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Livro: Capoeira Um Instrumento Psicomotor para Cidadania

Dos autores Gladson de Oliveira Silva (Mestre Gladson) e Vinicius Heine (Professor Vinicius), o livro Capoeira Um Instrumento Psicomotor Para Cidadania aborda a Capoeira sob o enfoque pedagógico, educacional, cultural e social. Fruto de 40 anos de experiência no processo de ensino e aprendizagem da Capoeira em diferentes contextos: Escolas, Universidades, Academias, Clubes e Projetos Sociais, o livro analisa como a Capoeira pode contribuir para a formação do ser humano em sua totalidade.

O pré lançamento do Livro acontecerá durante o V Encontro Internacional de Atividade Física e Esporte no dia 16 de Julho de 2008 (quarta-feira), das 13:00 as 17:00hs, em São Paulo, onde os autores ministrarão um curso com base no livro. Maiores informações sobre o curso (local, datas, horários, valores de inscrição) no site http://www.phorte.com.br/encontro/

O lançamento oficial acontecerá no dia 26 de Agosto (Terça-feira) na FNAC da Avenida Paulista, a partir das 19:00hs (AV. PAULISTA, 901 Térreo Mez. e 1º subsolo, ext.Alameda Santos,960 – Bela Vista). Também durante a XI Clínica de Capoeira que acontecerá no CEPEUSP nos dias 29, 30 e 31 de Agosto de 2008.

O livro é recomendado para profissionais da Capoeira em geral (Mestres, Contra Mestres, professores, monitores e instrutores), professores de educação Física e Esporte, Pedagogos, Educadores, Sociólogos, Historiadores, Cientistas Sociais, Antropólogos, Psicólogos, Agentes Sociais, Líderes Comunitários e amantes e admiradores da arte da Capoeira em geral. Os conteúdos abordados trazem elementos essenciais para os que acreditam no educar e no transformar através da Capoeira e que trabalham em diferentes contextos e com diferentes faixas etárias. Especialmente para aqueles que querem ampliar os seus conhecimentos e sua capacidade de atuação humana e profissional. Os conteúdos abordados e as atividades práticas propostas se aplicam a alunos de Capoeira em diferentes níveis de treinamento.

O livro é didaticamente "dividido" em duas partes. A primeira parte é composta por sete capítulos que tratam dos seguintes temas: Capoeira e Cidadania, Capoeira Escolar, O Caráter lúdico do Jogo da Capoeira, O Processo educativo na Capoeira, A Utilização de Materiais Pedagógicos, O Ritual da Capoeira e A Criança e a Capoeira.

A segunda parte do livro trás atividades mais aplicadas e ferramentas pedagógicas para o ensino da Capoeira e é composta por maia cinco capítulos: Jogos e Brincadeiras de Capoeira, Rodas Cantadas, Os movimentos da Capoeira, Maculelê e Músicas.

O livro é prefaciado pelo professor, educador, filósofo e pensador do mundo da Educação e da Educação Física João Batista Freire, professor aposentado da UNICAMP e atual professor do Centro de Educação Física e Esportes da Universidade do Estado de Santa Catarina (UESC). Autor de diversos livros relacionados ao fazer pedagógico, dentre eles "Pedagogia do Futebol", "O Jogo, entre o riso e o choro", "O Jogo dentro e fora da escola", "De Corpo e Alma, o discurso da motricidade" e "Educação de Corpo Inteiro: Teoria e Prática de Educação Física".


No prefácio, João Batista Freire afirma:

"Li de sopetão o texto todo, pelo prazer que me deu. Tal como ladainhas entoadas nas rodas de capoeira, as palavras fluem com leveza e paixão. O livro é um canto, é um samba de roda. É poético; e é contundente".

João Batista Freire

A quarta Capa do Livro Capoeira Um Instrumento Psicomotor para a Cidadania é assinada por Raimundo César Alves de Almeida o Mestre Itapoan, que após a leitura do livro afirmou:

"A seriedade com que trata as diversas facetas da Capoeira fará, com certeza, deste livro leitura indispensável para todos aqueles que acreditam na nossa arte de lutar sorrindo, como só nós brasileiros sabemos fazer. Estudo definitivo para quem quer lidar com crianças de forma responsável e divertida, além de mostrar aos adultos como é fácil ser criança, como se faz para acordar a criança que existe em todos nós. Estou fascinado e rezando a todos os Orixás para que este livro venha logo a público".


Mestre Itapoan

O livro trás conteúdos atualizados em linguagem simples e direta. Além da sua dimensão reflexiva e filosófica apresenta aplicabilidade prática tanto dos conceitos apresentados como das atividades e dinâmicas propostas. Aborda o tema da Capoeira de forma ampla e profunda.

O Livro colocará o leitor em contato com o universo da Capoeira em sua dimensão cultural, educacional, lúdica e social. Ampliará a compreensão dos fundamentos e princípios pedagógicos da Capoeira; a Capoeira como forma de transformação social e filosofia de vida. A Capoeira como forma de arte e de expressão humana e como elemento essencial para a construção de uma sociedade mais digna, mais humana e mais fraterna. Demonstra o valor sócio, histórico e cultural da Capoeira: um instrumento psicomotor para a cidadania.

