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Nova Iguaçu abre 100 vagas para aulas de capoeira

A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Nova Iguaçu (Semel) abriu 100 novas vagas para aulas de capoeira, promovidas através do Programa Esporte na Vila. As aulas são gratuitas e acontecem duas vezes por semana. Para se inscrever é preciso apresentar certidão de nascimento ou identidade, declaração escolar, uma foto 3×4 e atestado médico, na secretaria administrativa da Vila Olímpica, na Rua Luís de Lima, 288, Centro, das 9h às 17h.

Crianças com idade a partir de três anos podem participar. As aulas acontecem as terças, quintas e sábados, ministradas pelo professor de educação física e mestre de capoeira Carlos Eduardo Alves Gomes, conhecido como Chumbinho. “Com as novas vagas que estamos oferecendo, a capoeira será a modalidade com maior número de inscritos no Projeto Esporte na Vila”, disse Adriano Santos, secretário municipal de Esporte e Lazer.

O Projeto Esporte na Vila, que tem mais de mil alunos inscritos, já revelou atletas para o esporte brasileiro, como o judoca Sebastian Pereira e a ex-capitã da seleção brasileira de handebol, Lucila Vianna. Além das aulas de capoeira, há outras atividades esportivas como: atletismo, ginástica, basquete, vôlei, futsal, handebol, futebol, karatê, tênis de mesa e judô. Mais informações podem ser feitas através do telefone: 2669-5744.

 

Fonte: http://www.baixadafacil.com.br/

Alagoas: Capoeiristas protestam contra proibição de aulas no Cepa

Eles reclamam que aulas foram suspeitas sem justificativa. Grupo bloqueou avenida e afirma que está sendo vítima de discriminação.

Capoeiristas de Alagoas bloquearam um trecho da Avenida Fernandes Lima, em frente ao Centro Educacional de Pesquisas Aplicada (Cepa). Eles protestam contra a proibição das aulas de capoeira que eram ministradas gratuitamente na Escola Estadual Afrânio Lages, que fica nas dependências do Cepa.

A mobilização, denominada “Protesto do Berimbau Contra a Discriminação Institucional”, denuncia que a proibição é um preconceito à manifestação cultural. Segundo os capoeiristas, a atividade era oferecida de forma voluntária e foi proibida pela sem que houvesse uma justificativa para a medida.

O presidente da Federação de Capoeira do Estado de Alagoas, José Carlos Pereira, disse que o trabalho com cerca de cem alunos estava sendo feito há dois anos pela Associação Cultural Capoeira Brasil, entidade legalmente constituída. No dia 19 deste mês, eles foram informados pela diretora da escola que as aulas teriam que ser suspensas.

“As aulas eram voluntárias e ministradas por um professor formado em Educação Física e em escola de capoeira. Esse trabalho estava sendo muito importante para os alunos que passavam parte do tempo ocioso aprendendo uma arte. Não podemos admitir que atos de discriminação como esse aconteçam”, reclamou Pereira.

O professor Rodrigo Pedrosa de Freitas, conhecido por “Arapuá”, disse que quer um pedido de desculpa por parte da direção da escola. “Iremos ao Ministério Público denunciar essa situação. Desde que a Capoeira começou a ser difundida no estado sofre preconceito. Não vemos isso com outras atividades”, disse.

A técnica auxiliar do Núcleo de Rede do Cepa, Vânia Marciglia, informou que os capoeirisas não tinham autorização para ministrar aulas na escola. Ela disse ainda que os alunos da escola não participavam das aulas. “Eles têm que fazer uma proposta para a Secretaria de Educação. As aulas estavam acontecendo sem autorização e isso e ruim porque qualquer coisa que acontecesse não havia quem respondesse por isso”, falou.

A assessoria da Secretaria de Estado da Educação (SEE) informou que já está ciente do protesto e que vai encaminhar uma nota à imprensa.

Orgulho e preconceito em um mesmo esporte

Capoeirista de Bauru quer aproveitar os Jogos Abertos para mostrar seu valor e acabar com discriminação

A capoeira é um esporte que sofre preconceito de tudo quanto é lado. Do campo religioso, por parte de alas mais radicais que a associam ao candomblé e umbanda. De etnia, por ser de origem negra. 

E até mesmo esportiva, pois muitos nem consideram a modalidade como prática esportiva. Não bastasse isso, a modalidade teve pouco apoio até mesmo da cidade para acabar com as discriminações sofridas pelos praticantes da modalidade.

“O preconceito está presente, mas seria facilmente suplantado se tivesse mais apoio. Temos um espaço fantástico, estamos numa região boa. Tudo isso contribui para uma divulgação positiva”, comentou Alberto Pereira, professor da Casa da Capoeira e do time bauruense. A modalidade é a quinta da série do BOM DIA sobre os Jogos Abertos. A competição, aliás, é a grande vitrine esperada pelos praticantes. Mais do que medalhas, a capoeira de Bauru quer atenção e respeito no evento que acontecerá em novembro na cidade.

“A gente precisa muito dessa atenção. Tudo o que a gente faz aqui é no peito. Tanto que estamos tentando realizar desde o início do ano um treinamento com a equipe completa, mas não conseguimos. Falta estrutura para trazer todo o pessoal que treina no Fortunato Rocha Lima”, comentou o atleta André Luiz Bastasini, o Parada. Ele ganhou uma medalha de bronze nos Jogos Regionais ao lado de duas atletas que treinam no Fortunato: as irmãs Leda Maria Pereira e Lidiane Maria Pereira. Elas começaram praticamente juntas na capoeira e preferem deixar os problemas de lado para praticarem o esporte que gostam.

“Foi amor à primeira vista. Eu tinha 14 anos e nunca mais parei de ir. Nem mesmo quando eu me machucava eu deixava de ir nas rodas de capoeira”, garantiu Lidiane, que depois completou. “Estou muito ansiosa para que chegue logo os Jogos Abertos”. As duas são as únicas representantes femininas da equipe bauruense. Na capoeira são quatro categorias masculinas e quatro femininas. Mas o time está desfalcado e jogará com apenas cinco representantes. Além dos três já citados, completam o grupo André José e Jorge Oliveira.

CAPOEIRA Bauruense
Objetivos
Equipe está incompleta e sabe das dificuldades que terá na primeira divisão ao lado de Guarulhos, Piracicaba e Ribeirão Preto. Uma medalha, de qualquer cor, já seria um prêmio.

