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Mutirão de jovens quilombolas encerra primeiro ciclo de oficinas do Ponto de Cultura

No final de semana dos dias 5 e 6 de junho, crianças e adolescentes das comunidades quilombolas de Pedro Cubas e Pedro Cubas de Cima, no município de Eldorado, participaram de mutirão para pintar o salão comunitário. Depois assistiram ao filme Avatar e tiveram aula sobre instrumentos musicais utilizados na capoeira

Alunos do curso de capoeira dos quilombos de Pedro Cubas e Pedro Cubas de Cima se reuniram para pintar o salão comunitário de Pedro Cubas de Cima encerrando o primeiro ciclo de oficinas iniciadas em abril e maio sobre o Brasil Colônia, o trabalho escravo e o surgimento dos quilombos. Eles desenharam no piso do salão as marcações para a roda de capoeira. Mais de 30 pessoas, que participam do projeto ajudaram nas atividades.

No sábado, depois de um dia árduo de trabalho, mesclado com brincadeiras, cerca de 100 pessoas da comunidade se reuniram à noite para assistir ao filme Avatar, do diretor James Cameron, em sessão promovida pela equipe técnica do projeto do Ponto de Cultura.

No dia seguinte, o grupo de alunos assistiu a uma aula sobre instrumentos musicais relacionados com a capoeira tais como: berimbau, atabaque, caxixi, agogô, reco-reco e pandeiro. A atividade foi coordenada pelo instrutor Leleco, da Associação Desportiva e Cultural de Capoeira Nossa Senhora da Guia, de Eldorado/SP. Em seguida, foram agendadas as próximas oficinas com o grupo, que acontecerão em junho e julho.

A dinâmica das oficinas

Atividades lúdicas, recreativas e psicomotoras fazem parte da dinâmica das oficinas realizadas pelo projeto. Os grupos foram divididos por faixa etária e realizaram atividades para estabelecer o que é trabalhar em grupo, e promover a sociabilização entre eles. Por meio de recreação e vídeos eles ouviram um pouco sobre a história do Brasil Colônia, a chegada dos negros e o início da maltas – grupos de capoeiras do Rio de Janeiro que tiveram seu auge na segunda metade do século XIX, compostas principalmente por negros e mulatos , que aterrorizavam a sociedade carioca. Alguns brancos também, faziam parte das maltas.Os técnicos do projeto elaboraram também uma apostila com conteúdo histórico da capoeira e as músicas, mestres, movimentos e ritmos.

Ao final, os participantes fizeram um relato escrito sobre a visão que tinham de suas comunidades. O objetivo foi fortalecer a identidade quilombola por meio da compreensão de sua história e cultura.

Em um desses relatos, um menino de nove anos escreveu: “O Pedro Cubas tem mais de 350 anos e eu moro aqui mais de 9 anos e meio e nunca vi nenhuma criança manter a nossa cultura ou se interessar. Nós crianças não fazemos isto, mas o meu pai, por exemplo vai todo ano para São Paulo cantar e tocar …”

O projeto do Ponto de Cultura é apoiado pela Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo e pretende contribuir para a consolidação de experiências e processos culturais, voltados à integração de jovens e adolescentes nas comunidades quilombolas do Vale do Ribeira. Faz parte da estratégia de trabalho adotada pelo ISA em conjunto com as comunidades, de identificação, promoção e valorização dos bens da cultura material e imaterial quilombola do Vale do Ribeira. Vem de encontro à demanda apontada por 14 comunidades quilombolas, do envolvimento dos jovens com a cultura, contida na Agenda socioambiental Quilombola em 2006/2008, elaborada pelas comunidades em conjunto com o ISA. A estratégia para atender a demanda é realizar o levantamento cultural e ao mesmo tempo promover ações práticas de uma manifestação cultural de interesse dos jovens, como é o caso da capoeira.

 

Fonte: http://www.socioambiental.org/

Microprojetos Mais Cultura Mais oito cidades realizam oficinas sobre o edital

Representantes do Ministério da Cultura (MinC) estarão nesta semana em Roraima, Maranhão, Mato Grosso e Tocantins para dar prosseguimento às oficinas Microprojetos Mais Cultura na Amazônia Legal. Esta é uma oportunidade para jovens, artistas, grupos artísticos e produtores culturais terem conhecimento de como apresentar projetos e concorrer ao edital inédito que destina R$ 13,8 milhões para financiar projetos culturais da região amazônica.

As oficinas serão ministradas nas cidades de Rorainópolis e Boa Vista, em Roraima; Peritoró e Viana, no Maranhão; Rondonópolis, no Mato Grosso; e nos municípios de Gurupi, Araguaína e Augustinópolis, no Tocantins.

O prazo final para o envio de projetos é o dia 11 de junho (veja o edital). As inscrições são gratuitas e podem participar pessoas físicas com idade superior ou igual a 18 anos completos e pessoas jurídicas sem fins lucrativos que desenvolvam projetos socioculturais nas seguintes áreas: artes visuais, artes cênicas, música, literatura, audiovisual, artesanato, cultura afrobrasileira, cultura popular, cultura indígena, design, moda e artes integradas (ações que não se enquadrem nas áreas anteriores ou que contemplem mais de uma área artística na mesma proposta).