O livro é amplamente ilustrado com fotos de alta qualidade e apresenta um acabamento gráfico impecável produzido pela excelente equipe da Phorte Editora, a mais importante Editora da área de Educação Física e Esporte do Brasil.

Os autores são professores de Capoeira do CEPEUSP (Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo), da Secretaria de Esporte, Juventude e Lazer do estado de São Paulo e do Projeto Porta Aberta (Projeto Social desenvolvido no Parque Santo Dias – Capão Redondo – zona sul da Capital paulista).

Abaixo apresentamos um breve resumo dos Capítulos do Livro e um currículo resumido dos autores.

Capoeira Um Instrumento Psicomotor para CidadaniaO Primeiro Capítulo aborda conteúdos teóricos e filosóficos em torno do tema Capoeira e cidadania. Trás reflexões sobre o potencial da Capoeira em promover inclusão social e formação humana junto a crianças, jovens e adultos que vivem em situação de vulnerabilidade social. Trás depoimentos dos alunos e relatos de experiências do Projeto Porta Aberta, um projeto social que acontece desde 2001 no Parque Santo Dias, São Paulo, sob a coordenação do Mestre Gladson e o do Professor Vinicius). Ainda neste Capítulo é abordada a questão da violência, suas possíveis origens e seu entendimento dentro da dinâmica maior da sociedade.

O segundo capítulo do livro, Capoeira Escolar aborda e contextualiza a inserção da Capoeira na escola e trás uma reflexão sobre a seguinte questão: "Capoeira na escola ou capoeira da escola?". É analisada a importância da Capoeira no contexto escolar como forma de resgate da cultura popular e como instrumento para o desenvolvimento integral dos alunos. O Capítulo trás ainda reflexões sobre a importante relação entre a Capoeira, a escola e a família e a Capoeira, a escola e a comunidade.

O Terceiro Capítulo aborda o tema do Caráter Lúdico no Jogo da Capoeira. A ludicidade, o brincar, o jogar são elementos centrais na metodologia, na filosofia e na pedagogia do trabalho desenvolvido pelos autores. Assim, é feita uma ampla reflexão sobre o elemento lúdico e sua importância no processo educativo e social da Capoeira.

O quarto capítulo aborda o Processo educativo na Capoeira, sua perspectiva histórica e os diferentes elementos e processos educacionais presentes no jogo da capoeira, nos seus movimentos, cantos e músicas, bateria de instrumentos e principalmente na Roda de capoeira, onde todos os demais elementos entram em síntese.

O quinto capítulo analisa a importância e o diferencial pedagógico proporcionados pela utilização de materiais pedagógicos nas aulas de Capoeira.

O sexto capítulo analisa o Ritual da capoeira e seus diferentes elementos: a bateria, os tocadores, a postura, entrada e saída da Roda, a espera, o canto e o coro.

O Capítulo sete, por sua vez, fala da importante relação entre a Capoeira e a criança. E aborda, dentre outros aspectos, os motivos que levam as crianças a praticarem capoeira, o papel dos pais no processo de ensino e aprendizagem da Capoeira, os benefícios da capoeira para as crianças, por que as crianças podem desistir da capoeira? O que fazer para incentivar? As características comportamentais das crianças que devem ser levadas em consideração pelo professor. A relação entre conteúdo geral x específico. E o papel da Capoeira na promoção da saúde física, mental, emocional e social das crianças. Trás ainda uma declaração dos Direitos do Jovem Capoeirista.

Currículo resumido dos autores

Gladson de Oliveira Silva – Mestre Gladson

40 anos de experiência de trabalhos relacionados à Capoeira. Discípulo de Aírton Neves Moura – Mestre Onça – discípulo de Mestre Bimba.

Professor de Educação Física formado e Pós graduado pela UniABC.

Professor de Educação Física e Capoeira do CEPEUSP (Centro de Práticas esportivas da Universidade de São Paulo) e da Secretaria de Esportes, Turismo e Lazer do Estado de São Paulo.

Coordenador do Projeto Porta Aberta – Projeto Social desenvolvido no Capão Redondo – SP.

Coordenador da Projete Liberdade Capoeira: Escola de Capoeira que desenvolve projetos em Escolas, Universidades e Projetos Sociais no Brasil (São Paulo e Pelotas – RS) e no Exterior (Argentina, Peru e Espanha).

Coordenador de diversos Cursos e Congressos de Capoeira realizados pelo CEPEUSP (Capoeira e Ginástica Olímpica, Festival Cultural de Capoeira, Gincana de Capoeira, Clínica de Capoeira, Fundamentos Pedagógicos da Capoeira, Torneio Brasileiro Inter-Univesidades de Capoeira)

Ministrou Cursos e Workshops de Capoeira no Japão, Argentina, Peru, EUA, Espanha e Rússia.

Ministrou Cursos e proferiu Palestras na área de Capoeira em congressos e eventos em diferentes Estados do Brasil.

Professor do primeiro curso de especialização em Capoeira Escolar da Unb (Universidade de Brasília)

Ministrou Curso de Capacitação de Professores em Secretarias Municipais de Educação (São Paulo, Santo André e Santana do Parnaíba)

Consultor do INDESP (Instituto Nacional de desenvolvimento do Esporte)

Diretor de Capoeira da Federação Universitária Paulista de Esportes (FUPE)

Diretor de Capoeira da Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU)

Técnico tetra campeão Brasileiro dirigindo a Equipe Paulista pela Federação Paulista de Capoeira (FPC).