Avaliação BOM DIA
Sem apoio adequado e ainda sofrendo com preconceito, até mesmo uma medalha parece improvável. As maiores chances são no peso médio masculino, mas mesmo assim seria zebra.

Em 2011
A capoeira bauruense não esteve presente nos Jogos Abertos do ano passado, em Mogi Guaçu. Muitos atletas competiram por outras cidades no ano passado pela falta de apoio daqui.

Em família
A equipe feminina de Bauru é uma verdadeira família. E isso não é figura de linguagem. As duas atletas são irmãs e competem juntas. Leda, no meio pesado, e Lidiane, no pesado, estarão presentes.

 

Fonte: GUSTAVO LONGO
gustavo.longo@bomdiabauru.com.br

Cravinhos: Projeto de Capoeira União

O Projeto de Capoeira União é desenvolvido, em Cravinhos, pelo mestrando Diogo Nascimento Pereira, que tem um trabalho voltado inteiramente para o lado social, com o objetivo de tirar crianças e adolescentes das ruas.

A capoeira é considerada por muitos antropólogos e historiadores uma luta ou simplesmente uma arte. Entretanto por muito tempo ela foi proibida no Brasil, já que era considerada perigosa. Entretanto, atualmente, crianças e adultos se misturam aos mestres nas rodas de capoeira e praticam a modalidade em escolas, projetos sociais e até mesmo na rua.

Para jogar capoeira é preciso de um ritmo, que é ditado pelo atabaque, pelo berimbau e agogô. Com uma música bem característica dois parceiros, de acordo com o toque do berimbau, executam movimentos de ataque, de defesa e esquiva. Eles simulam uma luta, por isso é preciso habilidade e força, além de integração e respeito entre os parceiros.

Uma prática da época dos escravos serviu para tirar muitas crianças das ruas e proporcionar uma atividade física e ocupação para suas mentes, entre essas pessoas está o cravinhense Diogo Roberto Nascimento Pereira, 27 anos, que quando pequeno viu a capoeira como um esporte que evitou que ele fosse para caminhos errados.

“Quando era criança ficava mais na rua que em casa, e qualquer coisa que mexiam comigo eu queria brigar. Era muito encrenqueiro e dava trabalho pra todo mundo. Foi quando um dia conheci o professor Nego que me apresentou à capoeira, foi então que comecei a me interessar pela modalidade”, explica o professor e mestrando de Capoeira, Diogo Pereira.

Apesar de se identificar com tal arte Diogo Ferreira foi morar em Porto Ferreira, e lá encontrou o mestre Souza com quem fez uma grande amizade. Em poucos anos retornou para Cravinhos e o Promotor de Justiça, Dr. Wanderley Baptista Trindade Jr., observando a sua mudança o chamou e perguntou o que ele gostaria de ser. Prontamente o jovem respondeu que seria professor de capoeira. Então o Promotor o colocou para dar treinos no Projeto Sara.

“Foi com certeza um sonho realizado, nunca pensei que poderia mudar completamente o meu jeito devido a um esporte. Comecei a me esforçar e quando não tínhamos lugar para treinar íamos na Quadra de Esportes Irmãos Ribeiro, mas o local era escuro, então esperávamos a luz refletir na quadra pra podermos praticar a modalidade”, conta Diogo Pereira.

Foi nesse momento que estava fundado o Projeto de Capoeira União, que contaria com o apoio do mestre Souza e seria um trabalho totalmente social, para que outras crianças e adolescentes pudessem sair da rua e praticar uma modalidade.

“A capoeira me ajudou e por isso acreditei que ela poderia ajudar outras crianças que se encontravam na rua. E o projeto só foi crescendo, inclusive o local onde treinávamos recebeu a iluminação adequada, que foi paga pelo cidadão José Francisco Matasso Ferdinando [Cabelim], que na época não era candidato a nada e muito menos aspirava ser prefeito, mas sempre esteve do nosso lado, porque viu que o trabalho estava sendo bem executado”, diz o professor.

Nesse ano o projeto completa seus 14 anos de fundação, conta com 190 crianças de todas as partes do município de Cravinhos. Além de idosos que se encantaram pela arte da capoeira e tem aulas específicas, e com horários especiais.

“Muitas vezes cheguei para dar aula desanimado, mas quando começa o treino as crianças, cada uma a seu jeito, vão fazendo um movimento novo e isso faz com que qualquer chateação do dia fique pro lado de fora. Ensino a todos, mas eles também me ensinam muito. E se engana quem pensa que somente pessoas carentes fazem capoeira, porque o que vejo são todas as classes sociais integradas no desenvolvimento da arte”, ressalta o professor cravinhense.

A ideia de dar aulas para a Terceira Idade partiu da primeira-dama do município [Cleusa Maria Machado Ferdinando], por isso foi necessário que Diogo fizesse uma reciclagem e atualização, pois nem todos os movimentos praticados por uma criança podem ser feitos por um idoso. Entretanto a cada vez que ele chega ao Centro de Referência do Idoso para dar as aulas, elas o surpreendem com movimentos e estilo característicos.

“Precisei recorrer ao meu mestre Souza para fazer uma atualização, com o objetivo de dar aula a Terceira Idade de Cravinhos. Ele como já lidou com esse público me ensinou a Pedagogia da Capoeira, e me encanto a cada aula que uma delas faz um movimento diferente e peculiar. E posso afirmar que o pessoal da Terceira Idade tem mais vontade do que muitas pessoas novas”, conta o professor.

Entretanto quando indagado se já formou diversos capoeiristas, o professor Diogo é bem enfático: “não formo capoeiristas, mas sim cidadãos”.

“O Grupo de Capoeira União de Cravinhos acolhe qualquer pessoa que tenha necessidade de ajuda, seja ela qual for. Não quero formar diversos capoeiristas para o mundo, mas sim cidadãos. Por isso mesmo que trabalhamos diversos pontos com os jovens e adultos que fazem parte de nossas aulas”, comenta o contra-mestre Diogo Pereira.

Vale salientar que além de Cravinhos o projeto de capoeira “União” está em mais 16 municípios, sendo que cada um tem o professor que comanda a sua turma.

Preconceito e superação

Tendo o trabalho reconhecido pela atual administração municipal, o mestrando Diogo Roberto Nascimento Pereira, contou com a ajuda do prefeito Cabelim, da secretária da Educação, Márcia Fernandes Donato e do secretário de Esportes, Raul Pratalli Filho para ver seu projeto chegar a todos os bairros cravinhenses.