Os projetos devem ser enviados pelo correio para o seguinte endereço:  Programa Mais Cultura – Ação Microprojetos Amazônia Legal, Coordenação de Difusão Cultural da Funarte – Brasília, Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural, Lote 02, CEP 70.070-350, Brasília, DF.

Microprojetos Mais Cultura

Esta é a segunda edição do Microprojetos Mais Cultura. A primeira, executada em 2009, financiou 1.200 projetos da região do semiárido com valores entre 1 e 30 salários mínimos. Em 2010, o teto por projeto foi ampliado para 35 salários mínimos, a fim de atender o “custo amazônico”. A ampliação de recursos visa amenizar as dificuldades de logística e infraestrutura da região, o que encarece a circulação de bens, serviços e produtos culturais.

Outra novidade do Microprojetos para Amazônia Legal é a possibilidade de inscrição oral de projetos. A medida visa facilitar e democratizar o acesso ao edital. Serão aceitas inscrições gravadas em meio digital ou fica cassete.

Oficinas desta semana:

Roraima:
25/05 – Rorainópolis, das 9h às 13h – Local a confirmar (oficineiro: Pedro Domingues)
27/05 – Boa Vista, das 9h às 13h – SEBRAE de Boa Vista (oficineiro: Pedro Domingues)

Maranhão:
24/05 – Peritoró (oficineiro: Selma Santiago)
25/05 – Viana (oficineiro: Selma Santiago)

Mato Grosso:
29/05 – Rondonópolis, das 8h às 12h – Auditório do Centro Cultural José Sobrinho (oficineiro: Pedro Domingues)

Tocantins:
26/05 – Gurupí, das 14h às 18h – Centro Cultural Mauro Cunha (oficineiro: Alberdan Batista)
28/05 – Araguaína, das 14h às 18h – Espaço Cultural Agnaldo Borges Pinto (oficineiro: Alberdan Batista)
29/05 – Augustinópolis, horário e local não confirmado (oficineiro: Alberdan Batista)

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O Trabalhador da Capoeira

Capoeira por muito tempo foi sinônimo de vagabundagem, desocupação, malandragem, mal vista pela sociedade e tida como ameaça à moral e aos bons costumes. O poder sempre viu a capoeira como perigosa inimiga, capaz de desestabilizar a ordem política e social. Daí os capoeiras serem chamados de “desordeiros” e “vadios”, dentre outros adjetivos não menos pejorativos.

Mas o tempo foi passando e a capoeira pouco a pouco foi ganhando mais respeito e espaço na sociedade, graças ao trabalho de tantos mestres e capoeiristas que se dedicaram de corpo e alma, lutando pelo reconhecimento dessa manifestação da cultura afro-brasileira, que hoje é tida como um importante instrumento de educação em todo o mundo.

Escolas e academias de capoeira espalham-se por toda parte e esse fenômeno social da contemporaneidade é responsável por uma atividade profissional que cresce a cada dia, gerando cada vez mais empregos e oportunidades de trabalho para um grande número de pessoas envolvidas direta ou indiretamente na prática da capoeira.

Há muito se luta no Congresso Nacional Brasileiro pelo reconhecimento da profissão de capoeirista. Muitos projetos já foram discutidos, inclusive um deles muito polêmico por sinal, oriundo do Conselho Federal de Educação Física, que previa que o mestre ou professor de capoeira deveria obrigatoriamente ser diplomado por um curso superior de Educação Física.

Mais um ataque sofrido pela capoeira e pelos saberes populares em geral, que de tempos em tempos são perseguidos pelos representantes do poder que insistem em enquadrar, controlar, fiscalizar, pressionar, enfim, desqualificar uma prática tradicional que possui outra lógica, outro sistema de valores, outras formas de transmissão dos saberes, muito diferente dessa lógica capitalista que tudo quer controlar e dominar.

Um mestre ou um professor de capoeira, principalmente nos tempos atuais, deve sim preocupar-se em estar constantemente reciclando seus conhecimentos e qualificando-se continuamente para poder melhorar suas aulas e, consequentemente, atender melhor a seus alunos. Ele deve possuir conhecimentos da história do Brasil, da escravidão e das lutas sociais. Deve ter noções de música e psicologia, e também saber orientar as atividades físicas no que diz respeito a não colocar seus alunos em risco.

Mas para isso ele não precisa, obrigatoriamente, fazer uma faculdade de educação física Esses conhecimentos podem muito bem ser garantidos através da criação de cursos específicos, de curta duração, voltados para esse público, financiados pelo governo, no sentido de garantir a mestres e professores de capoeira uma formação integral e continuada. Mas exigir o diploma de educação física para o profissional de capoeira, já passa por uma intenção no mínimo espúria, por parte do Conselho Federal da área, de se criar reserva de mercado entre os profissionais de educação física. Somos totalmente contrários a essa iniciativa !

