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Bahia: Sarau, Orquestra de Berimbau e Capoeira na Casa Cor

Neste sábado, 20, acontece um "Sarau Literário" na Casa Cor Bahia 2007, que este ano acontece na Associação Atlética, na Barra. O sarau terá a participação de alunos da Escola Lucinda de Poesia Viva, da atriz e poeta Elisa Lucinda. O encontro será realizado a partir das 19h, no Espaço Café Literário, da designer Tessa Tironi, juntamente com a galeria de livro. Mais informações pelo telefone 3353-0051.

No domingo, 21, no espaço Agra/Abyara do evento acontece a apresentação da Sunday Lounge Party. O espetáculo fica por conta da Orquestra de Berimbau e Capoeira do Projeto Axé, às 16h.

Os Ingressos da Casa Cor custam R$20 (preço único) e dão acesso às apresentações. Maiores informações no site do evento.

Fonte: http://www.atarde.com.br

RJ: Kina Mutembua e Orquestra de Berimbaus faz show gratuito na UERJ

Espetáculo Coisas Nossas é apresentado para estudantes da rede pública do Rio.
 
A celebração da garra, ritmo e musicalidade afro-brasileira. Assim é o musical Coisas Nossas, apresentado pelo grupo Kina Mutembua e Orquestra de Berimbaus, da Ação Comunitária do Brasil/RJ (ACB/RJ). E a próxima apresentação do grupo será uma ação beneficente, pois no dia 17/08, às 14h, o espetáculo Coisas Nossas será apresentado gratuitamente no Teatro da UERJ Odylo Costa Filho para estudantes da rede pública do Rio.
 
Marcante pela sua interatividade, Coisas Nossas envolve a platéia em um rito de simbolismos e alegria. O show, criado durante o intercâmbio com artistas do Ballet Nacional de Ruanda em 2006, foi renovado e traz além de composições próprias do grupo, música em dialeto Banto, típico da África.
 
Todo o repertório é um resgate às perolas da música nacional como é o caso de Brasil Pandeiro de Assis Valente, um dos hinos do samba na década de 1940 e da famosa canção Alguém Me Avisou, de D. Ivone Lara. Ao lado destes sucessos, nomes como Ivan Lins e Clara Nunes. O detalhe está na interpretação das músicas que são levadas a toques de berimbau e percussão.
 
Sob a direção do coreógrafo Charles Nelson, autoridade em dança afro-brasileira, o espetáculo é composto por números que unem Dança Contemporânea, Capoeira, Maculelê e Samba de Roda. Coisas Nossas aposta na mistura de manifestações populares que deu origem ao povo brasileiro. Por toda essa brasilianidade, o espetáculo Coisas Nossas, criado a partir da experiência no Fórum Cultural Mundial 2006 marcou presença na primeira edição do Fashion Rio/2007.
 
Kina Mutembua e Orquestra de Berimbaus – Composto por jovens de 11 a 22 anos, o Kina Mutembua resulta do trabalho sócio-cultural da ACB/RJ, nas favelas da Maré e Cidade Alta, em Cordovil. Com um nome que significa "Dançando Com o Vento" na língua quicongo da etnia banto, o grupo conta no seu currículo com apresentações no exterior e em diversos eventos culturais. Além da geração de renda, o trabalho contribui para o amadurecimento profissional dos integrantes.
 
A partir dos resultados deste trabalho, surge a Orquestra de Berimbaus da ACB/RJ que tem como proposta mesclar o ritmo tradicional da capoeira com música popular brasileira e ritmos africanos. O grupo tem aprimorado suas técnicas com aulas de preparação musical com Mestre Berg (mestre de capoeira e doutorando em Cultura Popular), Luiza Marmelo (Jongo da Serrinha) preparadora vocal e de percussão com o músico Alexandre Pires.
 
Coisas Nossas na UERJ, dia 17/08/2007, às 14h, Teatro Odylo Costa Filho – UERJ, Rua São Francisco Xavier, 524, Maracanã – Rio de Janeiro (RJ).Preço: Entrada gratuita
 
Fonte: Revista Fator – Sao Paulo – http://www.revistafator.com.br

PALMARES 18 ANOS: Comemorações e Orquestra de Berimbaus – “Luta pela valorização da cultura afro”

Comemorações oficiais reforçam a luta pela valorização da cultura afro
 
Brasília, 7/11/06 – Com poesia, música e reflexões sobre as conquistas e dificuldades que enfrenta desde a sua criação, a Fundação Cultural Palmares começou, nesta segunda-feira, a comemoração de seus 18 anos. Funcionários, integrantes do movimento negro, políticos e autoridades religiosas compareceram à cerimônia de abertura da festa, chegando a quase 300 pessoas.
 