“Muitos me julgavam e dizendo que não ia dar certo na vida, já ouvi diversas vezes as pessoas chegarem até mim e dizer que capoeira é coisa de vagabundo e que isso não dá nada pra ninguém. Mas com o apoio do Cabelim, da Márcia Donato e do Raul Pratalli hoje me orgulho de saber que o meu trabalho é reconhecido, e que diversas crianças se dedicam a essa modalidade. Tenho orgulho de ser professor de capoeira e digo que é um sonho realizado, só falta as pessoas deixarem o preconceito de lado e prestarem mais atenção em todos que praticam a modalidade”, emociona-se o mestrando.

Atualmente diversos pais fazem capoeira para poderem incentivar seus filhos a praticarem uma atividade física, que não deixa nunca os “jogadores” parados, o que torna a capoeira tão grandiosa e bonita de se ver.

Portadores de necessidades especiais e cidades da região

A equipe do Grupo União de Capoeira também desenvolve trabalho na cidade de Ribeirão Preto, em bairros carentes, como por exemplo, Adelino Simione, em que as crianças se dedicam a modalidade para saírem das ruas.

“Lá é um bairro muito carente, mas mesmo assim desenvolvemos o projeto no local e precisam ver como as crianças ficam contentes quando chegamos para dar a Capoeira a todos”, diz Diogo.

Em Ribeirão Preto também participam das atividades de capoeira em torno de 13 crianças portadoras de necessidades especiais, entretanto aqui em Cravinhos apenas uma já aderiu ao projeto de capoeira.

“Em Ribeirão trabalhamos com portadores de necessidades especiais e vemos um grande desenvolvimento a cada dia que tem aula. No município de Cravinhos ainda não tivemos essa abertura da diretoria da APAE, mas respeito o posicionamento de todos e digo que as portas do projeto estão abertas a qualquer pessoa. Mesmo aquelas que acham que não são capazes de fazer capoeira podem acreditar que conseguem”, diz o mestrando Diogo Nascimento.

As crianças, adolescentes e adultos de Cravinhos que quiserem experimentar a arte da capoeira podem se inscrever e saber dos horários na Secretaria Municipal de Esportes, que fica localizada no Complexo Esportivo “Prefeito José Vessi” ou ainda solicitar horários e locais dos treinos, através do telefone 3951-1378.

Depoimentos

O Projeto de Capoeira União de Cravinhos

“O Diogo desenvolve um trabalho muito bom com as crianças e jovens do bairro Jardim Santana, Nova Cravinhos, Trajano Stella e Vila Cláudia. Além dos integrantes da Terceira Idade no CRI. A capoeira é um esporte que exige disciplina e concentração e ele trabalha com empenho e prazer.

Possui, atualmente, aproximadamente 200 alunos e a Secretaria da Educação conta sempre com o apoio dele, bem como a participação de seus alunos em diversos eventos realizados pela Secretaria. Essas aulas ministradas pelo Diogo incentivam todos os alunos que as praticam, inclusive com a melhoria dos estudos”, relata a secretária da Educação de Cravinhos, Márcia Fernandes Donato.

“Conheço o Diogo e o seu grupo muito antes de me tornar prefeito, por isso só tenho que parabenizá-lo. Sempre lhe incentivei e continuarei fazendo isso, porque só quem conhece de perto o trabalho que ele desenvolve junto à população de Cravinhos que sabe como esse jovem professor é bem esforçado. Parabéns a ele e todos que fazem parte do Grupo União de Capoeira”, diz o prefeito municipal de Cravinhos, Cabelim.

“A cidade de Cravinhos carecia de um professor de Capoeira há muito tempo, mas surgiu o Diogo que se tornou referência. E sempre estaremos dando respaldo ao seu trabalho, porque é um projeto social que envolve aproximadamente 200 jovens, que poderiam estar nas ruas, mas se encontram praticando essa atividade física tão bem ensinada pelo professor Diogo”, comenta o secretário de Esportes de Cravinhos, Raul Pratalli Filho.

A História da Capoeira

A origem da capoeira data da época da escravidão no Brasil. Muitos negros foram trazidos da África para o Brasil para trabalhar nos engenhos de cana-de-açúcar, nas fazendas de café, nas roças ou nas casas dos senhores. A capoeira era uma forma de luta e de resistência.

Porém, para não despertarem suspeitas, os escravos adaptaram os movimentos da luta aos cantos da África, fazendo tudo parecer uma dança. A capoeira foi ficando do jeitinho que ela é hoje, gingada.

No início do século XIX, no Rio de Janeiro, bandidos e malfeitores eram chamados de capoeiras, como registrou o escritor Manuel Antônio de Almeida, em “Memórias de um Sargento de Milícias”. Em 1888, a escravidão foi oficialmente abolida no Brasil. Muitos negros libertos não tinham como sobreviver e acabaram na marginalidade. Em Salvador, chegaram a organizar gangues e provocar rebeliões. Durante muito tempo a capoeira foi proibida.

Na década de 1930 a capoeira já tinha adquirido um novo status na sociedade. O próprio presidente Getúlio Vargas convidou um grupo de capoeira para se apresentar oficialmente no Palácio do Catete. A capoeira foi liberada. Professores de capoeira da Bahia se tornaram famosos, como os mestres Bimba, Pastinha e Gato, imortalizados nos romances de Jorge Amado.

Hoje em dia há muitas formas de jogar capoeira, e a mais tradicional preserva as raízes africanas, como a capoeira angola na Bahia.

 

Reportagem: Kennedy Oliveira

Fotos: A Redação

 

http://www.atribunaregional.com.br

Mestre João Pequeno

Mestre João Pequeno

João Pereira dos Santos, aluno de mestre Gilvenson e depois discípulo de Mestre Pastinha, de quem se tornou continuador. Integrou em 1966 a delegação brasileira no Premier Festival des Arts Nègres, em Dakar (Senegal).Hoje, ainda mantém Academia de Capoeira, no Forte Santo Antônio (centro histórico de Salvador). Em 1970, Mestre Pastinha assim se manifestou sobre ele e seu companheiro João Grande: “Eles serão os grandes capoeiras do futuro e para isso trabalhei e lutei com eles e por eles. Serão mestres mesmo, não professores de improviso, como existem por aí e que só servem para destruir nossa tradição que é tão bela. A esses rapazes ensinei tudo o que sei, até mesmo o pulo do gato”.

