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Idosos participam de atividades do Dia Mundial de Combate à Osteoporose

Cerca de 700 idosos participaram hoje (20) de atividades para lembrar do Dia Mundial de Combate à Osteoporose. Reunidos no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, eles participaram de atividades como aula de tai chi chuan, dança e capoterapia (terapia inspirada na gestualidade da capoeira – Mestre Gilvan).

A coordenadora do Programa de Prevenção à Osteoporose da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Helenice Gonçalves, explicou que exercícios físicos é uma das atividades que ajudam na prevenção da osteoporose. “O osso precisa de impacto para absorver o cálcio”, explicou. A orientação é fazer atividade física, pelo menos, três vezes por semana, com orientação de profissional especializado. Também é importante evitar fumo e álcool e café expresso.

A dona de casa Milma Silva, 68 anos, disse que gostou de participar das atividades. “Espero que tenha sempre [eventos como esse]. É bom para a saúde e para o convívio social”, destacou.

Segundo a Secretaria de Saúde, a osteoporose é uma doença crônica causada pela diminuição de cálcio nos ossos, tornando-os enfraquecidos e predispostos a fraturas.

 

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Capoterapia

Uma nova terapia, inspirada na gestualidade da capoeira, traz para a terceira idade benefícios físicos, sociais e emocionais

Por Mano Lima (*)

Há 11 anos, o capoeirista brasiliense Mestre Gilvan constatou que havia uma escassez de políticas públicas e de atividades específicas para a terceira idade. Nascia no Distrito Federal a capoterapia – capoeira adaptada para a terceira-idade  como modalidade lúdica, capaz de atrair pessoas e tirá-las do sedentarismo. “O trabalho com a capoterapia iniciado por Mestre Gilvan em nossa unidade de saúde, aliado a outras atividades que oferecemos, como o tai chi chuan, a dança, as sessões de alongamento e a ´terapia do abraço´ têm atraído muitos idosos para atividades que são fundamentais para o seu bem-estar físico e psíquico”, explica o coordenador de terapias corporais do Centro de Saúde 7 de Ceilândia, DF, Dr. Geovane Gomes da Silva. Uma das diferenças da capoeira tradicional para esse novo método está no ritmo e na intensidade. Assim como na capoeira, na capoterapia há a ginga, movimento tradicional da capoeira, e os alunos tem pequenas noções da esquiva, que é o ato de se desviar de um golpe. Mas evidentemente não há saltos, nem golpes mais contundentes, que podem expor os idosos a acidentes e lesões.

A capoterapia pode ser feita, inclusive, por cegos, pessoas com déficit mental ou com seqüela motora (cadeirantes). Apenas pessoas com doença cardíaca grave devem evitar, pois nestes casos qualquer esforço físico mais intenso é uma ameaça a sua saúde. Como a maioria dos grupos de capoeira funciona em centros de saúde, os próprios médicos alertam aos pacientes sobre a viabilidade ou não de fazer a capoterapia. E, o que é mais importante, na capoterapia há o respeito ao ritmo de cada um e ninguém é obrigado a fazer senão aquilo que lhe dá vontade e prazer. ”Conheci a capoterapia através do Centro de Saúde, nas atividades para os idosos hipertensos. Minha família concorda com qualquer atividade que eu faça e que me ajude na melhoria de minha saúde. Sempre fiz exercícios físicos, só que com menos freqüência, depois me integrei ao grupo e tive vários benefícios, pois é muito bom estar em contato com outras pessoas. Minha vida era boa, só que como estava um pouco parada, o corpo estava travado. Quando a capoterapia apareceu, contribuiu ainda mais no meu desempenho físico. Espero que este programa voltado para os idosos não pare, e dure pôr muito tempo.”, comenta Maria Ferreira de Sousa, 59 anos, que tem seis filhos, 12 netos e um bisneto. As vantagens para o público da terceira idade são inúmeras. Quanto aos benefícios físicos ela diminui a dependência química de remédios para hipertensão, diabetes, colesterol.

Provoca, ainda, a recuperação do vigor, amplia a força muscular, ocasiona a amplitude dos membros inferiores e superiores, tonicidade muscular. Entre os benefícios sociais da capoterapia estão a integração grupal e a ampliação do círculo de amizades. A “ginga dos mais vividos”, como é chamada a terapia, também é um auxiliar importante no combate à depressão e à solidão, despertando em seus praticantes a recuperação da auto-estima e do prazer de viver. Conheci a Capoterapia através da auto-massagem. Meus filhos acharam bom, pois minha vida era triste, eu me sentia doente, sempre de baixo astral. Não me divertia, não tinha vontade de sair, na verdade não tinha mais vontade de viver e graças a ela, nós temos uma vida melhor, fazemos sempre novas amizades e nos divertimos muito. Hoje, sou mais alegre, passeio bastante, trabalho e me considero feliz”, relata Antônia Lizarda, 66 anos.