A capoeira deixou de ser sinônimo de vagabundagem. O trabalhador da capoeira é hoje o mestre, contra-mestre, trenel ou professor responsável pelo processo de ensino aprendizagem dessa arte-luta, em escolas, academias, centros comunitários, clubes, condomínios, etc… Ele deve ter sua profissão reconhecida e devidamente registrada no Ministério do Trabalho, com direito a todos os benefícios sociais de qualquer outra atividade profissional no Brasil.  Sem falar na obrigatoriedade de uma aposentadoria especial para os velhos mestres, coisa que há muito tempo já deveria ter sido garantida. Portanto camaradas, vamos à luta !!!

 

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).


Coluna: “Crônicas da Capoeiragem” por Pedro Abib

Mais um envolvente texto da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, enfocando histórias, casos, experiências, opiniões, críticas, enfim, um texto de uma lauda sobre o universo da capoeiragem.

Pastinha: Filosofia e Poesia

Em homenagem à Vicente Ferreira Pastinha, o Portal Capoeira exalta o Mestre, propondo a toda comunidade capoeirística o “VIVA  PASTINHA”.

Um mês dedicado a Vida e Obra deste Grande Homem e Mestre de Capoeira.
Dia 05 de Abril, Mestre Pastinha iria completar 121 anos, se estivesse “fisicamente vivo”…

Deixo-vos com a excelente crônica do Grande Amigo e Colaborador do Portal, Pedro Abib.

Luciano Milani

PASTINHA: FILOSOFIA E POESIA

A história do Brasil é recheada de fatos e personagens surpreendentes. Alguns desses impressionam pela força de sua personalidade, pela dimensão de seus atos, pela sabedoria de suas palavras e pela importância de seu legado.

Estou falando de Vicente Ferreira Pastinha – o Mestre Pastinha. Mulato franzino, filho de um comerciante espanhol e uma negra vendedora de acarajé, tornou-se um dos símbolos mais importantes não só da capoeira, mas de toda cultura afro-brasileira.

Nascido no dia 5 de abril de 1889 em Salvador, Pastinha conta que aprendeu capoeira ainda menino, com um ex-escravo chamado Benedito, que frequentemente via Pastinha apanhando de um menino mais velho, na rua, em frente à sua casa. O velho escravo então chamou o menino Pastinha e disse que ia lhe ensinar uma coisa, e que ele nunca mais ia apanhar desse menino. Foi assim que Pastinha se iniciou nas artes da capoeiragem.

Aos 12 anos, Pastinha entrou para a Marinha e chegou a ensinar capoeira por lá. Depois disso, mesmo trabalhando em diversas profissões como engraxate, vendedor de jornal e na construção civil, o seu envolvimento com a capoeira não diminuía. Porém, Pastinha ficou sumido por um bom tempo, cerca de 20 anos, e desse período não se tem nenhuma notícia sobre ele. Ele só reaparece já no início dos anos 40, quando então é apresentado ao guarda civil Amorzinho, e assume o Centro Esportivo de Capoeira Angola, que o tornou famoso. Foi lá que ele construiu os alicerces que serviram de base para a constituição da capoeira angola nos moldes que conhecemos nos dias de hoje.

Pastinha assumiu um papel de destaque na capoeira por possuir uma grande capacidade de liderança e, sobretudo, por conseguir elaborar toda uma filosofia em torno dessa manifestação, que foi capaz de elevar a capoeira do lugar de onde se encontrava – a marginalidade e a contravenção – para tornar-se um dos mais importantes símbolos da cultura nacional. Os seus manuscritos, organizados com muito carinho pelo mestre Decânio e posteriormente publicados, são um legado para as futuras gerações e constituem-se como um verdadeiro tratado de filosofia humanista, além do seu caráter profundamente poético.

A capoeira espalhou-se pelos quatro cantos do planeta, e mestre Pastinha é reconhecido no mundo inteiro por ter sido um dos nomes mais importantes na luta pela preservação de uma cultura que foi historicamente perseguida e violentada, mas que hoje goza de um enorme prestígio, onde quer que um berimbau soe seus acordes. Devemos isso a ele. Salve Mestre Pastinha – o Guardião da Capoeira Angola !!!

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).


Coluna: “Crônicas da Capoeiragem” por Pedro Abib

Mais um envolvente texto da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, enfocando histórias, casos, experiências, opiniões, críticas, enfim, um texto de uma lauda sobre o universo da capoeiragem.

Capoeira e Arte

A capoeira como expressão da cultura afro-brasileira é considerada por muitos também como arte. Uma manifestação que reúne tantos elementos estéticos como a música, as artes do corpo (dança, expressão corporal, acrobacia, etc…), a teatralidade, o artesanato, a pantomima entre outros, sem dúvida nenhuma reúne características suficientes para ser considerada uma atividade artística.

Como não reconhecer um verdadeiro artista, naquele capoeira que toca um berimbau com requinte e talento; naquele que canta com extrema afinação, expressando profundo sentimento através da voz; naquele que constrói os próprios instrumentos baseados nos conhecimentos passados de geração em geração; naquele capoeira que faz do seu corpo uma obra de arte e se transforma num virtuoso dançarino ao movimentar-se; ou ainda naquele que dramatiza com perfeição durante um jogo, cenas quase teatrais, que arrancam gargalhadas e aplausos da platéia ?