Técnico campeão dos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) dirigindo a equipe escolar de Capoeira de São Paulo

Diretor Técnico da Federação paulista de Capoeira (FPC) durante 15 anos.

Coordenador da Capoeira na Olimpíada Infanto-Juvenil da Cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Esportes

Autor de diversos artigos relacionados a capoeira publicados em revistas e páginas da Internet.

Autor da Revista de Capoeira da Editora Três – 1983.

Autor do Livro Capoeira do Engenho a Universidade.

Recebeu a Medalha Anchieta pela Câmara Municipal de São Paulo pelos serviços prestados à Capoeira.

Vinicius Heine – Professor Vinicius

17 anos de experiência em trabalhos relacionados a Capoeira. Discípulo do Mestre Gladson.

Bacharel em esporte formado pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo.

Pós graduado pela Universidade Politécnica da Catalunha – Espanha e pela Universidade Gama Filho.

Professor de Educação Física, Capoeira e Atividade Física Individualizada do CEPEUSP (Centro de Práticas esportivas da Universidade de São Paulo).

Coordenador do Projeto Porta Aberta – Projeto Social desenvolvido no Capão Redondo – SP.

Coordenador da Projete Liberdade Capoeira: Escola de Capoeira que desenvolve projetos em Escolas, Universidades e Projetos Sociais no Brasil (São Paulo e Pelotas – RS) e no Exterior (Argentina, Peru e Espanha).

Coordenador de diversos Cursos e Congressos de Capoeira realizados pelo CEPEUSP (Capoeira e Ginástica Olímpica, Festival Cultural de Capoeira, Gincana de Capoeira, Clínica de Capoeira, Fundamentos Pedagógicos da Capoeira)

Ministrou Cursos e Workshops de Capoeira no Canadá, Argentina, Peru, EUA, Espanha, França e Rússia.

Ministrou Cursos e proferiu Palestras na área de Capoeira em congressos e eventos em diferentes Estados do Brasil.

Ministrou Curso de Capacitação de Professores em Secretarias Municipais de Educação (São Paulo, Santo André e Santana do Parnaíba)

Autor de diversos artigos relacionados à capoeira publicados em revistas e páginas da Internet.

 

Capoeira Um Instrumento Psicomotor para Cidadania

 
  • Maiores informações no blog http://capoeiraecidadania.blogspot.com/

SP: Notícias da capoeira em Porto Feliz

É recente o estudo sobre a capoeira antiga no Estado de São Paulo, embora haja algumas informações esparsas sobre a sua prática em diversas localidades do solo paulista. Assim, temos referência no livro de João Amoroso Neto sobre o bandido Dioguinho da luta deste com um negro capoeira da região de Ribeirão Preto. O folclorista Alceu Maynard Araújo informou que a capoeira era ensinada em Botucatu por um carioca chamado Menê. O historiador João Campos Vieira, natural de Tatuí, mas radicado em Porto Feliz, afirma que a tradição popular dizia que "Dioguinho usava navalha no pé e dava rabo de arraia. Era uma capoeira defensiva" *1. As crônicas paulistas ainda dizem respeito a um conflito entre capoeiras e a polícia da capital ocorrido em 1892.
O antropólogo e historiador Carlos Eugênio Líbano Soares, no seu livro A Capoeira escrava e outras tradições rebeldes no Rio de Janeiro (1808 – 1850), transcreveu a notícia do escravo Izaías, "vindo da vila de Iguape, termo de São Paulo, é dado a capoeira …" *2. No programa Terra Paulista, foi citado que na cidade de Bananal, Vale do Paríba, ainda se praticava uma "capoeira diferente".

Aos poucos, a história da capoeira paulista vai sendo desvendada. Em Porto Feliz, cidade do interior de São Paulo, ainda se pode encontrar alguns ex-praticantes da antiga capoeiragem e mesmo testemunhas dessa manifestação.

 
O professor Olivério Rubini informa, por exemplo, que praticava a pernada a qual "era uma brincadeira que antecedia a chegada de todos, onde algumas crianças procuravam derrubar outras com rasteiras. Talvez a diferença com a capoeira era a espontaneidade e a ausência de regras e acompanhamento musical" *3. A pernada parece, então, ser a capoeira primitiva. O local onde se praticava a pernada portofelicense era um terreno baldio usado como campo de futebol e que hoje é a avenida Capitão Joaquim de Toledo, ao lado da Escola Monsenhor Seckler.
 
Segundo o professor Rubini essa prática ocorria na década de 1940 a 1950.
 
Outra informação sobre a capoeira em Porto Feliz é o relato do senhor José Aparecido Ferraz, conhecido por Zequinha Godêncio. Desde o ano de 1946 ele acompanhava as brincadeiras de capoeira. Aos vinte anos, por volta de 1951, começou a participar das brincadeiras e treinar a capoeira. Havia em Porto Feliz um capoeirista conhecido por Toninho Vieira. Vendo esse capoeirista treinar e jogar, Zequinha começou a praticar imitando-o. "O professor foi só mais ver…", afirmou *4.
 
