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Cubatão: Projeto Ágora – Arte na Praça

Dezenas de pessoas participaram do Projeto na praça Princesa Isabel neste sábado (22/1)

Muita gente aproveitou o sábado de calor (22/1) sentado na praça e escutando boa música, lendo poemas em um varal de poesia e até acompanhando apresentações de hip hop ou capoeira Tudo isso, em plena praça Princesa Isabel, no centro de Cubatão. É o Projeto Ágora – Arte na Praça, que reuniu poetas, músicos, dançarinos, contadores de histórias, artistas plásticos, em uma miscelânea cultural pra lá de proveitosa. “Adorei a ideia, está aprovadíssima”, disse a aposentada Ivanir Carlos de Souza.

A programação teve início ainda no fim da manhã, com performances musicais em piano, violão e voz e até banda completa. Cantores e instrumentistas como Baeta, Dan Lisboa, Jackson e Pajé levaram muita Música Popular Brasileira ao público. O coreto da praça serviu de palco e inspiração para esses artistas. A Afrobanda também se apresentou com seus ritmos e swing inconfundíveis, fazendo muita gente dançar.

A Cia Pedro Paulo Academia de Hip Hop arrancou aplausos com as performances de hip hop e break. Dançando sobre um pequeno tapete de espuma, os jovens improvisavam passos, onde pareciam desafiar a gravidade, demonstrando bastante técnica e bom condicionamento físico. A Capoeira também foi representada através do Grupo Meninos Guerreiros, formado por pessoas de várias idades.

Além das apresentações no coreto, foram montadas pelo menos seis tendas, espalhadas pela praça. Em cada uma delas era oferecida uma atividade diferente. Havia espaço para a criançada ler histórias em quadrinhos, pintar e fazer bonecos de massinha. A Oficina de Origami – dobradura japonesa feita em papel, ministrada pela Tia Nalva Leal, ficou lotada de meninos e meninas que ao fim da atividade, saíram felizes da vida, com seus passarinhos confeccionados com papel.

Em outro espaço, os visitantes podiam ter seu rosto desenhado através da sensibilidade do artista plástico Coitim. Algumas tendas abrigaram lindas peças elaboradas com a fibra de bananeira, como os trabalhos do pessoal da Cooperativa “Mãos de Fibra”. Para as artesãs, o Projeto Ágora é uma ótima oportunidade de divulgarem seu ofício e comercializarem os produtos, que incluem bolsas, descansos e arranjos de mesa, objetos de decoração, porta-guardanapos e colares.

O artista plástico Giovane Nazareth também participou expondo as esculturas que faz, onde utiliza metal e refugo de peças de motocicleta. São peças bastante criativas. Um pedaço de corrente, aço e poucos parafusos se transformam em um abajur ou, quem sabe, um pássaro. “A praça ficou bastante movimentada o dia inteiro. É muito importante pra gente ter esse retorno da população”, afirmou o artista plástico.

Os escritores da Sociedade Amigos da Biblioteca, a SAB, emprestaram seu talento, montando um varal de poesias e declamando poemas durante toda a tarde. Dessa maneira, muita gente soube que em Cubatão há pessoas que gostam de escrever. O ator Tótila realizou performances como palhaço, para alegria da criançada.

De acordo com Welington Borges, secretário de Cultura, o objetivo é que Projeto Ágora percorra diferentes praças, em vários bairros da cidade, oferecendo um sábado de lazer e Cultura para adultos e crianças, valorizando os artistas cubatenses. O lançamento foi um sucesso, reafirmando o nome que recebeu – Ágora – inspirado na palavra grega de mesma grafia, que quer dizer: espaço em que povo se reúne para dialogar e trocar ideias.

 

Texto e fotos: Morgana Monteiro

Link para fotos:

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Adeus, adeus: mestre Chico Batista, o Chico Calungueiro

No último dia 10, o Ceará perdeu o talento de mestre Chico Batista, o Chico Calungueiro. Artesão e entusiasta do maracatu, criador de figuras da cultura cearense na versão calunga, como Cego Oliveira, Patativa do Assaré, Muriçoca e Irmãos Aniceto ele será lembrado hoje, às 19h, na Igreja de N. Sra. de Nazaré, no Montese. O pesquisador Calé Alencar dá seu depoimento sobre o artista de múltiplos talentos

Conheci Chico Batista em 1999, quando iniciei minha participação como brincante e membro da diretoria do Maracatu Az de Ouro. Sua figura franzina, lembrando um Dom Quixote cearense, em nada se assemelhava ao seu imenso talento para artes e ofícios na feitura de alegorias, adereços e muitas outras demandas de maracatus, blocos e escolas de samba de relevante presença no carnaval de Fortaleza. Seu porte magrelo logo me chamou a atenção pelo contraste entre o calibre de menino nascido em Senador Pompeu e os afazeres estafantes dos desfiles carnavalescos.