Em 27 de dezembro 1917 nasceu em Araci no interior da Bahia João Pereira do Santos, filho de Maria Clemença de Jesus, ceramista e descendente de índio e de Maximiliano Pereira dos Santos cuja profissão era vaqueiro na Fazenda Vargem do Canto na Região de Queimadas. Aos quinze anos (em 1933) fugiu da seca a pé, indo até Alagoinhas seguindo depois para Mata de São João onde permaneceu dez anos e trabalhou na plantação de cana de açúcar como chamador de boi, então conheceu Juvêncio na Fazenda são Pedro, que era ferreiro e capoeirista, foi aí que conheceu a capoeira.

Aos 25 anos, mudou-se para Salvador, onde trabalhou como condutor (cobrador) de bondes e na construção civil

como servente de pedreiro, pedreiro, chegando a ser mestre de obras. Foi na construção civil que conheceu Cândido que lhe apresentou o mestre Barbosa que era um carregador do largo dois de julho, Barbosa dava os treinos, juntava um grupo de amigos e nos finais de semana ia nas rodas de Cobrinha Verde no Chame-chame.

Inscreveu-se no Centro Esportivo de Capoeira Angola, que era uma congregação de capoeiristas coordenada pelo Mestre Pastinha.

Desde então, João Pereira passou a acompanhar o mestre Pastinha que logo ofereceu-lhe o cargo de treinel, isso foi por media de 1945, algum tempo depois João Pereira tornou-se então João Pequeno.

No final da década de sessenta quando Pastinha não podia mais ensinar passou a capoeira para João pequeno dizendo: “João, você toma conta disto, porque eu vou morrer mas morro somente o corpo, e em

espírito eu vivo, enquanto houver Capoeira o meu nome não desaparecerá”.

Na academia do Mestre Pastinha, João Pequeno ensinou capoeira a todos os outros grandes capoeiristas que dali se originaram e mais tarde tornaram-se grandes Mestres, entre eles João Grande, que tornou-se seu Grande parceiro de jogo, Morais e Curió.

Foi aconselhado pelo Mestre Pastinha a trabalhar menos e dedicar-se mais a capoeira. Embora pensasse que não passaria dos 50 anos percebeu que viveria bem mais ao completar tal idade.

Tendo que enfrentar a dureza da cidade grande João Pequeno também foi feirante, e carvoeiro chegou a ser conhecido como João do carvão, residiu no Garcia, e num barraco próximo ao Dique do Tororó.

Sua primeira esposa faleceu, mas, um tempo depois conheceu Dona Mãezinha no Pelourinho, nos tempos de ouro da academia de seu Pastinha, constituíram família, e com muito esforço construíram uma casa em fazenda Coutos,

Lá no subúrbio, bem longe do Centro onde foram morar e receber visitas de capoeiristas de várias partes do mundo.

Para João Pequeno o capoeirista deve ser uma pessoa educada “uma boa arvore para dar bons frutos”. Para quem a capoeira é muito boa não só para o corpo que se mantém flexível e jovem, mas também para desenvolver a mente e até mesmo servir como terapia, alem de ser usada de várias formas, trabalhada como a terra, pode-se até tirar o alimento dela.

João Pequeno vê a capoeira como um processo de desenvolvimento do indivíduo, uma luta criada pelo fraco para enfrentar o forte, mas também uma dança, cuja qual ninguém deve machucar o par com quem dança, defende a idéia que o bom capoeirista sabe parar o pé para não machucar o adversário.

Algum tempo após a morte do mestre Pastinha, em 1981, o mestre João Pequeno reabre o Centro Esportivo de Capoeira Angola ( CECA ) no Forte Santo Antônio Alem do Carmo(1982), onde constitui a nova base de resistência, onde a capoeira angola despontaria-se para o mundo, embora encontrando várias dificuldades para manutenção de sua academia, conseguiu formar alguns mestres e um vasto numero de discípulos.

Na década de noventa houve várias tentativas por parte do governo do estado em desocupar o forte Santo Antônio para fins de reforma e modificação do uso do forte, paradoxalmente em um período também em que foi amplamente homenageado recebendo o titulo de cidadão da cidade de Salvador pela câmara municipal de vereadores, Doutor Honoris Causa pela universidade de Uberlândia, e Comendador de Cultura da República pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

”É uma doce pessoa” é o que afirmam todos que tem a oportunidade de conhecer o Mestre João Pequeno, cuja simplicidade, a espontaneidade e o carisma seduz a todos que vão até o Forte Santo Antonio conferir suas rodas, é um bricalhão, mas que também não deixa de dar uma baquetada nos que se exaltam e esquecem dos fundamentos da brincadeira e da dança.

  • Leia Mais : Mestre João Pequeno de Pastinha

Resultado: Capoeira Viva 2007

 

1.286 projetos inscritos e 122 projetos contemplados

O ministro da Cultura interino, Juca Ferreira, anunciou, no dia 4 de abril, os vencedores do Edital Capoeira Viva 2007. A solenidade aconteceu na Sala dos Espelhos do Palácio Rio Branco, em Salvador.

Nesta edição, o total de recursos oferecidos foi de R$ 1,2 milhão, distribuído em quatro categorias, para as quais foram selecionados 122 dos 1.286 projetos inscritos.

Com o apoio do MinC, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a iniciativa tem o objetivo de fomentar políticas públicas para a valorização e a promoção da Capoeira como bem constituinte do patrimônio cultural brasileiro. Também visa incentivar ações relacionadas à manifestação por meio de atividades socioeducativas, pesquisas e constituição de acervos e produção de mídias e suportes digitais, eletrônicos e audiovisuais (filmes, vídeos, exposições, instalações, sítios, portais e jogos eletrônicos, software livre, dentre outros recursos).

Idealizado pelo Ministério da Cultura e promovido pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), com patrocínio da Petrobras, o projeto Capoeira Viva tem como objetivo fomentar políticas públicas para a valorização e promoção da capoeira como bem constituinte do patrimônio cultural brasileiro, apoiando uma das diretrizes da política cultural da atual gestão do Ministério da Cultura.

Esta chamada pública, de promoção e fomento, tem âmbito nacional, garantindo aos interessados de todo o País a mais clara e ampla possibilidade de acesso aos recursos financeiros captados junto à Petrobras e destinados a cada uma das modalidades de apoio. Permitirá, ainda, o mapeamento de diferentes experiências e iniciativas ligadas à capoeira em todas as regiões brasileiras e, eventualmente, no exterior.

