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Bahia: Outorga Título Doutor Honoris Causa – Mestre João Pequeno

Gostaria de comunicar a todos que ontem (23/04) ocorreu a solenidade de entrega do título de Doutor Honoris Causa ao Mestre João Pequeno de Pastinha, no salão nobre da Reitoria da UFBA, conforme amplamente anunciado.

Foi um momento histórico nessa universidade, que finalmente reconhece pública e oficialmente, os saberes de um homem não letrado, que nunca frequentou a escola e que mal sabe assinar seu nome, mas que tem uma contribuição imensa na preservação da cultura e tradição afro-brasileiras

O auditório estava cheio e pudemos reconhecer entre os participantes, muitos capoeiristas, mestres, contra-mestres, alunos e população em geral.

O estranho foi identificar apenas uma presença ínfima, de poquíssimos colegas professores desta universidade. Foi constragedor para todos perceberem a ausência dos doutores e mestres da UFBA, "legítimos" representantes do saber científico, que ao que parece, não deram tanta importância a esse momento ímpar em nossa universidade. Nem os próprios colegas da Faculdade de Educação, proponente do título, compareceram à solenidade, que além da nossa diretora Celi Taffarel, contou com a presença de somente mais três colegas.

Há algumas semanas atrás, pudemos presenciar no Teatro Castro Alves, a outorga do mesmo título ao nobre Abdias do Nascimento, pela UNEB, com a presença maciça do corpo docente daquela instituição, prestando a justa reverência a esse grande personagem de nossa história.

Será que nossos nobres colegas da UFBA ficaram constrangidos em dividir o "douto" do salão nobre da reitoria com um nonagenário capoeirista analfabeto ???

Parece que temos ainda um percurso muito longo a percorrer no sentido de superar o pensamento retrógrado e preconceituoso reinante na academia, que não reconhece o valor e a dignidade dos saberes populares frente aos saberes científicos, e não faz o mínimo esforço para prestigiar um momento tão importante para sociedade baiana, como foi a solenidade de ontem à noite.

Lamento muito !

Prof. Pedro Abib – FACED/UFBA

Cronica: Quando um “capoeira” não é da Capoeira

“Pára a roda, capoeira! Pára, vai ter que parar!”
 
     O verso acima pode ser citado como típico exemplo do que ocorre na maioria das rodas de capoeira, espalhadas por todo o nosso território tupiniquim e que também atravessa oceanos… 
 
     Jogar Capoeira numa roda “estranha” mais parece um desafio do que um prazer condicionado pela própria ginga. Em teoria, tudo parece sincronizado: vou para uma roda de um grupo diferente seja para me divertir, saber “como estou” numa roda alheia, conhecer novos camaradas ou – o q é mais comum – simplesmente fazer baderna.  
 
     Sabe-se que o ser humano possui em sua essência o fator de competir, isso nos faz melhores pessoas e elenca nossas capacidades de superação, concretizando, assim, nossas ambições nos mais variados campos da vida. Quando filtramos para a capoeira, algo parece incoerente.  
 
     Camarada que é camarada sabe que jogar capoeira é atividade que nunca se esgota e cada roda é uma estória nova para se viver. 
 
     Quando chegamos numa “roda alheia”, um misto de medo e desconfiança paira sobre nossos pensamentos… Mas já que “capoeira que tem sangue na veia não pode escutar um berimbau…” logo trata de ir “estudando” os movimentos e comportamentos de todos os presentes na roda, na espreita de entrar na roda. Começa a observar quem permite a entrada no jogo… os supostos “destaques” ( ou potenciais rivais, como queira ), com quem pode encontrar mais um floreio ou um jogo mais “de contato”.  
 
     O fato é que já estar jogando. O espírito capoeira não consegue se desviar do som do berimbau. O som entra diretamente no cérebro sem passar por tímpano algum. Não adianta resistir.  
 
     Jogando, tudo parece ser diferente. Afinal, está em meio “aos camaradas que não são do meu grupo” ( fique livre para interpretar esta frase ). 
 
     Num repente, em meio às negativas, rolês e aús, já buscando algum fôlego em meio ao floreio bonito e cadente, observa um “zum-zum-zum” e movimentos estranhos na roda…. 
 
     Parece que um jogo bonito e diferente não consegue agradar todos. Desperta as mais vis sensações de inveja e incapacidade de alguns naquela roda. 
 
     O jogo, até certo ponto cadente e tranqüilo, se transforma em um show de pontapés e socos. Pára a roda, Capoeira! Pois isso não é mais roda. É ringue! 
 
     O Mestre ( “Menino quem foi teu Mestre?” ) parece reger as ações dos mais “graduados’ com um olhar conivente e parcial. Lamentável se não fosse tão deprimente. O “Mestre” comandante da roda está com a sensação do dever cumprido, e depois de muita “não-capoeira”, declara: “Aqui na minha roda quem comanda sou eu! Ninguém vem cantar de galo aqui!”. 
 
