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A mão que afaga é a mesma que apedreja – Ascensão e decadência do trio elétrico

Fim do século XIX, a Bahia testemunha uma mudança de costumes na sua maior festa popular. Estou me referindo ao nascimento do carnaval e à morte do entrudo. Se o preconceito e a segregação social além da violência física eram as notas destoantes desta manifestação de origem portuguesa, o carnaval recebe este dote como herança e até intensifica o seu caráter hierarquizado concebendo, porém, novos paradigmas lúdicos, estéticos e capitalistas. No entrudo, negros “brincavam” ao lado de brancos, e estes podiam atingi-los com as famosas laranjinhas, farinhas, água fétida e toda a sorte de armas podres, enquanto aqueles só poderiam fazê-lo entre si. Já no carnaval do início do século XX, a “inconveniente” presença dos afrodescendentes e pobres foi alijada do nobre circuito do corso, (onde o préstito trazia a “nata” da sociedade baiana em suntuosos desfiles), e nem sequer imaginada nos seletivos bailes dos salões do Teatro São João, Teatro Politeama, Cruz Vermelha e Fantoches da Euterpe. Formaram-se (a exemplo de hoje) dois circuitos distintos no carnaval de Salvador.

Na Rua do Palácio (hoje Chile) acontecia bem comportado o desfile eurocêntrico dos citados clubes e na Baixa de Sapateiros a farra de entidades negras como Guerreiros d´África, Embaixada Africana, Pândegos d´África, evocando e reverenciando suas origens. Dentro deste contexto é que surge em 1950 um elemento que vem promover uma mudança radical na forma de se brincar o carnaval: o trio elétrico. Fruto da musicalidade baiana vindo através da genialidade inventiva da dupla Dodô e Osmar, ele é concebido no início da década de 50. Esta genial criação mais tarde viria a se tornar a marca registrada do carnaval de Salvador, e modificaria por completo e para sempre a estrutura da folia. Sem pedir licença, de forma irreverente e tendo um forte compromisso com a alegria, a dupla Dodô e Osmar à revelia de tudo e todos destrói o “status quo” vigente e decreta a democracia no carnaval através da participação coletiva simultânea onde negros e brancos, ricos e pobres tinham algo em comum: pulavam atrás do trio.

Como bem colocado pelos seus próprios criadores referindo-se à multidão que o acompanha, “pula gente bem, pula pau-de-arara, pula até criança, e velho babaquara” ou mais sinteticamente como Caetano “atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”. Este caráter libertário e unificador lhe confere a primazia de efetivamente ter uma atitude conseqüente contra o preconceito e a segregação social e racial no nosso carnaval ainda que não de forma intencional, pois, o único objetivo dos seus criadores era o entretenimento pessoal e a diversão da massa.

A preferência por essa nova forma de se brincar no outrora plural carnaval de Salvador veio se acentuando a partir da década de 50 atropelando tudo e todos que não se rendessem aos seus acordes contagiantes. Entidades carnavalescas como Escolas de Samba, Blocos de Índio, Afoxés, Cordões e Batucadas foram gradativamente se não extintas, quase desaparecidas. Sua atuação quase hegemônica, monopolizando a preferência e atenção popular e divulgando nacionalmente o carnaval de Salvador, veio em fins da década de 70 e início de 80, aprisioná-lo nas cordas dos blocos que já vislumbravam o seu poder como elemento facilitador de apropriação de capital. Estes, em seu favor, abdicaram no tradicional sopro e percussão, iniciando um processo no qual o trio passaria a ser uma propriedade particular, reconduzindo às ruas uma hierarquia social, econômica e racial perdida no tempo, contribuindo sobremaneira para a atual privatização desregrada do espaço público. O trio libertário, servo e promotor do prazer, passou a ser refém da sua própria alegria e reescreveu a história dividindo de novo os foliões que outrora ele juntou num caldeirão de euforia, em associados e pipocas, pobres e ricos, negros e brancos. Virou passarinho cantando na gaiola para quem poder pagar mais.