Para mais informações, visite o site do Capoeira Viva: www.capoeiraviva.org.br

 

Lista dos projetos contemplados

 

 

Resultado: por categoria

Categoria Apoio a Ações Sócio-educativas
Total do Fomento: R$ 561.935,00

INSCRIÇÃO

NOME DO PROJETO

RESPONSÁVEL

CIDADE

UF

PRÊMIO (R$)

35873

Encontro e Vivência – Capoeira um Veiculo Educacional 3ªedição

Antonio Cesar de Vargas

Rio de Janeiro

RJ

6.000

35911

Tem Capoeira na Praça !!!

Alethéia Silva Fernandes

Rio de Janeiro

RJ

4.000

35918

Projeto Maculelê

Genival Soares dos Santos

Nova Olímpia

MT

5.000

35946

Projeto Afro Brasileiro

Flavio Ramos da Silva

Montes Claros

MG

4.000

35948

Malungo No Quilombo

Valmir Moreira Goulart

Guimaraes

MA

8.000

35949

Comunidade Capoeira

Walter dos Santos Dias

Teresina

PI

10.000

35991

Projeto Cultural e Social "Nossas Raízes"

Aldeci Gomes da Silva

Cachoeiro de Itapemirim

ES

4.000

35993

Roda Grande Capoeira nos Bairros

Luiz Carlos Ataide de Faria

Aparecida de Goiânia

GO

5.000

36000

Projeto Cultural A Arte de Ser Feliz

Maria Helena Zago Bragueto Moreira

Iracema do Oeste

PR

7.000

36029

Santa Capoeira

Sergio Augusto Sacramento

Rio de Janeiro

RJ

4.000

36040

Casa Mestre Ananias – Centro Paulistano de Capoeira Tradicional, Convivência e Cidadania

Rodrigo Bruno Lima

São Paulo

SP

8.000

36095

Ginga & Dança Capoeira

Eliseu Riscarolli

Tocantinopolis

TO

5.000

36125

Crescer Gingando

Wellington Carlos de Almeida

Belo Horizonte

MG

6.000

36174

Casa da Capoeira De Araguaina

Francisco Felix dos Anjos Carreiro

Araguaina

TO

7.000

36208

Educando Na Capoeira

José Maria Medeiros das Neves

Pesqueira

PE

8.000

36209

Projeto Resgantando A Cultura Afro-Brasileira – Instrumento de Inclusão Social

José Rodolfo Carrinho Viana

Canoas

RS

4.000

36215

Arte de Capoeirar

Rejane Maria de Sousa Pereira Oliveira

Palmas

TO

5.000

36240

Vem Capoeirar II

Valdernilson de Lima Gomes

Tarauacá

AC

7.000

36241

Projeto Capoeira no Morro das Pedras

Armando Maciel Pereira

Belo Horizonte

MG

4.000

36253

A Capoeira Como Objeto Educacional para A Inclusão e Diversidade

Leandro Ferreira Tomé

Janduís

RN

8.000

36256

Capoeira: Dança, Música, Arte e Educação

Heleno Emiliano da Silva Neto

Janduís

RN

8.000

36265

Projeto Cultural Renascer Capoeira Angola

Rubens Bezerra Oliveira

Brasília

DF

6.500

36275

Ginga Brasileira – Coquinho Baiano

Geusa Roberta Pinto

Campinas

SP

12.000

36315

Gingando no Itapoã

Reinaldo Ferreira Lima

Sobradinho

DF

7.935

36342

Construindo Cidadãos

José Leopoldo Ribeiro da Silva

Janaúba

MG

6.000

36343

Quilombo de Angola

Gustávio da Silva Pinheiro

Goiás

GO

6.500

36344

Projeto Capoeira No Campo

Francikelly Silva Andrade

Timon

MA

7.000

36347

Projeto Capoeira E Formação Cidadã

Marco Antonio Santos da Silva

Maceió

AL

5.500

36374

Capoeira É Nossa Cor: O Berimbau e O Caxixi

Maria Luisa Bastos Pimenta Neves

Lauro De Freitas

BA

6.500

36397

Escola de Capoeira "Manoel de Hilário"

Idelmar Gomes Cavalcante

São Francisco Do Piauí

PI

5.000

36429

Projeto Imagem Comunitária – Resgate da História E da Cultura de Povo Através da Capoeira

Josiane Soares Cardoso

Porto Alegre

RS

7.000

36446

Gingando Pela Paz

José Carlos Almeida Santos

Laranjeiras

SE

8.000

36487

Projeto-Sócio Cultural Quilombola "Capoeirando com As Crianças e Adolescentes"

Valdemiro Pereira Filho

Florianopolis

SC

7.000

36496

Projeto Educando Através do Esporte

Aloisio de Souza Piton

Curitiba

PR

5.000

36503

Capoeira de 8 A 80

Edeltraut Edith Rueckl

São Bento do Sul

SC

7.000

36515

Projeto Gente Feliz

Odete Rigato Mioto

Ji-Parana

RO

5.000

36521

100%Capoeira Cultura Brasileira

Eveton Alfaia Moraes

Belém

PA

5.000

36525

Capoeira Angola, Roda Mundo em Jogo de Rodas Vivas: Ancestralidade, Educação e Cultura

Jaime Martins dos Santos

Salvador

BA

6.000

36542

Capoeira Angola Mabaça

Carlos Alberto Martins Alves

Goiânia

GO

8.000

36544

Vivenciando a Capoeira para um Novo Mundo Melhor

Mariza Maia Guimarães

Senador Canedo

GO

5.000

36560

Potencial Capoeira

Denivan Costa de Lima

Maceió

AL

8.000

36571

Ventos de Liberdade

Francisco Flávio Pereira Barbosa

Fortaleza

CE

7.000

36586

Capoeiragem Mirim: e do pequeno que se faz o grande

Augusto Bonatto Alves de Sousa

Belo Horizonte

MG

6.000

36597

Capoeira pela Vida

Raimundo Inaldo Alves Araujo

Missão Velha

CE

5.000

36610

Capoeira no Bom Pastor II

Marcelo de Lima Schitz

Caxias do Sul

RS

4.000

36612

Projeto Social "Capoeira Na Roda da Vida"

