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NZinga: 30 Anos de Capoeira Angola

Grupo Nzinga de Capoeira Angola

O Grupo Nzinga de Capoeira Angola nasceu em 1995, quando Rosângela Araújo – hoje conhecida como Mestra Janja – passou a residir em São Paulo, em função da elaboração de suas teses de mestrado e doutorado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, na área temática de Filosofia e Educação. Ela vinha de 15 anos de trajetória dentro do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho-GCAP, em Salvador, trabalho conduzido pelo Mestre Moraes, que é uma referência no crescimento e divulgação da Capoeira Angola, no Brasil e no mundo. Durante os anos noventa, vieram unir-se ao Grupo Nzinga: Paula Barreto – hoje Mestra Paulinha – que esteve em São Paulo durante seu doutorado no Departamento de Sociologia da USP, e Paulo Barreto (Mestre Poloca), geógrafo e arte-educador, que participavam do GCAP em Salvador desde sua fundação, e onde Poloca já tinha o título de Contramestre. Na Bahia, Janja, Paulinha e Poloca, conviveram com alguns dos mestres mais importantes e renomados da Capoeira Angola, como Mestre João Grande e Mestre Cobra Mansa.

O Grupo Nzinga volta-se para a preservação dos valores e fundamentos da Capoeira Angola, segundo a linhagem do seu maior expoente: Mestre Pastinha (Vicente Ferreira Pastinha, 1889-1981). A Capoeira Angola é pautada por elementos como Oralidade, Comunidade, Brincadeira, Jogo, Espiritualidade e Ancestralidade. Toda a sua prática carrega em si significados e simbologias para o crescimento e transformação do indivíduo. Em seu ritual, todos participam e cada um é fundamental e único. Entre os princípios fundamentais dessa tradição estão a luta contra a opressão, a defesa de uma Cultura de Paz, a preservação dos valores que herdamos da diáspora africana, o cuidado com as crianças e jovens, principalmente através da cultura e da educação. Daí destacam-se o enfrentamento do racismo e a luta contra a discriminação de gênero. O antirracismo está na própria natureza da Capoeira Angola, que assumiu esse nome como estratégia para se diferenciar da folclorização e da esportização sofrida pela capoeira quando ela foi legalizada e usada como discurso do Estado Novo para divulgar uma pretensa democracia racial no Brasil. Os angoleiros, como são chamados, não aceitaram a descaracterização promovida pela transformação da capoeira apenas em Educação Física, que desprezava fundamentos da convivência e da educação afrobrasileiros mantidos por séculos nas comunidades de capoeiristas. Quanto à luta contra discriminação de gênero, o Nzinga muito se traduz através da liderança de Mestras Janja e Paulinha. Apesar da existência de mulheres capoeiristas históricas, sua trajetória se destaca num mundo eminentemente masculino e machista como o da capoeira.

Nos anos noventa, o Grupo Nzinga acumulou uma série de feitos nas áreas da cultura e da educação, destacam-se as Maratonas Culturais Afro-Brasileiras, que foram discussões, oficinas, celebração e Capoeira Angola, com público diversificado, incluindo movimento Hip-Hop, ONGs e educadores. Os integrantes do grupo foram incentivados a elaborar Pesquisas Acadêmicas: produção de papers, monografias, dissertações e teses como forma de intensificar e informar o diálogo entre a cultura tradicional e a academia. Desenvolveram-se atividades em conjunto com entidades das mulheres negras, centros culturais, escolas e outras entidades congêneres.

Nessa década de 2000, outras novas conquistas: as Oficinas no Fórum Social Mundial, com participação especial no “Forumzinho”, divulgando a Capoeira Angola para crianças de todo o mundo. O lançamento do CD Nzinga Capoeira Angola, a produção de um Clip (seguem anexos) e do vídeo IÊ, Viva meu mestre. O lançamento da Revista Toques d’Angola, um domínio na internet, o sitewww.nzinga.org.br, e a inauguração de novos núcleos de trabalhos do grupo.

