira chegou onde chegou um dos
tijolinhos do seu grande sucesso foi colocado por mim.
Mas, para que tudo isso aconteça, será necessário que todas as pessoas que
possam divulgar o filme, comparecer às sessões do filme, incentivar outras
pessoas a faze-lo, o façam. É uma luta de toda a capoeira, na qual estou
apostando todas as minhas fichas.

Conto com o seu apoio, um dos primeiros que me incentivaram a entender que
essa luta valeria a pena. Por favor, divulgue o que for possível, cada novo
tijolinho significará mais solidez para a capoeira e essa hora é única e
mágica.

Que Bimba, Pastinha e tantos outros heróis dessa linda contribuição da
afro-descendência à nossa gente e ao nosso Pais estejam conosco e iluminem
os nossos caminhos para que possamos ver os cinemas lotados e muita festa
pela capoeira, primeiro no Brasil e depois, no mundo…

Luiz Fernando Goulart

Clique na imagem para ver o cartaz no seu tamanho real

Évora: Mestre Umoi, Capoeira & “Nosso Encontro”

Nome do evento: VIII Oficina Internacional de Capoeira – Évora 2007 – “Nosso Encontro”

Data: 07, 08 e 09 de Setembro de 2007

Local: Piscinas Municipais de Évora

Convidado palestrante: Mestre Beija-Flor – Capoeira Paname – Paris

A OFICINA INTERNACIONAL DE CAPOEIRA, um fantástico encontro repleto de muita energia positiva, carinhosamente batizado de “Nosso Encontro”, acontece pelo oitavo ano consecutivo em Évora, região do Alentejo Português, para o qual tive a honra de ser convidado pela segunda vez para atuar como responsável pela comunicação social e é claro capoeirar bastante, é um deste acontecimentos únicos que marcam a nossa caminhada dentro do universo da capoeiragem…

A cidade de Évora, cercada por uma beleza medieval e ao mesmo tempo contemporânea, é um lugar convidativo e hospitaleiro, de clima agradavel que irá se transformar durante os tres dias do “Nosso Encontro” na CASA DA CAPOEIRA.

“uma experiência fantástica e uma grande honra poder estar com pessoas que tem trabalhado com afinco e com o coração pela nossa arte capoeira e acima de tudo uma grande satisfação ter reencontrado grandes irmãos e conquistado novos amigos…”
Um encontro de PAZ e UNIÃO e muita CAPOEIRA!!! É assim que defino o “NOSSO ENCONTRO”

Acesse o site do evento e garanta a sua participação: www.nossoencontro.net

Luciano Milani

Mestre Umoi Souza, Grupo União na Capoeira, coordenador e mentor da Oficina Internacional de Capoeira, convida a toda a comunidade capoeirística para a oitava edição deste grandioso acontecimento.
“Caros capoeiristas,
Axé a todos vocês.
Pelo oitavo ano consecutivo venho anunciar que nos preparamos para mais uma jornada de três dias de capoeira em Évora.
O Nosso Encontro, antes de ser um evento, é um conceito que tentamos partilhar com a capoeiragem que aparece para uma vadiação.
Não temos convidados. Temos o espaço aberto para a promoção da capoeiragem e do capoeirista aluno, professor, contramestre ou mestre.
Estes últimos são as grandes estrelas que fazem brilhar o nosso encontro. Integram um quadro de profissionais que durante o evento divide com todos nós seu conhecimento teórico-prático nos domínios da capoeiragem e dignifica o capoeirista menos experiente presente em momentos de formação, devidamente organizados pelos três dias.
Évora 2006: Mestre UmoiSendo assim, o nosso encontro não se torna um evento destinado a um mestre especial, a um grupo seleto de participantes ou a um seguimento de capoeira. Mas promove espaços onde capoeiristas de várias correntes possam se sentir à vontade para se expressar sob um clima de camaradagem e respeito recíprocos.
Nossas regras de participação são bem simples e fáceis de serem seguidas, pois fazem parte do cotidiano de todo cidadão equilibrado física e emocionalmente.
Na esperança de poder conhecer novos capoeiras e rever bons amigos, fica o desejo de um bom encontro para todos nós.
Axé.”
Umoi Souza
Coordenador

Mestre Tonho Matéria lança novos CDs

Mestre Tonho Matéria lança novos CDs de Capoeira, sendo um deles em parceria com Mestre Dedé, Salvador, BA
 
            Já estão na praça mais dois novos CDs de Capoeira que contam com a participação e produção de Mestre Tonho Matéria (Antonio Carlos Gomes Conceição). O primeiro é produção própria, e recebeu o título de "SOU MANGANGÁ", nome de seu grupo, que por sua vez é uma homenagem ao lendário Besouro Mangangá. O CD "SOU MANGANGÁ" foi gravado em Salvador nos Studios WR Discos, e produzido pelo Mestre Tonho Matéria em parceria com Nestor Madrid. O lançamento ficou a cargo da POLYDISC (GAL GRAVAÇÕES ARTÍSTICAS LTDA), com fotos por Osmar Gama. É um Cd que resgata a totalidade da música e da capoeira na Bahia. Com letras que prestam homenagem a vários grupos de capoeira e a vários mestres inclusive ao mestre Boa Gente. Contatos: (71) 9919-7093 e (71) 3256-9806, ou então por email: tmmanganga@hotmail.com
 
 
            O segundo CD é o "KILOMBOLA MANGANGÁ", uma parceria entre o mestre Dedé (Grupo Kilombola) e Tonho Matéria (Associação Cultural de Capoeira Mangangá). Foi gravado em Salvador no Studios  BPM em 2004, com fotos por Osmar Gama.. É um Cd independente, podendo ser adquirido pelo telefone (71)  9919-7093 e  3256-9806 (mestre Tonho Matéria) ou  então com o Mestre Dedé: (71) 8822-1118 e (71) 3365-4108, ou ainda por email: capoeirakilombolas@ig.com.br
 
 

Fonte: Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br

Aulão de Capoeira na Escola Secundária de Mogadouro


Novos Horizontes – Nº 5 Edição 1 – Junho 2005
Jornal editado pelos alunos da Escola Secundária com 3º Ciclo de Mogadouro
Agradecimentos ao Clube de Jornalismo, corpo docente e aos alunos da escola.