Douglas Martins

São José

SC

7.000

36624

Palmares em Nós

Ivanildes Teixeira de Sena

Salvador

BA

6.000

36629

Muzenza, Capoeira pra Todos

Elias Sebastião da Silva

Paulista

PE

5.000

36633

Capoeira Angola – Estudos e Prática

Jorge Estevão Ferreira

Olinda

PE

5.000

36635

Grupo Aún Chibata de Capoeira

José Wanderson Nascimento Saraiva

São Luis

MA

5.000

36641

Capoeira ART-VIDA

Jeime Gleidso do Nascimento Soares

Morada Nova

CE

8.000

36642

Capoeira No Quilombola: Contribuindo com o Resgate da Cultura Crioula a Partir da Capoeira Na Escola

Flaviano Ribeiro da Silva

João Pessoa

PB

6.000

36654

Projeto de Educação e Cultura – "Terra Brasil"

Raphael Alves Vieira da Silva

Palmas

TO

6.000

36683

Preservarte Capoeira Viva

Estela Maris Casara

João Neiva

ES

6.000

36690

Grupo Cultural Esquiva de Capoeira

Joao Alves de Souza

Lapão

BA

6.500

36737

Capoeira Cidadã

Valter da Rocha Fernandes

Rio de Janeiro

RJ

6.000

36739

Meninos da Ilha de Mar Grande

Gilson Fernandes

Salvador

BA

12.000

36749

O Brilho Tem Capoeira

Eduardo André Silva dos Santos

Palmeiras

BA

12.000

36750

Capoeirando e Educando

Odailton Pollon Lopes

Osasco

SP

8.000

36757

Capoeira – Instrumento de Cidadania

Josefa Marlene Dantas Souza

Macaiba

RN

5.000

36799

Capoeira: Um Salto Para O Mundo

Cleyton José Da Silva

Olinda

PE

5.000

36811

Capoeira Integração Social Ma Capuava

Cecilia Maria Borges

Goiânia

GO

5.000

36816

Capoeira – Resistência, Tradição e Preservação

Evangivaldo Palma Azevedo Filho

Vera Cruz

BA

6.500

36817

Capoeirança

Lindomar Dantas da Silva

Aparecida

PB

5.000

36830

“O Futuro Depende de Nós”

Ir. Maria Hubertina Lijnen

Cabedelo

PB

5.000

36866

Projeto Capoeira Na Escola

Sandra Regina Prudêncio

Goiânia

GO

5.000

36877

Projeto "O Quilombola": Implantação E Fortalecimento da Capoeira Angola Na Comunidade Quilombola de Retiro

Ananda Bermudes Coutinho

Vitória

ES

6.000

37026

Grupo Muzenza Mirim de Capoeira

Eleusa das Graças Gomes

Uberaba

MG

6.000

37050

Capoeira na Escola

Antônio Marcos da Silva

São Gonçalo do Amarante

RN

5.000

37058

IV Encontro de Capoeira & Síndrome de Down

Josimar Flor de Araújo

Campo Grande

MS

8.000

37068

Caá Puêra na Terra de Zumbi

Severino Cláudio de Figueiredo Leite

Maceió

AL

7.000

37073

Arte da Criança: A Prática da Capoeira No Ensino Infantil

Rosilene Cristina da Silva Carvalho

São Luis

MA

5.000

37104

“Intervenções Culturais: Formação Cidadã dos Filhos do Solar”

Cecília dos Santos de Brito

Salvador

BA

12.000

37112

Capoeira e Inteligências Múltiplas

Marcelo Pertussatti

Xaxim

SC

6.000

37126

Capoeira Como Resistência: Um Resgate Histórico e Cultural Em Jardim Catarina

Elisangela Bandeira Mendes

Rio de Janeiro

RJ

6.000

37128

Orquestra de Berimbaus “Mandingueiros do Amanhã”

Kleber Umbelino Lopes Filho

São Luís

MA

7.000

37142

Escolinha Conscienciarte

Lucivaldo Paz de Lira

Paracatu

MG

6.000

37159

Projeto Ação e Movimento

Roberto Rós Perez

Miranda

MS

8.000

37174

Projeto Capoeira São Luiz do Palmares

Luiz Carlos da Silva

Porto Nacional

TO

6.000

37192

Bimba, Buda e Eu…

Paulo Cristiano Marques Pereira

Campo Grande

MS

5.000

37217

I Encontro Infantil de Capoeira – EICA – Novo Horizonte Circularte

Leonardo Dutra Guedes

Florianópolis

SC

6.000

37271

Projeto Gunguerê, Negritude e Cidadania Dia-a-dia

Lázaro dos Prazeres Santos

Salvador

BA

12.000

37288

Movimento Capoeira Mulher

Gisele da Silva Figueira

Belém

PA

4.000

37331

Resgatando a Auto Estima dos Quilombolas

Laura Ferreira da Silva

Várzea Grande

MT

8.000

37426

Angoleiros Sim Sinhô

Renata Ribeiro dos Santos

São Paulo

SP

12.000

37477

"Orquestra Popular Do Tocantins

Davi Fernandes Nunes

Araguaína

TO

9.000


Categoria: Incentivo para projetos inéditos de estudos, pesquisas, inventários e documentação sobre o desenvolvimento da capoeira
Total do fomento: R$ 171.000

INSCRIÇÃO

NOME DO PROJETO

RESPONSÁVEL

CIDADE

UF

PRÊMIO (R$)

36020

Uma Vida Na Capoeira Regional: Os Seguidores de Mestre Bimba

Helio José Bastos Carneiro de Campos

Salvador

BA

9.000

36102

Mestre Pastinha: Fragmentos de uma vivência

Claudio Rocha de Cunto Lemos

Brasília

DF

12.000

36224

Livro – "A História da Capoeira de São Paulo: Contada Pelos Antigos Mestres."

