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A ÉTICA NOS MANUSCRITOS DE PASTINHA

Mestre Pastinha deixou traçado nos seus manuscritos  o roteiro do código de conduta (ética) dos capoeiristas de todas as  categoria (mestres, alunos e graduados).
As grandes preocupações do Venerando Mestre sempre foram o futuro da capoeira e os capoeiristas do futuro.
Talvez antevendo a transformação da capoeira-jogo num desporto pugilístico, em detrimento dos seus aspectos educacionais e lúdicos.
O  abandono do ritmo ijexá, majestoso, solene, gerador de movimentos elegantes e pacíficos, pelos toques rápidos e de caráter belicoso, é a base sobre a qual vem se desenvolvendo uma capoeira, mais preocupada em “soltar os golpes” que em se esquivar do movimentos de potencial agressivo, característica predominante entre os capoeiristas do passado aparentemente invisíveis e intangíveis como o vento (daí a lenda do desaparecimento sob forma de besouro, bananeira ou de simplesmente deixarem de ser vistos nos momentos de perigo) .
A influência da violência cada vez maior da sociedade moderna vem desviando a atenção dos verdadeiros fundamentos da capoeira, tornando-a em mais um fator de violência, sob o falso manto de defesa pessoal e de arte marcial, mero pugilato executado sob um fundo musica de caráter belicoso.
Mister se faz o retorno às origens, diria Frede Abreu, lembrando as  palavras singelas do nosso Mestre, no seu dialeto afro-baiano, um verdadeiro código de ética.
Seus conselho, guardados e obedecidos,  certamente tornariam desnecessária uma regulamentação ou codificação extensa e prolixa.


“Os mestre não pode ensinar com discortez nem de modo àgressivo, não . devemos procurar ficar isolados por que nada podemos fazer sem amôr ao esporte.”
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7a, linhas 15-19)

O egoismo, a agressividade, a deslealdade, o orgulho, a vaidade, os interesses mercenários, levam ao isolamente – reverso da esportividade.


“O bom capoeirista nunca se exalta procura sempre estar calmo para poder reflitir com percisão e acerto; não discute com seus camaradas ou alunos, não touma o jogo sem ser sua vez; para não aborrecer os companheiros e dai surgir uma rixa; ensinar aos seus alunos -sem procurar fazer exibição de modo agresivo nem apresentar-se de modo discortez…”
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7a, linhas 19-23)

A calma é indispensável à reflexão, à correção dos movimentos, à adaptação do jogo entre os pares,  tornando o espetáculo mais belo e seguro. Todo capoeirista deve ser cortês, evitando aborrecer ou irritar seus companheiros, enquanto mantém sua própria tranqüilidade!
Decanio Filho – A herança de Pastinha, (pág. 24)


“…sem amôr a nossa causa que é a causa da moralisação e aperfeicoamento desta luta tão bela quanto util: à nossa educação fisica; …”
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7b, linhas 4-8)

A prática da capoeira deve ser regida pelo amor a esta arte,  instrumento de educação e não de discórdia!


“… não devemos procurar ficar isolado, porque nada podemos fazer; é muito certo o trocado popular que diz: a união faz a força:…”
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7b, linhas 8-11)

Só o respeito mútuo, a observação dos princípios básicos esportivos (lealdade, humildade e obediência as regras) e a conservação da camaradagem permitem a união indispenável ao progresso da capoeira!


“…o nosso ideal de uma capoeira perfeita escoimada de erros, duma raça forte e sadia que num futuro proximo daremos ao nosso amado Brasil.”
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7b, linhas 14-17)

A prevenção dos erros por uma conduta educada, respeitosa, gentil, levará ao aprimoramento do nosso povo.

