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TRÊS “ERRES” FUNDAMENTAIS

Capoeira é uma palavra estranha…
que se escreve com um "rê" suave…
e se pratica com três "erres"…
o primeiro é o RITMO… o segundo o RITUAL.. o terceiro é o RESPEITO
sem os quais não se joga capoeira!

Dicionário da Capoeira.

O site –  www.lmilani.com – propõem a participação da comunidade capoeirista para juntos organizarmos, um vasto e democrático dicionário da capoeira…
 

A idéia é poder relacionar o mais vasto número de termos e vocabúlos existentes no universo da Capoeira.
Cada termo, ou palavra deverá ser tratada de maneira única e através da ajuda de todos poderemos construir um enorme glossário da Capoeira de maneira positiva e democrática, disponivel para todos há qualquer hora e de qualquer lugar.
 

Curiosidades

CURIOSIDADES

1)Brincadeira de negro.

Até o século XIX os "batuques" de negros eram estimulados por serem válvulas de escape e acentuarem as diferenças entre as diversas nações africanas.
A partir de 1814, começam a ser perseguidos – "brincadeira de negro"
torna-se fato social perigoso de acordo com textos legais.


2)Boçal.

No período de 1810-1830 era comum evitar uma maioria de escravos da mesma etnia numa mesma senzala. Os negros perdiam a liberdade, a língua natal, os costumes e até a identidade, misturados à africanos de outros povos. Até esse período seria bastante difícil ocorrer a mistura que daria origem à Capoeira – tendo em vista o antagonismo entre as etnias.

A partir daí, no entanto, a comunidade branca começa a incentivar as diferenças entre o "boçal"(o africano, ou aquele que recusava a integração. Não falava ainda o português) em oposição ao "ladino"(escravo integrado. Já falava português) e "crioulo" (negro ou mulato nascido no Brasil), favorecendo estes últimos com trabalhos mais brandos, perspectiva de ascenção social etc.

A comunidade negra, no entanto, muitas vezes valorizava o "boçal" em detrimento do "crioulo" ou "ladino", ainda que estes últimos fossem mais ricos – a africanidade("boçalidade", palavra que adquiriu sentido pejorativo) era garantia de manutenção de valores tradicionais.
Paralelamente, as rivalidades tribais perdem quase totalmente o significado, o que facilitará a síntese lutas/danças.

3)Rabo-de-arraia.

Jair Moura explica que o rabo-de-arraia tradicional era um golpe em que, de frente para o adversário, planta-se uma bananeira, ficando-se então de cabeça para baixo e de costas para o oponente,
e imediatamente atinge-se a cabeça do inimigo com uma violenta pancada dada com o calcanhar de um ou de ambos os pés.

4)Uniforme dos angoleiros.

Mestre Pastinha instituiu o uniforme dos angoleiros com as cores do seu time de coração, o Ypiranga, de Salvador. Para ele o capoeira devia jogar calçado.

5)Uniforme dos capoeiras da Regional.

Mestre Bimba aboliu os sapatos no treino e instituiu o uniforme branco baseado no costume da domingueira, a roupa elegante que o capoeirista vestia e que permanecia limpa mesmo depois do jogo, provando sua competência.

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