Na prática, as aulas de capoterapia se iniciam com uma sessão de aquecimento e alongamento, pra preparar a musculatura. Em seguida vêm as cantigas de roda, quando o grupo canta clássicos da música infantil, como “ciranda ciradinha” e da música popular como “acorda Maria bonita, levanta vem fazer o café”. As atividades reproduzem rotinas domésticas, como lavar, passar ferro, estender a roupa no varal. O ideal é que a capoterapia seja praticada de duas a três vezes por semana. Como isso a Associação Brasileira de Capoterapia ainda não dispõe de multiplicadores em número suficiente para atender todas as demandas que surgem, a entidade está oferecendo cursos de capacitação, para formar novos agentes do programa. Além disso, os idosos são estimulados a fazer em casa, sozinhos, os exercícios para os quais são orientados nas vivências de capoterapia. Dentro da capoterapia ainda acontecem algumas terapias como a “Campanha do Abraço”, onde se busca resgatar o senso de cordialidade e a descontração, estimulando as pessoas a trocarem o “calor humano”, em gestos afetivos, como instrumento de valorização do outro. Durante a “Terapia do abraço” ocorre a campanha “Você já abraçou seu filho, hoje?

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(*) Mano Lima é jornalista, autor do livro “A ginga dos mais vividos” e Mestre em
Educação.
Saiba mais: Para conhecer melhor a capoterapia ou para receber em casa um
exemplar do livro “A ginga dos mais vividos”

A Tríade da Mulher Atleta

A prática excessiva e desregrada de esportes e uma alimentação inadequada podem fazer mal a qualquer pessoa. Isso todo mundo sabe. O que muita gente não sabe é que a mulher tem um motivo (ou três) a mais que o homem para se preocupar com isso.

A Tríade da Mulher Atleta é um termo que surgiu na década de 80 para englobar três problemas de saúde que tendem a se apresentar em conjunto ou em sequência em mulheres que malham e se alimentam de forma desequilibrada: distúrbios alimentares, amenorréia e osteoporose.

O problema atinge principalmente mulheres que praticam atividades físicas nas quais é preferível ter um corpo magro, seja por motivo estético ou por melhorar o desempenho na atividade, e modalidades que estabelecem índices de peso corporal por categorias. Alguns exemplos que se enquadram nos casos acima são: ginásticas rítmicas e artística, nado sincronizado, corrida de fundo, maratona, lutas em geral e até mesmo o balé.

A tríade também atinge mulheres que praticam esportes ou frequentam academias sem acompanhamento médico, independente da modalidade, principalmente quando existe o objetivo de perder peso. Portanto é aconselhável que toda mulher conheça a tríade,

suas causas, seus sintomas e como evitar.

 

Conhecendo o inimigo

É fato que quem pratica atividade física gasta mais calorias e, portanto, precisa se alimentar bem. Mas se de forma consciente, com o objetivo de emagrecer por vontade própria ou exigência do esporte, ou por simples descuido, a atleta consome menos nutrientes do que o corpo precisa para a prática esportiva, este balanço energético negativo pode desencadear a tríade da Mulher Atleta.

O que parece um simples “erro” alimentar pode evoluir para distúrbios como anorexia e bulimia nervosa. A amenorréia (irregularidade ou ausência de menstruação) é outra conseqüência desta deficiência alimentar, pois na falta de nutrientes para a produção de energia, o corpo “desliga” a função reprodutora, desregulando a produção hormonal da mulher.

Em conjunto, o desequilíbrio hormonal e a carência alimentar desencadeiam o terceiro sintoma da tríade: a osteoporose precoce. Desse modo a atleta fica mais sujeita a fraturas que, com a atividade física, podem se tornar frequentes. A osteoporose indica que a tríade está em um estágio avançado e pode até mesmo ser irreversível.

 

Como evitar

Quem pratica esportes deve ter um acompanhamento médico regular. Este é o principal modo de evitar a tríade da mulher atleta

e também outros problemas de saúde. E se você quer emagrecer, nada de seguir a dieta que a amiga fez e deu certo. Procure um

especialista e deixe-o a par das suas atividades físicas.

Mas, se emagrecer não está nos seus planos e, mesmo assim, você percebe que está perdendo peso, infome seu médico, pois pode ser um sintoma da tríade.

Também fique atenta às irregularidades menstruais, pois, no caso de tríade, quanto mais cedo tratar, melhor.

 

Fontes:

Olhar Vital
Por dentro do 9 de Julho

 

Neila Vasconcelos – Venusiana

capoeiradevenus.blogspot.com