A arte busca, entre outras coisas, alcançar o belo, o deleite, o prazer, a reflexão, a sensualidade, a emoção, e encontra na capoeira uma interessante forma de expressão, que se baseia nos conhecimentos ancestrais e na tradição, construindo todo um universo de sentidos e significados que acabam, em última instância, atingindo muitos dos objetivos que uma atividade artística procura, seja para os capoeiristas que a praticam, seja para o público que a assiste.

Além disso, a capoeira é também retratada como tema de várias atividades artísticas. Na pintura, as obras de Carybé são a sua maior expressão, na fotografia, não há quem não admire o belo trabalho de Pierre Verger e na literatura, as obras de Jorge Amado descrevem com precisão cenas e personagens da capoeiragem de outrora. Mas também a capoeira é tema de uma grande quantidade de espetáculos de dança já há várias décadas. Tantas e tantas músicas do nosso cancioneiro popular falam da capoeira, e outras tantas peças de teatro, em muitas ocasiões já retrataram a capoeira direta ou indiretamente.

Porém de todas as artes, o cinema tem sido o que mais tem dado espaço para a capoeira. Temos uma grande quantidade de filmes que marcaram época e que retratam essa manifestação, seja como tema central ou como pano de fundo. Desde os clássicos “Veja o Brasil” (1948) de Alceu Maynard; “Vadiação” (1954) de Alexandre Robatto, “O Pagador de Promessas” (1962) de Anselmo Duarte, “Barravento” (1963) de Glauber Rocha, “Dança de Guerra” (1968) de Jair Moura, e “Jubiabá” (1984) de Nelson Pereira dos Santos, até os mais recentes “Pastinha, uma vida pela capoeira” (1998) de Toninho Muricy, “O Velho Capoeirista” (1999) de Pedro Abib, “A Capoeiragem na Bahia” (2001) de José Umberto; “Mandinga em Manhattan” (2004) de Lázaro Farias, “Leopoldina, a fina flor da malandragem” (2006) de Rose La Creta; “Mestre Bimba: a capoeira iluminada” (2007) de Luis Fernando Goulart; “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros capoeiras” (2008) de Pedro Abib e “Besouro: da capoeira nasce um herói” (2009) de João Daniel Tikhomiroff, só para citar alguns, pois atualmente, uma quantidade muito grande de documentários sobre capoeira têm sido produzidos. Até produções internacionais tem retratado a capoeira, como no caso dos filme norte-americanos “Besouro Preto” (2001), um documentário de Salim Hollins ou “Esporte Sangrento” (1993) de Sheldon Letich, se bem que esse último traz uma visão um tanto deturpada da nossa arte, como é de costume dos filmes comerciais feitos nos Estados Unidos, ao retratarem realidades que não fazem parte de sua cultura.

Por todas essas razões, sem nenhum receio, todo capoeirista pode se considerar também, um artista !!!


Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).

 

Texto Recomendado:

O pulador de facas da Praça Dante

A Ginga e a sabedoria do Capoeira: Antônio  Martins  usa de toda a sua mandinga e carisma para sobreviver…de praça  em praça  e utilizando os recursos adquiridos na escola da vida e na capoeiragem o baiano  é mais um “Brasileiro” lutador e criativo!!!

Luciano Milani

II Circuito Mineiro de Capoeira Companhia Pernas Pro Ar

As cidades de Belo Horizonte, Confins, Pedro Leopoldo e Sete Lagoas recebem, entre 2 e 6 de dezembro o II Circuito Mineiro de Capoeira Companhia Pernas Pro Ar.

O evento organizado pelo Contra-Mestre Boca de Peixe (Danny Lopes) tem como objetivo realizar um encontro esportivo-cultural entre os capoeiristas de Belo Horizonte e região, além de promover a arte da capoeira, que recentemente foi tombada como Patrimônio Histórico-Cultural Brasileiro.

O evento compreenderá Batizado e Troca de Cordas, workshops e rodas de capoeira. Além dos mais de 300 alunos participantes, o evento contará com a participação de outros capoeiristas da região, de mestres e de professores convidados.

Serviço

Evento: II Circuito Mineiro de Capoeira Companhia Pernas Pro Ar

Data: 02 a 06 de Dezembro de 2009

Local: Belo Horizonte, Confins, Pedro Leopoldo e Sete Lagoas.

 

A Associação Cultural Companhia Pernas pro Ar

A Associação Cultural Companhia Pernas pro Ar foi fundada em 24 de março de 2000, pelos Contra-Mestres Boca de Peixe (Danny Alexandro Lopes de Oliveira) – graduado em Educação Física pelo UNI-BH e pós-graduando em Ed. Física Escolar pela UGF, e Porquinho (Nayro Ângelo Lopes de Oliveira) – residente em Köln (Alemanha) desde 1997, onde desenvolve um importante papel na divulgação da cultura Brasileira.

Ambos, com mais de vinte anos de prática, possuem ampla vivência na capoeira. O grupo tem como filosofia de trabalho a formação de valores humanos e éticos baseados no respeito, na socialização e na liberdade, utilizando a capoeira como um poderoso meio artístico, cultural e pedagógico para a disseminação e a valorização da cultura afro-brasileira.