Dentro desta lógica capitalista, os antigos grilhões por ele arrebentados na década de 50 são, por seu intermédio, recolocados no povo. O trio ocupou o lugar de agente da discriminação, da segregação e do preconceito a serviço das elites econômicas e seus “podres poderes” legalmente constituídos. Perde o significado a assertiva de Moraes Moreira, quando este diz em uma das suas composições em comemoração aos 25 anos do trio, se referindo ao nosso carnaval “É o lugar do mundo inteiro que se brinca sem dinheiro, basta só existir e na vida passar um Trio Elétrico de Dodô e Osmar”. A cor da pele, a posição social, endereço nobre (ou pobre) voltaram a fazer diferença. A alegria do trio agora tem preço (caro) e nome: Eva, Cheiro de Amor, Camaleão… Ele que antes era do povo, para o povo e pelo povo, hoje é classificado como “de bloco” e “independente”. Independente… Porreta essa!!! É de fazer Dodô e Osmar se arrepiarem e revirarem no túmulo.

Início do século XXI, o “agente da alegria”, refém (sem direito a resgate) do poder econômico, massifica uma padronização estética que empobrece e privatiza a festa e sufoca, ou melhor, aniquila a criatividade popular. Esta padronização é responsável pelo que o Profº Joaquim Maurício Cedraz Nery chama de militarização do carnaval, que se caracteriza pela presença do uniforme (abadá), da quase uniformidade do ritmo (axé, pagode), das evoluções coreografadas no percurso, da posição na fila e revezamento do comando (mesmos “cantores” atuando em todos os “regimentos”, digo, blocos). Este novo modelo de carnaval tem no turismo seu mais recente e rentável filão econômico, um promissor caminho para a sua esclerose e autofagia.

Pois é leitores, o paraibano Augusto dos Anjos (chamado o poeta do mau gosto) está coberto de razão quando diz: “O beijo, amigo, é a véspera do escarro, a mão que afaga é a mesma que apedreja”. Está aí o trio elétrico que não lhe deixa mentir… Já se disse que o mundo dá voltas, que a história se repete, é cíclica etc., e nós estamos vivos para testemunhar mais uma vez o povo ser usurpado de mais um patrimônio cultural em favor da elite. Pobre folião de Salvador. Pobre carnaval da Bahia!

* O professor Acúrsio Esteves pertence ao quadro da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Salvador – SECULT, e também leciona na Universidade Católica do Salvador

Mande também o seu texto, foto, áudio ou vídeo sobre o Carnaval da Bahia. Pode ser para expressar sua paixão pela festa, mostrar histórias de outros anos ou indicar problemas da folia. Participe!

Acesse: http://www.atarde.com.br/carnaval/foliaoreporter/index.jsf

Mestre Tonho Matéria, Capoeira & Escolha do tema do carnaval de Salvador

De Salvador, Mestre Tonho Matéria, um grande guerreiro e capoeirista versátil (Tonho Matéria é mestre de Capoeira, compositor, cantor, produtor cultural e artista popular da Bahia. Escreve para sites e revistas especializadas em Capoeira) não poupa esforços para ver a CAPOEIRA como tema principal do Carnaval da Bahia… Até agora o sucesso desta empreitada esta sendo refletido na votação online no Portal do Carnaval, da Emtursa.
 
Desejamos que o resultado da votação seja favorável a capoeiragem, e desta forma iremos angariar mais um importante elemento nesta luta incessante da valorização e da dissiminação da nossa CAPOEIRA e da nossa CULTURA.
Luciano Milani
Termina na próxima sexta-feira, dia 29 de junho, o prazo para que internautas e outros interessados possam participar a escolha do tema do carnaval 2008, que será realizada de votação popular no Portal do Carnaval (www.carnaval.salvador.ba.gov.br), da Emtursa.
 
Três sugestões foram inicialmente apresentados ao Conselho Municipal do Carnaval: Capoeira, Revolta dos Búzios e Chegada da Corte Portuguesa ao Brasil.
 
Além dessas é possível sugerir outras idéias para tema da folia do próximo ano. Até o momento o tema Capoeira está liderando a votação com 86% dos votos. Em seguida vem a Chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, com 8% e como terceira opção está a revolta dos Búzios com 6%. O Conselho Municipal do Carnaval e a Emtursa estão empenhados em agilizar os preparativos de nossa maior festa popular, uma vez que o evento, em 2008, será bem cedo, de 31 de janeiro à 5 de fevereiro. 
 
Votação para o tema do Carnaval 2008 chegou ao fim!
 