A ÉTICA NOS MANUSCRITOS DE PASTINHA

Mestre Pastinha deixou traçado nos seus manuscritos  o roteiro do código de conduta (ética) dos capoeiristas de todas as  categoria (mestres, alunos e graduados).
As grandes preocupações do Venerando Mestre sempre foram o futuro da capoeira e os capoeiristas do futuro.
Talvez antevendo a transformação da capoeira-jogo num desporto pugilístico, em detrimento dos seus aspectos educacionais e lúdicos.
O  abandono do ritmo ijexá, majestoso, solene, gerador de movimentos elegantes e pacíficos, pelos toques rápidos e de caráter belicoso, é a base sobre a qual vem se desenvolvendo uma capoeira, mais preocupada em "soltar os golpes" que em se esquivar do movimentos de potencial agressivo, característica predominante entre os capoeiristas do passado aparentemente invisíveis e intangíveis como o vento (daí a lenda do desaparecimento sob forma de besouro, bananeira ou de simplesmente deixarem de ser vistos nos momentos de perigo) .
A influência da violência cada vez maior da sociedade moderna vem desviando a atenção dos verdadeiros fundamentos da capoeira, tornando-a em mais um fator de violência, sob o falso manto de defesa pessoal e de arte marcial, mero pugilato executado sob um fundo musica de caráter belicoso.
Mister se faz o retorno às origens, diria Frede Abreu, lembrando as  palavras singelas do nosso Mestre, no seu dialeto afro-baiano, um verdadeiro código de ética.
Seus conselho, guardados e obedecidos,  certamente tornariam desnecessária uma regulamentação ou codificação extensa e prolixa.


"Os mestre não pode ensinar com discortez nem de modo àgressivo, não . devemos procurar ficar isolados por que nada podemos fazer sem amôr ao esporte."
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7a, linhas 15-19)

O egoismo, a agressividade, a deslealdade, o orgulho, a vaidade, os interesses mercenários, levam ao isolamente – reverso da esportividade.


"O bom capoeirista nunca se exalta procura sempre estar calmo para poder reflitir com percisão e acerto; não discute com seus camaradas ou alunos, não touma o jogo sem ser sua vez; para não aborrecer os companheiros e dai surgir uma rixa; ensinar aos seus alunos -sem procurar fazer exibição de modo agresivo nem apresentar-se de modo discortez…"
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7a, linhas 19-23)

A calma é indispensável à reflexão, à correção dos movimentos, à adaptação do jogo entre os pares,  tornando o espetáculo mais belo e seguro. Todo capoeirista deve ser cortês, evitando aborrecer ou irritar seus companheiros, enquanto mantém sua própria tranqüilidade!
Decanio Filho – A herança de Pastinha, (pág. 24)


"…sem amôr a nossa causa que é a causa da moralisação e aperfeicoamento desta luta tão bela quanto util: à nossa educação fisica; …"
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7b, linhas 4-8)

A prática da capoeira deve ser regida pelo amor a esta arte,  instrumento de educação e não de discórdia!


"… não devemos procurar ficar isolado, porque nada podemos fazer; é muito certo o trocado popular que diz: a união faz a força:…"
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7b, linhas 8-11)

Só o respeito mútuo, a observação dos princípios básicos esportivos (lealdade, humildade e obediência as regras) e a conservação da camaradagem permitem a união indispenável ao progresso da capoeira!


"…o nosso ideal de uma capoeira perfeita escoimada de erros, duma raça forte e sadia que num futuro proximo daremos ao nosso amado Brasil."
Manuscritos e Desenhos de Mestre Pastinha (pág.7b, linhas 14-17)

A prevenção dos erros por uma conduta educada, respeitosa, gentil, levará ao aprimoramento do nosso povo.

