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Reeducação Alimentar e Qualidade de Vida

Qualidade de vida Curso é uma parceria entre a Associação Capoeira na Periferia e duas nutricionistas

A Associação Cultural, Educacional, Esportiva e Saúde Capoeira na Periferia fechou parceria com as nutricionistas Maria das Graças Carvalho de Souza e Flávia Granato, formadas pela Unimep – Universidade Metodista de Piracicaba – para realização de cursos de reeducação alimentar, destinado a crianças, jovens e adultos.

“Reeducação alimentar é para a vida inteira e o curso tem por objetivo atingir a melhoria da saúde, proporcionando melhor qualidade de vida às pessoas que aprendem a se alimentar de maneira correta e na hora certa”, explica Maria das Graças.

A metodologia do curso vai empregar folder informativo, filme, teatro e oficinas diversas, como do uso de ervas que podem substituir o sal, o cozimento de legumes e o resgate dos chás do tempo das nossas avós. “A duração do curso será de seis meses, com sala de no máximo de 50 participantes que também poderão sugerir temas durante as aulas”, diz Flávia Granato. A nutricionista ressalta que a alimentação tem relação direta com algumas doenças, como a hipertensão e a obesidade, e a oficina vai também tratar dessa pauta.

“Em se tratando de nutrição, tudo pode, desde que se saiba dosar. Até água em excesso é prejudicial, é preciso buscar o equilíbrio, conhecer os alimentos, fraccionar as refeições”, ensina Maria das Graças. Ela observa que os casos de desnutrição em crianças, que eram tão comuns, se transformaram em um número muito elevado de obesidade, relacionado à maneira errada de se comer, à vida sedentária e outros fatores. “O que vemos hoje são doenças em crianças, como o colesterol alto, que não existia antigamente”, diz a nutricionista.

Para as profissionais, a reeducação alimentar para dar resultado e chegar a quase 100%, toda a família deve participar. “Reeducação é para todos, indiferente de quantos quilos você tem quer reduzir”.

As inscrições para o curso poderão ser feitas às segundas, quartas e sextas, a partir de segunda-feira, dia 26, no horário comercial, na sede da Associação Capoeira na Periferia, avenida 31 de Março, 2213, no Jardim Pacaembu. O telefone é 3035-3329. O coordenador da entidade, José Manoel do Nascimento, informa que o curso é gratuito para as crianças matriculadas na Associação e será cobrada uma taxa de R$ 25,00 para as demais pessoas interessadas.

OUTRAS INSCRIÇÕES.

A Associação Capoeira na Periferia, fundada em 1999, passa a contar com o trabalho do sociólogo Edy Carlos de Souza como coordenador de projetos. Atualmente estão abertas as inscrições para o curso de capoeira, em diversos horários; aulas de ginástica para adultos, em parceria com a Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Atividades Motoras; e aulas de hip hop, pop e black.

SERVIÇO

Associação Cultural, Educacional, Esportiva e Saúde Capoeira na Periferia
Avenida 31 de Março, 2213, Jardim Pacaembu
Telefones: 3035-3329 e 8116-5461

 

http://www.gazetadepiracicaba.com.br

Saúde: Comida demais

Agência FAPESP – O que tem contribuído mais para a epidemia de obesidade: a ingestão excessiva de alimentos ou o sedentarismo? A questão vem sendo discutida há tempos, mas, segundo um estudo que acaba de ser divulgado, a culpa é principalmente do primeiro item.

A pesquisa foi apresentada na sexta-feira (8/5) no Congresso Europeu de Obesidade. Segundo o trabalho, feito por um grupo internacional, o aumento na obesidade nos Estados Unidos desde a década de 1970 se deve quase que completamente ao aumento na ingestão de calorias.

De acordo com a Associação Europeia para o Estudo da Obesidade, o estudo inova ao examinar a questão das contribuições proporcionais à epidemia de obesidade ao combinar relações metabólicas e dados epidemiológicos e agrícolas, entre outros.

“Há muitas sugestões de que tanto a redução da atividade física como o aumento na ingestão de calorias têm sido os principais vetores da obesidade. Mas, até agora, ninguém havia proposto como quantificar as contribuições relativas desses dois pontos”, disse Boyd Swinburn, diretor do Centro de Prevenção da Obesidade da Universidade Deakin, na Austrália, órgão que atua junto à Organização Mundial de Saúde.

“O novo estudo demonstra que o ganho de peso na população norte-americana parece ser explicado totalmente pela ingestão de mais calorias. Aparentemente, as mudanças nas frequências de atividades físicas têm um papel mínimo”, afirmou.

Os pesquisadores examinaram inicialmente 1.399 adultos e 963 crianças para determinar quantas calorias seus corpos queimam no total em circunstâncias normais. Após obterem as taxas de queima de calorias de cada um dos voluntários, Swinburn e colegas calcularam quanto os adultos precisam comer de modo a que mantenham um peso estável e quanto as crianças necessitam para que estejam em uma curva de crescimento normal.

Em seguida, foi feita a análise de quanto os norte-americanos comem, por meio de dados nacionais da disponibilidade de alimentos (a quantidade de alimento produzida e importada menos o total exportado, desperdiçado e usado em animais ou em outras situações), desde a década de 1970.

A ideia era estimar qual seria o peso aproximado 30 anos depois levando em conta apenas a ingestão de alimentos. Para isso, também usaram dados de outro estudo nacional sobre o peso médio dos habitantes dos Estados Unidos. “Se o aumento de peso real se mostrasse o mesmo que a estimativa havia apontado, isso implicaria que a ingestão de alimentos era a responsável.

Se isso não ocorresse, significaria que mudanças na atividade física também tiveram papel importante”, disse Swinburn. Os resultados mostraram que, em crianças, o peso estimado e o real eram exatamente o mesmo, indicando que o consumo calórico sozinho poderia explicar o aumento de peso médio observado no período. “Para os adultos, estimamos que eles estariam em média 10,8 quilos mais pesados, mas o aumento ficou em 8,6 quilos.

Isso sugere que o excesso na ingestão de alimentos ainda explica o ganho de peso, mas que houve melhorias na atividade física nesses 30 anos que evitaram um crescimento ainda maior”, afirmou. Segundo Swinburn, para que o peso médio retorne aos valores da década de 1970, seria preciso diminuir a ingestão calórica em cerca de 350 calorias por dia para crianças e em 500 calorias (um sanduíche grande) para adultos.

“Uma alternativa para atingir resultados semelhantes seria aumentar a atividade física em 150 minutos por dia para crianças e 110 para adultos. Realisticamente, embora a combinação dos dois fatores seja o ideal, o foco deve estar principalmente na redução da ingestão calórica”, disse.

O pesquisador enfatiza que a atividade física não pode ser ignorada como um importante fator para auxiliar na redução da obesidade e que deve continuar a ser promovida por conta de diversos outros benefícios à saúde .

Entretanto, Swinburn destaca que as expectativas em relação ao que pode ser atingido por meio de exercícios devem ser diminuídas e as políticas públicas de saúde precisam ser dirigidas mais no sentido de encorajar a população a comer menos.

 

http://www.easo.org/eco2009/ 

 

Laercio Elias Pereira
http://cev.org.br/qq/laercio/
(82) 9913 8811 – Maceio’