Entre os anos de 2001 e 2002, surgiram os núcleos do grupo em Salvador, conduzido por Mestre Poloca, e Brasília, já com número significativo de membros. Ainda em 2001 nasceu o INCAB – Instituto Nzinga de Estudos da Capoeira Angola e de Tradições Educativas Banto no Brasil. Este instituto é a representação jurídica do grupo, além de uma ampliação efetiva no leque de atuação do Nzinga. Desde sua fundação o grupo tinha sido abrigado por entidades parceiras, como o Instituto de Psicologia da USP e o Centro Cultural Elenko, mas em abril de 2003, inaugurou-se a sede do INCAB no Jardim Colombo, Zona Oeste de São Paulo. Nessa comunidade, que é um dos bairros com pior Índice de Desenvolvimento Humano da capital, uma favela menos vistosa que a vizinha Paraisópolis, o Grupo Nzinga traduziu sua vocação ativista organizando ações de complementação pedagógica para crianças da comunidade e oferecendo gratuitamente aulas de Capoeira Angola e Culturas Populares para as crianças e adolescentes do bairro dentro do Projeto Ginga Muleke. No Projeto Kakurukaju, grupos da terceira idade participavam de atividades de conscientização corporal, Capoeira Angola e debates sobre negritude.

Em setembro de 2004, Mestra Janja recebeu a homenagem de Cidadã Paulistana, da Câmara de Vereadores de São Paulo, por sua marcante atuação na preservação e luta dos valores da comunidade negra do país.

2005 foi o ano da internacionalização do trabalho do Grupo Nzinga, com a inauguração dos núcleos em Marburg, na Alemanha, e na Cidade do México; atualmente com núcleos também em Maputo – Moçambique e Londres, e um terceiro núcleo em São Paulo, que funciona na zona norte da cidade, no bairro do Tucuruvi.

Voltando a residir em Salvador, Mestra Janja assumiu a coordenação do Departamneto de Mulheres da Secretaria de Promoção da Igualdade do Estado da Bahia – SEPROMI e depois o cargo de professora titular no Departamento de Educação da Universidade Federal da Bahia. Mestra Paulinha dirige o Centro de Estudos Afro Orientais de Salvador – CEAO –  da UFBA,  e Mestre Poloca desenvolve já cinco anos atividades de resgate de lendas e contos africanos com crianças de escolas da rede pública de Salvador. Em São Paulo e nos outros núcleos, o trabalho foi assumido pelos chamados na tradição de treinéis, integrantes mais antigos, responsáveis pela condução das atividades do grupo.

Em 2008, o Instituto Nzinga decidiu mudar sua sede para a região do Largo da Batata, em Pinheiros. Ao se reestabelecer nesse bairro, onde o Nzinga foi sediado por vários anos, um núcleo de atividades passou a funcionar nas instalações do Projeto Viver, no Jardim Colombo, garantindo a continuidade dos trabalhos no bairro.

Os angoleiros e angoleiras do Nzinga são, na sua maioria, pessoas da comunidade, jovens estudantes, universitários, músicos, artistas, professores, trabalhadores…, reunidos numa diversidade de três gerações, no mínimo. Acima de tudo, o Grupo Nzinga é  constituído de pessoas que se conhecem, se gostam, gostam do que fazem e, principalmente, gostam e acreditam em fazer juntos.

 

http://nzinga.org.br – Endereço do Nzinga: Rua Alto da Sereia, 2 – 3º andar – Rio Vermelho C Salvador – BA

Embu das Artes: Capoeiristas abrem Mostra dos Núcleos de Cultura

A inclusão social e cidadã  do governo de Chico Brito é evidente em eventos como a Mostra dos Núcleos de Cultura, aberta em 28/11, com apresentação dos grupos de capoeira de Embu das Artes, com participação de mais de 500 alunos. O projeto dos grupos de capoeira, iniciado com apoio do governo federal, hoje é mantido pelo município. “Os Núcleos de Cultura, criados nesta gestão e instalados em 18 das 20 regiões da cidade, além de capoeira, têm atividades de música, dança, teatro. E a capoeira não é só uma luta, é também cultura, esporte, disciplina”, disse o secretário de Cultura, Paulo Oliveira.