No Brasil, está presente em Belo Horizonte, Pedro Leopoldo, Confins, Sete Lagoas, Mateus Leme e São João Del Rey. No exterior, está presente na Alemanha, Polônia, Síria e Bulgária. Atualmente, seus integrantes totalizam cerca de 400 alunos no Brasil e 700 alunos no exterior.

A Associação Cultural Companhia Pernas pro Ar tem como objetivos desenvolver, disseminar, estudar e jogar a capoeira. Para isto nos propusemos a desenvolver um exercício de cidadania culturalizadora, tendo como referência as diversas manifestações que constituem a cultura da capoeira. Está envolvida em projetos sociais, oportunizando a capoeira a crianças e adolescentes carentes.

Buscando a cada dia trabalhar baseado em alguns diferenciais dentro e fora da capoeira (tais como companheirismo, socialização, diversão e pesquisa), realizamos eventos voltados para a socialização e integração dos nossos componentes, além de termos implantado, em 2009, o Boletim Eletrônico CPPA, que oferece mensalmente à comunidade capoeirista, informações sobre o grupo e a capoeira em geral, e o Grupo de Estudos CPPA, que realiza encontros mensais para estudar e discutir trabalhos já publicados, e realizar pesquisas sobre a capoeira e todo o seu universo cultural.

Com isto, sempre guardando e recordando os nossos objetivos, vamos sustentando e aprofundando uma proposta de vida mais justa para nós e aqueles que convivem ao nosso lado.

Atenciosamente,
Contra-Mestre Boca de Peixe

Informações

Priscila Soares de Paiva C Moreira
pripaiva@gmail.com
(31) 8813-3352

Acesse o site: http://www.cppa.com.br/

Histórias do Recôncavo

O Recôncavo Baiano é mesmo uma região muito particular. É como se lá o tempo tivesse parado. A modernização, o progresso desenfreado, trânsito engarrafado, violência urbana, vizinhos que não se conhecem… essas coisas tão comuns na nossa vida cotidiana, lá no Recôncavo têm outra dimensão.

As pessoas têm mais tempo para as coisas, a vida é mais simples, todos se conhecem e se ajudam, há mais cooperação, solidariedade, alegria. Você ainda vê pelas ruas carroças puxadas por jegues, senhores bem vestidos com chapéu na cabeça, feiras livres onde tudo se compra, se vende, ou se troca, senhoras sentadas conversando na porta de casa enquanto crianças brincam no meio da rua…Lá o tempo passa mais devagar.

Muitos moradores juram de pé junto que a capoeira nasceu no Recôncavo. Talvez tenha nascido mesmo, como nasceu em outras partes do Brasil também, mas isso não importa pois a capoeira não tem certidão de nascimento ! O que importa é o significado que essa manifestação da cultura afro-brasileira possui para todos nós que aprendemos a amá-la e respeitá-la.

Muitos capoeiristas famosos vieram de lá, disso não tenham dúvida: Cobrinha Verde, Traira, Najé, Siri de Mangue, Neco Canário Pardo, Noca de Jacó, Gato, Atenilo, Santugri, entre tantos outros, sem falar no mais famoso de todos, o lendário Besouro Mangangá, que até bem pouco tempo não se sabia se ele tinha realmente existido, fato que foi comprovado recentemente, com a descoberta de alguns documentos que citam seu nome e seus feitos.

Há muito mistério também no Recôncavo. Muitas histórias envolvendo magia, quebrantos, patuás, corpo fechado, rezas de proteção, pessoas que se transformam em bicho ou planta. Tudo isso faz parte desse universo mítico-religioso de origem afro-brasileira que possui uma ligação muito forte com a capoeira. Não dá para compreender a capoeira de forma mais profunda, sem aprender a respeitar esse universo.

Durante as gravações do documentário “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros capoeiras” que produzimos recentemente, tivemos a oportunidade de conviver com muitos desses personagens e muitas dessas histórias. Como por exemplo seu Aurélio, 96 anos, morador de Iguape, uma pequena cidade remanescente de um quilombo, localizada no coração do Recôncavo. Durante o seu depoimento na beira do rio, seu Aurélio se mostrou resistente em responder algumas perguntas que eu fazia, sobretudo aquelas relacionadas ao mistério que envolvia a capoeira.

Mas por sorte, eu sou daqueles admiradores de um botequim e de uma boa cachaça e quando terminamos a gravação naquele dia, a equipe de produção foi toda descansar numa pousada na cidade, enquanto eu e o cinegrafista, meu amigo Alexandre Basso – também um admirador do “espírito forte”, como a cachaça é conhecida entre os mais antigos – resolvemos ir beber a saideira justamente no bar do seu Aurélio. Já era noite e à medida que íamos nos aprofundando nas infusões de cachaça com ervas que seu Aurélio nos oferecia, a conversa foi ficando mais solta. E num dado momento, seu Aurélio nos chamou para o fundo do bar. Alexandre, muito atento, ligou a câmera e atendemos ao chamado do velho mandingueiro. Num ambiente de penumbra, somente com a fraca luz de um lampião, seu Aurélio nos revelou alguns segredos muito íntimos, mostrou-nos seu patuá, explicou-nos como fazia para “fechar” o corpo e nos revelou algumas orações de proteção que ele utilizava. Foi um dos momentos mais fortes que vivenciamos durante o longo período de pesquisa e gravação desse documentário.