A RASTEIRA NA CAPOEIRA

Ultimamente, na capoeira no São Paulo e ainda mais na Europa, lamento a quase-disaparição da rasteira.
A rasteira foi um símbolo de perícia dos capoeiristas.
Era motivo de horas de treinamento na academia.
Para conseguir o sucesso de colocar uma rasteira certeira, os capoeiristas trabalhavam o parceiro; existia o floreio, a ginga, as "enganações" que fazem parte da capoeira.
Não devemos deixar sumir coisa tão importante da capoeira.
Lembro de um caso que demonstra como considerada era a rasteira, no tempo ainda recente que eu treinava na academia de Mestre Nô.
Um certo aluno, formado depois de anos de aprendizagem, considerou que, com a sua forma física e sua experiência, superava o seu mestre. Desafiou o mestre Nô num sábado a frente de todos os alunos e de diversas visitas. Nô foi para a roda, dizendo que se perdia, ia embora, deixando o aluno senhor da academia.

Começou o jogo, num compasso médio, sem cantiga, e demorou bastante tempo. Havia muita tensão; quem tocava, tocava, os demais permaneciam silenciosos.
Havia momentos de superioridade de um sobre outro, e depois virava a vantagem.
ô cozinhou o aluno até dar uma rasteira fantástica que pegou nas duas pernas e mandou o aluno com as nádegas no chão.
O aluno com raiva tentou partir para murros, mas os outros impediram. Ele, no final, ficou tão desgostoso que abandonou a capoeira.
É um caso entre muitos que eu vi, que dá para comprovar a importância simbólica da rasteira na capoeira.
Quem não lembra do talento do mestre Canjiquinha, de Um-por-Um (da Massaranduba), de Marcos "Alabama", na rasteira?
Nos batizados, a conclusão do jogo do novato era a derrubada com rasteira, excluindo outras formas de desequilibrantes.

Hoje vemos capoeiras que se dizem excepcionais não conseguirem dar uma rasteira nos alunos que se batizam. Vemos as intimidações dos capoeiras aos novatos, e golpes traumatizantes e balões efetuados sem técnica para derrubá-los. É lamentável ver que a nova geração de capoeiras tem elementos que não se orgulham numa técnica, e ficam tão inseguros na sua arte, que não abrem o jogo (mesmo que fosse no intuito de derrubar) para principiantes de uns meses de treinamento. Quem está assistindo de longe, vê as oportunidades que eles tem de fazer. Eles não o fazem, preferindo os movimentos violentos, para tristeza dos presentes, sejam eles alunos, parentes ou espectadores que conhecem a arte.

Parece, então, que a rasteira saiu do cardápio de muitos capoeiristas.

Por que?

Será que novos métodos de treinamento excluíram a rasteira? Será que não faz parte da capoeira moderna? Será que a rasteira exige demais destes novos donos da capoeira?
A rasteira pede muita consciência do outro. Assim que já notei, é preciso trabalhar, cozinhar bastante o oponente para que este se jogue num golpe decisivo… que acaba na própria derrubada. É o parecer de um mestre; mas precisa de cabeça, e de tempo.
Os jogos que assistimos tem por objetivo principal de mostrar movimentos. Sejam agressivos ou acrobáticos, não importa, os movimentos superam na mente dos jogadores a tática, a perícia na arte de manobrar o outro.
Em geral, concordamos com os que acham, como mestre Decanio, que o compasso rápido demais e a vontade de se impor num "vale tudo" prejudicam o jogo da capoeira, tirando a ginga, a rasteira, tudo que faz a beleza da nossa arte.
Se, como suponho, a capoeira da Bahia tem alguma coisa para ensinar ao mundo, (em prática para os nossos alunos europeus), é justamente esta coisa original. Por isso, não podemos aceitar ver um elemento fundamental como a rasteira desprezado.

Por isso, desenvolvemos um trabalho básico com nossos alunos, sejam homens ou mulheres, fracos ou fortes, novos ou velhos, no sentido de uma capoeira que se importa com o outro, parceiro e adversário no mesmo tempo.

Lúcia Palmares é enfermeira, baiana, nascida em Salvador em 15/5/1955. Foi aluna de capoeira de Norival Moreira de Oliveira, o Mestre Nô, na Academia Orixás da Bahia na Maçaranduba/Salvador/BA, a partir de 1971. Recebeu o cordão de professora em 1979. Ensinou na academia Centro Suburbano de Capoeira (rua 2 de Julho, 19, Alto de Coutos) do Mestre Dinelson, de 1980 a 1990. Em 1987 recebeu o cordel de Contra-Mestre entregue pelo Mestre Nô. Em 1992 saiu de Salvador, foi para Santos (SP) continuou ensinando a capoeira trabalhando numa ONG. Em 1995  mudou se para a França. Hoje está começando novo grupo em Paris e pesquisando os aspectos culturais da capoeira. Poderá ser contatada pelo e-mail: polbrian@worldnet.fr

 

Lúcia Palmares – Paris/França