Outra informação interessante de Zequinha Godêncio diz respeito a perseguição policial à prática da capoeira, embora nessa época já não constasse mais no Código Penal. A mesma reclamação fez um capoeirista de Sorocaba, conhecido por Chiu, que disse que por volta da década de 1950 a polícia ainda perseguia quem praticasse a capoeira. Zequinha informou que havia um bar de um "turco" onde se reuniam os capoeiristas e ficavam jogando. O delegado, Barreto, prendia os capoeirista. "No outro dia cedo ele soltava e elevava ao Porto do Martelo. Chegava lá tinha que lutar com ele. Se a gente jogava ele dentro d’água, saía. Não voltava pra cadeia" *5. O delegado, segundo Zequinha, gostava de desafiar os capoeiristas para uma luta. Aqueles que levassem a melhor poderiam ir. Caso contrário, ficariam mais alguns dias na cadeia.
 
Zequinha lembra alguns nomes de capoeiristas de Porto Feliz: Orides, Pedro (sobrinho de João Xará), Faísca. Também informou que a capoeira era brincada sem acompanhamento musical. "A gente só ia gritando: Aeh!, olha lá, Ah!, Opa! Ia gritando e dando giro" *6. O pessoal de Porto Feliz, na década de 1950, costumava vir a Sorocaba onde no bairro da Árvore Grande brincavam a capoeira com os sorocabanos. "Era lá na Árvore Grande. De lá tinha um chamado Aparecidinho. Tinha Aparecido, um chamado Paulinho. Era os mais chegados" *7.
 
Ainda sobre a capoeira antiga de Porto Feliz, o colecionador Rubens Castelucci informa que havia um pessoal que brincava no largo da Laje, antiga rua da Laje. Segundo Rubens, o prefeito Lauro Maurino promovia muitas apresentações de capoeira e congada em comícios políticos e em festas. Vinham pessoas de Capivari para auxiliar o grupo de Porto Feliz nas apresentações.
 
Essas notícias de Porto Feliz servem de parâmetro para mostrar que há muito ainda sobre a capoeira paulista a ser pesquisado. Algumas pessoas têm se dedicado a isso, como Miltinho Astronauta em São José dos Campos e Érika Balbino, de São Paulo. O resultado desse trabalho já começa a aparecer.
 
 

 

Notas

*1 Entrevista ao autor concedida em 03 out 2006.
*2 LÍBANO, Op. cit., pp. 120 – 121.
*3 Carta ao autor datada de 04 maio 2006.
*4 Entrevista concedida em 02 nov 2006.
*5 Idem.
*6 Entrevista concedida em 02 nov 2006.
*7 Idem.

 
Carlos Carvalho Cavalheiro
La Insignia. Brasil, julho de 2007.
 
Fonte: http://www.lainsignia.org
Enviado por: Rod@ Virtual

Lançamento do Livro: HISTÓRIA DA CAPOEIRA EM SOROCABA

Livro importantíssimo para capoeiristas, pesquisadores, folcloristas e historiadores, pois além de apresentar farta documentação (mais de 150 ilustrações) sobre capoeira e seu início em Sorocaba, traz 62 depoimentos, entre eles, de mestres consagrados da capoeira. Por exemplo, do internacional mestre Suassuna (um dos introdutores da capoeira em São Paulo), Comendador mestre Valdenor (presidente de Federação Paulista de Capoeira), mestre Damião (aluno de mestre Bimba), mestre Celso Bujão (formado da 1ª turma do Grupo “Cordão de Ouro”), mestre Jorge Melchiades (o pioneiro da capoeira em Sorocaba, aluno dos saudosos mestres Valdemar Angoleiro, Paulo Limão, Silvestre e posteriormente formado do mestre Suassuna).
 
Apresenta fatos curiosos da capoeira, como a abertura da primeira filial do Grupo “Cordão de Ouro” no interior paulista; a apresentação de capoeira no programa “Cidade contra Cidade”, de Sílvio Santos, em maio de 1970, na antiga TV Tupi, canal 4, com os mestres Suassuna, Limão, Jorge Melchiades, Anande (Almir) das Areias, entre outros; a passagem de mestre Bimba e seus alunos por São Paulo e Rio de Janeiro, em 1949, etc.
 
O livro traz também o depoimento de pessoas ilustres ligadas ao esporte, à educação, à política, ao jornalismo, à rádio, à dança, etc., que de uma maneira ou outra tiveram contato com a capoeira, como é o caso da conhecida bailarina Janice Vieira, que conheceu mestre Pastinha em sua academia na Bahia; de José Desidério, jornalista esportivo; de Cármine Graziozi, editor do jornal “Desportos” em 1949; de Clodoaldo Rodrigues Nunes, cientista político, que teve atuação marcante no movimento de esquerda na época da ditadura; de Iara Bernardi, Deputada Federal; de Hamilton Pereira, Deputado Estadual; e de briguentos da década de cinqüenta, como Humberto Del Cistia, Maurício Gagliardi, José Carlos Alves (Pixe), Antonio Galdino e Joorge Melchiades.
 