Total de votos 96.531
 
Capoeira; – 56,3%
Revolta dos Búzios; – 43,4%
Chegada da Corte Portuguesa no Brasil; – 0,2%
Outros; – 0,1% (Maior índice para o Candoblé)
 
* Fonte Emtursa
O Carnaval de Salvador
 
 
O Carnaval de Salvador é a maior festa de participação popular do planeta. Criado e mantido pelo povo, trata-se de uma manifestação espontânea e livre, onde o carnal, o lúdico e o físico se misturam com a emoção e a ginga dos baianos que conseguem renovar a folia a cada ano.
O som eletrizante do trio é a deixa para que nos três circuitos (Osmar (Avenida), Dodô (Barra-Ondina) e Batatinha (Centro Histórico)) haja uma verdadeira explosão de alegria. Os blocos afro, com seus tambores e o som orientalizado dos afoxés são um contraponto para essa festa plural – porque rica de ritmos, estilos e manifestações artísticas – e singular porque única.
O Carnaval de Salvador atrai multidões. São mais de dois milhões de foliões – baianos e turistas) e cerca de 227 entidades (16 afoxés, 41 afros, 15 alternativos, 45 blocos de trio, 03 especiais, 02 de índios, 07 infantis, 17 pequenos grupos, 33 de percussão, 06 orquestras, 12 de travestidos e 30 trios independentes) cadastradas na Emtursa – Empresa de Turismo S/A, que organiza a festa.
A Cidade do Carnaval ocupa uma área de 25 quilômetros, abrigando camarotes, arquibancadas, postos de saúde, postos policiais, além de toda uma infra-estrutura especial montada pelos diversos órgãos municipais, estaduais e federais. Nos seis dias, como nos remete a própria marca da festa, “O coração do mundo bate aqui”, Salvador recebe gente de todo o estado da Bahia, de todo o país e dos quatro cantos do mundo que se unem numa mesma emoção.
Em 2007, a folia baiana faz uma homenagem ao samba e começa oficialmente no dia 15 de fevereiro (quinta-feira), no bairro da Liberdade, onde o prefeito João Henrique entrega as chaves da cidade ao Rei Momo, rainha e princesas. Em seguida, o séqüito real vai a Cajazeiras – o maior bairro da capital – onde tem Carnaval próprio, assim como em Itapuã, Periperi e Pau da Lima.
 
 
 
Origem do nome Carnaval
 
São varias as versões sobre a origem da palavra Carnaval. No dialeto milanês, Carnevale quer dizer " o tempo em que se tira o uso da carne ", já que o carnaval é propriamente a noite anterior à Quarta-Feira de Cinzas. No Brasil, o evento é a maior manifestação de cultura popular, ao lado do futebol. É um misto de folguedo, festa e espetáculo teatral, que envolve arte e folclore. Na sua origem, surge basicamente como uma festa de rua. Porém, na maioria das grandes capitais, acaba concentrado em recintos fechados, como sambódromos e clubes.
 
 
Viagem no Tempo
 
A origem do Carnaval vem de uma manifestação popular anterior à era Cristã, tendo se iniciado na Itália com o nome de Saturnálias – festa em homenagem a Saturno. As divindades da mitologia greco-romana BACO e MOMO dividiam as honras nos festejos, que aconteciam nos meses de novembro e dezembro.
 
 
 
O grande Carnaval de 1884
 
O ano de 1884 é considerado como o marco decisivo para o carnaval da Bahia. Embora a festa já possuísse considerável porte – principalmente nos salões – é nesse ano que teve início a organização dos festejos de ruas e os desfiles de clubes, corsos, carros alegóricos e de vários populares. A partir daí ocorre a intensificação da participação do povo e aclamação do carnaval de rua, que até hoje caracteriza esta festa na Bahia.
 
 
 
O primeiro Afoxé
 
Em 1895, os negros nagôs organizaram o primeiro afoxé, denominado "Embaixada Africana", que desfilou com roupas e objetos de adorno importados da África.
 