Womualy Gonzaga dos Santos

Santo André

SP

12.000

36264

Livro: A capoeiragem no Recife Antigo – os valentes de outrora

Mônica Carolina de Albuquerque Beltrão

Recife

PE

12.000

36372

A História da Capoeira de Goiás Contada Por Seus Pioneiros: Mestre Osvaldo E Mestre Sabú

Elto Pereira de Brito – Mestre Suino

Goiânia

GO

12.000

36424

Raízes do berimbau: Hungu e M’bulumbumba

Cinezio Feliciano Peçanha

Salvador

BA

9.000

36514

Corpo, cultura e sociedade: memórias da capoeira na cidade do Natal/RN

João Carlos Neves de Souza e Nunes Dias

Natal

RN

12.000

36789

Em Busca das Raízes da Capoeira: Danças Africanas em Angola, Séculos XVI Ao XIX

Carlos Eugênio Líbano Soares

Salvador

BA

9.000

36790

Menino quem foi teu mestre: a capoeira em Salvador nas fotos de Pierre Verger

Angela Elisabeth Lühning

Salvador

BA

9.000

36858

A capoeiragem no Rio de Janeiro através do século

Jair Fernandes de Moura

Salvador

BA

12.000

36862

Mandinga Em Manhattan – O Livro

Maria Lucia Correia Lima de Souza

Salvador

BA

9.000

37059

Brabos, valentões, mas também brincantes – A capoeiragem em Pernambuco de 1890 a 1937 pelos olhos da imprensa local

Cristiane Amador Alves

Olinda

PE

9.000

37163

A CAPOEIRAGEM AMAZÔNIDA: a experiência social de mestres e praticantes da capoeira em Belém

Fabio Araújo Fernandes

Belém

PA

9.000

37200

HORALCAP: Conversando com Mestre de Capoeira em Feira de Santana

Maria Fulgência Bomfim Ribeiro

Feira de Santana

BA

12.000

37289

FEIRA DE CAPOEIRA – História em imagens fotográficas

Fabrício Souza Barboza

Feira de Santana

BA

12.000

37308

As Rodas de rua na capoeira do Maranhão da década de 1970

Roberto Augusto A. Pereira

São Luis

MA

12.000


Categoria: Apoio a Acervos Documentais
Total do fomento: R$ 200.000

INSCRIÇÃO

NOME DO PROJETO

RESPONSÁVEL

CIDADE

UF

PRÊMIO (R$)

35887

Acervo Mestre Itapoan

Raimundo César Alves de Almeida

Salvador

BA

25.000

36489

Acervo Frede Abreu – Instituto Jair Moura

Frederico José de Abreu

Salvador

Ba

20.000

36516

Memorial da Capoeira Pernambucana

João Ferreira Mulatinho

Recife

PE

40.000

36568

Acervo Mestre Camisa

José Tadeu Carneiro Cardoso

Rio de Janeiro

RJ

35.000

36928

Divulgando A Capoeira

José Carlos Alberto

São José dos Campos

SP

20.000

36983

MUSCAP – Museu da Capoeira do Paraná

Adegmar José da Silva

Colombo

PR

40.000

37220

Casa Mestre Ananias – Centro Paulistano de Capoeira e Tradições Baianas

Rodrigo Bruno Lima

São Paulo

SP

20.000


Categoria: Ações relacionadas à capoeira por meio de mídias e suportes digitais, eletrônicos e audiovisuais, incluindo filmes, vídeos, exposições, instalações, sítios, portais e jogos eletrônicos, software livre e produtos correlatos e iniciativas de produção e difusão
Total do fomento: R$ 270.160

INSCRIÇÃO

NOME DO PROJETO

RESPONSÁVEL

CIDADE

UF

PRÊMIO (R$)

36034

João Grande, Mestre de Capoeira Angola

Mari Travassos

Salvador

BA

20.000

36269

Pernas Para Voar

Ioná Pizzi Dourado

São Paulo

SP

20.500

36301

Pesquisadores da Capoeira

Antônio Liberac Cardoso Simões Pires

Muritiba

BA

15.000

36318

Capoeira de Cacete

Matthias Röhrig Assunção

Rio de Janeiro

RJ

17.660

36613

Gigante – O berimbauman

André Chaves Santos

Salvador

BA

25.000

36664

A difusão da capoeira Angola através do desenho animado e da produção de livro digital para pessoas cegas e surdas

Guimes Rodrigues Filho

Uberlândia

MG

22.000

36722

Olhar capoeirista sobre a capoeira

Anna Rosaura de Medeiros Trancoso

Rio de Janeiro

RJ

30.000

36726

Capoeira/teatro do Lua Rasta

Gilson Fernandes

Salvador

BA

20.000

36756

Besouro Zum Zum Zum

Elza Maria Montal de Abreu

Salvador

BA

20.000

36802

usina de revitalização negodotimbo apresenta:negros de briga em frevos de poeira

Wagner Porto Cruz

Garanhuns

PE

25.000

36823

PUNGA, MARIMBA E PERNADA – Aspectos da capoeiragem na cultura popular do Maranhão

Raimundo Muniz Carvalho

São Luís

MA

20.000

36844

Portal Angoleiros do Sul

Mário Augusto da Rosa Dutra

Porto Alegre

RS

15.000

36945

Mídias : PAZ NO MUNDO CAMARÁ – A CAPOEIRA ANGOLA E A VOLTA QUE O MUNDO DÁ

Carem Cristini Nobre de Abreu

Belo Horizonte

MG

20.000

Fonte: Capoeira Viva: www.capoeiraviva.org.br

 

Núcleo de Apoio e Desenvolvimento da Capoeira é instalado em Alagoas

Praticantes alagoanos de capoeira terão mais um espaço para a exaltação e debate desta luta que se disfarça de dança. O Núcleo de Apoio e Desenvolvimento da Capoeira (NADEC), entidade de fomento e debate da capoeira, será instalado oficialmente neste sábado (29.09) a partir das 16hs na escola Alfredo Gaspar de Mendonça, localizada no conjunto Eustáquio Gomes de Melo.
 
Na ocasião, serão ministradas palestras sobre: "A conjuntura da capoeira em Alagoas" e "A participação do negro no contexto sócio-político alagoano", respectivamente conduzidas pelo mestre de capoeira Marcelo Cardoso (Girafa) do Grupo Muzenza e por Helcias Pereira, militante do movimento negro há 20 anos e Secretário de Cultura da ONG ANAJÔ. Às 17h, acontecerá a roda de confraternização entre os presentes.
 
De acordo com José Carlos Pereira da Silva, historiador e professor de capoeira, a entidade iniciou suas atividades em 2003, busca incentivar a formação dos capoeiristas e perpetuar as informações repassadas por militantes do movimento negro e mestres de capoeira experientes. "O NADEC nasceu da necessidade que um grupo de capoeiristas tinha em discutir a capoeira além dos limites da roda e das academias, ou seja, explorar as diversas vertentes de trabalho que a capoeira oferece, bem como buscar mais informações das relações entre capoeira e sociedade em forma de pesquisa e leitura", afirmou o coordenador do núcleo.
 