No primeiro evento de encerramento das atividades 2010 dos Núcleos de Cultura, que continua nos dias 11 e 12/12, também no Centro Cultural Valdelice Medeiros Prass (avenida Aimará, s/nº), com teatro, música e dança, ocorreram apresentação de roda, maculelê, samba de roda, puxada de rede, manifestações que compõem a capoeira. Participaram os Núcleos de Cultura do Jardim Silva, coordenado pela professora Pantera; Jardim Júlia, do popular professor Temeterra (Mateus); Jardim Pinheirinho/Paróquia São Judas, contramestre Joca; Valdelice, mestre Edson; Novo Campo Limpo, mestre Azambuja; Santa Tereza, contramestre Joca; Parque Pirajuçara, professor Faísca Scuby; e São Marcos, mestre Oró, que fez uma bonita apresentação com Faísca, Tadeu e Edson.

Na abertura, na quadra do ginásio do Valdelice, Márcia Cristina Rabelo Batista, a professora Pantera, do Centro Cultural de Capoeira Irmãos Unidos, com sede no Centro, destacou que praticar a atividade “é bom para o físico, a disciplina e faz bem para adultos e crianças”.

O pequeno Philipi Freire Araújo, 6 anos, é um exemplo disso. Ele se exibe na quadra durante a apresentação com desenvoltura, enquanto os pais, Elenice Freire e Washington Araújo acompanham orgulhosos. A mãe de Philipi conta que ele pediu para entrar no grupo de capoeira depois de ouvir o som do berimbau e que após se tornar um capoeirista já recebeu medalha e troféu. “Percebo que ele é cada vez mais disciplinado e come melhor. Antes, por exemplo, não comia feijão. Hoje, sempre digo a ele que precisa se alimentar melhor para lutar e ele vai avançando”, revela Elenice.

Nas equipes, nem todas as crianças recebem os cuidados de Philipi, nem mesmo têm os pais na plateia para vê-los fazer a exibição. No ginásio, antes da apresentação, dois pré-adolescentes brigam demonstrando agressividade, até a professora Pantera separá-los destacando a necessidade de formarem uma equipe. É tarde de domingo, os pais dessas crianças não estão nas arquibancadas do ginásio Valdelice, assim como muitos outros que ainda não descobriram como o pequeno gesto de aplaudir e torcer pelo filho pode despertá-lo para a prática esportiva, contribuir para a formação do seu caráter e torná-lo mais saudável e feliz.

Elke Lopes Muniz

 

Fonte: http://www.embu.sp.gov.br/

Oficina Luso-Belga de Capoeira Angola

Através dos núcleos na Europa, nas cidades de Bruxelas e Coimbra, dirigidos por Mestre Faísca, o CECA-RV estará realizando um evento intitulado Oficina Luso-Belga de Capoeira Angola, com a seguinte reflexão:

 

O C.E.C.A. Rio Vermelho e a expanssão da Capoeira Angola.

 

O acontecimento buscará destacar o fato da AJPP-CECA-RV estar dando oportunidade a diferentes contextos sociais entrarem em contato com um conhecimento produzido a partir da diáspora africana no Brasil.

Pautado na preservação e propagação da Capoeira Angola, a partir da concepção do Mestre João Pequeno de Pastinha, o trabalho dirigido por Mestre Faísca tem como objetivo manter vivo o legado dos Mestres Benedito, Pastinha e João Pequeno, atuando na formação de novos angoleiros. O que significa um trabalho amplo que envolve fundamentalmente um modo-de-ser, ou seja, a transmissão de um saber, de um conhecimento, através da relação mestre/discípulo. Desta forma, a Capoeira torna-se um bem cultural capaz de informar a vida em sociedade, bem como um elemento fomentador de diálogo e convivência harmônica entre pessoas de diferentes culturas e nacionalidades.

Através dos ensinamentos passados por Mestre João Pequeno de Pastinha, Mestre Faísca conduz um trabalho voltado a produzir núcleos de pesquisa e formação. Uma iniciativa coletiva em que se desenvolve um trabalho considerando todas as pessoas participantes de forma igualitária, independente da origem ou de outra forma de diferenciação social, como, por exemplo, etnia ou religião.