O diretor de promoção, estudos, pesquisa e divulgação da cultura Afro-brasileira da FCP, Zulu Araújo, foi o primeiro a discursar e ressaltou a importância de a Fundação Cultural Palmares chegar à maioridade, com a conquista de ter “saído das paredes burocráticas” e chegado à Mãe-África. “Apesar de tanto não e de tanta dor que nos invade, somos nós alegria da cidade”, terminou ele, com a poesia de Jorge Portugal Lazzo.
 
Integraram a mesa, representando o ministro Gilberto Gil, o presidente do IPHAN, Luis Fernando; o presidente da Fundação Cultural Palmares, Ubiratan Castro de Araújo; a ministra da Secretaria Especial de Políticas de Igualdade Racial (SEPIR), Matilde Ribeiro; a embaixadora da África do Sul, Linduii Zulu; a desembargadora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Neuza Maria Alves da Silva; o deputado federal do PT, Zezéu Ribeiro; e a presidente da Federação Brasiliense e Entorno de Umbanda e Candomblé, Marinalva dos Santos Moreira.
 
“Estamos em família, estamos felizes, porque nós viemos de uma grande vitória”, falou o professor Ubiratan em seu discurso, demonstrando a alegria pelo resultado das eleições. Dos 18 anos de existência da FCP, o professor ressaltou os últimos quatro anos, em que o Brasil teve uma política de solidariedade com a África.  A promulgação do decreto 4.887, que possibilitou o reconhecimento de quase 900 comunidades remanescentes de quilombos até hoje e da lei 10.639, que torna obrigatório o ensino da história da África nas escolas brasileiras, foi o principal exemplo dado pelo professor.
 
As dificuldades de se trabalhar com um número reduzido de funcionários e de verba não deixaram de ser mencionadas. Mas, acima de tudo, ficou a alegria das conquistas e a certeza de ter mais responsabilidades. “Os 18 anos tem um caráter simbólico. É um momento que se atinge a maioridade e por isso, você passa a ser mais respeitado e mais exigido”, observou Zulu.
 
Depois de seu discurso, o professor Ubiratan entoou a canção “Sorriso Negro” de Dona Ivone Lara, também tocada pelo DVD que contou a história da FCP com fotos do acervo. A noite terminou com o som da orquestra de berimbaus do grupo Nzinga de Capoeira Angola e com o sabor da culinária afro-brasileira.
 
Orquestra de Berimbaus encanta público na abertura oficial
 
ACS/FCP/MinCA orquestra que abriria as comemorações dos 18 anos da Fundação Cultural Palmares só poderia ser a de berimbaus. Nada melhor do que o som que dá o gingado da capoeira para celebrar a cultura afro-brasileira no aniversário da FCP. Assim, após a cerimônia no auditório, todos os presentes puderam assistir à apresentação do grupo Nzinga de Capoeira Angola.
 
Eram 14 pessoas, tocando três tipos de berimbau. O grave, chamado de gunga, que tem a função de comandar a roda; o médio, que não tem nome específico; e o agudo, conhecido como viola ou violinha, que tem a liberdade para improvisar. Além dos berimbaus, compõem a orquestra outros instrumentos de percussão, como o atabaque, o agogô e o pandeiro. O grupo não apenas tocou berimbau, como jogou capoeira durante a apresentação, enchendo a Fundação Cultural Palmares de muito som e ginga.
 
Fundado em São Paulo, há 11 anos, o grupo Nzinga de Capoeira Angola começou apenas se dedicando à capoeira. Mas logo se tornou o Instituto Nzinga de Capoeira Angola e Tradições Educativas Banto no Brasil. O instituto está em Brasília há cinco anos e em Salvador há quatro. Também existem núcleos no México, na Alemanha e em Moçambique.
 
“O objetivo do instituto é de se engajar na luta contra o racismo, promover os direitos humanos e divulgar a cultura afro-brasileira, particularmente a cultura banto”, disse o treinel do grupo de Brasília, Haroldo Guimarães. Ele explica que quando o aluno já tem mais tempo no grupo e mais dedicação, ele se torna um professor, também chamado de treinel, e depois contra-mestre e mestre. “Isso pode ser um caminho de 20 a 30 anos”, disse.
 
Marília Matias de Oliveira, ACS/FCP/MinC – http://www.palmares.gov.br

Orquestra Nzinga de Berimbaus

Criada em 1999 pelo Grupo Nzinga de Capoeira Angola,  a Orquestra surgiu da necessidade de transformar  em música o trabalho ligado à tradição angoleira no Brasil, em seus aspectos de filosofia, dança, ritmo, jogo, luta e brincadeira.

Orientada pelos coordenadores do Grupo, Janja, Paulinha e Poloca, que contribuem com a experiência adquirida em mais de 20 anos dedicados ao estudo e prática da Capoeira Angola, a Orquestra estimula a pesquisa individual dos componentes levando-os a desenvolver uma linguagem própria e um jeito particular de entender e se expressar através do berimbau.

Foto: Arquivo INCAB.