O NADEC é formado por historiadores; enfermeiros; professores universitários e da rede pública de ensino; estudantes; capoeiristas de vários grupos de Maceió e outros municípios, além de simpatizantes. Dentre as atividades já desenvolvidas destacam-se a realização de palestras, debates, oficinas de capoeira e encontro de capoeiristas.
 
A Federação Alagoana de Capoeira (Falc) é a instância superior dos grupos de capoeira, no entanto, a presença do NADEC só vem para contribuir no desenvolvimento da capoeira no estado. "Nossa relação com a FALC é saudável, já que temos entre nós um dos diretores dela, e buscamos preencher uma lacuna deixada por ela no que diz respeito a formação e integração dos capoeiristas em Alagoas, mas sem espírito de competição e sim de colaboração com a entidade maior da capoeira", afirmou José Carlos Pereira da Silva.
 
A capoeira é uma das principais riquezas da cultura afro-brasileira, uma mistura de dança, música, esporte, arte, brincadeira, enfim, considerada uma filosofia de vida para muitas pessoas. Praticada em 164 países, a capoeira é dividida em estilos: angola, regional e contemporânea (criada recentemente) – executados por capoeiristas das mais variadas classes sociais e faixa etária, sem descriminação quanto à religião, raça e gênero.
 
Contatos:
 
José Carlos Pereira da Silva: 8844-4838
Contra-mestre Leto: 9381-7765
Monitor Carlinhos (Grupo Muzenza): 8823-0299.
 
Fonte: GAZETAWEB.COM – http://gazetaweb.globo.com

Goiás: Festival de Capoeira da Mulher tem apoio da Agel

Com apoio da Agência Goiana de Esporte e Lazer e da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, vai ser realizado neste final de semana, em Goiânia, o 4º Festival Nacional de Capoeira da Mulher. Disputado na Praça de Esportes do Setor dos Funcionários, o evento faz parte das festividades em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, e começa no sábado, 10, às 14 horas.
Quem quiser participar pode se inscrever no próprio sábado, antes da disputa. Além das premiações, vão ser distribuídos brindes e sorteados kits de beleza. De acordo com o presidente da Federação Goiana de Capoeira, João Salustriano Pereira, conhecido como Mestre Pança, a expectativa é de que 200 atletas mulheres participem do festival nas categorias infantil, juvenil, adulto, sênior e master.
No domingo, 11, o evento começa às 8 horas.
 
Outras informações: (62) 3218-1377.
  
http://www.noticiasdegoias.go.gov.br/index.php?idMateria=17863
Goiás Agora

Capoeira & APAE – Projeto APAEXOEIRA

APAE PARTICIPOU ATIVAMENTE AS COMEMORAÇÕES
 
Miguel Pereira – Foi com muita emoção que o Panorama Regional registrou esta semana a participação da APAE de Miguel Pereira nas festividades em homenagem ao 51º aniversário do município. No sábado, dia 21, o Projeto APAEXOEIRA, integrante do Abadá Capoeira reuniu seus 40 atletas com deficiência para troca de cordas e batizado na tenda que foi colocada na Praça João XXIII bem no coração da cidade.
 
Quem assistiu pode acompanhar a vibração dos atletas da APAE que hoje participam dessa maravilhosa iniciativa do Mestre Giboia e da Presidente Tânia Athayde. Uma verdadeira aula de inclusão social que mostrou a todos os presentes que uma pessoa especial pode e deve fazer tudo, como qualquer outra pessoa, precisando apenas que seus limites sejam respeitados. As fotos falam por si. Confiram os semblantes dos atletas APAEXONADOS por Capoeira.
 
Já no Domingo, mais de 200 pessoas participaram do desfile cívico representando a APAE de Miguel Pereira que hoje tem 120 alunos, 25 funcionários e dezenas de familiares e colaboradores. Uma verdadeira integração se demonstrou ao longo do percurso. A cidade aplaudiu e parabenizou a todos os participantes. Nota 1000 para toda a Família Apaeana.
 
Fonte: Panorama Regional
http://www.panoramaregional.com.br/

Gran Mestre – Mestre e outros títulos mais…

Esta manhã ao ler a reportagem em anexo, no Diário de Marília, via internet, uma questão logo me chamou a atenção… talvez por despreparo ou ignorância do reporter ou talvez por vaidade…  o Título da Matéria me pareceu bastante peculiar…
 
"Pereira atinge grau máximo da capoeira"
 
Voltamos a colocar na roda uma discussão que foi muito bombardeada nos meios de comunicação virtual, quer pelo grupo de discussões CAPOEIRA CBC, quer pela ROD@ VIRTUAL do Mestre Jeronimo:
 
Gran Mestre – Mestre e outros títulos mais…
 
O que realmente me chama atenção no texto é a Idade do Gran Mestre, 32 anos!!!
 
"Sou discípulo que apreende…  sou Mestre que dá lição…"
 
A primeira preocupação de um "Capoeirista educador responsável" deve ser a utilização da 
capoeira como meio de crescimento pessoal em todos os níveis, uma ferramenta de inclusão social e cidadania. É procurar compartilhar a sua experiência com seus alunos… é caminhar… e trabalhar em prol da capoeiragem…
 
Todos concordamos que a organização, a hierarquia, as graduações e títulos na capoeira são 
Assuntos delicados e complexos…  fica a reflexão…
Iêêê… vamos embora….

Pereira atinge grau máximo da capoeira
16-12-2005
Edvaldo Pereira dos Santos, o mestre Pereira, 32, acaba de atingir o grau máximo da capoeira, conhecido por Gran Mestre.
A avaliação foi feita durante o Open Capoeira Brasil, realizado de 9 a 11 de dezembro, no ginásio do Sesi, no bairro Boqueirão, em Curitiba, que reuniu cerca de 4.000 pessoas e 625 atletas receberam a graduação na capoeira.
 
Segundo mestre Pereira, do Grupo Marília-Brasil, a avaliação foi feita por uma bateria de mestres, com toque de instrumento (berimbau), canto e jogo (fundamento e tradição).
 
“Fiquei bastante feliz, pois consegui realizar meu sonho. Com esta graduação máxima, posso promover diversos eventos importantes de capoeira em Marília”, disse Pereira.
 
Ele está na capoeira desde os 14 anos de idade. “Tive apoio físico e psicológico do mestre Maurílio Borba, que é um dos grandes incentivadores da minha carreira. Agradeço a ele e as empresas que estão sempre me apoiando, como o Sindimmar, Casa do Norte, RT Mix, Baba Gril e Auto Peças Mirauto.
 
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