 
 
Surge o Trio Elétrico
 
Em 1950, surgiu, então, a famosa dupla elétrica. Após observarem o desfile da famosa "Vassourinha", entidade carnavalesca de Pernambuco que tocava frevo na rua Chile, e empolgados com a receptividade do bloco junto ao público, a dupla elétrica formada por Adolfo Antônio Nascimento – o Dodô e Osmar Álvares de Macêdo – Osmar resolveu restaurar um velho Ford 1929, guardado numa garagem. No Carnaval do mesmo ano, saiu às ruas tocando seus "paus elétricos" em cima do carro e com o som ampliado por alto-falantes. A apresentação aconteceu às cinco horas da tarde do domingo de Carnaval, arrastando uma multidão pelas ruas do centro da cidade.
 
 
 
Anos 70
 
Os anos 70 fizeram com que o apogeu do Carnaval de Salvador fosse a Praça Castro Alves, onde todas as pessoas se encontravam e se permitiam fazer tudo. Foi a época da liberação cultural, social e sexual.
 
 
 
Anos 80
 
No início dos anos 80, a transformação do Carnaval de Salvador se intensificou mais ainda e coube ao bloco "Traz Os Montes" introduzir algumas inovações, tais como a montagem de um trio elétrico com equipamentos transistorizados, instalação de ar condicionado para refrigerar e manter os equipamentos em temperatura suportável, retirada das bocas de alto-falantes, instalação de caixas de som de forma retangular, eliminação da tradicional percussão que ficava nas partes laterais do trio e inserção de uma banda com bateria, cantor e outros músicos em cima do caminhão.
 
 
 
Cronologia do Trio Elétrico
 
Existia em Salvador um conjunto musical, criado por Dorival Caymmi, que animava algumas festas e reuniões de fim de semana, e que se apresentava nas estações de rádio. Começava, então, a fazer sucesso na Bahia o grupo Três e Meio, cujos integrantes eram o próprio Caymmi, Alberto Costa, Zezinho Rodrigues e Adolfo Nascimento – o Dodô. Em 1938, com a saída de Caymmi, o grupo reestruturou-se e passou a contar com sete componentes, incluindo Osmar Macêdo.
 
 
 
Axé Music 20 anos de sucesso!
 
Tudo começou com o som vindo dos tambores das entidades carnavalescas de origem africana em meados da década de 70. Nesta época, a Bahia via surgir o bloco afro " Ilê Ayiê " e o afoxé " Badauê " e acompanhava ainda o renascimento do afoxé " Filhos de Gandhy " – depois, vieram os blocos afros " Olodum e o Muzenza ".
 
 
Leia Mais sobre este tema: http://www.carnaval.salvador.ba.gov.br/historia.asp
 

PARA O CARNAVAL DE 2008:
O BLOCO AFRO MANGANGÁ EM SEU PRIMEIRO ANO, ESTARÁ NA AVENIDA NA (QUINTA-FEIRA) DESFILANDO. O TEMA DO BLOCO É CAPOEIRA
POR ISSO O MANGANGÁ ESTARÁ LEVANDO TODO BRILHO, ALEGRIA, ENERGIA E A PAZ DO CAPOEIRISTA PARA A RUA.
 
VENHA FAZER PARTE DESTE ESPETÁCULO!!!
 
BLOCO AFRO MANGANGÁ:
 
O BLOCO SEGMENTADO PARA QUEM É CAPOEIRISTA OU QUEM TEM A CAPOEIRA NO CORAÇÃO
 
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CONTATOS: 071- 81269333 tonhomateria@hotmail.com
 

Cuiabá: 9ª Prefeitura em Movimento: Oficinas de Capoeira conquistam crianças

Centenas de crianças participam de oficinas e se divertem na Tenda Circense montada pela Secretaria da Cultura de Cuiabá, na 9ª da Prefeitura em Movimento, que contempla 10 bairros da regional sul, do pólo III, de 13 a 18 de março. O espaço para as artes está montado no bairro Osmar Cabral e abriga uma série de atividades, envolvendo também ações de outras secretarias.
 