Mas é assim mesmo: os mestres e velhos guardiões da cultura popular, não entregam os seus segredos assim, facilmente e a qualquer um. Eles é que decidem o que, quando, como e a quem vão revelar. E a nós, cabe ter a paciência, o respeito e a sabedoria de esperar a hora e a ocasião certa de recebermos esses ensinamentos. Essa é mais uma lição que a capoeira nos ensina

 

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).


Coluna: “Crônicas da Capoeiragem” por Pedro Abib

Mais um envolvente texto da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, que de modo ímpar nos descreve os causos e histórias do Recôncavo Baiano e seus “Personagens” as vezes quase lendários… Pedrão, como prefere ser chamado nos leva de modo solto e intuitivo ao universo da capoeiragem com uma narrativa simples e repleta de mandigagem…

Luciano Milhoni*

* (Pedrão em referência a um tipo/marca de cachaça e fazendo analogia ao grande camarada Plínio – Angoleiro Sim Sinhô, que em sua envolvente e alegre presença sempre brincava com o termo “teimando” em chamar-me pelo nome da cachaça, pela qual ambos, Pedrão e Plínio tem imenso apreço, apesar de eu ser um eterno abstêmio.)

A Navalha na Capoeira

Naifa, Nafe, Sardinha, eram alguns dos nomes pelos quais era conhecida a Navalha, uma arma outrora muito utilizada pelos capoeiras. Pelo que se sabe, a navalha é uma herança dos portugueses, que a teriam introduzido entre os capoeiristas no Rio de Janeiro ainda no século XIX.

Os “fadistas” portugueses, sobretudo na cidade de Lisboa, que freqüentavam os bairros tradicionais da Alfama, Mouraria e Madragoa, no início do século passado, eram sujeitos sociais muito próximos aos “capoeiras” do Rio de Janeiro, pois além de freqüentarem os mesmos ambientes: portos, boemia, prostíbulos, botequins, eram também considerados sujeitos marginais que sofriam a dura perseguição da polícia, assim como os capoeiras por aqui. E nesses conflitos com a polícia, e também nas disputas entre os seus próprios pares, a navalha era uma arma que estava sempre à disposição, e não raro, eram responsáveis por graves ferimentos entre esses sujeitos e até morte em muitos casos.

O próprio “lenço de seda” utilizado no pescoço, parte indispensável da indumentária do capoeira (e também do sambista) clássico de outros tempos – aquele que usava chapéu “de banda”, terno branco, sapato bicolor e uma argola na orelha esquerda – tinha uma função muito específica: proteger o cidadão, do golpe certeiro da navalha. O “esguião”, como também era conhecido o lenço de seda, tinha a propriedade de impedir o corte da navalha por mais afiada que ela fosse, pois a seda do qual era feito, fazia com que a navalha deslizasse sobre sua superfície sem atingir o pescoço da vítima.

Manduca da Praia, Natividade e o legendário Madame Satã no Rio de Janeiro, assim como Caboclinho, Inocêncio Sete Mortes e Noca de Jacó na Bahia, ou como Nascimento Grande em Pernambuco, são nomes de alguns capoeiras que ficaram também conhecidos como exímios manejadores da navalha.

A navalha hoje em dia, já não faz mais parte do universo da capoeiragem, mas é sempre bom ficar de olho aberto, numa roda de capoeira, quando o jogo aperta e algum sujeito coloca as mãos no bolso de trás da calça ….afinal….nunca se sabe !!!

 

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).


Coluna: “Crônicas da Capoeiragem” por Pedro Abib

Mais um envolvente texto da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, enfocando histórias, casos, experiências, opiniões, críticas, enfim, um texto de uma lauda sobre o universo da capoeiragem.

Os nossos verdadeiros Heróis

A capoeira, como se sabe, está presente em mais de 150 países no mundo todo. É motivo de grande orgulho para todos nós, brasileiros, vermos a nossa cultura, a nossa língua e a nossa história, serem motivo de respeito e admiração por parte de todos aqueles que de alguma forma, conhecem e reconhecem essa nossa nobre arte pelos quatro cantos do planeta, onde quer que ela se encontre.

Mas a capoeira é motivo de orgulho, sobretudo, para todo o povo oprimido do Brasil: os negros escravos e seus descendentes, os analfabetos, os pobres e miseráveis, os espoliados, os sem-terra, sem-teto, sem-educação, os índios, os trabalhadores, enfim, todos aqueles que ajudaram a escrever a história do nosso país, mas que sempre foram vítimas de preconceitos e discriminações, que sempre foram explorados, marginalizados, violentados, perseguidos e humilhados, separados da dignidade humana por esse abismo social que divide a injusta e excludente sociedade brasileira.