     O camarada, que queria apenas uma diversão nutrida com muito axé num ambiente de outro grupo, sai com a mão na coxa dormente de tanta pancada, arrastando um pé e com uma marca de um “martelo” maldoso bem direcionado no lado esquerdo do rosto… 
 
     Esta parece ser a tônica: Competição entre grupos. E não condeno tal realidade. Mas que esta competição seja para alimentar o espírito da capoeira como um todo. Mostrando – aos grupos “rivais” – eventos bem realizados, divulgados e participativos.  
 
     E grupos com essas ações e propósitos existem muitos por todo o globo e é por essas e outras que acredito na total dissolução dos poucos grupos que remam contra a maré do desenvolvimento da capoeira. E que infelizmente, ainda mancham a imagem de uma capoeira como ferramenta de modificação social.  
 
     Pancadarias ao receber um convidado de outro grupo ou em rodas de apresentação, onde estão presentes setores sociais que já olham de forma atravessada para nossa  arte-ginga, definitivamente, não irão contribuir.  
 
 
“Pára a roda, Capoeira! Pára, vai ter que parar!” 
 
     E que o verso acima, apesar desses contratempos, venha sempre acompanhado deste outro verso:
 
“A roda não pára de jeito nenhum porque sou filho de Ogum e de meu Pai Oxalá, vamos lá!”
 
Axé, camaradas!
 
Shion
Parnaíba – Piauí

Alongamento versus treinamento de força

Introdução:

Recentemente, em um dos meus cursos, está questão foi levantada. É válido realizar um alongamento após um treinamento de força? A questão é polemica e abriu uma série de outras questões que valem a pena serem discutidas. A princípio, vamos tratá-las de maneira geral para depois aproximá-las do universo da capoeira, nosso foco principal.

Alguns esclarecimentos iniciais.

Nunca é demais lembrar definições básicas para que possamos melhor tratar nosso tema. A seguir a definição moderna de alongamento e flexibilidade.

Flexibilidade

“Capacidade que as articulações detêm de terem uma amplitude de movimento (ADM) para as quais foram projetadas (todas as articulações têm um limite de amplitude).”

E alongamento.

“É o conjunto de técnicas utilizadas para se manter ou para se aumentar a amplitude de movimentos.”

Partindo destes conceitos podemos estabelecer que o alongamento é um conjunto de técnicas que tem por objetivo aumentar a flexibilidade do nosso atleta.

Esta colocação nos leva à determinadas questões:

Depois de um trabalho de força um alongamento terá realmente seu melhor efeito?

Não seria melhor um trabalho especifico objetivando o alongamento? Ou este é realmente o momento ideal isto?

Claro que tudo isto importa é muito para o capoeirista, visto que força e flexibilidade são duas valências fundamentais para o seu bom desempenho.

Portanto, vamos começar a tentar elucidar esta questão. Retomando também o conceito de força.

Desenvolvimento.

Os autores de uma forma geral tendem a definir força em um contexto de trabalho muscular, da capacidade de influenciarmos o ambiente através do trabalho de um ou mais músculos. Esta valência, em particular, se desenvolve a partir de uma sobrecarga obedecendo ao princípio da adaptação que estabelece um equilíbrio instável entre os vários sistemas orgânicos, isto quer dizer, que para se aumentar a força é preciso “stressar” a musculatura, trabalhando-a com afinco, o que o nosso dia-a-dia também nos indica.

A questão é que ao se trabalhar determinada musculatura objetivando força a tendência de suas fibras é o “encurtamento” como qualquer que tenha se submetido a um treinamento de força sabe. Os músculos ficam “encurtados” neste momento um trabalho de alongamento leve irá sem dúvida nenhuma recompor as microfibras desgastadas, aumentar a absorção do ácido lático, redirecionar as fibras musculares propiciando uma melhor adaptação ao trabalho e uma maior recuperação. Este ponto não nos parece passível de discussão, principalmente no caso do capoeirista que não pode ficar com a musculatura “endurecida”.

Porém esta não é realmente a questão. Para que possamos realmente aumentar os níveis de flexibilidade de nosso atleta é necessário submete-lo a um trabalho de alongamento que traga sua musculatura para angulações ainda não alcançadas. Novamente passar do limite. Acontece que os dois treinamentos força e alongamento apontam para direções opostas no quesito fibras musculares, o treinamento de força trabalha concentricamente e com alta carga de intensidade lática; o alongamento trabalha as fibras no seu sentido longitudinal, atingindo sobremaneira a mobilidade articular e extensibilidade dos tendões e ligamentos.
 