Há distinção apenas por mérito, estando todo o trabalho, tal como uma unidade, direcionado por uma linha de conhecimento. O que não permite uma condução diferenciada nos diferentes núcleos por seus responsáveis, uma vez que, independente da graduação destes, todos se reportam a Mestre Faísca como responsável pelo trabalho de formação e pesquisa da cultura afro-brasileira.

Dessa maneira, a AJPP-CECA-RV afirma uma lógica de expansão da Capoeira Angola pautada, não pela prestação de serviço, nem pela disputa de mercado, mas sim pela disseminação de uma manifestação cultural que tem sua especificidade no que se refere à transmissão do conhecimento e de seus valores. O que significa buscar o saber ancestral de um Mestre de Capoeira Angola, que, pela transmissão oral, conduz o aprendizado e a consequente perpetuação da arte.

 

Mestre Faísca
A.J.P.P. – C.E.C.A. – Rio Vermelho

www.ceca-riovermelho.org.br

(71) 8813-9060 / 9214-5476

Grupo Meninos Guerreiros reúne mais de 250 capoeiristas no Centro Esportivo Castelo Branco

O Centro Esportivo Castelo Branco foi tomado por mais de 250 capoeiristas neste domingo, dia 4, por ocasião do 2º Aulão Aberto de Capoeira, promovido pelo Grupo Meninos Guerreiros. Segundo o mestre Cabrito, um dos organizadores, o evento serviu ainda para a entrega dos 300 uniformes (calça de helanca branca e camiseta branca de algodão), doados pela Petrobras ao Grupo, que conta hoje com 10 núcleos de capoeira em vários pontos de Cubatão. Em seu discurso, mestre Cabrito agradeceu o apoio da prefeita Marcia Rosa, representada no evento pelo secretário municipal de Educação, Fábio Inácio de Oliveira. Também estiveram presentes o mestre Cícero e professor Flávio, integrantes da Associação de Capoeira Senzala, de Guarujá.

Além da entrega dos uniformes, mestre Cabrito diz que aconteceu um aulão aberto de capoeira ministrado pelo mestre Geraldo, mestre Beto, contra mestre Kleiton, contra mestre Amaral, contra mestre Liminha, contra mestre Abridor, monitor Tatu e contra mestre Bruno, com a participação de cerca de 200 alunos com idades de 4 a 79 anos.

“Prefeitura entregou uniformes doados pela Petrobras

O Grupo Meninos Guerreiros representará a cidade nos Jogos Regionais de 2010, a serem realizados em julho na cidade de Guarujá. O grupo (formado por oito atletas, sendo quatro homens e quatro mulheres) tentará repetir o sucesso de 2009, quando se sagrou campeão da 2ª Divisão e conquistou medalha de ouro com o mestre Águia, do grupo Aliança.

 

História – O Grupo de Capoeira Meninos Guerreiros nasceu na antiga Vila Parisi, no dia 1º de abril de 1984, no Projeto PLIMEC. Este projeto tinha por objetivo atender as crianças e jovens do extinto bairro na intenção de dar a eles a oportunidade da escolha de um futuro melhor. O fundador e presidente do grupo é José Geraldo de Oliveira, tendo como vice-presidente, André Luiz dos Santos Ribeiro, e administradora, Cristina dos Santos Ribeiro.

O grupo conta com cerca de 260 alunos, divididos em 10 núcleos de ensino: Núcleo Cota 200, responsável Mestre Bilé (Hermenegildo); Núcleo UME Estado de Alagoas, responsável professor Coelho (Marivaldo); Núcleos Bolsão 7, 8 e 9, responsável contramestre Tabú (Edicarlos); Núcleo Conjunto São Judas Tadeu, responsável Formado Chapa; Núcleo UME Princesa Isabel, responsável contramestre Liminha (David); Núcleo Ilha Bela, responsável monitor Morcego (Aldenir); Núcleo Vila Esperança, responsável mestre Cabrito (Fábio); Núcleo Vila São José, responsável mestre Capoeira (Edilson). As aulas são ministradas gratuitamente. Mais informações pelos telefones 9719-4603 ou 8845-0663, com mestre Cabrito.