O livro discorre sobre a história da capoeira em Sorocaba desde o aparecimento de sua prática na cidade até a atualidade, com enfoque especial e prioritário aos fatos de seu início e ao pioneiro, com o fim de esclarecer entendimentos equivocados sobre a época.
 

contato: cmwellington@terra.com.br

82º Aniversário do Mestre Ananias

Mestre Ananias comemora 82 anos de vida junto à comunidade paulistana que respeitosamente o chama de “Pai”. Portanto, o mais antigo mestre da capoeira paulistana retribui o carinho e convida todos os seus “Filhos” para jogar capoeira e sambar ao som do seu berimbau.
 
Para que nossas tradições sejam preservadas o Centro de São Paulo foi escolhido para essa festa. 
 
Dia 16/12 a partir das 13hs. Galeria Espaço Metrópole: Praça Dom José Gaspar, 106 (próximo ao metrô República saída Sete de Abril).
 
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Clique para ampliar a imagem
 
Outras Matérias relacionadas ao Mestre:
 
Para acompanhar a agenda do Mestre Ananias: www.uirapurubr.com.br
Rodrigo Bruno Lima
Uirapuru Assessoria Cultural
www.uirapurubr.com.br
 
Fotos: Zé Amaral

Mogi Mirim: Ginga Fest & Projeto Capoeiragem

O VI Ginga Fest, que acontece neste sábado e domingo, 9 e 10 de setembro, batizará e trocará a graduação de cerca de 160 crianças e jovens que freqüentam o Projeto Capoeiragem, desenvolvido pelo Derel (Departamento de Recreação, Esporte e Lazer) nos núcleos da Comunidade Aimirim da Santa Clara, Vila Dias, Jardim Paulista, Jardim Planalto, distrito de Martim Francisco e Horto de Vergel.
 
A abertura acontece com uma roda de capoeira, no sábado, a partir das 9h, na praça Rui Barbosa. No período da tarde haverá curso teórico ministrado pelo contra mestre Guerreiro, a partir das 14h, no Ginásio "Wilson Fernandes de Barros", no Tucurão. No mesmo local, a partir das 18h, acontecem o batizado e troca de graduações, seguidos pelo roda de capoeira de mestres, contra mestres e professores.
 
O Ginga Fest é uma espécie de vestibular para quem pretende mudar de corda (equivale à faixa no judô). No total, são 16 cordas. A mais alta é a de cor branca, que é a de mestre.
 
O evento prossegue no domingo, no Ginásio do Tucurão, com curso prático ministrado pelo contra mestre Guerreiro, a partir das 9h.
 
 
Inclusão Social
 
O Projeto Capoeiragem conta com a supervisão do professor Vilson Aparecido Ribeiro Rodrigues, o Xavante, do Grupo Candeias de Capoeira, de Mogi Mirim. A modalidade foi introduzida na atual administração com foco na inclusão social de crianças e jovens, entre 4 e 18 anos, que freqüentam os núcleos do Aimirim.
 
No total, já são cerca de 200 capoeiristas que participam das aulas nesses núcleos, as quais são ministradas em dois períodos – manhã e tarde – pelo professor Luciano Jannuzzi. Nos Jogos Regionais disputados recentemente em Bragança Paulista, ele ficou com a medalha de bronze. 
 
 
Fonte: Cosmo Online – http://www.cosmo.com.br

Mestre Brasília no projeto O Autor na Praça


AUTOR NA PRAÇA
 
Apresenta: Mestre Brasília comemorando seus 45 anos de Capoeira
 
Mestre Brasília é o convidado do projeto O Autor na Praça. Comemorando seus 45 anos de Capoeira o mestre estará autografando a Revista/CD Praticando Capoeira e o cordel Mestre Brasília & A Capoeira, escrito pelo amigo Luiz Wilson. Mestre Brasília apresentará algumas das músicas do CD. Contaremos com a participação do artista plástico D`Ollynda. Informações sobre o mestre e a revista/CD abaixo
 
SERVIÇO:
 
O Autor na Praça apresenta Mestre Brasília comemorando 45 anos de Capoeira, Autografando a revista/cd Praticando Capoeira.
Dia 12 de agosto, sábado, 15h, Espaço Plínio Marcos – Feira de Artes da Praça Benedito Calixto – Pinheiros – SP
 
Sobre o Mestre Brasília
 
Antônio Cardoso Andrade, mestre Brasília, comemora estes seus 45 anos de Capoeira. Nascido em 29/05/1942, é um dos pioneiros da Capoeira paulista. Aprendeu com mestre Canjiquinha, de quem foi amigo dedicado. Veio para São Paulo, gostou, acabou ficando. Praticava capoeira na antiga CMTC, com mestre Melo, e na academia do mestre Zé de Freitas, no Brás. Conheceu então mestre Suassuna, e juntos fundaram uma academia, a “Cordão de Ouro”, que viria a se tornar no pólo principal da Capoeira paulista. Joga com extrema elegância e habilidade. Mantém academia e casa de espetáculos em São Paulo, à Rua Pedroso de Moraes, 645, 3º. Andar, Tel é 011 3097 0607. É vice-presidente cultural da Federação de Capoeira do Estado de São Paulo, entidade filiada à Confederação Brasileira de Capoeira e à Federação Internacional de Capoeira; atualmente, é presidente do Conselho Superior de Mestres – seção São Paulo. (Fonte: www.portalcapoeira.com).
 