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DANIEL JUNOWICZ

Hola. 
Mi nombre es Daniel Junowicz y soy un estudiante de capoeira de angola en argentina.
 Queria felicitarlos por su página web. 
Me parecia la mejor pagina en internet a la que tube la suerte te acceder.
 Lo mas importante es que esta hecha con mucho respeto e informacion. 
Esta información que aqui encontre me sirve seguir formandome como angolero y para difundir la capoeira en argentina. 
Los libros a los que uno puede acceder en su pagina son muy ineteresantes, y creo que sobre todo reflejan los intereses y objetivos de los grandes mestres introductores de la capoeira. Intereses que no pasan por discutir si la capoeira regional es mejor a la capoeria de angola. 
Lamentablemente no me pude bajar en libro "Falando en capoeira".
 Me gustaria mucho si me pueden indicar otra forma de obtener este texto. 
Volviendo a lo que me motivo a ecribirles este mail, lo que me gusta de su pagina es que hay un real interés en difundir la capoeira, mas alla de hacer propaganda a una escuela determinada. 
Gran parte de las pagina de internet sobre capoeira estan dedicadas a la comercializacion de la capoeira. A venderla como un producto. Tengo que aclarar que no me parece que esto sea malo, siempre y cuando no se pierdan el verdadero significado de la capoeira.
Quiero felicitarlos por que me parece que la informacion que poseen, y de la cual esta hecha la pagina web, es muy valiosa y por lo tanto, dificil de conseguir. 
Esta pagina me ayuda a seguir investigando sobre la capoeira, no como un deporte, sino como una filosofia.

Les deseo suerte,
atentamente,
Daniel Junowicz.

junowicz@arnet.com.ar

Mestre Traira

Mestre Traira
José Ramos Do Nascimento, Capoeira de fama na Bahia, marcou época e ganhou notabilidade ímpar na arte das Rasteiras e Cabeçadas. Nodisco fonográfico, produzido pela Editora Xauã, intitulado "Capoeira" – hoje uma das raridades mais preciosas para os estudiosos e adeptos desta Arte – tem presença marcante envolvendo a todos os ouvites. Sobre a beleza e periculosidade do seu jogo, assim se referiu Jorge Amado: "Traíra, um cabloco seco e de pouco falar, feito de músculos, grande mestre de capoeira. Vê-lo brincar é um verdadeiro prazer estético. Parece bailarino e só mesmo Pastinha pode competir com ele na beleza dos movimentos, na agilidade, na rigidez dos golpes. Quando Traíra não se encontrana Escola de Waldemar, está ali por perto, na Escola de Sete Molas, também na Liberdade". Mestre Traíra também teve importante participação no filme "Vadiação", de Alexandre Robatto Filho, produzido em 1954, junto aos outros grandes capoeiristas baianos como Curió, Nagé, Bimba, Waldemar, Caiçara, Crispim e outros."
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A Arte de “Morcegar”

  • Treinamento de aperfeiçoamento "Morcegar" no trabalho
1. Nunca caminhe sem um documento nas mãos
– Pessoas com documentos em uma das mãos parecem funcionários ocupadíssimos que se dirigem para reuniões importantes.
– As pessoas de mãos vazias parecem que estão se dirigindo para a cafeteria.
– As pessoas com um jornal nas mãos parecem que estão se dirigindo para o banheiro.
– Sobretudo, leve algum material para casa, isso causa a falsa impressão de que você trabalha mais horas do que você costuma trabalhar.
2.Use o computador para parecer ocupado
– Quando você usa um computador, parece que você está "trabalhando" para quem observa ocasionalmente. Você pode emitir e receber e-mail pessoal, ficar no bate papo ou ter uma explosão sem que isso tenha alguma coisa a ver com trabalho.
3. Mesa bagunçada
– Quando sua mesa está bagunçada parece que você está trabalhando duramente.
– Construa pilhas enormes de documentos em torno de seu espaço de trabalho.
– Ao observador, o trabalho do ano passado parece o mesmo que o trabalho de hoje; é o volume que conta. Se você souber que alguém está vindo à sua sala finja que está procurando algum papel.
4.O correio de voz
– Nunca responda ao seu telefone se você tiver o correio de voz. As pessoas não te ligam para te dar nada além de mais trabalho.
– Selecione todas suas chamadas através do correio de voz.
– Se alguém deixar uma mensagem do correio de voz para você e se for para trabalho, responda durante a hora do almoço quando você sabe que eles não estão lá.
5. Pareça impaciente e irritado.
– Você deve estar sempre parecendo impaciente e irritado, para dar ao seu chefe a impressão de que você está realmente ocupado.
6. Sempre vá embora tarde
– Sempre deixe o escritório mais tarde, especialmente se o seu chefe estiver por perto.
– Sempre passe na frente da sala do seu Chefe quando estiver indo embora.
– Emita e-mails importantes bem tarde (por exemplo 21:35, 6:00, etc…) e durante feriados e finais de semana.
7. Reclame sozinho
– Fale sozinho quando tiver muita gente por perto, dando a impressão de que você está sob pressão extrema.
8. Estratégia de empilhamento.
– Empilhar documentos em cima da mesa não é o bastante.
– Ponha vários livros no chão. (os manuais grossos do computador são melhores ainda)
9. Construa um vocabulário.
– Procure no dicionário palavras difíceis. Construa frases e use-as quando estiver conversando com o seu chefe. Lembre-se: ele não tem que entender o que você diz, desde que o que você diga dê a entender de que você está certo.
10. O MAIS IMPORTANTE!!!:
– Não envie isto ao seu chefe por engano!!!!!
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