Texto: Lula Terras – http://www.cubatao.sp.gov.br

3ª Semana da Capoeira de Santa Maria

A cultura está em festa: Festival no CDM marca o encerramento da 3ª Semana da Capoeira de Santa Maria

O toque dos berimbaus, as palmas e os cantos darão o ritmo da programação de hoje à noite, no Centro Desportivo Municipal (CDM). A partir das 20h30min, a capoeira tomará conta do local em um festival que marca o encerramento da 3ª Semana da Capoeira de Santa Maria. O evento é uma promoção da Associação de Capoeira de Rua Berimbau, e faz parte das comemorações do Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro.

Desde sábado, estão sendo realizadas oficinas gratuitas de capoeira em diversas escolas e centros comunitários de Santa Maria. Nas aulas, voltadas principalmente para crianças da periferia da cidade, foram ensinados, além das técnicas da capoeira regional e de angola, toques de berimbau e danças típicas da cultura afro-brasileira, como maculelê e jongo. A iniciativa, explica um dos coordenadores da Associação de Capoeira de Rua Berimbau, Luiz Antônio Loreto, o mestre Militar, ajudou a difundir a capoeira em todos os cantos de Santa Maria.

– As oficinas foram bem-aceitas nas comunidades, até porque tivemos a preocupação de descentralizar as atividades. Nossa intenção é levar a capoeira às comunidades mais marginalizadas, porque ela tem uma linguagem mais próxima daquelas pessoas. Cada vez mais percebemos que a capoeira funciona como um bom instrumento de educação – avalia o mestre Militar, com a experiência de quem pratica a capoeira há 20 anos.

De graça – Para quem quiser conferir o encerramento da 3ª Semana da Capoeira de Santa Maria, a entrada no CDM é de graça. E as atrações serão muitas. Além da participação de 10 grupos de capoeira do Rio Grande do Sul, o evento definirá os campeões do 1º Festival de Toques de Berimbau, concurso realizado durante as oficinas. Também haverá um grande batizado, iniciação de quem pratica a capoeira. A previsão é que 70 alunos sejam graduados esta noite.

– Será uma grande festa. Vamos reunir novos e velhos capoeiristas de Santa Maria – ressalta Militar, que é discípulo do mestre Biriba.

A Associação Capoeira de Rua Berimbau conta com cinco núcleos de atuação na cidade – CDM, Centro Comunitário Perina Morosini, em Camobi, ocupação da gare, Vila Maringá e Escola Municipal Darcy Vargas. A ideia é ampliar as atividades para 10 núcleos em 2010.

Aconteceu: II Mosaico Integrado de Capoeira – II MIC

II Mosaico Integrado de Capoeira  (II MIC)

Florianópolis 15 a 18 de novembro de 2007

Foi realizado em Florianópolis-SC, entre 15 e 18 de novembro de 2007, o II Mosaico Integrado de Capoeira (II MIC). Durante o evento foram realizadas oficinas, rodas, espetáculos e outras atividades ligadas à capoeira. O evento aconteceu em diversos locais da cidade. O Teatro da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi palco para o belo espetáculo cultural e para a realização da cerimônia de graduação e formatura dos grupos Beribazu, Cordão de Ouro e Gunganagô. Todas as atividades foram gratuitas e abertas ao público.

Segundo seus coordenadores (Mestre Falcão, Mestre Kadu e Contramestre Habibis) a  realização do II MIC, em Florianópolis, consolida o processo de integração que vem sendo implementado por diversos grupos de capoeira da cidade. O evento mobilizou um expressivo número de praticantes de capoeira e contribuiu para democratização das relações entre grupos, abrindo possibilidades para novas formas de integração cultural.

II Mosaico Integrado de Capoeira  - II MIC

O II MIC promoveu, de fato, a integração e o intercâmbio entre praticantes de capoeira de diversos grupos da cidade e seus convidados. A partir de ações de organização coletiva, colaboração, tolerância e solidariedade, tão necessárias para a realização de atividades com essas características, os grupos organizadores do II MIC se imbuíram em superar uma lógica que vem segmentando a capoeira cada vez mais em que grupos se tornam rivais pelo excesso de concorrência em busca de prestígio e reconhecimento.