Na tarde de quinta-feira, o palhaço Tampinha arrancou o riso da criançada. Em seguida, o mestre Macarrão, idealizador do Grupo de Capoeira Lendas do Cativeiro, ensinou noções de Capoeira para mais de 20 crianças. Mestre Macarrão desenvolve o projeto no Osmar Cabral desde o ano passado, reunindo 30 crianças de 8 a 15 anos, e conta com a parceria da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria da Cultura.
"Iremos ampliar o projeto, alcançar mais bairros", adiantou Macarrão, que destaca a importância da capoeira na vida das pessoas. Segundo ele, a criança aprende a ter mais disciplina, tocar berimbau, atabaque, cantar, refletindo num melhor aprendizado na sala de aula. No sábado, todos os capoeiristas do Grupo Lendas do Cativeiro vão participar das atividades na Tenda Circense. Outra oficina que conquistou a turminha foi a de Pandeiro, ministrada por Caçula do Pandeiro. Ritmo e manuseio do instrumento de percussão conduziram a aula, que terminou com a elaboração de coreografia. Na noite, o show da Aptus ganhou o picadeiro.
Na sexta-feira, as atividades começam a partir das 9 horas e seguem durante todo o dia com oficinas de capoeira, hip hop, percussão, samba, mostras de cinema, performances circenses, e a alegria do palhaço Tampinha. O show fica por conta do eletro ritmo da Mingau Mix. (Ana Cristina Vieira/PMC)

Carnaval na Bahia: “A mão que afaga e a mesma que apedreja…”

“A MÃO QUE AFAGA E A MESMA QUE APEDREJA…”
Ou a ascensão e decadência do trio elétrico no carnaval da Cidade da Bahia
  
       Fim do século XIX, a Bahia testemunha uma mudança de costumes na sua maior festa popular. Estou me referindo ao nascimento do carnaval e à morte do entrudo. Se o preconceito e a segregação social além da violência física eram as notas destoantes desta manifestação de origem portuguesa, o carnaval recebe este dote como herança e até intensifica o seu caráter hierarquizado concebendo, porém, novos paradigmas lúdicos, estéticos  e capitalistas.
 
       No entrudo, negros “brincavam” ao lado de brancos, e estes podiam atingi-los com as famosas laranjinhas, farinhas, água fétida e toda a sorte de armas podres, enquanto aqueles só poderiam fazê-lo entre si. Já no carnaval do início do século XX, a ”inconveniente”  presença dos afrodescendentes e pobres foi alijada do nobre circuito do corso, (onde o préstito trazia a “nata” da sociedade baiana em suntuosos desfiles), e nem sequer imaginada nos seletivos bailes dos salões do Theatro São João, Teatro Politeama, Cruz Vermelha e Fantoches da Euterpe.
 
       Formaram-se (a exemplo de hoje) dois circuitos distintos no carnaval de Salvador. Na Rua do Palácio (hoje Chile) acontecia bem comportado o eurocêntrico dos citados clubes e na Baixa de Sapateiros a farra de entidades negras como Guerreiros d´África, Embaixada Africana, Pândegos d´África, evocando e reverenciando suas origens.
 
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Mestre Tonho Matéria lança novos CDs

Mestre Tonho Matéria lança novos CDs de Capoeira, sendo um deles em parceria com Mestre Dedé, Salvador, BA
 
            Já estão na praça mais dois novos CDs de Capoeira que contam com a participação e produção de Mestre Tonho Matéria (Antonio Carlos Gomes Conceição). O primeiro é produção própria, e recebeu o título de "SOU MANGANGÁ", nome de seu grupo, que por sua vez é uma homenagem ao lendário Besouro Mangangá. O CD "SOU MANGANGÁ" foi gravado em Salvador nos Studios WR Discos, e produzido pelo Mestre Tonho Matéria em parceria com Nestor Madrid. O lançamento ficou a cargo da POLYDISC (GAL GRAVAÇÕES ARTÍSTICAS LTDA), com fotos por Osmar Gama. É um Cd que resgata a totalidade da música e da capoeira na Bahia. Com letras que prestam homenagem a vários grupos de capoeira e a vários mestres inclusive ao mestre Boa Gente. Contatos: (71) 9919-7093 e (71) 3256-9806, ou então por email: tmmanganga@hotmail.com
 
 
            O segundo CD é o "KILOMBOLA MANGANGÁ", uma parceria entre o mestre Dedé (Grupo Kilombola) e Tonho Matéria (Associação Cultural de Capoeira Mangangá). Foi gravado em Salvador no Studios  BPM em 2004, com fotos por Osmar Gama.. É um Cd independente, podendo ser adquirido pelo telefone (71)  9919-7093 e  3256-9806 (mestre Tonho Matéria) ou  então com o Mestre Dedé: (71) 8822-1118 e (71) 3365-4108, ou ainda por email: capoeirakilombolas@ig.com.br
 
 

Fonte: Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br