Descobri em Chico Batista um artista para muito além de cocares, saiotes, esplendores, cetros, estandartes, penachos e coroas. A um meu pedido, feito em tom de sugestão com o objetivo de preencher a necessidade de termos, no maracatu, uma representação a nos servir de produto revelador do folguedo, respondeu-me com uma miniatura de rainha, logo seguida de um conjunto completo, representando o figural desta expressão afro-brasileira tão bem assentada no corso carnavalesco. Desde os maracatus do Morro do Moinho, da Apertada Hora, da rua de São Cosme, do Outeiro e do Manoel Conrado, registrados em ´Através dos Folk-lores´ por Gustavo Barroso, passando pelo pioneirismo de Raimundo Alves Feitosa, no corso fortalezense a partir de 1937, até os cortejos atuais.

Exímio jogador de futebol nos rachas dos times de subúrbio, onde fez fama e muitos gols pelos campos do Montese, Itaoca, Jardim América e Bom Futuro, Chico foi também craque na linha de frente do grupo fundador do Maracatu Nação Fortaleza, ocupando cargo na diretoria desde o início das atividades do Nação. E concorrendo com criatividade e suor para construir um abrigo acolhedor do nosso brinquedo, emprestando sua sensibilidade na montagem das exposições de adereços, figurinos, instalações e fotografias do maracatu.

Aos seus diminutos bonecos, confeccionados em madeira, fio de cobre, alumínio, algodão, durepox, tecidos, agulhas, linha, plástico e cola quente, dei o nome de calungas. E aí virou Chico Calungueiro, meu estimado mano Pichico. Criador de figuras representativas da cultura cearense na versão calunga, a exemplo de Cego Oliveira, Patativa do Assaré, Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, Muriçoca e Dragão do Mar, além de sua marca registrada – o maracatu e os estandartes dos grupos participantes do carnaval de rua.

Amigo, moleque, irmão, companheiro, confidente, presepeiro, camarada, um dia me trouxe um seu irmão, de nome Carlos, meu xará e ainda por cima nascido em 20 de outubro, mesma data de meu aniversário. Colega de café, cajuína, refresco de murici, gomos de ata e tangerina, Maria maluca, sarrabulho e panelada com arroz e muito caldo, em apenas um aspecto divergimos, enquanto estivemos pisando o mesmo chão, com a força de Oxum, Xangô, Oxalá, Pomba Gira, Jurema e Zé Pilintra: em seu coração batia um tambor alvinegro, enquanto o meu não sabe bater outra coisa a não ser um batuque tricolor de aço.

Obras e acervo

Chico Batista, mestre artesão registrado e freqüentador das feirinhas do Sesc, nas praças São Sebastião, Murilo Borges e do Ferreira, tem peças espalhadas por casas de amigos e admiradores. Destacadas personalidades do mundo das artes e da política foram agraciadas com seus trabalhos, a exemplo de Fernanda Montenegro, Matheus Nachtergaele, Ednardo e Raimundo Aniceto. Eu mesmo entreguei ao presidente Lula, na solenidade de outorga da Medalha da Ordem do Mérito Cultural, em 2007, uma réplica da Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto.

Outras peças de sua autoria enfeitam estantes no Memorial da Cultura Cearense, do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, e em São Paulo, Rio, Porto Alegre, Olinda, Santana do Acaraú, Nova Iorque, Paris, Buenos Aires, Pequim, Ilha do Sal, Roma, Salvador, Crato e Juazeiro do Norte. O acervo da Casa da Memória Equatorial tem algo em torno de 300 peças, adquiridas desde o início de Mestre Chico na confecção das calungas.

O Centro Cultural Banco do Nordeste Fortaleza abriu espaço para exposição de seu trabalho em 2001, época em que Tibico Brasil realizou oportuno registro fotográfico do material exposto. Em 2005, conquistou o primeiro lugar no I Salão Municipal de Artesanato, realizado pela Prefeitura de Fortaleza, ocasião na qual fez jus a um prêmio jamais recebido, apesar de idas e vindas à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, responsável pelo concurso.

Despedida

Pai do Alexandre, primogênito herdeiro de seu talento, da Sandra e do Lucas, avô da Maiara e do Pedro Alex, a quem chamo Chico Neto, Francisco Batista de Oliveira, o mestre artesão das calungas, completava seus ganhos levantando paredes, pintando portas, caiando muros, consertando canos, instalando redes elétricas e jogando no bicho, quase todo santo dia. Na quinta-feira, dia 9 de outubro do ano da graça de 2008, cinco dias após haver completado 54 anos, pisou em falso no alto do telhado de uma casa onde trabalhava, no Montese, nas proximidades da igreja de Nazaré, perdeu o equilíbrio e a vida, pelo menos esta vida compreendida no plano material, real e visível. No plano dos encantados, virou luz. Vestiu-se com o estandarte do Maracatu Nação Fortaleza, uma de suas mais belas peças, e foi entrar na morada de Olorum.