Notas sobre os Grupos que integraram o II MIC

O Grupo de Capoeira Beribazu

O Grupo de Capoeira Beribazu foi fundado em 11 de agosto de 1972, no Distrito Federal pelo Mestre Zulu. Atualmente possui núcleos espalhados pelo país e em diversas regiões do mundo. A estimativa é de que o Grupo Beribazu tenha hoje cerca de 2.000 integrantes. Em Florianópolis, o responsável pelo Grupo Beribazu é o mestre Falcão, professor da UFSC.

O Grupo Cordão de Ouro

O Grupo Cordão de Ouro foi fundado em 1967 por Mestre Suassuna, em São Paulo. É um dos grupos de capoeira mais antigos do mundo. Em 2007 completou 40 anos de existência. Tem núcleos em vários países do mundo e em Florianópolis é coordenado pelo contramestre Habibis.

O Grupo Gunganagô

O Grupo Gunganagô foi criado em 2005 pelo Mestre Kadu, que reside em Florianópolis desde 1994. Tem trabalhos desenvolvidos em diversos bairros da cidade. Desenvolve uma significativa experiência de capoeira com cegos e possui núcleos em outras cidades do Estado de Santa Catarina.

 

UMA EXPERIÊNCIA BASTANTE POSITIVA

As atividades desenvolvidas durante o II MIC foram muito empolgantes e envolveram cerca de 30 docentes de capoeira entre mestres, contramestres e professores de várias regiões do Brasil. Contou também com a formatura de um professor argentino, integrante do Grupo Beriazu.

II Mosaico Integrado de Capoeira  - II MICII Mosaico Integrado de Capoeira  - II MIC

No espetáculo cultural houve apresentações de maculelê, puxada de rede, seqüência do Mestre Bimba, samba de roda, orquestra de berimbau e a execução acompanhada de diversos instrumentos (berimbau, violinos, violão selo, contra baixo, pandeiro e atabaque) da música ‘Berimbau’ de Vinícius de Moraes e Baden Power.  Todas as atividades atraíram grande público e foram muito elogiadas.

As atividades do II MIC estão disponibilizadas em DVD e podem ser adquiridas mediante contato com os coordenadores do evento.

Mestre Falcão – [email protected]

Mestre Kadu – [email protected]

Contramestre Habibis – [email protected]

Capoeira no “Sangue” – Hemosul faz parceria para realização de Festival de Capoeira

O Hemosul e a Federação Sul-Mato-Grossense de Capoeira fizeram uma parceria para o Festival de Capoeira, que acontece entre os dias 18 e 20 de maio, no Ginásio Guanandizão. Para se inscrever no Festival, os atletas precisam doar sangue.
 
A iniciativa une esporte e cidadania, buscando levar à população oportunidades de contribuir para o bem-estar social e incentivar outros doadores.
O atleta que deseja participar do festival deve comparecer à sede do Hemosul, que fica na rua Fernando Correa da Costa, 1304, Centro, ou em quaisquer núcleos da Hemorrede distribuídos pelos vários municípios do Estado, fazer a doação, e entregar o comprovante na Federação de Capoeira, localizada na rua Joaquim César Neto, Paulo VI, ou na sede da Famens – rua Engenheiro Roberto Mange, 135, bairro Amambaí.
Nos dias do evento, será montado, no Guanandizão, um local de cadastramento de doadores de medula óssea, a ser utilizada no tratamento de pacientes com leucemia.
Mais informações no Hemosul, pelo telefone (67) 3312 1503.  
 

Itabuna: VII Encontro do Grupo Capoeira Raça

Encontro de Capoeira começa hoje em Itabuna
 
O VII Encontro do Grupo Capoeira Raça, que terá a presença do Mestre Medicina, fundador do grupo, tem programação hoje e amanhã
O VII Encontro do Grupo Capoeira Raça começa hoje às 18 horas, na quadra do Colégio Imeam, em Itabuna. O evento segue com programação para amanhã, quando as atividades começam às 15 horas, no mesmo local.
Para hoje, está confirmada uma aula com o Mestre Medicina, fundador do Grupo Raça. Durante todo o encontro, haverá batizado, troca de cordéis e formatura de alguns capoeiristas. O professor Newiton "Vovô" diz que tem boas expectativas para o encontro. "Esperamos um bom encontro, com a participação de quase todos os alunos do Raça", diz ele.
O evento, coordenado pelo Contra-Mestre Rogério "Arrepiado" e pelo professor Newiton "Vovô", tem o apoio de: Vereador Del Gally, Unibom, Brasil Gás, Bodega do Coalhada, Posto Iteúna, Posto Jaçanã, Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), Secretaria de Esportes e Posto Fama.
 