Mestre Brasília é um dos precursores da Capoeira no Japão, para onde viaja com freqüência, além de outros países. Em 2001 o mestre lançou o livro Vivência de um Mestre de Capoeira. Um estudioso e conhecedor da cultura afro-brasileira, fala de tradição, malandragem, música e principalmente de como praticar a capoeira. O livro encontra-se esgotado, mas está sendo preparada uma nova edição
 
Sobre a Revista/CD e o Cordel
 
A revista Praticando Capoeira é publicada pela Editora D+T e apresenta uma entrevista com o Mestre Brasília e outras matérias, acompanha o CD Histórico com os 20 maiores sucessos, uma coletânea organizada especialmente para a edição a partir dos três cds Ginga Original. O cordel Mestre Brasília & A Capoeira é uma homenagem escrita por Luiz Wilson.
 
Revista/CD Praticando Capoeira / R$ 9,90 / Editora D+T
 
Informações: Edson Lima – Tel. 3085 1502 / 9586 5577 – oautornapraca@oautornapraca.com.br

Grupo Negaça convida: VADIAÇÃO EM DOSE DUPLA

Convidamos a todos a participarem da
VADIAÇÃO EM DOSE DUPLA
 
Barracão da Fábrica do Mestre Cavaco
Data: 06 / 05 / 2006 – Sábado
Horário: apartir das 16:00
End: Rua Marieta da Silva, 197 – Vila Guilherme – SP
 


 
Parque do Trianon
CAPOEIRA ANGOLA E SAMBA DE RODA
Data: 07 / 05 / 2006 – Domingo
Horário: das 15:00 ás 17:00
Local: Parque do Trianon – Av. Paulista entrada principal
 
INFORMAÇÕES: Fone: ( 55 11 ) 6901-1365
MESTRE CAVACO
 
Ultimas Fotos: Pq do Trianon 09 / 04 / 06
Acompanhem nosso Calendário: Calendério 2006
 
 
Abraço a todos: Mestre Cavaco / Trenel Ratão
www.negaca.com

A CAPOEIRA ESTÁ EM FESTA, É ANIVERSÁRIO DE MESTRE PINATTI

Para comemorar o aniversário deste Gigante da Capoeira Paulista, um dos principais precursores da capoeiragem na terra da Garoa, o Portal Capoeira separou dois textos:

O Primeiro de autoria de Marta Sales, onde o Mestre é homenageado e o segundo de Autoria de Miltinho Astronauta onde o autor nos leva a decada de 60 e conta um pouco da história da criação da famosa "Academia de Capoeira Regional de Elite de São Paulo" e dos treinos de Pinatti e Suassuna no fundo do quintal da Familia Pinatti.

Um grande abraço meu Amigo Djamir, muita saúde e capoeira e que venham mais e mais voltas ao mundo…. Um dos meus maiores prazeres nesta viagem de férias ao Brasil é poder estar com o senhor e dar este abraço pessoalmente…
Luciano Milani

A CAPOEIRA ESTÁ EM FESTA, É ANIVERSÁRIO DE MESTRE PINATTI

Queremos registrar o aniversário de um dos mais conceituados e respeitados Mestres de Capoeira e aproveitar para desejar muita paz, saúde e muitos anos de vida e de Capoeira. Que Deus lhe abencoe Mestre e muito obrigado por toda a contribuição que o senhor deu e ainda está dando para esta arte. Feliz aqueles que lhe tem como orientador, amigo, companheiro e pode desfrutar de sua presença. Seja Feliz, o senhor merece tudo de bom, que a sua postura sirva de exemplo para todos os capoeiristas deste maravilhoso planeta terra.

Marta Sales – Portugal


CA P O E I R A G E M – Da "Volta do Mundo" no fundo de um quintal paulista à  "Volta ao Mundo de Meu Deus"
"O que é isto meu amor
Venha me dizer
Isto é Fundo de Quintal
É pagode (Capoeira?) pra valer"
 
Assim seria a versão de um dos sambas da grande compositora mangueirense (Grêmio Recreativo Estação Primeira da Mangueira, Rio de Janeiro) Leci Brandão (foto, à direita) , caso tivesse passado pela Rua Comendador João Gabriel, 56-fundos, Bairro Mirandópolis, no ano de 1965, São Paulo.
 
Acontece que naquele endereço, mais precisamente no quintal, a céu aberto da casa de dona Alice Furtado Pinat (Mãe de Mestre Pinatti), estava se formando um dos primeiros grupos de Capoeira paulista.
 
Tratava-se na verdade de um espaço cedido pela família dos Pinatti – tradicional família italiana que veio da região de Ribeirão Preto para a capital paulista " para que um de seus filhos, o Djamir, juntamente com seu novo amigo Reinaldo, fundasse a "Academia de Capoeira Regional de Elite de São Paulo".
Mestre Pinatti " ou mais precisamente Pinat " guarda com carinho uma carteirinha remanescente daquela época, sendo que a mesma ilustrará o livro que ele está escrevendo sobre a Capoeira Paulista. Conhecendo-o bem, como estou aprendendo a faze-lo, certamente o título deverá ser algo como "Capoeira Paulista " do Fundo do Quintal ao Fundo da Alma".
 