O que antes era vista como coisa de vagabundos, de vadios e marginais, hoje é reconhecida como Patrimônio da Cultura Brasileira, título que a capoeira recebeu recentemente do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). E mais do que isso, está presente como tema de numa enorme quantidade de teses e dissertações nas universidades do Brasil e do mundo, em livros, filmes, discos, revistas, obras de arte, enfim como uma importante referência para todas as áreas do conhecimento humano.

Mas o mundo deve esse legado a quem ?

Justamente aos marginalizados desse país: os negros, quase negros ou quase brancos, os pobres marginalizados, analfabetos, os perseguidos pela polícia, arruaceiros, desordeiros, valentões e artistas da fome. Foram eles que lutaram bravamente para que essa cultura fosse preservada, para que a capoeira resistisse a uma violenta perseguição por parte dos poderes constituídos, sendo até considerada como crime pelo Código Penal Brasileiro durante quase quatro décadas. Foram esses sujeitos despossuídos que garantiram que a capoeira chegasse até os nossos dias, e alcançasse o respeito e a dignidade em todo o mundo. Devemos isso a eles !!!

Por isso, o povo simples e marginalizado do Brasil, deve estufar o peito e sentir orgulho de saber que a capoeira – hoje um dos maiores símbolos da cultura brasileira no mundo – é a sua herança, é o seu passado, é a sua tradição e a sua dignidade. É a cara e o rosto dos nossos heróis, que infelizmente, ainda não estão nos nossos livros de História, que não são lembrados nas escolas, que ainda não são louvados e reconhecidos pela memória nacional. Mas cabe a nós, sujeitos envolvidos de alguma forma com a prática e a divulgação da capoeira pelo mundo, lutarmos para que essa memória e para que esses sujeitos sociais sejam valorizados  nesse país que precisa aprender a respeitar a sua própria história, sobretudo a história do nosso povo simples e marginalizado. São eles os nossos verdadeiros heróis !!!

 

Pedro Abib (Pedrão de João Pequeno) é professor da Universidade Federal da Bahia, músico e capoeirista, formado pelo mestre João Pequeno de Pastinha. Publicou os livros “Capoeira Angola, Cultura Popular e o Jogo dos Saberes na Roda”(2005) e “Mestres e Capoeiras Famosos da Bahia”(2009). Realizou os documentários “O Velho Capoeirista” (1999) e “Memórias do Recôncavo: Besouro e outros Capoeiras” (2008).


Coluna: “Crônicas da Capoeiragem” por Pedro Abib

Mais um envolvente texto da Coluna Crônicas da Capoeiragem, sob a tutela do nosso grande camarada e parceiro, Pedro Abib, enfocando histórias, casos, experiências, opiniões, críticas, enfim, um texto de uma lauda sobre o universo da capoeiragem.

Resultados: II JOGOS GERAÇÃO INTERATIVA DE CAPOEIRA realizado em Pirassununga

“II JOGOS GERAÇÃO INTERATIVA DE CAPOEIRA”

DIA 20 DE SETEMBRO DE 2009
HORÁRIO: DAS 09:00 ÀS 18:00 HORAS
LOCAL: GINÁSIO MUNICIPAL DE ESPORTES DR. LAURO POZZI
-CEFE PRESIDENTE MÉDICE – AV. PRESIDENTE MÉDICE S/Nº – JD.
CARLOS GOMES – PIRASSUNUNBGA-SP

-REALIZAÇÃO: APACAP EM PARCERIA COM A SECRETARIA MUNICIPAL DE ESPORTES

-DIREÇÃO: MESTRE LUIZÃO
-EQUIPE ORGANIZADORA: JANAÍNA, VERIDIANA, NAILA, MOINHO, MARCIA, PIMENTA (SÃO PAULO/SP), MARINA E BUIÚ

ARBITRAGEM: CONTRA MESTRES XENHO E DE PAULA; INSTRUTOR TUBARÃO; MONITORES CEZÃO, BUIU  E CAMARÃO, FORMADO JABA E ESTAGIARIO RAYOVAC.

-PARTICIPAÇÃO: MESTRES: LAU (ARARAS), SENA (POÇOS DE CALDAS), TAROBA (SÃO CARLOS), OSMAR (POÇOS DE CALDAS), CLÉO (SÃO PEDRO); CONTRA MESTRE DE PAULA (UBERABA/MG), PROFESSORES JUNINHO (GUARANÉSIA) E DANIEL (CASA BRANCA).

PROGRAMAÇÃO:

09:00 hs – Abertura com desfile das equipes, execução do Hino Nacional e juramento dos atletas;
09:30 hs – Início das Competições – Categorias: Mirim, Infantil e Infanto Juvenil (Jogo no ritmo de São Bento Grande);
12:00 hs – Intervalo para almoço; lançamento do Cd Capoeira Na Veia Vol. II “Cantigas de Mestre Luizão”; Show de saltos e Acrobacias.
13:30 hs – Reinicio das Competições – Categorias Juvenil, Adultos e Graduados – (Jogo de Benguela e São Bento Grande);
16:00 hs – Competições em ritmo de São Bento Grande para Categorias: Especial “Cadeirantes” e da 3ª Idade.
18:00 hs – Encerranento com entrega de troféus e medalhas aos atletas e equipes vencedoras.