Patrocínio Social
Vovô cita ainda a parte social do Capoeira Raça, que tem núcleos de ensino nos bairros Bananeira, Califórnia, Fátima, Ferradas, Jorge Amado, São Pedro, Urbis-4 e Zizo. "Além dos alunos nas sedes localizadas próximas ao centro, batizaremos capoeiristas que praticam o esporte nos núcleos do Raça na periferia. A idéia é batizar cerca de 150 alunos somente desses núcleos. Não batizaremos mais devido à falta de apoio".
 
Fonte: Agora – Itabuna – BA – http://www.agora-online.com.br

Mogi Mirim: Ginga Fest & Projeto Capoeiragem

O VI Ginga Fest, que acontece neste sábado e domingo, 9 e 10 de setembro, batizará e trocará a graduação de cerca de 160 crianças e jovens que freqüentam o Projeto Capoeiragem, desenvolvido pelo Derel (Departamento de Recreação, Esporte e Lazer) nos núcleos da Comunidade Aimirim da Santa Clara, Vila Dias, Jardim Paulista, Jardim Planalto, distrito de Martim Francisco e Horto de Vergel.
 
A abertura acontece com uma roda de capoeira, no sábado, a partir das 9h, na praça Rui Barbosa. No período da tarde haverá curso teórico ministrado pelo contra mestre Guerreiro, a partir das 14h, no Ginásio "Wilson Fernandes de Barros", no Tucurão. No mesmo local, a partir das 18h, acontecem o batizado e troca de graduações, seguidos pelo roda de capoeira de mestres, contra mestres e professores.
 
O Ginga Fest é uma espécie de vestibular para quem pretende mudar de corda (equivale à faixa no judô). No total, são 16 cordas. A mais alta é a de cor branca, que é a de mestre.
 
O evento prossegue no domingo, no Ginásio do Tucurão, com curso prático ministrado pelo contra mestre Guerreiro, a partir das 9h.
 
 
Inclusão Social
 
O Projeto Capoeiragem conta com a supervisão do professor Vilson Aparecido Ribeiro Rodrigues, o Xavante, do Grupo Candeias de Capoeira, de Mogi Mirim. A modalidade foi introduzida na atual administração com foco na inclusão social de crianças e jovens, entre 4 e 18 anos, que freqüentam os núcleos do Aimirim.
 
No total, já são cerca de 200 capoeiristas que participam das aulas nesses núcleos, as quais são ministradas em dois períodos – manhã e tarde – pelo professor Luciano Jannuzzi. Nos Jogos Regionais disputados recentemente em Bragança Paulista, ele ficou com a medalha de bronze. 
 
 
Fonte: Cosmo Online – http://www.cosmo.com.br

Rio Preto é a primeira colocada em Encontro Estadual de Capoeira

A equipe de capoeiristas da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer conseguiu a primeira colocação no 14º Encontro Estadual de Capoeira em Catanduva.

Os atletas trouxeram à cidade o troféu de 1º lugar na classificação geral da competição. Participaram do evento 32 alunos do Projeto Cidadão, para crianças de 7 a 14 anos. As lutas aconteceram no ginásio de esportes do Gaviolli.

Os atletas rio-pretenses treinam nos núcleos do João Paulo 2º, Planalto e Eldorado. Pelo Projeto Cidadão, desenvolvido pela Prefeitura de Rio Preto, as crianças são atendidas diariamente em horário contrário ao escolar, recebendo alimentação, reforço escolar, atividades culturais, esportivas e musicais.

Participaram da competição atletas de cidades como Frutal, Tabapuã, Matão, Fernandópolis, e outras.