No seu livro, de maneira emocionada, Pinatti começa contando como foi sua iniciação na Arte da Capoeiragem. Com detalhes preciosos que vão surpreender o mundo, como, por exemplo, a o perfil do seu primeiro parceiro na ousada empreitada, um jovem chamado Reinaldo, de sobrenome Ramos Suassuna, hoje, mundialmente conhecido como Mestre Suassuna.
Na ocasião Pinat trabalhava em um banco, e convenceu a família a permitir que alguns amigos se reunissem, duas ou três vezes por semana, para aprender, com eles, as artimanhas da Capoeiragem.
 
Suassuna, de maneira apaixonada, era o responsável por grande parte dos treinos. Estivesse frio ou calor, lá estava ele e os alunos treinando e se aperfeiçoando na rasteira, na cabeçada, no aú e na armada. Exímio jogador e também grande na cantoria.
 
Até em dia de chuva, lá no quintal, estavam os intrépidos capoeiras. Para não perder tempo, eles se protegiam na entrada de uma das portas da casa, onde, numa parte coberta tinha um tanque de lavar roupa, e ali ensaiavam toques de berimbau e pandeiro e ensaiavam cantos de capoeira. Cessando a chuva a roda recomeçava.
Vez ou outra, apareciam convidados especiais, grandes capoeiras como Paulo Gomes, Paulão, Marcão, Lopes, Brasília, Zé de Mola e outros. Nomes que, diga-se de passagem, merecem também um espaço próprio.
 
Em outras ocasiões, parte do grupo, normalmente sob o comando de Suassuna e do próprio Pinatti, caiam para as bandas do Brás (Rua Bresser), onde iam visitar a "academia" do Mestre Zé de Freitas, ou então testavam suas capoeiras na academia do Mestre Waldemar Alfaiate " vindo do Rio de Janeiro, com academia na Rua Bela Cintra, Bairro do Bexiga.
 
Mestre Zé de Freitas, aliás, que hoje vive em Alagoinha, na Bahia, é um dos pioneiros da Capoeira em solo paulista e merece ser devidamente entrevistado, tendo seus depoimentos documentados para que parte da Memória da Capoeira Paulista não se perca com o tempo. Chegaremos lá.
Este "modelo de treinamento", registre-se, não é, nem foi exclusividade paulista. A bem da verdade, esses tipos de treinos aconteciam bem antes da era das Academias de Capoeira. O uso de locais improvisados para treino e rodas foi comum nos tempos antigos. Senão, vejamos.
Mestre Waldemar da Liberdade tinha seu Barracão de Capoeira Angola (década dos 50), onde mestres como Nagé, Traira e o próprio João Grande vadiavam nos finais de semana, mormente nos dias de domingo e dias santos.
 
Antes disso, no Rio de Janeiro, o saudoso Mestre Sinhô (o paulista-carioca Agenor Sampaio), natural de Santos, conhecido também, simplesmente como Sinhozinho, formava alguns campeões em diversas modalidades de luta e/ou esportiva.
André Lace, em seu livro "Capoeiragem no Rio Antigo" (2002) relata que, nos idos de 1930, Sinhozinho preparava seus alunos em um terreno baldio, improvisando equipamentos de forma simples e engenhosa. Por exemplo, um cabo de vassoura com um sapatão acoplado na base transforma-se em perfeito equipamento para se treinar e aperfeiçoar as entradas e saídas das rasteiras.
 
O mesmo livro, registra a importância do livro de Zuma Burlamaqui (1928), o confronto do campista Cyríaco Macaco Velho (1909) , e o misterioso livro de ODC (1907)
Voltando à atualidade paulista, dia desses, Suassuna e Pinatti, ambos consagrados pela excelência de seus trabalhos e pelas incessantes lutas pela causa Capoeira, tiveram um encontro inesperado no saguão do aeroporto de Guarulhos. Suassuna estava regressando de Israel. Pinatti indo para uma de suas freqüentes viagens internacionais, talvez Amsterdã.
 
Mestre Pinatti, em tom emocionado, comenta ao colega das antigas: "Suassuna, você já parou para pensar que daquele quintal da… você e eu alcançamos fama e glória com nossa Capoeira?".
E mais ainda, que se imortalizariam na História da Capoeira Paulista!
 

Mestre Pinatti: Livro e novo e-mail na Roda do Mundo

Quanto ao LIVRO!
 
O Mestre ítalo-brasileiro Djamir Pinatti é um dos veteranos da capoeira paulista. Ao lado de Paulo Limão, Paulo Gomes, Suassuna, Silvestre, Brasília, Joel, Gilvan, Grande e tantos outros, fez com que a capoeira adentrasse  no seleto cardápio cultural e desportivo da Terra da Garoa, principalmente nos idos dos anos 60 e 70.
 
Quarenta anos depois, Mestre Pinatti continua em plena forma e em atividade. Sua Associação São Bento Pequeno, fundada em 1969, uma parceria feita com os mestres Paulão e o saudoso Paulo Limão, tem endereço certo: Rua do Vergueiro, 2684, próximo ao metro Ana Rosa.
Em seu acervo particular, que mereceria uma Sala Especial na Biblioteca Mário de Andrade, Pinatti mantém documentos preciosismos da História da Capoeiragem paulista e paulistana, e mesmo dos demais estados. Será impossível, apenas para dar pequeno exemplo,  conhecer a história completa da Federação Paulista de Capoeira (FPC), fundada em 1974, sem recorrer a seu acervo.
 