Estudo Sobre Toques de Berimbau

  • Estudo Sobre Toques de Berimbau
Francisco Ferreira Filho Diniz
Professor de Educação Física
O berimbau é um instrumento que foi adotado pelos capoeiristas como o principal regente da orquestra da capoeira. Antigamente o atabaque era quem ditava o ritmo.
Estamos pesquisando os toques abaixo relacionados procurando associá-los ao jogo correspondente conforme descrição de Mestres, através de literaturas aqui citadas, (ver bibliografia) bem como através de entrevistas.
ANGOLA- Toque lento e cadenciado. Serve para jogo rente ao chão, lento e malicioso (Revista Praticando Capoeira, ano I, n.º 03).
BANGUELA- Jogo de dentro com faca – segundo Carybé em citação de Nestor Capoeira no livro: Os fundamentos da Malícia, ed. Record, pág. 119.
SÃO BENTO PEQUENO – Também chamado de "ANGOLA INVERTIDA" – Toque para um jogo amistoso, muito técnico (Revista Praticando Capoeira, ano I, n.º 04).
SÃO BENTO GRANDE  DE  ANGOLA –
SANTA MARIA –
APANHA LARANJA NO CHÃO TICO-TICO – toque para o jogo de apresentação em que os capoeiristas apanham dinheiro no chão com a boca (Revista Praticando Capoeira, ano I – n º 02, pág. 07).
AVISO – Toque para denunciar a presença do senhor de engenho, capitão do mato ou capataz (Revista Praticando Capoeira, ano I – n º. 02, pág. 07). Segundo dizem os capoeiristas mais antigos, servia para avisar aos escravos da presença do feitor ou capitão-do-mato (Mestre Bola Sete, em: Capoeira Angola na Bahia, pág. 66, ed. Pallas, RJ, 1997).
CAVALARIA – toque que imita o trotar do cavalo, avisando que há polícia nas proximidades. Esse toque foi criado por volta de 1920 para avisar a chegada da cavalaria de "Pedrito", um temido delegado de polícia que perseguia os capoeiristas (Revista Praticando Capoeira, ano I – n º 02, pág. 07). Antigamente servia para avisar aos capoeiristas, da presença da Cavalaria da Guarda Nacional (Mestre Bola Sete, em: Capoeira Angola na Bahia, pág. 66, ed. Pallas, RJ, 1997).
Capoeira Regional
Os toques de Regional inicialmente eram acompanhados por uma bateria inconstante que se apresentava de acordo com a decisão do Mestre Bimba, podendo conter um, dois ou três berimbaus. Tempos depois por sugestão de Decânio, a charanga resumiu-se a um berimbau e dois pandeiros.
AMAZONAS – criação de Bimba, era dificílimo de acompanhar tal a riqueza de ritmos, a sutileza das variações melódicas; poucos capoeiristas conseguiam obedecer aos seus comandos, mais raros ainda os que conseguiam executá-lo no berimbau.
Amazonas é um toque festivo para saudar mestres e visitantes. É chamado de hino da capoeira (Revista Praticando Capoeira, ano I, n.º 05).
BANGUELINHA – Jogo de dentro, colado, corpo a corpo, treinamento para defesa de arma branca.
BANGUELA – Jogo de dentro, colado, corpo a corpo, treinamento para defesa de arma branca.
Benguela – Toque para jogo compassado, curtido, malicioso e floreado (Revista Praticando Capoeira, ano I, n.º 05).
CAVALARIA – Jogo duro, pesado, violento.
IDALINA – jogo alto, solto, manhoso, rico em movimentos.
Idalina – Apresentação de jogo com facas, facões, porretes (Revista Universo Capoeira, ano I, n.º 03, agosto/99).
Idalina – Toque para jogo de navalha (Revista Praticando Capoeira, ano I, n.º 03).
IÚNA -Jogo baixo, manhoso, sagaz, ardiloso, coreográfico, exibicionista; retorno ao estado lúdico.
Iúna – Só para formados e mestres com movimentos de balões (Revista Universo Capoeira, ano n.º 03, agosto/99).
SANTA MARIA – Toque simples, porém rápido; permite jogo solto e alto aceitando bastante floreio.
Santa Maria – Jogo com navalhas (Revista Universo Capoeira, ano n.º 03, agosto/99).
SÃO BENTO GRANDE DE REGIONAL – Jogo ao estilo regional: forte, rápido, mais para violência que para exibicionismo; viril sem perder a malícia.
SÃO BENTO PEQUENO DE REGIONAL – São Bento Grande às avessas; um jogo mais suave, corpo a corpo, aceitando mais deslocamentos e malícia.
NOTA: As explicações feitas aqui, dos toques que estão SUBLINHADOS e em ITÁLICO, referentes a Capoeira Regional foram retiradas do livro de Ângelo Decânio: A Herança de Mestre Bimba, págs. 183 e 184.
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