PARTICIPARAM DO EVENTO AS SEGUINTES EQUIPES:

-APACAP (PIRASSUNUNGA, LEME E ITÚ)
-FILHOS DO BONFIM (POÇOS DE CALDAS E CASA BRANCA)
-ART-VIDA (GUARANÉSIA)
-ESCRAVO LIBERTO (SÃO PEDRO)
-JANGADEIROS DE OURO (SÃO CARLOS)
-PALMARES (ARARAS)

TOTAL: 215 ATLETAS

CATEGORIA MIRIM – ATÉ 10 ANOS DE IDADE:

FEMININO:

1º LUGAR:   VERONICA
GRUPO:   APACAP
CIDADE:   LEME

2º LUGAR:   TAILANE
APACA – PIRASSUNUNGA

3º LUGAR:   MARIA GABRIELA
FILHOS DO BONFIM – CASA BRANCA

CATEGORIA MIRIM – ATÉ 10 ANOS DE IDADE:

MASCULINO:

1º LUGAR:   MATHEUS
APACAP   LEME

2º LUGAR:   GUIUPER   
JANGADEIROS DE OURO – SÃO CARLOS

3º LUGAR:   JOÃO VITOR
FILHOS DO BONFIM ´CASA BRANCA

CATEGORIA  INFANTIL – 11 E 12 ANOS

FEMININO

1º LUGAR:   GISLAYNE
APACAP – PIRASSUNUNGA

2º LUGAR:   MARIELLE
APACAP – PIRASSUNUNGA

3º LUGAR:    MILENA
APACAP – LEME

CATEGORIA  INFANTIL – 11 E 12 ANOS

MASCULIO:

1º LUGAR:  JUNINHO
APACAP – PIRASSUNUNGA

2º LUGAR:   WESLEY
FILHOS DO BONFIM ´CASA BRANCA

3º LUGAR:  JEFERSON DE OLIVEIRA
APACAP LEME

CATEGORIA  INFANTO JUVENIL – 13 E 14 ANOS

FEMININO

1º LUGAR:   SIMONE
APACAP – PIRASSUNUNGA

2º LUGAR:   ELIANE
APACAP – ITÚ

3º LUGAR:  JÉSSICA
JANGADEIROS DE OURO – SÃO CARLOS

CATEGORIA  INFANTO JUVENIL – 13 E 14 ANOS

MASCULINO:

1º LUGAR:   RODNEY
ESCRAVO LIBERTO – SÃO PEDRO

2º LUGAR:  MURILO
FILHOS DO BONFIM – CASA BRANCA

3º LUGAR:  MICHAEL
APACAP – LEME

CATEGORIA  JUVENIL – 15 A 17 ANOS

FEMININO

1º LUGAR:   NAILA
APACAP – PIRASSUNUNGA

2º LUGAR:   GISLAINE
FILHOS DO BONFIM – CASA BRANCA

3º LUGAR:   SANDRA
APACAP – PIRASSUNUNGA

CATEGORIA  JUVENIL – 15 A 17 ANOS

MASCULINO:

1º LUGAR:   DANILO
FILHOS DO BONFIM – CASA BRANCA

2º LUGAR:   ALEX
ESCRAVO LIBERTO – SÃO PEDRO

3º LUGAR:   VALDECIR
APACAP – LEME

CATEGORIA  ADULTOS  – 18 ANOS ACIMA

FEMININO

1º LUGAR:   MAGDA
PALMARES – ARARAS

2º LUGAR:   MARINA
APACAP – PIRASSUNUNGA

3º LUGAR:   JANAINA
APACAP – PIRASSUNUNGA

CATEGORIA  ADULTOS – 18 ANOS ACIMA

MASCULINO

1º LUGAR:  CLAYTON
FILHOS DO BONFIM – CASA BRANCA

2º LUGAR:   IDAEL
APACAP – LEME

3º LUGAR:   RODRIGO
FILHOS DO BONFIM – CASA BVRANCA

CATEGORIA  GRADUADOS –  PROFISSIONAIS:

MASCULINO:

1º LUGAR:  CONTRA MESTRE  XENHO
APACAP – PIRASSUNUNGA

2º LUGAR:   MONITOR CEZÃO
APACAP – PIRASSUNUNGA

3º LUGAR:    PROFESSOR MARQUINHOS
JANGADEIROS DE OURO – SÃO CARLOS

Acreditando no poder da Superação - LEANDRO DA APACAP NA CATEGORIA ESPECIALCATEGORIAS ESPECIAIS:
CADEIRANTES E  FELIZ  IDADE:
DESTAQUE PARA OS ATLETAS:

LEANDRO – APACAP DE LEME/SP
MARIA E VITORIA – SÃO CARLOS/SP

CLASSIFICAÇÃO GERAL POR EQUIPES:

1º LUGAR:
APACAP – 107 PONTOS

2º LUGAR:
FILHOS DO BONFIM – 39 PONTOS

3º LUGAR:
JANGADEIROS DE OURO – 15 PONTOS

4º LUGAR:
ESCRAVO LIBERTO – 12 PONTOS

 

Atenciosamente,

Luiz Carlos Desideri – Mestre Luizão
Presidente da Apacap