Mestre Pinatti, nesse momento,  está em mais uma grande missão: condensar seu precioso acervo capoeirístico em um livro:  “Capoeiras de São Paulo: da gestão federativa a capoeiragem livre como o vento”.
 
 Segundo o mestre-pesquisador-autor, a parte mais complexa deste “jogo” é decidir o que deverá ser incluído e o que deverá ficar de fora.
–  “Pois tudo é história, tudo é importante; todos os mestres, antigos ou atuais, foram e são essenciais para nossa arte; é uma construção coletiva”, professora o mestre.
–  “Apenas os documentos que estoquei sobre os saudosos Paulo Limão e Paulo Gomes, seriam mais do que suficientes para justificar um livro de garantido sucesso editorial”, arremata Pinatti.
 
Com sorte, até o final deste ano de 2006, estaremos sendo convidados a participar de lançamentos itinerantes desse livro. Ciclo que percorrerá a maioria dos estados brasileiros, começando por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Realizada a Etapa Brasil, mestre Pinatti deverá fazer lançamentos nos Consulados Brasileiros de Roma, Bélgica, França, Espanha e Portugal.
O primeiro grande passo, entretanto, no que tange a lançamentos, enfatiza Mestre Pinatti, será presentear os Ministros Agnelo Queiroz (Esportes) e Gilberto Gil (Cultura) com um exemplar:  É ponto de honra:
“Quero fazer um jogo de capoeira com o Ministro Agnelo – que é capoeirista – no hall de entrada da Esplanada dos Ministérios, com o Senhor Ministro da Cultura, o Administrador-Compositor-Cantor Gilberto Gil, entoando “Berimbau”, linda composição de Vinicius de Moraes e Baden Powell, já considerada, até pela sutiliza de suas mensagens, o Hino da Capoeiragem.
 
Quanto ao novo endereço eletrônico (e-mail) de Mestre Pinatti
Para facilitar e incrementar a troca de e-mail sobre Capoeiragem Mestre Djamir Pinatti resolveu estabelecer um endereço específico: mestrepinatti@terra.com.br
Com muito prazer continuará recebendo e interagindo com todo aquele que estiver interessado em trocar informações sobre Teoria e Prática da Capoeiragem. Mas que usem tão somente o endereço acima, através do provedor TERRA.  Não mais utilizando, portanto, o e-mail que vinha sendo utilizado (do provedor BOL). Pois esse está fora da Roda da Capoeira.
  
Milton Cezar Ribeiro
São Paulo, Capital, 19.Mar.2006
Jornal do Capoeira – www.capoeira.jex.com.br
Edição 65 – de 19 a 25/Mar de 2006

Contra Mestre Pernalonga, um Guerreiro…

Matéria em homenagem ao respeito, hospitalidade e principalmente a forma acolhedora e carinhosa que o grupo de Capoeira Irmãos Guerreiros, na figura do Contra Mestre Perna e de seus alunos nos receberam e nos trataram durante a semana que passamos em Bremen, na Alemanha.
Luciano Milani

Capoeira Angola BremenTer estado em Bremen, trocando informações, partilhando experiências e conhecimentos e experimentando o tempero paulista da bonita e bem fundamentada Capoeira dos Irmãos Guerreiros, sob os olhos atentos e responsáveis do Contra Mestre Pernalonga, que cativa os seus alunos e visitantes, pela maneira natural e acolhedora de sua postura, foi sem duvida alguma uma grata surpresa…
 
O Guerreiro Pernalonga é natural de São Paulo e foi criado na periferia Paulista na região do Pirajussara onde desde pequeno conviveu de perto com a riquíssima cultura nordestina. Herança esta adquirida devido ao carácter imigrante e acolhedor, típico da periferia paulistana onde um universo de miscigenação e uma infinidade de elementos, tipos e raças se fundem e em perfeita simbiose nesta panela de pressão cultural…
 
Esta eclética mistura talhou o jovem capoeirista e contribuiu positivamente para a sua formação cultural e capoeirística.
 
Capoeira Angola BremenPernalonga se emociona quando canta em homenagem a sua bisavó e fala com carinho da sua família…
Na sua vida a capoeira é o norte… seus alunos, seus amigos e parceiros vem em primeiro lugar…
No seu Cazuá, lugar sagrado e mágico, repleto de boas energias onde a capoeira se sente a vontade… e pode realmente dizer… "aqui é minha casa", o Contra Mestre ensina a Capoeira com o coração e com muito fundamento respeitando a tradição e a história mais sem fechar os olhos e o corpo para a atualidade.
 
Ainda vale destacar o carinho e a atenção para com seus alunos que retribuem da maneira mais prazeirosa possível dando um imenso orgulho ao professor… Tocam, cantam, jogam e participam de tudo… com alegria e com o coração…
 
 
Capoeira Angola Bremen"Nossa luta é de resistência… nossa batalha… Milani você não sabe como foi duro ter este espaço… ter mantido este trabalho… poder oferecer estas condições aos meus alunos… é por isso que nesta festa de aniversário do CAZUÁ onde comemoramos um ano eu celebro a nossa luta, a nossa resistência!!!"
 
Marcio Lourenco de Araujo
Contra Mestre Pernalonga
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