Axé, querido amigo. Até um dia. Saravá, meu querido irmão e mestre. Mestre Chico Batista. Prometo a você fazer soarem os tambores como saudação à sua chegada na nova casa. Receba meu abraço musical e alencarino e os aplausos de todos os brincantes do Maracatu Nação Fortaleza, a calunga mais bonita feita com a arte de suas mãos.

P.S.: Quem sabe os organizadores do carnaval de rua em Fortaleza acolham a idéia de trabalhar com a arte de Chico Batista para ilustrar o tema do desfile em 2009. Será uma preciosa oportunidade de fazê-lo permanecer lembrado e presente no ambiente ao qual dedicou a vida.

CALÉ ALENCAR
especial para o Caderno 3
(*) Cantor, compositor, produtor musical, fundador do Maracatu Nação Fortaleza.

REPERCUSSÃO
"A partida de mestre Chico Batista foi uma surpresa pra todos. Ele fazia todo o material do Az de Ouro, junto com Mestre Juca. Tinha um talento enorme, para o maracatu e outros trabalhos".
Pingo de Fortaleza
Cantor, compositor e produtor

"Chico Batista começou no maracatu ainda nos anos 70. Deu uma enorme contribuição com sua inteligência. Era um grande apaixonado pelo maracatu, independente de agremiações"
Marcos Gomes
Presidente do Maracatu Az de Ouro

(Foto: ACERVO CALÉ ALENCAR/KARLO KARDOZO)

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/

Jogos e Passatempos: Puzzles da Capoeira

Uma novidade para desafiar as suas capacidades…

Fantásticos Puzzles (Quebra-Cabeça), envolvendo o universo da capoeiragem para o capoeirista se divertir e “vadiar” nesta roda!

Experimente, junte as peças, saia no aú e complete este jogo…

 

Puzzle 1: Velha Garda

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Puzzle 2: Berimbaus (Foto Rui Takeguma)

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Puzzle 3: Capoeira (Foto Luciano Milani)

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APÓS AS CALÇAS, PETRÓPOLIS AGORA VAI EXPORTAR CAMISAS DE CAPOEIRA

A grife petropolitana Cola Colorida já prepara produção de camisas para o mercado português.

Depois da remessa de mil calças de capoeira para Portugal, a Cola Colorida – confecção do Pólo de Moda de Petrópolis agora também vai exportar camisas. O número de peças enviadas à Europa deverá ser dessa vez maior, uma vez que o produto segue agora também para o público em geral e não somente a capoeiristas. "O Brasil está na moda. O cliente europeu gosta do que estamos produzindo, das cores da nossa bandeira", diz orgulhosa Simone Gouvêa Silveira, proprietária da grife que há oito anos fabrica moda feminina teen em Petrópolis. A segunda e última remessa das calças chegou ao território português há exatos 10 dias através da parceria com a rede de 35 lojas portuguesa "Sport Zone".

A exportação foi firmada durante o evento Semana de Petrópolis em Lisboa, quando 20 empresários de moda da cidade tiveram a chance de realização de negócios nas cidades de Lisboa e Porto, em abril deste ano, organizados pelo Sebrae/RJ. Além da Cola Colorida, outra confecção, a Portrait, também enviou peças. Todo o desenvolvimento das calças e camisas foi feito pelo NAD – Núcleo de Apoio ao Design.

"Apresentamos três modelos diferentes, porém, sempre valorizando as cores da bandeira do Brasil. A modelagem é praticamente a mesma, mas oferecemos uma outra opção mais justa e com manga raglã. Uma pesquisa apontou que as calças foram muito bem aceitas no mercado português, até porque enviamos um produto com uma malha de qualidade, a poliamida, 100% helanca, muito boa e que não encolhe", explica Simone, ressaltando que a rentabilidade também foi positiva.

Ainda segundo a empresária, a exportação, agora desmitificada, colaborou para o aumento de 30% na produção e, para atender à demanda, além de ampliar o número de facções com as quais trabalha, a confecção está recebendo novas três máquinas. "Isso também representa novas contratações de mão-de-obra", acrescenta. Sob o comando de Simone e também da sócia Rita Fátima Ramos, a grife também foi a que mais vendeu durante a última realização do Fashion Business, no Museu de Arte Moderna, quando 10 confecções do Pólo de Petrópolis marcaram presença. Um total de mil e 800 peças comercializadas para todo o Brasil.

"Foi uma oportunidade excelente e conquistamos mais 16 clientes somente no evento. Agora, já sonhamos com contatos também na Espanha. A exportação deixou de ser um bicho de sete cabeças", considera a empresária. A grife possui um trabalho que valoriza a viscolycra e ainda muitos trabalhos artesanais. As peças misturam texturas como malhas e chiffon, renda, bordados e aplicações.